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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


"Burlão do ano"

O enorme destaque dado por toda a comunicação social a um suposto "burlão" que dá pelo nome de Artur Baptista da Silva faria supor que o homem merece o título de "Burlão do ano". Ora, a verdade é que Artur Baptista da Silva está muito longe de merecer tal "galardão". De facto, que fez o homem que justifique a atribuição do título? Que se saiba, o apressadamente qualificado de "burlão", para além de ter apresentado umas tantas credenciais alegadamente falsas (consultor da ONU e do Banco Mundial e professor de Economia Social da Milton Wisconsin University) limitou-se a fazer umas palestras dando conta das suas ideias sobre o modo de ultrapassar as dificuldades económicas por que passam, em particular, os países do Sul da Europa, desempenhando-se nessa tarefa de tal forma que não suscitou reservas por parte de especialistas. Tanto assim que foi convidado para dar entrevistas e participar em debates em vários órgãos de comunicação social, chegando mesmo as suas intervenções a merecer citações na imprensa estrangeira. Além do mais, tanto quanto se sabe, o homem não prejudicou vivalma, o que, definitivamente, lhe retira qualquer possibilidade de alcançar o título.
Este pertence, desde há dois anos a esta parte, a  Pedro Passos Coelho.  Sem hipótese de contestação. Gaspar e Portas ainda poderiam ser encarados como fortes candidatos. Artur Baptista da Silva pode ser "burlão", mas forte candidato ao título, perante a concorrência, é que de forma nenhuma.

Terra dos espantos


O fascismo com pezinhos de lã

"Na realidade o muito que se fez pôs talvez mais em evidência o que não foi possível fazer, se realizou imperfeitamente ou se deixou perder depois de praticamente realizado. E na nossa mente deve ter-se sempre a necessidade de fomentar constantemente e por todos os meios o aumento do nível de vida geral do povo português, de resolver, em todos os escalões, o problema ainda premente da habitação e de levar a educação e a instrução a todos os lares portugueses. Continua a haver, infelizmente, muita gente que vive mal e com dificuldades imensas: façamos tudo, mas tudo, para que a sua vida não continue a ser apenas um martírio. Com este apelo, que vem do mais intimo da minha alma , chego ao fim desta mensagem. Mas não quero terminá-la sem que antes exprima, mais uma vez, toda a minha fé e toda a minha esperança nos destinos de Portugal." (Américo Tomás, último Presidente da República da ditadura, 1 de Janeiro de 1966)

 

"Este não foi o Natal que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos [a] que se habituaram. Muitos não conseguiram ter a família toda à mesma mesa. E muitos não puderam dar aos filhos um simples presente. Já aqui estivemos antes. Já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos, já demos aos nossos filhos presentes menores porque não tínhamos como dar outros. Mas a verdade é que para muitos, este foi apenas mais um dia num ano cheio de sacrifícios, e penso muitas vezes neles e no que estão a sofrer.
A eles, e a todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com pesar mas com o orgulho de quem sabe que os sacrifícios que fazemos hoje, as difíceis decisões que estamos a tomar, fazemo-lo para que os nossos filhos tenham no futuro um Natal melhor." (Pedro Passos Coelho, actual Primeiro-ministro, 26 de Dezembro de 2012)

Passados 46 anos, 38 dos quais em regime supostamente democrático, e descontada a diferença de idade e de cargo dos protagonistas, o que existe de verdadeiramente diferente nestas duas mensagens?
NADA!
Ambas são perfeitos exercícios de reles propaganda política, cinismo e hipocrisia.
Ambas exalam o mofo pestilento do salazarismo.

"O fascismo é uma minhoca
Que se infiltra na maçã
Ou vem com botas cardadas
Ou com pezinhos de lã"

Não há dúvida. Paulatinamente, ele está aí outra vez… Não tarda nada!

Cantigas do Maio

as primeiras reacções à mensagem de passos coelho no facebook


















E o parlapatão é só o Pacheco?

Aquilo que por aí se vai dizendo sobre o Pacheco que embarretou a nata da inteligência jornalística nacional faz lembrar Scolari quando perguntava "e o burro sou eu?". Num país de vigaristas e vigarices, onde o governo já se engana a si próprio anda muita gente indignada chamando burlão ao Pacheco. O que dirão os milhares de professores despedidos que roem as unhas com saudades do tempo em que dia sim, dia não iam a manifestações? O que dirão os tais jovens à rasca que andam tão silenciosos que até parece que já se desenrascaram  O que dirão os taxistas, habitual tropa de choque do PSD, ou os camionistas que agora nem ganham para o mata bicho nas longas horas em que são forçados a encostar as viaturas? O que dirão os muitos milhares de restaurantes que no tempo de Sócrates eram centro de propaganda anti-governo por causa da ASAE e agora fecharam as portas?

Apetece perguntar se então, o burlão é o Pacheco ou e o Pacheco é o único pardalinho a comer o trigo da nossa paciência.

O Gaspar não acerta uma única das suas previsões, os erros são de tal magnitude que é legítimo se não são erros premeditados que visam provocar desvios, que por sua vez, vão justificar as opções extremistas do ministro e o burlão é o Gaspar?
   
Houve aí um senhor que andou em roteiros de exclusão exibindo a miséria nacional e que chegou a defender que o povinho não suportava mais austeridade mas agora aprova todas as medidas, sejam cortes salariais ou aumentos brutais de impostos e o parlapatão é só o Pacheco?
  
O Passos Coelho chumbou o PEC IV porque era contra mais impostos, prometeu reformas e crescimento para 2012, governo ignorando o programa eleitoral e o de governo, faz tudo ao contrário do que promete e o parlapatão é apenas o Pacheco?
  
O sôr Álvaro faz acordos de concertação social e depois adopta medidas brutais como a famosa TSU sem dar qualquer conhecimento aos parceiros sociais e o parlapatão é só o Pacheco?
  
O Paulo Portas andou pelas feiras armado em defensor do contribuintes, disse que ia para o governo aligeirar o extremismo do PSD, à porta fechada aprova desde a TSU ao aumento dos impostos e depois vem a público armado em indignado e rapidamente desaparece do país, enchendo a mula de viagens e hotéis de cinco estrelas à conta do dinheiro dos contribuintes e o parlapatão é só o Pacheco?
  
O Miguel Relvas anda por aí a descerrar placas onde se auto intitula dr, viaja por esse mundo fora com bilhetes pagos pelos contribuintees onde o seu nome é dr. Relvas e só o Pacheco é que é parlapatão?
  
Este país está a perder a noção do ridículo, foram incapazes de contestar as opiniões do Pacheco, até o convidaram para grandes conferências e entrevistas em jornais e programas de televisão de referência, nem durante nem depois das intervenções alguém se lembrou de o contestar, de contrariar os números ou soluções, acotovelaram-se paraa o cumprimentar, ofereceram-lhe almoços, imploraram-lhe para os contemplarem na agenda preenchida e agora sentem-se ofendidos?
  
Até a procuradoria está gastando o escasso dinheirito dos contribuintes para analisar as diabruras do Pacheco, como se fosse o mais perigoso parlapatão nacional. Estão enganados, o único prejuízo que o Gaspar provocou foram umas almoçaradas e jantaradas, o que em tempos de recessão nem sequer é prejuízo, são pequenas baforadas de oxigénio keynesiano. Os parlapatões perigosos são outros, são os que em vez de promoverem almoços determinam a falência de milhares de restaurantes, que transformam portugueses qualificados em quase inddigentes, que destroem uma parte significativa do tecico económico e social, que expulsam uma parte dos quadros qualificados do país, que transformam o país numa ilha de miséria económica, social e cultural em plena Europa do século XXI.
  
Esses sim que são os parlapatões, porque parlapatão é aquele "que se vale de embustes, de contar mentiras e vantagens; fanfarrão". Não foi assim que um político vulgar, mal preparado, sem ideias e sem habilitações chegou ao poder? E o parlapatão é só o Pacheco?

O jumento

MIL MILHÕES PERDIDOS NO "BORDEL DE LUXO"



"Já ninguém fala de Joe Berardo e das negociatas que envolveram CGD e 
BCP, mas convém recordar a brincadeira . Além de apontar para a típica impunidade das 
personagenzinhas de 'Lesboa', a tal brincadeira vai custar-nos dinheiro. Sim, a nossa 
carteira vai ser chamada ao assunto.
Joe Berardo recebeu da CGD cerca de mil milhões de euros para comprar 5% do 
BCP, e deu como garantia as próprias acções do BCP. Se tudo corresse bem, Berardo 
vendia as acções e ficava com o dinheiro. É o que se chama ficar-rico-sem-mexer-uma-palha. 
Se tudo corresse mal, o prejudicado era a CGD, isto é, o dinheiro dos contribuintes.
Como se sabe, a realidade optou pela segunda via. Acções que valiam mil milhões 
em 2007 
valem hoje um décimo desse valor.
Mas, atenção, o esqueminha não acaba aqui. Os 5% comprados com o dinheiro da CGD 
bastaram para Joe Berardo ajudar a colocar os administradores da CGD, Vara e Santos 
Ferreira, ao comando do BCP.

Primeira pergunta: num país com tantas leis, não existe por aí uma alínea que considere 
isto um crime? Esperemos sentados.
Segunda pergunta: quem é que paga a conta final desta OPA chico-esperta? Nós. 
O empréstimo da troika tem lá uns milhões para o sistema bancário, e as imparidades 
da CGD estão em níveis gigantescos. Só no ano passado chegaram aos 1,2 mil milhões, 
e este valor continuará a marcar as imparidades do banco estatal nos próximos anos. 
Mais cedo ou mais tarde, a CGD realizará aumentos de capital para tapar o buraco, isto é, 
acabará por receber mais dinheiro dos nossos impostos.

Ora, naquele mar de imparidades confirmadas, está já incluído o dinheiro 
emprestado a Berardo? 
Se sim, quando é que o sujeito nos devolve o dinheiro? 
Mais: já que o Ministério Público não vê na negociata um crime mais explícito, não podemos 
ver ali um daqueles crimes implícitos, assim ao jeito de gestão danosa? 
Os gestores que deram os créditos que geraram semelhante mar de imparidades 
não deviam ficar impunes. Mas, claro, a impunidade é o nome do meio desta terra 
de Deus." Expresso


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