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segunda-feira, 1 de abril de 2013


ORIGEM DO DIA DA MENTIRA, 1º DE ABRIL

1º de Abril, dia da mentira...

Há datas comemorativas pelas mais diversas razões. Algumas prestam homenagem a heróis, outros comemoram eventos religiosos, mas o primeiro de abril sobressai como a única data para comemorar a mentira. O dia da mentira, ou 1º de abril, é uma antiga comemoração e tem uma história curiosa. Em qual outro dia podemos pregar peças e enganar nossos queridos amigos e conhecidos?

Existem dúvidas sobre quando essa tradição bizarra começou, mas a explicação mais aceite liga o primeiro de abril à França do século XVI. Até 1564, o calendário em vigor era o calendário Juliano, que considerava o início do ano novo próximo de abril. De acordo com o livro «The Oxford Companion to the Year», o rei Carlos IX, declarou um dia que a França começaria a usar o calendário Gregoriano, onde o ano novo iniciaria no primeiro de janeiro.

Carlos IX
Rei de França (séc. XVI)

Nem todos aceitaram essa mudança de datas. Ao mesmo tempo, alguns acreditavam que as datas não deveriam ser alteradas, e foi esse pessoal que serviu de alvo às brincadeiras de abril, pois foram considerados tolos. As pessoas enviavam presentes e os convidavam para as falsas festas. Os cidadãos das zonas rurais da França também eram vítimas dessas piadas. Nesta época, as notícias viajavam lentamente e eles podem ter ficado sem saber sobre a troca de datas durante meses ou anos. E ainda tiveram que suportar as piadas por celebrarem o ano novo no dia errado.
Peixe expele homem (Jonas)
Achado perto da cidade antiga de Jerusalém

Atualmente, na França, as pessoas que «caem» no primeiro de abril são chamadas de 'Poisson d'Avril', literalmente significando «peixe de abril». Uma piada comum é a de pregar um peixe de papelão nas costas da pessoa. A ligação entre os peixes e o dia da mentira não está clara. Alguns acreditam que o peixe representa Jesus Cristo, frequentemente representado por um peixe nos primeiros tempos da era cristã. Outros dizem que o peixe é relacionado com o signo de Peixes no zodíaco, cuja representação é um peixe e que cai perto de abril. Mas é interessante salientar que Napoleão ganhou o apelido de Poisson d'Avril quando casou com Maria Luísa da Áustria, em 1º de abril de 1810.

Peixe: As letras da palavra em grego (Ichtus) 
Pelos primeiros cristãos entendida como as letras iniciais da frase em grego, 
«Jesus, Filho de Deus, o Redentor» (acróstico)
Relevo de Wilpert (compasso, peixes e âncora)

Provavelmente, não se trata de uma coincidência que o dia da mentira seja comemorado ao mesmo tempo do que dois outros dias semelhantes. Na Roma antiga o festival de Hilária foi uma iniciativa para celebrar a ressurreição do deus Átis. A palavra hilária, provavelmente, é derivada da palavra hilaridade e hilariante, ambas significando alegria ruidosa. Hoje em dia, Hilária é também conhecida como o Dia da risada romana. Na Índia, o festival Holi (festival das  cores) comemora a chegada da primavera. Como parte do festival, as pessoas fazem brincadeiras e se lambuzam mutuamente com cores.

Ressurreição de Deus Átis
Baixo-Relevo

«Festival de Holi Colore Índia»
Celebrando a chegada da primavera

Não há uma conexão clara entre a observância moderna do dia da mentira e essas duas antigas comemorações, o que leva muitos historiadores a aceitarem a explicação francesa de como surgiu o dia da mentira.
Fonte: pessoas.hsw.uol.com/

Poet´anarquista

JÁ NÃO HÁ DIA DAS MENTIRAS !


VEJA ESTE QUARTO DE HOTEL - A metade do quarto francês Hotel Coberto de Graffiti


A metade do quarto francês Hotel Coberto de Graffiti

A metade do quarto francês Hotel coberta de graffiti design de interiores grafite França
A metade do quarto francês Hotel coberta de graffiti design de interiores grafite França
A metade do quarto francês Hotel coberta de graffiti design de interiores grafite França
A metade do quarto francês Hotel coberta de graffiti design de interiores grafite França
A metade do quarto francês Hotel coberta de graffiti design de interiores grafite França
Artista internacionalmente reconhecido grafite Tilt acaba de completar esta arregalado trabalho de design de interiores para o Au Vieux Panier hotel em Marselha, França. O hotel tem apenas cinco quartos que são anualmente reconceptualizado por artistas e designers comissionados, algo semelhante ao de Nova Iorque Carlton Arms . Para este espaço, intitulado O Quarto do Pânico (que pode descrevem bem o seu estado mental depois de algumas noites neste ambiente Willy Wonkaesque) Tilt dividiu o quarto perfeitamente ao meio, uma metade coberta inteiramente em sua marca registrada grafite vibrante e borbulhante ea outra metade deixou Stark branco. Veja um sneak peek de todos os cinco conceitos do Au Vieux Panier, incluindo uma sala por Philippe Baudelocque que desenha ilustrações fantásticas de animais usando giz. 

Indemnização 

Sócio de Isaltino recebe 37 milhões da Câmara de Oeiras
A Câmara de Oeiras aprovou e vai pagar uma indemnização de 37 milhões de euros à construtora MGR, uma empresa liderada por um dos sócios de Isaltino Morais numa firma moçambicana, escreve esta segunda-feira o jornal i, que adianta que a construtora reclamava inicialmente cerca de 42 milhões de euros.
Sócio de Isaltino recebe 37 milhões da Câmara de Oeiras
DR
POLÍTICA
O jornal i conta hoje que a Câmara Municipal de Oeiras vai pagar uma indemnização de 37 milhões de euros à construtora MRG, liderada por Fernando Rodrigues Gouveia, que também é sócio de Isaltino Morais numa empresa em Moçambique. Essa firma, de acordo com o i, foi constituída cinco dias depois de o executivo oeirense ter aprovado com o voto de Isaltino o pagamento da indemnização à MRG.

A construtora em questão liderou o consórcio que ganhou duas parcerias público-privadas (PPP) com a autarquia e o pagamento desta indemnização está ligado precisamente a uma das PPP ganhas pela MRG, relacionada com a construção de duas escolas básicas em Algés e Porto Salvo e dois centros geriátricos em São Julião da Barra e Laveiras.

De acordo com o i, a autarquia e a MRG constituíram uma sociedade chamada Oeiras Primus, para a construção destas obras, onde a construtora detinha 51% do capital social e CMO os restantes 49%.
A acta da assembleia municipal a que o jornal teve acesso mostra que a câmara aprovou por maioria e com o voto de Isaltino, no passado dia 13 de Fevereiro, o pagamento de 37 milhões de euros como “compensação pelos custos da construção” das quatro infra-estruturas contratualizadas.

Governo 

A mentira de Passos
Faz precisamente hoje, segunda-feira, dois anos que Pedro Passos Coelho, na altura candidato social-democrata às legislativas de 2011, garantiu aos portugueses que não iria cortar o 13º mês, classificando essa possibilidade como um “disparate”. Mas o certo é que, dois anos passados, e entre tantas outras medidas de austeridade aplicadas entretanto, além de uma pequena ‘omissão’ pelo meio, o 13º mês já lá vai.
A mentira de Passos
DR
POLÍTICA
Estávamos a 1 de Abril de 2011, apenas a dois meses de um novo Governo assumir o rumo do País, quando Passos Coelho, actual primeiro-ministro e na altura candidato ‘laranja’ a São Bento, afirmou perante uma jovem plateia de estudantes de uma escola de Vila Franca de Xira que já tinha ouvido “o primeiro-ministro [José Sócrates] dizer que o PSD” queria “acabar com muitas coisas e também com o 13º mês”.


“Mas”, acrescentou Passos, “nunca falámos disso e isso é um disparate”, recorda hoje o jornal i. Acontece que, apenas alguns meses depois de chegar a São Bento, o Governo de Passos aplica uma sobretaxa sobre os subsídios de Natal dos funcionários públicos e, um ano depois, o corte do 13º mês acabou mesmo por avançar.
Também nesta circunstância, Passos Coelho assegurava que “toda a austeridade” seria feita “pelo Estado (ao nível da despesa) e não pelos portugueses (do lado da receita)”, afastando “mais aumentos de impostos”, até porque, como o próprio escreveu no seu livro ‘Mudar’, isso pode conduzir “à contracção da actividade económica”.
O advogado e jurista, José Miguel Júdice, acredita que a mentira “faz parte do ADN do político” e “votamos nos políticos que nos mentem e não nos que nos dizem a verdade”. No mesmo sentido, e também ao jornal i, o politólogo António Costa Pinto entende que a “sociedade portuguesa já dá o desconto” e já se habituou a que “as promessas não sejam cumpridas”.


Patriotismo... e fascistas


Chega a notícia de que o partido nazi da Grécia, partido que o capitalismo descontrolado e a troica estão a fazer crescer de forma tão deliberada quanto irresponsável, passou a defender publicamente a pena de morte para pessoas que cometam actos de violência... desde que sejam imigrantes, evidentemente!
Chega mesmo na altura em que (mais uma vez) um comentador que se auto-intitula de “patriota”, em reacção a um post sobre Sócrates (logo, revelando-se uma das famosas “viúvas inconsoláveis” do ex-primeiro-ministro), me deixou aqui um comentário transparente e esclarecedor:
Diz-me lá Samuel. Quando chegar a hora de seres "esticado" em conjunto com os restantes porcos do PCP e BE. Preferes a bala ou a corda?”
Não se pode dizer que tenha sido dos comentários mais amistosos que recebi… mas é útil! Por várias razões.
1. Porque confirma uma "regra" cá da casa: os comentários mais violentos, ameaçadores, destrambelhados e porcos (estes quase sempre vão para o lixo), aparecem “fatalmente” como reacção a qualquer reparo que tenha feito a alguma figura do Partido Socialista.
2. Porque confirma que um dos partidos onde se acoitaram mais fascistas a seguir ao 25 de Abril, foi, infelizmente, o PS.
3. Porque confirma que deixámos, durante demasiado tempo, que o conceito de “patriotismo” ficasse refém de bandidos comuns, de canalhas políticos... e de políticos canalhas.
Sendo assim, não só não me incomoda (como parece ainda incomodar alguma esquerda) falar de “patriotismo”, de “política patriótica e de esquerda”, etc., como acho que se deve usar cada vez mais tanto a ideia como a palavra. Tomar posse dela... patrioticamente!
Está na altura de serem esses canalhas a começar a sentir o incómodo de, quando falarem de patriotismo, terem algum parceiro de sargeta a reclamar:
“Olha lá, pá!!!... Estás a falar como os comunistas?!!!”



    Aos que virão depois de nós
    Brecht

    I

    Eu vivo em tempos sombrios.
    Uma linguagem sem malícia é sinal de
    estupidez,
    uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
    Aquele que ainda ri é porque ainda não
    recebeu a terrível notícia.

    Que tempos são esses, quando
    falar sobre flores é quase um crime.
    Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
    Aquele que cruza tranqüilamente a rua
    já está então inacessível aos amigos
    que se encontram necessitados?

    É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
    Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
    Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
    Por acaso estou sendo poupado.
    (Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

    Dizem-me: come e bebe!
    Fica feliz por teres o que tens!
    Mas como é que posso comer e beber,
    se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
    se o copo de água que eu bebo, faz falta a
    quem tem sede?
    Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

    Eu queria ser um sábio.

    Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
    Manter-se afastado dos problemas do mundo
    e sem medo passar o tempo que se tem para
    viver na terra;
    Seguir seu caminho sem violência,
    pagar o mal com o bem,
    não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
    Sabedoria é isso!
    Mas eu não consigo agir assim.
    É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

    II

    Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
    quando a fome reinava.
    Eu vim para o convívio dos homens no tempo
    da revolta
    e me revoltei ao lado deles.
    Assim se passou o tempo
    que me foi dado viver sobre a terra.
    Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
    deitei-me entre os assassinos para dormir,
    Fiz amor sem muita atenção
    e não tive paciência com a natureza.
    Assim se passou o tempo
    que me foi dado viver sobre a terra.

    III

    Vocês, que vão emergir das ondas
    em que nós perecemos, pensem,
    quando falarem das nossas fraquezas,
    nos tempos sombrios
    de que vocês tiveram a sorte de escapar.

    Nós existíamos através da luta de classes,
    mudando mais seguidamente de países que de
    sapatos, desesperados!
    quando só havia injustiça e não havia revolta.

    Nós sabemos:
    o ódio contra a baixeza
    também endurece os rostos!
    A cólera contra a injustiça
    faz a voz ficar rouca!
    Infelizmente, nós,
    que queríamos preparar o caminho para a
    amizade,
    não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
    Mas vocês, quando chegar o tempo
    em que o homem seja amigo do homem,
    pensem em nós
    com um pouco de compreensão.