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segunda-feira, 13 de maio de 2013

UM ASSOMBRO NESTA FOTOGALERIA ESPECIAL DO DESENVOLTURAS & DESACATOS - VOCÊ NEM VAI ACREDITAR QUE TUDO ISTO QUE ESTÁ A VER É FEITO A LÁPIS, MAS É ! PASME-SE !


Não se iluda. Isso não é fotografia de um sanduiche natural!

 A renderização é o processo pelo qual pode-se obter o produto final de um processamento digital e tem sido muito usada na preparação de fotos de pinturas realísticas, que hoje em dia virou meta para alguns artistas. Recentemente o site Cuded.com publicou um resumo de desenhos realísticos feitos a lápis, que intitulou de "Sopro da Mente". A repercussão foi imediata, com muita gente gostando do trabalho. Este artigo vai apresentar-lhe uma coleção de 30 melhores pinturas realísticas de 15 artistas contemporâneos que tem seus trabalhos apresentados na rede. Espero que gostem!

Influenciado por sua herança, artistas pop e antecessores no movimento Photorealist, o artista italiano Roberto Bernardi se dedicou a reproduzir objetos da vida cotidiana em óleo sobre tela. Desde utensílios de cozinha, frutas, para sapatos de moda, etc, cada peça foi criado com incrível precisão e com um estilo único e original.


Omar Ortiz é um pintor de óleo que trabalha e mora em Guadalajara, Jalisco, México. Ele gosta de reproduzir tons de pele sob a luz natural. Sua obra hiper-realista evoca o lado sedutor do corpo humano com simplicidade e estilo minimalista.


A artista belga Christiane Vleugels gosta de revelar a beleza da vida em suas obras. Aqui são apresentados os quadros deslumbrantes de sua filha caçula Marilyn.


O pintor holandês Tjalf Sparnaay é outro artista que incidiu sobre a pintura da vida cotidiana. Influenciado pelos mestres holandeses Vermeer RembrandtTjalf cria deliciosos retratos de alimentos que são perfeitos como os originais.


A artista Alyssa Monks, nascida em Nova Jersey, começou a pintura a óleo quando ainda era uma criança. Suas pinturas realistas foram fundidas com vidro, vinil, água e vapor. Com a adição desses elementos, ela injetou um sentimento de resumo em suas obras.


O artista russo Serge Marshennikov é conhecido por suas pinturas a óleo sensuais. Sua obra realista captura a beleza feminina de suas modelos geralmente dormindo.


Fascinado pelo realismo clássico, o artista russo Alexei Antonov criou belas pinturas de rosas com detalhes marcantes. As gotas de orvalho realistas, as formigas em suas obras é evidente que ele conhece os caminhos de como soprar as mentes dos espectadores.


O artista britânico Rob Hefferan é excepcionalmente talentoso em capturar a essência de caracteres em pinturas a óleo. Além de retratar de forma incrível os tons de pele, tecido e fundo, os humores e sentimentos são também perfeitamente prestados em suas obras.



Baseado em Madrid o pintor Pedro Campos apresenta peças de óleo sobre tela de tirar o fôlego. Pinturas realistas de vários objetos como coque de latas de alumínio, maçãs embrulhadas em plástico, bolinhas de vidro, e os espinhos de café livros de arte de mesa.


Eric Marette é um artista de Vernon, França, que cria pinturas a óleo realistas em cores vibrantes.


O artista Dennis Wojtkiewicz cria pinturas realistas de frutas e flores, explorando a natureza sensível dos elementos.


O britânico o Robin Eley, que atualmente reside na Austrália, cria pinturas figurativas realistas que falam suavemente sobre os assuntos. Ele gosta de pintar suas figuras cobertas com um pedaço de plástico transparente. Os tons de pele, cabelos, leves, bem como estados de espírito das figuras são perfeitamente capturados em suas obras.


Fascinado por detalhes e influenciado pelas obras de Andrew Wyeth, o artista norte-americano Steve Mills cria grandes pedaços de fotorrealismo, concentrando-se em objetos de natureza morta, por exemplo, jornais, vidros, moedas, livros, óculos, etc.


O sul coreano Joongwon Jeong pinta retratos realistas com acrílicos sobre tela. Ele se formou na Universidade Hongik em 2012.


O alemão Willi Kissmer é conhecido por suas pinturas a óleo de figuras femininas sensuais e realistas. O contraste é apresentado com precisão extraordinária do tecido sobre o corpo humano

post/s) à beira mar.


Gramática: Pronomes indefinidos

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Amabilidade de Jorge Magalhães Ribeiro

Alpendre da Lua


APARIÇÕES



Camarada Van Zeller, eis que chegamos ao bendito 13 de Maio. É verdade que ainda hoje sofremos a síndrome messiânica do rei desaparecido, aquele por quem esperamos e não volta, o salvador da pátria que, provavelmente, se ficou pelas terras do deserto a pastar escorpiões. Ainda assim, o nosso país é dado a aparecimentos. Pena que aprendamos tão pouco com eles. Lá para as minhas bandas, certo dia apareceu Nossa Senhora a pairar sobre uma oliveira. O Carlos Alberto, que a viu, tinha então onze anos e, se bem sei, desde esse dia tornou-se vidente. Morreu novo. O meu pai conta-me que chegou a ir em peregrinação ao local onde o Carlos Alberto viu aparecer uma luz radiante. Subiu aos telhados, esfregou os olhos, não viu nada do que toda a gente afiançava ver. A frustração foi tão grande que a minha avó levou-o em consulta. A uma vidente. Quando não vemos o que os outros vêem, devemos consultar videntes. Os oftalmologistas servem para tratar cataratas. Essa tal vidente não só curou o meu pai dos olhos, como também de terríveis males de olhado. São milagrosos, os banhos de argila na Nazaré, onde, lá está, um dia apareceu Nossa Senhora a D. Fuas Roupinho. A luz que apareceu na Asseiceira foi identificada como pertencendo ao espírito de Maria, mãe de Jesus, um espírito muito dado a mostrar-se pelas aldeias do meu país. Aparece sempre muito belo e luzidio. Não sei de aparições em que Nossa Senhora, seja ela da Nazaré, de Fátima ou da Asseiceira, se tenha mostrado esfarrapada, como provavelmente viveu e morreu. As santas, normalmente, choram lágrimas de sangue e emitem espantosos raios de luz. Nunca se peidam e, desconfio, nenhuma delas é menstruada. Isto chateia-me, gostava que as aparições tivessem o toque naturalista da poesia contemporânea. A minha avó também se referia muitas vezes à Santa da Ladeira do Pinheiro. Julgo que de vez em quando visitava-a para ser benzida. A Santa da Ladeira dava bons conselhos, embora não esteja provada a influência das suas capacidades mediúnicas na construção do jazigo milionário onde se encontra sepultada. Há uma relação estranha entre a capacidade de contactar com os mortos e a saúde das contas bancárias. Estou mesmo em crer que os mortos são um factor produtivo extraordinário no nosso país. O Ministro da Economia devia pôr os olhos nisto, visse ele alguma coisa. Ou então podia ir a Fátima a pé, acendia uma vela pelos portugueses, comia um pastel de nata, orava ao Senhor que concedesse a Gaspar o dom da mediunidade. O Gaspar devia ler os livros do Allan Kardec, todo o Governo devia fazer um estágio na Federação Espírita Brasileira para aprender como se metem os mortos a produzir quando dos vivos não podemos esperar mais do que um estado de espírito zombie, apático e indiferente. Tenho a certeza de que o Carlos Alberto, os três pastorinhos e a Santa da Ladeira têm muito a ensinar, com o seu exemplo, aos políticos portugueses. O povo seguiu-os, ouvia-os, respeitava-os. Se bem repararmos, figuras de Estado como Salazar ou mesmo Cavaco têm qualquer coisa de videntes. Por isso o povo os segue, os ama, os respeita e os escuta. Os devotos de Salazar, assim como os devotos de Cavaco, não olham para eles como políticos. Não vêem homens pragmáticos, vêem antes videntes, médiuns, espíritas, alguém que consegue falar com os mortos exercendo sobre os vivos o poder das aparições. Os célebres tabus de Cavaco equivalem aos segredos de Fátima, são revelações aparentemente banais capazes de nos distrair da realidade enquanto esta vai sendo ajustada às necessidades do consumo. Os políticos portugueses têm que assumir definitivamente uma outra atitude. Não pode ser só a Ministra da Agricultura a rezar para que chova, tem que ser o Passos Coelho a entrar em transe, a falar com Deus na demanda da salvação onde ela pode ser vislumbrada. Isto é, no mundo dos mortos. No mundo do António José Seguro.

Antologia do esquecimento


Paulo Portas no alto do Parque Eduardo VII

Paulo Portas (Trumps - 1989)

A caminho da reunião extraordinária do conselho de ministro Paulo Portas deve ter parado no Alto do Parque Eduardo VII e olhado Lisboa a seus pés, a outrora capital do império, hoje capital dum País que ultrapassou a beira do abismo e que está em queda livre.

No alto do parque Paulo Portas quase consegue ver o edifício onde ficava o desaparecido Jornal O Independente, onde foi sub-director, mais tarde director, onde desde 1988 e durante uma década não deu tréguas aos políticos, aos governantes, aos corruptos, aos que usavam indevidamente os fundos públicos, em resumo, não deu tréguas aos mentirosos e aldrabões que defraudavam os seus eleitores em particular e o Povo em geral.

No alto do parque Paulo Portas ao ver a seus pés a outrora capital do império e a vislumbrar o seu antigo jornal deve pensar “No que eu me transformei! Sou pior que todos aqueles de denunciei!”. Paulo Portas já há muito que mudou de máscara, já não usa a máscara de jornalista e, aquela que à força queria usar, a máscara de estadista caiu hoje.

Paulo Portas conseguiu no espaço de uma semana mentir descaradamente a todo o País e trair mais de 3 milhões de pensionistas. Fê-lo com requintes de crueldade, não há nada mais cruel que dar uma falsa esperança a quem já a perdeu. Quando no passado dia 3 de Maio o porta-voz do ministro das finanças, o tal que dizem que é primeiro-ministro, veio anunciar que uma vez mais iam “bater” nos reformados estes naturalmente assustaram-se, preocuparam-se, viram a sua vida uma vez mais afectada. A 5 de Maio, Paulo Portas, ainda com a máscara de estadista, vem dar-lhes esperança, vem dizer que podem acreditar no futuro porque ele não vai permitir que nada de mal lhes aconteça, vem dizer que ele é o garante da protecção que os reformados e pensionistas mereciam.

A 5 de Maio estas foram as palavras de Paulo Portas: "O primeiro-ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar. O acordo foi o de procurar medidas suplementares sobretudo na despesa do Estado consigo próprio para permitir, como diz a carta do primeiro-ministro à 'troika', apresentar medidas de valor superior, ganhar margem de manobra e procurar que o resultado final seja mais justo e mais equilibrado. Não quero que em Portugal se verifique uma espécie de cisma grisalho, que afetaria mais de três milhões de pensionistas, uns da Segurança Social, outros da Caixa Geral de Aposentações, quero, queremos todos no Governo, uma sociedade que não descarte os mais velhos, quero, queremos todos no Governo, um ajustamento que não prejudique sobretudo os que não têm voz"

Sete dias depois caiu-lhe a máscara, uma máscara que de forma forçada quis usar mas que no fundo não era a sua. Sete dias depois Paulo Portas já não pode usar a máscara de jornalista, já não pode usar a máscara de estadista. Sete dias depois Paulo Portas revela-se pior que aqueles que durante anos denunciou. Ao ter passado a fronteira que disse ser intransponível Paulo Portas traiu os que nele acreditaram e perdeu a pouca credibilidade que ainda mantinha. Prestou um mau serviço ao País, prestou um mau serviço aos que nele acreditaram e em última análise prestou um mau serviço ao seu partido que com ajudas destas ainda volta a ser o famoso “Partido do Táxi”.  

Paulo Portas – Fronteiras flutuantes...


Paulo Portas declarou, há poucos dias, envergando garbosamente a sua máscara de estadista, máscara com que esconde o mais abjecto oportunismo político... que, no que respeitava aos cortes nas pensões, havia uma «fronteira que ele não permitiria que fosse ultrapassada».
Dir-se-á que Portas, invertebrado... permitiu que se ultrapassasse a tal fronteira. Errado!!!
A “fronteira” é que mudou de lugar!
Poderá parecer um fenómeno muito estranho, este das “fronteiras flutuantes”... mas, na verdade, está constantemente a acontecer... no mundo dos canalhas.



2.PÓLO SUL
















.apeidaeumregalo...donarizagentetrata. blog

CDS aceita "excepcionalmente" taxa de sustentabilidade sobre pensões

Conselho de ministros terminou com acordo do segundo partido da coligação para dar à troika as garantias que esta exigia para concluir a sétima avaliação. Medida é facultativa e não obrigatória.


O líder do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros aceitou, a título excepcional, a nova contribuição dos reformados (a taxa de sustentabilidade), depois de ter admitido que a insistência nesta medida podia gerar uma crise política.
"O CDS aceitou que, excepcionalmente, pudesse vir a ser considerada a introdução de uma contribuição de sustentabilidade sobre as pensões", afirmou ao PÚBLICO fonte do Governo, no final da reunião do Conselho de Ministros extraordinário deste domingo.
Ao que o PÚBLICO apurou, a negociação em Conselho de Ministros foi dura, com Paulo Portas a recusar-se a aceitar a medida nos termos em que estava escrita no texto da 7ª avaliação do programa de ajustamento de Portugal, em que a nova taxa surgia como obrigatória.
Só depois de se ter conseguido alterar esse texto, de forma a dizer que esta taxa será aplicada na estrita medida em que não for possível substituí-la por outros cortes na despesa, é que houve fumo branco na Gomes Teixeira, sede do Conselho de Ministros.
Numa nota oficial, o Governo anunciou que o Conselho de Ministros se reuniu "para confirmar as condições necessárias ao fecho da sétima avaliação".
“O Conselho de Ministros reuniu para se inteirar da conclusão dos trabalhos relativos ao 7º exame regular e confirmar as condições necessárias ao seu fecho, de modo a que o senhor ministro de Estado e das Finanças possa delas dar nota nas reuniões que amanhã se iniciam em Bruxelas, do Ecofin e do Eurogrupo”, refere a nota.
A reunião extraordinária do Conselho de Ministros terminou perto das 18h deste domingo, ao fim de três horas.
Antes da reunião, fonte próxima de Paulo Portas tinha afirmado ao PÚBLICO que o líder do CDS não estava disposto a mudar de ideias, apesar de não haver acordo da troika de credores internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) deixar cair a medida. E admitia mesmo que essa divergência podia abrir uma crise política.
A contribuição de sustentabilidade da Segurança Social, que o primeiro-ministro anunciou como possibilidade, já tinha sido contestada por Paulo Portas e outros ministros, em grande parte do PSD, que chegaram mesmo a enfrentar Vítor Gaspar em Conselho de Ministros.
Ao que o PÚBLICO apurou, a troika está a exigir ao Governo um elenco de medidas alternativas e o respectivo impacto financeiro para poder fechar a sétima avaliação do programa de ajustamento de Portugal, que é uma contrapartida pelo empréstimo de 78 mil milhões de euros.
A urgência é tanto maior quanto se realiza segunda e terça-feira a reunião dos ministros de Finanças da UE, onde Vítor Gaspar espera ter concluída a sétima avaliação e garantir a libertação da próxima tranche de financiamento, no valor de dois mil milhões de euros.
Em comunicado, o PSD congratulou-se com o acordo entre o Governo e a troika, dando como concluída a sétima avaliação, algo que só nesta segunda-feira deverá ser confirmado.

A contribuição de sustentabilidade, apresentada pelo primeiro-ministro no dia 3 de Maio, abrange todos os pensionistas e permitiria arrecadar 436 milhões de euros já no próximo ano. Esta contribuição destinava-se a substituir a contribuição extraordinária de solidariedade (a CES), que neste ano está a ser aplicada às pensões da função pública, do sector privado e fundos de pensões acima de 1350 euros.
Outra questão que continua em cima da mesa é a convergência das regras de cálculo das pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) com as da Segurança Social. A medida deverá afectar tanto os novos como os actuais aposentados da CGA, desde que tenham entrado para o Estado até 31 de Agosto de 1993.
Genericamente, será aplicada uma taxa de 10% no valor da pensão calculado com base no salário de 2005. A concretização da medida ainda está a ser estudada pelo Governo e será discutida com os sindicatos da função pública.