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segunda-feira, 26 de novembro de 2012


Opinião "É escandaloso como certos 'jornalistas' se aliam à polícia"
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto comenta, a propósito do caso da cedência indevida de imagens da manifestação do dia da greve-geral à PSP, que quando “os ‘jornalistas’ se aliam à polícia e a certos magistrados” se cria “uma promiscuidade funcional nociva para a justiça e para a própria liberdade de informação”.
POLÍTICA
É escandaloso como certos 'jornalistas' se aliam à polícia
“O jornalista não pode nunca ser olhado como auxiliar ou colaborador da polícia ou da Justiça, sob pena de trair os princípios éticos basilares da sua actividade e a confiança de quem com ele se relaciona”, considera o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, num artigo de opinião publicado na edição desta segunda-feira no Jornal de Notícias.
Reportando-se à alegada cedência indevida de imagens da manifestação de 14 de Novembro em frente ao Parlamento por parte da RTP, o responsável frisa que “se a polícia quisesse imagens da manifestação que as tivesse filmado ela própria e se a lei não lho permite então não pode tornear essa proibição obtendo (para os seus fins policiais) imagens que foram registadas unicamente para efeitos informativos”.
E Marinho Pinto vai ainda mais longe. “É escandaloso como certos ‘jornalistas’ se aliam à polícia e a certos magistrados, criando uma promiscuidade funcional nociva para a justiça e para a própria liberdade de informação”, sublinha.

MARAVILHOSO


NÃO DESTRUAM A CALÇADA PORTUGUESA


AGORA FALAM EM SUBSTITUIR A CALÇADA PORTUGUESA EM FRENTE Á ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, UMA OBRA DOS NOSSOS ARTISTAS UMA RIQUEZA DA NOSSA CULTURA E ARTE, UNS JÁ FALAM EM SUBSTITUÍ-LA POR LAJES, OUTROS POR CIMENTO E O PIOR É QUE ESTAS VOZES TAMBÉM VÊM DE CERTOS ARQUITECTOS.
HÁ QUE CUIDAR DA MESMA, REPARÁ-LA CIMENTÁ-LA NAS JUNTAS, ISSO SIM !

QUE TAL SUBSTITUIR O GOVERNO E O LIXO DE DIREITA QUE ESTÁ LÁ DENTRO E ASSIM JÁ A CALÇADA PODERIA ESTAR ONDE SEMPRE ESTEVE E MUITO BEM PARA ASSIM SER PRESERVADO O QUE É APRECIADO PELOS PORTUGUESES E ESTRANGEIROS.

RUA COM A CANALHA ! DEIXEM A CALÇADA EM PAZ !

Passos Coelho – Provocador balofo


Sempre demonstrando uma necessidade doentia de se afirmar como um canalha, um reles bandido cuja única missão de que está investido pelo grande capital estrangeiro e pelos “mercados” de agiotas, é a venda a retalho de tudo o que valer alguma coisa no país e a destruição do resto... Passos Coelho declarou, demagogo, provocador, rasteiro como sempre, que «quem mais contesta é quem mais tem».
Esqueceu-se, o porco, de terminar a frase. De facto, quem mais contesta é quem mais tem dificuldades, desespero, cortes selvagens na sua qualidade de vida, precariedade, desemprego, nova pobreza... quem mais é vítima do desprezo pela sua condição de trabalhador, de cidadão, de ser humano.
Para provar que pode ser sempre ainda mais asqueroso do que já foi antes... disse também:
«Posso bem com aqueles que pensam diferente de mim»  - referindo-se a todos os que contestam o seu “bom caminho” e a “inevitabilidade” da sua austeridade fanática.
Este “posso bem com aqueles que pensam diferente de mim”, grunhido por um primeiro-ministro que sabe, como toda a gente já sabe, que se houvesse amanhã eleições as perderia fragorosamente... há-de ter uma classificação profunda e extremamente douta nos manuais de análise política; apenas para o caso de esta lá não figurar, aqui fica o meu sincero contributo:
“Fanfarrão de merda!”



A POSTA RESTANTE


Ex-gestores dos CTT respondem por danos de 13,5 milhões de euros

MP fala de gestão danosa. No centro do caso está um prédio em Coimbra que num só dia foi vendido por 14,8 milhões de euros e revendido por 20 milhões
Quase uma década depois dos factos e três anos após a acusação, três ex-administradores dos Correios e outros oito arguidos começam hoje a ser julgados no Tribunal de Coimbra, acusados de participação económica em negócio e gestão danosa. Além dos antigos administradores dos então CTT há também, entre os outros arguidos, figuras ligadas ao PSD. Alguns estão acusados por actos de corrupção.
Na acusação, o Ministério Público (MP) calcula que aquela empresa pública terá sido lesada em cerca de 13,5 milhões de euros em função de cinco actos de gestão, que vão desde a alienação de imóveis à contratação de serviços de consultoria e de formação até à extinção do Banco Postal. 
Todos estes actos foram concretizados no mandato da equipa de gestão presidida pelo antigo secretário-geral do PSD Carlos Horta e Costa, que decorreu entre 2002 e 2005, abrangendo os governos liderados por Durão Barroso e Santana Lopes. Horta e Costa é um dos acusados, tal como outros dois administradores: Manuel Batista e Gonçalo Rocha.
Entre aqueles negócios avulta a venda do edifício central dos Correios de Coimbra, transacção que no mesmo dia proporcionou aos compradores uma mais-valia a rondar os 5,2 milhões de euros. Além de não ter havido qualquer concurso ou anúncio público sobre a intenção de venda por parte dos Correios, os mesmos compradores viriam meses depois a adquirir um outro prédio aos Correios, na Av. da República, em Lisboa, por 12,5 milhões. 
Neste caso, o pagamento foi feito com um cheque que se verificou não ter provisão, isto, apesar de ter sido aceite com uma data de cinco dias após a assinatura da escritura. O "incidente" foi ultrapassado com um acordo em que os CTT exigiam apenas receber metade do montante que o comprador obtivesse com a venda do imóvel acima dos 12,5 milhões da compra. 
Outras das particularidades deste negócio reside no facto de ele se ter concretizado antes de obtida a necessária autorização do Ministério das Finanças, então tutelado por Manuela Ferreira Leite. A escritura teve lugar a 30 de Dezembro de 2003 e só no dia seguinte é que seria emitida aquela autorização. 
Público

CONSTRUÇÃO - Chico Buarque


nterpretação da música, pesquisada e concluída por Rafaela Braga:

O trecho: "Subiu a construção como se fosse máquina/Ergueu no patamar quatro paredes sólidas/Tijolo com tijolo num desenho num desenho mágico"; nos transmite essa idéia e nos permite pensar no sujeito de "Construção" como um operário. Os elementos "construção", "quatro paredes" e "tijolo" convergem para a formação discursiva do campo da construção civil.

Além disso, o momento histórico de produção da canção foi marcado por acidentes de trabalho, baixos salários e longas jornadas de trabalho na sociedade brasileira.

"Beijou sua mulher como se fosse a última"; "E cada filho seu como se fosse o pródigo". Ressaltamos que existe mais de um filho. Apontamento para uma possível "realidade" brasileira daquela época e da atual: "a do trabalhador com mulher e filhos para cuidar".

"Subiu a construção como se fosse máquina/Ergueu no patamar quatro paredes sólidas". Ao ser comparado à máquina, o sujeito recebe uma definição que nos permite pensar o operário da construção. Nesse sentido, ele deve realizar suas funções mecanicamente, sem pensar ou questionar. É isso que percebemos no sujeito de "Construção". Os passos devem ser seguidos metodicamente para que não se perca tempo nem dinheiro. Notamos aqui, a profunda disciplinarização existente para que o operário produza de maneira eficaz. Essa é uma das marcas da sociedade capitalista contemporânea.

O sujeito de "Construção", ao interagir com os demais, está inserido numa rede de poderes da qual não pode se desprender. Com relação aos membros da família, ele é o chefe. Com relação aos superiores no trabalho -- pressupostos pela função social ocupada -- ele é chefiado.

É a crítica a um poder que impede que o sujeito constitua-se como tal.

Aparentemente, "Construção" reproduz uma situação corriqueira de trabalho. Percebemos o tom crítico pela sanção dada ao sujeito e pela indiferença do sistema quanto à morte dele, como fica explícito no seguinte trecho: "Morreu na contramão atrapalhando o tráfego".
A morte do sujeito é a sanção negativa que atrapalha o trânsito, ou seja, que impede o funcionamento da engrenagem. É importante ressaltar que essa era a "realidade" de muitos brasileiros naquela época. Muitos cidadãos mantinham-se por meio do trabalho na construção civil. Se efetuarmos uma reflexão sócio-histórica do período em que "Construção" foi composta, entenderemos as possíveis influências das condições de produção.

O Brasil, passava por um processo de expansão industrial. O crescimento das indústrias e o incentivo dado às multinacionais traziam benefícios "reais" apenas às classes média e alta. A classe trabalhadora era explorada e submetida a longas jornadas de trabalho devido aos baixos salários. Trabalhava-se mais para compensar a baixa salarial.

Além disso, o número de acidentes de trabalho era muito elevado. Essa é outra marca contextual que nos permite realizar uma leitura crítica de "Construção". O sujeito da canção cai do andaime -- fator que o leva à morte. Na época, o Brasil foi considerado campeão mundial em acidentes de trabalho. Só no ano de 1974, no Estado de São Paulo, região mais industrializada do País, um quarto da força de trabalho registrada foi atingida, considerando-se apenas os números dos acidentes de trabalho que foram registrados (780 mil casos)

A canção tem o poder de despertar nos cidadãos, a consciência crítica e a sensação de revolta.
Ela serve para excluir os sujeitos do poder ou dar voz àqueles que são excluídos. Por outro, é a possibilidade de se propor uma mudança na organização do poder.

Entendemos, dessa forma, que a canção de Chico Buarque representa a voz daqueles que estão marginalizados pelo poder.

Na construção notamos uma inversão dos valores e papéis sociais. O sujeito excluído socialmente ganha voz no discurso de Chico.

Com isso, concluímos que a arte de Chico propõe a mudança de um sistema - o sistema ditatorial - por meio da criação de sujeitos que "refletem e refratam" a "realidade" social brasileira com o propósito de invertê-la.




"CAGOU-SE", PARA O POVO PORTUGUÊS - IN JORNAL DE BARCELOS

“Os Fantasmas

  Esta coisa de escrever crónicas “é um jogo permanente entre o estilo e a substância”. Uma luta entre “o deboche estilístico” do gozo da escrita e “a frieza analítica” do pensamento do cronista. Por isso, enquanto cidadão, só posso ver este governo como uma verdadeira praga bíblica que caiu sobre um povo que o não merecia. Mas, enquanto cronista, encaro-o como uma dádiva dos céus, um maná dos deuses, “um harém de metáforas”, uma verdadeira girândola de piruetas estilísticas.

Tomemos como exemplo o ministro Gaspar. Licenciado e doutorado em Economia, fez parte da carreira em Bruxelas onde foi director do Departamento de Estudos do BCE. Por cá, passou pelo Banco de Portugal, foi chefe de gabinete de Miguel Beleza e colaborador de Braga de Macedo. É o actual ministro das Finanças. Pois bem. O cronista olha para este “talento” e que vê nele? Um retardado mental? Uma rábula com olheiras? Um pantomineiro idiota? Não me compete enquanto cidadão dar a resposta. Mas não posso deixar de referir a reacção ministerial à manifestação de 15 de Setembro que, repito,adjectivava os governantes onde se inclui o soporífero Gaspar, como “gatunos, mafiosos, carteiristas, chulos, chupistas, vigaristas, filhos da puta”. 

Pois bem. Gaspar afirmou na Assembleia da República que o povo português, este mesmo povo português que assim se referia ao seu governo, “revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal.” Assumpção autocrítica de alguém que também é capaz de, lucidamente, se entender, por exemplo, como um “chulo” do país. Incapacidade congénita de interpretar o designativo metafórico de “filhos da puta”? Não me parece. Parece-me sim um exercício de cinismo, sarcástico e obsceno, de quem se está simplesmente ”a cagar” para o povo que protesta. A ser assim, julgo como perfeitamente adequado repetir aqui uma passagem de um texto em forma de requerimento “poético” de 1934. Assim: “A Nação confiou-lhe os seus destinos?… / Então, comprima, aperte os intestinos./ Se lhe escapar um traque, não se importe…/ Quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte? / Quantos porão as suas esperanças / Num traque do Ministro das Finanças?…/ E quem viver aflito, sem recursos / já não distingue os traques dos discursos.” Provavelmente o sr. ministro desconhecerá a história daquele gajo que era tão feio, tão feio, que os gases andavam sempre num vaivém constante para cima e para baixo, sem saber se sair pela boca se pelo ânus, dado que os dois orifícios esteticamente se confundiam. Pois bem. O sr. ministro é o primeiro, honra lhe seja concedida, que já confunde os traques com os discursos. Os seus. Desta vez, o traque saiu-lhe pelo local de onde deveria ter saído o discurso! Ou seja e desculpar-me-ão a grosseria linguística, em vez de falar, “Cagou-se”, Para o povo português. Lamentavelmente.

  Outro exemplar destes políticos que fazem as delícias de um cronista é Cavaco Silva. Cavaco está politicamente senil. Soletra umas solenidades de circunstância, meia dúzia de banalidades e, limitado intelectualmente como é, permanece “amarrado à âncora da sua ignorância”. Só neste contexto se compreende o espanto expresso publicamente com “o sorriso das vacas”, as lamúrias por uma reforma insuficiente de 10.000 euros mensais, a constante repetição do “estou muito preocupado” e outros lugares comuns que fazem deste parolo de Boliqueime uma fotocópia histórica de Américo Tomás. o almirante de Salazar. Já o escrevi aqui várias vezes. Na cabeça de Cavaco reina um vácuo absoluto. Pelo que, quando fala, balbucia algumas baboseiras lapalicianas reveladoras de quem não pode falar do mundo complexo em que vivemos com a inteligência de um homem de Estado. Simplesmente porque não a tem. Cavaco é uma irrelevância de quem nada há a esperar, a não ser afirmações como a recentemente proferida aquando das comemorações do 5 de Outubro ” o futuro são os jovens deste país”! Pudera! Cavaco não surpreenderia ninguém se subscrevesse por exemplo a afirmação do Tomás ao referir-se à promulgação de um qualquer despacho número cem dizendo que lhe fora dado esse número “não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores…” Tal e qual.

Termino esta crónica socorrendo-me da adaptação feliz de um aforismo do comendador Marques Correia e que diz assim: “Faz de Gaspar um novo Salazar, faz de Cavaco um novo Tomás e canta ó tempo volta para trás”. É que só falta mesmo isso. Que o tempo volte para trás. Porque Salazar e Tomás já os temos por cá. P.S. Permitam-me a assumpção da mea culpa. Critiquei aqui violentamente José Sócrates. Mantenho o que disse. Mas hoje, comparando-o com esse garotelho sem qualquer aracaboiço para governar chamado Passos Coelho, reconheço que é como comparar merda com pudim.Para Sócrates, obviamente, a metáfora do pudim. Sinceramente nunca pensei ter de escrever isto.

  Assinado – Luís Manuel Cunha ,……….. Professor. 

A especiaria

José Afonso - "Canta camarada" do disco "Menina dos olhos tristes" (Sin...


Letra popular
Musica de José Afonso
Acompanhamento (viola) Rui Pato
Disco na integra. 2/2

Canta camarada,canta
Canta que ninguém te afronta
Que esta minha espada corta
Dos copos até a ponta

Eu hei de morrer de um tiro
Ou de uma faca de ponta
Se hei de morrer amanhã

Morra hoje, tanto monta.
Tenho a sina de morrer
Na ponta de uma navalha
Toda a vida hei-se dizer
Morreu homen na batalha

Viva a malta, trema a terra
Daqui ninguém arredou
Quem há-de tremer na guerra
Sendo um homem como eu sou.