AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

OS FASCISTAS DEGLADIAM-SE DENTRO DO PRÓPRIO PARTIDO

OS FASCISTAS DEGLADIAM-SE, AGORA É AMORIM UM REFINADO REACCIONÁRIO QUE JÁ ANDOU EM VÁRIOS QUADRANTES POLÍTICOS SEMPRE NA PROCURA DO TACHO BOTAR PALAVRA E CASCAR NO SALAZARINHO.

"Tempo político de Vítor Gaspar terminou", diz Carlos Abreu Amorim
O candidato à câmara de Gaia pelo PSD considera que "é preciso que os problemas sejam tratados através de uma perceção dos anseios e necessidades das pessoas"


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tempo-politico-de-vitor-gaspar-terminou-diz-carlos-abreu-amorim=f806246#ixzz2SvKkU62d

Preços do LIDL na Bélgica e em Portugal..


Vamos divulgar !!!!                                          
Caras/os amigas/os,
Junto uma carta e anexo que mandei para a Deco assim com outra para o Jose Gomes Ferreira sobre o abuso  da Grande Distribuição em Portugal.
A unica maneira para conseguir melhorar esta situação e dar uma difusão quanto maior possivel aos factos.
 Se concordar faz favor ajude em o divulgar.

GEORGES STEYT
Quinta do Outeiro – Rua José Baptista Canha, 7 – 2565-116 Carmões
Tel.: 261 743 34 - georgessteyt@yahoo.fr
Carmões, 8 de Abril de 2013
DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor
R. de Artilharia Um, n.º 79, 4.º
1269-160 Lisboa
Exmas./os Senhoras/es,
Queiram encontrar em anexo um quadro comparativo de preços demonstrativo da
política descriminatória de preços praticada pela LIDL em relação a Portugal, implicando
a constatação de o nível de preços ao consumidor em Portugal se situar num patamar
escandalosamente elevado.
Os portugueses não têm apenas os salários mais baixos e dos impostos mais elevados
da UE, mas ainda, as práticas da Grande Distribuição obriga-os a pagar as suas
compras a preços totalmente abusivos.
Não compreendo como é que uma organização como a vossa, em princípio existente
para a defesa dos consumidores, permanece silenciosa sobre um tema tão crucial. Em
Agosto de 2009, enderecei a V.Exas. uma correspondência similar (vidé cópia anexa),
sugerindo uma comparação sistemática entre os preços praticados pelas cadeias
europeias (Auchan, Intermarché, Lidl, Aldi ...) nos seus países de origem e em Portugal.
Tanto quanto é do meu conhecimento, tal comparação nunca foi por vós feita. Ora,
certamente que se trataria dum modo bem simples de exercer pressão sobre o cartel da
distribuição que se permite este tipo de abusos.
Se a Lidl se dá ao luxo de abusar de forma tão descarada do consumidor português, fá-
lo muito simplesmente porque o ambiente (não)concorrencial lho permite. Neste
contexto, será interessante fazer notar que, de forma quase sistemática, o abuso de
margens praticado pela Lidl, em relação aos preços na Bélgica, se repete ao cêntimo na
Aldi, o que deixa claramente entender existir aqui um acordo de preços.
Tendo em conta o facto de os preços praticados na Bélgica e noutros países do Norte
pela Lidl (e Aldi) incluirem já uma margem que torna as suas operações perfeitamente
rentáveis, somos levados a constatar que estas empresas se regalam em Portugal com
uma margem SUPLEMENTAR perfeitamente exorbitante, acima dos 50%. Ora, os
custos variáveis da distribuição são constituídos essencialmente pela mão de obra e
pelos custos imobiliários, dois tipos de despesa claramente menos onerosos emPortugal. Este tipo de prática abusiva encontra a sua única explicação no poder dos
interesses monopolistas instalados. A Lidl não é o único réu, o que está em causa é o
conjunto da distribuição.
Se, a nível da Comunicação Social, a DECO, que se presume ter por vocação tal tarefa,
não denunciar um tal escândalo, quem o fará?
Dedica a vossa Associação largo tempo a comparar as diferenças de preço, por vezes
pouco significativas, entre as cadeias de distribuição em Portugal, perdendo de vista
que é a totalidade da distribuição que é abusivamente cara. Deveriam atacar o
problema a fundo denunciando este escândalo. Para tal, bastaria que procedessem às
comparações por mim sugeridas.
Esperando a melhor atenção de V.Exas. para o exposto, subscrevo-me com os
melhores cumprimentos,
Georges Steyt
Anexos:
Quadro comparativo preços Lidl Bélgica / Portugal
Cópia da minha carta à DECO de ...


COMPARAÇÃO ENTRE PREÇOS DO LIDL
NA BÉLGICA E EM PORTUGAL

PRODUTO                                        A                      B                     C
Café solúvel Gold                             1,99                  2,29                 15%
Bolachas Mc Kenndey    225 gr         0,65                  1,49                 130%
Chocolate Plantage         125 gr         1,29                  1,59                  30%
Nozes cajú                       150 gr       1,69                  2,29                  35%
Amendoins salgados        250 gr        0,75                  1,15                   53%
Pasta (massa) Fusilli        500 gr        0,36                  0,42                   17%
Mayonnaise Vita D'Or     500 ml        0,79                  1,29                    63%
Pesto                                 150 gr      0,89                 1,29                    45%
Atum natural Nixe           150 gr         0,96                 1,39                    45%
Queijo Roquefort             150 gr        1,75                  2,69                    54%
Queijo Camembert           250 gr        1,09                  1,59                    46%
Queijo Mozarella (unidade)                0,39                  0,89                    128%
Queijo Emmental ralado  200 gr         1,05                  1,69                     61%
média de 13 produtos: + 55,5 %
A = Preços no Lidl Chaussée d'Alsemberg em Uccle/Bruxelas (Bélgica) em 16-01-2013
B = Preços no Lidl de Torres Vedras em 18-01-2013
C = Percentam a mais em Portugal por produtos rigorosamente idênticos
Todos estes preços estavam fora de qualquer promoção
Obs.: Composição da amostra de produtos:
A composição da amostra de produtos é aleatória tendo sido obtida tendo em consideração os 2 seguintes
critérios de selecção: 1 -
produtos que consumo habitualmente
 2 - produtos inteiramente idênticos nos dois países.
 Assim, este quadro não reflecte necessariamente a totalidade dos artigos mas não andará muito longe,
visto o carácter inteiramente aleatório da escolha dos artigos.

GEORGES STEYT
Quinta do Outeiro – Rua José Baptista Canha, 7 – 2565-116 Carmões
Tel.: 261 743 34 - georgessteyt@yahoo.fr
Carmões, 8 de Abril de 2013

Exmo. Senhor
Dr. José Gomes Ferreira
a/c SIC NOTÍCIAS
LISBOA
Exmo. Senhor
Admiro a forma como V.Exa. não cessa de denunciar os efeitos perniciosos da
prevalência da corrupção, em Portugal. Não o faz de forma fanática, mas sim,
persistente, e baseando-se em factos. Daí lhe advém a força de saber convencer.
Gostaria de acrescentar um pequeno mosaico à sua argumentação, e como tal,
permito-me enviar-lhe cópia de uma correspondência endereçada à DECO. Isto tanto
mais porque duvido que esta associação irá dar aos factos que exponho a divulgação
que merecem. Acontece que os abusos de margens de comercialização que denuncio
são perfeitamente exorbitantes.
De nacionalidade belga, vivo em Portugal há mais de 15 anos. Desde o início, fiquei
estupefacto com as diferenças de preço entre Portugal e o norte da Europa. Verdade é
que alguns bens são claramente menos caros: restaurantes, hotéis e, dum modo geral,
todos os bens ou produtos com uma forte componente de mão de obra. Facto, aliás,
muito lamentável para o povo português simples, pois implica que os seus rendimentos
sejam francamente inferiores.
Dito isto, o mesmo não se passa com todos os serviços, visto que estes, oferecidos
pelas classes educadas (médicos, engenheiros, advogados, arquitectos, etc.) são
nitidamente superiores aos preços praticados nos países da Europa do Norte. Facto
que tende a comprovar a força do espirito corporativo existente nestas profissões, o
qual lhe permite estes preços exagerados. Assim, enquanto uma consulta num médico
generalista na Bélgica custa cerca de € 30,00, dos quais a Segurança Social reembolsa,
no mínimo, € 20,00, uma consulta a um médico particular em Portugal custa, no mínimo
dos mínimos, € 60,00, sem reembolso. Uma vez mais, é a população modesta que
paga.
No que diz respeito aos bens alimentares, é certo que a carne, o peixe, a fruta e os
legumes costumam ser menos dispendiosos por cá. Em contrapartida, os produtos
embalados são nitidamente mais caros, como se comprova pelo quadro comparativo
referente à LIDL. E, se tivermos em conta que a LIDL é habitualmente menos cara que
as cadeias portuguesas, podemos concluir que o consumidor português desembolsa
valores excessivos pelos produtos em questão. Creio, aliás, que a diferença entre onível de preços dos produtos frescos e os produtos embalados resulta muito
simplesmente do facto de a distribuição dos primeiros contar ainda com um número
considerável de distribuidores independentes, enquanto que a Grande Distribuição
conseguiu praticamente monopolizar a distribuição dos produtos acondicionados.
Garanto-lhe a autenticidade dos números que avanço. Fiz em 2009 uma primeira
comparação deste tipo para a DECO, tendo na altura remetido cópia à LIDL que tentou
(com argumentação absurda) justificar as diferenças, sem, no entanto, as contestar
minimamente.
As práticas de entendimento monopolsita na distribuição constituem igualmente uma
forma de corrupção. A única forma de defesa é a divulgação dos factos, tal como V.Exa.
o faz, de forma tão brilhante, em matéria de política e administração pública.
Grato pela atenção que o assunto lhe possa merecer, apresento a V.Exas. os meus
melhores cumprimentos.
Georges Steyt
Anexos:
Carta à DECO/Proteste
Quadro comparativo preços LIDL Bélgica / Portugal

VIRIATO À PEDRADA




Urso sobe a árvore para perseguir um homem

Estas são daquelas cenas que estamos habituados a ver nos desenhos animados, mas desta fez foi mesmo real! Só mesmo na Rússia...

A INFLAMADA ANTI-COMUNISTA RAQUEL VARELA

A Esquerda Lamechas

Posted on Maio 10, 2013 por Raquel Varela

Hoje foi anunciada uma recolha de alimentos para os trabalhadores da CARRIS. Mais, ficámos a saber, sem espanto, que os únicos empregos criados são de salários abaixo do salário mínimo, ou seja, o salário mínimo está a descer para algo em torno dos 300 euros de facto. Há 10% dos portugueses que trabalha mas não ganha o suficiente para viver – nos meios académicos na Europa a coisa começa a ser tão comum que onde trabalho já se cunhou o conceito - working poor, os que trabalham mas ganham abaixo do limiar de subsistência. Rui Mauro Marini chamou-lhe no Brasil há muitos anos «super exploração», isto é, a força de trabalho ao fim do dia não é reposta (não recebe o suficiente para no dia seguinte conseguir ir trabalhar) mas exaurida. O resto do salário é completado com o recurso à caridade que usa os fundos dos próprios trabalhadores (segurança social).

Estive nas últimas semanas em vários debates com Paulo Morais, membro do PSD, vice presidente da TI, onde em todos os debates, depois de uma exposição absolutamente brilhante, clara e detalhada sobre a corrupção (recordo que é investigador de matemática na FEUP), pede, entre outras medidas, a expropriação de todos os bens dos «cavalheiros que nos andaram a roubar» a exigência que as casas dos fundos imobiliários paguem IMI (seria quase 1% do PIB) e disse-o, para quem queria ouvir, o património não usado deve ser expropriado: use it or lose it. Disse mesmo que em vez de incomodar 3 milhões de pessoas o Governo tem que incomodar 3 pessoas – António Mota, Ricardo Espírito Santo e Vasco Melo, detentores de 95% das PPPs. Terminou a exposição explicando que no passado já tiveram que se cortar cabeças e que muitos peixes pequenos alimentam um peixe grande mas basta um peixe grande para dar alimento a muitos peixes pequenos. Tudo isto PM já o disse, sem rodeios e frases de pompa, na TV e nos jornais dezenas de vezes.

É totalmente inútil virem os militantes do BE e do PCP e do PS dizerem que há algo semelhante nos seus programas porque nos seus programas há de tudo, como na farmácia, dizia o velho ditado. A questão é, em que campanha se fixam estas organizações e se o fazem com um estilo ofensivo, aguerrido, que deixa esperança às pessoas ou se o fazem neste tom lamechas e de queixume que é o mote dos dirigentes políticos como Louçã e Jerónimo de Sousa. Este fado dos derrotados, que é óbvio que não estão convencidos que podem vencer e portanto não convencem ninguém que é possível ganhar. Um fado que me faz pensar se é só um problema de estilo ou se é Paulo Morais que foi para a esquerda enquanto a esquerda foi para direita.

O ÓDIO


AGORA VEJA O QUE SE PASSOU NUM CIRCO CHINÊS




Circos bizarros da China

08/05/2013

Circos bizarros da China: situações proibidas e improváveis do Oriente
Bem, não é novidade para ninguém que a China é palco das mais bizarras esquisitices. No entanto, apesar de algumas delas serem inofensivas e até engraçadas, outras tantas são bem preocupantes e polêmicas. Esse é o caso do abuso contra os animais, que provoca a indignação de milhares de pessoas em todo o mundo.

Fonte da imagem: Reprodução/neogaf 
A última “novidade” chinesa envolvendo bichinhos é um circo de horrores que conta com ursos, macacos, leões e até tigres cavalgando sobre cavalos apavorados ou pedalando bicicletas. Além de ser cruel empregar animais dessa forma, como você já deve ter imaginado, é claro que uma coisa como essas não poderia dar muito certo.

Briga de trânsito é coisa séria

O vídeo a seguir — o qual não sabemos quando foi produzido — mostra o que aconteceu durante uma dessas apresentações em Shangai, quando um dos macacos que participava do espetáculo perde o controle da bicicleta, fecha o urso que vem logo em seguida e provoca um pequeno acidente. O urso, então, vai para cima do pobre macaquinho e o ataca ferozmente.








Como se não bastasse, os treinadores que comandam a apresentação até tentam interferir, mas o ataque acontece na frente de uma enorme plateia, e de inúmeras crianças. Embora as informações referentes ao incidente sejam um pouco conflitantes, aparentemente o pobre macaco não sobreviveu. Além disso, pelo panorama que pode ser visto no vídeo, quem garante que um dos animais não resolva atacar os espectadores?
Existem grupos de ativistas que lutam contra esse tipo de abuso, e outros espetáculos já trouxeram cangurus lutando boxe contra humanos, macacos imitando halterofilistas, além, claro, dos animais “cavaleiros” ou adeptos ao ciclismo. Infelizmente, apesar dos esforços, o abuso continua.
Via: Mega Curioso
OLHÓ AVANTE !


«É imperioso e urgente dar mais força à luta organizada das massas trabalhadoras e populares»

LUTAR, LUTAR SEMPRE

Maio confirmou Abril: o Dia do Trabalhador deu a continuidade que se impunha às expressivas comemorações do Dia da Liberdade, lembrando-nos que, como a realidade nos mostrou há 39 anos, a liberdade é indissociável dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, nos quais reside, nunca é demais repetir, o interesse nacional – o verdadeiro interesse nacional e não aquele artifício a que os praticantes da política de direita costumam recorrer para tentar esconder a sua total submissão aos interesses do grande capital.

Em dezenas de localidades, os trabalhadores, respondendo ao apelo da CGTP-IN, ergueram, no seu dia, no 1.º de Maio, uma impressionante jornada de luta, amplamente participada, evidenciadora de uma elevada consciência política e social, plena de combatividade e de confiança – a confirmar que há condições para o desenvolvimento e intensificação da luta e que é este o caminho essencial, o único caminho, para dar a resposta necessária à política de direita e aos seus executantes. Aliás, o evoluir da situação nacional nos últimos meses mostra, sem margem para dúvidas, a importância decisiva da luta dos trabalhadores e do povo; mostra que, ao contrário do que propalam os propagandistas do grande capital, a luta valeu e vale a pena; mostra que lutar, lutar sempre é a solução para os problemas dos trabalhadores, do povo e do País.

Pelo que, se é verdade – e é! – que urge pôr fim a este Governo e a esta política, é igualmente verdade que é imperioso e urgente dar mais força à luta organizada das massas trabalhadoras e populares.

As grandiosas manifestações que assinalaram o 25 de Abril e o 1.º de Maio, têm a montante um vasto e diversificado conjunto de lutas – greves, paralisações, protestos, concentrações, marchas – bem reveladoras do avanço da consciencialização dos trabalhadores e da sua disponibilidade interventiva. E é necessário que tenham continuidade nas semanas e meses que aí vêm. Tanto mais que a nova vaga de terrorismo social em curso se apresenta como a mais brutal de sempre, quer pelo seu conteúdo, quer pelos seus objectivos, quer ainda porque, incidindo sobre os mesmos de sempre – os trabalhadores, os reformados e pensionistas, os jovens – vai trazer ainda mais desemprego, mais atentados aos direitos laborais, mais exploração, mais roubos nos salários, pensões e reformas, mais jovens empurrados para a emigração, mais problemas, mais declínio nacional, mais dificuldades, mais pobreza, mais miséria, mais fome.

Daí o acerto e a importância das duas iniciativas já anunciadas pela CGTP-IN: a grande concentração/manifestação «Contra a exploração e o empobrecimento: Governo Rua!», convocada para o dia 25 de Maio, junto à Presidência da República; e a jornada de luta de 30 de Maio, dia do primeiro feriado roubado aos trabalhadores, englobando paralisações, greves, plenários e acções de rua diversificadas: neste caso contra a tentativa do patronato de impor o trabalho forçado e não pago em quatro feriados por ano e pela exigência da manutenção do direito ao feriado. Isto, obviamente, para além do prosseguimento das lutas específicas em curso nos sectores, empresas e locais de trabalho.

Como não podia deixar de ser, o colectivo partidário comunista empenhar-se-á, com todas a suas forças, para o êxito de todas essas lutas e tudo fará para que as acções dos próximos dias 25 e 30 tenham a necessária participação massiva dos trabalhadores e das populações.

Num tempo em que, à gravíssima crise económica e social, gerada por uma política violadora da Constituição da República Portuguesa, se junta, agora, uma não menos grave crise política e institucional que põe em causa o normal funcionamento das instituições, o Presidente da República – a quem cabe, recorde-se uma vez mais, cumprir e fazer cumprir a Lei Fundamental do País e assegurar esse normal funcionamento – assobia para o lado e posiciona-se, de alma e coração, ao lado da política de afundamento nacional e dos que a executam. Não surpreende que assim seja, conhecida que é a postura de Cavaco Silva, quer durante os dez anos em que foi primeiro-ministro e exímio praticante da política de direita, quer como Presidente da República e incondicional e entusiástico apoiante do famigerado pacto de agressão. Esse tenebroso pacto de agressão que, dois anos passados sobre a sua assinatura pelos partidos da política de direita – PS, PSD e CDS – mergulhou Portugal numa espiral de austeridade e recessão económica com consequências dramáticas para os trabalhadores, o povo e o País. Esse sinistro pacto de agressão para cujas trágicas consequências o PCP previu e preveniu logo em 5 de Abril de 2011, alertando para o rumo de desastre nacional a que conduziria, inevitavelmente, essa ilegítima decisão de acorrentar Portugal e os portugueses aos interesses predadores do grande capital nacional e transnacional.

Por tudo isso, como sublinha o Comunicado da reunião do Comité Central do PCP realizada no domingo passado, o futuro dos País está nas mãos dos trabalhadores e do povo, na sua luta, no desenvolvimento de um amplo e poderoso movimento de massas: são as massas trabalhadoras e populares, com a sua acção organizada, que acabarão por derrotar este Governo e esta política antipatrióticos e de direita e impor um governo e uma política patrióticos e de esquerda.

Por tudo isso, torna-se indispensável o reforço orgânico, interventivo e ideológico do PCP – partido da classe operária e de todos os trabalhadores e, por isso, força determinante, quer no plano político quer no plano social, para dar um contributo decisivo no combate à política das troikas e na construção da política alternativa e da alternativa política.

Passos confirma que vai haver cortes nas actuais pensões de reforma

Primeiro-ministro foi questionado três vezes por António José Seguro sobre como se iria processar a convergência nas pensões: se se aplica apenas aos novos pensionistas, ou se será retroactiva. Passos Coelho confirmou que se aplica às pensões que têm uma fórmula de cálculo mais favorável até 2005.
“Estamos a falar da convergência nas pensões que estão a pagamento, senhor deputado”. Foi desta forma que o primeiro-ministro confirmou, no debate quinzenal desta manhã, que a poupança de 740 milhões de euros que o Governo prevê amealhar, em 2014, com a convergência das regras da Caixa da Geral de Aposentações com as do regime da Segurança Social.

O líder do PS lembrou que essa convergência já existe desde 2005. “Há muito que somos a favor da convergência do sistema de pensões: ela está em vigor desde 2005”, recordou. “Como vai conseguir com essa convergência e reduzir a despesa em 700 milhões de euros?”, questionou por três vezes António José Seguro.

Passos Coelho respondeu. “Ao contrário do que formulava na sua pergunta, quando se fala de convergência a partir de 2005, ela está feita”, reconheceu. “Quem venha a produzir a sua carreira contributiva a partir de 2005 já tem as mesmas regras”. Contudo, “aqueles que até 2005 têm dois factores para cálculo da pensão não têm essa convergência”. É por isso que a convergência se aplica sobre as actuais pensões, “que estão a pagamento”.

Mais à frente, em resposta a Jerónimo de Sousa, Passos deu mais alguns detalhes. "Os senhores deputados sabem que no sistema da CGA existe um desequilíbrio grande entre as pensões que são pagas e o que é o défice de cobertura dessas pensões", observou. "Isso resulta também, em parte, [do facto] de na reforma de 2007 se ter deixado uma diferença entre o regime geral da Segurança Social e aqueles que são servidores do Estado, que têm uma remuneração de referência para o cálculo da sua pensão calculado de forma diferente".

"A partir de 2005 essa convergência está assegurada para o futuro, mas não está assegurada quanto aos que hoje são pensionistas da CGA", descreveu o primeio-ministro. Passos Coelho não foi claro, mas pode estar a dizer que a convergência vai incidir sobre a parte da pensão que é calculada com base no salário de 2005.

Rosalino já tinha admitido a retroactividade

O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, assumiu, em entrevista à SIC Notícias, que a poupança de 740 milhões de euros não poderia ser obtida se apenas se aplicasse às pensões atribuídas aos funcionários que se aposentem a partir de Janeiro de 2014. Dessa forma, Rosalino admitia que a convergência se aplicaria já aos actuais pensionistas.

Ontem, o ministro da Presidência, Marques Guedes, foi mais recuado. “A referência que o senhor secretário de Estado da Administração Pública fez foi no plano das hipóteses, quando instado pelo senhor jornalista que o estava a entrevistar, no sentido de quais eram as possibilidades, se era ou não possível o caminho ser por aqui ou ser por ali", afirmou. Passos admitiu que esse será mesmo o caminho. 

(Notícia actualizada às 12h24 com mais informação)


O QUE FAZER ?

por Pedro Lains (*)

Há um sentimento de impotência. O desemprego já atinge, oficialmente, 1 milhão de pessoas. O Governo prepara-se para despedir mais 100 mil. Sem que isso seja macroeconomicamente necessário e sem que seja obrigação imposta por quem quer que seja de fora ou de dentro. E a um custo directo para o contribuinte de algumas centenas de milhões, e indirecto porventura acima de mil milhões. É algo que ultrapassa todos os limites do compreensível. 

Perante isto, o sentimento de impotência não vai diminuir, antes pelo contrário, vai aumentar. Esperemos que com repercussões na acção. Enquanto isso, guardemos na memória os nomes dos responsáveis. Hélder Rosalino é apenas o executor e Gaspar já não é quem manda. Manda a união entre o Primeiro-Ministro e Paulo Portas feita pelo Presidente da República e seus conselheiros, e enquadrada pelos restantes ministros e pelos deputados da maioria que vão votar a legislação. É esta a gente que directa ou indirectamente se prepara para dar mais um passo inexplicável. 

Em democracia, não há muito a fazer quando o poder toma o poder pelo poder e faz o que quer. O sentimento de impotência faz porventura parte da democracia: estamos sempre a aprender, desta vez pelas piores razões. Resta-nos a responsabilização, o que implica também preservar a memória. Espero que nunca consigam branquear os últimos dois anos, nem estes actos que ainda estão a cometer. Repito: nada disto é macroeconomicamente necessário, nem imposto pelo exterior. É puro acto político de gente política que terá de assumir, mais tarde ou mais cedo, as responsabilidades. Um desabafo provocado pela leitura dos jornais nacionais e internacionais de hoje. 

(*) historiador económico e docente catedrático de economia









O QUE FAZER ?

por Pedro Lains (*)

Há um sentimento de impotência. O desemprego já atinge, oficialmente, 1 milhão de pessoas. O Governo prepara-se para despedir mais 100 mil. Sem que isso seja macroeconomicamente necessário e sem que seja obrigação imposta por quem quer que seja de fora ou de dentro. E a um custo directo para o contribuinte de algumas centenas de milhões, e indirecto porventura acima de mil milhões. É algo que ultrapassa todos os limites do compreensível.

Perante isto, o sentimento de impotência não vai diminuir, antes pelo contrário, vai aumentar. Esperemos que com repercussões na acção. Enquanto isso, guardemos na memória os nomes dos responsáveis. Hélder Rosalino é apenas o executor e Gaspar já não é quem manda. Manda a união entre o Primeiro-Ministro e Paulo Portas feita pelo Presidente da República e seus conselheiros, e enquadrada pelos restantes ministros e pelos deputados da maioria que vão votar a legislação. É esta a gente que directa ou indirectamente se prepara para dar mais um passo inexplicável.

Em democracia, não há muito a fazer quando o poder toma o poder pelo poder e faz o que quer. O sentimento de impotência faz porventura parte da democracia: estamos sempre a aprender, desta vez pelas piores razões. Resta-nos a responsabilização, o que implica também preservar a memória. Espero que nunca consigam branquear os últimos dois anos, nem estes actos que ainda estão a cometer. Repito: nada disto é macroeconomicamente necessário, nem imposto pelo exterior. É puro acto político de gente política que terá de assumir, mais tarde ou mais cedo, as responsabilidades. Um desabafo provocado pela leitura dos jornais nacionais e internacionais de hoje.

(*) historiador económico e docente catedrático de economia