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domingo, 23 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS




Português que se fez passar por coordenador da ONU pode ser um impostor

Artur Baptista da Silva dizia que coordenava uma equipa da ONU encarregada pelo secretário-geral Ban Ki-moon para apresentar um relatório da crise na Europa do Sul. Foi entrevistado em programas de TV e por jornais como o Expresso. Apresentou três pontos para uma renegociação com a Troika. Um dia depois de ter sido entrevistado pelo programa Expresso da Meia-Noite, a SIC revela que tudo pode ter sido mentira.

Uma reportagem da SIC neste domingo desvendou a farsa de Artur Baptista da Silva. No sábado, ele havia sido entrevistado no programa Expresso da Meia-Noite. Chegou a propor a renegociação da dívida portuguesa numa entrevista ao Expresso do dia 15 de Dezembro. Fontes da SIC nas Nações Unidas desconhecem o "economista" e negam a existência de Observatório do qual Baptista da Silva alega ser o coordenador.
" Estamos muito preocupados nas Nações Unidas com as consequências sociais das medidas de austeridade. Temos de sair desta crise. Nós, nas Nações Unidas perguntámos às autoridades europeias: as autoridades portuguesas não vos pediram as mesmas condições que estão a ser dadas à Grécia, pois não ? Então porque é que os senhores estão a levantar esse problema? Nós nas Nações Unidas fomos criados para manter a paz e erradicar a pobreza".  Estas foram algumas das declarações que Artur Baptista da Silva fez no último programa do Expresso da Meia-Noite exibido pela SIC. 
Menos de 24 horas depois, a própria emissora revelou numa reportagem que tudo pode ter sido uma farsa. Nenhuma fonte da ONU contactada pela SIC ouviu falar de Artur Baptista da Silva. E o seu nome não foi encontrado na busca do site da ONU ou PNUD. Todos contactados pela TV disseram que não existe nenhum Observatório do PNUD ( Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) encarregado de apresentar um relatório sobre a crise na Europa do Sul. Baptista da Silva dizia que era o coordenador do Observatório e consultor do Banco Mundial.
Em entrevista ao Expresso no dia 15 de Dezembro, o alegado economista, que declarou ter feito Doutoramento numa Universidade norte-americana e mestrado numa Universidade belga, propusera a renegociação da dívida portuguesa. " Se não negociarmos já, estaremos dentro de seis meses de joelhos". Chegou a propor uma renegociação de 41 por cento da dívida soberana.
Segundo a reportagem da SIC deste domingo, Artur Baptista da Silva, teria sido responsável por uma burla numa empresa portuguesa na década de 1980, condenado por um desfalque de milhares de contos. Durante todo o dia, a emissora tentou contactá-lo sem sucesso.
O PÚBLICO também fez buscas nos sites do PNUD e das Nações Unidas e não encontrou nenhuma referência à  Baptista da Silva. Tentou contactar fontes nas Nações Unidas mas ainda não obteve resposta. 


AMIGOS DA CAVACAL FIGURA

A SIC mostrou hoje uma reportagem sobre o assalto de milhões e milhões de euros do BPN, em que vários amigos íntimos do presidente da República, são apontados como ladrões e mafiosos do pior porte. Aliás, ele próprio, a cavacal figura e a sua filha, encheram-se de dinheiro de um juro fantástico de 147% que receberam fraudulentamente da SLN, através do compadre Oliveira e Costa. Isto não deve ser nunca esquecido.

Só um povo muito diminuído, com grandes perturbações psicológicas e deficiente massa encefálica, escolhe uma repugnante figura destas para o poder durante 20 anos. Este tipo que tem várias pensões milionárias e que vem açambarcando euros ao ritmo dos golos marcados pelo ataque do Barcelona, não pode negar a evidência de que todos aqueles “gabirus” indecentes da ladroagem à “tripa forra”, isto é; uma espécie de balda em que acreditaram que são todos poderosos e imunes perante a justiça, que os trata com um carinho comovedor. Eles acreditam que a exigência de honradez a eles não se lhes aplica.

Não havia nenhum tipo de anteriores dúvidas, mas depois de ver este trabalho de investigação da SIC, está escarrapachado quem são os ladrões que roubaram tanto e tanto dinheiro na mega-fraude do BPN. É gente muito importante do PSD, é bicheza da intimidade da cavacal figura. São amigos de longa data e de cumplicidades várias, única razão (quero crer) porque andam à solta criminosos da estirpe de Duarte Lima, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Arlindo Cunha, Cardoso e Cunha e tantos outros.

Talvez seja caso único nos anais desta vetusta Europa. Um presidente que toda a gente sabe que foi (e é?) corrupto e que, principalmente, permite e impede que se faça justiça sobre os seus amigos, que muito terão a contar, por certo, se houver coragem para avançar. E que mesmo assim continua no seu posto a fazer mal ao seu povo.

O PSD não passa, há muito, de ser um grupo de malfeitores (as suas direcções e a maioria dos seus barões) que apenas se movimentam em Portugal para o enriquecimento ilícito, e dirimem entre si o compadrio mais apropriado para cada “negócio” à custa do Estado, que andam a minar há décadas, arrombando-o cada vez mais, a um ritmo assustador. Tal é a visão de muitos de nós que pensamos que a não serem travados, estes "gangsters" destruirão o que, paulatinamente, (mal ou bem) levou nove séculos a erigir.

Na citada reportagem os nomes foram sempre acompanhados da cifra devedora com que os ladrões vários se fizeram de espertos. Dois mil milhões de euros já os portugueses foram obrigados a pagar do seu bolso em nome da salvação não sei de quê. O pouco tempo em que Duarte Lima esteve preso na Judiciária, foi de tal maneira escandalosa a situação de privilégio que usufruiu na instituição policial, que corre por todo o lado como um caso (mais um) exemplar de corrupção activa dentro da própria polícia. A cela era uma sala luxuosa, possuía internet, recebia prostitutas de luxo, usava telemóvel à sua vontade, comia opíparamente. Depois… foi para casa, tranquilamente, como um cidadão honrado que nada fez de errado, não obstante aqueles palacetes que comprou com dinheiro pedido ao banco e de borla.

O cartão do PSD continua a permitir fazer milagres e ex-altas figuras do agrupamento político que nos trouxe a miséria, estão mais do que protegidas por cavacos e relvas, por coelhos e loureiros. A luta dos trabalhadores tem de se unificar mais para ter mais força e derrotar esta gentalha sem vergonha e que só têm pensado em enriquecer da forma mais rápida que puderem, calcando tudo e todos no caminho endiabrado do fascínio pelo dinheiro do alheio. Nosso!


O Facebook mostrou hoje suas novas ferramentas de controle de privacidade. As novidades incluem um novo botão no canto superior direito com atalhos para ferramentas importantes, uma atualização na página Registro de atividades e até um recurso para solicitar a remoção de conteúdo indesejado, como fotos constrangedoras em que você foi marcado.
O botão Controle de Privacidade ficará do lado do ícone de configurações do Facebook e exibirá as perguntas “Quem pode visualizar minhas coisas?”, “Quem pode entrar em contato comigo?” e “Como eu faço para impedir alguém de me incomodar?”, que nada mais são do que atalhos para ferramentas que já existiam antes — mas que nem todos os usuários conheciam.
Permissão para publicar na sua timeline, agora em janela separada
Também há uma pequena mudança na janela de autorização de aplicativo. Quando você se conectava a um aplicativo no Facebook, uma janela permitia que você personalizasse as permissões que o aplicativo teria. Assim, você poderia conceder o acesso ao seu perfil público mas bloquear a publicação de mensagens na sua linha do tempo. O Facebook continuará fazendo essa pergunta, mas agora ela estará numa janela separada.
O Registro de atividades, que registra praticamente tudo o que você faz no Facebook, está de cara nova. E está mais útil também, especialmente se você possui amigos que marcam você em todas as fotos: agora será possível remover várias marcações ao mesmo tempo. De quebra, tem uma opção para solicitar que o seu amigo remova a foto do Facebook, inclusive com uma mensagem personalizada.
Ferramenta de remoção de tags em fotos do Facebook
Outras pequenas mudanças envolvem a adição de mensagens educativas sobre privacidade e o funcionamento do Facebook. As novidades estarão disponíveis para todos os usuários até o final do ano. Mais informações podem ser encontradas no comunicado oficial do Facebook.

Veja como é Mila Kunis, a mulher mais sexy do mundo em 2012, sem maquiagem


Mila Kunis, nomeada a mulher mais sexy do mundo em 2012 pela revista Esquire, passea com seu cão, juntamente com Ashton Kutcher. Sem maquiagem ela é bem feia e nem um pouco "séquici". Tire suas conclusões 

















PARA OUVIR COM MUITA ATENÇÃO E SE NECESSÁRIO OUVIR OUTRA VEZ, DEPOIS CADA UM QUE TIRE AS SUAS ILAÇÕES !

UM COWBOY DIFERENTE



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tome lá, porque é natal (12)

Não sabe o que oferecer a esse alguém muito especial, marido, filho, sobrinho, afilhado? Se vivesse na América, tinha a solução em qualquer supermercado Walmart. Por um preço imbatível, mais imbatível do que o de uma vida humana, poderia oferecer um daqueles brinquedos que matam. São baratos e, quem os recebe, guardá-los-á para toda a vida. Mesmo que a vida lhes seja curta. 








O CANIL DOS CÃES ZAROLHOS





desgraçadamente ladram mas não mordem

buscam nas urnas os donos
e estes passando a mão pelo pêlo
roubam-lhes a ração da boca 
logo à boca das urnas 

sempre fiéis e de beiços arreganhados
basta um açoite no traseiro 
para ficarem mais obedientes e servis

os cães afiam os dentes
temendo as garras e os bicos dos abutres 
numa ilusão - rasante às ciladas 
da vida - gretada de palavras febris

uns ousam ladrar mais acirrados
correndo o risco de serem encarcerados 
enquanto outros saltam a cerca 
antes da manhã derramelar as hienas 


e há os que se atiram contra o arame
farpado
             esfarrapando-se em massa 
num mimetismo desesperante

subalimentados ladram docinho
roçando as pernas dos donos 
para ganhar um osso 
na praia dos trompetes em chamas 
à beira-mar da noite espezinhada 
pelo terror das hienas
enquanto anónimos suicidam-se 
no sussurro da infâmia 
defronte aos que mastigam bolores 
para sobreviverem

a caridade vai derramando asfixiante
misturando-se a um crude solidário 
                                                         legal
e é legal ladrarem um poucochinho 
manifestando a ira de açaime sindical

cães velhos corroídos de crostas infecciosas
e respiração barbitúrica 
rosnam aos espelhos do requiem 
sabendo serem um enfarte de trabalhos 
aos tratadores do canil

os veterinários vão ministrando remédios
contra-indicados corroborando 
na deterioração lenta das carnes 
embebidas em minutos sem sangue 
cozinhando a ração para ser distribuída 
aos da lista de espera que teimosamente restam
entre restos de lixo e lixos da fé

colocam açaimes controlando a informação
e uma coleira de mecânicas palavras escolhidas 
repetidas até à exaustão

a imprensa tornou-se parasita e
os jornalistas uns piolhos de salão 
alimentando-se de noticias tosquiadas
                                                              ocultam 
a incómoda realidade para as hienas

os comentadores do regime viraram coveiros

e dentro das valas vão-se babando
as carraças que gravitam ao seu redor
vendendo-se para se sentarem à mesa 
dum ficcionado banquete do real 

com pedigree romano/nazi
tem o canil uma nova dona que vem 
descaracterizando os sinais únicos 
do âmago duma pátria
 

aos peixes saquearam as espinhas
aos frutos os caroços
e um temporal não se levantou

caminhantes dos atalhos moribundos
lançam ao passar pelos dias de esgoto 
sementes bolorentas sabendo de antemão
ser o seu gesto inútil 
                                  ser e nada brotar

rosnam trovões sob a morte das searas

lembranças do purgatório ateiam fogo
às papoilas 
                   ao redor jovens cachorros 
arregaçam os caninos aos escaravelhos 
que esperneiam nos subúrbios do planeta 
                                                                    em agonia 
entrançando de nuances uma existência aziaga

nocturnos eram os rostos
diurnos os sonhos improváveis 
improvável era encontrar os teus dizeres
guardados numa gaveta de nuvens
prenhas de anjinhos com açaimes  
percorrendo lentamente o vazio 
onde ao centro um fedelho agrafa 
penas de toutinegra nas asas do vento 
a raspar a saudade 
                                apunhalando os rostos 
no enterro do pensar porque 
                                               pensar é um veneno
                          

e os retratos ardem nos lugares alertando
ser o amor um tumor de pó e cinza 
                

perseguem estrada fora os da paz
                                                        uma antiguidade
mão de fogo outra de água espelhando o vulcão
cuspindo cadáveres enforcados 
depositando a lava para os olhos 
dos tempos que hão-de vir 
                                            cegando de pavor 

pela estrada paralela caminham os da guerra
seguindo por agora no contrário dos outros 
reacendendo um sangue no peito

ao fundo a encruzilhada

assim chegámos assim chegaremos
à roda a um fim de mínimos de tudo 
onde o todo é um nada 

aos cães bastaria
alimentarem-se bem na infância
daí para a frente o cagado seria o alimento
continuado num circulo rotineiro 
até a morte aparecer para se alimentar da luz
e cuspir a carcaça

o mundo
               mal cheiroso 
confluindo merdas de vendáveis ilusões

como não é meu designo governar
fazer curriculum perpetuar a espécie 
nem mesmo proferir oratórias 
com estandartes bordados de lambidelas 
a um qualquer regime 
uso por hora as letras 
                                    para dinamitar 
o covil das hienas eleitas 
com um cante ao desafio

é escusado irem ver a barca bela 
pois já não se faz ao mar  
a treta nunca foi nela
e os escravos é que iam a remar

santa Merkel é o piloto 
o FMI o general  
que nojento trapo levam 
o fado de Portugal 

as palavras sempre pertenceram à morte

um dia um cachorro das últimas ninhadas
ladrará bem alto pela libertação do canil 
ferrando os dentes nas contorções das hienas 
até o veneno fritar-lhes o cérebro no parapeito 
da janela defronte à estrada muralhada 
de cadáveres em vinagre e nadas

nesse tempo de nova rotina doméstica
eu já não andarei por estas bandas
nesse tempo os homens voltarão
por algum tempo de novo a ler 
nos remoinhos do saber mais além
enquanto lá longe vou minguando 
em busca dos meus olhos laminados
por gente vil que conseguiu tornar-me
na dor que lhes convém

cego seguirei para voltar ao sofrimento da terra
onde todos os trajectos de 
                                           todos 
os lugares vão sempre dar à morte

por hora
por hora volto 
                       ao aconchego dos braços 

o pouco que me resta



Jorge Aguiar Oliveira
Inédito. Cacilhas, Dezembro de 2012


ANAFRE – MANIFESTAÇÃO CONTRA A LEI DAS FREGUESIAS JUNTO DO PALÁCIO DE BELÉM (LISBOA, 22 DE DEZEMBRO DE 2012)

by JPP

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(Sandra Bernardo)
EPHEMERA