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sábado, 2 de março de 2013

A MANIFESTAÇÃO CONTRA A TROIKA EM FARO (19 VÍDEOS)



FARO: QUE SE LIXE A TROIKA - A MANIFESTAÇÃO



















Olhão Livre

Organização diz que um milhão e meio de pessoas saíram à rua

Mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro, viram milhares de portugueses nas ruas contra a troika, o Governo e as políticas de austeridade. O SOL acompanhou minuto-a-minuto os protestos.18h50 - Lisboa: Recolhem-se os cartazes. As luzes do palco ao fim da Praça, bem próximo do Tejo, apagam-se. A luta agora é outra: regressar a casa com a certeza de que o Governo liderado por Passos Coelho viu o povo a sair à rua em mais de 40 cidades em Portugal e no estrangeiro.


18h43 - Lisboa: Começa a cair a noite. Cumpriu-se um dos objectivos da organização: canta Grândola, Vila Morena às 18h30 a uma só voz. Quem passou pela Praça do Comércio, onde termina mais esta acção de protesto convocada pelo movimento 'Que se Lixe a Troika' e a que se juntou a CGTP, BE, PCP, começa a desmobilizar.
18h41 - A organização estima que um milhão e meio de pessoas estiveram nas ruas.
18h30 - Lisboa: 'Grândola Vila Morena' cantada a uma só voz no Terreiro do Paço.
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18h27 - A organização estima 500 mil pessoas em Lisboa.


18h13 – Lisboa: Fátima e António Sardinha estão na Praça do Comércio. Trouxeram os netos ao protesto ‘porque é de pequenino que se torce o pepino. Têm que ser sensibilizados já’, dizem ao SOL. António, professor universitário de 59 anos, entende que ‘é tempo de pôr este Governo na rua e pedir a renegociação da divida’. Fátima, desempregada aos 57 anos, pede ‘uma alternativa porque este modelo, como já se viu, não agrada’. Por cá vão continuar até que se cante a Grândola a uma só voz.
18h01 – Lisboa: Na rua do Ouro, onde fica o Banco de Portugal, pergunta-se ‘Quem manda no dinheiro?’. ‘É o banqueiro’, respondem os manifestantes.
18h02: Porto: A organização fala da maior manifestação de sempre com 400 mil pessoas.
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17h52 – Madrid: Uma mão cheia de cravos vermelhos, que um casal de jovens portugueses trouxe consigo, foi a única cor da manifestação, que nunca chegou a sê-lo. O protesto, que fazia parte das convocatórias de manifestações sob o lema "Que se lixe a ‘troika'", acabou por não passar de uma conversa sobre a situação em Portugal e Espanha, entre seis “manifestantes”, dois agentes da Polícia Nacional espanhola e dois jornalistas.
17h50 –Açores: Entre 300 e 400 pessoas, segundo estimativas dos organizadores, estão concentradas em Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel para participar na manifestação "Que se lixe a 'troika'". A manifestação é encabeçada por uma faixa, que seguram crianças e adolescentes, onde se lê: "'Troika' e Passos desapeguem-se daqui".
17h36 – Vila Real: Cerca de 300 pessoas num protesto que teve como principal alvo o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, candidato pelo distrito transmontano nas últimas legislativas.
17h35 - Lisboa: Uma jornalista de uma rádio polaca aproveita um dos bancos do Rossio e envia informação para a Polónia. A imprensa internacional está a acompanhar em tempo real a manifestação em Lisboa.
17h31 - Lisboa: As comparações com o 15 de Setembro são inevitáveis. Elsa Duarte, 70 anos, reformada, garante ao SOL que desta vez 'há mais gente na rua'. Está no Rossio pelos filhos desempregados e pelo futuro da neta. 'Abril está quase aí. Este Governo não deveria viver muito mais tempo', considera.
17h30 - Lisboa: O SOL pergunta a um grupo de manifestantes que segurava uma faixa com o rosto de Zeca Afonso a que movimento pertencem. 'Somos o povo', respondem. Pertencem ao movimento Múmia Jammal que segue atrás do Sindicato dos Professores do Sul e Ilhas. A CGTP avisou que ia marcar presença nesta manifestação e gritar palavras de ordem contra o que dizem ser o 'pacto de agressão'.
17h12 - Évora: Algumas centenas de pessoas concentradas na Praça do Giraldo. Durante a tarde, os manifestantes têm assistido à actuação de artistas que cantam temas de intervenção, entre os quais "Os Vampiros", de José Afonso.
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17h10 - Braga: Os cravos voltaram à rua pelas mãos dos manifestantes que aderiram ao protesto, exigem "mudanças", a "saída do Governo" e emocionam-se ao lembrar que "não foi para isto" que lutaram. Mais de quatro mil pessoas "trouxeram Abril à rua". De punho erguido entoaram-se cânticos "anti-troika", apelaram à "chacina política", partilharam histórias, choraram. Cantaram a Grândola.
17h09 - Lisboa: Ainda a descer a avenida, o grupo Farra Fanfarra toca Grândola, Vila Morena. Depois de ontem, Jorge Palma ter estreado uma versão ao piano, hoje é a vez de Farra Fanfarra apresentar a sua versão da senha de Abril.


17h08 – Madeira: A praça do Município, no Funchal, repleta de pessoas que aderiram à manifestação “Que se lixe a ‘troika’”, gritando que “já basta de austeridade”. “Passos e Jardim rua” foi uma das frases de ordem ouvidas no início da manifestação, tendo os participantes unido as vozes para entoar o “Grândola, Vila Morena” e declarando que “o povo unido jamais será vencido”.
17h06 - Setúbal: Cerca de duas a três mil pessoas concentraram-se no Largo José Afonso e desfilaram pela Avenida Luísa Todi. “Parem de nos roubar”, “Solta a Grândola que há em ti”, “Revolução dos escravos” foram algumas das palavras de ordem exibidas em centenas de cartazes que alguns manifestantes trouxeram para esta acção de protesto, que foi engrossando à medida que ia percorrendo a Avenida Luísa Todi.
16h56 - Beja: Centenas de pessoas estão concentradas no Largo do Museu. Alguns dos manifestantes estão a empunhar cartazes, em que apresentam as fotografias dos líderes do PSD, CDS-PP e PS com as frases: "Eles têm um pacto de agressão, nós temos o nosso de luta" e "Há tempo demais a levar com eles". Um dos manifestantes apresenta um número de identificação fiscal colado na testa e um cartaz ao peito, onde se pode ler: "Abaixo a escravatura fiscal".
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16hh55 - Lisboa: Manifestantes gritam 'Espanha, Grécia e Portugal, a nossa luta é internacional'.
16h55 - Faro: Cerca de mil pessoas concentradas na Praça do Carmo, em Faro, munidas de faixas e cartazes. No protesto podem ver-se cartazes como "o povo é quem nada", "Queremos trabalho", "Demissão do Governo, já", empunhados por pessoas de todas as idades, e ouvem-se igualmente palavras de ordem a pedir a demissão do Governo, o fim das medidas de austeridade e que "está na hora de o Governo ir embora".
16h50 - Covilhã: Várias centenas de pessoas aderiam ao movimento e estão reunidas em frente à Câmara Municipal, com alguns discursos contra a política do Governo.
16h45 - Lisboa: Não será arriscado dizer que pelo menos uma em cada cinco pessoas tem consigo uma máquina fotográfica. Mais ou menos amadores, todos querem registar como sabem e como podem um protesto que, de acordo com o manifesto do movimento organizador, saiu à rua para pedir a demissão da maioria PSD/CDS.
16h40 - Castelo Branco: Cerca de 700 pessoas estão concentradas em frente à Câmara. Empunhando cartazes com palavras de ordem contra o Governo, cravos e ao som de Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, uma das senhas de Abril de 1974, os manifestantes vão dando colorido ao protesto.
16h46 - Lisboa: 'Passos, escuta! O Povo está na rua!', gritam os manifestantes que acenam com lenços brancos pela demissão do Governo.
16h38 - Guarda: Cerca de 200 pessoas estão concentradas na Praça Velha para participarem na manifestação “Que se lixe a ‘troika’, o povo é que mais ordena”. Alguns dos manifestantes exibem cartazes, nos quais se podem ler: “Eles comem tudo”, “Ouçam-nos”, “O povo vencido jamais será unido”, “Adeus pátria, família”.
16h38 - Leiria: Centenas de pessoas protestam no centro da cidade e algumas delas exibem cartazes com palavras de ordem sobretudo dirigidas a Passos Coelho e a Miguel Relvas.
16H30 - Viseu: Cerca de 600 pessoas saíram do largo de Santa Cristina, em Viseu, para um desfile pela cidade, gritando “FMI fora daqui” ou “A rua é nossa”. Levando na frente uma faixa preta com a inscrição “O Povo é quem mais ordena”, os manifestantes subiram a rua Alexandre Lobo em direcção à rua Formosa, onde vão ficar concentrados.
16h23 - Lisboa: A eurodeputada socialista Ana Gomes está na manifestação em Lisboa contra “as políticas de ‘austeracidade’ que estão a matar o povo português” e porque quer ver este Governo “na rua”.
16h21: Lisboa: Os manifestantes da Associação Portuguesa de Reformados estão com chapéus-de-chuva brancos junto à estátua alusiva à Grande Guerra. 'Não somos descartáveis!' pode ler-se em letras a preto.
16H20: Lisboa: Muitos cães no protesto. Ao colo, de trela ou até em carrinhos de mão, os cães não faltaram à chamada.
16h16 - Lisboa: As principais lojas de luxo da avenida da Liberdade estão abertas. «A polícia garantiu-nos que seria pacífico», disse ao SOL uma das funcionárias de uma loja de alta costura.
16h15: Lisboa: Praça dos Restauradores está cheia. Na avenida, a manifestação segue sem atropelos na faixa principal.
16h14 - Lisboa: 'Governo, ladrão, não levas um tostão' e 'é urgente, éurgente correr com esta gente', cantam manifestantes.
16h13 - Porto: Milhares de pessoas, desde crianças a idosos, reunidas em protesto na Praça da Batalha, onde se pôde ouvir o grito “Que se lixe a ‘troika’, o povo é quem mais ordena”. Mais perto da hora certa, juntou-se ao protesto principal a ‘maré da Educação’, que marchou desde as instalações da antiga DREN, com um conjunto de gaitistas de foles que tocavam a “Grândola, Vila Morena”. Em frente ao cinema Batalha, há pouco espaço para que as pessoas se consigam movimentar tal é a concentração de manifestantes.
16h11 - Lisboa:O secretário-geral da intersindical CGTP-IN, Arménio Carlos, diz que o Governo “sabe que está por um fio” e “tornou-se um problema que impede a solução” para a saída da crise.
16h05 - Lisboa: Nos passeios da principal faixa de rodagem da avenida da Liberdade, milhares de pessoas esperam o momento certo para se juntar ao protesto.
16h00 - Lisboa: 'Grândola, Vila Morena' e hino recuperados da revolução de Abril para esta manifestação. A abrir o protesto está um veículo ligeiro com a música de Zeca Afonso.
15h59 - Lisboa: 'O povo unido jamais será vencido' gritam os manifestantes.
15h58 - Lisboa: A cabeça da manifestação já começou a descer a avenida. Mas ainda há muitas pessoas que só agoram começam a chegar ao Marquês.
15h53 - Lisboa: Em dia de ajuntamento popular, há quem aproveite para fazer negócio nas ruas: castanhas assadas, amendoim torrado e água fresca à venda.
15h50 - Lisboa: 'Temos de mandar a ASAE a Belém, porque o pastel está morto' diz um manifestante à TVI.
15h49 -  Lisboa: A Maré da Educação , que estava em protesto junto ao Ministério que tutela o sector, acaba de chegar ao Marquês.
15h48 - Lisboa: Os movimentos e plataformas presentes no Marquês de Pombal vão distribuindo panfletos onde apelam à participação cívica. É o caso dos Indignados de Lisboa que pedem luta para «o fim da política de empobrecimento»
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15h45 - Lisboa: Na rotunda e nos passeios da avenida da Liberdade há quem ultime a preparação dos cartazes. A criatividade não é poupada e o Governo e a troika são os principais alvos.
15h45 - Santarém: Cerca de 200 pessoas junto ao Centro de Emprego para participarem na manifestação.
15h30 - Braga : A manifestação arrancou com uma "performance" de teatro que "aponta o dedo" ao "suposto" empreendedorismo, seguindo-se uma marcha pela cidade a "exigir a uma só voz" a demissão do Governo.
15h30 - Lisboa: Milhares de pessoas já estão concentradas na praça Marquês de Pombal em Lisboa. Faltam 30 minutos para o início do desfile na Avenida da Liberdade rumo ao Terreiro do Paço. A música de Zeca Afonso vai recordando os manifestantes que o momento pede união popular.
15h25 - Lisboa: Médicos, enfermeiros e muitos estudantes ligados à saúde começaram a descer rumo ao Marquês de Pombal.
15h15 -Coimbra: Mais de três mil pessoas estão hoje concentradas na Praça da República. Uma centena de reformados, encabeçada por dirigentes da recém-criada associação APRe! (Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados), foi bastante aplaudida quando chegou ao local.
15h00 - Lisboa: Mais de 150 pessoas concentradas em frente à Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, pela defesa da instituição e por um Serviço Nacional de Saúde “universal, geral e tendencialmente gratuito”.
15h00 –Açores: Cerca de 160 pessoas numa das maiores manifestações ocorridas na Horta, na ilha do Faial, nos últimos anos.
15h00 -Viana do Castelo: Algumas centenas de manifestantes concentradas na principal praça da cidade em protesto contra as medidas de austeridade e reclamando a saída da ‘troika'.
   14h30 - Paris: Elementos do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, que estavam reunidos em assembleia geral, juntou-se aos manifestantes. O protesto reuniu pessoas de todas as faixas etárias e terminou ao som de “Grândola, Vila Morena”.
13h30: Paris: Manifestantes começaram a concentrar-se a cerca de 80 metros do consulado-geral de Portugal.

com agência Lusa

Grândola", um hino de norte a sul

No Terreiro do Paço gritou-se "Cavaco, escuta, o povo está em luta" e cantou-se o hino da manifestação: "Grândola,Vila Morena". A música foi entoada em todas as manifestações do País. Vários repórteres da VISÃO estiveram no terreno a acompanhar o desenrolar na manifestação deste sábado. Recorde aqui o protesto, passo a passo


A MANIFESTAÇÃO MINUTO A MINUTO:
19h25 - Porto: Os detidos foram levados para a esquadra da Bela Vista. Um grupo de apoiantes dirige-se agora para a Praça Velasques, junto à esquadra
19h10 - Porto: Dois detidos
19h00 - Porto: Três carrinhas da polícia de choque acabam de abandonar o local.
18h50 - Porto: A polícia identifica manifestantes junto à estação de metro da Trindade. Preparavam-se para levar alguns mas houve uma ordem de recuo. Grita-se "O povo unido jamais será vencido".
18h30 - O país canta o "Grândola".
18h25 -No Terreiro do Paço canta-se o hino da manifestação, Grândola,Vila Morena. A música está a ser entoada em todas as manifestações do País.
18h20 - "Cavaco, escuta, o povo está em luta", grita-se no Terreiro do Paço.
18h15 - Excertos da moção de censura popular lida em palco: "Este Governo é ilegítimo. Foi eleito com base em promessas que não cumpriu (...). Que o povo tome a palavra! Porque o Governo não pode e não consegue demitir o povo, mas o povo pode e consegue demitir o Governo. Não há Governo que sobreviva à oposição da população (...). Basta! Obviamente, estão demitidos. Que o povo ordene."
18h15 - Duas horas depois, chegamos à Praça do Comércio. O pintor Júlio Pomar sorri, de bengala na mão. Há quem dê meia volta e sinta que cumpriu a sua missão. Muitos ficam junto às arcadas norte, onde ainda se pode circular, longe do palco que fica mesmo colado ao torreão do ministério as Finanças. Ali, os organizadores da manifestação explicam porque foi um êxito este dia 2 de março.
18h15 - Porto: Canta-se o hino nacional
18h10- Uma charanga de trombone e outros sopros entra no terreiro do Paço tocando uma versão mariachi do Grândola.
18h10 - No Terreiro do Povo, como lhe chama agora o grupo Que se Lixe a Troika, lê-se um manifesto: "Queremos fazer a discussão e a confluência de iniciativas com vista ao derrube deste Governo e de todos os governos colaboracionistas com os programas da troika. Quando todo um povo se levanta, não há troika que o derrube, não há Governo que o pise. Juntemo-nos então para os derrubar".
18h09 - Porto: Três jovens vestem-se de 'troika': "Vamos lá fazer mais um peditório para salvar um banco"
17h45 - Entra-se no Terreiro do Paço ao som de Grândola. Grita-se: "Passos escuta, o povo está em luta".
17h40 - Rua do Ouro - as raparigas do carro de som dos Precários Inflexíveis estão a ficar roucas. Mas não há sinais de abrandarem. "Deixem passar, estou na Rua para a troika derrubar".
Francisco Galope
17h35 - Ao som do grito "o povo unido jamais será vencido" a cabeça oficial da manifestação entra no Terreiro do Paço.
17h35 - Já há muitos manifestantes no Terreiro do Paço. Da Rua da Prata continuam a chegar muitos outros. Junto á estação fluvial, local habitual quando há protestos marcados para este local, estão sete carrinhas do Corpo de Intervenção da PSP. Um dos representantes do movimento Que Se Lixe a Troika diz, no palco montado no Terreiro do Paço, que a cabeça da manifestação acaba de entrar na praça.
Sara Rodrigues
17h30 - Grândola, eleita o hino da resistência à austeridade, marca a cadência da marcha. Entoam-se mais palavras se ordem. "Fora daqui, a fome, a miséria e o FMI!"
17h30 - Números actualizados das manifestações, pelo País (e estrangeiro) fora: Paris 100, Horta 160, Sines 120, Tomar 300, Barcelona 30, Londres 100, Marinha Grande 3 000, Vila Real 1 500, Castelo Branco 1 000, Braga 7000, Coimbra 20 000, Sagres 200, Guarda 500 e Porto 400 000.  Setúbal 7000, Portimão 5000
17h24 - Porto: A marcha já chega aos Aliados e ainda não esvaziou a Batalha. "Somos livres, não voltaremos trás", canta-se
17h20 -Parados no cruzamento com a Rua das Pretas. Num cartaz lê-se 'Não era nada disto'. E o desabafo traduz o paradoxo de estarmos num mar de gente, que sai à rua para ser ouvida, e prescinde de se fazer ouvir. A manifestação é ela própria a mensagem. 
17h15 - Alguns elementos da organização antecipam-se à marcha e apressam-se para chegar ao Terreiro do Paço e dar algumas palavras às pessoas que lá estão. "Vai ser maior do que a de Setembro", ouve-se através do microfone. De seguida, toca Grândola, Vila Morena
José Carlos Carvalho
17h15 - Uma hora depois, entre os Restauradores e o Rossio, o Povo quem mais ordena.
17h15 - Colada às paredes do Ministério da Justiça há uma mini-feira de artesanato. Com tanta gente, quem sabe...
Sara Rodrigues
17h15 - Com excepção dos grupos mais ou menos organizados, reina o silêncio entre milhares de manifestantes.Sara Rodrigues
17h05 - Chegámos ao Tivoli. Uma hora e picos para descer meia Avenida. Há mais casacos de pele do que adereços revolucionários. Há cravos e retratos de Salgueiro Maia. Bandeiras nacionais e famílias numerosas.  
16h59 - Demografia instantânea: tal como em 15 de Setembro, esta manifestação não é a expressão de um nicho social. É, antes, um retrato da sociedade zangada. E essa é muito heterogenea. Isso talvez ajude a explicar o silêncio. Há pouca rotina.
16h58 - PORTO Os cravos surgiram mais cedo com O coro de intervenção do Porto. "Eu vi este povo a lutar para a sua exploração acabar"
16h50 - No café Casulo, na Praça dos Restauradores, alguns manifestantes vão parando para dar uma olhada na televisão. A cabeça da manifestação está a chegar ao Terreiro do Paço.
Sara Rodrigues
16h51 - Emoção: após a enésima Grândola, segundos de silêncio. Depois, o grito de abril de 74: "O povo unido jamais será vencido". As gentes desfilam em compacta fluidez em direção ao Terreiro do Passo, tradicional símbolo do poder.
16h45 - Da esplanada de um dos quiosques da Av. da Liberdade vê-se o desfile dos manifestantes.
Sara Rodrigues
16h40 - As dificuldades do repórter Paulo Pena: A manifestação não me deixa chegar à manifestação: fui pontual e cheguei ao Marquês às 4. Desta vez, explicam-me,  ninguém esperou por ninguém e a frente já lá vai, nos Restauradores. O silêncio reina, como em 15 de Setembro. Há quem cante, há quem repita que está na hora de o Governo se ir embora. Há até um conjunto de gaitas de foles que levam dançarinos ilustres, como o cineasta João Botelho, na peugada. Mas há tanta gente aqui, que demoramos 39 minutos a descer o primeiro quarteirão da Avenida da Liberdade. Por este andar não chegaremos ao Terreiro do Paço tão cedo. 
16h40 - Porto: A desmobilização da Batalha em direção aos Aliados entope as ruas, Surge o coro de intervenção do Porto com os seus hinos 
16h38 - Canta-se o "Grândola" no Porto
16h30 - O Metropolitano de Lisboa, continua a despejar caudais de gente que engrossam a manufestação.
Fracisco Galope
16h30 - A plataforma 15 de Outubro grita  "Deixa passar, eu estou na rua para o Governo derrubar". Mais atrás, outro grupo diz "que está na hora do Governo ir embora". Na Av. da Liberdade desfilam todas as gerações. Com e sem cartazes. A gritar, a bater palmas ou de semblantes mais fechados.
16h22 - Em frente so Tivoli, nos bancos de jardim, da faixa central há pessoas de pé. Canta-se outra vez o Grândola, a canção é entrecortada pelo helicóptro, que volta a afastar-se.
16h15 - A manifestação passa à frente das lojas de moda da avenida: Emporio Armani, Prada, Rosa & Teixeira, Loewe... No ar, um helicóptero da polícia vigia o andamento dos protestos.
16h10 - Algumas mensagens vão ficar no Marquês de Pombal quando já não houver manifestantes:
Sara Rodrigues
16h10 - Desfile pára novamente. Margarida, alentejana de Beja, veio de cravo na lapela. O povo brada: "offshores, PPP e eu sem nada ao fim do mês". Grita-se: "o povo unido, jamais será vencido". "A rua é nossa."
Francisco Galope
16h05 - Na Praça da Batalha, no Porto, a voz é da APRE, a associação que reúne já milhares de reformados. "Gatunos!" grita-se.
16h02 - A Av. da Liberdade já está cheia e ainda há muitos manifestantes a chegar ao Marquês de Pombal, como se vê nesta foto da Av. Fontes Pereira de Melo. Grita-se "Passos, o teu lugar é na prisão" e "Esta dívida não é nossa".
Sara Rodrigues
16h00 - A manifestação começou antes de ter começado. Às 16h, já o povo andou mais de 100 metros em direcção à Baixa de Lisboa. Parece haver mais gente à frente da "cabeça" do protesto, do que atrás, como é habitual. O carro de som, que abre o caminho, foi engolido pelos populares. "A frente da manifestação é por detrás do pano branco", avisa uma voz.
16h00 - a avenita está cheia. O desfile pára. Entoam-se palavras de ordem contra governo e troika.
15h50 - junto ao diário de notícias, concentram-se militares e antigos combatentes em pequenos grupos. Discitem a situação do país. Não há fardas, insignias ou faixas. "Somos cidadãos deste país. Não estamos de fora". Integram-se na manif e começam a desfilar.
15h50 - É caso para dizer que a manifestação está à frente da manifestação. Ainda não são 16h, hora oficial de início, e há manifestantes até aos Restauradores.
Sara Rodrigues
15h45 - É hora de aprender palavras de ordem: "Passos escuta, o povo está em luta", "chega de opressão, austeridade não", "está na hora, está na hora de o Governo ir embora", " o povo não quer a troika no poder", "correr com esta gente é urgente, é urgente".
15h45 - A manifestação ainda não começou, mas já há muita gente Av. da Liberdade abaixo até à Praça dos Restauradores.
15h30 - O Nuno, o Bruno, o Gema, o Paulo, a Lúcia, a Helena, a Inês e o Tiago são os donos de algumas das mãos que apontam o caminho aos manifestantes, segurando na faixa e aquecendo a voz para cantar Grandola Vila Morena.
José Carlos Carvalho
15h20 - O manifestante que segura este cartaz diz, exaltado, "que queria que os militares tomassem providências". "Os que fizeram o 25 de Abril disseram que o povo nunca mais iria sofrer ", refere, junto à cabeça da manifestação que está a formar-se.
Sara Rodrigues
15h15 - Um cartaz a lembrar a música Grândola, Vila Morena, de Zeca Afonso, que tem sido entoada nos últimos dias:
Sara Rodrigues
15h15 - No Porto:
15h10 - No porto, todos os caminhos comecam por ir dar à Praça da Batalha. Centenas de pessoas, incluindo uma representação da APRE, aguardam uma primeira atuação do coro de intervenção do Porto.
15h10 - Uma manifestante sobe à estátua do Marquês de Pombal.
  
Sara Rodrigues
15h00 - A faixa que encabeçará a manif está a postos. "Que se Lixe a Troika, O Povo é Quem Mais Ordena", lê-se em letras pretas e azuis. Na próxima hora devem começar a chegar à Avenida da Liberdade as marés da Educação, vinda da Avenida 5 de Outubro, e a maré branca da Saúde, que está a reunir elementos junto à Maternidade Alfredo da Costa. 
José Carlos Carvalho
15h00 - A actualidade internacional não foi esquecida, como se vê por este cartaz à espera de ser erguido por um grupo de manifestantes:
Sara Rodrigues
14h58 - estação do metro de marquês de pombal. As carruagen despejam gente em abundantes golfada. Orientam-se pela batida da música... "A Avenida da Liberdade é por aqui"
14h50 - A circulação já está praticamente fechada ao trânsito na zona do Marquês de Pombal. Circula-se apenas no anel exterior, mas com algumas restrições. Quem desce a Av. António Augusto de Aguiar, vindo das Amoreiras, é recebido por este cartaz:
Sara Rodrigues
14h45 - Na 5 de outubro, junto ao Ministério da Educação, concentram-se professores, que começaram a chegar, ao final da manhã. Dos altifalantes, músicas de Sérgio Godinho e Zeca animam a malta. 
14h30 - Há cada vez mais gente a chegar ao ponto de partida manifestação: novos, velhos, pequenos, grandes, de metro, a pé e até de bicicleta. Pelo ar, ecoa a versão portuguesa e revolucionária do hit Gangnam Style, através do carro de som: "Eh, Passos Coelho, a gamar com style". 
14h15 - Já se pinta uma das faixa que será levada em marcha até ao Terreiro do Paço: a dos Deficientes Indignados. A principal terá dez metros. A manifestação arranca daqui a pouco menos de duas horas, mas está criado o ambiente para o protesto que se quer pacífico. Organização e polícia estão em contacto para que tudo corra conforme o previsto.  
José Carlos Carvalho
14h00 - "1, 2, 3. Abril outra vez". O grito de ordem soa através do megafone de Fábio Carvalho, da Plataforma 15 de Outubro. "É um dia bonito para uma manifestação", afirma, com um farto cravo vermelho na lapela. Atrás de si, está já uma faixa do movimento, presa à estátua do Marquês. 
José Carlos Carvalho
13h30 - César Guerreiro, 65 anos, reformado de Setúbal, é o primeiro manifestante a chegar ao centro de operações. "Eles não ouvem a rua. Este País bateu no fundo", diz, desiludido. Empunha um cartaz com os dizeres: "No campo já não há lobos. No Governo são às manadas. Roubam as reformas com duas dentadas".
José Carlos Carvalho
13h10 - Chegam os primeiros números sobre uma manifestação, a da Horta (Açores), iniciada às dez da manhã. "Teve 100 pessoas, o que à escala da Horta é a maior manifestação de sempre", informa um elemento do grupo Que se Lixe a Troika. 
13h00 - O primeiro carro de som e a camioneta com os materiais para as Oficinas Populares estacionam na praça do Marquês. Daqui a pouco, qualquer pessoa pode começar a desenhar os seus próprios cartazes. 
José Carlos Carvalho
12h45 - No Marquês, a organização avalia o espaço disponível, que está rodeado de obras. Provavelmente a cabeça da manifestação só poderá ser feita a partir do cruzamento com a Alexandre Herculano.


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Roland Godard, Parisian Street Pianist