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terça-feira, 18 de dezembro de 2012


Cavaco Silva – Quando mais seria precisa... é que não há uma fatia de bolo-rei!


O Presidente da República, a fazer fé nas notícias, diz, por um lado, que está a analisar o Orçamento de Estado «com todo o cuidado». Por outro, que «não vai ceder a pressões» relativamente ao mesmo orçamento de Estado.
Que diacho quererá dizer Aníbal Cavaco Silva?
Que outras leis, antes desta, têm sido promulgadas pelo Presidente... descuidadamente?
Que outras leis, antes desta, têm sido promulgadas pelo Presidente... cedendo a pressões?
Ou será que tudo não passa de um estranho gosto do Presidente pelas afirmações escusadas e inúteis?

visual natalício


CARTOON(S) RECADOS POLÍTICOS E NÃO SÓ ! - António Garrochinho



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Uma ponte com Portas


Algures pelas Arábias o Paulo Portas afirmou que Portugal «já se passou o meio da ponte». A dúvida que fica é se essa ponte leva a algum lugar, se tem fim ou se ainda haverá alguém vivo quando lá chegar. É que neste momento a ponte está cheia de desempregados, trabalho precário, fome, miséria,impostos, austeridade, medo, indignação, e alguns banqueiros e seus amigos que de tão gordos ainda rebentam com a dita cuja ponte. É a velha luz ao fundo do túnel, agora transformada em ponte e não sei para onde nos leva, mas uma coisa é certa, não será um lugar nem feliz nem bom para se viver.

"A UE é uma união inter-estatal imperialista"

"A UE é uma união inter-estatal imperialista"
por Giorgos Marinos
Sejam quais for os mecanismos de manipulação, eles não podem esconder que a União Europeia neste momento tem 30 milhões de desempregado e um número semelhante de sub-empregados, mina o futuro da juventude, condena mais de 127 milhões de pessoas à pobreza extrema.
Caros camaradas:

Agradecemos ao Partido Comunista dos Povos de Espanha e aos nossos camaradas dos outros partidos. Apreciamos muito a organização desta iniciativa e tentaremos contribuir para a discussão acerca da UE com as posições e a experiência do KKE.

O KKE argumenta que a União Europeia é uma aliança imperialista inter-estatal que tem como critério os interesses dos monopólios europeus, o grande capital europeu, o aumento da sua lucratividade e o reforço da sua competitividade, o aumento do nível de exploração da classe trabalhadora, a abolição de direitos trabalhistas, a deterioração das vidas dos povos.

É uma união imperialista inter-estatal que facilita a livre actividade do capital ao nível nacional, regional e internacional. Para a expansão das actividades de negócios dos grandes consórcios económicos, para a aquisição de novos mercados e esferas de influência a fim de saquear os recursos naturais.

Sejam quais for os mecanismos de manipulação, eles não podem esconder que a União Europeia neste momento tem 30 milhões de desempregado e um número semelhante de sub-empregados, mina o futuro da juventude, condena mais de 127 milhões de pessoas à pobreza extrema.


A União Europeia tomou parte nas guerras imperialistas na Jugoslávia, Afeganistão, Iraque, Líbia junto com os EUA e a NATO, e agora está a desempenhar um papel de liderança na intervenção e nas ameaças contra a Síria e o Irão, utilizando pretextos miseráveis, quando a verdade é que eles procuram adquirir novos mercados, para garantir fontes de gás natural e petróleo.

Isto é a União Europeia, a união do anti-comunismo que está a tentar enegrecer a contribuição histórica dos comunistas na luta pelo progresso social, que difama a contribuição decisiva da União Soviética para a derrota do fascismo na II Guerra Mundial e está a tentar anti-historicamente igualar comunismo, o oponente real do capital e do capitalismo, a fascismo, o qual é a criatura do sistema e servidor do capital.

Os últimos 20 anos são muito instrutivos para os povos.

Primeiro: no princípio da década de 1990 as bases para a promoção do livre movimento de capitais, mercadorias, serviços e trabalho foram lançadas, a bem conhecida reestruturação capitalista que abole trabalho fundamental, direitos de segurança social e impõe bárbaras medidas anti-trabalhadores. A estratégia de Maastricht, "Tratado de Lisboa" e a "EU-2020" serve de um modo planeado o aumento da competitividade e da lucratividade dos consórcios económicos monopolistas com o objectivo de satisfazer as necessidades actuais do capital, o qual nas condições da crise capitalista escala a ofensiva a fim de promover a redução do preço da força de trabalho, a intensidade do nível de exploração da classe trabalhadora.

Segundo: um objectivo básico da Política Agrícola Comum (PAC) da UE é a concentração da terra e da produção nas mãos de poucos, de modo a que as relações capitalistas na produção agrícola sejam expandidas e fortalecidas, de modo a que sejam formadas grandes culturas capitalistas com um alto nível de competitividade. Esta política demonstrou-se ser desastrosa para pequenos e também para muitos médios agricultores. Culturas tradicionais foram reduzidas, o gado sofreu, a Grécia foi engolfada por produtos agrícolas importados, o défice comercial aumentou.

Terceiro: através da chamada praça da "Liberdade, Segurança, Justiça" o edifício da UE, o poder político dos monopólios, o sistema capitalista está a ser gradualmente reforçado.

Repressão e autoritarismo e as lutas populares da classe trabalhadora estão a ser incriminadas e criminalizadas, medidas duras estão a ser tomadas contra os imigrantes, todo um mecanismo para a vigilância e perseguição dos trabalhadores está a ser criado.

Quarto: "Política de segurança e defesa comum" está a ser utilizada como uma ferramenta da UE para a intervenção político-militar em todo o mundo, para controlar e explorar novos mercados para os monopólios, para adquirir novas posições na competição inter-imperialista.

Quinto: União Económica e Monetária (UEM) , a qual hoje inclui 17 estados e uma divisa comum, o Euro, deu ímpeto à integração capitalista, mas aguçou contradições inter-imperialistas. As necessidades do sistema de estabilidade monetária foram e estão a ser utilizadas para a imposição de duras medidas anti-populares. Na realidade, apesar dos passos que têm sido dados rumo à integração capitalista, a União Europeia, como uma união de estado com diferentes níveis de desenvolvimento, enfrenta graves problemas devido à desigualdade capitalista e isto manifestou-se intensamente durante a crise capitalista. Os próprios burgueses e os apologistas do capitalismo e da UE estão preocupados acerca do futuro da Eurozona, do rumo das contradições inter-imperialistas e da competição e com o fortalecimento de tendências centrífugas.

As leis do capitalismo são implacáveis. O aguçamento da contradição básica entre o carácter social da produção e a apropriação capitalista dos seus resultados levou à crise de super-acumulação de capital e não a uma crise de dívida ou crise do neoliberalismo como afirmam os sociais-democratas e partidos oportunistas.

Hoje, quatro anos após os estalar da crise, o problema retornou à Eurozona, a qual sofreu uma nova recessão e uma nova redução da sua produção e economia em 2012.

Nestas condições, o capital precisa de maior lucratividade.

A chamada "Governação económica europeia" significa a estrutura das medidas económicas e fiscais anti-povo, que além disso constitui a supervisão dos estados membros pela equipe da UE e a cedência consciente de direitos soberanos pelas classes burguesas e seus representantes.

"Mecanismo Europeu de Estabilidade" (MEE) que foi criado para tratar ocorrências de bancarrota controlada, como no caso da Grécia, opera de acordo com as mesmas linhas. Enquanto isso a discussão e a confrontação no auge acerca das duas importantes opções anti-populares: Primeiro, a & quot;Multi-annual Financial Framework 2014-2020" em que graves contradições inter-imperialistas estão a manifestar-se entre a Alemanha e a França e entre a Alemanha e a Grã-Bretanha. E em segundo lugar, quanto à proposta recente da Comissão para o "Aprofundamento da União Económica e Monetária" para a protecção da Eurozona.

Em conclusão, podemos dizer que a agressividade da UE não se limita a uma ou outra política. O problema básico é que esta união capitalista foi criada para servir as necessidades do grande capital e a estratégia da aliança predatória está a ser formada e actualizada com base neste objectivo. Assim, as políticas anti-povo adequadas estão a ser implementadas. Por esta razão, respondemos aos partidos burgueses e às forças oportunistas decisivamente e esclarecendo o povo que a UE é uma união inter-estatal do capital que se tornará continuamente mais reaccionária.

Sublinhamos isto, denunciando o papel do Partido de Esquerda Europeu (PEE) o qual emergiu das entranhas da UE, implementa a sua estratégia e faz a apologia deste união imperialista.

O KKE está numa confrontação contínua com a UE, sua actividade está ligada a muitas mobilizações populares importantes e à classe trabalhadora as quais ao longo do tempo adquiriram continuamente objectivos de luta mais radicais.

A par destes objectivos está a luta pelo desligamento da Grécia da UE (bem como da NATO) e pelo cancelamento unilateral da dívida, com o poder da classe trabalhadora e a socialização dos meios de produção concentrados.

Isto é de importância particular, pois o desligamento das organizações imperialistas está conectado ao caminho do desenvolvimento socialista, levando em conta que só através deste caminho um país pode desenvolver-se baseado na satisfação das necessidades do povo e procurar criar relações mutuamente benéficas com outros estados e povos.

O KKE argumenta que os problemas do povo não podem ser resolvidos e as necessidades populares não podem ser satisfeitas mesmo se um país se retirar da UE, da Eurozona e do Euro e continuar a seguir o caminho do desenvolvimento capitalista. O regime da exploração do homem pelo homem será perpetuado. A dominância do capital permanecerá. As pré-condições para o irromper da crise capitalista e a participação em guerras imperialistas serão mantidas.

Por esta razão, consideramos necessário intensificar os esforços para fortalecer a luta anti-monopojlista, anti-capitalista e reunir forças da classe trabalhadora e populares mais vastas, para constituir uma forte aliança do povo com a classe trabalhadora como sua força de vanguarda rumo ao derrube da barbárie capitalista e desligamento de uniões imperialistas.

Dezembro/2012





[*] Membro da Comissão Política do CC do KKE. Discurso em 15 de Dezembro no evento político organizado pelo PCPE sobre a UE com a palavra-de-ordem "Pela retirada da UE, do Euro e da NATO".

O original encontra-se em 
http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-12-17-marinoy/


Este artigo encontra-se em 
http://resistir.info/ .

Mafarrico Vermelho

o ovo da serpente

Por Nuno Ramos de Almeida

A activista Paula Montez foi constituída arguida na sequência dos acontecimentos na manifestação da greve geral de 14 de Novembro. O seu processo é um requisitório de ilegalidades e más práticas. Foi notificada inicialmente por telemóvel. A forma de contacto tem ainda a curiosidade de o aparelho não estar registado em seu nome e no entanto o Ministério Público ter conhecimento dele. É acusada com base em imagens e fotografias cuja recolha não foi autorizada previamente, nem por um juiz, nem pela Comissão de Protecção de Dados. Nessas imagens de péssima qualidade é visível que tem um objecto na mão. É relatado por “testemunhas” (vulgo agentes infiltrados) de ter atirado não 19, nem 21 pedras à polícia, mas 20 calhaus da calçada às autoridades.

Paula Montez responde no seu mural do Facebook: “Todos os que me conhecem sabem que não sou pessoa para andar a atirar pedras à polícia, que sempre defendi a estratégia da não violência, da desobediência civil e da resistência pacífica. Que em todas as manifestações me movimento de um lado para o outro a captar imagens e que muitas vezes me vejo obrigada a erguer o braço para fotografar acima da minha estatura. Não há ninguém que me reconheça ou possa apontar como sendo violenta ou capaz de andar a arremessar objectos em manifestações, por muito que considere que a violência com que o sistema nos ataca nos nossos direitos e nas nossas liberdades – e agora também acometendo contra a integridade física de todos quantos estávamos naquela praça – possa gerar a revolta e a reacção das pessoas.”

Paula Montez não foi das 28 pessoas detidas na noite de 14 de Novembro. Teve a sorte de não estar entre a quase uma centena que tiveram de receber tratamento hospitalar na sequência de uma carga policial que abrangeu pessoas que estavam entre São Bento e o Cais do Sodré, tendo atingido vizinhos, turistas, mirones, manifestantes pacíficos e até por azar um ou dois indivíduos que tenha eventualmente lançado pedras – uma operação não pode ser perfeita.

Não é a primeira vez que a polícia tenta criminalizar activistas que tiram fotografias e filmam as manifestações. Sabe--se que estes têm denunciado com o seu trabalho agentes infiltrados que são vistos a provocar distúrbios no meio dos manifestantes e seguidamente fazem detenções em relação aos incidentes que eles próprios iniciaram. As autoridades perderam um processo anterior por excesso de imaginação: acusavam um activista com um braço partido ao peito e com uma máquina fotográfica na outra mão de ter atirado uma garrafa a um carro da polícia. Como não ficou provado que tenha atirado a garrafa com a boca – os radicais são capazes de tudo para agredir a autoridade –, o juiz absolveu o acusado.

Esta guerra para o controlo das imagens teve novo desenvolvimento com o pedido, por parte do IGAI (Inspecção-Geral da Administração Interna), de um parecer ao ex-ministro da pasta Rui Pereira sobre a legalidade de filmagens feitas pela polícia em manifestações. O antigo ministro, embora do PS, é ex-responsável do SIS e praticante no seu tempo de um conjunto de normas de procedimento policial que têm permitido seguir activistas políticos e que são manifestamente contrárias à Constituição da República.

Aquilo que está em causa com o processo de Paula Montez é a tentativa do governo e das autoridades políticas de criminalizarem os protestos e tentarem assustar as pessoas que se opõem a estas políticas. O governo, para conseguir impor uma austeridade imoral e ilegítima, caminha para a suspensão de grande parte dos direitos, liberdades e garantias do Estado democrático.

Este governo sabe que a democracia e a liberdade são as armas de quem o contesta e por isso farão tudo para que, a coberto de uma alegada segurança, cercearem as liberdades.

Texto e fotografia: http://www.ionline.pt


A BIOGRAFIA DO MAJOR

Valentim dos Santos de Loureiro (Calde, 24 de Dezembro de 1938), empresário, político e dirigente desportivo português.
Frequentou o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sem o terminar. 

Juntou-se ao exército, jurou Bandeira, e anos depois, foi julgado e condenado em tribunal militar por andar a vender muni
ções ao PAIGC que, alegadamente, matava os nossos soldados na Guiné.
Foi condenado por roubar as rações do exército para lucro próprio (ficando posteriormente conhecido por muitos como o "Capitão Batata"). Isto porque estava no aprovisionamento militar e desviava géneros e bens alimentares para vender para fora.

Foi expulso, com desonra, do exército.

Foi, depois do 25 de Abril, readmitido e promovido a Major pelos que lhe deviam favores.

Mais tarde, já como empresário, desviou, alegadamente, 40.000 contos do BCP numa transacção fictícia, com um cheque em dólares americanos sobre um banco que não existia.

Como cônsul "honorário" da Guiné-Bissau usou esse título para, alegadamente, falsificar certidões de nascimento de jogadores e potenciais jogadores de futebol, que trazia da Guiné, guardava (comiam e dormiam)numa casa em Gaia, jogadores esses que vendeu numa tipologia de negócio pouco digna.

Distinguiu-se como dirigente desportivo, tendo sido presidente do Boavista F.C. entre 1972 e 1995 (destruído pelo seu filho João Loureiro) e presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) até Agosto de 2006. Actualmente (2008), é presidente da Assembleia Geral da mesma instituição.

Na política, foi militante do Partido Social-Democrata, tendo sido presidente da Comissão Política Distrital do PSD/Porto.

Assumiu um papel activo quando em 1993 aceitou ser candidato à Presidência da Câmara Municipal de Gondomar, vencendo as eleições desse ano, e as de 1997 e 2001. Após ser expulso do PSD por ser acusado de práticas ilícitas (roubo) enquanto autarca, venceu novamente as eleições de 2005, com a lista independente «Gondomar no Coração», que alcançou 57,5% dos votos.

Foi ainda Presidente da Junta Metropolitana do Porto, entre 2001 e 2005 e Presidente do Conselho de Administração da Empresa Metro do Porto, S.A.

Em Julho de 2008 foi sentenciado a 3 anos de prisão suspensa, no âmbito do processo judicial conhecido como Apito Dourado.
Foi recentemente condecorado com a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, por Cavaco Silva, por motivos referentes aos seus "serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, pelos serviços de expansão da cultura portuguesa, sua história e seus valores". Um gesto inaceitável da parte de alguns, tendo em conta o historial negro do indivíduo.

Pelos Portugueses é considerado uma Vergonha Nacional, mas infelizmente pela classe política é um herói em virtude de pertencer à corja de políticos que temos. Isto nada abona a favor do nosso país e mostra que somos um povo passivo, inculto que nada faz, nem sabe fazer, para o seu próprio bem futuro.

"Há um século, no mínimo, teria sido condenado à forca... e o seu “condecorador” destituído do cargo que ocupa.
A História os condenará, a eles e outros que estão a escrever estas páginas negras. A História os condenará, mas o povo português continuará a passar mal…

ZÉ DO TIJOLO - O POVO VIVEU ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES ???




Notícias 100 censura

O POVO VIVEU ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES ???
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Zé do Tijolo resolveu fazer uma vivenda . Com as poupanças de uma vida de trabalho e uns dinheiritos que recebeu da herança dos seus sogros satisfez o sonho compartilhado com a mulher.
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Pagou 23 % de IVA sobre os materiais , pagou as certidões das Finanças e da Conservatória , pagou o Imposto de Transacções , pagou o imposto de selo , pagou a Esc
ritura e respectivo registo, pagou a ligação da água e da electricidade , pagou à Câmara as licenças, etc. etc. etc.
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Apesar de ter perdido tanto tempo para pagar todos estes impostos ao Estado e de ter de pagar ainda durante toda a vida uma renda chamada IMI ,ficou de sorriso rasgado ao olhar para a sua bela casinha. O seu esforço , os muitos sacríficios e privações tinham valido a pena : tinha um teto a que podia chamar seu... Qual não é o seu espanto quando houve um comentador de economia na TV, sujeito engravatado e bem falante, dizer o seguinte :
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- o país está nesta grave crise porque os portugueses gastaram demais , construíram demasiadas moradias, por isso os sacrifícios impostos pela Troika , blá, blá, blá...
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Zé do Tijolo sentiu-se um Zé do Calhau ! Sempre tinha pensado que tinha feito a sua casinha com o seu próprio dinheiro e nem um tostão tinha pedido ao Estado ! Era tão idiota , tão imbecil que chegara mesmo a pensar , dada a enorme panóplia de impostos que tinha liquidado ao Estado, que esse mesmo Estado devia estar agradecido pela sua contribuição.
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Este importante catedrático de economia veio-lhe abrir os olhos. Afinal o dinheiro que tinha penosamente poupado ao longo da vida não era seu...nem o dinheiro da herançazita ...porque se fosse realmente seu como poderia ser responsável pela crise do país ?
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Zé do Tijolo sentiu uma enorme vergonha e remorso por ter feito o imóvel e ter dado trabalho e dinheiro a ganhar a tantas artes, provocando , segundo a tal sumidade catedrática , a bancarrota do seu país adorado.
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O sorriso rasgado do Zé do Tijolo transformou-se num esgar : era ladrão... tinha roubado a pátria lusa e vivido acima das suas possibilidades...!?!?
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O Manel Fangio vestiu-se com primor . Pegou no filho de 18 meses ao colo e acompanhado da mulher dirigiu-se ao Stand no centro da cidade. Ia ansioso e não via a hora de sentar o seu fiofó naquele sonhado Renault Clio prateado . Deu um longo suspiro de satisfação.
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Não mais teria que conduzir a velha e ruidosa motorizada , com a proa empinada pelo peso dos nadegueiros roliços da companheira grávida , obrigando-o a um equilibrismo de artista circense.
O pior era o inverno , chuva e gelo , quando tinha de levar e trazer o rebento do infantário .
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Cortava-lhe o coração sujeitar o filho a tais condições e tremia de medo só de imaginar um acidente, que andava sempre à espreita . Águas passadas : agora tinha um popó que poderia chamar seu. Bem , não era mesmo seu porque pedira emprestado ao banco uma parte do dinheiro e só após 48 prestações mensais poderia ficar registado como sua propriedade.
Manel Fangio , assinou ansioso os documentos : o ISV , o IVA , o IUC , o seguro e o registo provisório...
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Agora era rodar a chave , parar na estação se serviço e abastecer de combustível . Ufa ! Achou caro : o funcionário argumentou que sobre o preço do litro incidia um imposto para o Estado de 58 %, repartido pelo ISP e IVA.
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Bem...não havia nada a fazer : era pagar e "não bufar" porque se bufasse estava sujeito a acelerar a evaporação do precioso líquido. Apanhou a SCUT e escutou nos pórticos um piar . Não , não era o chilrear de uma ave a repousar do vôo. Era a electrónica a zelar pelo erário público...
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Enfim, chegou a casa. Ligou a "caixa que mudou o mundo" e escuta o perorar papagueado de um anafado comentador político , que dizia :
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- o país está na bancarrota porque o povo viveu acima das suas possibilidades reais , compraram-se muitas viaturas , agora é preciso pagar a factura e aceitar a austeridade , blá , blá , blá...
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Manel Fangio escorregou do sofá . Tinha, de facto , pedido dinheiro ao banco para pagar o automóvel , tinha pago do seu bolso todos os impostos inerentes ao Estado , nunca lhe passou pela "cachimónia" ,nem se lembrava, de ter pedido dinheiro ao dito Estado para comprar o veículo !!! Como poderia ser responsável pela crise do país ?
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Bem...este lustroso político , licenciado em economia ainda muito jovem , com apenas 37 anos , possuidor de uma retórica invejável não podia estar enganado...era um doutor...
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O sorriso de satisfação do Manel Fangio murchou: era um corrécio...tinha esbulhado a ditosa pátria muito amada , levando com o seu escandaloso dislate rodoviário o país à ruptura financeira...
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Os pecados implicam penitências. Manel Fangio e sua família , incluindo o rebento e o que estava para rebentar , teriam que pagar durante décadas e com "língua de palmo" pelo crime da exuberância de ter passado da motorizada para o Clio.
como sou burro...
como sou jumento...
como sou asno...
como sou solípede...
como sou cavalgadura...
como sou asinino..
como sou jegue...
como sou azémola...
como sou alimária...
como sou tudo isso e muito mais...
e com a jeriquisse crónica de que sou feliz portador ou contemplado, pergunto :
O Zé do Tijolo e o Manel Fangio pediram algum dinheiro ao Estado ?
Viveram acima das suas possibilidades ou viveram com as suas possibilidades ?
Como podem ser criticados ou responsabilizados pelos médias ( apetecia-me dizer merdas...) pela crise que o país atravessa ?
O dinheiro não era deles ? e não podiam fazer com o seu dinheiro o que muito bem desejassem ?
Não pagaram, para além disso , uma imensidade de impostos ?
Em resumo: quando vejo os economistas residentes e afins ,a justificar a austeridade com o argumento de que o povo foi despesista ( para branquear a corrupção endémica dos políticos )
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apetece-me mandá-los apanhar no subilatório...e só não mando porque não quero matar alguns com mimos...Pensem nisto e deixem de me fecundar...porque f…. ando eu...
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Por favor..., Não me fecundem; porque fo---o ando eu!