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domingo, 6 de janeiro de 2013


Telhados em Hong Kong escondem milhares de barbatanas de tubarão

Comerciantes estão a evitar a vista pública, devido aos protestos contra a morte de milhões de tubarões todos os anos.

O ambientalista Gary Stokes, da organização Sea Shepherd, começou o ano em cima de um telhado, a registar imagens assombrosas que viriam a correr mundo. “Enquanto muitos tratavam de ressacas, estávamos a confirmar uma dica recebida de um amigo”, escreve Stokes num blogue de fotografias que mantém na Internet.
A dica era a de de que as coberturas de alguns edifícios em Hong Kong estavam a ser utilizadas para secar milhares de barbatanas de tubarão – uma iguaria da cozinha chinesa, mas que está há anos na mira de ambientalistas e de alguns governos.
No topo de um prédio industrial, Stokes confirmou a informação. Lá estavam, ocupando cada centímetro quadrado da cobertura, entre 15.000 a 20.000 barbatanas. “É chocante”, disse o ambientalista à agência de notícias AFP. Dias mais tarde, um fotógrafo da agência registou também as imagens.
Uma das técnicas mais comuns para a obtenção das barbatanas tem sido alvo, pela sua brutalidade, de protestos e iniciativas legislativas. Uma vez capturado o animal, as barbatanas são imediatamente cortadas na própria embarcação. O tubarão, ainda vivo, é devolvido à água, onde não terá grande hipótese de sobrevivência.
Em Novembro passado, o Parlamento Europeu aprovou uma proposta de Bruxelas para proibir totalmente a separação das barbatanas a bordo. A técnica também já foi banida ou limitada noutros países. Mas o comércio em si das barbatanas – o ingrediente de uma sopa que chega a custar 100 euros a dose em Portugal – não tem grandes restrições, senão pontualmente, como na Califórnia, Estados Unidos.

Dezenas de milhões de tubarões são mortos todos os anos para alimentar esta lucrativa indústria. Um estudo publicado em 2006 contabiliza uma média de 38 milhões de tubarões capturados todos os anos, entre 1996 e 2000. A organização ambientalista WWF fala em 73 milhões.

Hong Kong é a principal plataforma por onde passam as barbatanas consumidas sobretudo na China. Ali chegam cerca de 10.000 toneladas de todos os anos. Em 2008, cerca de um quarto deste total foi exportado pela Espanha, segundo um relatório da Oceana, uma organização não-governamental dedicada aos assuntos marinhos.
Na própria China, a pressão contra este comércio tem dado alguns resultados. A sopa de barbatana de tubarão foi retirada dos menus de alguns hotéis de luxo. Em Julho passado, o próprio Governo chinês decidiu abdicar da sopa nos banquetes oficiais – uma medida aplaudida por conservacionistas.
Segundo Gary Stokes, foi para escapar às críticas que os comerciantes em Hong Kong começaram a subir às coberturas dos edifícios, onde milhares de barbatanas estão a secar, longe da vista pública, em antecipação do pico de consumo do Ano Novo chinês, em Fevereiro.

O país das liberdades


A DemocraCIA nos Estados Unidos 

Os Estados Unidos (EUA) que se autoproclamam país da democracia, são na realidade uma feroz ditadura não só para os países que não se entregam à exploração das suas riquezas, mas também para os próprios americanos que não fazem parte da classe dos muito ricos e poderosos.

As autoridades norte-americanas, e em particular o presidente dos EUA, Barack Obama, vão poder continuar a deter cidadãos por tempo indeterminado e sem direito à presunção de inocência, apesar dessa norma ter sido considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional. 


Associações de defesa dos direitos humanos e jornalistas – visados na medida em que podem ser presos se expressarem apoio a grupos ou indivíduos considerados terroristas pelo regime, mesmo sem provas e sem processos judiciais – já vieram repudiar esta iniciativa.

  

Recordamos os presos que apesar das promessas eleitorais de Obama, continuam presos indiscriminadamente, como os patriotas cubanos, os raptados em Guantanamo e o célebre Bradley Manning, acusado sem provas, de vazar mais de 150 mil documentos ao site WikiLeaks. Até hoje a acusação não foi provada.
Glenn Greenwald escreveu um artigo crucial em 15 de dezembro de 2010, descrevendo as condições de detenção de Manning desumanas e ilegais na base militar de Quantico. Apesar de ter sido acusado, não lhe é permitido falar com um juiz, e em vez disso, é mantido preso, contra o princípio de habeas corpus, em total isolamento. Artigos e entrevistas confirmaram as denúncias de Greenwald.

Lá tal como cá: É esta a democraCIA do capitalismo.

blog C. de...

A ÁGUA É TENTADORA !!!



NEOLIBERALISMO À FUNCHALENSE

NICOLAU SANTOS
EXPRESSO

A dita e o balde

CARTA DE NUNO BARRADAS A PEDRO E LAURA



Caro Pedro,

Antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que tiveste em prescindir dos poucos momentos em que não tens que carregar o país às costas, para pensar um pouco em nós e nos nossos natais.
Retrataste com a clarividência de poucos a forma penosa como atravessamos esta quadra que deveria ser de alegria, amor e união. És de facto um ser iluminado e somos sem dúvida privilegiados em ter ao leme da nossa nau um ser humano de tão refinada cepa.
Gostava também de ser interlocutor de alguém que queria aproveitar o espírito de boa vontade que a quadra proporciona para te pedir sinceras desculpas…a minha mãe.
A minha mãe é uma senhora de 70 anos, que usufruindo de uma escandalosa pensão de mil e poucos euros, se sente responsável pelo miserável natal de todos os seus concidadãos. Ela não consegue compreender onde falhou, mas está convicta de que o fez…doutra forma não terias afirmado o que afirmaste. Tentarei resumir o seu percurso de vida para que nos ajudes a identificar a mácula.
A minha mãe nasceu em Alcácer do Sal começou a trabalhar com 12 ou 13 anos…já não se recorda muito bem. Apanhava ganchos de cabelo num salão de cabeleireiro, e simultaneamente aprendia umas coisas deste ofício. Casou jovem e mudou-se para a cidade em busca de melhor vida. Sem opções de emprego a minha mãe nunca se acomodou e fazia alguns trabalhos de cabeleireira ao domicilio…nunca se queixou…foi mãe jovem e sempre achou que por esse facto era a mulher mais afortunada do mundo. Arranjou depois emprego num refeitório de uma grande fábrica. Nunca teve qualquer tipo de formação mas a cozinha era a sua grande paixão.
Depois de alguns anos no refeitório aventurou-se no seu grande sonho…ter um negócio próprio de restauração. Quis o destino que o sonho se concretizasse no ano de 1974…lembras-te 1974? O ano em que te tornaste livre? Tinhas o quê? 10 anos?
Pois é…o sonho da minha mãe tem a idade da democracia.
O sonho nasceu pequeno, com pouco mais de 3 ou 4 colaboradoras. Com muita dificuldade, muito trabalho e muitas noites sem dormir foi crescendo e chegou a dar trabalho a mais de 20 pessoas. A minha mãe tem a 4ª classe.
Tu já criaste empregos Pedro?  Quer dizer…criar mesmo…investir e arriscar o que é  teu…telefonemas para o Relvas a pedir qualquer coisa para uma amiga da Laura não conta como criar emprego. A minha mãe criou…por isso ela não compreende muito bem onde errou. Tudo junto tem mais de 40 anos de descontos para a segurança social. Sempre descontou aquilo que a lei lhe exigia. A lei que tu e outros como tu…gente de tão abnegada dedicação, se entretém a escrever, reescrever, anular, modificar…enfim…trabalhos de outra grandeza que ela não compreende mas valoriza.
Pois como te digo, a minha mãe viu passar o verão quente, os tempos do desenvolvimento sem paralelo, o fechar de todas as fábricas da região, os tempos do oásis, as várias intervenções do FMI, as Expos, os Euros, do futebol e da finança…e passou por isto tudo sempre a trabalhar como se não houvesse amanhã. A pagar impostos todos os meses e todos os anos. IVA, IRC, IRS, IMI, pagamentos por conta, pagamentos especiais por conta, por ter um toldo, por ter a viatura decorada, por ter cão, de selo, de circulação, de radiodifusão…não falhando um único desconto para a sua reforma, não falhando um único imposto. E viu chegar as condicionantes da idade avançada sem lançar um queixume. E foi resolvendo todos os seus problemas de saúde que inexoravelmente foram surgindo, recorrendo a um seguro privado, tentando deixar para aqueles que realmente necessitam, o apoio da segurança social. Em mais de 40 anos de contribuição não teve um dia de baixa, não usufruiu de um cêntimo em subsídios de desemprego. E ela dá voltas e voltas à cabeça e não há forma de se recordar onde possa ter falhado. Mas certamente falhou…
Por isso Pedro, quando eu lhe li a tua carinhosa mensagem, que certamente escreveste na companhia da Laura e com um cobertor a cobrir as vossas pernas para poupar no aquecimento, ela comoveu-se, e cheia de remorsos pediu-me que por esta via te endereçasse um sentido pedido de desculpas.
Pediu também para te dizer que se sente muito orgulhosa de com a redução da sua pensão poder contribuir para que a tua missão na terra seja coroada de sucesso.
És de facto único Pedro. A forma carinhosa como te referes aos sacrifícios que os outros estão fazer, faz-me acreditar que quase os sentes como teus. Sei que sofres por nós Pedro. Sei que  cada emprego que se perde é uma chaga que se abre no teu corpo…é um sofrimento atroz que te é imposto…e tudo por culpa de quem? De gente como a minha pobre mãe que mesmo sem querer tem levado toda uma vida a delapidar o património que é de todos. Por isso se a conseguires ajudar a perceber onde errou ficar-te-ei eternamente agradecido. A minha mãe ainda é daquele tipo de pessoas que não suporta a ideia de estar a dever algo a alguém...ajuda-nos pois Pedro.
Aceita por favor, mais uma vez, em nome da minha mãe, sentidas desculpas. Ela diz que apesar de reformada e com menos saúde vai continuar a trabalhar para poder expiar o tanto mal que causou.
Continua Pedro..estás certamente no bom caminho, embora alguns milhões de ingratos não o consigam perceber.
Não te detenhas…os génios raramente são reconhecidos em vida.
Um grande abraço para ti.
Um grande beijo para a Laura.

Nuno Barradas (facebook)



    Eletricidade e gás: Guia para o mercado livre e como mudar de fornecedor
    Todos têm de mudar o contrato

    As tarifas reguladas - aquelas que todos os anos eram fixadas pela
    Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) - acabaram a 1 de
    janeiro e foram substituídas por tarifas transitórias que são,
    respetivamente, 2,8% e 2,5% mais caras. A alternativa é mesmo passar
    para o mercado livre, onde são as empresas como a EDP, a Galp ou a
    espanhola Endesa a definir os preços, que serão mais baixos que os das
    tarifas transitórias. Para isso, tem de mudar de operador, mesmo se se
    quiser manter na EDP, mas tem até ao fim de 2015 para o fazer.
    Preciso de mudar de fornecedor de gás e eletricidade?
    Sim. Com o mercado liberalizado, as tarifas reguladas acabam e passam a
    ser as empresas, como a EDP ou Galp, a fixar os preços. É, por isso,
    necessário procurar um fornecedor no mercado livre.
    Como sei em que mercado estou?
    Se a fatura disser EDP Serviço Universal, então está no mercado regulado
    e paga uma tarifa transitória. No gás, as contas do mercado livre dizem
    Galp On ou o nome da empresa contratada.
    Quando acabam as tarifas reguladas?
    Acabaram a 1 de janeiro, mas foram substituídas por tarifas transitórias
    que vigoram durante o prazo definido para mudar para o mercado livre.
    Até quando se pode mudar?
    Os domésticos com uma potência de até 10,35 kVA ou com consumos de gás
    até 500 m3 têm até ao fim de 2015 para mudar. As potências e consumos
    superiores de pequenas empresas ou de casas grandes, terão esse prazo
    prolongado até ao final de 2014.
    Sou penalizado se não mudar já?
    As tarifas transitórias são mais caras do que as do mercado livre e são
    revistas de três em três meses, podendo subir, descer ou ficar na mesma.
    Mas a tendência é de subida para estimular a mudar para o mercado livre.
    A 1 de janeiro, a tarifa transitória da luz aumentou 2,8%, mais 1,24
    euros numa conta média mensal de 47 euros. No gás, a subida foi de 2,5%,
    mais 0,019 euros por kWh.
    Qual a diferença entre a tarifa transitória de eletricidade e o preço no
    mercado livre?
    Depende do consumo e da potência contratada. Com uma potência de 4,60
    kVA (média nos consumidores domésticos) o preço é de 7,32 euros por mês
    mais 0,14 cêntimos por cada kWh. No mercado livre, a mesma potência
    paga, na EDP 6,70 euros por mês e mais 0,1365 euros por cada kWh. E na
    Galp, a potência custa 7,05 euros mais 0,1376 euros pela energia consumida.
    E qual a diferença no gás?
    Em Lisboa, a tarifa transitória custa 3,60 euros pelo termo fixo do
    escalão dois de consumo (entre 221 e 500 m3) mais 0,0679 euros pela
    energia consumida. No mercado livre, na EDP, o termo fixo custa 3,45
    euros e o kWh custa 0,0627 euros. Na Galp, o termo fixo custa 3,40 euros
    e o kWh custa 0,0645 euros. os preços mudam consoante a região.
    Como posso fazer a mudança de fornecedor?
    Basta ligar para a empresa a contratar que ela trata de tudo. O processo
    é gratuito, demora no máximo três semanas e durante esse período não
    será interrompido o fornecimento de eletricidade ou gás que tem. Além
    disso, pode mudar de fornecedor as vezes que quiser porque não há
    fidelização.
    Se eu for cliente da EDP ou da Galp e quiser manter o mesmo operador
    também é preciso mudar?
    Sim. A EDP Universal é a operadora do mercado regulado e no mercado
    livre é a EDP Comercial. No caso do gás, será preciso mudar para o Galp On.
    Que operadores existem?
    No mercado doméstico de eletricidade, existe a EDP Comercial, a Endesa,
    a Galp, a Iberdrola e a Gas Natural Fenosa. No gás, além destas cinco,
    há ainda a Goldenergy, a Incrygas e a Molgás.
    Há tarifas bi-horárias no mercado livre?
    Sim. A Galp e a EDP são, para já, as únicas com essa oferta, mas os
    preços são iguais aos do mercado regulado, ou seja, à tarifa transitória
    bi-horária. A Galp está a dar, desde janeiro, um desconto de 2% nesta
    tarifa, mas obriga a ter um serviço que custa entre 3,90 a 5,90 euros
    por mês.
    No mercado livre os preços também podem ser alterados durante o ano?
    Sim. Os operadores podem lançar várias campanhas com preços e descontos
    diferentes ao longo do ano e o consumidor só tem de escolher aquela que
    prefere ou mais lhe convém.
    Como são formados os preços no mercado livre?
    Os preços são definidos pelos operadores com base no que custa produzir
    a energia, ou seja, tendo em conta o preço das matérias-primas. No
    entanto, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) também
    vai fixar uma tarifa recomendada que serve de guia para as empresas e
    para conter possíveis abusos. Mais, se os operadores abusarem, o
    regulador pode multar os operadores.
    Já estou no mercado livre. É possível regressar ao mercado regulado?
    Não. Mudar só é possível se for para um outro operador do mercado livre.
    Além disso, desde 1 de janeiro que os novos contratos têm de ser feitos
    no mercado livre.
    No final de 2015, quem não estiver no mercado livre é colocado
    automaticamente na opção do operador com quem tem contrato?
    A escolha é sempre do consumidor. O operador não pode decidir, mesmo
    nessa situação, porque isso vai contra a lógica do mercado livre.

O MÍTICO DA ROMÃ - MULHERES E ROMÃS....

As mulheres e as romãs...

As mulheres e as romãs...





Romã aqui para nós é frutinha de quintal, daquelas que não vão pra mesa de festa, ficam no pé, ao sabor das crianças e dos passarinhos... no Dia de Reis lá em casa, faziam parte do ritual de prosperidade que incluía comer um bago, escolher seis sementes, jogar o resto para trás e guardar as sementes secas na carteira até o ano seguinte.

Romãs são símbolos tradicionais da fecundidade, em alguns lugares da Ásia a fruta aberta representa a própria vulva. Na Grécia, era a fruta de Afrodite, a deusa do amor e da beleza e de Hera, a deusa que regia os casamentos e os partos. Também é parte de um dos mitos mais antigos e mais profundamente relacionados aos mistérios femininos. A história de Deméter e de sua filha, Perséfone.

A bela e jovem Perséfone, filha do poderoso Zeus e de Deméter, a grande deusa da Natureza, colhia flores junto com as Ninfas, na planície de Ena, sob o sol da primavera na Sicília. Tão linda e tão iluminada em sua juventude que Hades, senhor do mundo subterrâneo se apaixonou perdidamente por ela. E lá estava então a moça, na campina florida quando reparou em uma flor estranha, bela e de perfume desconhecido, irresistível, um narciso, na verdade, mas da espécie que só floresce nos sonhos. Maravilhada, a moça se afastou das companheiras querendo aproximar-se do tufo de cores que, aparentemente, só seus olhos viam. No momento em que se abaixou para colher a flor magnífica, no entanto, a terra abriu-se sob seus pés e de suas entranhas ela viu emergir o carro negro puxado por quatro cavalos selvagens e igualmente negros do Senhor das Trevas, imponente, belo e terrível. E num segundo, Perséfone, mergulhada em encanto e terror, é raptada e levada para as profundezas do reino de Hades - ou Plutão.

Raptos não chegavam a ser incomuns naqueles tempos, mas Hades talvez tenha subestimado sua futura sogra. Deméter, inconformada com a partida da única filha, refugiou-se na tristeza e deixou de cuidar da terra, que cobriu com sua própria desolação. A história das peregrinações de Deméter em busca de Perséfone é longa e tão obstinada que Zeus, vendo as sementes murcharem antes de germinar e os campos mergulhados num inverno estéril e sem fim, resolveu intervir. Comandou a volta de Perséfone da mansão de Hades, mas a ordem chegou quando já era tarde...

Hermes ou Mercúrio, o mensageiro de Zeus chegou ao mundo dos mortos para fazer cumprir os desejos do grande deus e encontrou Hades, magnífico, e a bela Perséfone juntos, sentados em imensos tronos negros de ébano. Antes de deixar a noiva partir, Hades deve ter murmurado ao seu ouvido palavras ardentes e ofereceu-lhe numa bandeja de delícias, uma romã, que a jovem provou, encantada e sem saber que nem mesmo Zeus poderia tirar do mundo subterrâneo uma criatura que tivesse bebido ou comido algo de lá. Foram seis gominhos de romã que tornaram a jovem para sempre Senhora do Reino das Sombras, ao lado de seu terrível e poderoso marido.

E foi assim que Deméter, bondosa mãe da Natureza, teve que resignar-se a ter a filha junto de si apenas por alguns meses no ano, sempre ao findar do inverno, quando Perséfone chegava iluminada, carregando nos pés a Primavera, mais uma vez... e foi assim também que as criaturas tiveram que se acostumar com o ritmo circular do tempo, com o eterno germinar das sementes, do caminho de todas as coisas do escuro para a luz e de volta, sem parar...

Romãs... quem diria...tem tudo a ver conosco...

Miniaturas fantásticas

Já fiz diversos posts sobre miniaturas e réplicas, mas acho que este aqui está entre os mais impressionantes. Takanori Aiba há décadas faz obras incríveis, seja no mundo da ilustração ou da arquitetura, mas foi criando sensacionais "mini-mundos" que parece ter se encontrado. Casas em bonsais, faróis, castelos e até um bonecão da Michelin estão na sua espetacular gama de peças. Papel, plástico, resina, acrílico, etc, são alguns dos materiais utilizados e o resultado não poderia ser mais legal! “Miniaturizadamente legaus”!

Miniaturas feitas com peças de relógio



QUIMERA (IV) MITOLOGIA GREGA


Quimera
A figura mítica da quimera, oriunda da Anatólia e cujo tipo surgiu na Grécia durante o século VII a.C., sempre exerceu atração sobre a imaginação popular.
De acordo com a versão mais difundida da lenda, a quimera era um monstruoso produto da união entre Equidna - metade mulher, metade serpente - e o gigantesco Tífon.
Outras lendas a fazem filha da hidra de Lerna e do leão de Neméia, que foram mortos por Hércules. Habitualmente era descrita com cabeça de leão, torso de cabra e parte posterior de dragão ou serpente.
Criada pelo rei de Cária, mais tarde assolaria este reino e o de Lícia com o fogo que vomitava incessantemente, até que o herói Belerofonte, montado no cavalo alado Pégaso, conseguiu matá-la.
A representação plástica mais freqüente da quimera era a de um leão com uma cabeça de cabra em sua espádua. Essa foi também a mais comum na arte cristã medieval, que fez dela um símbolo do mal.
Com o passar do tempo, chamou-se genericamente quimera a todo monstro fantástico empregado na decoração arquitetônica.
Em linguagem popular, o termo quimera alude a qualquer composição fantástica, absurda ou monstruosa, constituída de elementos disparatados ou incongruentes.

Hoje, no nosso português, a palavra quimera significa produto da imaginação, fantasia, utopia, sonho.


Quimera

Quimera



Na mitologia grega era um fabuloso monstro com cabeça de leão, torso de cabra e cauda de dragão e que soltava fogo pela boca.Era oriunda da Anatólia, nascida da união entre a monstro Equidna e o gigantesco Tífon.Criada pelo rei de Cária, mais tarde assolaria este reino e o de Lícia com o fogo que vomitava incessantemente, até que o herói Belerofonte, montado no cavalo alado Pégaso dado por Atena, conseguiu matá-la.Sua representação plástica na arte cristã medieval, era um símbolo do mal, mas com o passar do tempo, passou a se chamar dequimera a todo monstro fantástico empregado na decoração arquitetônica.


Mundo, ano de 2013: Os neofascistas desmascaram-se!


Segundo uma notícia publicada na rubrica "Breves" da secção internacional do jornal"Avante!", em sessão realizada nestes últimos dias de viragem para o ano de 2013, a Assembleia-geral da ONU condenou por larga maioria o nazi-fascismo, a sua glorificação e prática, o racismo, a discriminação racial e a xenofobia. A resolução, proposta pela comissão das Nações Unidas para os assuntos sociais, humanitários e culturais, foiaprovada  por mais de 120 países.
 
Na votação desta importante resolução, 57 países abstiveram-se, de entre eles 25 países do total de 27 que constituem a U.E. (os 15 assinalados a vermelho integram também a UEM, entre eles Portugal):
 
Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre,Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Finlândia, França, HungriaItália, Irlanda, Letónia,Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos,Polónia, Portugal, Grã-Bretanha, República Checa, Roménia, Suécia.
 
Aí ficam também os restantes "abstencionistas": 
 
Afeganistão, Albânia,  Andorra, Austrália,  Bósnia e Herzegovina,  Burquina Faso,  Croácia,  Macedónia, Fiji, Gâmbia, Geórgia,   Islândia,  Japão, Lesoto,  Libéria, Liechtenstein,   Malawi, Mali,  Mónaco, Montenegro, Moçambique, Noruega, Nova Zelândia,  Panamá, Coreia do Sul, Moldávia, Samoa, San Marino, Suíça e Ucrânia. 
 
Revelando a sua odiosa arrogância e subserviência, votaram contra a resolução 4 países:
 
EUA, Canadá, Palau e Ilhas Marshall.
 
Como espelho da actual situação no mundo, esta votação e os posicionamentos diferenciados adoptados pelos países presentes, são bem merecedores de reflexão neste início de um novo ano. 

Sob a criminosa batuta dos EUA e  à entrada do terceiro ano da segunda década do século XXI, os promotores e apoiantes das práticas neofascistas e nazis decidiram afirmar a sua vergonhosa e condenável posição, desmascarando-se perante os povos do mundo inteiro. Enquanto uma maioria de dois terços dos representantes dos países integrantes da Organização das Nações Unidas se afirmava contrária às práticas nazis e fascistas, o restante terço rendia-se às chantagens e pressões do imperialismo estadunidense e europeu e escolhiam o ignominioso campo do colaboracionismo com tais práticas.

Especial significado político tem o facto de nesta vergonhosa minoria "abstencionista" estarem, na sua quase totalidade, os países da U.E., mostrando com essa atitude o quanto desprezam os inenarráveis sofrimentos infligidos aos povos europeus pelo nazi-fascismo em meados do século passado, colocando assim a nu o verdadeiro significado das políticas internas  terroristas desta "União" Europeia e o seu comprometimento com todas as guerras de agressão praticadas pela dupla EUA/NATO, com as suas políticas xenófobas e neofascistas.



No caso particular dos representantes de Portugal, o seu voto colaboracionista de lacaios envergonha e desonra o povo português, constituindo uma clara violação dos princípios democráticos, pacifistas e humanistas da Constituição da República Portuguesa.

Neofascistas e mafiosos, para os actuais detentores de turno do poder político este sentido de voto na ONU é afinal somente mais um exemplo do seu assumido e arrogante desprezo pelas regras democráticas que um dia, já longínquo, foram inscritas no texto constitucional português.
Uma situação intolerável que exige a todos os democratas e patriotas uma urgente acção insurreccional de salvação nacional, tornada legítima e indispensável como o único caminho para os escorraçarmos de vez e recuperarmos a nossa dignidade de povo amante da paz e da concórdia entre todos os povos do mundo.

O assalto ao céu