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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Carne de cavalo vendida como bovina no Reino Unido

Carne de cavalo vendida como bovina no Reino Unido
legenda da imagem
Wikicommons

Uma "fraude na etiquetagem" pode ser a origem de um escândalo alimentar que está a abalar o Reino Unido e ameaça alastrar a outros países da União Europeia. Uma investigação britânica nas últimas semanas, à qualidade de produtos alimentares à base de carne bovina, revelou que a refeição pré-pronta "lasanha de vaca" da multinacional alimentar sueca Findus, continha afinal uma percentagem elevada de carne de cavalo. Mas a Findusestá longe de ser caso único.

Os primeiros casos de carne de cavalo vendida como carne de vaca foram revelados há algumas semanas em produtos de duas cadeias alimentares do Reino Unido, a Tesco e o Burger King.A FSA disse ter encontrado casos em que a lasanha congelada da Findus era composta a 60% por carne de cavalo. Num hambúrguer daTesco a percentagem era quase de um terço (29%). Foram os casos mais graves detetados até agora.
A investigação alargada provou que os supermercados AldiLidlIceland e oGrupo Co-operativo venderam igualmente produtos de carne bovina que continham carne de cavalo.

A Agência Britânica da Qualidade Alimentar (FSA) solicitou então aos fornecedores e retalhistas alimentares do país que testassem todos os seus produtos de carne bovina como hambúgueres, almôndegas e lasanha, enviando-lhe os resultados até dia 15 de fevereiro.

Em comunicado publicado hoje em Estocolmo, a Findus anunciou que ia retirar do mercado todos os lotes de lasanha porção individual de 375 gramas. A medida aplica-se "exclusivamente" a este produto.

Tesco britânica suspendeu também as encomendas de hambúrgueres congelados vindos da Irlanda, onde são fabricados pela Silvercrest do ABP Food Group.
Fraude na etiquetagem francesa

Quinta-feira, a Findus reconheceu em comunicado que suspeitava de problemas com as suas refeições prontas dois dias antes de mandar recolher os produtos a conselho do seu fornecedor francês, a Comigel.

A carne de cavalo podia constituir até 100% da lasanha congelada fabricada por uma empresa contratada, reconheceu a Findus.

A própria empresa terá detetado a fraude, através de análises ADN realizadas por especialistas independentes que confirmaram a presença de carne de cavalo, e avisou as autoridades britânicas.

Os responsáveis sanitários do Luxemburgo confirmaram hoje por seu lado a suspeita: a carne de cavalo da lasanha da Findus veio mesmo de França.

De acordo com o fabricante da lasanha da Findus, a empresa Tavola baseada no Luxemburgo, a carne foi importada "de um fornecedor francês", afirmou à Agence France Presse o diretor dos serviços veterinários do Luxemburgo, Félix Wildschutz, referindo ter existido "fraude na etiquetagem" pois os lotes de carne de cavalo indicavam "carne bovina".

A agência francesa de combate à fraude afirmou também que os controlos realizados pelos seus investigadores "confirmaram a presença de carne de cavalo misturada com carne bovina" e revelaram também fragilidades no sistema de deteção de problemas, já que a agência continua a tentar "identificar a origem da fraude e os circuitos comerciais envolvidos." 
Risco de presença de "bute"Especialistas referem que o perigo no consumo da carne cavalar está no medicamento veterinário phenylbutazone ou "bute", que pode estar presente na carne destes animais e que, em concentrações elevadas pode ser prejudicial para os seres humanos.
O governo britânico tem sublinhado que é pouco provável que o consumo de carne de cavalo seja um risco para a saúde humana e concentra-se na fraude.

"É completamente inaceitável que um produto que afirma ser lasanha de carne seja afinal de carne de cavalo", afirmou o ministro britânico do Ambiente, Owen Paterson, acrescentando que estão a ser realizados testes "urgentes" à carne fornecida a escolas e hospitais.

A FSA recomendou aos consumidores para não comerem a lasanha da Findusacrescentando que não tem para já provas de que constitua um risco mas que espera resultados de mais análises à presença de phenylbutazone, ou "bute".

VELHO RANZINZA - O SEU POEMA



Quando um velho homem morreu na enfermaria de geriatria de um lar de idosos em uma cidade do interior da Austrália, acreditava-se que ele não tinha mais nada de qualquer valor.
Mais tarde, quando as enfermeiras estavam olhando seus poucos pertences, encontraram este poema. A sua qualidade e conteúdo impressionaram tanto a equipe que cópias foram feitas e distribuídas para cada enfermeira no hospital.
Uma enfermeira levou uma cópia para Melbourne ... O único legado do velho homem para a posteridade já apareceu nas edições de Natal de revistas em todo o país e figura nas revistas de Saúde Mental. Uma apresentação de slides também foi feita com base em seu simples mas eloquente poema.
E esse velho homem, com nada para dar ao mundo, é agora o autor deste poema "anônimo" navegando em toda a Internet.

VELHO RANZINZA...
O que vocês vêem enfermeiros?... O que vocês vêem?
O que vocês estão pensando... quando estão olhando para mim?
Um homem casmurro,... não muito sábio,
Incerto de hábito… de olhos distantes?

Quem goteja sua comida... e não faz qualquer comentário.
Quando você diz em voz alta... “Eu gostaria que você tentasse!”
Quem parece não perceber... as coisas que você faz.
E sempre está perdendo... uma meia ou sapato?

Quem, resistindo ou não... lhe permite fazer como quiser,
Com o banho e a alimentação... o dia inteiro para preencher?
É nisso que você está pensando?... é isso ... o que você vê?
Então abra seus olhos, enfermeiro... você não está olhando para mim.

Vou lhe contar quem eu sou ... como continuo, ainda, sentado aqui,
Conforme posso fazer ao seu comando,... como comer à sua vontade.
Eu sou uma pequena criança de dez anos... com um pai e uma mãe,
Irmãos e irmãs... que se amam
Um rapaz de dezesseis... com asas nos pés
Sonhando que breve... uma amante ele vai encontrar.

Um noivo logo aos vinte... meu coração dá um salto.
Lembrando os votos... que eu prometi manter.
Aos vinte e cinco, agora... tenho minha própria juventude.
Quem precisa de mim para guiar... e um lar seguro feliz.

Um homem de trinta... minha juventude agora cresceu rápido,
Ligados um ao outro... com os laços que devem durar.
Aos quarenta, meus filhos pequenos... cresceram e se foram,
Mas a minha mulher está ao meu lado... para ver que eu não lamento.

Aos cinquenta anos, mais uma vez,... bebês brincam no meu joelho,
Mais uma vez, conhecemos as crianças... minha única amada e eu.
Dias sombrios estão sobre mim... minha mulher agora está morta.
Eu olho para o futuro... tremo de pavor.
Pois meus jovens estão todos criados... da sua própria juventude.
E eu penso nos anos... e no amor que eu conheci.
Eu sou agora um velho homem... e a natureza é cruel.
É piada para fazer a velhice... parecer uma tolice.
O corpo, ele se desintegra... graça e vigor, partem.

Existe agora uma pedra... onde uma vez eu tive um coração.
Mas dentro desta velha carcaça... um jovem ainda habita,
E agora e de novo... meu maltratado coração incha 
Lembro as alegrias... eu me lembro da dor.
E eu estou amando e vivendo... a vida outra vez.
Eu acho que os anos, muito poucos... foram embora muito rápido.
E aceitar o fato gritante... que nada pode durar.

Então abram seus olhos, pessoas... abram e vejam.
Não um homem casmurro.
Olhe mais perto... veja... A MIM!

Lembre-se este poema da próxima vez que encontrar uma pessoa mais velha que poderá deixar de lado sem olhar para a alma jovem dentro dela ... Vamos todos, um dia, estar lá, também! Por favor, compartilhe este poema. As coisas melhores e mais bonitas deste mundo não podem ser vistas ou tocadas. Elas devem ser sentidas pelo coração!
Quando um velho homem morreu na enfermaria de geriatria de um lar de idosos em uma cidade do interior da Austrália, acreditava-se que ele não tinha mais nada dequalquer valor.
Mais tarde, quando as enfermeiras estavam olhando seus poucos pertences, encontraram este poema. A sua qualidade e conteúdo impressionaram tanto a equipe que cópias foram feitas e distribuídas para cada enfermeira no hospital.
Uma enfermeira levou uma cópia para Melbourne ... O único legado do velho homem para a posteridade já apareceu nas edições de Natal de revistas em todo o país e figura nas revistas de Saúde Mental. Uma apresentação de slides também foi feita com base em seu simples mas eloquente poema.
E esse velho homem, com nada para dar ao mundo, é agora o autor deste poema "anônimo" navegando em toda a Internet.

VELHO RANZINZA...
O que vocês vêem enfermeiros?... O que vocês vêem?
O que vocês estão pensando... quando estão olhando para mim?
Um homem casmurro,... não muito sábio,
Incerto de hábito… de olhos distantes?

Quem goteja sua comida... e não faz qualquer comentário.
Quando você diz em voz alta... “Eu gostaria que você tentasse!”
Quem parece não perceber... as coisas que você faz.
E sempre está perdendo... uma meia ou sapato?

Quem, resistindo ou não... lhe permite fazer como quiser,
Com o banho e a alimentação... o dia inteiro para preencher?
É nisso que você está pensando?... é isso ... o que você vê?
Então abra seus olhos, enfermeiro... você não está olhando para mim.

Vou lhe contar quem eu sou ... como continuo, ainda, sentado aqui,
Conforme posso fazer ao seu comando,... como comer à sua vontade.
Eu sou uma pequena criança de dez anos... com um pai e uma mãe,
Irmãos e irmãs... que se amam
Um rapaz de dezesseis... com asas nos pés
Sonhando que breve... uma amante ele vai encontrar.

Um noivo logo aos vinte... meu coração dá um salto.
Lembrando os votos... que eu prometi manter.
Aos vinte e cinco, agora... tenho minha própria juventude.
Quem precisa de mim para guiar... e um lar seguro feliz.

Um homem de trinta... minha juventude agora cresceu rápido,
Ligados um ao outro... com os laços que devem durar.
Aos quarenta, meus filhos pequenos... cresceram e se foram,
Mas a minha mulher está ao meu lado... para ver que eu não lamento.

Aos cinquenta anos, mais uma vez,... bebês brincam no meu joelho,
Mais uma vez, conhecemos as crianças... minha única amada e eu.
Dias sombrios estão sobre mim... minha mulher agora está morta.
Eu olho para o futuro... tremo de pavor.
Pois meus jovens estão todos criados... da sua própria juventude.
E eu penso nos anos... e no amor que eu conheci.
Eu sou agora um velho homem... e a natureza é cruel.
É piada para fazer a velhice... parecer uma tolice.
O corpo, ele se desintegra... graça e vigor, partem.

Existe agora uma pedra... onde uma vez eu tive um coração.
Mas dentro desta velha carcaça... um jovem ainda habita,
E agora e de novo... meu maltratado coração incha
Lembro as alegrias... eu me lembro da dor.
E eu estou amando e vivendo... a vida outra vez.
Eu acho que os anos, muito poucos... foram embora muito rápido.
E aceitar o fato gritante... que nada pode durar.

Então abram seus olhos, pessoas... abram e vejam.
Não um homem casmurro.
Olhe mais perto... veja... A MIM!

Lembre-se este poema da próxima vez que encontrar uma pessoa mais velha que poderá deixar de lado sem olhar para a alma jovem dentro dela ... Vamos todos, um dia, estar lá, também! Por favor, compartilhe este poema. As coisas melhores e mais bonitas deste mundo não podem ser vistas ou tocadas. Elas devem ser sentidas pelo coração!


Os culpados da crise – Fogueira com eles!!!


É a banca americana! É a banca internacional! É o financeirismo! É o neoliberalismo! É a direita! É a esquerda! São os sindicatos! São as greves! São os comunistas! É a... ... ...
É este, mais pormenor menos pormenor, o coro que se levanta sempre que se pretende apontar uma entidade que arque com as culpas da crise. Cada um escolhe a sua e cria uma teoria que sirva a sua escolha. Até agora!
Finalmente, um conjunto de sábios em que se inclui Bagão Félix, o “abominável” César das Neves, Gentil Martins e outros ao mesmo nível, descobriu aquilo que provocou a crise, segundo eles, algumas leis aprovadas nos últimos anos... que estão a destruir «os pilares estruturantes da sociedade»:
O casamento homossexual, a nova lei do divórcio, a despenalização do aborto e a reprodução medicamente assistida.
Mai'nada!!! Agora basta juntarmo-nos aos milhares de portugueses que já assinaram a "petição pública" criada por estes cidadãos, pedindo a revisão destas leis... e proceder em conformidade, quer dizer, regressando ao passado.
Entretanto, podemos ir meditando no facto de o número “21” a seguir à palavra “século” não passar disso mesmo, um número, não querendo dizer rigorosamente nada sobre o nosso estádio civilizacional... pelo menos a ver por estas mentalidades que ainda estão, umas, no tempo cinzento de chumbo do salazarismo, outras ainda no “paraíso” da Idade-Média.


A troika foi-se embora?


De repente parece que Portugal deixou de estar sob tutela estrangeira, o Salassie deixou de exercer as suas funções de comandante do exército ocupante, Portugal voltou aos mercados, isto ficou tão calmo que por causa das trapalhadas quase nos esquecemos de Passos Coelho e Gaspar e somos tentados a pensar que estamos no tempo de Santana Lopes.
  
A verdade é que não foi só o Salassie e os outros funcionários de Bruxelas a desaparecer, o Gaspar quase não de deixa ver, o Relvas parece ter prolongado o reveillon no Copacabana Palace do Rio de Janeiro. Isto parece aquela anedota do avião de freiras que ia para África e que caiu porque o piloto foi cuidar das meninas e entregou os comandos do avião ao macaco. O único governante que parece estar no activo é o inconfundível sôr Álvaro.
  
Há quanto tempo não vê ministros como a Assunção, o Portas, o Lambretas, o Gaspar, o Relvas, o Miguel Macedo, o Aguiar Branco ou o Paulo Macedo? Até a ministra da Justiça que gosta de ser espampanante e dar nas vistas quase só apareceu por causa do salamaleque do ano judicial e só é notícia porque lá para os lados do seu ministério parece estar a ocorrer uma epidemia de demissões.
  
De repente deixou de haver a intenção de destruir o Estado Social, a crise desapareceu, os impostos deixaram de aumentar, o crescimento vai de vento pela popa, as execuções orçamentais estão como nunca, isto está a correr tão bem que até o Presidente da República deve ter achado que não fazia falta, entregou o Palácio aos cuidado do Lima e foi tratar dos coentros para a Quinta da Coelha. Nem sequer se ouve falar dele.
  
Estamos na segunda semana de Fevereiro e até se fica com a impressão de que o país teve uma branca, o próprio Seguro que nunca se deixou ver muito quase desapareceu, ao que dizem está a tirar um curso intensivo de líder da oposição ministrado pelo António Costa. Se do lado do PS a branca é coisa com mais de um ano com o BE aconteceu o mesmo, desde que o Louçã se aposentou e deu lugar à liderança de uma união de facto que aquilo não parece o mesmo, até a Ana Drago reapareceu.
  
Com este desaparecimento da troika quase sentimos uma sensação de orfandade, sem os raspanetes do Salassie e os relatórios que o Gaspar manda para os juniores do FMI assinarem este país deixou de ter graça.
  
Ou perante a desgraça estaremos perante uma manobra de propagada por parte dos três reis magos? Depois de tanto elogiarem o sucesso do ajustamento vão concluir que o país está à beira da desgraça e ou fazemos tudo o que o Gaspar mandar ou acaba o dinheiro. Esperemos pela 7ª avaliação.

O Jumento


Estados Unidos. Proteção aos terroristas; cárcere aos que os combatem
CubaDebate
Contra o terrorismo midiático



Como vocês sabem – apesar de que há muita gente dentro e fora dos Estados Unidos que o ignora- hácinco lutadores antiterroristas injustamente presos nas cárceres dos Estados Unidos.
Presos precisamente por ter-se infiltrado em organizações terroristas baseadas em Miami -e protegidas por diversas instâncias do governo estadunidense- com o propósito de desbaratar seus planos que já cobraram 3.478 vidas de cubanos e de não cubanos, deixando, além disso, um saldo de 2.099 inválidos.

Portanto, o terrorismo produziu um total de 5.577 vítimas.

Ou seja, há uma vítima do terrorismo por cada 1.972 cubanos, o que configura um índice escandalosamente elevado para um país que não declarou guerra a ninguém e que é agredido ferozmente há mais de meio século.

Apesar de que "os 5” não subtraíram informação de nenhum organismo o governo dos Estados Unidos; de não ter-se apropriado de documento oficial algum; nem de ter cometido absolutamente nenhum delito mais do que conhecer desde dentro os planos que urdiam as organizações criminosas, os lutadores foram apreendidos e sentenciados a longas penas de prisão –inicialmente foram quatro cadeias perpétuas e mais 77 anos de prisão, para, em seguida, ser resentenciados, no caso de três deles: Antonio Guerrero Rodríguez, Ramón Labañino Salazar e Fernando González Tort.

Tanto a Gerardo Hernández Nordelo como a René González Sehwerert lhes foi negado o direito a resentença. As condenações atuais são: Fernando, 17 anos e 9 meses; Antonio, 21 anos e 10 meses;Ramón, 30 anos; Gerardo, duas cadeias perpétuas mais 15 anos; e a René, que cumpriu sua condenação de 15 anos no dia 7 de outubro de 2011, lhe foram aplicados 3 anos mais de liberdade supervisionada pelo "delito” de ter nascido nos Estados Unidos! O mesmo pretendem fazer com Antonio, que também nasceu nesse país.

RENÉ, ANTONIO, RAMÓN, FERNANDO e GERARDO

E, a pesar de não terem sido acusados de ter cometido nenhum crime federal, foi decidido que seu julgamento teria que ser em Miami, onde a imprensa contrarrevolucionária e da máfia anticastrista enquistada nessa cidade já os havia condenado de antemão. Assim, o que a justiça dos Estados Unidos garante a um violador e a um assassino em série de meninas da escola de ensino fundamental, trasladando-o a uma cidade onde os jurados possam estar isentos das pressões do meio em que o delito foi cometido, esse mesmo direito a um julgamento justo foi negado "aos 5”.

Esses heróis cubanos estão perto de cumprir 15 insuportáveis anos de prisão, exceto René González, que deve permanecer absurdamente dois anos mais de liberdade supervisionada na Flórida, antes de poder voltar a Cuba. Em suma: trata-se de uma condenação injusta, ilegítima, ilegal e violatória da própria Constituição dos Estados Unidos. Não só isso: uma condenação que se estendeu aos familiares dos prisioneiros.

Durante todos esses anos, Olga Salanueva e Adriana Pérez, as esposas de René e de Gerardo, respectivamente, tiveram negados os seus pedidos de visto para entrar aos Estados Unidos para visitar a seus esposos presos. Uma violação ao direito de todo prisioneiro de receber a visita familiar e o direito da família, denunciado por reiteradas vezes pelos organismos de direitos humanos em todo o mundo, entre eles, a Anistia Internacional.

Autoridades dos Estados Unidos disseram, repetidamente, que sua visita colocaria em risco a segurança nacional do império mais poderoso que jamais existiu sobre a face da terra. Tampouco, foi permitido "aos 5” visitar seus familiares gravemente enfermos ou em seu leito de morte. Como se pode ver, além da flagrante injustiça, há uma crueldade que repugna à condição humana.

O que poderia explicar esse enfermiça sanha com os prisioneiros e suas famílias e tão sistemática violação da própria institucionalidade norte-americana? Cremos que essas aberrações morais expressam uma insana vontade de sancionar Cuba por ter tido a ousadia de levar a cabo uma revolução e construir o socialismo.

Um castigo exemplar para um país subdesenvolvido do Terceiro Mundo que pode, graças precisamente a sua revolução, garantir condições de saúde e educação superiores as da grande maioria dos países do mundo desenvolvido, e facilitar o acesso à cultura e à recreação a todas/os. E isso tem sido assim porque na Cuba socialista não existe a mercantilização da saúde, da educação, da cultura, da segurança social, da recreação ou de qualquer dos bens e serviços requeridos para ter acesso a uma vida digna. Esse flagelo, padecido em quase todos os países da América Latina e do Caribe não existe em Cuba e, por isso, a ilha de Martí e de Fidel constitui um péssimo exemplo que o império pretende erradicar a qualquer preço, mesmo que para isso tenha que violar quanta norma moral ou religiosa exista no país que imprime em sua moeda a frase "in God we trust” e todas as suas leis e prescrições constitucionais.

Em aberto contraste com a política adotada em relação aos heroicos antiterroristas cubanos, o governo dos Estados Unidos convalidou e apoiou a ação de dois dos mais sanguinários terroristas do continente: Orlando Bosch e Luis Posada Carriles. Autores de inúmeros crimes, ativos protagonistas das maiores atrocidades cometidas contra o povo e o governo cubanos e de outros países também, ambos revistaram nos serviços de inteligência dos Estados Unidos e seus governantes os acolheram em seu seio, protegendo-os para assegurar a total impunidade por seus crimes.

Em abril de 2011, Bosch deixou esse mundo com a alma impoluta, em sua casa, sem jamais ter sido incomodado por seus inúmeros crimes. Não só isso, para sua eterna vergonha a muito "séria e rigorosa” Universidade de Miami, a qual chegam numerosos estudantes da América Latina e do Caribe, destruiu sem remédio a escassa reputação que lhe restava (por ser uma das mais virulentas usinas de mentiras e difamações contra Cuba) ao conferir a Orlando Bosch o título de Doutro honoris causa, fazendo caso omisso das evidências que o assinalavam, juntamente com Posada Carriles, como ator principal em sinistros projetos, como o Plano Condor, que assolou a América do Sul nos anos 70, o atentado do voo 455 da Cubana de Aviação, que provocou a morte de 73 pessoas e, inclusive, dizem, do assassinato de Orlando Letelier, em Washington, em 1976.

NOVA CENTELHA

Odemira - Congresso sobre o Cante ao Baldão, Despique e Viola Campaniça

A 23 de Fevereiro, em Amoreiras-Gare, Odemira, decorre o Congresso sobre o Cante ao Baldão, Despique e Viola Campaniça. Na aldeia alentejana cantadores, tocadores, investigadores, associações, vão reunir-se na defesa de um património único, associado à viola campaniça.



Investigadores, autarcas, associações, cantadores e tocadores reúnem-se na aldeia de Amoreiras-Gare para debater o cante, o baldão, despique e a viola campaniça e «perceber a razão da sua existência e o que os diferencia na região e no país», explica a Câmara Municipal de Odemira.

O encontro, que começa pelas 10h00, visa igualmente «traçar as perspectivas futuras de preservação e evolução. O Cante ao Baldão e o Cante a Despique, tal como é cantado na região, é praticado apenas no Baixo Alentejo, preservado em algumas zonas serranas e ainda cantado em momentos festivos e de lazer».

Os cantares são acompanhados pela Viola Campaniça, um instrumento de cordas que também se encontra apenas no Baixo Alentejo. De acordo com o município são «muito poucos os tocadores e os artesãos que a constroem. De características únicas, é diferente das demais violas existentes no país».

No Congresso sobre o Cante ao Baldão, Despique e Viola Campaniça a 23 de Fevereiro os temas em análise são «o Cante ao Baldão e Despique: património cultural imaterial, perspectivas de revitalização», «o (re)encontro de identidades no processo de revitalização do cante ao baldão» e, entre outros, «o papel das autarquias na revitalização do cante».

A iniciativa completa-se com um concerto de Viola Campaniça e demonstração de como cantar ao baldão e despique.

O congresso é organizado pela Associação para o Desenvolvimento de Amoreiras-Gare e Município de Odemira.

BAPTISTA BASTOS
OPINIÃO

Duas mortes para cada um

por BAPTISTA BASTOS
Eram belgas, eram gémeos, eram surdos, eram operários. 45 anos, inseparáveis nas atenções ao mundo, e o mundo nada lhes ocultava porque o mundo era deles e do entendimento que do mundo faziam. O infortúnio não os afligia assim tanto porque se tinham um ao outro, nessa fraternidade secreta e única que pode moldar o carácter. Nem sempre os irmãos se dão bem; nem sempre os gémeos são exemplos de amor. Estes, por inusuais, seriam exemplo de tudo.
Passeavam, juntos, iam juntos ao cinema, apreciavam caminhar pelos campos belgas, e alimentavam uma particular simpatia pela terra que os vira nascer: Antuérpia. Agora, viviam em Bruxelas, eram vistos muitas vezes de mãos dadas, e, na linguagem gestual através da qual se entendiam, não dissimulavam a preocupação que lhes causava o mundo moderno.
Às vezes eram observados de viés: não só porque emitiam sons altos, próprios dos surdos, como aquele modo de andarem de mãos dadas não era um quadro natural, no espírito dos que julgam as coisas apenas pela aparência das coisas.
Os gémeos belgas riam desses soslaios e chegavam a forçar a nota, beijando-se como a um irmão se deve beijar. Sabe-se, agora, na discrição das existências que levaram, que um deles escrevia poesia, e que o outro alimentava o secreto sonho de ser pintor. Nada mais se sabe, ou pouco mais se sabe, destes dois irmãos, dependentes um do outro por decisão própria. Apenas, e não é pouco, que eram excelentes operários, e tinham grande predilecção pela cidade de Bruges-la-Morte, pelos bosques enevoados, pelo vinho quente tomado nas tardes frias.
A vida corria-lhes com a normalidade possível. As rotinas não se alteravam; admiravam a beleza das mulheres, o seu andar torneado, o verde dos olhos, os sorrisos oferentes. Iam ao futebol; claro que iam ao futebol, e apreciavam sentar-se, aos domingos, numa qualquer esplanada da Gran'Place observando os turistas estrangeiros, máquinas fotográficas na mão ou a tiracolo, só raramente entendedores da natureza e da história do país, tão martirizado pelo conflito idiomático como por estar sempre tão perto das desgraças europeias.
Foi quando, numa consulta médica de costume, ambos se souberam portadores de doença oftálmica irreversível. Em poucos meses ficariam cegos. O infortúnio não deixava os gémeos. Surdos e sem ver, sem se comunicar entre si, é que não. Solicitaram às autoridades que lhes fosse permitido o recurso à eutanásia. O caso, tornado público, quando, na verdade, devia ter pertencido aos domínios particulares, suscitou grande polémica. Mas eles levaram a sua avante. Onde está a razão? Tenho o entendimento de que cada qual pode fazer do corpo o que decidir: é a única propriedade privada de que, verdadeiramente, dispomos. Porém, lembro Malraux: uma vida nada vale, mas nada vale uma vida.

Maçãs podres



por FERNANDA CÂNCIOHoje

"Se fosse comigo, não teria dúvidas em afastar-me se me visse envolvido numa situação destas". Isto era Nuno Melo em 2009, a falar de Dias Loureiro, ex-administrador da SLN (que detinha o BPN) e então conselheiro de Estado do presidente Cavaco. Declarações nas quais o deputado centrista era acompanhado pelo então cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, e pelo - hoje ministro - Pedro Mota Soares, que, quando a demissão ocorreu, afirmou: "O doutor Dias Loureiro fez finalmente aquilo que já devia ter feito e que o CDS já tinha pedido."
Então, como hoje, o presidente do CDS era Paulo Portas (também agora ministro), que não se ensaiou em aconselhar Loureiro a "evidentemente sair e facilitar a vida ao Chefe do Estado". O motivo, para Portas, era claríssimo: "O que aconteceu no BPN é de tal maneira grave que é preciso tirar consequências. O BPN é de tal maneira uma organização criminosa que abusou da confiança dos outros que é preciso cortar as maçãs podres."
Menos vigorosos na vituperação, vários dirigentes do PSD, incluindo Rui Rio e António Capucho, aplaudiram a demissão do correligionário; até Luís Filipe Menezes (que abandonara a direção do PSD em 2008) tinha já apelado a ela. E Passos Coelho, então candidato derrotado à liderança do PSD e líder da oposição interna, não se eximiu de dizer (em novembro de 2008) de sua justiça: "Há um conjunto de polémicas que apontam para que alguém não está a falar verdade e isso é, de facto, um incómodo para a Presidência." Atacando a orientação da então líder Manuela Ferreira Leite, defendeu que o partido deveria "ter tomado a iniciativa de viabilizar uma comissão de inquérito". Para, viperino, prosseguir: "Ao não fazê-lo pode dar a ideia errada que protege alguma informação."
Dias Loureiro, frise-se, não fora ainda, à altura da demissão, constituído arguido no caso BPN - e até hoje de nada foi acusado formalmente. Alegou aliás ter-se limitado a assinar as contas da SLN que lhe punham à frente, "confiando" em Oliveira Costa. E jura que correu a informar o Banco de Portugal mal lhe surgiram suspeitas sobre o funciona- mento do banco (o BdP nega). Não se lembrou, o pobre, de alegar que soubera das irregularidades e até assinara as contas sabendo disso - às tantas achou que tal seria confessar um crime -, mas "por prudência" esperara que alguém as denunciasse em vez dele e (o que é contraditório) que tinha enviado uma carta ao BdP a denunciar a marosca. Se calhar achou que teria de mostrar a carta ou assim - que parvo. Tivesse sido essa a sua defesa e, tudo leva a crer, em vez de apontado por Passos como proverbial mentiroso e por Portas como maçã podre e membro de uma organização criminosa, seria por eles convidado a fazer parte do mesmo governo.
Poderia até sonhar ouvir, na mesma assembleia onde foi questionado como membro de quadrilha, um pungente ministro descrevê-lo como vítima de "linchamento político".

MANIFESTAÇÃO DOS DEFICIENTES INDIGNADOS (LISBOA, 7 DE FEVEREIRO DE 2013)


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EPHEMERA

MANIFESTAÇÃO DE INQUILINOS (LISBOA, 7 DE FEVEREIRO DE 2013)



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EPHEMERA