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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Notícias sem importância nenhuma



MP pronto para acusar Governo da Madeira

«O Ministério Público prepara- se para acusar todos os elementos do Governo Regional da Madeira de prevaricação, segundo a RTP. Além de Alberto João Jardim, o DCIAP tem provas de que os secretários regionais tinham conhecimento das ilegalidades e ocultaram o buraco de mais de 1100 milhões de euros nas contas públicas. A acontecer, será a primeira vez que um governo inteiro é acusado de um crime político conjunto. O DN já tinha noticiado na quarta- feira que semanas antes de comunicar a Cândida Almeida o seu afastamento da direção do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), a procuradora- geral da República, Joana Marques Vidal, recebeu deste mesmo departamento um pedido: dar início ao procedimento legal para levantar a imunidade a Alberto João Jardim, para este ser constituído arguido na investigação sobre as contas da ilha. Parece que o pedido, apesar do afastamento de Cândida Almeida, fez o seu caminho no DCIAP e vai mesmo atingir o executivo liderado por Alberto João Jardim, num processo que envolve as contas da região.» 

Uma notícia desta importância vinha no cantinho inferior de uma das páginas interiores do jornal como se de nada se tratasse. Fosse o protagonista o PM do anterior governo ou até mesmo o mais modesto dos porteiros do PS e a notícia viria em grandes parangonas nos jornais todos e abriria os noticiários de todas as televisões!


picosderoseirabrava


Mercadões... ou “tubarados”?


Uma das razões para o agravamento constante da minha “alergia” à UE, ao Mercado Único, à Zona Euro, à pata que o pôs a todos e ao capitalismo em geral... é esta desfaçatez com que já se assume como coisa natural, que “os mercados”, do alto do seu poder tão absoluto quanto anónimo e apátrida, “torçam o nariz” a este ou aquele resultado eleitoral, a este ou aquele candidato, seja de que país for... e que isso resulte em prejuízos económicos para os povos dos países em questão, ou até, por “contágio”, para outros povos vizinhos ou menos vizinhos.
Só estes dois títulos de jornal com que abri o post, seriam suficientes para um levantamento de consciências, tendente a pôr “os mercados” no seu lugar e a criar as condições para que os povos reconquistem a sua independência e liberdade, independência e liberdade tantas vezes conseguidas com sangue, suor e não poucas lágrimas.
Já todos (ou quase todos) percebemos que o sonho dos banqueiros, especuladores e outros ladrões internacionais, seria nomearem às claras os seus lacaios, que colocariam à frente dos governos nacionais... mas sem terem, sequer, que passar pelo “incómodo” e a farsa das eleições “democráticas” à sua moda. Que qualquer tentativa de participação dos trabalhadores dos países nos seus destinos, entre as tais “eleições”, constitui uma afronta ao poder desses banqueiros, especuladores e demais ladrões.
Se já percebemos... até quando vamos 

consenti-lo?!

UMA FOTOGRAFIA ESPECTACULAR - NOVA YORK VISTA DE CIMA




OS SEGREDOS DO OPUS DEI - LIVROS PROI



'Index' proíbe 79 livros de autores portugueses

por Rui Pedro Antunes28 janeiro 201335 comentários

Autores e especialistas portugueses mostram-se indignados por o Opus Dei ter uma lista de livros que proíbe os seus membros de ler. José Saramago é um dos escritores mais castigados ao nível mundial, sendo um dos recordistas no número de livros proibidos. Também 'censurada', Lídia Jorge diz que o Opus Dei deveria ter "vergonha" de ter este tipo de listagem, igualmente arrasada pela Sociedade Portuguesa de Autores. A lista é, porém, 'legal'.

José Saramago e Eça de Queirós são os escritores portugueses mais castigados pela "lista negra" de livros do Opus Dei. A organização da Igreja Católica tem uma listagem de livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade (ver topo da página), na qual põe restrições a 33 573 livros. Nos três níveis mais elevados de proibição encontram-se 79 obras de escritores portugueses. Autores portugueses contactados pelo DN mostram-se indignados com o que classificam de "Index" e "livros da fogueira".
O Opus Dei sempre teve um Guia Bibliográfico, onde incluía os livros proibidos, com uma classificação de 1 a 6 (o nível mais elevado). Há quatro anos, aquilo que era uma lista de Excel que circulava pelos membros da obra, ganhou forma na Internet (http://almudi.org) e passou a estar aberto à contribuição dos membros. Como explica o Opus Dei Portugal, passou a existir um site "tipo crowdsourcing, aberto à contribuição de interessados, moderado por dois editores: Carlos Cremades e Jorge Verdià [membros da obra]". Mudaram-se as designações, dividiram-se os livros em duas partes (literatura e não ficção), mas mantiveram-se os níveis de proibição. E há uma novidade: uma lista de filmes "desaconselhados".
"Deus é um filho da puta", escreveu Saramago num dos livros proibidos (Caim). Porém, não é preciso haver um nível tão direto de confronto à Igreja para que o livro seja proibido. Só nos três mais elevados níveis de interdição, Saramago tem 12 livros. Caim, o Evangelho Segundo Jesus Cristo, o Manual de Pintura e Caligrafia e o Memorial do Convento são definidos como os mais perigosos (6; LC-3).
A presidente da Fundação Saramago e viúva do escritor, Pilar del Río, classifica em entrevista ao DN (ver página 33) este índice de "grosseiro e repugnante", deixando várias críticas à obra: "É uma organização a que chamamos seita porque somos educados. Por acaso, eles não são." Pilar revela ainda que Saramago nunca escreveu sobre o Opus Dei porque considerava a organização "uma formiga" e mostra-se ainda chocada pelo facto de "neste nível de pensamento cartesiano e da razão haja quem se submeta à irracionalidade das seitas".

A escritora Lídia Jorge - que também tem dois livros no mais elevado nível de proibição (Costa dos Murmúrios e O Dia dos Prodígios) - confessou-se "chocada" quando confrontada pelo DN com a existência da lista. Lídia Jorge disse mesmo que os membros do Opus Dei deviam ter "vergonha" e classifica quem fez a listagem de "gente retrógrada e abstrusa". "São pessoas que desprezo porque se armam em mentores, em guardas morais, quando, no fundo, revelam uma ignorância absoluta sobre o papel da literatura." Quanto às duas obras proibidas, Lídia Jorge explica que têm "uma linguagem e uma atitude mais libertária perante a vida" e que, talvez por isso, tenham sido censuradas. O que a repugna.
SPA condena lista
O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), José Jorge Letria, disse ao DN que esta entidade "repudia a lista porque é atentatória da liberdade de expressão. Somos contra listas negras, sejam religiosas ou políticas". Jorge Letria diz ainda não estar surpreendido "com a listagem feita, porque corresponde à pior tradição das práticas da Igreja Católica, que nos faz lembrar a Inquisição". A lista inclui, aliás, associados da SPA, que a sociedade pretende proteger.
Quem já não se pode defender e está nesta lista é Eça de Queirós, outro dos autores portugueses mais proibidos. A Relíquia, O Crime do Padre Amaro e o Primo Basílio estão no mais elevado nível de proibição (6; LC-3). Porém, Eça tem quem o defenda. O antigo diretor da Biblioteca Nacional e especialista na obra queirosiana, Carlos Reis, considera que "qualquer lista de livros ou similar, que contribua para limitar o acesso das pessoas à informação e à cultura é, por princípio, inaceitável". Carlos Reis defende que esse tipo de procedimento é "contrário a princípios fundamentais" e "abre caminho a repressões ou, no mínimo, a uma 'vigilância' que nenhuma religião ou ideologia tem o direito de impor". O professor catedrático da Universidade de Coimbra e ex-reitor da Universidade Aberta diz ainda que "foi por este caminho que a História conheceu episódios tão lamentáveis como as perseguições religiosas ou as queimas de livros". E acrescenta: "Num mundo civilizado é intolerável a existência de tais instrumentos, mesmo que confinados a uma organização tão fechada e elitista como aquela de que falamos."
Carlos Reis lembra que "se Eça de Queirós é um escritor lido, estudado e admirado deve-se isso, em parte, à argúcia e à coragem com que, no seu tempo, soube enfrentar e denunciar mistificações e deformações como as que a Igreja Católica praticava. [...] O que deveria fazer pensar quem proíbe livros ou restringe o acesso a eles é qual a razão ou razões pelas quais continuamos a falar na atualidade de Eça".

Há também livros de não ficção proibidos, como o Portugal Amordaçado, de Mário Soares (5; PC-2) e A Revolução de 1383, de António Borges Coelho (6; PC-3). O historiador confessou ao DN que o facto de o seu livro estar na lista até lhe dá "vontade de rir", uma vez que "não tem que ver com a doutrina da Igreja, é um livro objetivo sobre um período fantástico da História de Portugal". Mostrou-se ainda surpreendido: "Não sabia que me tinham colocado num 'Index' em pleno século XXI mas isso muito me honra." Por o livro não ter matéria contra a Igreja, Borges Coelho considera que a proibição é "mais dirigida ao homem do que propriamente ao livro".
Legal, mas só até certo ponto
Os especialistas defendem que, do ponto de vista legal, a existência desta lista é "inatacável", uma vez que não existe uma proibição "coativa" e as pessoas têm a liberdade de escolher se fazem ou não parte da obra. O caso muda de figura se um professor que seja membro do Opus Dei não der, por exemplo, Os Maias aos seus alunos porque a organização o proíbe.
O especialista em Direitos Humanos e membro da Comissão da Liberdade Religiosa (CLR), Pedro Bacelar de Vasconcelos, considera que "a lista não levanta um problema de legalidade porque essa imposição é prescrita apenas no interior da organização, sendo uma espécie de recomendações para os fiéis". Como aceitação da proibição é "voluntária", esta é "uma questão do foro da consciência", defende.
O também constitucionalista e ex-membro da CLR Jorge Bacelar Gouveia corrobora que "o Estado não pode aplicar sanções nesta situação porque é do domínio canónico. A liberdade religiosa permite às pessoas entrar e sair quando quiserem e de cumprirem ou não as regras". Além disso, recorda, "não são proibições coativas, daí o Estado não poder intervir".
Mas a presidente da Fundação Saramago questiona: "Então e um miúdo português não pode ler Os Maias? Vão castrar o estudante? E os professores? O que fazem os professores do Opus Dei nessa situação?" Diogo Gonçalves, supranumerário e professor na Faculdade de Direito de Lisboa, garante que a situação não se coloca. "Se as suas profissões o exigirem, os membros podem ler o que quiserem. Somos libérrimos nesse aspeto", diz.
Caso um professor do Opus Dei altere o programa por não estar de acordo com o livro, já se levantariam questões legais. Pedro Bacelar de Vasconcelos explica que "não é compatível com o estatuto de professor censurar partes do programa com base nas convicções religiosas. Aí poderia estar em causa o direito ao ensino, tornando-se num problema legal ou até mesmo constitucional". Poderia estar ainda em causa, recorda, "o princípio da laicidade".
Também Carlos Reis comenta que nesta situação existiria "claramente um atropelo da liberdade de ensino. Para além do mais, quem proíbe livros esquece a lição contida na famosa imagem bíblica do fruto proibido



Carvalhas à A1: nova visão da Esquerda e de Sócrates

Carlos Carvalhas 71 anos, 
Secretário-Geral do PCP de 92 a 2004, 20 anos deputado, defende que pode ser mesmo preciso uma plataforma de emergência política, pós eleições, com PS, PCP e BE. 
Porque a situação exige medidas de esquerda. 
"E nessa altura vai ver que aparecem soluções (...) para um governo de emergência".
Para ouvir aqui.

O antigo líder comunista, vem agora dizer que se a UE tivesse cedido a Sócrates - ao não pedir resgate - a história tinha sido outra. Porque Merkel e Trichet (então presidente BCE) teriam cedido "não podiam deixar cair Portugal". Carvalhas, relembrado que o PCP, à época, votou contra o PEC4 ao lado do BE, PSD e CDS, constata que no interior do governo " foi-lhe (a Sócrates) puxado o tapete", bem como o PSD que "de manhã viabilizou o PEC4 e à tarde chumbou", além da atitude doa banqueiros. 
clik no link a vermelho
Para ouvir aqui a entrevista na íntegra. A partir do minuto 15 +- Sócrates e as Esquerdas.

Quem tem amigos não morre na cadeia

António Ferreira da Silva é um engenheiro de 65 anos que saltou para as luzes da ribalta, depois de ter assassinado o genro, crime que foi filmado e exibido em noticiários televisivos.
Condenado a 20 anos de prisão, Ferreira da Silva ficou a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Aveiro.
Acontece, porém, que o engenheiro é pai da juíza Ana Joaquina, pelo que teve tratamento privilegiado naquela prisão, com direito a receber visitas diárias, não permitidas aos restantes reclusos.
Por razões ainda não apuradas, o engenheiro foi transferido a semana passada para Coimbra e, mais uma vez, com direito a tratamento VIP. Em vez de ir para a "Ala Geral" como acontece com os outros reclusos, o pai da juíza Joaquina foi directamente para uma cela individual.
Lá diz o povo, na sua imensa sabedoria, que "quem tem amigos não morre na cadeia". Quem tem uma filha juíza também não mas, obviamente, que a senhora juíza nada tem a ver com o tratamento especial dedicado ao homicida Ferreira da Silva...

Crónicas do rochedo

Idiotismos 13


Algo documentada, desde há muito, em obras literárias, a expressão ir bugiar ou mandar bugiar significa mandar à fava ou, mais literalmente, mandar pentear macacos, como refere Alexandre de Carvalho Costa, na sua obra já aqui referida. No fundo, uma forma mais extremada de dizer: Não me aborreças!
Parece que a expressão terá tido origem em Bugie (Argélia), onde os espanhóis, quando lá aportaram teriam visto muitos macacos. Foi esta terra do norte de África que Teixeira Gomes escolheu para exílio, e lá acabou por morrer.
Mas, e voltando ao princípio, a expressão já aparece na Ulysipo, de Jorge Ferreira de Vasconcelos:
Vai, vai Joana bugiar,
não andes no alparvado.

E Gil Vicente usou-a também, no Auto de Mofina Mendes:

Senhora não monta mais
semear milho nos rios.
Que queremos por sinais
meter coisas divinais
na cabeça dos bugios.

Porque, classicamente, bugio é uma classe de macacos. Muito embora já tenha visto o vocábulo utilizado para significar rochedo, no meio das águas. E no feminino (bugia) valha, também, por pequena vela de cera, ou griseta.
Antenor Nascentes lembra que o étimo do nosso bugiar talvez possa ter origem comum ao do verbo italianobugiare - dizer mentiras. Custa-me a aceitar. Mas seja como for a expressão está ligada a macacos e, sobre isso, não há dúvidas.
A propósito, já agora, pergunta-se porque chamaremos nós, Forte do Bugio, à pequena fortaleza, com farol, na Barra do Tejo? Com planos mandados fazer, ainda no reinado de D. Sebastião, mas só edificada no tempo de Filipe I, foi instalada na ilhota de Cabeça Seca. Inicialmente denominado por Forte de S. Lourenço, o povo crismou-o, para sempre, como Forte do Bugio (do macaco?).

Arpose

A "TI LIDIA" E O VINHO TINTO


Esta idosa que completou 100 anos de idade no dia 17 de Fevereiro/2013, está sendo aproveitada para uma certa campanha no grupo “Adoro Vinho Tinto” no Facebook para incentivar o seu consumo num país com graves problemas do Alcoolismo, tendo conseguido levá-la ao programa de televisão “A Tarde é Sua” na TVI onde a Fátima Lopes ajudou ou colaborou na situação, porquanto na conversa com a idosa ficou no ar a ideia de que ela teria chegado à idade avançada com saúde e boa disposição por ter bebido vinho tinto a vida inteira e até “bagaço com broa” ao pequeno almoço, como ela confessou, tudo correndo ao gosto dos promotores desta triste situação. 

O clube dos "adoradores de vinho tinto" vai assim crescendo deste modo influenciando as pessoas a beberem para que cheguem aos 100 anos, numa campanha enganosa que devia ser travada num país onde morre tanta gente na estrada por condução sob o efeito do alcool (seja vinho tinto, branco, verde, cerveja, ou outro) que infelizmente leva muitos cidadãos para a morgue ou para o hospital, já não falando dos bebedores inveterados ou viciados de todas as classes sociais (desde jovens a idosos) que pesam nas estatísticas de vítimas do Alcool em Portugal.

A verdade, porém, é que ninguém chega à idade avançada bebendo vinho tinto, mesmo que a “Ti Lidia” seja uma excepção, pois é maior o número dos que morreram cedo pelo seu consumo e hoje são mais aqueles que morrem por problemas cardiovasculares, AVCs’, cancro, diabetes, Alzheimer, etc., pelos erros e excessos da nossa alimentação. Esta é uma verdade que os médicos andam dizendo há muito tempo e a Organização Mundial de Saúde faz alerta mas só poucos dão atenção. 

Claro que beber um copo de vinho tinto à refeição não causa dano na saúde, é o seu consumo em excesso que faz mal, mas seria melhor que os portugueses bebessem vinho sem alcool, feito do sumo da uva, e isso sim até eu beberia com satisfação. Porém, não é isso que acontece e lamento que se esteja fazendo uma campanha enganosa através da senhora idosa “Ti Lidia” que é apresentada como exemplo em programas de televisão. Isto é lamentável e merece a minha crítica ou reprovação e creio que de grande parte da população, menos dos “adoradores de vinho” claro. Bem melhor seria que adorassem mais a Cultura, a Arte ou a Poesia... 

Fica aqui mais esta minha dissertação.

Pausa para reflexão!

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