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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


Gatos e gatinhos - pinturas de Henriette Ronner-Knip














i love cats


Pescaria da sardinha recuperou certificação internacional


A pescaria da sardinha em Portugal recuperou a certificação internacional concedida pelo Marine Stewardship Council [MSC, Conselho de Administração Marinho], anunciou ontem aquela instituição.
A certificação da sardinha portuguesa foi suspensa em janeiro do ano passado, após uma avaliação negativa feita pelo Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES na sigla inglesa) dos 'stocks', que considerou então terem caído para um nível inferior ao aceitável em termos de sustentabilidade.
Porém, uma auditoria de vigiliância realizada em meados de dezembro pela Intertek Moody Marine, uma entidade independente, concluiu que as causas do problema estavam resolvidas.
"A partir de hoje, a sardinha com origem na pescaria portuguesa pode ser novamente descrita e vendida como sendo certificada pelo MSC e usar o eco-rótulo do MSC", indicou a organização, sedeada em Londres, em comunicado.
Este é o resultado de um plano de ação posto em prática em abril para resolver as causas da suspensão, que envolve a Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO), Docapesca, Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e a Associação Nacional de Comerciantes e Industriais de Produtos Alimentares (ANCIP).
A ANOPCERCO representa 120 embarcações, responsáveis pela captura, em 2011, de 55 mil toneladas de sardinha, das quais 17 mil entre janeiro e maio e 38 mil toneladas entre junho e dezembro.
A atribuição da certificação sobre a sustentabilidade da sardinha, fresca, congelada ou transformada, era encarada pelo setor, em 2010, como uma oportunidade para valorizar o preço de venda, aumentando a rentabilidade de toda a fileira.

Novo Ano 

Maior migração anual do planeta arranca no sábado
Milhões de chineses começam a regressar a casa das famílias no próximo sábado para celebrar a entrada no novo ano lunar, na maior migração interna anual do planeta.
Maior migração anual do planeta arranca no sábado
DR
MUNDO
Só os comboios deverão transportar cerca de 340 milhões de passageiros entre 26 de Janeiro e 6 de Março, o que representa um aumento de 8,6% em relação a 2012, anunciou o ministério chinês dos Caminhos-de-ferro.
O ano novo chinês começa a 10 de Fevereiro, sob o signo da serpente, mas para o sistema de transportes do país, a estação alta e mais congestionada abre sempre duas semanas antes e prolonga-se por quarenta dias.
Segundo estimativas oficiais, os aeroportos deverão acolher 35,5 milhões de passageiros, mais 5,2% do que em 2012.
Muitos optarão pelo automóvel, aproveitando a abolição das portagens nas auto-estradas entre 9 e 15 de Fevereiro, e milhões de outros utilizarão os 840.000 autocarros e 13.000 navios mobilizados para esta quadra.
A passagem do ano lunar é a maior festa tradicional das famílias chinesas, comparável ao Natal nos países ocidentais.
Na China e em todas as 'chinatown' espalhadas pelo mundo, as famílias juntam-se e trocam presentes. Para milhões de trabalhadores, a quadra proporciona as únicas férias do ano.
As escolas fecham um mês inteiro. Os funcionários da administração pública e das empresas estatais têm apenas oito dias de folga, mas no comércio e em companhias privadas, muitos trabalhadores acabam por gozar duas semanas de férias.

Cerca de 35% dos que viajam nesta altura são trabalhadores migrantes, mão-de-obra oriunda das zonas rurais do interior do país e que alimenta hoje as novas indústrias e serviços das grandes cidades e províncias do litoral.
Em muitos casos, a viagem demora três dias, em comboios e autocarros superlotados.
País mais populoso do mundo, com cerca de 1.350 milhões de habitantes, a China é também o terceiro maior, a seguir à Rússia e ao Canadá.
A cidade de Harbin (nordeste da China), por exemplo, fica a mais de 3.000 quilómetros de Kunming (sudoeste) e Xangai (costa leste) está a igual distância de Urumqi (noroeste).

Ciclismo 

Conheça a explicação para Armstrong nunca ter sido apanhado
O presidente da Autoridade Anti-Dopagem (ADoP), Luís Horta, explica ao jornal A Bola por que Lance Armstrong nunca foi apanhado nos testes de doping, garantindo que só quem não conhece os “meandros do doping e os seus controlos” fica espantado com o caso do ciclista norte-americano.
Conheça a explicação para Armstrong nunca ter sido apanhado
DR
DESPORTO
Se para muitos foi o choque a confissão do ciclista Lance Armstrong, o mesmo não pensou o presidente da ADoP. Luís Horta conta, em entrevista à Bola, que quando esteve na Volta à França (Tour) em 2003, viu coisas “inacreditáveis”.
“A confissão dele [Armstrong] é de salutar. Porém, para as pessoas que trabalham na luta contra a dopagem, não traz nada de novo. É a confirmação daquilo que nós, já há muitos anos, sabíamos”, afirma Luís Horta, acrescentando que quando “saiu o acórdão da Agência Norte-Americana de Anti-Dopagem (USADA), em 2012, que suspeitávamos que assim era”.
Até porque, acrescenta o presidente da ADoP, “há muitos anos que se percebia que o rendimento desportivo de Armstrong (…) não era compatível, em princípio, com a não utilização de substâncias proibidas”.
Mas como conseguia o ciclista norte-americano escapar? Nessa altura, “havia fragilidades no sistema de controlo, que faziam com que não dessem positivo”, destaca Luís Horta, dando um exemplo que presenciou em 2003 enquanto observador independente do Tour.
“Antes de serem notificados, no final de cada etapa, de que seriam submetidos a controlos anti-doping, os ciclistas tomavam conhecimento dos resultados da selecção através da Rádio Volta (…) 20 minutos antes das finais das etapas. Repito: 20 minutos! Sabiam quem seria e quem não seria controlado”, revelou o presidente da ADoP, explicando que desta forma “podiam tomar imediatamente um estimulante para o final da etapa, e os que seriam controlados, as devidas precauções”.
Revela ainda Luís Horta que “no final das etapas, os ciclistas eram notificados para se submeterem ao controlo, e tinham uma hora para se apresentarem no local. Uma hora! E não eram escoltados”.
O presidente da ADoP conta que por isso decidiu adoptar outra estratégia: acompanhar os atletas até aos autocarros das equipas. Mas foi “barrado diversas vezes” e porquê? Porque ali “tudo se podia fazer”, como por exemplo “executar manipulações, ou seja, algaliar um atleta, retirar-lhe a sua urina e colocar-lhe, através da algália, urina de alguém não dopado”, ou “colocar na uretra do atleta um pequeno pó (as proteases), o que se faz em menos de um minuto, destruidor das proteínas e que, ao mesmo tempo, destroem o eritropoletina (EPO) que está na urina”.


Além disso, Luís Horta revela que a equipa de Armstrong, a US Postal, “tinha durante toda a noite pessoas em posições mais elevadas dos hotéis para poderem detectar algum carro da organização [do Tour], avisando logo o director-desportivo e, posteriormente, os ciclistas cujos níveis de hematócrito (percentagem de glóbulos vermelhos no sangue) estivessem além do permitido. [Depois] bastava colocar soro fisiológico para o nível baixar”.
Depois de o ciclista norte-americano ter admitido que tomou hormonas de crescimento, cortisona, EPO, testosterona, e esteróides, Luís Horta garantiu que a acessibilidade a estas ‘drogas’ era “fácil” e que este processo demonstra que Armstrong contou com “apoio (…) dentro e fora da equipa”.