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terça-feira, 7 de maio de 2013

Eles passaram por inferno dos campos de concentração





No passado dia11 de abril comemrou-se o Dia da libertação dos prisioneiros dos campos fascistas. Esta data foi introduzida pela decisão da ONU em memória da revolta internacional dos prisioneiros do campo de concentração “Buchenwald”.
Há 66 anos, no dia 11 de abril de 1945 os prisioneiros desarmaram e cativaram mais de 800 soldados alemães da “Tropa de Protecção” SS. Em véspera disso os nazistas, eliminando os sinais dos seus crimes terríveis, decidiram praticar o extermínio de todos os prisioneiros do “Buchenvald”. Mais tarde os depoimentos dos prisioneiros sobre o terror do exército de Hitler foram promulgados no Tribunal Militar Internacional vs. Hermann Göring.

No território da Alemanha fascista e dos países ocupados por ela havia mais de 14 mil campos de concentração, onde foram cometidos crimes terríveis. Segundo os soldados da Tropa de Proteção, a continuidade de vida do prisioneiro, não excedia um ano. Neste prazo cada prisioneiro trazia aos nazistas o rendimento puro de um mil e meio de Reichsmarks. Durante a Segunda Guerra Mundial mais de 20 milhões de pessoas de 30 países passaram por campos de concentração. 12 milhões não sobreviveram.

Em 11 de abril na Colina Poklonnaya em Moscou perto do monumento “Tragédia dos povos” é realizado o comício memorial do qual participam os antigos prisioneiros dos campos de concentração, os seus filhos e netos. Cada ano pará lá chega Inna Kharlamova, ex-prisioneira do campo de concentração “Igren” situado na região de Dnepropetrovsk, na Ucrânia. Fiquei no campo junto com a minha mãe ainda criança, conta Innna Kharlamova.

Não sei como é que nós conseguimos sobreviver. A minha mãe sempre chorou, não gosta de falar daquele tempo. O campo de concentração foi explodido por fascistas durante a retirada das tropas em Outubro de 1943. 11 de abril é sempre uma data solene para todas as unidades da nossa organização, para os antigos prisioneiros dos campos de concentração fascistas na Ucrânia, Bielorrússia, Rússia, Uzbequistão, Moldova e Cazaquistão. Os ex-prisioneiros juntam-se e lembram a proeza dos cativos do Buchenwald.

Hoje é importante guardar em memória a proeza dos soldados soviéticos que libertaram a Europa e todo o mundo do fascismo, diz Inna Kharlamova.

Todos os prisioneiros guardam esta memória e transmitem-na à geração crescente, para que os nossos netos e bisnetos sempre lembrem qual foi o preço da Grande Vitória, para que nunca esqueçam o que os fascistas faziam com crianças nos campos de concentração e para que empreendam todos os esforços possíveis em prol da paz no mundo.

Entre os prisioneiros dos campos de concentração fascistas havia 5 milhões de russos. Em muitas cidades da Rússia, da CEI e dos países Bâlticos os prisioneiros que conseguiram sobreviver, sairam às praças no dia 11 de abril. Milhares de jovens se juntaram para homenagear a proeza dos que passaram por inferno, para lembrar os nomes das pessoas que morreram nos campos de concentração fascistas.


Monumento aos prisioneiros do fascismo, em Buchenwald.

GARDEN EURO-PARADISE



FOTOS SURPREENDENTES: a saga dos caçadores de presas de mamutes, extintos há milhares de anos, na Sibéria

Mamute-Sibéria
Caçador agarra-se à presa de um mamute siberiano: peça valiosíssima (Fotos: Evgenia Abrugaeva)
Um dos assuntos que mais intrigam e fascinam os estudiosos dos mamutes é o mistério em torno de sua extinção. A maioria dos exemplares da espécie deixou de existir há aproximadamente 10.000 anos, em decorrência da última era glacial.
Mesmo assim, existem evidências cientificamente comprovadas de que um grupo de animais gigantes, concentrado sobretudo na ilha de Wrangel, localizada na porção de Oceano Ártico entre a gelada região russa da Sibéria e o Alasca, parte do território dos Estados Unidos, resistiu bravamente, durando cerca de 6 mil anos a mais.
Na região abundam provas da existência destes “mamutes recentes”, que sobreviveram em grande parte por haverem sido congeladas. Entre as quais as enormes e cobiçadíssimas presas de mamute, das quais deriva o marfim. A busca por estes ganchos em tamanho supersizemovimenta a economia local, tanto no âmbito legal quanto no mercado negro.
Ao contrário do que parece, o comércio dessas presas preciosas é legal (embora, como sempre, exista o mercado negro, não autorizado e não controlado).
Ele aumentou brutalmente com o aquecimento global, que provoca o derretimento da tundra (solo típico de áreas próximas ao Polo Norte) em regiões da Sibéria e deixa expostos esqueletos desses imensos animais extintos.
Mais surpreendente ainda, o comércio tem o apoio de ambientalistas e conservacionistas — o marfim dos mamutes da Sibéria atende a boa parte da demanda mundial por marfim, sobretudo da Ásia, e poupa os elefantes, ameaçados de extinção.
As presas desse patrimônio paleontológico que a Rússia desperdiça são transformadas em esculturas e objetos de decoração que são postos à venda por preços altíssimos.
Autora de trabalhos fotográficos bastante originais, a fotógrafa Eugênia Abrugaeva, nascida na cidade siberiana de Tiski, perto desta terra encantada de mamutes tardios, acompanhou a ação destes caçadores de presas.
O resultado é um interessante ensaio, publicado pelo site da revistaNational Geographic. Abaixo, uma seleção destas fotografias:

Mamute-Sibéria
Yuka, um jovem mamute cujos fósseis foram encontrados há poucos anos na vila siberiana de Yukagir
Mamute-Sibéria
Caçadores carregam presas de mamute na costa norte da Sibéria; uma boa peça pode garantir o sustento de suas famílias por um inverno inteiro
Mamute-Sibéria
Às margens do lago Bustakh, caçadores pesam e medem as presas; na vila de Kazachye, elas são vendidas por entre US$ 50 e 250 a libra (0,45 kg)
Mamute-Sibéria
Os aventureiros, que chegam a perder 10 quilos durante os cinco meses de "caça"; há pouquíssima comida disponível na região, e eles precisam racionar os alimentos
Mamute-Sibéria
Este homem não tem permissão para procurar presas, e por isso camufla a sua cabana na ilha siberiana Bolshoy Lyakhovskiy; a ideia é não ser localizado por helicópteros da guarda costeira russa
Mamute-Sibéria
Na mesma ilha, dois homens cavam para retirar um crânio de mamute encontrado
Mamute-Sibéria
Esta valiosa presa, estimada pelo seu descobridor em "milhares de dólares", demorou vários dias para ser retirada do solo congelado
Mamute-Sibéria
O trabalho, muitas vezes, vale a pena para os caçadores; mesmo que os trabalhadores possam ficar até semanas incapacitados de limpar ou secar suas roupas
Mamute-sibéria
É aí que entram eles, os chineses: 90% das presas acabam vendidas à China; na foto, um barquinho começa a sua odisseia comercial rumo ao à segunda maior economia do mundo
Mamute-Sibéria
Artesãos chineses trabalham em presas de mamute: tradição milenar que rende até milhões de dólares por peça

VEJA

CÂMARA MUNICIPAL DE OLHÃO E PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA: OS ALDRABÕES













Afinal não é apenas a Câmara Municipal de Olhão que mente porque o Parque Natural da Ria Formosa colabora nas mentiras da autarquia, fingindo não saber do que se passa.
Na minuta da acta da CM Olhão, pode ler-se que "A área envolvente dispõe das infraestruturas viárias e de saneamento necessárias ao desenvolvimento do projecto." Ora as imagens demonstram precisamente o contrario: não há estrada nem saneamento, a não ser que alguns talibans desgostosos com a câmara tenham retirado o alcatrão. Mas talvez Francisco Leal, que ainda preside à autarquia saiba explicar porque estão ali aqueles colectores, até porque ao tempo em que presidia à Junta de Freguesia da Fuzeta, houve alguns que ganharam asas e foram aparecer numa urbanização ali para o lado da Escola Dr João Lúcio.
Mostram ainda as imagens, que as maquinas e pessoal que estão a executar aquele trabalho são da empresa que está a construir e não da autarquia e esse pormenor faz lembrar um despacho de arquivamento do Ministério Publico que aceitou as declarações da Câmara quando dizia que não tinha conhecimento de ligações directas para a Ria Formosa, a não ser que se tratasse de ligações clandestinas. Ora bem, quem tem a obrigação de efectuar o trabalho que ali está a ser executado é a autarquia e não o promotor imobiliária e ainda por cima sem qualquer acompanhamento ou fiscalização.
Certo, certo, é que os colectores desembocam directamente para a Ria Formosa e isso é indesmentível.
Face à denuncia apresentada por violação dos planos de ordenamento e não só, a teia de cumplicidades em torno de projectos imobiliários, aqueles que dão dinheiro e que são a principal fonte do cancro que assola o País, a corrupção, a Câmara Municipal de Olhão e o Parque Natural da Ria Formosa, fecham os olhos, mas podem ficar cientes de que estas e muitas outras imagens serão entregues a quem de direito para servirem de elemento de prova.
O candidato socialista à Câmara Municipal de Olhão e seu vice-presidente, está cada vez mais enredado na pratica de eventuais crimes urbanísticos e ambientais, dando-lhes cobertura.
O Povo de Olhão no momento certo saberá dar a devida resposta a esta cambada que se serve da politica para enriquecer a eles e a terceiros, camaradas, amigos.
REVOLTEM-SE, PORRA!

Maquiavel faria melhor?..


Portas, no domingo passado, querendo fazer crer que o cenário poderia ser bem pior…
Mas, “os fins justificam os meios”?.. Como se pode ler hoje no no jornal i "Portas vetou a TSU dos reformados, mas escondeu que o Estado vai cortar 18,6% nas pensões até 2015...
Os reformados da função pública vão perder em média 9,3% do seu rendimento em 2014, 740 milhões de euros, e outros 9,3% em 2015, também no valor de 740 milhões de euros. Esta percentagem, muito próxima dos 20% defendidos pelo FMI em Janeiro, consta do mapa de cortes enviados juntamente com a carta do primeiro-ministro à troika sexta--feira e corresponde à rubrica da convergência da Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social (ver gráfico ao lado).
No total, Pedro Passos Coelho avança com reduções na despesa pública da ordem dos 6,114 mil milhões de euros até ao final de 2016, de que 4,788 mil milhões constam do documento que os peritos da troika começam hoje a negociar em Lisboa. Os outros 1326 milhões correspondem ao chumbo do Tribunal Constitucional a quatro normas do Orçamento do Estado deste ano e serão incluídos no Orçamento Rectificativo que será aprovado até ao final do mês.
Omapa, já na posse da troika,   abrange o ajustamento da dimensão da administração pública (224 milhões este ano, 1,3 mil milhões no próximo e 1,6 mil milhões em 2015), o ajustamento da política de remunerações no Estado (445 milhões em cada um dos próximos dois anos), medidas sectoriais (505 milhões este ano, 1,1 mil milhões em 2014 e 1,2 mil milhões em 2015) e a reforma do sistema de pensões (1,4 mil milhões no próximo ano e 1,4 mil milhões em 2015)."

Portas, tal como Maquiavel sabe que  "há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis."
Fica a interrogação: com actores desta categoria será que há cenário que nos salve?..

Outra margem