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domingo, 3 de fevereiro de 2013

FORTE DE ELVAS - SAQUEADO








Mundo

Fotogaleria

A corrida mais espectacular do mundo tem bois e lama (vídeo)



A corrida mais espectacular tem bois e lama

Esta é uma das corridas mais espectaculares do mundo. Todos os anos, agricultores da Sumatra, na Indonésia, comemoram a época de colheita de arroz com uma corrida de bois nos campos enlameados. Chamam-se Pacu (que significa corrida veloz) Jawi (vaca ou boi), e servem para mostrar a força dos animais que habitualmente ajudam a lavrar as terras.

Quando chega a época das corridas (que pode também ser uma forma de fazer dinheiro, uma vez que os animais mais fortes acabam por ser vendidos no final do dia por um valor elevado), os lavradores contratam jóqueis para entrar na competição. Enquanto estes montam os bois (que muitas vezes nem estão amarrados entre si, levando a que os atletas tenham que se esticar até ao limite), vários homens seguram nos animais. Depois é pegar nas rédeas e conseguir o melhor resultado. Muitas vezes, batem nos bois ou mordem-lhes o rabo para que avancem mais depressa.

Estas corridas, que contam habitualmente com 100 bois, começam ao meio-dia e podem durar até às 4 da madrugada. Outrora uma tradição, hoje são também uma forma de atrair turistas. O princípio pode parecer estranho, mas as imagens são espetaculares. Veja algumas partilhadas por viajantes na internet e um vídeo com a preparação para uma corrida destas.


A corrida mais espectacular tem bois e lama
Esta é uma das corridas mais espectaculares do mundo. Todos os anos, agricultores da Sumatra, na Indonésia, comemoram a época de colheita de arroz com uma corrida de bois nos campos enlameados. Chamam-se Pacu (que significa corrida veloz) Jawi (vaca ou boi), e servem para mostrar a força dos animais que habitualmente ajudam a lavrar as terras.

Quando chega a época das corridas (que pode também ser uma forma de fazer dinheiro, uma vez que os animais mais fortes acabam por ser vendidos no final do dia por um valor elevado), os lavradores contratam jóqueis para entrar na competição. Enquanto estes montam os bois (que muitas vezes nem estão amarrados entre si, levando a que os atletas tenham que se esticar até ao limite), vários homens seguram nos animais. Depois é pegar nas rédeas e conseguir o melhor resultado. Muitas vezes, batem nos bois ou mordem-lhes o rabo para que avancem mais depressa.

Estas corridas, que contam habitualmente com 100 bois, começam ao meio-dia e podem durar até às 4 da madrugada. Outrora uma tradição, hoje são também uma forma de atrair turistas. O princípio pode parecer estranho, mas as imagens são espetaculares. Veja algumas partilhadas por viajantes na internet e um vídeo com a preparação para uma corrida destas.

A corrida mais espectacular tem bois e lama
Esta é uma das corridas mais espectaculares do mundo. Todos os anos, agricultores da Sumatra, na Indonésia, comemoram a época de colheita de arroz com uma corrida de bois nos campos enlameados. Chamam-se Pacu (que significa corrida veloz) Jawi (vaca ou boi), e servem para mostrar a força dos animais que habitualmente ajudam a lavrar as terras.

Quando chega a época das corridas (que pode também ser uma forma de fazer dinheiro, uma vez que os animais mais fortes acabam por ser vendidos no final do dia por um valor elevado), os lavradores contratam jóqueis para entrar na competição. Enquanto estes montam os bois (que muitas vezes nem estão amarrados entre si, levando a que os atletas tenham que se esticar até ao limite), vários homens seguram nos animais. Depois é pegar nas rédeas e conseguir o melhor resultado. Muitas vezes, batem nos bois ou mordem-lhes o rabo para que avancem mais depressa.

Estas corridas, que contam habitualmente com 100 bois, começam ao meio-dia e podem durar até às 4 da madrugada. Outrora uma tradição, hoje são também uma forma de atrair turistas. O princípio pode parecer estranho, mas as imagens são espetaculares. Veja algumas partilhadas por viajantes na internet e um vídeo com a preparação para uma corrida destas.
A corrida mais espetacular tem bois e lama
Esta é uma das corridas mais espectaculares do mundo. Todos os anos, agricultores da Sumatra, na Indonésia, comemoram a época de colheita de arroz com uma corrida de bois nos campos enlameados. Chamam-se Pacu (que significa corrida veloz) Jawi (vaca ou boi), e servem para mostrar a força dos animais que habitualmente ajudam a lavrar as terras.

Quando chega a época das corridas (que pode também ser uma forma de fazer dinheiro, uma vez que os animais mais fortes acabam por ser vendidos no final do dia por um valor elevado), os lavradores contratam jóqueis para entrar na competição. Enquanto estes montam os bois (que muitas vezes nem estão amarrados entre si, levando a que os atletas tenham que se esticar até ao limite), vários homens seguram nos animais. Depois é pegar nas rédeas e conseguir o melhor resultado. Muitas vezes, batem nos bois ou mordem-lhes o rabo para que avancem mais depressa.

Estas corridas, que contam habitualmente com 100 bois, começam ao meio-dia e podem durar até às 4 da madrugada. Outrora uma tradição, hoje são também uma forma de atrair turistas. O princípio pode parecer estranho, mas as imagens são espetaculares. Veja algumas partilhadas por viajantes na internet e um vídeo com a preparação para uma corrida destas.

A corrida mais espetacular tem bois e lama
Esta é uma das corridas mais espectaculares do mundo. Todos os anos, agricultores da Sumatra, na Indonésia, comemoram a época de colheita de arroz com uma corrida de bois nos campos enlameados. Chamam-se Pacu (que significa corrida veloz) Jawi (vaca ou boi), e servem para mostrar a força dos animais que habitualmente ajudam a lavrar as terras.

Quando chega a época das corridas (que pode também ser uma forma de fazer dinheiro, uma vez que os animais mais fortes acabam por ser vendidos no final do dia por um valor elevado), os lavradores contratam jóqueis para entrar na competição. Enquanto estes montam os bois (que muitas vezes nem estão amarrados entre si, levando a que os atletas tenham que se esticar até ao limite), vários homens seguram nos animais. Depois é pegar nas rédeas e conseguir o melhor resultado. Muitas vezes, batem nos bois ou mordem-lhes o rabo para que avancem mais depressa.

Estas corridas, que contam habitualmente com 100 bois, começam ao meio-dia e podem durar até às 4 da madrugada. Outrora uma tradição, hoje são também uma forma de atrair turistas. O princípio pode parecer estranho, mas as imagens são espetaculares. Veja algumas partilhadas por viajantes na internet e um vídeo com a preparação para uma corrida destas.
A corrida mais espetacular tem bois e lama
Esta é uma das corridas mais espectaculares do mundo. Todos os anos, agricultores da Sumatra, na Indonésia, comemoram a época de colheita de arroz com uma corrida de bois nos campos enlameados. Chamam-se Pacu (que significa corrida veloz) Jawi (vaca ou boi), e servem para mostrar a força dos animais que habitualmente ajudam a lavrar as terras.

Quando chega a época das corridas (que pode também ser uma forma de fazer dinheiro, uma vez que os animais mais fortes acabam por ser vendidos no final do dia por um valor elevado), os lavradores contratam jóqueis para entrar na competição. Enquanto estes montam os bois (que muitas vezes nem estão amarrados entre si, levando a que os atletas tenham que se esticar até ao limite), vários homens seguram nos animais. Depois é pegar nas rédeas e conseguir o melhor resultado. Muitas vezes, batem nos bois ou mordem-lhes o rabo para que avancem mais depressa.

Estas corridas, que contam habitualmente com 100 bois, começam ao meio-dia e podem durar até às 4 da madrugada. Outrora uma tradição, hoje são também uma forma de atrair turistas. O princípio pode parecer estranho, mas as imagens são espetaculares. Veja algumas partilhadas por viajantes na internet e um vídeo com a preparação para uma corrida destas.

A corrida mais espetacular tem bois e lama (vídeo)
Esta é uma das corridas mais espectaculares do mundo. Todos os anos, agricultores da Sumatra, na Indonésia, comemoram a época de colheita de arroz com uma corrida de bois nos campos enlameados. Chamam-se Pacu (que significa corrida veloz) Jawi (vaca ou boi), e servem para mostrar a força dos animais que habitualmente ajudam a lavrar as terras.

Quando chega a época das corridas (que pode também ser uma forma de fazer dinheiro, uma vez que os animais mais fortes acabam por ser vendidos no final do dia por um valor elevado), os lavradores contratam jóqueis para entrar na competição. Enquanto estes montam os bois (que muitas vezes nem estão amarrados entre si, levando a que os atletas tenham que se esticar até ao limite), vários homens seguram nos animais. Depois é pegar nas rédeas e conseguir o melhor resultado. Muitas vezes, batem nos bois ou mordem-lhes o rabo para que avancem mais depressa.

Estas corridas, que contam habitualmente com 100 bois, começam ao meio-dia e podem durar até às 4 da madrugada. Outrora uma tradição, hoje são também uma forma de atrair turistas. O princípio pode parecer estranho, mas as imagens são espetaculares. Veja algumas partilhadas por viajantes na internet e um vídeo com a preparação para uma corrida destas. 

Os xexés


Xexé (1921).
Ilustração de Leal da Câmara (1876-1948)
Capa da revista “ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA”, nº 781 de 5 de Fevereiro de 1921.

Uma figura característica do Carnaval doutros tempos, pelo menos até ao primeiro quartel do século XX, era o “xexé”, caricatura do Portugal miguelista, caído em desgraça. O personagem foi retratado entre outros por José Malhoa (1895), Rafael Bordalo Pinheiro (1903), Augusto Bobone (antes de 1910) e Leal da Câmara (1921). O xéxé trajava uma casaca de seda colorida, calção e meia branca, sapatos de fivela, cabeleira de estopa, punhos de renda e um enorme chapéu bicorne, à moda de finais do séc. XVIII - séc XIX. Usava muitas vezes lunetas, andava armado com um grande facalhão de madeira e um cacete adornado com um chavelho. De acordo com o “Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa” [2], “Xexé” é um substantivo masculino que designa “Personagem carnavalesco típico, caracterizado como um velho ridículo e senil”. Para este dicionário, o termo terá sido utilizado pela primeira vez no “Dicionário Contemporâneo de Língua Portuguesa”, de Caldas Aulete. Como refere a “Gíria Portugueza” [1], “Chéché” é um termo popular que designa “Mascarado repelente e ridículo, em Lisboa, que importuna os transeuntes pedindo “dez reisinhos p’r’o velho””. De acordo com o “Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa” [2], “Xexé” é também um substantivo e adjectivo com os dois géneros, aplicável a “quem está desprovido de lucidez em decorrência de idade avançada”, sendo sinónimo de ”senil”, “caduco” e “gagá”. É ainda aplicável “àqueles que possuem comportamento ridículo ou estúpido”. Julgo que é neste último sentido, que o termo seja aplicável aos responsáveis políticos ao mais alto grau que:
- Se queixam que as suas reformas chorudas não chegam para as despesas pessoais;
- Chamam “piegas” àqueles que civicamente protestam pela dureza das condições de vida que lhes estão a ser impostas;
- Mandam os licenciados, mestres e doutores emigrarem, por cá não arranjarem emprego; - Mandam os militares sair das fileiras, quando estes protestam civicamente;
- Reformados da política nos sugam dinheiro diariamente com as suas benesses vitalícias. Perante um panorama sombrio deste quilate, apenas uma atitude é possível. O direito à indignação, acompanhado da legítima conclusão de que somos governados por “xéxés”. É caso para bradar bem alto:
- ACABEMOS COM ESTE CARNAVAL!


BIBLIOGRAFIA
[1] - BESSA, Alberto. A Gíria Portugueza. Gomes de Carvalho - Editor. Lisboa, 1901.
[2] – HOUAISS, António et al. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Círculo de Leitores. Lisboa, 2003.

Xexé (1895).
José Malhoa (1855-1933).
Óleo sobre tela (27,4 x 47,4 cm).
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa.

Xexé (1898), desfilando na Praça D. Pedro IV, em Lisboa.
Fotógrafo não identificado.
Negativo de gelatina e prata em vidro (9 x 12 cm).
Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa.

Xexé (1903).
Ilustração de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).
Capa da revista “A PARÓDIA”, nº5 de 18 de Fevereiro de 1903.

Xexé (anterior a 1910), desfilando na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Augusto Bobone (1852-1910).
Negativo de gelatina e prata em vidro (9 x 12 cm).
Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa.

Do tempo da outra senhora

«Crise, austeridade e aumento da pobreza infantil: realidades e saídas»

O PCP realizou, no dia 22 de Janeiro, uma Audição Pública subordinada ao tema «Crise, austeridade e aumento da pobreza infantil: realidades e saídas», com o objectivo de ouvir associações, organizações e figuras públicas, intervenientes diários nesta matéria. «Num contexto de profunda crise económica e social e de agravamento contínuo desta realidade, é fundamental ouvir aqueles que todos os dias, no terreno, com a sua intervenção, lutam para defender os direitos das crianças, e combater a pobreza e a exclusão social», afirmou, antes do início desta iniciativa, Rita Rato, deputada à Assembleia da República, que acompanha as matérias relacionadas com os direitos das crianças e jovens.

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Na mesa desta iniciativa, que se realizou na Assembleia da República, estiveram Rita Rato, Paulo Loya, do Comité Central e da Comissão de Assuntos Sociais, Fernanda Mateus, da Comissão Política e responsável pelas Áreas Sociais, e Bernardino Soares, presidente do Grupo Parlamentar e da Comissão Política do PCP.

A abrir os trabalhos, Rita Rato alertou para a «profunda crise económica e social com que o País está confrontado», assim como para o «seu contínuo agravamento», que «tem tido impactos brutais na vida de milhares de famílias», particularmente sobre as crianças e jovens. A deputada avançou, por isso, com alguns números - referidos por diversas organizações sociais, escolas e hospitais pediátricos - que dão conta de situações de carências alimentares graves, de condições mínimas de sobrevivência e do aumento do número de crianças e jovens em risco.

Na área metropolitana de Lisboa, por exemplo, metade dos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo são abrangidos pelo escalão «A» e «B» da Acção Social Escolar (rendimentos mensais de referência até 419 euros) - mais 50 mil crianças em que 2007. Por outro lado, desde Agosto de 2010, cerca de 70 mil crianças perderam o abono de família e muitos milhares viram o ser valor reduzido. A estas situações, segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria, junta-se o facto de cada vez mais famílias terem dificuldades em cumprir as necessidades básicas das crianças, e a Ordem dos Nutricionistas dá mesmo conta de uma quebra de dez por cento na venda de leite artificial para crianças até um ano e de 6,6 por cento em crianças até três anos. Já o Hospital de Loures informou que em apenas nove meses surgiram mais de 60 casos de maus-tratos, 70 por cento deles físicos, denunciados através de professores. Paralelamente, duplicou o número de bebés retidos nos hospitais, por incapacidade da família assegurar o superior interesse da criança e, informou o Ministério da Educação e Ciência, mais de 13 mil crianças estão sinalizadas nas escolas com carências alimentares.

 Fome envergonhada

Problemas e situações que foram denunciados por organizações, associações, entidades e personalidades, que, com o seu exemplo, ajudaram a compreender e a analisar o problema, de modo a que o PCP continue a intervir no plano legislativo com propostas que possam garantir o respeito e a dignidade na vida das crianças e jovens.

Manuel Marcos, em representação da Comissão de Protecção a Crianças e Jovens (CPCJ) de Sintra Oriental e da Federação das Associações de País do Concelho de Sintra, foi o primeiro a intervir, tendo informado que os problemas assinalados referem-se às crianças com mais de 12 anos. «Há crianças que vão para a porta dos refeitórios e que não entram por vergonha», salientou, acrescentando que estão já detectadas, pelas instituições a que pertence, cerca de 500 famílias abaixo do limiar da pobreza e «com muitas dificuldades».

A Audição contou ainda com o testemunho de Armando Leandro, da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, que, na sua intervenção, afirmou que «não há qualidade humana sem qualidade na infância» e que «não há qualidade de desenvolvimento sem qualidade humana». «Esta é uma questão prioritária que nos deve preocupar a todos e que exige uma atitude emergencial. Não podemos permitir que as crianças tenham fome», sublinhou.

Ana Gonçalves, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, falou da necessidade de «conhecermos as causas desta crise, que também têm a ver com a falta de crianças e de jovens no País». «É muito frequente falarmos das consequências da falta de crianças e jovens, mas esquecemos toda uma outra situação que compromete todo o crescimento económico do País, que passa pela criação de emprego. O nascimento de 20 novas crianças pode significar o emprego de mais um professor, mais vendas de produtos. Tudo isto gera riqueza económica», destacou, lamentando, por outro lado, o aumento do «número de famílias com rendimentos diminutos», mas também o número de famílias a «quem foram cortados todos os apoios», por serem «consideradas ricas». «É dramático que muitas famílias estejam a cortar na alimentação para fazer face a despesas fixas e indispensáveis», considerou.

«Sopa dos pobres»

Alberto Marques, da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, informou que existem, no mundo, mais de 202 milhões de desempregados. «Enquanto não apostarmos num País com mais emprego, melhores condições, mais bem-estar, andamos só a tapar buracos», salientou. Sobre o anúncio, por parte do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, de que existem aproximadamente 600 cantinas sociais em Portugal, que se apelidam de «sopa dos pobres», Alberto Marques referiu que os portugueses ficavam «contentes se o ministro informasse que era encerrada a última cantina social, porque já não eram necessárias».

Mário Coelho, de Setúbal, falou dos reflexos da crise e da fome nos internamentos hospitalares. «Cada vez mais sentimos as mães pressionadas para não estarem junto dos filhos enquanto eles estão internados. É o medo do desemprego, a pressão das entidades patronais», criticou.

 Florindo Paliotes, da União Distrital das IPSS de Setúbal, manifestou a sua certeza de que a «fome» e as «carências» vão agravar-se em 2013. «A nível nacional, as IPSS atingiram o seu limite e uma fase critica. Algumas instituições entrarão, a curto prazo, em insolvência», anteviu.

De Sintra veio a sugestão de uma maior aposta em políticas que salvaguardem e conciliem o trabalho com a família. «Todas as crianças, a partir dos três anos, deverão ter acesso à educação pré-escolar, bem como a estruturas comunitárias em que o desporto e a cultura sejam dinamizados, como forma de ocupação dos tempos livres dos mais jovens», afirmou Rui Ramos, da Assembleia de Freguesia de Agualva e do CPCJ de Sintra Oriental.

Por seu lado, Fernando Nobre deu a conhecer que a Fundação AMI possui 17 equipamentos espalhados pelo País e ilhas, que acompanham 4160 crianças. No seu entender, as causas da crise provêm do «aumento do desemprego, da precariedade, dos baixos salários, dos cortes nos abonos, nos subsídios de inserção e de desemprego», o que faz «que cada vez mais famílias portuguesas mergulhem no cenário da pobreza e da exclusão social». «Os orçamentos das famílias estão cada vez mais limitados e dai resultam insuficiências para as necessidades básicas, como adquirir material escolar, alimentação, vestuário, medicamentos, consultas médicas e transportes».

Destruição do Estado Social 

A Audição prosseguiu com a intervenção de Célia Portela, da CGTP-IN. «As denominadas políticas de austeridade promovidas pelo Governo, às quais se juntam a destruição do Estado Social, num momento em que é fundamental que assuma as suas responsabilidades, e não que delas se demita, são profundamente injustas e estão a levar à asfixia da maior parte das famílias, afectando a generalidade de quem vive e trabalha no nosso país», acusou a sindicalista, que deu conta de um estudo da UNICEF, em que «27 por cento das crianças portuguesas vivem com insuficiências económicas, percentagem que se agrava para 46,5 por cento no caso das crianças que vivem em agregados mono-parentais».

Também Francisco Bartolomeu, presidente da Junta de Freguesia da Ramada, criticou a política que tem sido seguida nos últimos anos, que tem gerado «situações completamente lamentáveis». «Constato que as crianças à segunda-feira apresentam uma sofreguidão enorme, e, nos refeitórios escolares, repetem tudo o que lhes põem à frente», ilustrou.

Relatos semelhantes foram trazidos por Maria do Carmo Borges, do Agrupamento de Escolas Miradouro de Alfazina, no Monte da Caparica. «É um agrupamento com todo o tipo de carências. Quando falamos de pobreza infantil falamos da pobreza das famílias, que não conseguem pagar o prolongamento escolar, um par de óculos para os seus filhos. Devido ao aumento brutal das rendas sociais, as famílias estão asfixiadas e não conseguem assumir os seus compromissos», alertou.

Para além de José Britos, da Associação «O Companheiro», que tem desenvolvido a sua actividade na óptica da inserção social de pessoas reclusas e ex-reclusas, de Adílio Costa, da Câmara de Palmela, de Maria João Ataíde, do Programa Prioridade às Crianças – Cáritas Portuguesa, de Gabriel Ramos, da CPCJ de Moura, interveio Robertina Pinela, da Câmara de Santiago do Cacém, município com 1048 quilómetros quadrados, bastante disperso, com 11 freguesias, que muito contribuiu, entre 1975 e 1985, segundo dados da Escola de Saúde Pública, para a diminuição da mortalidade infantil. «Aos dias de hoje, e ao arrepio daquilo que é a política do Poder Central, o município de Santiago do Cacém investe 56,6 por cento do seu Orçamento nas funções sociais», valorizou, dando a conhecer que no concelho «existem 45 circuitos de transportes para crianças, que são assegurados por viaturas municipais, ou por ajustes com empresas». A nível do pré-escolar, para além do alargamento do programa de refeições a estas crianças, «temos uma cobertura de 100 por cento da rede, que é efectivamente gratuita». Sobre os problemas que chegam à CPCJ, Robertina Pinela deu conta que, entre o 9.º e o 11.º ano, «há muitas crianças que nem se chegam a matricular», porque «as famílias não têm recursos».

Carências alimentares

Seguiram-se as intervenções de Maria Martins, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, que deu conta que na escola onde lecciona «chegam todos os dias meninos com graves carências alimentares» e que têm disparado «o número de pais que não consegue já pagar a senha de refeição dos seus filhos», de Manuel Matias, presidente da Cooperativa «Pelo Sonho é que Vamos», que condenou a diminuição «dos serviços de saúde» no concelho do Seixal, e de Maria José Domingos, da Rede Europeia Anti-Pobreza, que frisou que «o problema do desemprego, de um ou dos dois progenitores, leva muitas vezes a que as crianças abandonem os serviços de apoio educativo, com os ATL, as creches e mesmo as actividades extra-curriculares». «Esta situação é prejudicial para as crianças, uma vez que se vêem afastadas das suas rotinas diárias e da aquisição de novas competências», afirmou.

Quase a terminar, Inês Fernandes, da Associação «Os Pioneiros de Portugal», abordou o problema do trabalho infantil, que «está interligado com a pobreza infantil», situação que «não ocorre só quando se passa fome, mas sempre que as crianças estão privadas daquilo que elas necessitam para o seu bem-estar», e Conceição Loureiro, da Câmara de Setúbal, falou do aumento da «carência económica» das famílias. «No concelho existem 13 bairros sociais, onde vive uma população maioritariamente com problemas relacionados com a educação e com o analfabetismo», verificou.

Futuro hipotecado

Fernanda Mateus completou as intervenções, fazendo um balanço da Audição do PCP. «A situação das crianças não é dissociável da situação das famílias», afirmou a dirigente comunista, sublinhando que é preciso dar uma dimensão política maior ao «aumento das situações de empobrecimento, de pobreza e de exclusão social a que as nossas crianças estão sujeitas». «Esta é uma realidade que, se não for travada, vai hipotecar o futuro das crianças, nas suas várias componentes enquanto indivíduos», condenou, manifestando, por outro lado, «grande preocupação» com o facto de «grande parte das famílias» estarem a ser confrontadas «com uma situação de empobrecimento e de pobreza, vivendo numa profunda solidão e humilhação».
  
Graves políticas económicas 

No final da audição, Bernardino Soares acentuou que «a pobreza infantil, um retrocesso civilizacional, está a aumentar, consequência das graves políticas económicas e sociais que estamos a viver, do desemprego, dos salários em atraso, dos cada vez mais baixos salários, do corte nas prestações sociais, do regresso do trabalho infantil».

«Isto quando a Assembleia da República, respondendo a uma petição da Comissão de Justiça e Paz, declarou a pobreza como uma violação dos direitos humanos», denunciou o presidente do Grupo Parlamentar do PCP. «Ora, se é uma violação dos direitos humanos, tem que se dar a resposta adequada à gravidade dessa situação», acrescentou.

Governo responsabiliza os pobres
Bernardino Soares contestou, ainda, a «drástica» retirada das competências do Estado no combate à pobreza, «não só porque delegou, ao longo dos anos, nas IPSS um conjunto de respostas, como agora as retira, mas também porque reduziu e continua a não proporcionar as respostas próprias de rede pública, que são indispensáveis e que não são substituíveis».
Sobre os cortes nas prestações sociais, alertou para a diabolização do Rendimento Social de Inserção, «que aparece como justificação para o desperdício do Estado e como forma de responsabilizar os pobres por aquilo que são as consequências de uma política que favorece os ricos». «Isto é bem o exemplo de como atrás desta política há toda uma doutrina de culpabilização da pobreza, que retoma as ideias de que os pobres o são por serem preguiçosos ou imprevidentes, que está cada vez mais implantada em certos meios de propaganda e no discurso de responsáveis políticos, que são depois os mesmos que cortam nas respostas necessárias àquelas que são as necessidades sociais», criticou, acrescentando: «Há uma linha que procura confundir a necessidade e a justeza de intervenção solidária de instituições e de pessoas, individualmente consideradas, como uma outra coisa que é essa intervenção servir para acomodar a pobreza e promover a sua aceitação».

«Armadilha estatística»

O presidente do Grupo Parlamentar do PCP falou ainda da «armadilha estatística» que diminuiu, em 2012, a pobreza. «O referente estatístico mais utilizado é o limiar de pobreza, que é indexado ao salário médio, que está e vai continuar a diminuir. Ou seja, vamos ter pessoas que ganham o mesmo ou menos dinheiro, e que deixam estatisticamente de ser pobres. A isto acresce as questões do abandono escolar, que já não aparecem», acentuou.

Como solução, Bernardino Soares frisou que é preciso uma intervenção que «aposte na solidariedade, no apoio, no presente e no concreto, às situações de pobreza», e, em paralelo, «uma política que combata de raiz as causas da pobreza». «É preciso introduzir uma outra política que, do nosso ponto de vista, tem que partir da renegociação da dívida, e não pelo mero aumento dos prazos, que tem de produzir mais e distribuir melhor a riqueza», defendeu, terminando: «Não podemos ter um País que se afunde cada vez mais nesta situação de pobreza generalizada».
 
Pobreza Infantil: tempos de retrocesso civilizacional 

Dois dias depois da Audição Parlamentar do PCP, Rita Rato levou à tribuna da Assembleia da República uma declaração política, onde se afirma que o combate à pobreza e à exclusão social é inseparável de um caminho mais geral de crescimento económico, valorização do trabalho e dos trabalhadores, de uma política de aumento dos salários e das pensões, de maior justiça na distribuição da riqueza, elevação das condições de vida do povo.

«Há fome nas escolas, porque há fome em casa. Falências e encerramento de empresas, salários em atraso, desemprego, cortes nos apoios sociais, no subsídio de desemprego, abono de família, rendimento social de inserção, aumento do custo de vida. É uma espiral de empobrecimento que arrasa a vida de largos milhares de famílias no nosso país», afirma o documento, apresentado pelos deputados comunistas, onde se dá conta, por exemplo, que segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria «têm surgido nos hospitais casos que não se registavam há 20 anos», nomeadamente «mães que acrescentam água ao leite artificial» ou que «dão leite de vaca a bebés de meses».

Causas da pobreza
Para o PCP, «as causas estruturais da pobreza em Portugal têm sido profundamente agravadas com mais de 36 anos de políticas de direita, o processo de integração capitalista na União Europeia, a natureza do capitalismo e da crise, e a aplicação das medidas do pacto de agressão da troika». «Em Portugal, a taxa de risco de pobreza é superior à de alguns países com rendimentos mais baixos, mesmo após a transferência dos valores das prestações sociais, o que torna claro a necessidade efectiva de reforço dos mecanismos sociais de combate à pobreza e à exclusão social», salientam os deputados, frisando que «o aumento do risco de pobreza está em estreita relação com a destruição, em curso, de importantes funções sociais do Estado».

Participantes na Audição Parlamentar
Na Audição promovida pelo PCP participaram a Associação Médica Internacional (AMI), a Associação Pioneiros de Portugal, a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, a Benefica e Previdente – Associação Mutualista, a Câmara Municipal de Almada, a Câmara Municipal de Palmela, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém, a Câmara Municipal de Setúbal, a Cáritas Portugal – Programa Prioridade às Crianças, o Comando da GNR, Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Barreiro, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Sintra, a Comissão Nacional dos Organismos dos Deficientes, a Cooperativa «Pelo Sonho é que Vamos», a EAPN Portugal – Rede Europeia Anti-Pobreza, a Federação das Associações de Pais do Concelho de Sintra Oriental, o Grupo Recreativo e Cultural Amigos do Alto do Mocho, a IPSS «Reguilas» - Barreiro, a Junta de Freguesia da Ramada, a Liga Operária Católica, o MDM – Movimento Democrático de Mulheres, o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros e a União Distrital das IPSS de Setúbal. 

Avante !

Candidaturas fora da lei de presidentes saltimbancos” serão impugnadas

Este domingo, o coordenador do Bloco de Esquerda sublinhou que o Bloco fará, nas eleições autárquicas, uma “campanha pela democracia” que visará também contribuir para “libertar este país deste governo e da troika”. João Semedo deixou a certeza de que “os presidentes salta pocinhas, que ora governam aqui, ora governam ali, verão as suas candidaturas impugnadas”.
Foto de Paulete Matos.
Durante a sessão de encerramento das Jornadas Autárquicas do Bloco de Esquerda, João Semedo sublinhou que o Bloco viveu estes últimos anos muito “enraizado em torno dos problemas do poder local e dos problemas das populações”, participando, entre outras, na luta contra a extinção das freguesias, sendo que se continuará a "empenhar no futuro na luta pelo resgate da democracia dessas mesmas freguesias", na luta contra o estrangulamento financeiro das finanças locais, na luta contra a lei das rendas e pelo referendo pela "manutenção da água como um bem exclusivamente público".
Nestas eleições autárquicas, o Bloco tem um objectivo muito claro: “Aumentar a representatividade e a representação do Bloco de Esquerda e dos seus eleitos nos órgãos de poder local”, adiantou o dirigente bloquista, sublinhando que esta “não será uma batalha fácil mas será uma batalha decisiva”.
“A direcção fundamental da intervenção do Bloco nas eleições autárquicas” passa, segundo João Semedo, pelo “resgate da democracia do poder local” e também por assegurar “uma intervenção maior do poder local relativamente ao mais grave problema que a população enfrenta hoje - a emergência social - que exige um poder local diferente capaz de responder a essa calamidade”.
O Bloco fará, adiantou, uma “campanha pela democracia” que visará também contribuir para “libertar este país deste governo e da troika”.
“O país está escandalizado e com razão”
Durante a sua intervenção, o deputado do Bloco de Esquerda referiu-se ainda à “indignidade da nomeação, por parte do governo, do novo secretário de Estado, Franquelim Alves, ex administrador do grupo BPN/SLN escolhido por José Oliveira e Costa e, mais do que isso, um administrador que esteve numa administração que, já depois de José Oliveira e Costa, quando já ninguém conseguia esconder a enorme fraude que se passava no banco”, continuou a “ludibriar e enganar o Banco de Portugal e que procurou manter, numa versão mais light, mais soft, o banditismo financeiro que caracterizou anos a fio as administrações do BPN”.
Para o coordenador do Bloco de Esquerda não é, no entanto, “de estranhar que Passos Coelho não se indigne com esta nomeação”, já que tem como ministro dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas, que passa férias com o Dr. Dias Loureiro. Também não é, por outro lado, e segundo avançou João Semedo, igualmente estranho que o presidente da República não conteste esta escolha, já que Cavaco Silva “escolheu e manteve no conselho de Estado o Dr. Dias Loureiro quando já eram conhecidas as trafulhices em que ele tinha estado envolvido”.
Quanto ao facto de uma "fonte anónima" ter adiantado que o CDS se sente escandalizado com esta nomeação, João Semedo apresenta uma solução "demita-se" do governo.
Os “presidentes saltimbancos”
A par de não se escandalizarem com nomeações como a de Franquelim Alves, “também não se escandalizam por estar a apoiar, patrocinar e lançar candidaturas fora da lei”, salientou o dirigente bloquista, deixando a certeza que “as candidaturas dos presidentes saltimbancos, dos salta pocinhas, que ora governam aqui, ora governam ali”, e que querem contornar a nova lei que impõe a limitação de mandatos e que visa acabar com os “dinossauros autárquicos“, verão as suas candidaturas impugnadas”.
Na sua intervenção, João Semedo fez ainda alusões à “efervescência vivida no seio do PS”, frisando que o Bloco “não é parte interessada” nesta questão e que a questão que interessa é “que Partido Socialista vai resultar desta efervescência”. “Um PS liberto da troika ou que continuará resignado à mesma? Um PS das abstenções violentas ou uma verdadeira oposição? Irá manter-se uma da alternância ao centro ou transformar-se-á numa alternativa de esquerda, contribuindo para um governo de esquerda, para uma solução de esquerda para o país?”, interrogou o deputado do Bloco, lamentando, no entanto, que “os últimos anos não ajudam a alimentar a expectativa de uma viragem à esquerda”.
O coordenador do Bloco referiu-se também às “mentiras de Pedro Passos Coelho”, que quer convencer o país de que o aumento de impostos é necessário para assegurar a manutenção do Estado Social quando, na verdade, o governo tenciona, efectivamente, “acabar com o Estado Social”.
No final da intervenção, João Semedo lembrou ainda o calendário das lutas que se avizinham e frisou a importância de participar em iniciativas como a Jornada de Luta convocada pela CGTP para dia 16 de fevereiro e a manifestação “Que se lixe a troika. O povo é quem mais ordena”, agendada para dia 2 de março.


SONETO "GOURMET"

(Em decassílabo heróico)



Salteio, em fogo vivo, o cozinhado
Do aceso perpassar deste momento
E apuro, de seguida, em fogo lento
A zanga que me vai passando ao lado…

Provo um pedaço, tenro e suculento,
Do poema acutilante e mal passado
E sinto que me falta um bom bocado
Pr`a dar-vos garantias de sustento…

Quando um outro chegar, se então souber,
Talvez possa juntar-lhe outra qualquer
Condimento, em tempero ocasional,

Ou mesmo adicionar-lhe um verso ou dois
Dos tantos que me surgem só depois
De o servir na baixela de cristal...





Maria João Brito de Sousa
blog pekenasutopias

A curiosidade "matou" o gato :)

O famoso ditado popular A curiosidade matou o gato  surgiu na Idade Média. Essa frase, que tem como objectivo alertar as pessoas quanto a possíveis riscos resultantes da curiosidade extrema, passou a ser empregada na época da caça às bruxas.

Nesse tempo, as pessoas não gostavam de gatos e produziam armadilhas para capturá-los. Os gatos, por serem animais curiosos  por natureza, acabavam caindo nas armadilhas e morriam.

Os gatos, principalmente os pretos, eram associados à má sorte, por isso o desejo de exterminar os bichinhos :(
  Apreciem estes curiosos :)
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