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sábado, 5 de janeiro de 2013


Drones & Os senhores da Guerra


A Arte de Bem Matar em Toda a Parte

Os EUA são incontestavelmente o país que detém o vergonhoso recorde de intervenções militares em todo o mundo. É o país que provoca mais guerras e conflitos para delas retirar benefício.

É de longe o país com o maior negócio de armas de guerra e o que, apesar da crise e fome que enfrenta o povo americano, tem o maior orçamento militar (1.531.000.000.000 de dólares em 2011) metade do total de todos os países do mundo e 6 vezes mais do que o maior país a China.
A justificação dada, para americano ver, até 1991, foi a ameaça do comunismo em tempos de guerra fria. Depois da derrocada dos países socialistas, acabou a guerra fria, com o fim da URSS em dezembro de 1991 e foi preciso inventar outra justificação. Veio o 11 de setembro de 2001. Todos os anos aumentam os orçamentos militares, agora para combater o terrorismo!

Israel, o Aprendiz de Feiticeiro

Os EUA e Israel inventaram novas armas de destruição maciça. Entre elas os "drones" ou robots ou "unmanned aerial vehicle" (UAV) ou em Português, "Veículo Aéreo Não Tripolado (VANT) ou ainda "Veículo Aéreo Remotamente Pilotado" (VARP). Estes aparelhos têm um papel importante no Médio Oriente. 



Os drones, como são melhor conhecidos, são máquinas telecomandadas, normalmente aviões sem piloto, que transportam mísseis e bombas e atingem alvos inimigos, sem risco para quem ataca, mas que, muitas vezes erram os alvos e atingem inocentes.

Os drones são responsáveis por invadirem espaço aéreo de muitos países e, à socapa, cobardemente, fazerem as suas vítimas. Tem sido assim no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, no Iémen, no Paquistão, na Somália, e outros.

Israel que é um dos principais exportadores mundiais de drones.
Pretende dominar toda a região do Médio Oriente mas, recebeu há semanas um revés que foi também uma lição, a lição do “aprendiz de feiticeiro”.

O monopólio de drones, israelita

Num artigo publicado no Diario.info , Arieh O’Sullivan revela que  um drone de fabrico iraniano voou ao longo da costa de Israel e depois penetrou fundo no país. Sobrevoou, perigosamente, a zona do complexo nuclear israelita. Este feito, conseguiu abalar a auto confiança de Israel.
Israel de imediato instalou baterias antiaéreas Patriot fabricadas nos EUA para reforçar as defesas e chegou a tomar a medida extrema de fechar o espaço aéreo e anular todos os voos comerciais. 

Fontes militares israelitas viram nesse acontecimento um alerta inesperado para o país que tem tido o monopólio de drones operacionais na região.

O tiro saiu pela culatra

O chefe do Hezbollah, Sheikh Hassan Nasrallah, que promoveu o voo, gozou com a situação e inalteceu na TV Al-Manar os peritos da sua organização que montaram e enviado para Israel o drone.  “Não foi a primeira vez e não será a última,” disse o líder da organização paramilitar e política xiíta no Líbano conhecida como “Partido de Deus”, uma das organizações terroristas na lista dos EUA.

Arieh O’Sullivan relata ainda as palavras do director do Instituto Árabe de Estudos de Segurança Ayman Khalil que considera “A utilização de drones em qualquer conflito é antes de mais não-ética. Os drones têm sido um factor de desestabilização. Têm sido usados efectivamente no Paquistão para combater a Al Qaida, mas as consequências têm sido dramaticamente negativas. E o mesmo se passa no Iémen,”.

Um negócio lucrativo ou a arma de dois gumes?

A força aérea israelita utiliza com grande frequência drones, principalmente no Líbano e na faixa de Gaza. Unger, presidente da conferência sobre veículos não-tripulados em Israel, disse: “A realidade é que a utilização de veículos não-tripulados alastra e a questão é só a que velocidade isso vai acontecer”. 

Israel é uma das potências mundiais de fabrico de UAV’s, vendendo-os em todo o mundo. Jacques Chemia, engenheiro-chefe da divisão de UAV’s da IAI, disse aos jornalistas “Israel é o primeiro exportador mundial de drones, com mais de 1000 vendidos em 42 países.”

Israel continuou a penetrar no mercado dos UAV’s, mesmo junto de potenciais clientes dos EUA. 
A Alemanha operou o Heron 1 da IAI para missões no Afeganistão. 
O projecto Watchkeeper do Reino Unido baseia-se no UAV Hermes-450 da Elbit. 
A Polónia anunciou recentemente estar a substituir o avião de combate Sukhoi-22 por UAV’s e planeia adquirir entre 125 a 200 drones. 
Este lucrativo negócio é uma fonte de grandes perigos e de aumento da instabilidade no mundo. Para alguns é mesmo muito lucrativo.

C.de...

ATHENA ou ATENA (III) MITOLOGIA GREGA


Etimologia

Em grego (Athenâ), cuja etimologia ainda é desconhecida, sobretudo por tratar-se de uma divindade "importada" do mundo mediterrâneo ou, mais precisamente, da civilização minóica. Talvez se pudesse, segundo Carnoy, quanto ao primeiro elemento de seu nome, Ath-, fazer uma aproximação com o indo-europeu attã, "mãe", epíteto que caberia bem a uma deusa da vegetação da ilha de Creta, a uma Grande Mãe, que recebeu dos próprios Gregos o qualificativo de awaiã, "mãe", na forma (Athenaíe), depois reduzida a (Athenáa), fonte da forma ática (Athenâ), que já aparece em inscrições do séc. VI a.e.c.
Atena
O local de nascimento da deusa foi às margens do Lago Tritônio, na Líbia, o que explicaria um dos múltiplos epítetos da filha querida de Zeus: (Tritoguéneia) que é interpretado modernamente como nascida no mar ou na água.

Tão logo saiu da cabeça do pai, soltou um grito de guerra e se engajou ao lado do mesmo na luta contra os Gigantes, matando a Palas e Encélado. O primeiro foi por ela escorchado e da pele do mesmo foi feita uma couraça; quanto ao segundo, a deusa o esmagou, lançado-lhe em cima a ilha da Sicília.

O epíteto ritual, Palas Atena, não se deve ao Gigante, mas a uma jovem amiga da deusa, sua companheira na juventude e que foi morta acidentalmente pela mesma.

Daí por diante, Atena adotou o epíteto de Palas e fabricou, consoante uma variante tardia, em nome da morta, o Paládio, cujo mito é deveras complicado, porque se enriqueceu com elementos diversos, desde as Epopeia Ciclias até a época romana. Homero o desconhece. Na Ilíada só se faz menção de uma estátua cultual da deusa, honrada em Tróia, mas sentada, enquanto o Paládio é uma pequena estátua, mas de pé, com a rigidez de um ksóanon, isto é, de um ídolo arcaico de madeira. Seja como for, o importante é que se saiba ser o Paládio grandemente apotropaico, pois tinha a virtude de garantir a integridade da cidade que o possuísse e que lhe prestasse uma culto.

Desse modo, toda e qualquer pólis se vangloriava de possuir um Paládio, sobre juca origem miraculosa se terciam as mais variadas e incríveis narrativas.

O de Tróia, conta-se, caíra do céu e era tão poderoso que, durante dez anos, defendeu a cidadela contra as investida dos aqueus.

Foi preciso que Ulisses e Diomedes o subtraíssem. Tróia, sem sua defesa mágica, foi facilmente vencida e destruída.

O mais famoso e sacrossanto dos Paládios, porém, era o de Atenas, que, noite e dia, lá do alto da Acrópole, o lar de Atena, vigiava Atenas, a cidade querida da "deusa de olhos garços".
Atena
Preterida por Páris no célebre concurso de beleza no monte Ida, pôs-se inteira, na Guerra de Tróia, ao lado dos aqueus, entre os quais seus favoritos foram Aquiles, Diomedes e Ulisses. na Odisséia, diga-se de passagam, a deusa augusta se transformará na bússola do nóstos, do retorno de Ulisses a Ítaca, e, quando o herói finalmente chegou à pátria, Palas Atena esteve a seu lado até o massacre total dos pretendents e a decretação de paz, por inspiração sua, no seio das famílias da ilha de Ítaca. Sua valentia e coragem comparam-se às de Ares, mas a filha de Zeus detestava a sede de sangue e a volúpia de carnificina de seu irmão, ao qual, aliás, enfrentou vitoriosamente.

Sua bravura, como a de Ulisses, é calma e refletida: Atena é, antes de tudo, a guardiã das Acrópoles das cidades, onde la reina e cujo espaço físico defende, merecendo ser chamada Polías, a "Protetora", como ilustra o mito do Paládio. É sobretudo por essa proteção que é ainda cognominada Nike, a vitoriosa. Uma tabuinha da Linear B, datando de mais ou menos 1500 a.e.c., faz menção de uma A-ta-na po-ti-ni-ja, antecipando-se, assim, de sete séculos à (Pótnia Athenaíe) de Homero e demonstrando que a "Atena Soberana" era realmente a senhora das cidades, em cuja Acrópole figurasse o seu Paládio.

Sem se esquecer de suas antigas funções de Grande Mãe, deixando inteiramente de lado seu denodo bélico, Atena Apatúria, além de presidir nas Apatúrias à inscrição das crianças atenienses em sua respectiva fratria, favorecia, enquanto (Hyguíeia), Higiia, enquanto deusa das "boas condições de saúde", a fertilidade dos campos, em benfício de uma população a princípio sobretudo agrícola. É com esse epíteto que a protetora de Atenas se associava a Demeter e a Core/Perséfone numa festa denominada (Prokharistéria), que se poderia traduzir por "agradecimentos antecipados", porque tais solenidades se celebravam nos fins do inverno, quando recomeçavam a brotar os grãos de trigo.

Estava também ligada a Dionisio nas (Oskhophória), quando solenemente se levavam a Atena ramos de videira carregados de uvas. Uma longa procissão dirigia-se, cantando, de um antigo santuário do deus do vinho, em Atenas, até Falero (nome de um porto da cidade), onde havia um nicho da deusa.

Dois jovens, com longas vestes femininas, o que trai um rito de passagem, encabeçavam a procissão, transportando um ramo de videira com as melhores uvas da safra.
É bom não se esquecer ainda que na disputa com Posídon pelo domínio da Ática e, particularmente, de Atenas, Atena fez brotar da terra a oliveira, sendo, por isso mesmo, considerada como a inventora do "óleo sagrado da azeitona".
Atena
Deusa guerreira, na medida em que defende "suas Acrópoles", deusa da fertilidade do solo, enquanto Grande Mãe, Atena é antes do mais a deusa da inteligência, da razão, do equilíbrio apolíneo, do espírito criativo e, como tal, preside às artes, à literatura e à filosofia de modo particular, à música e a toda e qualquer atividade do espírito. Deusa da paz, é a boa conselheira do povo e de seus dirigents e, como Têmis, é a garante da justiça, tendo-lhe sido mesmo atribuída a instituição do Areópago. Mentora do Estado, ela é também no domínio das atividades práticas a guia das artes e da vida especulativa.

E é como deusa dessas atividades, com o título de (Ergáne), "Obreira", que ela preside aos trabalhos femininos da fiação, tecelagem e bordado. E foi precisamente a arte da tecelagem e do bordado que pôs a perder uma vaidosa rival de Atena. filha de Ídmon, um rico tintureiro de Cólofon, Aracne era uma bela jovem da Lídia, onde o pai exercia sua profissão.

Ainda como (Ergáne), "Obreira", a grande deusa presidia aos trabalhos das mulheres na confecção de suas próprias indumentária, pois que ela própria dera o exemplo, tecendo sua túnica flexível e bordada. E na festa das (Khaikeia), festas dos "trabalhadores em metais", deuas ou quatro meninas, denominadas Arréforas, com auxílio das "Obreiras" de Atena, iniciavam a confecção do peplo sagrado, que, nove meses depois, nas Panatenéias, deveria cobrir a estátua da deusa, substituindo o do ano anterior.

Associada ainda a Hefesto e Prometeu, no Ceramico de Atenas, ainda por ocasião das (Khalkeia), era invocada como a protetora dos artesãos. Foi seu espírito inventivo que ideou o carro de guerra e a quadriga, bem como a construção do navio Argo, em que velejaram os heróis em busca do Velocino de Ouro.

A maior e mais solene das festas de Atena eram as Panatenéias, em grego (Panathénaia), solenidade de que partiticipava Atenas Inteira, e cuja instituição se fazia remontar a um dos três maiores heróis míticos de Atenas: Erictônio, Erecteu ou Teseu, este último Atena e Crono - Pintura sobre telarealizador mítico do sinecismo.A comemoração era primitivamente anual, mas, a partir de 566-565 a.e.c. as Panatenéias tornaram-se um festival pentetérico, a saber, que se realizava de cinco em cinco anos e que congregava a cidade inteira. Um banquete público, que "re-unia" e unia todos os membros da pólis, dava início à grande festa.

Seguiam se jogos agonísticos, cujos vencedores recebiam como prêmio ânforas cheias de azeite, proveniente das oliveiras sagradas de Atena. Havia ainda corrida de quadrigas e um grande concurso de pirricas, danças guerreiras, cuja introdução em Atenas passava por ter sido da filha querida de Zeus. Precedendo a solenidade maior, realizava-se a (Lampadedromía), "corrida com fachos acesos", uma verdadeira course aux flambeaux, quando se transportava o fogo sagrado de Atena, dos jardins de Academo até um altar na Acrópole. As dez tribos atenienses participavam com seus atletas.
Atena
Atena
Atena teve um nascimento no mínimo diferente. Métis, primeira esposa de Zeus, a deusa da Prudência, quando estava grávida Urano profetizou que teria ela uma criança mais poderosa que o pai. Zeus desesperado com a profecia engoliu sua esposa.
Algum tempo depois, foi acometido de uma terrível dor de cabeça e pediu que Hefesto, o deus guerreiro, desse uma machadada em sua cabeça.

Logo o machado encostou, nasceu Atena, adulta, vestida, com muita sabedoria e armada da cabeça de Zeus, dançando uma dança de guerra e soltou um grito de guerra triunfante.
Deusa da Justiça, é uma das três deusas virgens, protetora do lar e também guerreira. Muito racional, elabora estratégias e táticas de guerra.
Padroeira da cidade de Atena, possui um lindo templo Partenon em que os relevos a representam como uma guerreira com capacete, lança, escudo e couraça.

Animal: coruja.
Planta: oliveira.
" Não podem, por acaso, os tiranos
Senão pelos tiranos ser vencidos,
Não pode mais, acaso, a Liberdade
Achar na Terra um campeão, um filho,
Como Colúmbia, ao irromper, um dia,
Armada e imaculada como Palas? "

Atena

Atena
Embora a mitologia lhe reservasse várias atribuições, em todas elas Atena personificava a serenidade e a sabedoria características do espírito grego.
Zeus, segundo a Mitologia Grega, para evitar o cumprimento de uma profecia, engoliu sua amante grávida, a Oceânide Métis.
Depois ordenou a Hefesto que lhe abrisse a cabeça com um golpe de machado e dela nasceu Atena, já armada. Acredita-se que ela era originalmente a deusa-serpente cretense, protetora do lar.
Adotada pelos micênicos belicosos, seu caráter tutelar completou-se com o de guerreira. Finalmente, transformou-se na deusa protetora de Atenas e outras cidades da Ática.
Como todos os deuses do Olimpo, Atena tinha um caráter dual: simbolizava a guerra justa e possuía uma disposição pacífica, representando a preponderância da razão e do espírito sobre o impulso irracional.
Em Atena residia a alma da cidade e a garantia de sua proteção.
Na tragédia Eumênides, Ésquilo deu expressão acabada à figura sábia e prudente de Atena, atribuindo-lhe a fundação do Areópago, conselho de Atenas.
O mito afirma que Atena inventou a roda do oleiro e o esquadro empregado por carpinteiros e pedreiros. As artes metalúrgicas e os trabalhos femininos estavam sob sua proteção; o culto a Atena se baseava no amor ao trabalho e à cidade.
Seu principal templo, o Pártenon, ficava em Atenas, onde anualmente celebravam-se em sua honra as Panatenéias e davam-lhe o nome de Atena Partênia.
Foi representada por Fídias na célebre estátua do Pártenon, de que se conserva uma cópia romana do século II da era cristã.
Os relevos desse templo apresentam sua imagem guerreira, com capacete, lança, escudo e couraça.
Os romanos assimilaram-na à deusa Minerva (que, com Juno e Júpiter, compunha a tríade capitolina) e acentuaram ainda mais seu caráter espiritual, como símbolo da justiça, trabalho e inteligência.
Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

Vamos rir! Não resisti mesmo! Mel Brooks - "To be or not to be..." e BOM ANO NOVO, A RIR, CLARO!

Os palhaços do Cirque du Soleil...


Banif – um novo BPN

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Banif – um novo BPN



1 -A comunicação social tem vindo a divulgar nos últimos dias, que o governo terá decidido realizar uma operação financeira, recorrendo a capitais públicos, de recapitalização do Banif num valor superior a 1100 milhões de euros. A ser assim, confirma-se o que o PCP há muito tem dito sobre a verdadeira natureza da crise económica e social em que o País está mergulhado e quem dela se serve.
Aos trabalhadores, aos reformados e pensionistas, aos pequenos e médios empresários, ao povo português em geral, o governo impõe sacrifícios, reduz-lhes os rendimentos através do roubo dos salários e do aumento brutal dos impostos, aos banqueiros mantém-lhes os benefícios fiscais e recapitaliza-lhes as empresas com dinheiros públicos. Ao contrário da história do herói mítico, este Robin Wood dos novos tempos (governo PSD/CDS-PP), rouba aos pobres para dar aos ricos.
É inaceitável que precisamente no momento em que é promulgado o Orçamento do Estado para 2013 -o pior orçamento desde o fascismo – que contempla um brutal aumento de impostos com o argumento de que o País precisa de reduzir o défice das contas públicas através da redução da despesa do Estado, o governo negocie com a administração do Banif uma operação financeira de recapitalização do banco com dinheiros públicos. Um autêntico brinde de Natal oferecido em bandeja de ouro aos accionistas do Banif, os mesmos que durante anos sacaram centenas de milhões de euros de lucros do Banco. Só na primeira década do novo milénio este Banco teve de lucros líquidos 508,4 milhões de euros e entregou aos seus accionistas de dividendos 216 milhões de euros (41% do total de lucros), o que é muito dinheiro para um banco da dimensão do Banif.
2 -De acordo com o que tem sido divulgado, a operação financeira de 1 100 milhões de euros inclui a compra de acções do Banco, ficando o Estado português detentor da quase totalidade do Banco e um empréstimo no valor de 400 milhões de euros (só esta parte vence juros). Vale a pena lembrar que estando este Banco cotado em Bolsa o seu valor bolsista é hoje de apenas 83 milhões de euros, mas o Estado decide injectar 13,3 vezes esse valor.
Tal como aconteceu com o BPN, o governo prepara uma «nacionalização» temporária cujo objectivo é, mais uma vez, resolver os problemas do banco e depois entregá-lo limpinho para que os seus accionistas continuem a sacar os seus lucros. Vamos certamente assistir a um processo de transferência dos prejuízos de uma entidade privada para as contas do Estado, prejuízos acumulados nestes dois últimos anos em resultado de uma gestão irresponsável e determinada pelos ganhos da especulação financeira.
Esta é uma falsa nacionalização em que o alto risco será coberto pelo dinheiro dos contribuintes. O banco não só não tem activos suficientes como dificilmente vai gerar proveitos aceitáveis para devolver o dinheiro ao Estado. Acresce que o Estado fica em posição maioritária mas só pode nomear um administrador não executivo. E um membro para o conselho fiscal. Uma vergonha!
Este é o mesmo banco que já depois de ter encerrado 17 balcões em 2011 e despedido mais de 120 trabalhadores, anunciou o encerramento de mais 50 balcões com o despedimento de mais 160 trabalhadores. Ou seja, também no Banif, tal como está a acontecer no BCP e no BPI, o Estado financia com dinheiros públicos ( a concretizar-se esta operação serão mais de 7 mil milhões de euros nestes três bancos) processos de reestruturação que incluem o despedimento de milhares de trabalhadores, ao mesmo tempo que reduz para 12 dias de salário por ano de trabalho, a indemnização por despedimento, aos trabalhadores por conta de outrem.
3 – A solução para os problemas do sector financeiro em Portugal não passa por injectar dinheiros públicos em empresas cuja existência e gestão são determinadas pelo lucro fácil e especulativo, e muito menos através de falsas nacionalizações que apenas garantem a transferência dos prejuízos dessas empresas para a órbita do Orçamento do Estado.
Como o PCP há muito vem defendendo, a recuperação do comando político e democrático do processo de desenvolvimento, com a subordinação do poder económico ao poder político democrático, coloca na ordem do dia a necessidade de um sector público forte e dinâmico, especialmente em sectores estratégicos da economia, como é o caso do sector financeiro, e designadamente em relação à banca comercial.

TVI 24 - CONTANÇA - Críticas de Mota Amaral ao seu próprio governo

Mota Amaral -  Personalidade discreta com críticas demolidoras ao governo, falando em "alastramento de uma verdadeira catástrofe", assinalando o isolamento do executivo. Isto é significativo porque é o que diz todo o PSD em surdina, não acreditando no OE; questiona como é que os deputados da maioria votaram um orçamento que todos acham que nos levará à catástrofe.
Isto acontece no mesmo dia em que o PR vem repetir que este deve ser o ano do crescimento, acompanhado de Paulo Portas; está a formar-se agora a dupla Portas/PR, o que deixa o PM numa posição completamente isolada e vai ter consequências a meio do ano, em relação à execução orçamental, sendo impossível Gaspar sobreviver a mais um ano de contas furadas.
Há (a propósito do IRC e das indemnizações por despedimento) um desnorte completo dentro deste governo, sem coordenação política nenhuma, em que cada ministro diz a sua coisa; é uma trapalhada pegada com consequências negativas para o país; temos um governo que parece à bulha

Gota de água

Mais um banco protegido pelo estado e sustentado pelo sacrifício de inocentes.


  O BANIF é o protegido que se segue!  

A história que se segue é uma verdadeira ofensa a todos os contribuintes. 
O estado, quando se trata de ajudar banqueiros falidos, não tem mãos a medir. 
Os milhões jorram e aparecem sempre, nem que tenham que se ir buscar aos lares 
das famílias portuguesas, que quase sempre desconhecem porque razão insistem em 
aumentar-lhe os impostos. Tranquilos, os contribuintes, desconhecem por onde se 
esgotam os seus impostos e sacrifícios. 
Vejamos mais este descaramento, o BPN foi um caso, este do BPP teve outros contornos, 
mas o dinheiro do estado também não foi poupado. 
# - O estado deu garantias a quem investisse num fundo para salvar o BPP, 
e agora vamos ter que as pagar, e custarão entre 142 milhões e 248 milhões aos 
cofres do estado! De mestre!?
# - Uma dessas empresas, que investiu no BPP, era uma empresa pública de 
tratamento de lixo, investiu mais de 15 milhões. A IGF estranha que uma empresa 
pública arrisque dinheiro neste tipo de negócios de risco. 
#- O estado para além de dar a garantia aos clientes (250 mil euros por cada 
cliente) também deu uma garantia aos credores, aqueles que emprestaram dinheiro 
ao BPP... no valor de 450 milhões. Como o BPP não pagou, o estado teve que pagar. 

É este o regabofe com que gerem os nossos impostos...  tudo isto foi realizado no 
governo de Sócrates, mas como são todos amigos, Passos Coelho fez questão de 
prosseguir o saque aos portugueses! 

Citação da noticia original.
 "A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) fez as contas e estima que a garantia do Estado concedida 
aos ex-clientes do Banco Privado Português (BPP) vai custar aos cofres do Tesouro 
entre 142,9 milhões de euros e 248,6 milhões de euros.
A factura a pagar pelos contribuintes resulta do compromisso assumido em 2010 pelo 
governo de José Sócrates com os ex-clientes de retorno absoluto do BPP que aderiram ao 
Fundo de Gestão Passiva – Fundo Especial de Investimento Fechado (FEI). 
O compromisso foi reiterado pelo actual executivo de Passos Coelho.
Recorde-se que a instituição de João Rendeiro entrou em processo de saneamento 
financeiro em Novembro de 2008, dadas as dificuldades de liquidez e a impossibilidade 
de cumprir as suas obrigações financeiras. 
Em Abril de 2010, o Banco de Portugal revogou-lhe a autorização de exercício de 
actividade bancária. O Estado substitui-se ao banco, concedendo uma garantia até 
250 mil euros por cada titular que aderiu ao FEI para cobrir a eventualidade de, 
na maturidade em Março de 2014, o fundo não render o esperado e o suficiente para 
devolver o dinheiro a todos os ex-clientes.
No relatório de actividades de 2011, divulgado recentemente, a IFG revela ter feito uma 
estimativa das responsabilidades globais do Estado com base na análise exaustiva das contas 
de 4152 titulares, o equivalente a mais de 915,4 milhões de euros de património dos ex-clientes. 
No entanto, 19,5% deste montante ficou excluído da garantia estatal por situações de não 
elegibilidade. Assim, o compromisso do Estado vai incidir no património global de 737,2 
milhões de euros.
Entre os clientes que foram excluídos, as Finanças destacam uma entidade do sector público 
administrativo, (...) Esta empresa do sector público administrativo é uma entidade de tratamento 
de lixos, embora o relatório não a identifique. Em Novembro de 2008, essa empresa tinha 
quatro aplicações no BPP, no montante global de 15,9 milhões de euros, não elegível para 
o Sistema de Indemnização de Investidores, Fundo de Garantia de Depósitos e garantia do Estado, 
pelo que apenas será ressarcida através da eventual valorização do Fundo Especial de Investimento. 
Neste caso particular, a IGF “estranha que uma entidade do sector público administrativo 
tenha aplicado os seus excedentes em capitais que, embora garantidos pelo banco, revelavam 
as condições gerais forte exposição ao risco”, pode ler-se no relatório.

Além da garantia dada aos clientes, o Estado concedeu aval estatal ao empréstimo de 450 
milhões 
de euros prestado por seis bancos ao BPP em 2008. Depois de revogada a licença bancária 
ao banco de João Rendeiro, as instituições accionaram a garantia estatal e o Estado foi 
obrigado a pagar esses 450 milhões de euros que continuam por reaver.
O Banif Gestão de Activos é a entidade gestora do FEI. Segundo o relatório do primeiro 
semestre deste ano, disponível na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Fundo 
regista uma valorização de 3,56% anualizada desde o início da actividade. No essencial, 
o património do FEI está investido em dívida financeira, dívida de crédito estruturado e acções.

Actualmente, o valor das unidades de participação do FEI é de 0,9945 euros e já foram 
efectuadas quatro distribuições de rendimentos. Os ex-clientes vão receber, na próxima 
segunda-feira, um novo pagamento, que, segundo a informação da sociedade gestora, será de 
0,0297 euros líquidos por unidade de participação." fonte


ARTIGO COMPLETO: 
http://apodrecetuga.blogspot.com/2013/01/mais-um-banco-protegido-pelo-estado-e.html#ixzz2H6freqoK