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quarta-feira, 28 de novembro de 2012



Sou cliente da ZON


Sou cliente da ZON. Apenas porque devo ter atirado pedras à cruz, numa outra incarnação, ou porque sou muito má pessoa nesta... não há dia algum em que o serviço da ZON seja igual, ou sequer parecido, com aquilo que me foi prometido e que efectivamente pago: boa imagem e internet rápida.
Na verdade, os “soluços” da imagem e a (praticamente sempre) quase inexistência de um serviço de internet digno desse nome, já me deixou muitas vezes de “saltos altos”, perdão... “à beira de um ataque de nervos” (estou sempre a confundir os nomes dos filmes do Pedro Almodôvar!).
Hoje, ao ler que a filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos, entrou para a administração da ZON e tendo consciência do que neste blog tenho escrito sobre ela e o seu estimado pai... acreditei (num momento de fraqueza) que o mau serviço da ZON devia ser uma coisa pessoal contra mim... mas não! Pode lá ser!!!
À cautela, como a “net” e as minhas séries de televisão e os filmes me fazem bastante falta, quero aqui deixar claro e declarar "solenemente" que considero a dona Isabel dos Santos uma Santa senhora, que tenho a certeza de que ganhou todos os vários milhares de milhões de dólares, de euros e mais as copiosas jóias que possui... apenas com o suor do seu rosto, que a considero a mais do que justificada alegria e orgulho do seu extremoso pai... e que não mais pecarei, nem em pensamento, contra a querida nova administradora da minha empresa favorita!!!
Juro ainda que se algum dia tiver dinheiro “que se veja”, vou depositá-lo num dos seus bancos!!!


Madeira gasta dois milhões nas iluminações de Natal e fogo-de-artifício

Madeira gasta dois milhões nas iluminações de Natal e fogo-de-artifício

O Governo Regional da Madeira vai gastar cerca de dois milhões de euros nas iluminações decorativas de Natal e na queima de fogo-de-artifício na passagem de ano, avança hoje o Público. A empresa que apresentou a proposta mais baixa a concurso foi preterida a favor da que é habitualmente a seleccionada, e anunciou já que vai mover um processo judicial contra o júri do concurso público por alegado favorecimento.

As iluminações têm um custo de 1,2 milhões de euros, e o fornecimento e a queima de fogo-de-artifício nas festas do réveillon 754 mil euros.
Os encargos com o fogo são repartidos pelos orçamentos de 2012 e 2013, sendo remetida para o do próximo ano a quase totalidade (739 mil) desta despesa, segundo uma portaria conjunta das secretarias do Turismo e das Finanças, publicada no Jornal Oficial de 19 de Novembro.
 O Governo regional lançou um concurso para a adjudicação das iluminações decorativas das festas de Natal e de passagem de ano para 2013 e para 2014 e das festas de Carnaval dos próximos dois anos, com o valor-base de 3,8 milhões.
Segundo o jornal, como nos anos anteriores, foi seleccionada a empresa Luzosfera, que concorreu com uma proposta de 2,6 milhões de euros. A proposta de preço mais baixo, que foi apresentada pela Som-ao-Vivo, também madeirense, era de 2,27 milhões, tendo sido candidato um terceiro concorrente, a continental Iluminações Teixeira Couto /AMG – Instalações Eléctricas, com o valor-base do concurso.
A empresa Som-ao-Vivo, concorrente preterido apesar de ter apresentado a proposta mais barata, anunciou que vai mover um processo judicial contra o júri da Secretaria Regional do Turismo, por alegado favorecimento na atribuição da empreitada à Luzosfera, do grupo SIRAM, que mantém intocável a sua hegemonia há quase três décadas. No ano passado, o concurso foi anulado pelo Tribunal de Contas, mas a empreitada foi concedida à mesma empresa por ajuste directo.
A Câmara de Lisboa prevê gastar 250 mil euros em iluminações de Natal nas artérias da Baixa pombalina, ou seja, cerca do 20% do que o Funchal vai gastar.
Através de um protocolo de cooperação para dinamizar o comércio na quadra natalícia, o município lisboeta vai pagar à União de Associações de Comércio e Serviços 250 mil euros para iluminar as principais ruas até ao Dia de Reis. No ano passado investiu 150 mil e em 2010 cerca de 700 mil euros.
A crise no comércio tradicional na cidade do Porto levou também a câmara e a associação de comerciantes a aumentarem em 20% o investimento nas luzes e animação de Natal. O investimento em 2011 rondou os 100 mil euros e este ano aumentou para os 120 mil, passando também de uma cobertura de sete para 25 ruas em termos de iluminação, anunciou Vladimiro Feliz, vice-presidente da câmara.

O tempo de antena de Balsemão

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Imediatamente antes do noticiário das 19 (não sei de outros também), a SIC Notícias apresenta de supetão uma espécie de videoclip com imagens de manifs, greves e cargas policiais, onde projecta uma imagem catastrófica do país.
Não se sabe a que propósito vem o interludio nem de quem é a responsabilidade editorial. Começa e acaba como se fosse um fenómeno natural.
Uma manipulação vergonhosa.
O velho senador não suporta a ideia de ter mais um concorrente com a privatização da RTP.



o Blog 

Reclusos 'preferem' a prisão à liberdade
Na hora de optar pela liberdade antecipada, os reclusos preferem ficar na cadeia, onde têm garantido alimentação e cuidados de saúde. A crise, que o País atravessa, não permite às famílias receberem-nos, revela o Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, que pela primeira vez se deparou com uma situação destas, conta o Jornal de Notícias (JN).
PAÍS
Reclusos 'preferem' a prisão à liberdade
DR
O JN revela esta quarta-feira que, a sobrelotação das cadeias e as queixas pela falta de condições pesam pouco no momento dos reclusos optarem pela saída antecipada. O presidente do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional, Júlio Resende, conta ao jornal que pela primeira vez os presos preferem permanecer nas cadeias.

A razão, explica, prende-se com “os problemas socioeconómicos em que vivem as famílias de muito reclusos (...). Estes presos têm consciência das dificuldades das famílias e não querem sobrecarrega-las”, acrescentou Júlio Resende, que diz ter conhecimento de pelo menos cinco casos, nos últimos três meses.

Ao permanecerem nas prisões, os reclusos têm, pelo menos, a garantia de que continuarão a usufruir de alimentação e a cuidados de saúde.
No passado mês de Junho, de acordo com números revelados pelo JN, os 51 estabelecimentos prisionais em Portugal albergavam 13.307 reclusos.

Orçamento 2013 : regressão, até mais não - 1

A sopa de Arroios - desenho de Domingos Sequeira (1810)
É péssima a qualidade da imagem, e não é seguro que Lisboa a tenha presente. O povo lembra, mais frequentemente, a "sopa do barroso" (ou do Sidónio) sem que haja a garantia de a associar aos efeitos de uma ditadura. A blogosfera o lembra, e bem. Há quem a chame agora de "take away" dos pobres. Mas falando de fome, o  Banco Alimentar é a modernidade, na versão "do it yourself"... 

O video abaixo é uma peça espantosa da capacidade promocional da organização. Irá ser um instrumento importante da politica social nos tempos que se avizinham, de regressão até mais não...

Popout


Conversa avinagrada (o tema foi-me "sugerido" pelo Matéria do Tempo)



AS DUAS VERDADES A QUE TEMOS DIREITO.


Em tempos que já lá vão, um quotidiano da nossa praça tinha um lema: "a verdade a que temos direito". Esse jornal, "o diário", já lá vai.
Agora há por aí jornais, parece que com muito sucesso comercial, que vendem todos os dias "a pequena falsificação a que temos direito". Sejam umas falsas partes anatómicas de meninas e senhoras que supostamente vendem (papel), sejam falsas notícias que servem determinados propósitos.
Já o "Público", que vai despedindo e andando, é mais requintado: quer inovar sem jornalistas. E depois falta pau para tanta obra. Nessa saga, novo episódio: prolonga agora a técnica que deveria designar-se como "as duas verdades a que temos direito". Hoje dá uma amostra dessa técnica. Noticiando uma conferência do Instituto de Ciências Sociais, que assinala os 50 anos dessa prestigiada instituição de investigação, e na qual, escreve-se, "a crise económica esteve no centro das atenções", o Público titula na primeira página, entre aspas para mostrar que foram os cientistas sociais a dizer: "Não devemos temer grupos radicais mas quem fica em casa". Ficamos a pensar que algum cientista social decidiu desancar os pacatos cidadãos que não se radicalizam nas ruas, mas apenas no remanso do lar. Depois, vamos à página 12, onde a notícia se desenvolve, e o título já é outro, ainda entre aspas: "Não devemos temer grupos radicais mas o cidadão normal que fica sem casa".
Vai alguma distância entre o cidadão que fica em casa e o cidadão, ainda normal, que ficasem casa. Até por ser mais difícil ficar em casa depois de se ficar sem casa.
E assim o Público me serviu duas verdades a que tenho direito, pelo preço de uma só. Entre casa e o trabalho, no percurso de autocarro, tendo lido apenas o título de primeira página, reflecti sobre o perigo das pessoas que ficam em casa, contraposto ao perigo dos radicais, que seria uma teoria de algum cientista social em tempo de crise. Até já me sentia na obrigação de escrever um post sobre a coisa. Chegado aqui à "casa" que me abriga para trabalhar, ao café da manhã, li o miolo do jornal, arquivei a reflexão anterior, e dediquei-me a um novo problema: o potencial revoltoso das pessoas que ficam sem casa. Aqui, as minhas reflexões tornaram-se bastante mais do senso comum. E do comum e banal dos nossos tristes dias.

Nachina Specutatrix

O poder de alterne



Depois da abstenção violenta do ano passado o Tótó Seguro este ano resolveu fazer um pacifico voto contra o Orçamento do próximo ano. Votar contra, sabendo, que havia uma maioria para fazer passar o orçamento, ainda vai que não vai, agora coloca-lo em causa, unindo-se a todos os outros partidos que votaram contra, e pedir a fiscalização preventiva do Orçamento já era demais. É que se este governo cai ele ainda corre o risco de ter de ir mostrar como se faz e, como todos sabemos, ele não sabe.
Ou os portugueses entendem que nos partidos do alterne PS e PSD não está a solução e procuram um novo rumo com novas ideias e novas formas de fazer ou então estamos condenados. Passos Coelho ou Tótó Seguro, qual o pior? Muitos diremos Passos Coelho porque já vimos a merda que faz, mas será mesmo necessário colocar lá o Seguro para ver que fará uma merda tão mal cheirosa como este?
Dentro deste sistema não há alternativas porque ele está construído e armadilhado para garantir que o sistema tem sempre um lacaio no poder. O resto, as oposições, a contestação institucional, as entidades reguladoras e até as próprias eleições, tudo funciona para nos poderem convencer que vivemos numa democracia plena e que podemos escolher. Maior mentira não há porque eles tudo controlam, da informação à actividade legislativa. Só com uma nova forma de democracia, mais participativa e mais directa poderemos ansiar a uma democracia verdadeira, mas o problema está em como fazer para lá chegar. Só vejo uma solução, o povo nas ruas, ocupando-as até que o poder caia.Para isso acontecer só é necessária uma coisa, que todos e cada um de nós faça a sua parte, saia do sofá e e exija um futuro com respeito e dignidade. Eu estou pronto assim como muitos de nós, só faltam os outros.