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domingo, 18 de novembro de 2012

Sérgio Godinho - Eh meu irmão (ou mais uma canção do medo)

PIERCING(S) DOLOROSOS - OSTENTAÇÃO DE TRIBOS


Para algumas pessoas, isso seria totalmente extremo, para eles, isso é completamente normal. Eles vão ignorar a dor, apenas para ser mostrado em sua tribo e da sua sociedade, porque é um tipo de crescimento dos meninos para o homem adulto. Então, como você pode ver, eles organizam o desfile e mostrar ao mundo que tem o homem adulto na tribo. Para mim, isso é um pouco bizarro, mas ainda são seus costumes e não me importo se alguém vai concordar com eles. Quem sabe quanto tempo eles vão fazer isso, nós só podemos assistir. Então, dê uma olhada.
Piercing Piercing Extrema
A perfuração do corpo é a prática de perfurar ou cortar uma parte do corpo humano, criando uma abertura na qual a jóia pode ser usado. Body piercing é uma forma de modificação do corpo. O piercing palavra pode referir-se ao ato ou prática de perfuração do corpo, ou para uma abertura no corpo criado por este ato ou prática. A história do piercing é obscurecida pela falta de referência acadêmica e desinformação popular, mas existe ampla evidência de documentar que tem sido praticada em várias formas desde os tempos antigos em todo o mundo. Na cultura ocidental, piercing tem experimentado um aumento de popularidade desde a Segunda Guerra Mundial, com outros locais do que os ouvidos ganhando popularidade subcultural nos anos 70 e se espalhando para integrar na década de 1990.
Piercing1 piercings extremos
Adorno corporal só recentemente se tornou um tema de pesquisa acadêmica séria por arqueólogos, que têm sido prejudicados em estudar piercing por uma dispersão de fontes primárias. Primeiros registros raramente discutido o uso de piercings ou seu significado, e enquanto jóias é comum entre os bens graves, a deterioração da carne que adornaram torna difícil discernir como a jóia pode ter sido usado. Além disso, o registro moderna foi infiltrada com as invenções 20 de piercing entusiasta Doug Malloy. Nos anos de 1960 e 1970, Malloy comercializado piercing contemporânea, dando-lhe a pátina da história ocidental.
Piercing2 piercings extremos
Seu Corpo panfleto & Piercing genital em breve incluiu tais comumente reproduzidas lendas urbanas, como a noção de que o príncipe Albert inventou o piercing que compartilha seu nome, a fim de domar a aparência de seu pênis grande em calças justas e que centuriões romanos ligados suas capas de piercings nos mamilos . Alguns dos mitos Malloy são reimpressos como fato em histórias posteriormente publicados de piercing.
Piercing4 piercings extremos
Piercing combinada com suspensão foi historicamente importante nas cerimônias religiosas de alguns nativos americanos, apresentando em muitas variantes da cerimônia de Dança do Sol, incluindo a praticada pela Nação Crow. Durante a cerimônia de Crow, homens que desejavam obter visões foram perfurados nos ombros ou no peito por homens que haviam sido submetidos a cerimônia no passado e, em seguida, suspensa por esses piercings de pólos, dentro ou fora da Loja dança do sol. Alguns contemporâneos do Sudeste da Ásia também praticam rituais de perfuração do corpo, como uma forma de auto-mortificação espiritual. Geralmente, o sujeito tenta entrar em um transe analgésica antes da perfuração.
Piercing5 piercings extremos
É amplamente divulgado que na década de 1890, anéis de bico chamados "anéis de peito" ressurgiu como uma declaração de moda entre as mulheres do Ocidente, que iria usá-los em um ou ambos os lados, mas se tal tendência existia, era de curta duração. Até o início do século XX, a perfuração de qualquer parte do corpo havia se tornado raro no Ocidente.
Piercing6 piercings extremos

Dança da Lua - Eugénia Melo e Castro e Ney Matogrosso

Dava tudo-Adelaide Ferreira



(DO FACEBOOK)
  • Este Manifesto deveria ser fotocopiado em milhões de folhetos e lançado sobre Portugal à moda antiga. De avioneta.
    Hoje em dia está reservado a poucos poderem falar e escrever sem pensar em consequências. Com verdadeira Liberdade!
    Portugal visto por Lobo Antunes
    Um escritor, um retrato demolidor da " Nação valente e imortal".
    Façam o favor de ler.

    Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida.
    Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal,
    ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento.
    Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.
    Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça.
    Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos,
    protestamos.Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio.
    Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados.
    Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único.
    Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho
    não estendem a mão à caridade.
    O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário,
    dúzias deles.
    Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos,
    reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem.
    Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.
    O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres.
    O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros.
    E nós, porpura maldade, teimamos em não entender.
    Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem
    a meter os beneméritos em tribunal.
    Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.
    Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura,
    na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver:
    - Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
    - Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
    - Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo
    Que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista
    de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e
    demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho.
    E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração.
    E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes
    de bem-aventuranças da Eternidade.As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis,
    o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas.
    Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez.
    Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam,
    por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz.
    A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade?
    Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
    Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
    Loureiro para o Panteão já!
    Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
    Sócrates para a Torre de Belém, já!
    A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que
    os livros de História nos enganaram.
    Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara.
    Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.
    Estátuas equestres para todos, veneração nacional.
    Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no.
    Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos
    como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda
    perseguição pessoal com fins inconfessáveis.
    Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram,
    por maldade e inveja, a sair.
    Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta.
    Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.
    Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos,
    por favor deixem de pecar.
    Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde.
    E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.
    Agradeçam a Linha Branca.
    Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.
    Abaixo o Bem-Estar.
    Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas,
    com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso?
    Nã comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres
    em tenebrosas máscaras de Carnaval.
    Para isso já há dinheiro, não é?
    E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.
    Não se vendem livros? Mentira.
    O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade,
    a Academia Francesa.
    Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
    Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?
    O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e
    à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem?
    Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever.
    E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas
    seremos, como é nossa obrigação, felizes.(crónica satírica de António Lobo Antunes, in Visão Abril 2012)