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terça-feira, 23 de abril de 2013


OS JUDEUS - ENTRE VARSÓVIA E ISRAEL




(JB)-Embora, pelos cânones hebraicos, não fosse judeu, porque nascido de mãe não judia, Marcos Magalhães Rubinger* era orgulhoso de sua circunstância, e se identificava como judeu. Antropólogo conceituado, e homem de esquerda, ele foi compelido ao exílio pelo regime militar brasileiro. 
Ao encontrá-lo na Suíça, em 1967, logo depois da Guerra dos Seis Dias, que consolidou a posição do Estado de Israel no território palestino, ele estava desolado: os judeus haviam dado mais um passo atrás de sua plena integração à Humanidade.


            “Continuamos no gueto” – me disse. “No grande gueto que nós mesmos instalamos e, tal como ocorreu com o Gueto de Varsóvia, iremos murá-lo e selá-lo por dentro”. A grande muralha de Israel ainda não fora levantada.

           Talvez não haja tema histórico mais discutido do que o do povo de Israel. Só isso basta para atestar a sua importância na formação da idéia do Ocidente nestes dois últimos milênios. A sua presença na Europa e no mundo conquistado pelos romanos e seus sucessores, mais do que documentada, é cercada de mitos.

           
Não há dúvida de que foi povo perseguido, obrigado a isolar-se em sua fé, e a defender-se, como lhe era possível, a fim de impedir o genocídio. Essa defesa os levou a buscar o conhecimento e a riqueza, que não lhes bastou para impedir a perseguição, nem foi suficiente para conjurar sua divisão entre judeus ricos e judeus sem dinheiro, para lembrar a obra prima de Michael Gold, pseudônimo do jovem escritor americano Itzok Isaac Granich.

         
Nestes dias de abril e maio, os judeus – e os humanistas mais atentos – lembram dois episódios fortes na história contemporânea: o Levante do Gueto de Varsóvia, em 1943, e a criação do Estado de Israel, em 1948. Há quem associe os dois fatos, como se tratasse de uma coisa só; há quem assegure que, sem o Levante, não teria havido o segundo êxodo e sua conseqüência política, e há os que separam os dois episódios, dando a cada um deles sua própria razão.

          Como é costume ocorrer na História, todas as três versões são corretas, – o que difere é a contribuição de cada uma delas no desenvolvimento posterior da questão judaica.

 
         
Recente artigo da historiadora norte-americana Marci Shore, publicado pelo New York Times, ao reconstruir a crônica da resistência dos judeus de Varsóvia, abre o caminho para nova interpretação dos fatos. Ela mostra como os judeus de Varsóvia se encontravam inermes diante do ocupante nazista. E revela que a resistência, naqueles dias de abril e maio de há 70 anos, foi  ato de dignidade, assumido por jovens dispostos a morrer lutando, e não conformados a ver a resignação de seus pais e avós, ao embarcar rumo aos campos de extermínio a poucos quilômetros de Varsóvia.

        Os nazistas, depois da ocupação da Polônia, empurraram, pouco a pouco, todos os judeus da cidade ao imenso gueto e os obrigaram a erguer espesso muro em volta: as únicas entradas e saídas eram vigiadas por soldados das SS.

       De acordo com a sua política perversa, criaram, em 1942,  um Conselho Judaico, encarregado de indicar a lista diária dos que deviam ser encaminhados às câmaras de gás e aos trabalhos forçados, presidido por Adam Czerniakov.

        
No dia 22 de julho daquele ano, os nazistas decidiram iniciar a deportação em massa dos judeus do Gueto rumo a Treblinka e a Auschwitz. Como conhecesse o destino que os esperava, no dia seguinte Czerniakow engoliu uma cápsula de cianureto.

        Não houve unidade na luta de resistência. Os sionistas de extrema direita formaram seu próprio corpo de combate. Os mais duros guerreiros foram jovens, alguns deles religiosos, mas a maioria de agnósticos e marxistas, ligados aos movimentos socialistas de esquerda, como a Bund (Liga) e com forte presença de comunistas. Quando os nazistas atearam fogo ao Gueto, o núcleo duro da resistência refugiou-se em um bunker, sob o comando do jovem Marek Elderman. Ele e seus companheiros fugiram pelos esgotos fétidos, nos quais a maioria morreu asfixiada pelos gases. Quarenta deles sobreviveram, alguns se aliaram aos guerrilheiros poloneses e russos, e muitos sobreviveram à Guerra.

        Elderman, depois da derrota alemã, tornou-se cardiologista – e jamais quis viver em Israel. Ele, e muitos outros, defendiam a cultura ashkenazi, fundada no uso do ídiche como o idioma de seu povo, e um “modus vivendi” com os povos conhecidos, o que seria facilitado pelo resultado do conflito; não a ocupação de um território no meio do deserto, ao lado de grupos étnicos estranhos,  nem a ressurreição de uma língua morta, só usada nos ritos religiosos, como idioma oficial.

    

  Em razão disso, o Estado de Israel não o considera herói nacional. Ele era um dos que, como Rubinger, defendiam o convívio dos judeus com os outros povos, e achava um erro estratégico a criação de Israel, que vinha sendo planejada desde o fim do século 19.

       Os sionistas se apropriaram da gesta heróica dos combatentes do Gueto de Varsóvia, como se tratasse de uma vitória sua. Na realidade foi uma vitória do melhor do povo judeu, dos filhos de trabalhadores, de intelectuais engajados nos movimentos políticos clandestinos, dos que não aceitavam o triste e resignado cortejo de seus pais e seus irmãos menores rumo às câmaras de gás.

       O Levante foi a resposta viril ao Holocausto,  e redimiu, na bravura de seus jovens, o grande povo judeu. Se a Humanidade tiver algum futuro, a resistência do Gueto de Varsóvia será vista, nos séculos a vir  – como muitos a vêem hoje – como ato muito mais importante do que a criação do Estado de Israel.

       Ela se equivale à dura resistência do povo de Stalingrado, com uma virtude a mais. Em Stalingrado os combatentes contavam com a nação. Em Varsóvia, em uma Polônia marcada pelo racismo, os jovens judeus estavam sós.

       O general Jurgen Stroop, comandante das tropas de Varsóvia que massacraram os habitantes do Gueto, foi condenado à morte em 1951 e executado pelo governo polonês. Mas cumprira a sua missão, conforme relatório a Berlim: em maio de 1943 já não havia um só bairro judeu em Varsóvia.

       Mais de 300.000 judeus haviam sido enviados para as câmaras de gás, e se calcula que mais de 10.000 morreram calcinados pelas chamas em que ardeu o Gueto, naqueles dias de maio.

 
       
No dia 7 de dezembro de 1970, como correspondente deste Jornal do Brasil, assisti ao Chanceler Willy Brandt em gesto grandioso, ajoelhar-se diante do marco evocativo do Gueto de Varsóvia. O líder socialista, com a autoridade de quem resistira, ainda adolescente, ao nazismo, ajoelhou-se, em atordoante silêncio, em homenagem aos combatentes de 1943 – ou, seja, de 27 anos antes.

       
 Esses registros históricos e a situação atual de Israel – com tantos e eminentes judeus que se opõem ao genocídio dos palestinos e buscam construir a paz – tornam proféticas as palavras de Marcos Rubinger: trata-se de imenso gueto, erigido em terras estranhas, murado por dentro. Os jovens de Varsóvia lutaram e morreram para que não houvesse muros.

       Alguns, como Marek Elderman, sonhavam com uma única Humanidade.

       Talvez ainda haja tempo.

 

Nota do MVIVA:  Marcos Magalhães Rubinger, cuja carreira de professor e pesquisador, na Universidade Federal de Minas Gerais, foi bruscamente interrompida logo no início do Movimento de 1964, que o levou à prisão e ao exílio, o que sem dúvida contribuiu para sua morte prematura em 1975. 

Militância viva    

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Maria Luís Albuquerque Por que escapou secretária de Estado do Tesouro à demissão?
O nome da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, chegou a estar em cima da mesa como um daqueles que ‘preenchia os requisitos’ para abandonar o Executivo de Passos Coelho. Isto porque a governante, à semelhança de outros que foram dispensados de funções, esteve envolvida na celebração de derivados financeiros quando era directora financeira da Refer. Saiba, por que foi, então, poupada Albuquerque.
Por que escapou secretária de Estado do Tesouro à demissão?
DR
POLÍTICA
Braga Lino e Silva Peneda, agora ex-secretários de Estado, saíram do Governo em virtude da polémica associada à contratação de ‘swaps’ no sector dos transportes, uma vez que à data da celebração dos contratos de risco ambos eram gestores da Metro do Porto.
No entanto, também a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque assumiu a direcção financeira da Refer entre 2011 e 2007 e, ainda assim, permanece em funções no Executivo.


Segundo uma fonte próxima do Governo, citada na edição desta terça-feira do Jornal de Notícias, a secretária de Estado do Tesouro foi poupada à exoneração, uma vez que é “quem substitui Vítor Gaspar em Bruxelas”, além de ser a responsável por “correr o Mundo, de forma discreta, à procura de potenciais investidores para a dívida pública” e de “ser uma interlocutora importante da troika”.
Não obstante, a manutenção de Albuquerque não terá sido pacífica, tendo gerado algum descontentamento e aberto mais uma ferida no seio da coligação entre PSD e CDS. Pelo menos, não foi tão consensual quanto a continuidade no Governo do secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, também ele administrador da Metro do Porto, só que não executivo, o que o descarta do envolvimento nos ‘swaps’.

Obrigação de comunicar ao fisco transporte de mercadorias só entre em vigor em Julho


Prazo foi adiado por dois meses, para dar tempo aos agentes económicos para se adaptarem às novas regras e para a operacionalização do sistema através do qual será comunicado ao fisco o transporte de mercadorias.
O Governo decidiu adiar por dois meses, para 1 de Julho, a entrada em vigor nas novas regras que as empresas têm de cumprir, na comunicação à Autoridade Tributária, das mercadorias que transportam.

As novas regras estavam previstas para o início do próximo mês, o que tinha gerado fortes receios nas empresas, sobretudo de transporte de mercadorias, sobre o caos nos primeiros dias, dado que o sistema a utilizar não está ainda operacional.

“De forma a permitir uma melhor adaptação dos agentes económicos às novas regras aplicáveis aos bens em circulação e por razões operacionais relacionadas com o novo sistema de comunicação por transmissão electrónica de dados, estabelece-se que o novo regime apenas entrará em vigor no dia 1 de Julho de 2013”, refere uma portaria publicada esta terça-feira Diário da República.

As novas regras definidas pelo Governo determinam que as mercadorias só poderão circular nas ruas se forem previamente comunicadas ao Fisco ou acompanhadas de uma factura.

Num comunicado emitido no início deste mês, a Associação Portuguesa de Operadores Logísticos (APOL) temia o “caos” a partir de 1 de Maio, devido à falta de publicação atempada em Diário da República de uma Portaria com os procedimentos a seguir. Carla Fernandes, presidente da APOL, dizia que, perante esta indefinição, “há um sério risco de os camiões não irem para a estrada, o que terá consequências graves na entrega de bens de consumo aos portugueses".

Na portaria publicada esta terça-feira, 23 de Abril, o Governo justifica que as novas regras foram concebidas para “tornar mais simples e mais rápido o cumprimento de obrigações de emissão dos documentos de transporte pelas empresas”, permitindo também à AT “um reforço do controlo efectivo das operações realizadas pelos agentes económicos. Por outro lado, o novo regime foi concebido para tornar mais simples e mais rápido o cumprimento de obrigações de emissão dos documentos de transporte pelas empresas”.

A portaria hoje publicada define que “são excluídos das obrigações de comunicação previstas no artigo anterior os documentos de transporte em que o destinatário ou adquirente seja consumidor final”, uma medida que “visa reforçar a protecção dos dados pessoais dos consumidores finais”.

A comunicação ao fisco do transporte de mercadorias pode ser efectuado por diversas formas: transmissão electrónica em tempo real, integrada em programa informático, utilizando o Webservice disponibilizado pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT); envio de ficheiro exportado pelo programa informático de emissão, recorrendo à aplicação de envio de dados disponibilizada no Portal das Finanças na Internet (www.portaldasfinancas.gov.pt); emissão directa no Portal das Finanças do documento de transporte.



UNAM-SE NEXENSES E NÃO PERMITAM ESTE CRIME !


  1. SANTA BÁRBARA DE NEXE - UNAM-SE NEXENSES E NÃO DEIXEM QUE SE FECHEM OS CORREIOS NA ALDEIA !

    CRESCEMOS CONHECENDO OS CARTEIROS ATÉ O DIA DE HOJE, OS CORREIOS PARA LÁ DE SEREM DE GRANDE UTILIDADE NO SERVIÇO QUE PRESTAM ÁS PESSOAS DE TODA A FREGUESIA SÃO UMA FATIA IMPORTANTE DA CULTURA DA NOSSA TERRA.

    FECHAR EDIFÍCIOS DOS CTT PARA PRIVATIZAR E DESUMANIZAR ESTES SERVIÇOS É UM CRIME CONTRA O QUAL TODOS DEVEMOS LUTAR A SÉRIO.

    QUEM SE ORGULHA DA NOSSA FREGUESIA NÃO PODE PERMITIR ESTE ACTO DE DESPREZO E TRAIÇÃO PARA COM OS HABITANTES DE SANTA BÁRBARA DE NEXE.
    Gosto ·  · Promover · 
  2. ATENÇÃO SANTA BÁRBARA DE NEXE !

    NOVAMENTE OS INTERESSES DE QUEM GANHA MUITO DINHEIRO, DE GENTE QUE NÃO SENTE PORTUGAL, AS SUAS ALDEIAS, AS SUAS GENTES E DE QUEM NÃO SE PREOCUPA EM SERVIR MAS SERVIR-SE DAS PESSOAS. JÁ O TENTARAM ANTES E AGORA VOLTAM À CARGA (JÁ O SABÍA-MOS) OS INTERESSADOS EM FECHAR OS CORREIOS (OS QUE RESTAM) NAS NOSSAS ALDEIAS.

    SEJAM BAIRRISTAS, SEJAM PESSOAS E NÃO DEIXEM QUE MEIA DÚZIA DE TUBARÕES DESTRUAM O QUE É NOSSO. DEFENDER POSTOS DE TRABALHO, QUALIDADE, EMPATIA COM OS RESIDENTES, É O DEVER DAS GENTES DA SANTA BÁRBARA DE NEXE

    HÁ QUE AGIR EM MAIS UMA TENTATIVA DO CAPITALISMO FASCISTA DE FECHAR EDIFÍCIOS DOS CORREIOS PELO PAÍS FORA. MANIFESTEM-SE E DEMONSTREM QUE GOSTAM DA ALDEIA.