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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012



O caso Paulo Portas

por BAPTISTA-BASTOSHoje
Paulo Portas está em desacordo com o Orçamento, mas aprovou-o em nome do "interesse nacional." A invocação deste "interesse" tem-se prestado às maiores vilanias. A abstracção contida no conceito constitui a característica essencial dos políticos que atrás dele se resguardam, a fim de impor o próprio vazio de sentido das suas decisões. Afinal, que é o "interesse nacional"? São os bancos, as companhias de seguros, os interesses dos mais afortunados, o enriquecimento ilícito e, agora, a troika? Na lista das prioridades estamos em último lugar, a verificar pela miséria, pelo desemprego, pela queda abismal do nosso poder de compra, pela emigração em massa dos mais jovens e pela angústia devastadora dos mais velhos. O "interesse nacional" é a máscara da nossa decepção permanente.
Ao refugiar-se nesta efabulação atroz, Paulo Portas desacreditou-se ainda mais. Ele não perdeu a capacidade de tomar posição relativamente à realidade que o rodeia; é demasiadamente arguto e experiente para admitir como verdade o embuste, criado por quem tem do poder uma ideia absoluta, da democracia uma concepção de eguariço e de nós uma percepção de subalternidade.
Ao reconhecer que, no próximo Orçamento, as coisas não serão admitidas tão benevolentemente, Portas confirma que o documento por si aprovado é um estropício, para não dizer uma monstruosidade. A obediência às imposições do PSD, as quais agridem a moral social que proclama defender, amolgam-lhe o carácter e atingem-lhe a honra. Não há como escapar das acusações.
A coligação está por um fio. E não é apenas a exposição de decisões tomadas unilateralmente, como o desprezo demonstrado em assuntos cruciais. Passos considera mais o que lhe sussurra Gaspar do que acolhe o que lhe sugere Portas. Entre estes dois homens há um conflito de culturas e um atrito ideológico. O mal-estar no CDS é difícil de dissimular, e bem pode o patético Relvas asseverar que tudo está muito coeso quando ouvimos os trambolhões que já chegam ao céu.
O "interesse nacional", sobre ter dado cobertura às maiores patifarias, faz-nos engolir, com repugnância, o amargo veneno da servidão. Quem da expressão se tem servido não admite, aos outros, a possibilidade de escolha. "Não há alternativa" é, igualmente, uma frase maldita que nos têm inculcado como impossibilidade de conduta, a não ser aquela que o poder impõe. É no mínimo estranho que um homem lido e havido como Paulo Portas tenha admitido a possibilidade de que todos somos jumentos, e que a preguiça mental e a indiferença cobarde nos hajam definitivamente afectado.
Teve a oportunidade de bater com a porta, e libertar-se das teias de uma política que o embaraça. Não o fez, em nome do tal "interesse nacional", e excedeu os limites éticos tradicionalmente atribuídos aos homens de bem. A escolha foi dele.

QUERO VER TEU ORGASMO


    NALDOVELHO

    Quero deitar minha cabeça em teu peito nu,
    sentir tuas mãos a acarinhar meus cabelos,
    sentir teu cheiro, brincar em teus pelos,
    esquecer minhas pernas entre tuas pernas,
    quero um abrigo seguro, aquecer-me do frio,
    quero a boca entreaberta e a língua atrevida,
    quero a saliva trocada e o suor misturado,
    quero a lágrima de prazer pelo prazer de te ter,
    quero lençóis molhados, travesseiros amassados,
    quero a nascente de um rio, quero o encontro das águas
    e a cumplicidade do segredo sagrado em meus guardados.
    quero escrever teu nome onde só eu possa ler,
    quero tua voz a sussurrar coisas, delírios indecentes
    e sentir em minha pele o calor da tua pele quente,
    quero ver teu orgasmo, quero ter meu orgasmo,
    quero morrer em teus braços e depois renascer redimido,
    livre de todos os meus pecados.

Bardo das sombras

jardim do amor - António Garrochinho

no jardim do amor
tudo floresce
tudo dá flor
e a vizinha na janela

com o pudor
dela

António Garrochinho

ANTES QUE O MUNDO ACABE...

... o governo anuncia amanhã a venda da TAP. Efromovich, sabe-se, viaja logo a seguir, antes da meia-noite, para Marte. Levará Relvas consigo. Quer fazer dele o touro de cobrição que vai repovoar a Terra. Excelentes genes que farão do mundo um lugar melhor.

Quatro almas

JÁ VIRAM ESTA PLANTA SIMPÁTICA !



Carnivore Plant Eating Frog.



FALTA POUCO PARA O DIA 21 !

A GENTE NÃO SABE O QUE É QUE HÁ-DE FAZER

SE EMAGRECER PARA PARECER BONITA

SE COMER PARA MORRER FELIZ !

VEJAM ESTE ACIDENTE COM UM - LADA - (vídeo)


E QUEM FOI QUE DISSE QUE O LADA NÃO É UMA CARRO SEGURO


Administração da Casa da Música demite-se em bloco

Protesto contra cortes orçamentais anunciados pelo secretário de Estado da Cultura.

A administração da Casa da Música, no Porto, presidida por José Manuel Dias da Fonseca, demitiu-se em bloco esta terça-feira, em protesto contra os cortes orçamentais anunciados pelo secretário de Estado da Cultura, Barreto Xavier.
Em comunicado, o conselho de administração escreveu esta terça-feira não estarem reunidas as condições “que, até hoje, garantiram o sucesso da fundação”. 
“Em primeiro lugar, porque o Estado se revelou incapaz de reconhecer que não só existe um acordo fundacional, como também que, já em Abril deste ano, em sede de conselho de fundadores, se chegou a um novo acordo para, face à actual conjuntura, acomodar uma redução não prevista e suplementar de 20% sobre o financiamento inicialmente assegurado de dez milhões de euros”, explicam os responsáveis. 
O conselho de administração mantém-se, no entanto, em funções até à designação dos novos membros, que acontecerá na "próxima reunião de Conselho de Fundadores, a ter lugar, nos termos estatutários, no próximo mês de Março de 2013". 
Ao PÚBLICO, o gabinete do secretário de Estado da Cultura reagiu, lamentando a decisão da administração. "Manifestamos o nosso empenho na continuação do projecto da Casa da Música”, acrescentou.
O conselho de administração, que foi reconduzido pelo Conselho de Fundadores da Casa da Música (quase) integralmente em Abril deste ano para o triénio 2012/2014, era constituído por Maria Amélia Cupertino de Miranda, Rui Amorim de Sousa (vice-presidentes não executivos), Nuno Azevedo (administrador-delegado), José Luís Borges Coelho e Cristina Amorim de Sousa (vogais não executivos). Nessa altura, o conselho de fundadores alegou que a estabilidade da Casa da Música, num momento de crise, passava pela manutenção do actual conselho de administração.
Esta terça-feira, na sequência da demissão, os fundadores emitiram também um comunicado em que explicam terem tomado "conhecimento com mágoa da renúncia" dos administradores, "motivada pelo incumprimento das perspectivas que lhe foram criadas para o exercício da sua actividade".
Cenário de redução
Na prática, a verba atribuída anualmente pelo Estado à Casa da Música, segundo o acordo firmado em 2006, é de dez milhões de euros. Com o corte de 20% acordado com Francisco José Viegas, anterior secretário de Estado da Cultura, a tranche estatal para 2012 (e para 2013) corresponderia a oito milhões de euros. Mas o novo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, já avançara que o Orçamento do Estado para 2013 previa que a Casa da Música fosse abrangida pelo corte de 30% nos apoios do Estado às fundações, o que implica a perda de mais um milhão de euros para a instituição portuense. E a 30 de Novembro, Barreto Xavier reuniu-se com o conselho de fundadores da Casa da Música para reiterar a intenção de operar este mesmo corte. "Para surpresa nossa, ele veio dizer que não havia acordo nenhum! E que o corte para este ano e o próximo era de 30%, inegociáveis", disse na semana passada à Visão o administrador-delegado da Fundação, Nuno Azevedo.
Perante este cenário de uma redução adicional de um milhão de euros para 2012 e 2013, Nuno Azevedo, disse na mesma entrevista que com uma dotação estatal de sete milhões de euros a Casa da Música poderia continuar a funcionar ao "recorrer aos fundos da Fundação, para financiar o incumprimento [do Estado] em 2012 e em 2013. Mas seria altamente prejudicial, porque os fundos ficariam quase esgotados”.
O conselho de fundadores, presidido por Luís Valente de Oliveira, reuniu-se esta terça-feira para aprovar o Plano de Actividades de 2013 e o plano estratégico a três anos da instituição. Mas como fez saber o organismo esta terça-feira em comunicado, "diante da confirmação pelo secretário de Estado da Cultura actual, de um quadro diferente em um milhão de euros daquele que tinha sido definido em Abril passado pelo secretário de Estado anterior, o Conselho de Fundadores, dada a impossibilidade de alterar o Plano de Actividades para 2013, deu parecer favorável à proposta de mobilizar fundos disponíveis para o cabal cumprimento do referido Plano" – ou seja, aprovou o plano de actividades mas não pôde tomar decisões quanto ao outro plano 2013/2015 para a Fundação Casa da Música.
Sobre a decisão de manter o corte de 30%, o conselho de administração lembra ainda o recente Censo às Fundações, no qual a Casa da Música foi avaliada negativamente. “Ou seja, o Estado, não satisfeito com uma redução de 50% na despesa que tem actualmente com a Casa da Música e Orquestra Sinfónica, por comparação com o ano 2005, insiste na inevitabilidade de uma redução suplementar que vai para além do que é economicamente sustentável, refugiando-se neste incidente administrativo e legal para justificar o incumprimento do acordo de Abril deste ano, quer em relação ao valor do financiamento para o exercício 2012, que agora termina, quer em relação a 2013, e, mesmo, para os anos futuros.”
“Em terceiro lugar e por último, o Estado deu a entender, na reunião do Conselho de Fundadores no final do mês passado, que o Conselho de Administração não teria sido prudente em avançar com a execução do plano de actividades em 2012 e com a preparação do ano de 2013 apenas com base na palavra do anterior Secretário de Estado da Cultura, mesmo tendo sido proferida em sede de Conselho de Fundadores”, conclui a nota dos administradores. 
A Casa da Música apresentou a 21 de Novembro a sua programação para 2013 (que tem um peso de 60% no orçamento da temporada do próximo ano) num cenário em que o corte orçamental acordado em Abril entre a Secretaria de Estado da Cultura e o Conselho de Fundadores era de 20% (regime também aplicado ao Centro Cultural de Belém) e em que não existia “nenhuma indicação” de que o corte seria superior, segundo o administrador-delegado da Fundação, Nuno Azevedo. Sendo que a programação foi pensada em função das restrições orçamentais, Nuno Azevedo garantiu na altura que qualquer alteração que pudesse ser anunciada não colocaria em causa a programação delineada.
Em 2011, o orçamento geral da Casa da Música foi de 15,4 milhões de euros, para os quais concorrem receitas de bilheteira ou dotações de mecenas e 8,5 milhões de euros do Estado, nesse ano. 


Entrevista 
Efromovich": Se depender de mim, vão amar muito mais a TAP"
Germán Efromovich, o único candidato à compra da TAP, garantiu que pretende manter as rotas e até mesmo reforçá-las, assegurando também que a sede da empresa continuará em Lisboa. Quanto aos funcionários, o empresário avisou que só ficarão os que trabalharem. Efromovich desmentiu ainda ligações entre si, José Dirceu, antigo ministro brasileiro condenado a mais de 10 anos de prisão no caso do Mensalão, e o ministro-Adjunto, Miguel Relvas.
Efromovich: Se depender de mim, vão amar muito mais a TAP
Em entrevista à TVI, Germán Efromovich negou uma notícia sobre ligações entre si, José Dirceu, um dos mentores do escândalo de corrupção brasileiro Mensalão, e o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, no âmbito do processo de privatização da TAP. “É tão absurdo que só rindo”, disse, sublinhando que “praticamente” não conhece José Dirceu. Referindo-se a si próprio na terceira pessoa, o empresário sul-americano notou que “não precisa de intermediários para vender o seu peixe e fazer os seus negócios”.
Recorde-se que o Público avançou esta semana que Germán Efromovich, único candidato à compra da TAP, terá contado com a ajuda de empresas ligadas a José Dirceu e do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. “O jornal está totalmente desinformado”, afirmou.
“A proposta [de privatização] foi baseada apenas em parâmetros técnicos, números”, insistiu o empresário, recusando adiantar quaisquer pormenores sobre a proposta. Aliás, Efromovich passou a primeira parte da entrevista a sublinhar que não podia adiantar nada sobre os detalhes do processo, incluindo o valor da oferta. “Não me cabe a mim, mas sim ao Governo”, disse o empresário, referindo que assinou um termo de confidencialidade.
Efromovich não escondeu, no entanto, a sua esperança de que quinta-feira, data em que o Conselho de Ministros decide a venda da TAP, possa dizer que é o novo dono da transportadora portuguesa. “Se depender de mim, vocês vão amar muito mais a TAP”, afirmou.
Questionado sobre a mais-valia do negócio, o empresário frisou que a TAP tem várias e boas sinergias com outras linhas do grupo.
Sobre as rotas da TAP, o empresário garantiu que são para manter e admitiu mesmo abrir novas linhas. "Todas as rotas actuais da TAP, pelo que estudámos, são rotas rentáveis, não tem sentido alterá-las. A ideia é aumentar as rotas para os países de língua portuguesas, como Moçambique, por exemplo", disse. E sublinhou: “Estamos a adquirir a TAP para ampliá-la e não para encolhê-la”.
Efromovich lembrou também que não foi o único interessado na privatização da TAP e que numa primeira fase "15 ou 16 empresas" chegaram a pedir o caderno de encargos da companhia aérea e que "5 ou 6" chegaram mesmo a fazer uma oferta. “No fim de um processo de licitação transparente, o Governo português entendeu que a nossa proposta era a mais interessante”, justificou o empresário.
Quanto às negociações, Efromovich adiantou que tem reunido com os secretários de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, e do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, admitindo que já teve encontros com vários ministros, como Paulo Portas, Miguel Relvas, Álvaro Santos Pereira e até com o primeiro-ministro Passos Coelho, em Maio durante uma visita à Colômbia. Mas o interesse pela TAP não é recente. "Há três anos procurámos o Governo português. Estive com Teixeira dos Santos e com António Mendonça, manifestando o nosso interesse”, contou esta noite Efromovich.


Aos trabalhadores, que realizaram hoje uma marcha de protesto contra a venda da TAP, o empresário deixou o recado de que se estiverem na empresa para trabalhar têm emprego garantido, caso contrário terão de sair.

Efromovich deixou também a garantia de que a sede da TAP continuará a ser em Lisboa. “Não existe motivo algum neste momento para mudar a sede da TAP", disse.
Já no fim da entrevista, foi pedido ao empresário que dissesse quais eram as suas nacionalidades. Efromovich respondeu que tinha três: brasileira, porque foi no Brasil que cresceu e andou na escola, colombiana, uma vez que o Presidente daquele país lhe ofereceu aquela nacionalidade quando comprou a companhia aérea 'Avianca', e por fim polaca, pois os seus ascendentes eram polacos. E foi esta última nacionalidade que lhe permitiu entrar na corrida à compra da TAP.
Recorde-se que Efromovich entregou no passado dia 7 de Dezembro uma proposta de compra vinculativa pela TAP. No fim-de-semana, o Expresso avançou que o empresário terá oferecido 351 milhões de euros, dos quais 35 milhões seriam para os cofres do Estado.

d. miguel de portugal


Pobre homem, desacreditado e vilipendiado por um povoléu mesquinho. Relvas é quase um deus, omnipotente e omnipresente, tem o dom da ubiquidade e uma capacidade de trabalho capaz de rivalizar com a dos condenados às galés. Ele tem que meter o bedelho na comunicação social, as manápulas nas secretas, as influências nas privatizações. É uma estafa, só vos digo. Imaginem-lhe a agenda: conspirar com o Ponte, consolar o Dirceu, convencer o Efromovich, almoçar com o Magno, lanchar com o Carvalho das secretas, ir às compras com a Isabel dos Santos, jantar com Passos em São Bento, dormir tarde e a más horas para estar em contacto permanente com a China, o Panamá, a Colômbia, os Emiratos, Angola, irra que é demais para uma pessoa só! E tudo por amor à Pátria, só por amor à Pátria e nada mais do que por amor à Pátria!

Calem-se as almas blasfemas que não cessam de insultar, denegrir quem tanto faz por Portugal, tantos negócios consegue para Portugal, tanto dinheiro faz entrar em Portugal. Devemos-lhe respeito e gratidão. É um santo homem e a história me dará razão. Que nem seca nem chuva, granizo ou fatal praga façam murchar Relvas. É o nosso D. Sebastião há tanto almejado. O homem providencial. A providência em pessoa.

Molestar Relvas é molestar a Nação. Calemo-nos. Curvemo-nos. Ajoelhemo-nos a seus pés. Relvas suavizar-nos-á as dores da genuflexão. E, magnânimo como um D. João V menos boçal, valha-lhe ao menos isso, perdoará os que contra ele vituperaram, retirá-los-á da lista negra, exterminá-los-á dos seus secretos ficheiros. Deo Gratias.