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sábado, 1 de junho de 2013


DCIAP 

Cândida Almeida diz que processo de que foi alvo será arquivado
A anterior diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) Cândida Almeida afirmou na sexta-feira ter confirmado que o inquérito de que foi alvo está em fase de decisão e "com proposta de arquivamento".
Cândida Almeida diz que processo de que foi alvo será arquivado
Lusa
PAÍS

Cândida Almeida, que falava na apresentação do livro Pensamentos, do fundador do Clube dos Pensadores, Joaquim Jorge, em Vila Nova de Gaia, disse que o inquérito de que foi alvo na sequência do seu afastamento do DCIAP "está em fase de decisão" do Conselho Superior do Ministério Público, "com proposta de arquivamento".
"Confirmei que é assim", acrescentou.
Questionada por Joaquim Jorge, a magistrada declarou que faz "um balanço positivo" da sua passagem pela DCIAP, no qual ergueu "um edifício de justiça que levou banqueiros, ex-políticos e ex-autarcas a tribunal".
Mas a magistrada recusou falar mais sobre o seu afastamento do DCIAP pela atual procuradora-geral da República: "Ainda estou envolvida emocionalmente", alegou, frisando que esteve 12 anos à frente daquele serviço.
Na apresentação do livro, Cândida Almeida afirmou que é com o "grito de revolta" e "a indignação" que se vai alterar as coisas em Portugal e considerou que "é muito perigoso para a democracia" alinhar com os que apregoam que "os políticos não prestam".
"A democracia exige que se lute, mas não fiquemos com a desconfiança pelos políticos. Vamos mudá-los, isso é que importa", propôs.
"É com a nossa força, o nosso grito de revolta e o nosso direito à indignação que vamos alterar as coisas", acrescentou, salientando que "este divórcio entre eleitor e eleito pode fazer perigar a nobreza da democracia".
Para Cândida Almeida, "há que combater pela indignação, pela luta de ideias, pela contestação pacífica, pelo inconformismo à estagnação democrática que alastra não só aqui, no país, mas em toda a Europa".
"Não deixem que o desencanto, a inércia e o conformismo acabe e destrua os ideais de 25 de Abril. Temos o direito à indignação, a manifestá-la publicamente, até que a voz nos doa", afirmou
A ex-responsável pelo DCIAP disse ainda que "a classe política não pode, não tem mandato para exceder a vontade do povo, que não se resume a manifestar-se no dia do sufrágio".
"Não vale desistir e desacreditar e perder os elos que nos ligam aos nossos representantes políticos. Importa é recolocá-los no caminho", sustentou.

A FÚRIA DA ESCRITA

Vai um paisano locomovendo-se lentamente nos passadiços da Fnac, tentando evitar encontros imediatos com os 'romances de amor' assinados (e assassinados) pelas vedetas televisivas e desviando-se de tudo o que a Salazar diz respeito e agora é tão do agrado dos nossos intelectuais 'fashion', e eis que uma capa tão bela quanto discreta lhe chama a atenção.

Ana Margarida de Carvalho - romance - Que Importa a Fúria do Mar Teorema.

A contra-capa ("É um romance de estreia com uma maturidade literária invulgar") e as badanas ( a autora é jornalista distinguida com sete dos mais prestigiados prémios de jornalismo) convidam-me a uma olhadela pelo miolo do livro.
Primeira reacção, deglutidas umas frases salteadas: Alto! Temos romance à séria e com prosa de primeira água.
E eis-me na bicha da caixa com o livro debaixo do braço (esquerdo!) e a urgência de leitura que sempre me assalta nestas alturas.
A leitura, pois, e o encantamento. Livro sem concessões a slogans estafados ou a formas fáceis, com notável riqueza vocabular, lembra, por vezes, o melhor de Almeida Faria e de Mário de Carvalho. Coincido com Miguel Real ('JL'): "Um raro romance - para mais sendo uma estreia literária - tão violento quanto lírico, tão surpreendente quanto sereno".
Sugerir a sua leitura é pouco. Mais adequado será catalogá-lo como de leitura obrigatória.

Isto está a correr bem...


Ataca-se toda a economia que ainda estava na esfera pública, para colocar milhões e milhões nas “milagrosas” mãos dos privados, capazes de uma “gestão de excelência”.
Para arrasar o que resta de Abril ... e aumentar a competitividade do país.
Tripudia-se o conjunto de direitos dos trabalhadores, destruindo as leis do trabalho, precarizando o trabalho, desvalorizando o trabalho.
Para “flexibilizar” o mundo do trabalho... e aumentar a competitividade do país.
Ataca-se todo o universo de trabalhadores do Estado, prejudicando serviços, cobrando o que deveria ser gratuito, cortando cegamente o que não deveria ser cortado.
Para “emagrecer” o Estado... e aumentar a competitividade do país.
Produz-se uma geração de jovens condenados ao desemprego, à casa dos pais para lá dos trinta anos de idade, ou em fuga para o estrangeiro.
Para “domesticar” o povo... e aumentar a competitividade do país.
Taxa-se a miséria e as poucas perspectivas de conforto de milhares de reformados e pensionistas.
Para dar “sustentabilidade” ao sistema... e aumentar a competitividade do país.
Os resultados aí estão. Brilhantes!