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terça-feira, 5 de março de 2013

AI SE PASSOS COELHO FOSSE HONESTO!




AI SE PASSOS COELHO FOSSE HONESTO!


Por Joaquim Letria
A REDUÇÃO das reformas e pensões são as piores, mais cruéis, e moralmente mais criminosas, das medidas de austeridade a que, sem culpa nem julgamento, fomos condenados pelo directório tecnocrático que governa o protectorado a que os nossos políticos reduziram Portugal.

Para os reformados e pensionistas, o ano de 2013 vai ser ainda pior do que este 2012. Os cortes vão manter-se ou crescer e, com o brutal aumento de impostos, a subida dos preços dos combustíveis, do gás e da electricidade, e o encarecimento de muitos bens essenciais, o rendimento disponível dos idosos será ainda menor.

Os aposentados são indefesos. Com a existência organizada em função dum determinado rendimento, para o qual se prepararam toda a vida, entregando ao Estado o estipulado para este fazer render e pagar-lhes agora o respectivo retorno, os reformados não têm defesa. São agora espoliados e, não tendo condições para procurar outras fontes de rendimento, apenas lhes resta, face à nova realidade que lhes criaram, não honrar os seus compromissos, passar frio, fome e acumular dívidas.

No resto da Europa, os velhos viram as suas reformas não serem atingidas e, em alguns casos, como sucedeu, por exemplo, em Espanha, serem até ligeiramente aumentadas. Portugal não é país para velhos. Os políticos devem pensar que os nossos velhos já estão mortos e que, no fim de contas, estamos todos mal enterrados...

OS MONSTROS DE PORTUGAL !

AI SE PASSOS COELHO FOSSE HONESTO !

SE Passos Coelho começasse por congelar as contas dos bandidos do seu partido que afundaram o país, era hoje um primeiro ministro que veio para ficar.

Se Passos Coelho congelasse as contas dos offshore de Sócrates que apenas se conhecem 380 milhões de euros ( falta o resto) era hoje considerado um homem de bem.
Se Passos Coelho tivesse despedido no primeiro dia da descoberta das falsas habilitações o seu amigo Relvas, era hoje um homem respeitado.

Se Passos Coelho começasse por tributar os grandes rendimentos dos tubarões, em vez de começar pela classe média baixa, hoje toda a gente lhe fazia um vénia ao passar.
Se Passos Coelho cumprisse o que prometeu, ou pelo menos tivesse explicado aos portugueses porque não o fez, era hoje um Homem com H grande.

Se Passos Coelho, tirasse os subsídios aos políticos quando os roubou aos reformados, era hoje um homem de bem. Se Passos Coelho tivesse avançado com o processo de Camarate, era hoje um verdadeiro Patriota.Se Passos coelho reduzisse para valores decimais as fundações e os observatórios, era hoje um homem de palavra. Se Passos Coelho avançasse com uma Lei anti- corrupção de verdade doa a quem doer, com os tribunais a trabalharem nela dia e noite, era já hoje venerado como um Santo.

...etc
. etc. etc.

MAS NÃO !!!!

PASSOS COELHO É HOJE VISTO COMO UM MENTIROSO, UM ALDRABÃO, UM YES MAN AO SERVIÇO DAS GRANDES EMPRESAS, DA SRª MERKEL, DE DURÃO BARROSO, DE CAVACO SILVA,
 MANIPULADO A TORTO E A DIREITO PELO MAIOR VIGARISTA DA HISTÓRIA DAS FALSAS HABILITAÇÕES MIGUEL RELVAS, E UM ROBOT DO ROBOT SEM ALMA E CORAÇÃO, VITOR GASPAR.

VENEZUELA

Vice acusa inimigos de terem provocado o cancro a Chávez


Vice acusa inimigos de terem provocado o cancro a Chávez
Fotografia © REUTERS/Jorge Silva
O vice-presidente venezuelano afirmou esta tarde que os "inimigos históricos da Venezuela têm procurado um ponto fraco para atacar a saúde de Hugo Chávez".
O vice-presidente acusou os alegados conspiradores de orquestrarem "um golpe contra a vida social e a paz da Venezuela", aproveitando "de maneira malévola" as circunstâncias "difíceis" em que a Venezuela vive com o cancro de que padece o presidente Hugo Chávez.
Nicolas Maduro acusou os "inimigos históricos" da Venezuela de estarem por trás da doença de Chávez, cujo estado de saúde piorou e afirmou que seria formada uma comissão científica para provar que o presidente "foi atacado com esta doença".
O vice-presidente admitiu que a Venezuela vive as "horas mais difíceis" desde a quarta cirurgia a que o presidente Hugo Chávez se submeteu, a 11 de dezembro, na luta contra o cancro.
O governo venezuelano informara, na noite de segunda-feira, que a saúde do Presidente, Hugo Chávez, se complicou, com uma "nova e grave infeção", pelo que permanece num "estado muito delicado".
O anúncio foi feito através das rádios e televisões do país, numa transmissão, em que ministro explicou que Chávez está a ser submetido designadamente a um rigoroso tratamento de quimioterapia e que o seu estado geral "continua muito delicado".
Hugo Chávez, 58 anos, luta há ano e meio contra um cancro. Nos últimos meses, o seu estado de saúde piorou. Reeleito a 7 de outubro de 2012 para um terceiro mandato presidencial, Chávez não chegou a tomar posse, uma vez que viajou a 10 de dezembro para Havana para se submeter a uma nova operação.


Daniel Oliveira abandona Bloco de Esquerda



Militante histórico comunicou hoje a decisão à Comissão Política, numa carta em que diz que o Bloco é hoje "um factor de bloqueio, alimentando-se e alimentando o sectarismo" e onde afirma que Francisco Louçã, "o coordenador anterior, não desistiu de continuar a coordenar".



Daniel Oliveira deixa o Bloco, onde esteve 14 anos, desde a sua fundação
Militante histórico comunicou hoje a decisão à Comissão Política, numa carta em 
que diz que o Bloco é hoje "um factor de bloqueio, alimentando-se e alimentando 
o sectarismo" e onde afirma que Francisco Louçã, "o coordenador anterior, não 
desistiu de continuar a coordenar, sem ocupar o cargo, o Bloco de Esquerda".

Daniel Oliveira, abandonou hoje a militância do Bloco de Esquerda, partido onde estava 
desde a fundação, há 14 anos. A carta onde anuncia a decisão foi enviada esta tarde 
para a Comissão Política e para a Comissão de Direitos do Bloco de Esquerda. 
Daniel Oliveira, que não apoiou a direcção eleita no última Convenção - que elegeu 
João Semedo e Catarina Martins -,  e não aprovou a moção política vencedora, 
decidiu agora sair do Bloco por não terem disso dado "sinais no combate ao 
sectarismo que, nos últimos anos, foi tomando conta do Bloco de Esquerda". "O sectarismo interno, que enfraqueceu o partido 
e o seu debate democrático, e o sectarismo externo, que tem impedido o Bloco de ser, como sempre quis ser, um factor de 
convergência e reconfiguração da esquerda portuguesa".

Defendendo, que depois da Convenção - que assinalou a saída da liderança de Francisco Louçã -, os sinais dados foram 
"exactamente os opostos", critica directamente a criação da nova corrente, que junta, entre outros, Loucã, Semedo e 
José Manuel Pureza. Uma corrente que, segundo Daniel Oliveira, pode ser hegemónica e transformar-se num "partido dentro 
do partido, que terá capacidade de definir sozinho as principais opções políticas e a 'distribuição de cargos' no Bloco". 
Segundo Daniel Oliveira, a criação desta nova corrente interna impedirá a "democratização da vida interna do Bloco" e mostra 
que o partido se "entretém com estes pequenos golpes palacianos", enquanto o país "se desmorona".

Daniel Oliveira, que é jornalista, colunista do Expresso e comentador residente do Eixo do Mal, acusa directamente Francisco Louçã 
de não ter desistido de "continuar a coordenar, sem ocupar o cargo, o Bloco de Esquerda", defendendo que este facto resulta
 "mais do que de características do próprio, da promoção de um certo culto da personalidade que deveria estar arredada" do Bloco. 
Explica ainda que as opções de "correntização do Bloco, de forma definitiva, a uma linha justa, o boicote premeditado a qualquer 
entendimento à esquerda e a continuação de uma lógica sectária na vida interna do partido (...) mantêm e reforçam os principais 
erros dos últimos anos". É por isso que afirma que o Bloco "é hoje um factor de bloqueio, alimentando-se e alimentando o sectarismo, 
competindo com o PCP nesse sectarismo, e querendo-se afirmar através do sectarismo".

Leia a carta abaixo (clik para ampliar)


HUMOR - QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ - MARIO SOARES


COMUNICAÇÃO DE SUA EXCª O PRESIDENTE DA REPÚBLICA AOS PORTUGUESES SOBRE AS MANIFESTAÇÕES DO 2 DE MARÇO DE 2013



Governo Passos/Portas – A cobardia inscrita no ADN



Algumas vezes se comentou que o governo de “Passos & Portas - Vergonha Lda.” deveria andar a preparar o anúncio de mais medidas de austeridade... só que estava à espera de que passasse a manifestação... não fosse ter a infelicidade de transformar o milhão e meio de manifestantes em três milhões.
As primeiras aí estão a “pôr os pauzinhos ao sol”, na forma de cortes nos subsídios de desemprego e de doença que, ao que parece, para além de serem agravados, passarão a ser permanentes... pelo menos na intenção destas bestas fanáticas que, decididamente, tomaram o freio nos dentes.
Não é de estranhar a evidente cobardia do gesto. Este tipo de meliantes, só quando tem a garantia do poder absoluto é que arrisca mostrar “coragem”. Sem essa garantia arrastam-se por aí, agradando aos fortes, agredindo os mais indefesos, rodeados de seguranças, borrando-se de medo de canções cantadas e coro e três ou quatro cartazes.
Sem essa garantia são assim:
abjectos ladrões furtivos!

DICIONÁRIO DO POVO

O que é uma troika?

‘Troika’ é uma palavra de origem russa, que significa 'trenó puxado por três cavalos'. Na política, é uma expressão que representa um grupo de três líderes, estados ou entidades, que atuam em conjunto, formando uma liderança triangular.
No caso concreto da ajuda a Portugal, chama-se “troika” porque este processo de resgate é levado a cabo por um trio formado pela União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

As três entidades de uma troika reúnem-se num esforço para gerir um país, em nome de uma missão. Temos na história dois triunviratos romanos que formaram uma troika: o primeiro composto por Júlio César, Pompeu (o Grande) e Marco Licínio Crasso; o segundo formado por Octávio, Marco António e Lépido.

DE SEU NOME Karen Caldicott OS SEUS TRABALHOS AQUI.




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Joe Paterno for the New Yorker



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Republican race for 2012 for Harpers



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GW. for El Malpensante Mag. Bogota Columbia



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Mick Jagger ... A new aged version. July /10



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Bill Belichick, New England Patriots coach. for GQ



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Complex Mag: Soulja Boy, Leona Lewis, Louie Vito



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Brandon Jackson & Tera Patrick



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Michael Jackson



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Jim Jarmusch. For Eye Weekly. Toronto Canada



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Gadaffi / Gaddafi Oct. 2011



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Young Zig 2011


Citizen Grave

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Camilo Loureço avaliado na SIC – Not.: “inbecil” e “atrasado mental”


A jornalista Clara Ferreira Alves, “não sabia quem era Camilo Lourenço até vocês (colegas seus) começarem a fazer crónicas sobre ele, apresentando-me mais um imbecil que eu não precisava de conhecer”, acrescentando “não pretendo perder mais tempo com atrasados mentais”. (Eixo do mal – SIC – Notícias – 2 de março).
O que motivou esta referência, como foi esclarecido no programa, foi o sr. Camilo Lourenço ter afirmado – presumo que na TVI, onde tem lugar cativo – que os professores de história deviam deixar de existir, era bom que nos deixássemos disso.
Este senhor faz parte daquele grupo de comentadores permanentes que se dedicam a ensinar ensinar os portugueses a serem pobres, que só o são por sua exclusiva culpa, e a “explicar” a bondade das medidas do governo, que “as pessoas não entendem”.
Tem lugar cativo na TVI onde difunde disparates e faz propaganda do governo e “dos mercados” sem contraditório em programas de entretenimento perante audiências impreparadas.
Registe-se que a avaliação da jornalista foi aparentemente consensual entre os colegas de painel.O sr. Camilo Lourenço lançou em finais do ano passado um livro sobre economia (!) cuja sessão de lançamento foi notícia na TVI (pelo menos) com a assistência do primeiro-ministro e de outros elementos da fina flor do entulho neoliberal.
Portanto, Passos Coelho: “diz-me com quem andas dir-te-ei quem és”…
A propósito de imbecilidades: por que não pegar no exemplo da jornalista Clara Alves e fazer a avaliação dos comentadores avençados que poluem o espaço mediático?
Sugestão, começando pelos srs. professores-comentadores: João César das Neves e Marcelo Rebelo de Sousa.
Mimos de JCN:
- “a austeridade leva as pessoas ao essencial (claro, mais fome mais espiritualidade…)
- “no país existe uma maioria que vive de rendas” (?!) Saberá este prof. de economia o que é uma renda?
- “os 4 000 milhões têm de ser tirados de uma só vez. Aos poucos não se vai lá, os poderes são muito fortes”. No fascismo era tudo mais simples – e por certo mais cristão – não era sr. professor? De facto estávamos todos reduzidos ao essencial: derrubar o fascismo! Tal como agora perante as tentativas disfarçadas de “democracia neoliberal”.
Mas não se diga que não há pluralismo na TV. O prof. Marcelo tem opinião muito diferente: “os 4 000 milhões têm de ser tirados aos poucos, não tudo de uma vez. Tem de ser se não o país não aguenta”.
Ou seja, o fundamento da questão, a própria questão não é sequer discutida ou posta em causa. Perante o público é um facto consumado, depois são jogos florais e pirotecnia verbal, chamam a isto “explicar as medidas”.
Para eles que se lixe o povo, mas o povo já disse “que se lixe a troika” – e com ela estes mixordeiros da economia-política.

Foicebook

Revoluções


As revoluções são momentos de rotura, são formas de a sociedade libertar energias que não consegue libertar, funcionam como os vulcões e tal como sucede com as erupções vulcânicas também as revoluções podem assumir características diferentes, podem ser antecedidas por sinais evidentes de que vão ocorrer ou podem ocorrer de forma inesperada, podem limitar-se a criar um rio de lava como podem fazer explodir montanhas, tanto podem ter os seus efeitos circunscritos à região onde se localizam como podem afectar meio mundo.

Pensar que uma Europa onde se vive em paz há algumas décadas é um vulcão extinto só porque os mísseis da ex-URSS foram desmantelados é um erro perigoso. A democracia, por um lado, e o equilíbrio que durante décadas manteve a paz nas relações entre capitalismo e comunismo, permitiram manter a paz e diluir as erupções sociais. A democracia libertou energias e o medo do comunismo levou o poder financeiro a aceitar a repartição mais justa dos recursos, aceitando o financiamento do estado social.

Vivemos momentos de rotura, o grande poder financeiro sente-se liberto de compromissos sociais e com o argumento da integração, do euro e da globalização acha que está na hora de se libertar do peso das nações, criando-se um mundo internacional virtual, onde não existem nem regras, nem regimes fiscais ou laborais. Liberto do medo do comunismo o capitalismo exige liberdade total, nada de impostos, nada de preocupações sociais, nada de legislações laborais, nada de despesas com estado nacionais.
Primeiro liberalizaram-se os negócios, agora desmantelam-se os Estados e em nome da competitividade impõem-se as regras aos que insistem em proteger socialmente os seus povos, como disse o Salassie quem não tem dinheiro não tem estado social e em nome dos credores aceitou a ideia dos seus parceiros locais de destruir o estado social. A austeridade deixa os cofres do Estado vazios, os credores cobram juros absurdos sobre dívidas que não se pagam e corta-se o estado social para compensar os desvios colossais premeditados na receita fiscal que cai de forma abrupto apesar da espoliação fiscal da classe média e dos mais pobres.

A democracia tornou-se numa fantochada, o governo exibe-se como poderoso porque tem o apoio de funcionários de organizações internacionais, gente com cara de parvos que de vez em quando aparecem por cá para fazerem falsas avaliações, onde se escreve o que se combina com o governo para os próximos passos no sentido da destruição do estado e da perda de direitos sociais. O presidente parece ter perdido a lucidez, o Tribunal Constitucional é desprezado e chantageado com a crise, a opinião do povo é desprezada em favor de uma falsa legitimidade.

Tudo o que na democracia serve para dirimir a conflitualidade social é eliminado, as manifestações do povo são ignoradas, os quarto poder dos jornalistas é comprado pelo Miguel Relvas a troco de jornas pagas pelo Estado a dezenas de jornalistas contratados para gabinetes governamentais onde se manipula a informação. Aos poucos vão sendo criadas as condições para que a caldeira dos conflitos sociais se transforme num vulcão sob pressão. Só resta saber se a lava vai escorrer tranquilamente sob a forma de eleições legislativas ou se vai explodir muito antes sob a forma de uma revolução. Com um governo autista, um presidente a podar roseiras na esperança de encontrar rosas no inverno, um governo irresponsável e uma troika idiota a palavra está em quem sempre está e como é o povo que mais ordena veremos o que ele decide.

O Jumento

DEMOGRAFIA 

Este País é para velhos
O jornal Público avança, esta terça-feira, que Portugal se destaca pela rapidez com que está a envelhecer, apesar de estar inserido numa Europa em declínio. Em 2012, houve mais 17 mil funerais do que partos. Mas, a pesar nesta ‘factura’ está também o saldo negativo entre as emigrações e imigrações, com cada vez mais jovens portugueses a abandonarem o País.
Este País é para velhos
DR
PAÍS
O ano de 2012 representa o saldo natural mais negativo de todos os tempos, com 90.026 bebés e 107.287 mortes, Portugal ‘encolheu’ em 17.261 pessoas. Um recorde absolutíssimo, salienta o Público, muito longe do saldo negativo registado em 2011, que ainda assim já tinha sido o maior de todos os tempos.
Inaugurada em 2007, a tendência para haver mais mortes do que partos, sofreu uma ligeira recuperação no ano seguinte, mas desde então não só aumenta como uma rapidez preocupante. "É muito mais do que se pensava. É excessivo. Achei que o saldo negativo ia continuar a crescer, mas sempre abaixo dos dez mil", confessa ao Público Jorge Malheiros, do Instituto de Geografia da Universidade de Lisboa, lembrando que apesar de ser um fenómeno europeu, nunca pensou que a mudança fosse tão brusca ao ponto de Portugal ser já um dos países mais envelhecidos do Mundo.


A contribuir para estes números estão as consequências provocadas pela crise. Em 2008, a média de idades da mulher aquando do nascimento do primeiro filho era 28,4 anos, mas em 2012 subiu para 29,2 anos e muitas delas não arrisca uma segunda gravidez. Além disso, muitas delas têm "os maridos em Angola, Moçambique”, um “fenómeno da mobilidade dos casais” que se tornou “padrão" nos dias de hoje, diz a obstetra Filomena Cardoso.
A juntar a isto, está o facto de muitos jovens portugueses estarem a abandonar Portugal em busca de melhores oportunidade de emprego. "Passámos de País de imigração para País de emigração de uma forma brusca e intensa", refere Jorge Malheiros, sublinhando que mesmo os actuais imigrantes “vão sair."
O Público avança que, entre os que saem e os que entram, o INE aponta para saldos migratórios negativos desde 2010, ano em que o saldo migratório apontou para menos 61 mil pessoas e, no seguinte, as contas voltaram a ficar no negativo, uma tendência que não se verificava desde 1993.
 Mangualde 

Professores presenteiam secretário de Estado com 'Grandolada'
O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, foi esta segunda-feira à tarde recebido numa escola de Mangualde, com gritos de protesto contra o Governo, ao som da canção Grândola, Vila Morena.
Professores presenteiam secretário de Estado com 'Grandolada'
DR
PAÍS
João Grancho deslocou-se à Escola Básica 2/3 Ana de Castro Osório, para inaugurar a exposição 'A física no dia-a-dia', uma iniciativa do programa O Mundo na Escola, do Ministério da Educação e da Ciência.
À porta da escola estavam menos de duas dezenas de professores, com um carro de som e faixas com as inscrições "Professores de luto e em luta. Pela profissão. Em defesa da escola pública" e "Crise: quem a montou que a pague".
O carro onde seguia João Grancho entrou para o interior do recinto da escola, pelo portão principal, enquanto os professores gritavam "Está na hora de o Governo ir embora" e "O povo unido, jamais será vencido".


Depois, com a ajuda de alunos que entretanto se lhes juntaram, e sob o olhar de sete elementos da GNR, cantaram "Grândola, Vila Morena".
Francisco Almeida, do Sindicato dos Professores da Região Centro, justificou a presença em Mangualde com o facto de o Governo estar a praticar "uma roubalheira organizada" e "a ir ao bolso de quem trabalha, nomeadamente dos professores".
“E [o Governo] quer cortar quatro mil milhões de euros nas funções sociais do Estado. Está na cara que milhares de professores irão para a mobilidade especial, uma forma encapotada de despedimento, porque daqui a dois anos estão na rua", criticou.
Questionado pelos jornalistas sobre a recepção que teve em Mangualde, João Grancho considerou-a "perfeitamente natural".