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quinta-feira, 28 de março de 2013

APROXIMA-SE A TEMPESTADE



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PEC IV - TODA A VERDADE "Fartos da invocação pelo PS do chumbo do PEC IV para justificar a chamada da troika, elaborámos este esclarecedor documento sobre o seu conteúdo."


PEC IV TODA A VERDADE PEC IV – março de 2011 Medidas adicionais para 2011:
  • Corte total de 1360 milhões; saúde – 85 milhões; SEE -170 milhões; AP, incluindo FSA -170 milhões; segurança social -170 milhões; despesa de capital (investimento público) 595 milhões.
  • Saúde – redução de custos com medicamentos, sendo que o balanço do ano de 2011 se traduziu de facto numa redução da despesa do Estado em 19,2% mas em paralelo num aumento de 9,3%, isto é mais 66 milhões de euros, de despesa para os utentes.
  • Corte despesa SEE em 15%. Traduziu-se por exemplo em aumentos médios que segundo o Governo eram de 15%, mas que em muitos casos de passes e outros títulos de transportes muito utilizados chegou aos 20 ou 25%.
  • Corte nos serviços públicos (administração direta e SFA – exceto SNS, CGA e ensino superior)
  • Corte no investimento público, designadamente escolas, equipamentos coletivos e infra estruturas de transportes em 400 milhões de euros
  • Aumento de receitas com concessões do jogo, comunicações e energia e também venda de património
Para 2012 e 2013 em concreto quadro II.2, página 15 e seguintes
Despesa:
  • Redução da despesa em pensões 425 milhões de euros em 2012
  • Redução de custos com medicamentos e subsistemas públicos de saúde 510 milhões em 2012 e 170 milhões em 2013, dos quais: acordo com a Apifarma de redução de 140 milhões em 2012 de que não se sabe exatamente o resultado, sabendo-se contudo do já referido aumento dos custos com medicamentos para os utentes em 66 milhões de euros; corte nos hospitais públicos de 5% em 2012 e 4% em 2013; corte na saúde dos trabalhadores da administração pública (ADSE e outros) de 170 milhões; agregação em centros hospitalares e agrupamentos de centros de saúde, corte de 10 milhões em 2012 e 20 milhões de 2013.
  • Encerramento de escolas e outros cortes na educação, incluindo mega agrupamentos – redução de 340 milhões em 2012 e 170 milhões em 2013.
  • Outros cortes na administração pública (“consumos intermédios”) 340 milhões em 2012 e 170 milhões em 2013, incluindo por exemplo “racionalização da rede de tribunais”, isto é, encerramento de tribunais equivalente ao corte de 60 milhões em 2012 e 2013.
  • “Controlo da atribuição das prestações sociais”, isto é, agravamento da aplicação da condição de recursos nas prestações sociais, restrições ao acesso ao subsídio de desemprego e de doença, congelamento até 2013 do IAS com consequência em todas as prestações que lhe estão indexadas e em paralelo aumento de cobrança de contribuições aos trabalhadores no valor de 340 milhões em 2013.
  • Reduções no SEE, designadamente indemnizações compensatórias (por exemplo no serviço público de rádio e televisão), planos de investimentos e custos operacionais (por exemplo investimentos em escolas, outros equipamentos e infraestruturas de transportes) 595 milhões em 2012 e 170 milhões em 2013.
  • Corte regiões autónomas e autarquias 170 milhões em 2012.
Receitas:
  • Redução das deduções e benefícios em IRS, isto é, aumento deste imposto, com aumento de receita (em conjunto com alterações ao IRC) de mais 680 milhões em 2012 e 170 milhões em 2013.
  • Aumento do IRS para reformados e pensionistas (nivelamento por baixo da dedução específica) em 255 milhões de euros a partir de 2012.
  • Alteração de taxas do IVA (“progressiva simplificação”) com um aumento de cobrança de receitas de 170 milhões em 2012 e 510 milhões em 2013.
  • Aumento de outros impostos sobre o consumo em mais 255 milhões em 2012.
Entretanto o PEC IV vangloria-se de medidas já em curso (“reformas estruturais”) como a chamada “melhoria da flexibilidade e adaptabilidade do mercado de trabalho com uma revisão da legislação laboral que teve importantes reflexos, por exemplo, no indicador de flexibilidade do mercado de trabalho construído pela OCDE”. Trata-se afinal da conhecida revisão para pior, pela mão de Vieira da Silva, do código de Bagão Felix. Aliás com o PS tivemos: o fim do princípio do tratamento mais favorável; uma ainda maior generalização da precariedade por exemplo com um novo contrato de trabalho intermitente; a alteração do período experimental para 180 dias (depois declarada inconstitucional); a desregulamentação dos horários de trabalho com os bancos de horas, as adaptabilidades e medidas afins; facilitação do processo de despedimento e diminuição dos recursos de defesa dos trabalhadores; o ataque à contratação coletiva com a caducidade dos contratos; o ataque à liberdade de organização sindical e ao direito à greve, designadamente com a tentativa de instituição abusiva de regras de serviços mínimos.
Facto significativo também é o compromisso com a “antecipação do programa de privatização” face ao PEC III, prevendo-se um valor de 2184, 2255 e 1145 milhões respetivamente em 2011, 2012 e 2013.


Bernardino Soares41 anos
Licenciado em Direito
Foi eleito na Assembleia de Freguesia de Camarate de 1993 a 1997
Foi membro da Direção Nacional da Juventude Comunista Portuguesa até 1999
Membro da Comissão Politica do PCP
Deputado na Assembleia da República desde 1995
Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Eleito na Assembleia Municipal de Loures



Ler:

JÁ SÃO 70.000 OS MORTOS DESDE QUE COMEÇOU A GUERRA NA SÍRIA - Ataque a faculdade de arquitetura provoca mortes e dezenas de feridos em Damasco

Ataque a faculdade de arquitetura provoca mortes e dezenas de feridos em Damasco

Governo culpa oposição pelas mortes; nenhum grupo assumiu autoria pela explosão
Pelo menos 12 estudantes morreram e outros ficaram feridos nesta quinta-feira (28/03) devido a explosões de várias bombas contra a sede da Faculdade de Arquitetura em Damasco, informou a agência de notícias oficial síria Sana. As forças do governo atribuíram o ataque a grupos "terroristas", termo com o qual se refere às forças de oposição, que ocupam parte do país e lutam para derrubar o regime do presidente Bashar al Assad.
Agência Efe
Marcas de destruição na cafeteria da Universidade de Arquitetura de Damasco, vítima de um ataque a bomba

Segundo a agência, dois projéteis caíram sobre a cafeteria do edifício, causando também grandes danos materiais. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, que ocorreu dois dias depois dos rebeldes terem lançado uma barragem de morteiros contra Damasco, que terminou com a morte de pelo menos três pessoas e feriu dezenas.


A emissora estatal Al-Ikhbariya mostrou imagens de mesas e cadeiras plásticas reviradas, vidro quebrado e livros e canetas espalhados pelo chão. Poças de sangue eram vistas no chão da cantina, além de um grande buraco no teto que cobria a cafeteria.
Sana acrescentou que outros dois homens foram mortos por disparos de "terroristas" a um microônibus que passava em frente a um complexo residencial da polícia na região de Yaidat Artuz, situada na periferia da capital.

Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente devido às restrições impostas pelas autoridades sírias aos jornalistas.


O grupo Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, confirmou o ataque e informou que vários dos feridos estão em estado grave.


Pelo menos 70 mil pessoas morreram nos dois anos de guerra civil na Síria, de acordo com o mais recente boletim da ONU. Os rebeldes, por sua vez, começam a entrar em confronto com forças do governo nas regiões Leste e Sul da capital.


(*) com agências de notícias internacionais
Nova Centelha

CHILE - Bachelet anuncia candidatura à Presidência e diz querer governo da maioria social

Bachelet anuncia candidatura à Presidência e diz querer governo da maioria social
Horas depois de voltar ao Chile, após quase três anos na ONU, ex-presidente confirma intenção de concorrer nas eleições



A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou na noite desta quarta-feira (28/03) sua intenção de concorrer novamente à Presidência do país, nas eleições marcadas para novembro. “Estou disposta a assumir este desafio pessoal, mas mais que tudo coletivo. Com alegria, determinação e muita humildade, tomei a decisão de ser candidata”, declarou.

Efe (27/03/2013)

Ex-presidente chilena cumprimenta apoiadores em ato de anúncio de sua pré-candidatura para as eleições de novembro

O já esperado anúncio de sua intenção de cumprir um novo mandato no palácio La Moneda veio horas depois de seu regresso ao Chile, na manhã de ontem, após quase três anos em Nova York, onde atuou como diretora executiva da ONU Mulheres.

No discurso em que confirmou sua pré-candidatura, realizado em um ato no Centro Cívico Cultural de El Bosque, Bachelet afirmou que não apresentará um programa de governo “feito entre quatro paredes”. “Vou promover diálogos e encontros para que o programa desta campanha tenha a marca da cidadania”, acrescentou, avisando que percorrerá o país.
Bachelet terá que participar das primárias da oposição no final de julho, quando concorrerá com outros pré-candidatos, como o deputado democrata-cristão Claudio Orrego, o senador radical José Antonio Gómez e o independente Andrés Velasco, seu ex-ministro da Fazenda.

"As primárias são muito importantes para a designação do candidato único da oposição [ao governo de Sebastián Piñera], porque são um caminho legítimo e válido para que a cidadania indique sua preferência", disse Bachelet, que comandou o Chile entre 2006 e 2010.

Efe (27/03/2013)

Bachelet, que esteve quase três anos na ONU, voltou ontem ao Chile como favorita para a disputa presidencial

Aos 61 anos, Bachelet é favorita nas pesquisas que medem o clima para as presidenciais de 17 de novembro. Na última pesquisa do Centro de Estudos Públicos do país, 53% dos chilenos acreditam que ela será a nova mandatária do país, e 49% afirmaram que a apoiaria. O pré-candidato Laurence Golborne, ex-ministro de Obras Públicas, Energia e Mineração de Piñera, é posicionado bem atrás, com 11% de apoio entre o eleitorado.

A pré-candidata deixou claro que sua ênfase no governo será no combate contra a desigualdade. "O Chile tem uma cidadania mais madura e mais forte", ressaltou, afirmando que sabe que o fato de o país apresentar um dos maiores índices de desigualdade social no mundo causa uma “raiva justa”.

Bachelet também fez uma autocrítica sobre o desempenho de sua coalizão esquerdista, a Concertação, com a qual venceu as eleições de 2005: “É justo sinalizar que não fizemos muito bem algumas coisas e que ficaram reformas pendentes de serem feitas”, apontou, deixando claro, no entanto, que seu objetivo não é liderar a coalizão, mas sim conduzir “o primeiro governo de uma maioria social”.

Com o anúncio, a ex-mandatária cumpre sua promessa de romper o silêncio acerca de sua candidatura. Em dezembro, quando questionada sobre a possibilidade de que concorresse novamente à presidência, Bachelet respondeu que falaria sobre o assunto em março.

Nova Centelha



O legado dos EUA no Iraque, dez anos após a invasão

O Iraque é hoje um Estado parasitário de sua população. A corrupção é regra geral, a violência nas ruas é diária e rarearam bairros mistos com xiitas, sunitas e curdos. Mas o legado dos EUA deixado ao país não começou a ser construído com a invasão de 2003, e sim trinta anos antes, com as sanções econômicas lançadas após Saddam ter invadido o Kuwait.

Patrick Cockburn – The Nation
Dez anos atrás, iraquianos, ainda que originalmente opostos a eles, esperavam que a invasão dos Estados Unidos e a ocupação trariam ao menos um fim ao sofrimento que enfrentavam sob as sanções e outros desastres consequentes da derrota na primeira Guerra do Golfo, de 1991. Hoje, o povo em Bagdá reclama ainda o mesmo estado de permanente crise causada pela violência criminosa e sectária, corrupção estrutural, infraestrutura fragilizada e um governo disfuncional. Muitos iraquianos dizem que o que realmente querem em 2013 é o mesmo que queriam em 2003: a possibilidade de visto para outro país, onde podem conseguir emprego.

Bagdá já foi uma cidade onde sunitas, xiitas e cristãos viviam lado a lado, conscientes de suas crenças distintas, mas não amedrontados um pelo outro. Isso tudo mudou durante a guerra civil de 2006-2008, que, em seu pico, matou mais de 3.700 iraquianos num só mês, e desses mortos a grande maioria era de Bagdá. "Não existem mais tantas áreas mistas hoje", diz uma mulher xiita que vive com sua mãe num distrito de maioria sunita e que tenta esconder sua identidade dos seus vizinhos sunitas. A mulher está preocupada com a possibilidade de ser interrogada a fim de entregar evidências que incriminem um destes vizinhos, que está na prisão acusado de matar um xiita cinco anos atrás. Ela suspeita que o detido tenha deixado munições em frente a sua casa como ameaça; a mulher não quer entregar qualquer evidência, porque isso traria às claras seu grupo (sunita) e a deixaria exposta a retaliações.

A guerra civil entre os grupos islâmicos teve maior intensidade em Bagdá e províncias centrais do Iraque, onde vive um terço dos 33 milhões de iraquianos. Ela terminou com uma derrota decisiva para os sunitas, que foram empurrados e expulsos do leste de Bagdá e foram comprimidos e cercados por xiitas no oeste da mesma cidade. Iraquianos pacíficos dizem que "tudo está seguro agora", mas não agem como se acreditassem de fato nisso; ficam nervosos quando entram em áreas hostis controladas por outra comunidade ou, se vivem num distrito misto, entram em pânico com a menor ameaça, como um slogan agressivo deixado numa parede. Depois de tudo o que aconteceu, ninguém está se arriscando. Ainda hoje, há constantes atentados e assassinatos; 220 iraquianos mortos e 571 feridos só em fevereiro. 

Desemprego e corrupção
Ali, Abdul-Karim, um corretor bem-sucedido, disse-me que as pessoas estão constantemente tensas, e fogem por boatos. Mas me contou sobre as dificuldades de finalizar uma venda que ele estava tentando providenciar em Bagdá. Disse-me que seu cliente neste caso era um capitão oficial da inteligência de Saddam Hussein, com uma fazenda numa área sunita muito violenta na periferia sul de Bagdá chamada Arab Jabour. O capitão mudou-se de lá porque fora ameaçado pela Al Qaeda por se recusar a cooperar com eles; no entanto, seu pai octogenário se recusa a deixar a fazenda. Neste entremeio, o capitão foi feito prisioneiro pelo governo por seu cargo na polícia secreta de Saddam.

Um problema na compreensão do Iraque de hoje é que os sucessos militares americanos depois de 2007 foram hiperbolizados afim de não deixar a última retirada militar, no fim de 2011, parecendo uma confissão do fracasso. A insurgência – a ofensiva de 30 mil reforços americanos em 2007 – foi louvada pela mídia ocidental naquela época por acabar com uma guerra civil e ter derrotado os rebeldes sunitas, embora na realidade tenha sido um menor bom acordo. Na prática, o estabelecimento das tropas e grandes prédios com paredes imensas de concreto durante a intervenção simplesmente calcou o novo mapa sectário de Bagdá, deixando os xiitas dominantes. Seus territórios são facilmente identificados por conta dos banners religiosos que cobrem os prédios e pôsteres que mostram líderes e mártires, como Muqtada al-Sadr e seu pai, Imam Ali e Imam Hussein, colados em todas as paredes.

Os banners e pôsteres não são só presos nas casas civis, mas em postos militares e polícias, quartéis e até prisões. Não nos deixam qualquer dúvida de que grupo governa. Isso é importante, não menos porque a folha de pagamento do governo é de três milhões de pessoas, e pagar esses empregados absorve grande parte dos 100 bilhões/ano que o governo recebe do petróleo. Acesso à influência política é critério para conseguir um emprego – embora a propina também seja necessária – num país onde pelo menos um terço da população trabalhadora está desempregada. O sistema funciona como uma gigante máquina Tammany Hall (sociedade política), em que os trabalhos são distribuídos de acordo com a lealdade partidária, independente do mérito. Todo ministério é o feudo de um partido ou outro, o que rigorosamente exclui os outros demais partidos ou membros de outras comunidades. Ao fim, os xiitas são incluídos e os sunitas excluídos. Um sunita pacífico tem emprego num ministério onde a norma é que só com propina consegue-se algo, nega que receba tais propinas, mas diz isto porque os outros trabalhadores de sua seção são xiitas, "eu sou aquele quem será acusado de corrupção".

Existem expansão e enraizamento da corrupção em todos os níveis no Iraque. Pessoas na prisão, ainda que inocentes de suas acusações, devem pagar para serem libertos; oficiais que querem ser promovidos na polícia ou exército devem pagar; um civil pacífico trabalhou muito e fez de tudo o que era necessário para entrar e ascender no exército e ser coronel dentro de meses, mas terá de subornar onze pessoas antes de isso acontecer. Um ministro oficial descreve o sistema como uma "cleptocracia institucionalizada". O governo de Nouri al-Maliki, primeiro ministro desde 2006, manobra contratos para aliados e facções políticas que ele quer cultivar. Dinheiro é dado para contratos independente de terem sido tratados ou não. Os efeitos podem ser vistos por toda Bagdá, onde não existe nenhuma nova construção. Eu estive lá recentemente durante dois dias de chuva pesada. Desde 2003, sete bilhões de dólares têm sido gastos num novo sistema de esgoto, que deveria cuidar da água pluvial. Mas ficou evidente que ou não há novos encanamentos de esgoto ou eles não funcionam, porque foi preciso algumas horas para as ruas de Bagdá tornarem-se piscinas escuras de água e esgoto. Eletricidade sofre comumente com 2 horas funcionando e outras duas não, e existe racionamento de água potável.

De fato, há pouco que se mostrar quando levamos em conta os 60 bilhões de dólares que o EUA gastou em projetos de reconstrução. Prova disso é que muitos desses projetos foram levianos ou fraudulentos (para mais leia o artigo de Peter Van Buren, "Why the invasion of Iraq was the single worst foreign policy decision in American History", no TheNation.com), mas isto vai além. A corrupção no Iraque é tão destrutiva ao desenvolvimento por sua natureza ser maior que meramente a de boletos de pagamentos. Maliki ameaça com medidas anticorrupção para intimidar seus inimigos e manter seus aliados na linha. Um empresário americano me contou num ministério que ele estava negociando, pensava que 90% dos oficiais não aceitassem propina, possivelmente porque não lhes eram oferecidas, mas estes 90% estavam tão vulneráveis à corrupção quanto os outros 10%. O caminho mais seguro para aqueles que não recebem propinas é negar seus salários, não fazer nada, não assinar qualquer documento e não concordar com nenhum novo projeto sequer. O resultado desse cenário é a paralisia do sistema administrativo (o governo de Maliki tem um exército, polícia e inteligência fortes, além de controlar milhões de empregos e o orçamento estatal. Ao mesmo tempo, não tem nenhuma autoridade em territórios curdos e poder limitado em províncias de maioria árabe-sunita). 

Colapso
O avanço de um Estado tão parasitário de seu povo tem mais a ver com as ações americanas anteriores do que com as posteriores à invasão de 2003. A destruição da economia e sociedade iraquianas começou trinta anos antes, em 1990, quando sanções das Nações Unidas foram impostas, sob pressão dos EUA, depois de Saddam ter invadido Kuwait. O que levou a um cerco econômico de trinta anos impiedoso que não tirou Saddam do poder, e no entanto levou à pobreza milhões de iraquianos. Saúde e educação entraram em colapso e o crime se tornou frequente. O programa "Petróleo para Comida" durante esse período permitiu supostamente suprimentos essenciais de chegarem no Iraque, mas nunca era o bastante. Em 1996, visitei um vilarejo chamado Pejwin na parte curda do Iraque, fora dos controles de Saddam, onde o povo foi dizimado por tentar sobreviver desarmando e extraindo explosivos da mina altamente perigosa, Mina Valmara. Eles venderiam os explosivos, e lâminas de alumínio (o que envolve o explosivo) por alguns dólares. Muitos destes moradores perderam mãos e pés.

Por causa das sanções, a sociedade iraquiana estava já em dissolução quando os Estados Unidos invadiu o país em 2003. O colapso foi contido graças ao braço forte de Saddam. Quando este foi removido, já havia uma ferocidade social revolucionária instalada pelo saque de Bagdá. Um oficial de alto escalão disse que "o Iraque acabou por viver sob um sistema que combina alguns dos piores elementos da gestão de Saddam Hussein e da ocupação americana". Levará, é evidente, muito tempo para se recuperar.

Tradução: Caio Sarack, para Carta Maior

Nova Centelha

O presidente que já não o devia ser


Infelizmente é quase impossível derrubar um Presidente da República porque se o fosse há muito que Cavaco Silva o deixaria de ter sido. Mas os mesmos portugueses que elegeram um Presidente não têm forma de o demitir se chegarem à conclusão de que essa eleição foi um erro.

Cavaco Silva é hoje um presidente da República que se arrasta, que vive para se auto-justificar, que cumpre o mandato como se fosse arrendatário de um prédio urbano de onde não pode ser despejado porque tem a renda em dia. Os que não votaram nele nunca o reconheceram como Presidente de todos os portugueses, nunca o foi nem demonstrou ter estatura política para o ser, não tem a classe de um Sampaio, a honestidade de um Eanes e a dimensão de um Soares.

Ainda por cima a sua inteligência política é escassa, um presidente cujo braço direito conspirou contra um primeiro-ministro eleito por uma maioria absoluta não tem autoridade moral para dizer que a intriga política ou partidária não cria um emprego. Intriga, jogos partidários? Haverá pior intriga do que sustentar acusações falsas? Haverá pior jogo partidário do que dizer uma coisa quando o governo é de um partido e dizer o contrário quando é de outro partido?

Invocar a situação de crise para reduzir os jogos partidários a uma inutilidade desnecessária dizendo que esses jogos que mais não são do que a essência da democracia na cria emprego? Isso é dizer que a democracia é um passatempo de países ricos em que a criação de emprego não é um problema. Foi por pensar assim que Cavaco chegou a chamar a Belém o sindicalistas dos magistrados para se inteirar sobre supostas pressões do governo sobre a justiça? Pois, nesse tempo Portugal era rico e vivia-se no pleno emprego.

Na democracia portuguesa a Presidência da República é o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, é a primeira trincheira na defesa da democracia, é por isso que ao Presidente foram atribuídos poderes de veto, poder para sujeitar os diplomas do governo e do parlamento ao Tribunal Constitucional. Ora, se um Presidente desvaloriza os jogos partidários só resta aos portugueses recorrerem ao rei de Espanha se sentirem a democracia ameaçada.

Porque será que Cavaco precisa de estar constantemente a justificar as suas actuações, a explicar que faz muita coisa sem ninguém ver e a dar lições à democracia portuguesa? Nem Eanes, nem Soares, nem Sampaio alguma vez tiveram este tipo de comportamento. Pois, mas também nunca tiveram negócios na SLN, nunca tiveram assessores a conspirar, foram grandes Presidentes.

Enfim, os presidentes são como o vinho, há anos bons e anos maus, há anos de vintage e anos em que o vinho parece ter sido feito a martelo.

O Jumento

Eles não param de despedir uns, esbanjando em indemnizações, para colocar boys.

Partilhem, porque é preciso que estas agressões explícitas ao direito à 
própria vida se tornem públicas.
É para pagar coisas assim que temos mais de 500.000 desempregados que não 
tem o que comer ou dar aos filhos...

Publicação em DR. dia 20.03.2013 - Como português, e exercendo o meu dever de 
cidadania, não posso deixar de enviar semelhantes Despachos publicados hoje mesmo 
em DR.
Sou técnico superior no Ministério das Finanças em funções públicas há mais de 30 anos, 
e fico sem palavras ao ver estes despachos.
Despachos de 2 técnicos de 21 e 22 anos que são nomeados exercer as funções 
de acompanhamento da execução de medidas do memorando conjunto com a 
União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu, 
na ESAME.) da TROIKA.  

Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, 
o tal Carlos Moedas
Dados pessoais, habilitações académicas e formação profissional
Tiago Miguel Moreira Ramalho, 21 anos, concluiu em 2012 
a Licenciatura…(…designo como técnico especialista o licenciado 
João Miguel Agra Vasconcelos Leal para exercer as funções de acompanhamento 
da execução de medidas do memorando conjunto com a União Europeia, Fundo 
Monetário Internacional e Banco Central Europeu, na ESAME.) 
Nota curricular …na Universidade Católica Portuguesa, mais concretamente 
na Católica -Lisbon School of Business and Economics, em inglês, é mais “in”... 
E fez o secundário em 2008...
Experiência Profissional (do dito cujo)
Entre junho e agosto de 2011, João Miguel Leal realizou um estágio de verão no 
Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e Emprego.
Anteriormente, em junho de 2009, já havia efetuado um estágio de verão no 
departamento de Marketing e Vendas da Empresa José Maria da Fonseca. 
Despacho n.º 4109/2013

São admiráveis os Curriculum Vitae destas criaturas, só me leva a concluir 
uma coisa… tenho que dizer ao meu filho para frequentar a Universidade de Verão 
do PSD/CDS, aproveitando o sol e a praia, correndo o risco que no final das férias 
vir como doutorado e ministro.
O melhor é ler os despachos….
Quantos cartazes afixaram? E quem serão os papás? É este o país que temos….

Mais tachos sem fim

  1. Mais uma lista de colocações. 
  2. Outra longa lista de mais especialistas, com salários de luxo.
  3. A troika proíbe, mas o regabofe continua... 
  4. Mais Boys em todo o lado
  5. Boys de Paulo Portas
  6. Mais albergues de Boys a caminho
  7. Boys de luxo
  8. 4500 boys para todos sustentarmos
  9. 120 pessoas para fazer um elo?
  10. 13 motoristas num dia, mais...
  11. 13.740 albergues de boys de ouro
  12. 15 papa tachos, TOP.
  13. 15 tachos, Ministra da JUSTIÇA
  14. 15 tachos? Falta tempo e competência
  15. 167 mil/mês, reforma de Jardim
  16. 17 mil de pensão por 6 anos trabalho
  17. Lista longa de nepotismo 

Não votem mais neles, pensem !
ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/03/eles-nao-param-de-despedir-uns.html#ixzz2OqPh3lhE

Portugal : Governo insiste numa política que despede os pais e nega o emprego aos filhos

Governo insiste numa política que despede os pais e nega o emprego aos filhos
por CGTP - IN
"Este é um Governo que despede os pais e nega o emprego aos filhos, não lhes garantindo sequer um nível adequado de protecção social no desemprego. Hoje, milhares de famílias vivem em condições muito precárias devido à perda de emprego e à ausência de prestações de desemprego dignas. Os jovens não conseguem aceder ao subsídio de desemprego devido à precariedade e os pais vêem o tempo de atribuição e o valor cada vez mais baixo."


Os dados do Eurostat relativos ao desemprego de Janeiro confirmam que o desemprego continua a aumentar neste início de 2013. Atingiu uma taxa de 17,6%, a terceira mais elevada da União Europeia e a mais alta de sempre no país, que corresponde a 960 mil desempregados em sentido estrito e a mais de 1 milhão e meio se considerarmos os inactivos disponíveis e indisponíveis e os subempregados. Num ano o número real de desemprego e subemprego aumentou em 217 milhares.

Entre os jovens menores de 25 anos a taxa foi de 38,6%, um dos valores mais altos de sempre e quatro pontos percentuais a mais que em Janeiro do ano passado.

Este é um Governo que despede os pais e nega o emprego aos filhos, não lhes garantindo sequer um nível adequado de protecção social no desemprego. Hoje, milhares de famílias vivem em condições muito precárias devido à perda de emprego e à ausência de prestações de desemprego dignas. Os jovens não conseguem aceder ao subsídio de desemprego devido à precariedade e os pais vêem o tempo de atribuição e o valor cada vez mais baixo.

Passado um ano do chamado Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego, acordo entre Governo, patronato e UGT, o país está em recessão, há um número record de falências e em vez de emprego temos uma persistente destruição de postos de trabalho.


Bem pode o Secretário de Estado do Emprego afirmar que o valor atingido se deve à sazonalidade e que no final do ano a taxa de desemprego será menor do que a registrada agora. Com uma recessão prevista de 1,9% para 2013 tal não se irá verificar. Se o Governo insistir nesta política recessiva e pretender ainda cortar mais 4 mil milhões de euros à despesa do Estado, que atingirá não os privilégios das grandes empresas, da especulação financeira, da banca, mas sim os trabalhadores, os pensionistas e as camadas desfavorecidas da população, a economia continuará a definhar e o desemprego aumentará ainda mais.

O que o país precisa é de uma mudança de políticas que inverta o rumo da economia, promova o crescimento, a criação de emprego e a melhoria da protecção social. Com a luta dos trabalhadores e do povo esta política será derrotada.





Fonte: CGTP-IN em  www.cgtp.pt


Mafarrico Vermelho

ANIKI BOBÓ - PODE VER AQUI O FILME COMPLETO


FOME


A MÃO