AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sábado, 8 de dezembro de 2012


Falácias e palhaçadas

palhaços
Pretender que uma teoria económica é falsa apenas porque o seu autor está envolvido num caso de corrupção é falacioso. Trata-se da falácia ad hominem. Esta consiste num ataque pessoal injustificado. Em vez de discutir as próprias ideias, tenta-se refutá-las atacando características pessoais do seu autor que são irrelevantes para o caso. Regressando ao exemplo, não é plausível que a honestidade ou desonestidade de um economista tenha relação directa com a verdade ou falsidade das suas teorias.
Para haver falácia os aspectos pessoais visados têm de ser irrelevantes. Caso sejam relevantes o argumento é válido. Duvidar do testemunho de um indivíduo alegando que é alcoólico e passa o dia embriagado pode não ser falacioso, pois sabe-se que o álcool perturba a percepção e por isso o seu alcoolismo poderá ser uma característica pessoal relevante para o caso.
Quando apreciamos as afirmações e as acções dos políticos, a consideração de algumas características pessoais é frequentemente relevante e não falaciosa. Por exemplo: a eventual homossexualidade de um ministro é irrelevante para a avaliação das suas decisões financeiras, mas torna-se relevante na avaliação da sua actuação política caso ele defenda publicamente a discriminação dos homossexuais. A natureza da actividade política, nomeadamente o enorme impacto que tem na vida dos cidadãos, faz com que seja relevante estes conhecerem eventuais incoerências entre o discurso e a prática dos detentores de cargos políticos.
Vem isto a propósito do facto de alguns governantes (em Portugal e noutros países, como por exemplo a Grécia) andarem actualmente a exigir sacrifícios aos cidadãos: aumentos de impostos, cortes salariais, etc. Pedem também às pessoas para aceitar esses sacrifícios sem protestar, apelando ao seu patriotismo e sentido de cidadania. Creio que, ao avaliar esse pedido, é relevante ter em conta, não apenas as dificuldades económicas actuais, mas também a prática seguida por esses governantes nos últimos anos no que diz respeito à utilização dos dinheiros do Estado, pois há indícios e até provas de que essa gestão foi pouco rigorosa e pouco competente - e, nalguns casos, fraudulenta. Confrontar as actuais afirmações desses governantes com aquilo que têm feito não constitui, portanto, uma falácia ad hominem.
Quando faço essa confrontação lembro-me logo da história dos palhaços que, poucos minutos depois do seu número, regressaram ao palco gritando: “Fogo! Fogo! Há um incêndio! Fujam!” Os espectadores, julgando tratar-se de mais uma palhaçada, riram em vez de fugir. Resultado: no incêndio morreram diversas pessoas e várias outras ficaram feridas.

Dúvida metódica

PCP e os velhos – Perguntar não ofende...


Já não é a primeira vez que abordo este assunto que, confesso, já me anda a encanzinar!
Dado como adquirido por todos o meios de comunicação social, politólogos, analistas, cronistas e demais fazedores de opinião, que o PCP está a cair da tripeça e é constituído por idosos... pergunto mais uma vez:
O que raio é que andam a pôr nas bebidas desta “velharada” comunista que vai aos comícios e congressos?!
É que já não vou pra novo... e dava-me um jeitão a receita, c’os diabos!





Mas que ganda nóia!


A situação política portuguesa começa a ser uma ganda nóia, comentadores bem informados que não sabem muito bem quem os informa, um governo eleito democraticamente que conseguiu transformar-se num governo fantoche, nossas senhoras da honestidade a serem alvo de buscas domiciliária, um Presidente Calado e um primeiro-ministro que a bem da inteligência nacional devia evitar abrir a boca.
   
Os responsáveis do governo passaram meses a falar de sucessos, o trio de imbecis da troika aclamaram os benefícios do sucesso português, o coxo de Bona não se cansa de usar a sua marioneta de nome Gaspar para elogiar a política portuguesa, agora o país sabe que está pior do que estava, a sua economia está em ruínas, o governo e o seu ministro das Finanças depois de tanto ajustamento estão dsajustados da realidade.
  
No centro desta ganda nóia está um homem a que temos de tratar por Presidente porque em má hora votámos maioritariamente nele. Não fala, não protege a Constituição, não dá conselhos, não manda ler o que disse no site, não recoda o que disse há anos, refugia-se em Belém e arrasta o mandato enquanto o povo e o país sofrem. É neste contexto que ganha importância um político que insiste m sobrevive, Marques Mendes.
  
Compreende-se com um país numa ganda nóia aquele que ficou com a alcunha do Ganda Nóia está como peixe dentro de água. Está de tal forma à vontade que já deixou para traz o professor Marcelo. O professor Marcelo opina, faz vídeos de ninguém vê e recomenda livros dos amigos. Mas é o Ganda Nóia que sabe tudo, que antecipa as decisões governamentais.
  
Mas quando o Ganda Nóia se atira ao Gaspar dizendo que o ministro goza com os portugueses ficamos sem saber se Marques Mendes é porta voz oficioso de Passos Coelho ou se é Cavaco Silva que o usa como Chihuahua, para dar umas dentadinhas no governo? Quando Marques Mendes ataca violentamente Vítor Gaspar o que prtende?
  
Marques Mendes pode estar a correr em pista própria e posiciona-se para uma futura liderança do PSD, prevendo uma queda breve de Passos Coelho. Neste quadro teria o apoio presidencial que à falta de melhor candidato em quem se apoiar pode recorrer ao seu velho ministro.
  
Marques Mendes pode estar muito simplesmente a atacar um Gaspar que Cavaco deve detestar, até porque o ministro das Finanças não se limita a discordar de Cavaco, despreza as suas opiniões e quando é solicitado para as comentar quase ignora a existência do Presidente dizendo que desconhece o que este disse.
   
Estará Cavaco silencioso como se diz ou todo este alarido feito pelo seu Chihuahua é mais uma forma de este país estar cada vez mais uma ganda nóia?

O jumento


Crise leva mães a dar leite de vaca a bebés de poucos meses

Sem dinheiro para comprar o leite em pó adequado, alimentam os filhos com leite de vaca, o que pode provocar gastroenterites. Outras deixam de aplicar aos bebés vacinas que não são comparticipadas. “Estamos a recuar 50 anos”, diz pediatra.
ARTIGO | ESQUERDA NET
Serviços sociais da MAC já receberam este ano mais de mil pedidos de ajuda. Foto de sean dreilinger
A falta de recursos está a levar mães a alimentar bebés de poucos meses com leite de vaca em vez do leite em pó adequado. A assistente social Fátima Xarepe disse à Lusa que estes casos são do conhecimento dos serviços sociais da Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa, que cada vez mais atendem mães com "grandes carências" devido ao desemprego.
"Todos os dias recebemos pedidos de ajuda", disse, explicando que os mais frequentes são para a compra de leite em pó, de medicamentos, como vitaminas ou vacinas que não constam do Plano Nacional de Vacinação, e produtos de higiene.
Mas nem sempre a maternidade pode ajudar, nomeadamente no fornecimento de leite em pó, apesar de contar com o apoio da Associação de Ajuda ao Recém-Nascido (Banco do Bebé) e outras instituições particulares de solidariedade social.
A ingestão de leite de vaca antes de um ano de idade pode ter consequências nefastas, provocando, por exemplo, gastroenterites nos bebés.
Recuo de 50 anos
A pediatra Cristina Matos disse à Lusa que "estamos a recuar 50 anos".
Outras situações dramáticas surgem nos mais de mil pedidos de ajuda que os serviços sociais da MAC já receberam este ano. "Há grávidas que não vêm às consultas de vigilância por não terem dinheiro para os transportes, o que as coloca em risco, assim como aos bebés", disse Fátima Xarepe, acrescentando que "há grávidas que vêm a pé de Chelas [o que pode demorar cerca de uma hora], porque não têm dinheiro para pagar o transporte".
Dos cerca de 4000 partos anuais na MAC, perto de 10% resultam em crianças sinalizadas por estarem em risco de serem negligenciados.
Segundo o Jornal de Notícias, há mães a deixar de aplicar vacinas não comparticipadas e que não fazem parte do plano nacional de vacinação aos bebés, por falta de dinheiro. A vacina contra a varicela sofreu uma quebra de 16%, a vacina contra doenças pneumocócitas vendeu-se menos 13 por cento e a vacina contra o rotavírus também sofreu uma redução de 15%.
Os pediatras alertam para o perigo de parar planos de vacinação.

Nova centelha