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terça-feira, 4 de dezembro de 2012


Descoberta três novas espécies de lampreia em Portugal, uma delas no rio Sado

Identificadas em zonas restritas de alguns rios, as novas espécies estão "Criticamente em Perigo"

Três novas espécies de lampreia foram descobertas em rios portugueses por investigadores das universidades de Lisboa e de Évora, anunciou o Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A má notícia é que a sua distribuição é tão restrita que elas entram diretamente para lista das espécies consideradas "Criticamente em Perigo", e a exigir um estatuto de proteção que possa garantir a sua preservação nas bacias hidrográficas onde existem.

As três novas espécies, a lampreia da Costa de Prata (Lampreta alvariensis), a lampreia do Nabão (Lampreta auremensis) e a lampreia do Sado (Lampreta lusitanica) foram batizadas de acordo com o seu local de origem. Assim a primeira é endémica das bacias hidrográficas do Esmoriz e do Vouga; a segunda só existe na sub-bacia afluente do Nabão, da margem direita do Tejo e a do Sado não tem nada que enganar.

Estas três novas espécies vêm juntar-se a outras três da mesma família que já eram conhecidas na Península Ibérica, "ficando Portugal com uma responsabilidade acrescida em matéria de conservação deste grupo taxonómico", defendem os seus descobridores, num comunicado do Centro de Oceanografia.

As três espécies que já eram conhecidas são abundantes na Europa mas, à exceção da lampreia-marinha (Petromyzon marinus) estão a ficar acontanadas em recantos restritos de alguns rios, o que reforça a necessidade da sua preservação.

A descrição das novas espécies pela equipa que as estudou tem publicação agendada para breve na revista científica Contributions to Zoology.

Fonte: DN.PT

Ele há cada uma!...


A ser assim puxado por esta coleira, não me importava nada de ser cão!...


Alpendre da lua

Uma viagem poética pelo mundo maravilhoso das orquídeas!









































Post(s) á beira mar


Ensino e fisco – Mais uma “fascistada”!!!


Pelos vistos, os estudantes do ensino superior são os novos “clientes incumpridores” dos cobradores deste “Governo” iníquo.
Como os filhos dos ricos (a menos que às escondidas dos pais andem a torrar o dinheiro das propinas em cocaína) não têm motivos para estar a dever dinheiro às Universidades... devem estar a falar dos outros, daqueles que, em alguns casos, já passam fome, ou têm que abandonar os estudos.
Sempre gostaria de saber o que raio é que o fisco vai penhorar a estes estudantes. Os cérebros?!
Triste país, em que o ensino, em vez de ser acarinhado como um insubstituível e inestimável investimento no futuro... é tratado como uma simples despesa e um excesso!

OS NAZIS QUE O EXPRESSO ALBERGA


O fascismo de Álvaro Cunhal continua vivo



É sempre cómica a forma como o jornalismo português transforma um fascista vermelho num grande democrata. Ontem, uma jornalista até disse que "Cunhal sempre lutou por um partido livre e transparente". Um sujeito ouve isto e fica a pensar "mas ainda há células do PCP nas redações?". Meus amigos, Cunhal lutou toda a sua vida contra a democracia.Cunhal tinha uma concepção totalitária da política: só compreendia a linguagem da força, só aceitava um regime de partido único (o dele) e toda a sociedade, dos romances aos tampos das sanitas, tinha de obedecer a um plano central (o de Moscovo). Por outras palavras, Cunhal era fascista.
Antes de 1974, Cunhal fez a vida negra às oposições democráticas, porque o PCP não queria uma transição para a democracia. É ler Norton de Matos, Eduardo Lourenço, Sophia, Sousa Tavares, Alçada Baptista, Bénard, Cunha Leal. Todas estas figuras contestaram, ao mesmo tempo, Salazar e Cunhal. Nos anos 50, Cunha Leal e Norton de Matos afirmaram que Cunhal era pior do que Salazar. No final dos anos 60, Eduardo Lourenço declarou que a oposição democrática não podia dançar o tango com a oposição autoritária (o PCP), porque Cunhal era uma fotocópia de Salazar. Moral da história? Durante o Estado Novo, o grande alvo do PCP não foi Salazar, mas a restante oposição. Daí nasceu esta guerra civil entre as esquerdas (tornada explícita em 1975) e a ditadura intelectual do PCP junto dos meios jornalísticos e intelectuais. Algo que ainda perdura em reportagens que cantam loas a Cunhal em 2012.
Depois do 25 de Abril, Cunhal continuou a lutar contra a democracia. Em actos e palavras, Cunhal foi claro: Portugal não podia caminhar no sentido democrático. É por isso que o líder do PCP sempre desprezou os actos eleitorais. Cunhal passava a vida a dizer que a sua "maioria política" era mais importante do que as "maiorias aritméticas" das urnas. Ou seja, a violência da rua e dos militares do PCP eram mais importantes do que o respeito pelos processos democráticos. Em 2012, os jornais e TV estão cheias de pessoas a dizer que "ora, ora, com tanta manif na rua, o governo perdeu a legitimidade e deve cair". O fascismo de Cunhal continua vivinho da silva.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-fascismo-de-alvaro-cunhal-continua-vivo=f771072#ixzz2E6rNgpK7

As grandes causas das grandes superfícies



Eis que o Natal se aproxima e com ele as campanhas publicitárias das grandes superfícies que instigam em nós a obrigação moral de ajudar quem mais precisa. Podemos ajudar sem grande trabalho como se quer num mundo capitalista: basta comprar papel de embrulho ou um CD no supermercado mais próximo.
OPINIAO | ESQUERDA NET | POR CRISTINA ANDRADE
Este Natal, podemos associar-nos a grandes causas de várias formas seja através da aquisição de embalagens para os presentes, seja com o novo CD de uma personagem do reino animal vestida de mulher sexy, seja comprando senhas de comida na caixa do supermercado.
Na verdade, estas campanhas não passam de um tremendo engodo: o que move estas grandes superfícies é o aumento dos lucros e a possibilidade de parecerem socialmente responsáveis e não a imensa preocupação com as desigualdades sociais. As grandes superfícies estão-se bem marimbando para os probrezinhos – são vários os relatos indicando que os supermercados derramam intencionalmente lixívia ou outras substâncias sobre o lixo para garantirem que os produtos não são utilizados pelos tais probrezinhos.
No entanto, as grandes superfícies sabem que, por altura do Natal, as pessoas fazem compras; sabem que a época apela a que se pense nos outros; sabem que há crise e gente com fome. E sabem que podem usar esta conjuntura a seu favor, fomentando nas pessoas a responsabilidade moral de ajudar e tornando-a compatível com o capitalismo: para ajudar, basta comprar!
Por outro lado, há um perverso aproveitamento das grandes superfícies da genuína boa-vontade das pessoas, revertendo-a a favor dos seus lucros.
Veja-se o exemplo de uma campanha de recolha de alimentos decorrida recentemente: as prateleiras esvaziam-se de produtos que são vendidos ao preço normal, em supermercados que não contribuem com um único cêntimo para a dita campanha. Como prémio, aparecem nas reportagens de televisão entre grandes loas à capacidade de ajudar dos portugueses.
Entretanto, a dita grande superfície vendeu tudo o que tinha para vender, os trabalhadores fizeram horas extra não remuneradas enquanto o supermercado aumentou os lucros e teve publicidade gratuita em direto na televisão.
No final de contas, a exploração deste conceito do "ajude a ajudar" parece ser uma galinha dos ovos de ouro para as grandes superfícies: aumentam lucros, a marca sai bem na fotografia e os donos ainda podem participar depois em cerimónias com gente importante e também muito caridosa.
Mas por muitas campanhas que façam, não esquecemos de quem são as principais fortunas do país. Não esquecemos os impostos que deveriam pagar. Não esquecemos os baixos salários e a precarização a que sujeitam os vossos trabalhadores.
Por muitas campanhas que façam, sabemos que defender as pessoas significa fazer escolhas: Estado Social ou caridade. E não há dignidade na vossa caridadezinha.

dinheiros públicos, vícios privados





Salomão andou por aqui

A triste telenovela da privatização da RTP reflecte bem a forma de actuar deste governo. Anda à bolina, navega à vista, confunde golfinhos com tubarões, não faz a mínima ideia do que fazer, nem como fazer. 
A única missão que sabe cumprir com zelo é executar as ordens da troika. Quanto ao resto, Gaspar trata das contas e Pedro Passos Coelhos da imagem do elenco.
Assim que se percebeu que a privatização da RTP era um tiro no pé e nem sequer havia candidatos interessados na sua aquisição, começou a falar-se da venda de apenas um canal. Depois de concessão. Mais tarde, aqueles tipos que durante a campanha eleitoral garantiam que já tinham estudado todos os dossiês, anunciaram que, afinal, ainda iam estudar o problema e estavam todas as hipóteses sobre a mesa. A opinião pública mobilizou-se contra a privatização. Alberto da Ponte começou por lhes dar razão mas no dia seguinte Miguel Relvas puxou-lhe as orelhas e obrigou o homem das cervejas a dar uma entrevista a desdizer-se.
Miguel Relvas temeu perder mais uma vez a face ( se é que aquela coisa ainda tem face!) e exigiu a PPC que defendesse a sua honra, em nome do passado comum no mundo dos negócios. Lembrou-lhe que tinha sido ele a catapultá-lo para PM e os jeitos que prestou à Tecnoforma quando PPC era administrador da empresa e Relvas secretário de estado de Durão Barroso. 
PPC ficou entalado, porque já se tinha comprometido com Portas em não avançar com a privatização. Foi até Cabo Verde arejar as ideias e tomou uma decisão salomónica.Privatização, sim, mas só de 49% O resto será concessionado. Ou seja, um molho de bróculos!
Relvas ficou  mais aliviado. Com jeito, conseguirá pelo menos que a privatização atinja os 51%. Gaspar sorriu, porque vão entrar mais uns tostões nos cofres das Finanças. Paulo Portas, mais uma vez, admite recuar.
E assim continua este grupo de energúmenos e de embusteiros a delapidar o património do país, para satisfazer os seus interesses pessoais. Em Belém, um zombie continua a olhar, indiferente, para o país a desmoronar-se. "No pasa nada!"

Crónicas do rochedo

Alterar Lei da Greve. Direito Constitucional em perigo?

Greve direito dos trabalhadores. Dez.2012


A justificação próxima é o prolongamento da greve dos estivadores até vésperas do Natal, a verdadeira razão é limitar o direito à greve conquistado pela democracia, com a Revolução de Abril. 

A TSF ouviu hoje João Carvalho, presidente do Instituto Portuário, que deixou o aviso ameaçador de que poderá haver “mudança de atitude” e “medidas mais drásticas” por parte das administrações dos portos, como o despedimento de trabalhadores. 

Despedimento por fazerem greve, a lei em vigor não permite. 

No mesmo noticiário da TSF, Ferraz da Costa, ex-presidente da CIP e actual do Fórum para a Competitividade, disse a propósito; “a única solução é regulamentar a lei da greve” coisa “que tem de ser feita em acordo com o Partido Socialista” sem o qual “nada se pode alterar em Portugal”. 

Ferraz da Costa disse agora que a “regulamentação” seria para que “não houvesse tantos excessos”; considerava em Outubro que a lei da greve devia ser regulamentada para evitar paralisações convocadas sem terem existido negociações prévias. 

Ora, a greve dos estivadores tem sido contra a imposição da lei portuária e pela negociação do governo com os sindicatos. Com a “regulamentação à Ferraz da Costa” bastaria aos patrões não abrir negociações para que as greves fossem ilegais.  

A lei portuguesa considera a greve; “um direito dos trabalhadores”, que compete a eles “definir o âmbito de interesses a defender através da greve” e que é um direito “irrenunciável”. 

Não vai ser fácil ao governo e aos patrões alterar a lei da greve, como agora se propõe, mas é urgente uma reacção do Partido Socialista, (de António José Seguro), às actuais pressões.  

Há matérias, como os Direitos e Liberdades Fundamentais consignadas na Constituição, que não podem suscitar dúvidas. 

Deter a revolução anti-democrática em curso compete a todos, é uma tarefa anti-fascista.

O clarinete


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Os 11 mandamentos dos media ocidentais



Regra número 1:
No médio Oriente, são sempre os Árabes que atacam primeiro e é sempre Israel que se defende. Chama-se a isso: retaliação. 


Regra número 2:

Os palestinianos não têm direito de se defender. Chama-se a isso: terrorismo. 



Regra número 3:

Israel tem o direito de matar civis árabes. Chama-se a isso: legítima defesa. 


Regra número 4:

Quando Israel mata demaseado civis, as potências ocidentais chamam-lhe a atenção para não exagerar. Chama-se a isso: a reacção da comunidade internacional.  


Regra número 5:

Os palestinianos não têm direito de capturar militares israelitas, mesmo que sejam poucos, nem que seja um único. 


Regra número 6:

Os israelitas têm direito de raptar todos os palestinianos que desejam. Não existe qualquer limite e não necessitam de provar a culpabilidade das pessoas raptadas. Basta-lhes dizer a palavra mágica: "terrorista".

Regra número 7:

Quando falar em "resistência", deverá sempre acrescentar a expressão: "apoiada pela Síria e pelo Irão". 

Regra número 8:

Quando falar em "Israel", nunca deverá acrescentar: "apoiado pelos Estados Unidos, a França e a Europa", porque poderiam crer trata-se de um conflito desequilibrado.

Regra número 9:

Nunca falar em "territórios ocupados", nem nas resoluções da ONU, nem nas violações do direito internacional, nem nas convenções de Genebra. 

Regra número 10:

Os israelitas falam melhor francês e inglês do que os árabes (?). Isso explica que eles e os seus apoiantes tenham tão frequentemente direito à palavra. Assim, podem nos explicar as regras precedentes (de 1 a 9). Chama-se a isso a neutralidade jornalística. 

Regra número 11:

Se não estiver de acordo com estas regras ou julga que elas favorizam um dos lados do conflito em detrimento do outro, é porque você é um perigoso anti-semita...






Tradução de artigo de Gilles Munier
http://www.france-irak-actualite.com/article-rappel-necessaire-au-journalistes-occidentaux-lors-d-une-agression-israelienne-112652821.html

Mário Soares um passado negro, um peso que todos carregamos.

srºs políticos, se fosse para nossa segurança as
câmaras deveriam estar nos vossos gabinetes

Mário Soares desvendado pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto, no «Diário do Centro» de 15 de Março de 2000

MÁRIO SOARES E ANGOLA

A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi,tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.
Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.
Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.
Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».
Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).
A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.
É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder».
São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.
JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.
Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE
NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.
Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.

INSULTO A UM JUIZ
Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.
Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.
Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.
Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.
Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.
Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.
Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.
Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República – Cavaco Silva), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».
«DINHEIRO DE MACAU»
Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.
Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS eRui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.
Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensos corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.
Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território,com os chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.
Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos.
Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.
Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o
problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.
Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.(...)

FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal.
Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS.
Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco.
Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa.
Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa.»

Mário Soares segundo Clara Ferreira Alves.
Mário Soares segundo Rui Mateus
O livro de Rui Mateus, que foi rapidamente retirado de mercado após a celeuma que causou em 1996 (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição), está disponível em:
http://www.scribd.com/doc/12699901/Livro-Contos-Proibidos
ou http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf
ou ainda >http://rapidshare.com/files/23967307/Livro_Contos_Proibidos.pdf

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