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domingo, 13 de janeiro de 2013

2 (vídeos) Dominguinhos e Yamandu - E o que eles se divertem ?!!!



Dominguinhos e Yamandu – E o que eles se divertem?!!!


Dominguinhos é um enorme artista brasileiro! Ainda criança foi declarado pelo “rei do baião”, o histórico sanfoneiro e autor de “Asa branca”, Luís Gonzaga, herdeiro do seu legado artístico. Luís Gonzaga não poderia ter escolhido melhor!
De facto, rompendo com a possível limitação de ser apenas mais um sanfoneiro de província, Dominguinhos abriu os olhos e os ouvidos ao mundo, bebeu água de todas as fontes (coisa invejável, que se sabe ser mais importante que ter carros, parelhas e montes) e transformou-se num músico extraordinário, capaz de tornar um “baião” num standard de jazz... ou pegar num standard de jazz e contaminá-lo irremediavelmente com o sabor caipira das suas origens populares.
Há já quase um mês que um muito complicado quadro clínico o tem confinado a uma cama de hospital. Este post é também uma forma de desejar o melhor para Dominguinhos.
Hoje, depois de uma escolha que poderia ter recaído em dezenas de temas primorosamente tocados, proponho-vos este “Tico-tico no fubá”, seguido de "Asa branca/Prenda minha", recriados de forma espantosa, com a ajuda do sempre vertiginoso – e já nosso conhecido – Yamandu Costa.
Claro que enquanto fui ouvindo as várias músicas tocadas pelo Dominguinhos em parceria com o Yamandu... as minhas guitarras embalaram a trouxa e abandonaram o lar. Já me ameaçaram de que só voltam se eu prometer tentar, pelo menos, chegar a tocar “assim tipo”...  como o brasileiro. Mais uma vez, terei que lhes mentir descaradamente: que sim... que vou tentar, prometo...
Bom domingo!
“Tico-tico no fubá” – Dominguinhos e Yamandu Costa
(Zequinha de Abreu)



"Asa branca/Prenda minha" - Dominguinhos e Yamandu Costa
(Luís Gonzaga/Folclore do Rio Grande do Sul)




O Pêlo do Gato

Um dos factores decisivos na escolha de um gato como animal de estimação é o seu pêlo. Quem não gosta, fala das alergias e da quantidade de pêlos que largam. Quem gosta, considera o pêlo extremamente agradável ao toque, além de brilhante e suave. Mas para que o pêlo do gato se mantenha em condições e não caia em demasia, há vários cuidados que se deverão ter em conta.
Há vários cuidados a ter em conta para que o seu gato tenha um pêlo saudável

Os gatos são animais particularmente asseados, desde o 15º dia de vida começam a cuidar do seu próprio pêlo, lambendo-o com a língua rugosa e utilizando as patas dianteiras para aceder às zonas onde não chegam apenas com a língua.
Para os humanos, o banho do gato é algo delicioso e relaxante de se observar, pela meticulosidade com que é executado. Para o gato é também um acto de relaxamento, que promove a produção de endorfinas, hormonas produzidas para acalmar e combater a sensação de dor.
Um gato saudável, à partida, terá um pêlo macio, brilhante e sedoso, seja de que comprimento for. Portanto, se o seu gato apresentar um pêlo menos cuidado, tenha em atenção se não poderá ser algum problema de saúde. Problemas hormonais, alergias e a presença de parasitas externos costumam ser factores que provocam alterações na pelagem dos gatos.
Outro factor muito importante na saúde e beleza do pêlo do gato é a alimentação. Uma alimentação caseira, que poderá ser mais barata que a ração industrial, tem muitas vezes falta ou excesso de proteínas, vitaminas e outros elementos necessários, o que pode provocar problemas na pelagem ou na saúde geral do seu gato.
Uma alimentação com ração industrial (seca ou húmida) é cuidadosamente elaborada por especialistas em nutrição animal, tendo portanto todos os elementos que um gato necessita para uma vida e um pêlo saudável.
A alimentação é um dos factores que influência a saúde e a beleza do pêlo do gato

Qualquer gato (com excepção dos Sphynx e outras raças com pêlo extremamente curto) irá perder algum pêlo, apesar de todos os cuidados que possa ter com ele. A temperatura e a época do ano também influenciam a queda. Quanto mais calor, mais pêlo cai.
Desde que não seja de forma exagerada, a queda de alguns pêlos é normal, pois tal como os cabelos humanos, o pêlo dos gatos vai-se renovando: à medida que nascem novos folículos pilosos, os pêlos mais velhos caem.
Além da saúde em geral e da alimentação que o gato faça, é necessário ter alguns cuidados semanais (no caso dos gatos de pêlo curto) ou diários (gatos de pêlo semi-longo ou longo) como a escovagem do gato. Este acto, não só mantém a pelagem mais saudável e brilhante, como evita a queda de pêlo e permite ao dono verificar se existem feridas ou parasitas na pele.
Algo que se pode verificar aquando da escovagem é uma alteração na coloração do gato. Nos colourpoint, ocorre um escurecimento das pontas (cara, patas e cauda) com a idade e com as baixas temperaturas. Nos gatos sem raça definida, mesmo que totalmente de uma cor, podem aparecer pêlos brancos espalhados pelo corpo. Ambas as situações são normais e fazem parte do desenvolvimento do seu pequeno felino.
Alguns gatos adoram ser escovados e este acto torna-se um momento extremamente agradável e de cumplicidade entre gato e dono. Outros não gostam das escovas, mas com muita paciência a escovagem torna-se um prazer.
O melhor método é habituar o seu gato desde que venha para sua casa (seja bebé ou não). Tente escová-lo sempre à mesma hora e de forma calma, para que o gato se habitue à rotina. Se o gato não gostar de ser escovado, experimente escová-lo repartidamente por pouco tempo (duas escovagens de 1 minuto cada, por exemplo).
Gatos de pêlo longo ou semi-longo necessitam de cuidados diários

No caso de um gato de pêlo curto ou semi-longo, pode utilizar uma escova de metal, que permita separar bem os pêlos. Se for um gato de pêlo longo, utilize uma escova macia e um pente de dentes largos para desfazer os tufos de pêlo embaraçado que se podem formar. Esses tufos, além de incómodos para o animal, podem ser um refúgio para parasitas que podem provocar problemas dermatológicos.
O banho dos gatos, dado pelos humanos, nem sempre é uma tarefa fácil. E se para um gato de exposição é essencial, para um gato doméstico, uma boa alimentação e escovagens semanais ou diárias, de acordo com o comprimento do pêlo, deverão ser suficientes.
No entanto, tanto para os de exposição, tanto no caso de o gato se sujar em demasia, existem cuidados a ter com o banho:
  1. O local do banho e secagem do gato deverá estar aquecido e nunca poderá ter correntes de ar;
  2. A água deverá estar à temperatura da sua pele (cerca de 37ºC);
  3. Não deixe água entrar no canal auditivo, pois pode provocar otites;
  4. O champô a utilizar deverá ser próprio para gatos, pois o pH da sua pele é diferente do pH humano.
Apesar de todos os cuidados que se pode ter com os gatos, não é de esquecer a referência às alergias provocadas pelos gatos. É verdade que os gatos produzem uma proteína (Glicoproteína fel d1), que provoca reacções alérgicas em algumas pessoas. Essa proteína está presente na saliva e consequentemente no pêlo dos gatos, principalmente em machos não castrados.
Mas, ao contrário do que se costuma ouvir, o pêlo dos gatos não provoca asma e já foi provado por vários cientistas (Dr. Mark Larche, Prof. Thomas Platts-Mills) que o contacto com animais de estimação aumenta as defesas das crianças e das pessoas com problemas respiratórios.
Caso alguém em sua casa seja alérgico a gatos, será melhor optar por ter uma fêmea esterilizada e passar diariamente uma toalha húmida sobre o seu pêlo de modo a reduzir drasticamente a carga alergénica que possa possuir.
Além disso, de modo a evitar que a sua casa e roupa fiquem com pêlos de gato após aquelas turrinhas maravilhosas que o seu felino lhe deu nas pernas quando vinha mesmo a sair de casa, tenha sempre em casa uma luva de borracha, das de lavar a loiça. Passe-a sobre a roupa ou o sofá e num instante, adeus pêlos!
Com estas dicas, já pode beneficiar da companhia do seu gato com um pêlo fantástico e sem se ter de preocupar tanto com a sua perda de pêlo.

fonte:
  mundo dos animais
do I Love Cats 

OLHÓ AVANTE -O itinerário do défice da nossa balança comercial de bens


  • Anselmo Dias 

O itinerário do défice
da nossa balança comercial de bens
A crise, para uns, é fruto da (des)regularização, dos excessos do mercado e da falha por parte dos bancos centrais de controle do sistema financeiro. Para outros, a crise emana da falta de ética de uns poucos, na convicção de que a ganância é um dos sete pecados mortais. Para outros, ainda, o mal dos males advém da globalização que, de tão perniciosa, só é comparável à Peste Negra que assolou a Europa na Idade Média. Para todos estes não é o conhecimento real do efeito predador do capitalismo, a sua irracionalidade e a sua essência anti-social que estão em causa, mas, apenas, alguns desvios meramente comportamentais de uns tantos bons rapazes.
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Dos argumentos atrás referidos atentemos na questão da globalização na medida em que ela é referida como uma das causas da presente crise instalada em Portugal.
Aqueles que invocam este argumento salientam que o peso crescente das chamadas economias emergentes invadiram, com os seus produtos baratos, as economias mais desenvolvidas provocando uma verdadeira hecatombe nos respectivos tecidos produtivos.
O mal, para essa gente, está definido: chama-se Brasil; chama-se Rússia; chama-se Índia; chama-se China... os chamados BRIC.
Para essa gente a centralidade económica de que, historicamente, a Europa dispunha deslocou-se, sobretudo para a Ásia cujo desígnio geo-estratégico supera em muito o efeito devastador que Átila, o chefe dos hunos, causou no século V ao nosso continente. Nem mais, nem menos: cuidado com os hunos. Eles, utilizando uma expressão popular, «andem por aí».
A globalização está, pois, por todas estas razões, na ordem do dia na medida em que alterou profundamente os fluxos comerciais em benefício de uns e em prejuízo de outros.
Portugal foi, ao que dizem, uma das vítimas.
Tal afirmação é verdadeira?
Haverá, certamente, mercê de algumas deslocalizações e da liberalização das trocas comerciais efeitos gravosos na nossa economia mas, em termos globais, em nossa opinião, relacionar a dimensão da nossa crise à globalização é uma profunda mentira. É um logro.
Qual é o critério, no caso em apreço, para distinguir a mentira da verdade?
O critério reside na leitura atenta do documento designado «Estatísticas do Comércio Internacional, 2010» da responsabilidade do Instituto Nacional de Estatística, cujos dados salientam o seguinte: nos últimos quatro anos, de 2007 a 2010, a partir da mais recente crise cíclica do capitalismo, Portugal importou bens no valor de 232,6 mil milhões de euros e exportou bens no valor de 145,6 milhões de euros.
Confrontando tais dados conclui-se o seguinte: tivemos naquele período um saldo negativo na balança comercial de bens num valor equivalente, pasme-se!, a 87 mil milhões de euros.
Como se explica tão vultuoso défice?
A explicação não reside numa profunda relação assimétrica com os chamados BRIC.
A explicação é mais próxima.
Ela reside na relação de trocas num espaço territorial que se percorre facilmente. Falamos de um itinerário que começa em São Bento, em Lisboa, atravessa a Espanha, a França e a Itália, inflecte para Norte, rumo à Alemanha, atravessando a Suíça. Chegados a Berlim o itinerário prossegue pela Holanda, percorre a Bélgica e termina em Bruxelas.
Este percurso sim, é o percurso do défice da nossa balança comercial.
O nosso défice comercial é um défice de vizinhança.
De vizinhança geográfica.
De vizinhança de inadequadas políticas aos interesses do nosso País.
De vizinhança de um logro, de uma mentira, da promessa de que a Europa, onde o bloco central nos integrou, seria um espaço de coesão económica e social. Tretas.
Vejamos, então.
 1. Défice na balança comercial, por grupos de produtos (diferença entre importações e exportações)
Os produtos que mais contribuíram, entre 2007 a 2010, para o nosso défice comercial foram os seguintes:
- combustíveis minerais: 25,3 mil milhões de euros;  
- máquinas e aparelhos: 18,3 mil milhões de euros;
- produtos agrícolas e agro-alimentares: 16,4 mil milhões de euros;
- produtos químicos: 14,4 mil milhões de euros;
- veículos e outro material de transporte: 12,1 mil milhões de euros.
Estes cinco grupos de produtos explicam, na ordem dos 99%, o valor do défice da nossa balança comercial.
É aqui, deveria ser aqui, e será aqui, quando a correlação de forças for favorável a uma ruptura com a prática governativa do bloco central, que a acção política deve, prioritária e planificadamente, actuar por forma a reduzir o défice externo por via do desenvolvimento das nossas forças produtivas e da substituição das importações por produção nacional.
No âmbito do comércio internacional importa, também, em nome da verdade, salientar a parte que diz respeito às áreas que, positivamente, contribuíram para amenizar o efeito devastador das importações atrás referidas.
As principais áreas onde, de 2007 a 2010, fomos excedentários no comércio internacional são as seguintes:
- produtos minerais e minérios: 4,6 mil milhões de euros;
- calçado: 3,3 mil milhões de euros;
- vestuário: 2,8 mil milhões de euros;
- madeira e cortiça: 2,8 mil milhões de euros;
- pastas celulósicas e papel: 1,1 mil milhões de euros.
No confronto destas duas listagens é visível que na primeira há produtos com médio e alto valor acrescentado, enquanto na segunda há um peso importante na exportação de matérias primas em bruto e indústrias com mão-de-obra intensa mal paga, como são os casos do calçado, do vestuário e da madeira e cortiça.
Acrescente-se que o superavit dos cinco produtos mais importantes do nosso comércio internacional não chega, em conjunto, para suprir o défice alimentar, ou seja, o resultado positivo no comércio internacional na área da indústria extractiva, do calçado, do vestuário da madeira e cortiça, da pasta e do papel não chega para suprir o défice na área da nossa alimentação!
Este absurdo vai ao ponto de o défice dos produtos alimentares transformados pela indústria superar, significativamente, o défice comercial no âmbito dos veículos automóveis, reboques e semi-reboques.
De todos os crimes praticados pelas políticas de direita na área da economia este será, seguramente, um dos mais expressivos.
 2. Défice na balança comercial, por países (diferença entre importações e exportações)
Embora o nosso País tenha relações comerciais com muitos países a verdade é que essa relação está muito concentrada.
Com efeito, entre 2007 e 2010:
- cerca de 75,5% das nossas exportações foram dirigidas para os países da União Europeia;
- cerca de 76,3% das nossas importações tiveram origem nos países da União Europeia;
- cerca de 77,7% do défice da nossa balança comercial de bens resultam das trocas havidas com os países da União Europeia.
Estes dados globais, embora preocupantes, escondem uma situação ainda mais preocupante e que é esta: a concentração do nosso comércio externo e a dimensão do saldo negativo do mesmo está, sobretudo, concentrado em quatro países, a saber: Espanha, Alemanha, Itália e Holanda.
No espaço temporal atrás referido as trocas comerciais com aqueles países foram as seguintes:
- exportámos bens no valor de 69,7 mil milhões de euros;
- importámos bens no valor de 129, 2 mil milhões de euros.
Entre um e outro valor resultou um défice de 59, 5 mil milhões de euros, dado que representa mais de 2/3 do saldo negativo da nossa balança comercial de bens, verba que levanta a seguinte questão:
quantos trabalhadores espanhóis, alemães, italianos e holandeses tiveram acesso a uma actividade laboral criada pela desindustrialização em Portugal levada a cabo pelos governos do PS, PSD e CDS?
Tal pergunta remete para outra: e quantos empregos seriam criados em Portugal se uma parte significativa daquele défice fosse superado pelo desenvolvimento das nossas forças produtivas na agricultura, nas pescas, nas indústrias extractivas e nas indústrias transformadoras?
Acrescentemos a esta segunda pergunta uma outra: e quantos impostos não entrariam nos cofres do Estado em função de uma política patriótica tendente a substituir o máximo de importações por produção nacional e, por essa via, disponibilizar meios e recursos para a sustentabilidade do nosso Estado social?
Tais questões são silenciadas pelas vozes do dono cujo mutismo, nesta área, é sublimado pela teoria de que a crise em Portugal tem a sua explicação na globalização, omitindo que, salvo os casos dos pequenos países como o Luxemburgo, Chipre e Malta, o nosso País é, no conjunto do grupo do euro, aquele que, a seguir à Grécia, mais importa tendo como referência o valor per capita.
Falemos, então, da globalização e da sua componente mais mediática em torno dos BRIC, ou seja, do Brasil, Rússia, Índia e China.
Pois bem, no decurso do período atrás referido, o nosso comércio com tais países foi o seguinte:
- exportámos bens no valor de 2,9 mil milhões de euros;
- importámos bens no valor de 13,2 mil milhões de euros;
- o saldo, entre um e outro valor, foi negativo na ordem dos 10,3 mil milhões de euros.
Confrontemos esse défice com o défice de 32,9 mil milhões com a Espanha, com os 12,9 mil milhões com a Alemanha, com os 7,4 mil milhões com a Itália e com os 6,4 mil milhões com a Holanda.
Equiparar tais situações é o mesmo que comparar a estatura de um anão com a de um gigante.
Para se perceber melhor esta analogia façamos as seguintes contas: ordenemos sequencialmente os quatro países europeus com os quais temos os maiores défices na balança comercial de bens, ordenemos, de igual forma, os chamados BRIC e relacionemos uns e outros.
O resultado desse exercício é o seguinte:
- o défice com a China representa 13% do défice com a Espanha;
- o défice com o Brasil representa 26% do défice com a Alemanha;
- o défice com a Rússia representa 18% do défice com a Itália;
- o défice com a Índia representa 21% do défice com a Holanda.
Omitir esta profunda assimetria, como as vozes dono o fazem, não passa de um despudorada omissão da verdade.
Fonte: Estatísticas do Comércio Internacional, 2010, INE, Edição 2011

DESCEU À TERRA


Contrariado com as constantes evocações do seu nome em vão, Cristo fez questão de descer à Terra para desmentir os boatos de que esteja apoiando algum candidato político muito menos democratas cristãos iguais ao Paulinho das feiras. “Parai vós com essas blasfémias, ó pequeninos irmãos. Eu não votei no Passos Coelho e agora não estou do lado de A ou de B ou de C – tenho mais o que fazer”. A seguir, esclareceu: “Não sou do centro, só estou sentado á direita ”. E completou, enfático: “Basta de trololó, ó infiéis! O próximo filisteu que pedir votos rogando aos céus será condenado a ouvir todos os CDs do do Tony Carreira”.

HÁRPYA - MITOLOGIA GREGA



Harpia
Representadas ora como mulheres sedutoras, ora como horríveis monstros.
Representadas ora como mulheres sedutoras, ora como horríveis monstros, as Harpias traduzem as paixões obsessivas bem como o remorso que se segue a sua satisfação.
Na mitologia grega, as Harpias (do grego hárpyia, "arrebatadora") eram filhas de Taumas e Electra e, portanto, anteriores aos olímpicos.
Procuravam sempre raptar o corpo dos mortos, para usufruir de seu amor. Por isso, aparecem sempre representadas nos túmulos, como se estivessem à espera do morto, sobretudo quando jovem, para arrebatá-lo.
Parcelas diabólicas das energias cósmicas, representam a provocação dos vícios e das maldades, e só podem ser afugentadas pelo sopro do espírito.
A princípio duas - Aelo (a borrasca) e Ocípite (a rápida no vôo) - passaram depois a três com Celeno (a obscura).
O mito principal das Harpias relaciona-se ao rei da Trácia, Fineu, sobre quem pesava a seguinte maldição: tudo que fosse colocado a sua frente, sobretudo iguarias, seria carregado pelas Harpias, que inutilizavam com seus excrementos o que não pudessem carregar.
Perseguidas pelos argonautas, a pedido de Fineu, obtiveram em troca da vida a promessa de não mais atormentá-lo.
A partir de então, refugiaram-se numa caverna da ilha de Creta.
HÁRPYA
A construção das colossais muralhas das antigas cidades micênicas foi uma das muitas façanhas atribuídas aos ciclopes pela mitologia grega.
Segundo as lendas e obras épicas da antiga Grécia, os ciclopes eram gigantes monstruosos, de força descomunal, que possuíam apenas um olho no meio da testa.
Para Hesíodo os ciclopes eram três, filhos de Urano, o céu, e de Gaia, a terra.
Chamados Brontes, Estéropes e Arges, forjaram os raios para Zeus e o ajudaram a derrotar seu pai, Cronos.


Homero os descreveu na Odisséia como filhos de Posêidon, deus das águas, pertencentes a uma raça de pastores selvagens que habitavam a longínqua ilha de Trinacria, provavelmente a Sicília.
Para escapar com vida da fúria dos monstros, Ulisses cegou seu chefe, Polifemo.
Outros autores, inspirados em Hesíodo, relatam que os ciclopes trabalharam como ferreiros para Hefesto. Habitavam o monte Etna e as profundezas vulcânicas e realizaram importantes trabalhos para os deuses, como o capacete de Hades e o tridente de Posêidon.
Também se atribuía a eles o controle dos fenômenos atmosféricos, a erupção dos vulcões e a edificação de construções gigantescas irrealizáveis por homens comuns.
Segundo uma das lendas, foram todos mortos por Apolo.