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quinta-feira, 14 de março de 2013

ESTRAGOS FEITOS PELO TEMPORAL NOS AÇORES, PEQUENO VÍDEO


Muitos detritos, asfalto revirado, habitações inundadas e desalojados é o balanço depois da chuva muito intensa da noite passada e manhã desta quinta-feira.
 



Para já a chuva diminui permitindo que se inicie a limpeza das vias públicas e das habitações.


Nicolo Paganini: O violinista do inferno


Quando ele passava por uma cidade o caos se instalava. Não só pelos fãs, principalmente jovens histéricas desesperadamente apaixonadas, mas também pelos outros músicos, que acorriam de muito longe apenas para ouvi-lo, observando atentamente cada gesto de seus dedos sobre as cordas do instrumento. Era muito fácil reconhecê-los: durante o espetáculo, enquanto a multidão chorava e gritava em delírio, eles ficavam muito quietos, pálidos, com os olhos cravados no palco, a boca crispada, no desespero sem fim daqueles que sabem que nunca serão assim tão bons. Ninguém podia competir com ele, mas o pior era a atitude, inconveniente e desaforada. Tinha vindo de uma família muito pobre e acumulara uma enorme fortuna com seu talento: podia muito bem agir como quisesse, permitir-se todos os excessos. Em dois anos e meio, por exemplo, percorreu 40 cidades da Europa, que caíram aos seus pés.

Naturalmente, como todo gênio, tinha inúmeros inimigos e circulavam a seu respeito os boatos mais sinistros, boatos que ele nunca fez o menor esforço para desmentir. Acima de tudo, era completamente indiferente às opiniões da sociedade, que o adorava e temia ao mesmo tempo. Diziam que o seu talento muito acima do normal era fruto de um pacto com o Diabo, o que só fez aumentar o seu carisma. Diziam que as cordas com que tocava eram muito especiais, feitas das entranhas de seu mestre. Depois teria feito um outro jogo com as de uma amante que se matara especialmente para isso. No entanto, a lenda acrescenta que apenas uma pessoa que o amasse e que cedesse espontaneamente sua vida poderia tornar-se parte de seu instrumento. O certo é que ele produzia sons que ninguém tinha ouvido antes fora de um pesadelo.

Quem assistiu as suas apresentações, refere que, ao seu comando, a sala parecia encher-se de espectros, almas em tormento, uivando como a tempestade. Quando tocava podia-se ouvir o choro das crianças, o riso dos demônios, o grito arrepiante de um universo em agonia. Grupos religiosos protestavam quando ele chegava a uma cidade, acusando-o de ter pacto com o Diabo, mas ele apenas sorria e chegou a compor uma melodia perturbadora citando-o explicitamente. Seus trajes estranhos, seu comportamento silencioso e polido contrastando com a fúria no palco, onde se transformava em uma fera, com os olhos em chamas e um sorriso maligno, tudo contribuía para essa fama que o tornou uma lenda inesquecível.

Essa história aconteceu há quase duzentos anos atrás, principalmente entre 1828 a 1831, período máximo da glória de Nicolo Paganini, compositor e o maior violinista de todos os tempos. A lenda sobre o encordoamento tem origem no fato de que as tripas de carneiro que compunham as cordas do violino poderiam, de fato, ser substituídas por um jogo humano, ganhando assim uma sonoridade sobrenatural. A estranha personalidade de Paganini contribuiu bastante para aumentar as lendas. Diz-se que, a partir dos 30 anos, nunca mais ensaiou e que vivia cercado por uma nuvem vigilante de aprendizes, discípulos e mesmo adversários, sempre em busca dos segredos de sua técnica. Os relatos de seus espetáculos fariam empalidecer de inveja os Beatles ou qualquer grupo de rock até hoje, assemelhando-se mais a uma experiência próxima do êxtase coletivo ou do pavor absoluto. Choro convulsivo apenas rompia o silêncio absoluto quando ele queria e, quando queria o contrário, fazia corar as donzelas com acordes muito próximos da agonia do orgasmo e todos sentiam uma fúria incontrolável tomar conta de sua alma. Em quase todas as cidades em que se apresentava saía dos teatros carregado em triunfo pelas ruas, naturalmente até alguma casa mal-afamada na qual o ópio, o vinho e o haxixe pontuavam uma orgia incendiária e minuciosa.

Como podemos perceber desse relato que oscila entre o verídico e o lendário, os poderes da música provocam efeitos muitas vezes imprevisíveis, pelo fato de que os acordes ressoam no coração do ouvinte, tangendo uma corda sutil que afina os nossos estados da alma.

Uma melodia pode ser tranquila e comovente e ainda assim ser maligna, por predispor a um estado, por exemplo, de profundo desalento e melancolia. A banda Siouxsie and The Banshees, adepta do vodu haitiano, é uma ilustração muito clara desse princípio. Por outro lado, uma música erudita, de um autor clássico, também pode ter uma influência nefasta, ao trazer referenciais emocionais arcaicos, obsoletos, naturalmente quando a pessoa não se identifica com ela, ouvindo-a apenas por pedantismo ou mero hábito, porque lhe disseram que era isso o de que deveria gostar.

Acima de tudo, é preciso estar consciente de que, preferências à parte, cada um de nós tem uma freqüência vibratória emocional única, específica, e que muda a cada instante. Assim, o importante é utilizarmos a energia maravilhosa das harmonias musicais para expressarmos livremente as nossas emoções, seja ouvindo ou tocando algum instrumento. Não é por outra razão que a música sempre faz parte dos rituais religiosos, seja em forma de canto, percussão ou outras. Nas igrejas Gospel, por exemplo, muitas pessoas sem fé ou de outra fé vão aos cultos apenas para ouvir os corais, de poderosa musicalidade. Nas religiões afro, por outro lado, o ritmo febril dos tambores e atabaques tem derrubado mais de um cético e feito mais de um ateu cair em transe possuído por alguma divindade.

Fonte: Esfera Cósmica

Computadores do Governo Português alvo de intrusões…

…através do Adobe Reader
Os computadores do Governo Português foram alvo de intrusão. O alerta foi dado pela Kaspersky Lab que, em conjunto com o laboratório húngaro de Criptografia e Sistemas de Segurança (CrySyS),  detectaram intrusões em computadores de entidades governamentais de vários países, entre os quais se destacam Portugal, Ucrânia, Bélgica, Irlanda, Roménia e República Checa. O ataque foi feito recorrendo à vulnerabilidade do Adobe Reader.
governo


Segundo informações, os atacantes exploraram a vulnerabilidade (que publicamos aqui)  no software Adobe Reader. Como referido, a investigação foi levada a cabo pela Kaspersky Lab e pelo  grupo CrySyS, pertencente à Universidade de Budapeste, na Hungria, que também publicou informações sobre este assunto – ver aqui.
A estratégia do ataque consistiu em enviar documentos falsos, em formato PDF, que incluíam o software malicioso MiniDuke. Os documentos, alguns deles pertencentes à NATO  e daí serem “aparentemente” fidedignos, faziam na prática parte do ataque. Depois de abrir os documento,estes davam ordem de execução do malware que por sua vez possibilitava o controlo do computador, remotamente entre outras acções.
pdf_00
Além do acesso remoto, o malware recorria a contas do Twitter, criadas para dar suporte a todo o ataque. No exemplo seguinte, podemos ver um URL, onde os comandos estão cifrados. Na prática, o código apresentado no tweet permitia transferir malware para o sistema, via ficheiros de imagem .gif.
twitter
Se por algum motivo o recurso ao Twitter não fosse possível ou as contas já estivessem desactivas, o malware recorria ao Google Search para obter os próximos passos para acções de C2 (Command and Control).
A Adobe disponibilizou uma atualização de segurança que tinha como objectivo a correção da vulnerabilidade, mas a Kaspersky Lab garante que os responsáveis pelo miniDuke ainda estavam em acção, tendo em conta que na passada Quarta-feira, dia 20 de Fevereiro, havia registo de actividade do malware.

SÓ ÁGUA, COELHO, SÓ METES ÁGUA



Mais uma reunião de Donos e dos seus Sabujos


Mais um Conselho Europeu para chefes de Estado e os seus  sabujos de estimação. Os Senhores da Europa vão-se reunir mais uma vez para decidirem a melhor forma de resolverem os seus problemas e dar as suas ordens a outros que também por lá andarão de língua de fora a beijar mãos e engraxar  sapatos. Se estamos à espera que dali saia alguma coisa que ajude a resolver os nossos problemas bem podemos perder já a esperança pois tudo o que podemos contar é com um Passos Coelho ainda mais obediente e submisso. Dali só virá mais austeridade, mais cortes e mais problemas. Talvez esteja na altura de se pensar se queremos realmente fazer parte de um clube como este que nos retira soberania, liberdade e democracia. A Grécia está como está e até já existem ordens de a calamidade social que por lá se vive não poder ser noticiada pelos órgãos de informação em toda a Europa. Nós estamos a correr para lá rapidamente.
OS TEMPOS DE UM PS (IN)SEGURO

A resposta vinda do Gabinete de Imprensa do PCP (que se reproduz) não podia ser mais eloquente. Assim se respondia a uma desconchavada e tardia pretensão (dita de “disponibilidade e abertura”) unitária do PS no que respeita a “excepcionais” candidaturas autárquicas, enviada significativamente por e-mail.

Sobre a proposta endereçada pelo PS

A forma e os termos de uma proposta de que se tomou conhecimento pela comunicação social, revela a natureza de uma iniciativa sustentada não em critérios de seriedade mas sim movida por meros propósitos de propaganda.
O que está no centro das preocupações dos trabalhadores e do povo não são nem as autárquicas do próximo Outono (sem prejuízo da sua importância), nem as ambições de poder do PS. O que o povo português exige com carácter de urgência é a interrupção da acção do governo e a rejeição do chamado memorando de entendimento.

O PCP tem reiteradamente sublinhado a sua disposição para examinar com as forças, sectores e personalidades democráticas a construção de uma política alternativa que rompa com o actual rumo de desastre a que décadas de política de direita têm conduzido Portugal.
Ainda que conhecendo o comprometimento do PS com os eixos essenciais da actual política, a sua intenção de manter vivo um governo politicamente moribundo por mero cálculo partidário e o reiterado compromisso do PS para com o Pacto de Agressão que está a afundar o país e a arruinar a vida de milhões de portugueses, o PCP está inteiramente disponível para debater e confrontar o PS com aquilo que são os eixos essenciais de uma política que corresponda a uma verdadeira ruptura com a política de direita, e a libertação do país do programa de submissão e exploração subscrito com a UE e o FMI.

O PS pretendia atrelar toda a oposição que luta e não se resigna, constituída pelo PCP e pelo BE e por muitos milhares de activistas contra a as politicas da tróica nacional, associada á tróica estrangeira, á sua estratégia tacticista, que pretende deixar queimar em lume brando o governo e as suas politicas impopulares e mais tarde aceder ao poder, como alternância, já com o ónus do obtido fora da sua agenda.
Dois apontamentos recentes mostram como está longe dos dirigentes do PS a consciência da necessidade de rupturas políticas alternativas. O Presidente da Câmara de Lisboa desloca-se ao Concelho de Paredes e não consegue identificar uma só causa do estrangulamento financeiro e comercial das empresas de produção e distribuição da indústria do mobiliário. Pelo contrário, só consegue articular um expressivo e imerecido elogio ao autarca do PSD.

A recente e lamentável a todos os títulos “cooptação” de Alice Vieira como candidata á Assembleia Municipal de Mafra mostra que o PS em termos autárquicos se move nos terrenos pantanosos da desonestidade intelectual e do pragmatismo amoral.
CR

She and Bobby McGee
imagem António Garrochinho


Decameron: O véu da abadessa

(...) Sabei pois que havia na Lombardia um mosteiro cuja santa piedade assegurara a sua reputação. Isabetta, uma das religiosas que lá se encontravam então, era uma jovem de sangue nobre e de grande beleza. Um dos seus parentes foi um dia visitá-la à grade do parlatório. Acompanhava-o um rapaz de boa aparência, por quem Isabetta se apaixonou. A grande beleza da freira e o desejo que brilhava nos seus olhos inspiraram o mesmo ardor ao rapaz, e ambos sofreram durante algum tempo em silêncio essa paixão. Por fim, o jovem descobriu maneira de ver a freira secretamente e isso foi-lhes tão agradável que acharam maneira de repetir tais encontros.
    A intriga continuava assim. Uma religiosa, porém, surpreendeu uma noite o apaixonado no momento em que este se despedia da amante e participou a sua descoberta a outras freiras. A primeira ideia que lhes ocorreu foi comunicarem o que se passava à superiora, Usimbalda, que era, na opinião de todos quantos a conheciam, uma boa e santa criatura. Pensando melhor, acharam, porém, que seria preferível fazer com que a abadessa a surpreendesse com o amante e assim ela não pudesse negar o facto. Calaram-se pois e combinaram umas com as outras vigiarem-na alternadamente, a fim de a apanharem em flagrante delito. Isabetta, sem desconfiar de coisa alguma, mandou certa noite chamar o amante, facto de que as freiras que a vigiavam logo se deram conta. Quando o momento lhes pareceu propício, dividiram-se em dois grupos. Umas ficaram a vigiar a porta da cela, enquanto as outras correram ao quarto da abadessa e bateram à porta. Quando a superiora respondeu, as freiras insistiram:
   - Depressa, madre, depressa. Descobrimos um homem na cela de Isabetta.

Giacinto Gaudenzi

   Ora, nessa noite, a abadessa estava precisamente acompanhada por um padre que muitas vezes dava entrada no seu quarto metido dentro de uma arca. Ouvindo todo aquele barulho e receando que as freiras, com o entusiasmo, empurrassem a porta, saltou da cama e vestiu-se o melhor que pôde mesmo às escuras. Julgando, porém, que pegava no véu que as religiosas usam na fronte e a que chamam psaltério, pegou nas ceroulas do padre. A sua precipitação era tal que, sem dar por isso, as ajeitou na cabeça em vez do psaltério e saiu, batendo com a porta e perguntando:
   - Onde está essa maldita de Deus? E seguiu as freiras que tanto ardiam em desejos de apanharem Isabetta em falta, que nem repararam que a abadessa trazia aquele estranho véu. Usimbalda chegou à porta da cela de Isabetta e, com a ajuda das irmãs, arrombou a porta. Lá dentro, as freiras encontraram os dois amantes deitados e abraçados. Estupefactos e sem saberem que atitude tomar, a freira e o jovem não se mexiam. Isabetta foi então agarrada pelas outras e conduzida ao capítulo. O rapaz, tendo ficado só, vestiu-se, e pôs-se à espera dos acontecimentos, decidido a vingar-se de todas as que lhe passassem por perto, se alguma fizesse mal a Isabetta, e depois de levar a amante para longe dali. 


   A abadessa tomou o seu lugar no capítulo, em presença de todas as freiras que não olhavam senão para a culpada, e começou  por dizer a Isabetta as piores injúrias que jamais foram ditas a uma mulher, acusando-a de desacreditar a santidade, a honra e o bom nome do mosteiro, se tal escândalo viesse a transpirar lá fora. Às ameaças seguiram-se as injúrias. envergonhada e cheia de medo, a jovem parecia consciente da sua culpa e o seu silêncio começava a inspirar piedade às companheiras. A superiora continuava a falar, quando Isabetta levantou por fim os olhos e viu o véu da abadessa e os cordões que caíam de um e de outro lado. Percebeu logo do que se tratava e disse-lhe tranquilamente: - Madre Superiora, Deus vos tenha na sua Santa Guarda! Atai o vosso toucado e depois então dizei o que quereis. 

   A abadessa, que não a entendia, disse: - Que toucado, miserável? Tens o topete de gracejar num momento destes? Achas que o teu crime dá vontade de rir? - Madre - disse Isabetta uma vez mais - peço-vos que ateis o vosso toucado. Depois dizei então o que quereis.    Várias freiras olharam então para a abadessa, e a boa senhora, que também levara as mãos à cabeça, compreendeu logo o motivo por que Isabetta falava assim. Reconhecendo o seu erro e vendo que as presentes o haviam também reconhecido, compreendeu que não podia mais ocultá-lo. Mudou então de tom e acabou por dizer que ninguém podia defender-se dos aguilhões da carne. Concluiu dizendo que cada qual devia ocultar o melhor possível o seu prazer, como até aí se tinha feito. A abadessa mandou pois soltar Isabetta e voltou para o leito, onde o padre estava à sua espera. Isabetta fez o mesmo com o amante, que ali voltou muitas vezes, apesar dos ciúmes que isso provocava. As freiras que não tinham apaixonados esforçaram-se logo por arranjar, o melhor que puderam, as suas intrigas secretas.

Decameron, Nona Jornada - Segunda Novela  (tradução de Urbano Tavares Rodrigues)

blog A Pérola
A Funda São


Mineiros da Panasqueira são "os mais mal pagos do setor" afirma líder da CGTP

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu hoje um aumento gradual de salários nas Minas da Panasqueira, Covilhã, onde, conforme assinalou, estão "os trabalhadores mais mal pagos do setor".

O dirigente falava após uma reunião com a administração da empresa Sojitz Beral para discussão do caderno reivindicativo apresentado pelo sindicato, mas que terminou sem acordo.
"Estes trabalhadores são os mais mal pagos no setor mineiro", referiu Arménio Carlos, ao justificar a posição do sindicato mineiro da CGTP para, "de forma gradual", serem melhoradas "as condições de trabalho e de vida" na Panasqueira.
O caderno reivindicativo defende 55 euros de aumento salarial, um acréscimo de três euros por dia ao subsídio de alimentação e a passagem de trabalhadores a prazo a efetivos.
Por seu lado, a Sojitz Beral propôs um aumento de 5,03 por cento, que diz representar "um esforço tremendo" face à previsão de 4,5 milhões de euros de resultado negativo para este ano, refere, em comunicado.
A empresa diz estar a ser prejudicada com a descida de 37% da cotação do volfrâmio, minério extraído na Panasqueira, entre junho de 2011 e dezembro de 2012.
No entanto, os números não são consensuais.
O sindicato acusa a empresa de falar de um aumento da ordem dos 5% por somar vários benefícios, sendo que o aumento salarial real proposto é de 2,5%.
"Na nossa opinião, existem condições para que boa parte das reivindicações dos trabalhadores sejam respondidas. A melhoria dos salários é boa para a empresa e também para a economia da região", acrescentou Arménio Carlos.
O líder da CGTP participa, durante a tarde de hoje, num plenário de mineiros onde se discute o impasse nas negociações.
Os trabalhadores das Minas da Panasqueira já fizeram uma greve, nos dias 6 e 7, para reclamar aumentos salariais superiores aos propostos pela empresa concessionária.

É oficial: Xi Jinping é o Presidente da China

O poder já passou de Hu Jintao para Xi Jinping, formalmente eleito como novo líder do Partido Comunista chinês e Presidente da China pelo Parlamento
Hu Jintao a fazer a passagem de testemunho para Xi Jinping CHINA DAILY/REUTERS

O Parlamento chinês elegeu esta quinta-feira Xi Jinping para a presidência da república, uma formalidade para o novo líder do Partido Comunista Chinês (PCC), que encerra o período de transição iniciado em Novembro de 2012.
“Anuncio que o camarada Xi Jinping foi escolhido como Presidente da República Popular da China”, declarou Liu Yunshan, um alto responsável do PCC, que presidiu a sessão da Assembleia Nacional Popular (Parlamento), transmitida em directo pela televisão estatal.
Aos 59 anos, Xi Jinping sucede a Hu Jintao e terá como primeiro-ministro Li Keqiang (que sucede a Wen Jiabao) e como vice-presidente Li Yuanchao, um dirigente com reputação de reformista.
Escolhido para liderar o PCC durante o 18º congresso do partido, em Novembro do ano passado, Xi Jinping ficou automaticamente designado como sucessor de Hu Jintao. À sua frente tem a liderança da segunda potência mundial durante os próximos dez anos.
A primeira viagem ao estrangeiro de Xi Jinping enquanto Presidente da República está prevista para daqui a um mês com uma visita oficial a Moscovo, seguida de um périplo pelo continente africano.
Primeiro dirigente da China nascido após a fundação do regime por Mao Tsetung em 1949, Xi Jinping é filho de um herói revolucionário e é considerado um “príncipe vermelho” danomenklatura chinesa. A sua personalidade confunde-se com a carreira de um homem do aparelho que soube galgar com habilidade e prudência os escalões da hierarquia comunista.

UN CURA DENUNCIÓ A BERGOGLIO COMO RESPONSABLE DE SU SECUESTRO Y TORTURA
Félix Población

Como muchos saben y todos deberíamos recordar, Julián Grimau era militante del Partido Comunista de España desde la Guerra Civil. A su regreso a nuestro país en 1959, con objeto de organizar al partido en la clandestinidad, fue detenido por la policía de la dictadura franquista. Tras un juicio sin garantias, Grimau fue fusilado el 23 de abril de 1963. Tal ejecución provocó una ola de protestas generalizadas tanto en Europa como en América Latina. La cantante chilena Violeta Parra compuso una canción en homenaje al militante comunista que fue muy popular, tanto en su voz como en la del muy conocido y celebrado grupo chileno Quilapayún. Entre los versos que la componen hay un estribillo que dice: 
¿Qué dirá el Santo Padre
que vive en Roma,
que le están degollando
a su paloma? 
Ante el nuevo papado que se nos viene encima, no cabe apelar desde ayer a un estribillo de ese tenor, pues el recién elegido pontífice Francisco I, que ha llegado al sitial de san Pedro como arzobispo de Buenos Aires, tiene alguna resposabilidad en la degollación llevada a cabo en su país por la llamada dictadura de los generales. Jorge Mario Bergoglio, según el blog Iglesia y Dictadura del periodista argentino Horacio Verbitsky, ocultó la complicidad del episcopado de su país con la Junta Militar del dictador Jorge Rafael Videla. Lo hizo en un libro en el que omitió las frases más comprometedoras de la transcripción original de la reunión que mantuvieron dos cardenales y un obispo con los generales golpistas, el 15 de noviembre de 1976, reunión en la que la conferencia episcopal expresaba su apoyo al régimen miitar porque su fracaso llevaría con mucha probabilidad al marxismo.

El propio Verbitsky aporta hoy unos datos más específicos con relación a la personalidad del cardenal argentino, nuevo Santo Padre que vive en Roma. Lo hace al inicio del artículo que publica en la edición impresa el diario Página/12 bajo el titular Un ersatz. En el texto se refiere a la reacción de la hermana de un sacerdote que denunció a Bergoglio por su secuestro durante la dictadura y hoy asiste angustiada y con bronca a su nombramiento como Francisco I, de quien el secretario de nuestra Conferencia Episcopal ha dicho que tiene el perfil de un santo: 

"Entre los centenares de llamados y mails recibidos -escribe el periodista- , elijo uno. “No lo puedo creer. Estoy tan angustiada y con tanta bronca que no sé qué hacer. Logró lo que quería. Estoy viendo a Orlando en el comedor de casa, ya hace unos años, diciendo ‘él quiere ser Papa’. Es la persona indicada para tapar la podredumbre. Es el experto en tapar. Mi teléfono no para de sonar, Fito me habló llorando.” Lo firma Graciela Yorio, la hermana del sacerdote Orlando Yorio, quien denunció a Bergoglio como el responsable de su secuestro y de las torturas que padeció durante cinco meses de 1976. El Fito que la llamó desconsolado es Adolfo Yorio, su hermano. Ambos dedicaron muchos años de su vida a continuar las denuncias de Orlando, un teólogo y sacerdote tercermundista que murió en 2000 soñando la pesadilla que ayer se hizo realidad. Tres años antes, su íncubo había sido designado arzobispo coadjutor de Buenos Aires, lo cual preanunciaba el resto".

+@Las sombras del nuevo papa Francisco (La Marea)

PUNTOS DE PÁGINA
Con flores a María
Buenos Aires, 4 de junio de 2007 (Télam).- El arzobispo de Buenos Aires, cardenal Jorge Bergoglio, afirmó que "las mujeres son naturalmente ineptas para ejercer cargos políticos", refiriéndose a la candidatura presidencial de la Senadora Cristina Fernández de Kirchner. "El orden natural y los hechos nos enseñan que el hombre es el ser político por excelencia; las Escrituras nos demuestran que la mujer siempre es el apoyo del hombre pensador y hacedor, pero nada más que eso". En sus polémicas declaraciones, el arzobispo de Buenos Aires agregó que "hay que tener memoria; tuvimos una mujer como Presidente de la Nación y todos sabemos qué pasó", refiriéndose a la ex presidente Estela María Martínez de Perón. Las organizaciones de derechos humanos y movimientos feministas no hicieron esperar su respuesta.
Buenos Aires, 4 de junio de 2007 (Télam).- El arzobispo de Buenos Aires, cardenal Jorge Bergoglio, afirmó que "las mujeres son naturalmente ineptas para ejercer cargos políticos", refiriéndose a la candidatura presidencial de la Senadora Cristina Fernández de Kirchner.
"El orden natural y los hechos nos enseñan que el hombre es el ser político por excelencia; las Escrituras nos demuestran que la mujer siempre es el apoyo del hombre pensador y hacedor, pero nada más que eso".
En sus polémicas declaraciones, el arzobispo de Buenos Aires agregó que "hay que tener memoria; tuvimos una mujer como Presidente de la Nación y todos sabemos qué pasó", refiriéndose a la ex presidente Estela María Martínez de Perón.

DdA, IX/2332
Publicado 4 hours ago por Lazarillo
Etiquetas: América Latina