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segunda-feira, 6 de maio de 2013

HÁ A DANÇA DO VENTRE E A DANÇA DO RABO !




Ex-membro da máfia de Nova Iorque escreve livro para empresários




Louis Ferrante, ex-membro do clã Gambino de Nova Iorque, diz que o sistema bancário é violento e que escreveu um livro para "aconselhar" os empresários a "aprenderem com a máfia" a fazerem negócios mais eficazes.
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Ferrante, 44 anos, atualmente autor de programas de televisão sobre a máfia, dedica-se também a escrever livros sobre o submundo do crime, como o último trabalho "Aprenda com a Máfia", publicado este mês em Portugal e que, segundo o autor, pretende dar a ensinar - sobretudo a empresários - "as regras essenciais" para se ter "êxito em negócios".
"Quando eu era um criminoso aprendi algumas coisas nas ruas: nós fazíamos negócios todos os dias e uma das boas razões pelas quais as pessoas faziam negócios connosco é porque nós somos bons homens de negócios", disse à Lusa Louis Ferrante, que cumpriu uma sentença de oito anos e meio em cadeias de alta segurança nos Estados Unidos por atividades relacionadas com a família Gambino e por se ter recusado a incriminar os membros do clã mafioso de Nova Iorque.
"Quando voltei a casa, depois da prisão, decidi que jamais poderia voltar ao crime, porque já não acreditava no crime nem na violência, mas comecei a pensar que se pegasse em tudo o que aprendi na máfia e lhe retirasse o crime e a violência e ficasse apenas com as coisas boas e depois aplicá-las ao mundo legal podia dar passos em frente e com êxito", explicou o autor do livro referindo que, "comparado" com a máfia, o sistema bancário é igualmente violento e muitas vezes ineficaz.
"Vejamos a crise económica que atravessamos neste momento: os bancos emprestam dinheiro a pessoas que não têm possibilidade de pagar e não se importam. Na máfia nunca fazíamos isso. Se você me pedir um empréstimo, a primeira coisa que lhe pergunto é como é que pensa pagar e se pode pagar. Se você não me provar que pode pagar o dinheiro, eu não lhe empresto nada porque eu não quero andar à procura de dinheiro que não pode ser encontrado", refere o antigo membro do clã Gambino.
"A máfia foi sempre muito mais inteligente a evitar maus empréstimos e esta crise na América começou com empréstimos a pessoas que nunca seriam capazes de pagar. Isto além da notação financeira (rating). Como é possível subir a notação a quem quer que seja se a mesma pessoa não vai ter nunca um aumento de salário?", interroga-se o autor do livro "Aprenda com a Máfia".
"Julgo que é ridículo estas cabeças pensantes do mundo dos negócios não terem pensado em tudo isto antes de fazerem os empréstimos. Os mafiosos são mais práticos, perguntam logo se uma pessoa pode pagar ou não", refere o antigo mafioso nova-iorquino.
"A máfia é violenta e vive fora da lei e isso não está certo. Eu condeno qualquer tipo de violência porque já não tenho nada com isso, mas, se vir as coisas de uma perspetiva mais elevada e se olhar para a sociedade, apercebo-me que se um banco lhe deu um empréstimo que você não pode pagar você é posto fora com a família e tudo. Eles forçam o despejo e se você não se for embora eles vão retirá-lo à força. A sociedade também usa a violência e se você não cumpre a lei eles não vêm dizer-lhe as coisas com delicadeza e vão arrastá-lo de lá para fora, com mulher e crianças se for preciso", resume Ferrante.
"Vejam a América, nós estamos envolvidos em guerras no Iraque e no Afeganistão e para quem não concorda com as nossas políticas temos grandes armas para os convencermos. A máfia é um microcosmos de tudo isto - eu não concordo nem estou a sugerir o uso da violência - só estou a dizer que eles (máfia) veem as coisas de uma forma muito mais clara, veem a violência e sabem que estão face a face com a violência. Em sociedade, a violência pode estar atrás dos panos mas está lá sempre", diz Ferrante, acrescentando que a ideia do livro é "aplicação das coisas boas".
"Acredite ou não, numa comunidade mafiosa tentamos evitar a violência e muitas vezes quando há problemas reunimos e as partes são obrigadas a cumprimentarem-se no final e assumir que temos de nos relacionar uns com os outros, porque é essa a forma de fazermos dinheiro. Se nos matarmos por causa de dinheiro, jamais arranjaremos
mais dinheiro", explica o autor do livro que refere que não tem problemas com a máfia porque nunca denunciou ninguém da organização criminosa com que se relacionou desde muito jovem.
O livro "Aprenda com a Máfia" (287 páginas) publicado pela Esfera dos Livros, está organizado por "lições", uma longa série de considerações, relatos históricos e interpretações políticas, mas, sobretudo, episódios do mundo da máfia dirigidos a empregados, ou a "soldados" na linguagem dos mafiosos, e a quadros médios ("capos").

VEJA AQUI FOTOGALERIA E LEIA O JULGAMENTO DAQUELA QUE FOI CHAMADA A "FILHA DE HITLER" QUE ESTÁ A DECORRER NA ALEMANHA - Começa esta segunda-feira o julgamento de Beate Zschaepe, de 38 anos, acusada do homicídio de oito turcos, um grego e de uma agente da polícia, para além de pelo menos dois atentados à bomba e de 15 assaltos a bancos.













Começa esta segunda-feira o julgamento de Beate Zschaepe, de 38 anos, acusada do homicídio de oito turcos, um grego e de uma agente da polícia, para além de pelo menos dois atentados à bomba e de 15 assaltos a bancos.

À porta do tribunal, em Munique, centenas de polícias tentam assegurar a segurança de um julgamento marcado por ideais xenófobos num país que não esquece o legado do Holocausto.

Num cartaz empunhado pelos vários manifestantes que se encontram no local, lê-se: «Filha de Hitler, vais pagar pelos teus crimes».

Beate Zschaepe é a única sobrevivente do grupo Clandestinidade Nacional-Socialista, que durante cerca de uma década protagonizou uma série de crimes anti-imigrantes com os quais a polícia alemã não estava preparada para lidar.

Como tudo começou

Na Alemanha pós-queda do Muro de Berlim, três jovens conheceram-se em Jena, uma região muito afetada pelo período conturbado da história da Europa Central, numa fase onde crescia um sentimento anti-imigrantes.

Beate Zschaepe, Uwe Mundlos e Uwe Boenhardt organizaram uma campanha neo-nazi sobretudo contra turcos, cuja comunidade é de cerca de três milhões na Alemanha.

Durante uma década, a polícia não percebeu que os dez homicídios estavam ligados. As autoridades culparam a «máfia turca», atribuíndo as mortes aos gangues de imigrantes. Se o fizeram por incompetência ou por racismo, é uma resposta que este julgamento também procura.

Só em novembro de 2011, quando Uwe Mundlos e Uwe Boenhardt se suicidaram após um assalto que correu mal, é que a polícia conseguiu ligar as armas dos dois suspeitos aos outros crimes.

Quatro dias depois, Beate Zschaepe entregou-se à polícia. Agora nega as acusações mas enfrenta a prisão perpétua. Também outros quatro homens, que terão ajudado o grupo Clandestinidade Nacional-Socialista, começam a ser julgados esta segunda-feira.

Mais do que uma condenação

O que os alemães esperam deste julgamento não é apenas a condenação de Beate Zschaepe, mas o encerramento de um capítulo marcado pela desvalorização dos grupos de extrema-direita.

Vários responsáveis dos serviços de segurança demitiram-se na sequência deste caso e o parlamento concluiu que as instituições não têm ainda capacidade para lidar com extremistas neo-nazis.

As autoridades optaram por culpar as vítimas em vez de enfrentarem um problema que não desapareceu da Alemanha democrática.

A chanceler Angela Merkel já pediu desculpa às vítimas e às famílias, mas continua a ser difícil ouvir algum responsável falar em crimes de natureza racista.

As incríveis ilustrações hiper-realistas de Paul Cadden


Se eu mostrasse uma das imagens de Paul Cadden sem dizer nada, você até poderia pensar que Cadden é um fotógrafo. Mas, de fato, ele é um artista que produz ilustrações e retratos hiper-realistas, usando na maioria das vezes, grafite ou lápis. O resultado são imagens que se parecem com antigas fotos vintage em preto e branco. 

Apesar de ser realmente impressionante o nível de realismo atingido pelo artista, "a ideia é ir além da fotografia", como o próprio artista diz. Nascido na Escócia, desde muito cedo o artista começou a desenhar. Sobre o seu trabalho atual, ele diz: "Hiper-realismo tende a criar um impacto emocional, social e cultural e difere do fotorrealismo que é mais técnico. Minha inspiração vem da frase 'para intensificar o normal'. Eu pego objetos e cenas do dia a dia e então crio o desenho que carrega um impacto emocional - e isso pode ser bastante bonito". Eu não discordo.

Vejam as incríveis ilustrações hiper-realistas de Paul Cadden:

paul cadden ilustrações hiper realistas lapis grafite

"4 Dias"

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Esta ilustração bem que poderia pertencer às pinturas hiper-realistas de pessoas no banho de Alyssa Monks

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"Paisagens escocesas"

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"Detroit"

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"India"

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"New York"

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"Sonho de guerra"

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"Transferência"

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"Espera"

Obra e artista:

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Imagens via site de Paul Cadden e Empty Kingdom - Paul Cadden, on a real tip

Ocioso

PINTO BALSEMÃO - A COCAÍNA E A TRAIÇÃO DA EX-MULHER COM CARLOS CRUZ


O relatório apreendido pelas autoridades ao “ex-espião” Jorge Silva Carvalho contém pormenores sórdidos sobre o patrão da SIC.

 “1970 – 1ª mulher inicia relação com Carlos Cruz.” Este é o título de mais um capítulo do relatório apreendido pelas autoridades ao ex-responsável do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, no âmbito do processo das secretas, cuja acusação foi deduzida, e onde são feitas considerações sórdidas sobre a vida privada do patrão da SIC.

“A 1ª mulher, Maria Isabel Silva (Belixa) Lacerda Rebelo Pinto da Costa Lobo inicia uma relação com o apresentador Carlos Cruz (não é claro se a mesma tinha começado antes ou depois de Belixa se separar de Balsemão). De assinalar que, durante o depoimento do processo Casa Pia sobre esse período, Carlos Cruz tem o cuidado de nunca referir nem o nome de Maria Isabel, nem de Balsemão, nem dos filhos de ambos. A relação entre Balsemão e Cruz não era a melhor, dada a vontade deste em levar a Mónica e Henrique para Nova Iorque, ideia a que Balsemão se opôs”, escreveu o espião Paulo Félix, a quem Jorge Silva Carvalho ordenou que fizesse o relatório.

Segue-se uma nota feita pelo próprio Paulo Félix, a que ele denominou “coincidências”: “Circula na internet uma mensagem com o título ‘coincidências’. Refere que a SIC foi a única estação que esteve no Parlamento quando o juiz Rui Teixeira ali entregou o pedido de levantamento de imunidade a Paulo Pedroso. Refere depois uma série de relações pessoais ou profissionais de pessoas da SIC: Daniel Cruzeiro, chefe de redacção, é filho do advogado de Paulo Pedroso e é casado com Rita Ferro Rodrigues, também ela da SIC e filha do secretário-geral do PS; Sofia Pinto Coelho, jornalista, é casada com Ricardo Sá Fernandes, da defesa de Carlos Cruz; Ricardo Costa, editor de política, é irmão de António Costa, dirigente do PS. A que se somam estes factos: Cruz era apresentador da SIC até à eclosão do caso Casa Pia; Marta Cruz, filha do apresentador, era presença constante num programa da SIC; Herman José, arguido no mesmo caso, era apresentador de um programa da SIC.”

E o espião cita outras fontes para continuar com as “coincidências”: O dono da SIC, onde Carlos Cruz trabalhava é Pinto Balsemão; o dono do semanário Expresso, que denunciou o caso, é Pinto Balsemão. O primeiro-ministro em 1982, altura em que a secretária de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, teve acesso ao relatório da Casa Pia com o nome de Carlos Cruz, era Pinto Balsemão. Balsemão é amigo e visita da Casa Redonda de André Gonçalves Pereira, que era o ministro dos Negócios Estrangeiros naquele mesmo ano de 1982 em que foram descobertas crianças na casa do embaixador Jorge Ritto. André Pereira é sócio de Balsemão.”

Outro episódio referido no relatório “secreto” prende-se com o nascimento de um filho de Isabel Supico Pinto, de nome Francisco Maria: “A criança só foi reconhecida pelo pai (Balsemão) após ordem do tribunal”, lê-se no documento elaborado por Paulo Félix, que relata depois a criação, em 1973, do semanário Expresso, e as perseguições da PIDE a Balsemão e ao falecido Sá Carneiro. “Balsemão usou o Expresso para defender as suas ideias políticas, usando uma perspectiva puramente instrumental e utilitária de um órgão de Comunicação Social.”

O relatório analisa ainda a suposta má relação de Balsemão com Vasco Pulido Valente, que apelidou o patrão da SIC como “Francisquinho, o medíocre mensageiro”, passa pela fundação do PSD, pela admiração de Balsemão por Mao Tse-Tung e pela visão pessimista da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia (CEE). É igualmente abordada uma possível ligação de Balsemão e de jornalistas do Expresso à KGB, a secreta da ex-URSS, em 1980 e a sua nomeação para primeiro-ministro.


A TV da Igreja


Uma parte extensa do relatório elaborado para Jorge Silva Carvalho prende-se com a promessa de Pinto Balsemão, em Janeiro de 1982, de uma televisão para a Igreja: “Quando foi primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão prometeu um canal de televisão à Igreja, mas mudou de ideias quando regressou ao seu grupo de comunicação, admitindo apenas a concessão do canal 2 da RTP, uma vez que tinha então interesse na criação do seu próprio canal. Actualmente, o presidente da Impresa está contra a criação de mais TV’s, por temer os efeitos de mais concorrentes em sinal aberto.” Pinto Balsemão, assegura o relatório, terá mesmo impedido que Cavaco Silva cumprisse a promessa que ele próprio terá feito à Igreja.

“Já em 2009 Pinto Balsemão afirmou, perante deputados na Assembleia da República, ter fortes dúvidas sobre a existência de mercado publicitário para todos os canais em sinal aberto. Hoje, é um dos maiores opositores à privatização da RTP, que vê como séria ameaça à sobrevivência da SIC, mergulhada em dificuldades financeiras”, acrescenta o relatório agora na posse das autoridades.

A espionagem feita a Balsemão fala igualmente da sua desavença com Marcelo Rebelo de Sousa, tudo porque o professor terá tratado Balsemão por Francisco e este exigido a Marcelo que o chamasse primeiro-ministro. Apesar disso, lê-se no documento, Balsemão entregou o Expresso a Marcelo e este acabou por se revelar um crítico feroz do Governo. “Talvez para afastar Marcelo do Expresso, talvez por querer aproveitar o seu talento nas negociações parlamentares, talvez pelas duas coisas, Balsemão chamou-o ao Governo. Não demorou a arrepender-se. Na semana das autárquicas de 1982, decisivas para o futuro do moribundo Governo, Marcelo comunicou ao seu amigo Francisco que iria demitir-se do Governo. O primeiro-ministro não gostou de ver o seu protegido abandonar o barco que se estava a afundar, mas este prometeu manter a boca fechada. Dois dias depois a notícia estava escarrapachada na capa do DN. Balsemão chamou-o logo a S. Bento e deu-lhe um violento raspanete.”

Grupo Bildeberg


O grupo de Bildeberg é outro assunto tratado no relatório de espionagem ao dono da Impresa: “Balsemão tem-se revelado, ao longo dos anos, como um agente de influência, sabe-se lá ao serviço de quê e controlado por quem. A sua participação em encontros de Bildeberg é disso exemplo. Trata-se de uma organização nada transparente e que, por isso mesmo, muitos rumores e teorias da conspiração tem suscitado, mas que, independentemente dos objectivos específicos, é um concentrado de gente com claras ambições de controlo de tudo o que de importante se passa no globo, sem que se conheçam as suas motivações, nem objevctivos, sabendo-se apenas que são os seus objectivos particulares que os movem. Aos encontros de Bildeberg, Balsemão, que funciona como porteiro português do grupo, tem levado inúmeras personalidades portuguesas. Ele escolhe o convidados do grupo desde 1988.”

O diferendo com Emídio Rangel é igualmente abordado no relatório, ficando a saber-se que Balsemão considerava o então director da estação de Carnaxide “um gastador”. As críticas a Rangel terão motivado uma cisão na SIC, que culminou com o afastamento do director.


O consumo de cocaína


Às referências pouco abonatórias no relatório mandado elaborar por Jorge Silva Carvalho sobre Pinto Balsemão surgem ainda referências sobre os hábitos do empresário. Uma delas prende-se com o alegado consumo de cocaína: “É pública a história de que, depois de um voo de 12 horas, vindo de Macau, Balsemão foi jogar golfe. Em 2001, ao Expresso, justificou a proeza com a sua resistência física. Resistência que ainda hoje é provada pelas horas que passa a trabalhar. Facto atribuível, segundo fontes bem informadas, a uma operação de Relações Públicas. Outras fontes ligam esta resistência física ao consumo de cocaína.”

E o relatório vai mesmo mais longe: “Associado ao caso Casa Pia surgem rumores do consumo por Balsemão de cocaína.” E Paulo Félix cita um documento do GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática: “As testemunhas são falsas, mentirosas, treinadas e pagas com o dinheiro da droga, as duas moedas que também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como é público, alcoólica e cocainómana em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão de quem também é fornecedora”.

Outra nota da espionagem vai para um alegado negócio de gestão danosa de Balsemão e que teve alegadamente a ver, em 2009, com o facto da Impresa ter perdido 5,8 milhões de euros com a alienação da Iplay por um euro: “Este é um negócio que configura, no mínimo, uma situação de gestão danosa por parte de Balsemão. 5,8 milhões de euros foi quanto custou à Impresa a alienação da editora discográfica Iplay (…). O valor resultou de perdas de imparidade de 1,7 milhões e prejuízos de exercício de 4,1 milhões, montante que foi registado em actividades descontinuadas nas contas referentes a 31 de Dezembro de 2008 da Impresa”. A Iplay acabou por ser alienada à Fantasy Land e à Lemon por um euro. A empresa tem, segundo o espião, uma situação positiva, conforme revelaram os novos donos.

O relatório elaborado por ordem de Jorge Silva Carvalho termina com um perfil de Belmiro Azevedo, onde se descrevem todos os cargos por ele ocupados ao longo da vida, os seus dados pessoais, as suas raízes beirãs, as suas características pessoais, onde se inclui o gosto pelo golfe e por tocar bateria. E destaca-se uma frase do próprio Pinto Balsemão: “Se obtive êxito como empresário, foi pelo facto de me sentir acima de tudo jornalista.”

Carlos Tomás
Notícias Sem Censura

Acção simbólica nos Centros de Emprego de Évora e Estremoz


Centro de Emprego de Estremoz (aqui)
Grupos de pessoas, sobretudo desempregadas, ocuparam hoje, de forma simbólica e pacífica, as instalações dos centros de emprego de Évora e Estremoz e da Segurança Social de Évora, em protesto contra as medidas de austeridade.
Os manifestantes, entoando palavras de ordem e empunhando cartazes contra as medidas do Governo, ocuparam os edifícios durante cerca de uma hora, sem registo de quaisquer incidentes, apesar de alguns terem sido identificados pela PSP.
"Governo rua, a luta continua" era uma das frases inscritas em cartazes empunhados pelos manifestantes, a maior parte deles desempregados.
Um dos manifestantes, Mário Barreiros, de 37 anos e desempregado há um ano e meio, explicou à agência Lusa que o protesto foi promovido por grupos de pessoas para demonstrarem o seu "descontentamento" com as medidas de austeridade.
"As medidas de austeridade são cada vez mais gravosas", criticou, exigindo que o Presidente da República destitua o Governo. (LUSA)


segunda-feira, maio 06, 2013

O Facebook e a ganda nóia de tudo isto

Como seria de esperar a um péssimo governo escolhido por eleitores que avaliaram as propostas governamentais com a barriga das pernas, corresponde uma democracia de qualidade duvidosa. Um primeiro-ministro que faz discursos à George Bush, um Paulo Portas que goza com os pensionistas e com os funcionários públicos na esperança d éter mais um vereador em Lisboa  e um presidente que intervém menos na política portuguesa do que o jardineiro de Belém, são sintomas de uma democracia que parece estar a ser alvo de um ajustamento decidido por aquele taliban de estudos alcorânicos de Harvard.
Uma reunião de um órgão do Estado onde participam todos os ex-Presidentes da República e representantes do Parlamento, para além de alguns amigos de Cavaco Silva é divulgada na televisão a título de segredo por um dos maiores falhados da política portuguesa? Marques Mendes foi autorizado por Cavaco Silva para informar ex-Presidentes da República de que brevemente serão convocados para uma reunião do Conselho de Estado porque Cavaco está preocupado com a crise entre o n.º 1, que na verdade é um n.º3, anda às avessas com aquele que diz ser o n.º 3 , mas que na verdade é um n.º 2 inconformado porque se acha mais giro e inteligente do que os nos. 1,  o verdadeiro porque é o preferido do Schäuble e o falso porque neste momento já só a esposa votaria nele.
Cavaco deixou de usar o Facebook para ter uma espécie  de i-Phone com duas perninhas, que é o Ganda Nóia. O governo faz dois discursos para apresentar o mesmo programa, no primeiro discurso aparece o primeiro-ministro mau com todas as medidas, no segundo vem o ministro bom corrigir o que disse o primeiro. Já não é só o Cavaco que tem um ganda nóia, é o país e a democracia que está numa ganda nóia.
Corta-se Estado, eliminam-se direitos sociais, decide-se quantas dezenas de milhares de funcionários devem ser atirados para o desemprego com um bloco de notas e uma BIC enquanto se alivia o intestino. O presidente da República parece ter deixado de usar o Fernando Lima para dar informações aos jornalistas e agora é o Ganda Nóia a fazer convocatórias informais das reuniões do Conselho de Estado. Por cada programa de austeridade decidido pelo Gaspar passaram a haver duas conversas em família, uma com direito a perguntas e outra com os jornalistas a ficarem sem seco.
Até quando vai durar esta brincadeira, até quando os portugueses vão perceber que isto já não vai lá com remodelações dos secretários de Estado tóxicos por terem sido contaminados por swaps? O país caminha para o colapso económico, social e político. A economia está em desintegração, o governo já não existe a e Presidência da República perdeu a credibilidade. O impossível aconteceu, a maus políticos europeus juntou-se um presidente da Comissão que é uma desgraça e um primeiro-ministro perfeitamente inapto e fraquinho da cabeça.

Este poder, governo e presidência, está num tal estado de putrefacção que o seu mau cheiro já deve estar a chegar aos Pirenéus!
O Jumento


O polícia bom e o polícia mau

Alô-alôO funcionário Paulo Portas que nunca funcionou publicamente embora seja um servidor do Estado desde sempre (ou melhor, um servido do Estado) aparece como o polícia bom neste regime policial-chupista a que estamos entregues.

Passos Coelho anuncia o pior e concede 48 horas ao seu parceiro para anunciar o menos mau, para que se diga que podia ser pior. Parece confuso, mas não é. É a tática do polícia bom e do polícia mau. Ambos concorrem para subjugar os alegados suspeitos só que um bate e o outro finge ficar incomodado com a violência.

Ambos estão convencidos que o mal reside nas pessoas e, em vez de agirem sobre as instituições, reformando-as, agem sobre os cidadãos deixando por fazer o difícil corte nos desperdícios inúteis que sustentam os seus interesses.

Portas foi claro. As medidas foram anunciadas em exagero para que pudessem ser negociadas. Por isso Coelho quis 67 anos para a aposentação e Portas ficou-se pelos 66. Por isso Coelho falou em mais imposto sobre as reformas e Portas disse que já bastava o que aí está, quando todos sabemos que o suficiente de Portas é já manifestamente exagerado. Ficamos com a sensação, e é essa a estratégia, de que aquilo que vai ser podia ser pior.

É a política feita mentira e cinismo.

Entretanto sobre as outras reformas, nada. Nem na Administração Pública, nem na Justiça, nem na Administração Local, nem nas empresas públicas, nem no fisco, nem em coisa alguma.

Cortam-se vencimentos, cortam-se rendimentos de quem já não tem mais para dar, mantém-se os lugares e as mordomias das clientelas, cria-se uma casta de intocáveis que vivem à margem dos sacrifícios.

Também mais não seria de esperar num País onde os negócios mais ricos são as mercearias, os grandes-ricos são merceeiros e onde as privatizações mais não foram do que transitar monopólios de Estado para monopólios privados.

Entretanto os comentadores do regime falam de cisões e arrufos no poder para que nos convençamos que os policiais são diferentes e assim se deixe de percepcionar que tudo é cavaco do mesmo cesto.
LNT
[0.091/2013]
A Barbearia do Senhor Luis