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sábado, 17 de novembro de 2012


Embelezar o Orçamento


Depois de apresentar um orçamento que vai destruir o pouco que resta da classe média portuguesa atirando-a para a pobreza, chegou agora a vez de fazerem uma operação de cosmética para fingir que afinal não vai ser tão mau. Corta na sobretaxa no IRS de 4 para 3,5% em nada altera a desgraça anunciada e fasear o pagamento do IMI superior a 500 euros em três prestações não vai impedir o Estado de penhorar e roubar a casa a milhares de portugueses que, com o seu esforço adquiriram uma casa. Podem tentar embelezar este orçamento mas não deixa de ser uma cagada de merda. 

Governo vai leiloar 72 antigas casas de magistrados

16.11.2012 - 17:38 Por Lusa

 O secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça, Fernando Santo, disse hoje que vão ser colocadas a leilão 72 antigas casas de magistrados e que os interessados poderão beneficiar de financiamento bancário.

Em declarações à agência Lusa, à margem de uma conferência sobre a nova lei do arrendamento e reabilitação urbana, Fernando Santo explicou que as casas vão ser colocadas em hasta pública partir do dia 09 de Dezembro e até ao dia 16.

“O Ministério da Justiça fez um levantamento do seu património para reabilitação, em todo o país, e listou cerca de 150 casas de função de antigos magistrados que estavam devolutas e já não serviam para serviço público“, justificou o governante.

Fernando Santo anunciou ainda que o Governo conseguiu acordar com a Caixa Geral de Depósitos um financiamento aos eventuais interessados em adquirir algum destes empreendimentos.

“Muitas vezes a queixa que ouvimos no mercado é que as pessoas estão interessadas, mas que depois não têm quem as financie. Neste caso específico conseguimos ir mais longe”, sublinhou.

O governante participou hoje à tarde numa conferência sobre “o contributo da lei do arrendamento para a reabilitação urbana”, organizada pela empresa Vida Imobiliária.

A esse respeito, Fernando Santo defendeu que a nova lei do arrendamento, que entrou em vigor na segunda-feira, vai permitir que o preço das rendas seja mais acessível e que as pessoas consigam ter casa próximo do seu mercado de trabalho.

“Estamos a falar de um momento em que as famílias têm empregos mais precários e uma mobilidade acrescida. Não podem estar amarradas a uma habitação própria quando podem precisar mudar de cidade ou de zona”, argumentou.

No entender do governante, a nova lei do arrendamento vem, entre outros aspectos, beneficiar as famílias mais carenciadas e terminar com informalidades dos contratos, uma forma de combater a “economia paralela”.

A nova lei do arrendamento urbano e da reabilitação urbana entrou em vigor na segunda-feira ainda sem a definição do seguro de renda, que deverá estar pronta no primeiro semestre de 2013.

O diploma sobre o arrendamento prevê a actualização dos valores para imóveis com contratos celebrados antes de 1990 com base em 1/15 (6,7%) do valor tributário do imóvel ou através de negociação entre as partes.

A iniciativa parte do senhorio e o inquilino pode, ou não, apresentar uma contraproposta, servindo a média dos dois valores para fixar a nova renda ou a indemnização caso não haja acordo.

Os novos valores das rendas têm porém taxas de esforço máximas para as famílias carenciadas: até 10% quando os rendimentos máximos são de 500 euros brutos, 17% para rendimentos entre 501 e 1500 euros e 25% desde os 1501 até aos 2425 euros.

Além do teto intermediário, o texto final fixou o apuramento dos rendimentos das famílias com base no ano de 2012 devido a cortes em subsídios.

A lei prevê cinco anos de regime transitório, nomeadamente para micro-empresas e associações sem fins lucrativos, até à liberalização total do mercado, com o Executivo a garantir que as carências económicas continuarão a ser apoiadas até necessitarem.

Para agilizar os despejos para os inquilinos incumpridores, será criado um Balcão Nacional de Arrendamento, garantindo, como inscrito na Constituição, o recurso aos tribunais em caso de contestação do locatário.

Extrema instabilidade...

Na semana passada publicamos aqui um artigo com muitas fotos de relâmpagos em várias partes do mundo. Hoje vamos trazer um novo post com 18 fotos do site Extremeinstability.com publicadas ontem, e que trazem imagens das tormentas e trovoadas que tem se abatido nos últimos dias em várias partes dos Estados Unidos. Como já disse no post anterior, podem ser aterrorizantes, mas o espetáculo de luzes e a transformação dos céus é impressionante. Confira! (A foto acima mostra os raios durante uma tormenta ao norte de Dakota do Sul na semana passada. A maioria das fotos são desta região dos EUA)



Post(s) á beira mar

Doces Conventuais

Será aqui o espaço que irei começar a desenvolver sobre doces conventuais.
Para os leitores que gostarem de participar, por favor deixem o vosso comentário ou artigo no final desta página.

Alcobaça, Mosteiro
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Gastronomia e doçaria em Alcobaça, segundo mapa do concelho:
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Introdução
Este tema irá revelar a história dos doces conventuais enquanto enquadramento Histórico-Gastronómico. Quer isto dizer que pretendo avivar de quão importante é esta doçaria, para reconhecermos hoje o legado que os nossos conventos e a nossa gastronomia nos proporcionam nos nossos dias. O desvendar do saber e prática antigos irá revelar mais do que um simples modo de vida. Será mais uma das muitas descobertas do século xv que levou os portugueses à busca de novos caminhos e, com isso, à chegada da rota do açúcar e especiarias do Oriente e do Brasil.
Doçaria conventual: abordagem Histórico-Gastronómica
O açúcar como produto alimentar precioso do século xvi
Trazido do Médio Oriente em meados do século xi, o açúcar veio conhecer o seu apogeu a partir do século xv em Portugal. Primeiramente, tendo a sua venda restrita só em boticários (daí que se falasse popularmente “é como um boticário sem açúcar”), este produto medicinal de reputação e virtudes raras sempre estigmatizou certos médicos e moralistas. No entanto, em Portugal, raros foram os protestos contra esta culpabilização paranóica do açúcar como “destruidor da vida amorosa” ou de “afecto ausente”. Deste modo, rapidamente se deu o seu sucesso entre os reis e gente dotada de grande riqueza. E foi assim, instituindo-se nos conventos como forma de se redimirem dos seus sinceros pecados e/ou de os reciclar, que se convencionou que seria necessário pernoitar aquando de longas viagens ou peregrinações. À medida que se foi dando a consolidação das fronteiras, deu-se um crescimento destas “grandes fábricas de almas” e, deste modo, a facilidade em que estes mosteiros foram erigidos para determinar o domínio da Fé, mandaram-se fazer grandes banquetes e festas em prol de refeições dignas e de forma a poder dar uma continuidade monástica e familiar. A agregação à determinação divina fez com que recorrentemente se juntassem mesmo para festejar os mais diversos eventos: festas de aniversário do rei, rainha, princesas, etc. Assim, quanto mais se rezava mais se comia e mais entusiasmo se gerava à volta da mesa. Desta forma, as boas esmolas deixadas nestes banquetes permitiram um maior alcance de alimentos diferentes e raros. A boa cozinha teve tudo para vingar nos mosteiros e daí o seu alastramento por todo o país.
A entrada das mulheres nos conventos
Muitas foram as mulheres que sofreram na pele, como forma de pagamento ao Senhor, a absolvição dos pecados familiares, pela sua entrega à Fé e ao recolhimento espiritual. Quer isto dizer que muitas famílias confiavam um membro da sua família por um benefício espiritual. No entanto, muitos foram os casos escandalosos de famílias ricas que mandaram para os conventos as suas segundas filhas ou as que não casavam até determinada idade. Desta forma, a entrada na casa religiosa era precedida de uma doação exclusivamente para subsistir e habitar no convento. Desta forma, os conventos não eram em nada paupérrimos. Antes pelo contrátrio, avolumavam grandes quantias de capitais quer por doações eternas, heranças, quer de bens alimentares ou de familiares que entregassem os seus entes queridos e a sua consequente mensalidade. De qualquer das maneiras, a entrada para os conventos era mais uma forma de fugir ao maldizer da sociedade, quer fossem romances com maus finais, complicações na vida leiga, viuvez, etc. Assim, rapidamente foi crescendo nos mosteiros uma grande população de monjas.
O excesso das romarias A saudável situação económica que os mosteiros passaram a viver levou a que se fizessem grandes excessos. Nomeadamente, um tempo de relaxamento para uma vida de castidade dando azo a uma vida virada para a gulodice, afastando-se dos princípios pimordiais de Fé e oração. Desta forma, as noviças passaram a viver nos mosteiros com uma grande liberdade e uma vida boémia o que muitas vezes incitou a relações escandalosas dentro dos próprios conventos. Por isso, a partir de 1791, D. Maria i tomou medidas moralizadoras, pela proibição de se aceitarem mais freiras noviças até nova alteração.
Doçaria conventual: abordagem Histórico- Gastronómica
A Doçaria nos banquetes e festas
A quantidade de refeições que os mosteiros passaram a proporcionar aos seus hóspedes fez com que, acima de tudo, se tomasse o gosto por refeições prolongadas e luxuosas. A partir de então, cada vez mais o empenho das noviças em preparar hábitos refinados e exigentes passou a servir de troca em forma de grandes esmolas, conseguindo assim aumentar a necessidade para a transacção lucrativa. Desta forma, começou a desenvolver-se um ambiente propício ao prazer da mesa e uma necessidade crescente de as freiras ficarem reconhecidas pelos seus grandes dotes culinários e conseguirem com isso aumentar também o prestígio do mosteiro. Assim, começaram a surgir alguns mosteiros que se destacarm, nomeadamente o Convento do Paraíso, em Èvora.
Doçaria conventual: abordagem Histórico-Gastronómica
Convento do Paraíso
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(foto antiga do mosteiro , agora destruído)
Fundado em 1450 por dominicanas, devido ao sistema de emparadamento de três irmãs nobres de apelido Galvoas, este convento passou à terceira Ordem de S. Domingos em 1499. Um grande benemérito desta casa foi D. Álvaro da Costa, conselheiro do rei D. Manuel.
Doçaria conventual: abordagem Histórico-Gastronómica
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(Imagem da escultura oferecida)
O nome do convento advém de uma oferta de uma escultura da virgem, por uma dama eborense, de nome: D. Isabel Afonso. Foi uma das últimas casas monásticas, tendo sido fechada em Novembro de 1897, depois da morte da sua prioresa, soror Maria Isabel do Coração de Jesus.
Receita do Convento
Bolo real do Paraíso
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(Esta receita pertence ao receituário do Convento do Paraíso de Èvora)

Doçaria conventual: abordagem histórico gastronómica
Existem várias receitas deste bolo, sendo esta uma delas.
Ponha 500gr. de açúcar em ponto de cabelo e retire do lume para juntar a 250 gr. de amêndoas raladas. Junte 15 gemas de ovos, sendo 5 com claras. Leve a mistura ao lume até fazer castelo pequeno. Retire do lume e misture 200 gr. de pão ralado. Trabalhe esta mistura e junte a canela. Unte uma forma com manteiga, polvilhe com farinha e deite a “espécie” que não deverá chegar até às bordas da forma. Leve ao forno em lume brando.
Crítica:
Apesar da dificuldade de execução, pois exige um grande controlo dos tempos e temperaturas certas de cozedura, este doce parece surpreendente. A sua aplicação varia entra 2 a 3 receitas diferentes com os mesmos ingredientes, se seguirmos diferentes temperaturas, o que demonstra a diversividade de confecção.
Alguns pormenores a ter em conta são bater enérgicamente com as varas até fazer o castelo pequeno e não deixar cozer muito a “gemada”. Quanto ao final, a degustação é óptima. A boa ligação da tríade gemas-amêndoa-pão ralado é fantástica.
Delici"arte"

Prague Film Orchestra: Star Wars - Imperial March (LIVE - 29.11.2010)

BONECOS - António Garrochinho








TRANSUMÃNCIA - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO



Rio lança suspeita de interesses escondidos na Segurança Social


Para os mais sensíveis, aviso: as declarações que se seguem 
podem ser demasiado fortes, ferir o seu futuro e a sua integridade, previna-se e 
sente-se, 
mas ofenda-se e indigne-se. 
Para os mais distraídos convém realçar que, a meu ver, estamos perante 
declarações, de um politico, que assume 
dois crimes de traição contra Portugal e os portugueses. 

Rui Rio, afirma conhecer procedimentos de conspiração gravíssimos que atentaram 
contra o interesse nacional, no que respeita aos milhões que confiamos à Segurança Social.
Tal é a gravidade do que eles tramaram, que ele se recusa a confessar, enquanto os envolvidos estiverem vivos!? 
De notar que ele é um dos envolvidos!!! 
Tal é a gravidade que ele afirma que se os portugueses a soubessem, teriam ainda mais motivos para desconfiar dos políticos. 
"As pessoas ficariam abismadas" afirma mesmo. 
Pena que ainda haja pessoas que ficavam abismadas com a criminalidade politica, pois isto só irá entrar nos eixos quando todos 
os portugueses perceberem que dos políticos se pode esperar de tudo, desde que seja para proveito deles e dos seus amigos... a mim já nada me abismaria.

Citação da noticia original
"Rio lança suspeita de interesses escondidos na Segurança Social(...)O presidente da Câmara do Porto contou (...) 
que, em determinada altura da sua vida política, esteve envolvido no estudo de uma reforma da segurança social. 
Esse esqueleto de reforma nunca chegou a sair do papel. Os motivos? "Nunca os direi, pelo menos enquanto as pessoas envolvidas estiverem vivas".
Nunca se referindo ao que estava em causa nem aos contornos do caso, Rio afirmou apenas que, 
"se os portugueses soubessem o que se passou" teriam ainda mais motivos que os que já lhes assistem 
para desconfiarem do papel dos políticos no desenrolar da vida do país. "As pessoas ficariam abismadas", conclui, 
para não mais se referir ao assunto.
Já antes, na sua intervenção inicial, Rio tinha afirmado que "Temos uma crescente incapacidade política para resolvermos os problemas que temos à frente. 
E um poder político desacreditado e interesses corporativos mais fortes e capazes de influenciar" a vida de todos, colocando interesses 
particulares à frente do interesse público. /economico

Isto é o cumulo dos cúmulos - participa no crime, confessa-o mas recusa-se a contar detalhes?
E ninguém, de toda a corja que finge defender a democracia, a justiça e Portugal, se levanta e obriga este cúmplice 
a confessar, a entregar os comparsas e a apurar os traidores? 
Terão os portugueses de resgatar a justiça e toma-la nas suas próprias mãos?
Provavelmente, os envolvidos, continuam por aí, tranquilos e impunes, a conspirar desfalques e a saquear  impostos. O descaramento abunda. 
A vergonha não existe e não há justiça que nos valha, não há quem lhes deite a mão e os coloque atrás das grades. Ou pelo menos, os prive dos 
luxos que conquistam roubando, enganado, abusando, explorando e arruinando um país inteiro. 

Por me parecer oportuno, decidi partilhar um dos muitos "Desabafos de portugueses traídos", que optam por seguir o blog e de vez em quando, desabafar... 
"As pessoas estão muito zangadas com os políticos, e têm razão para isso. Mas a meu ver, isso só quer dizer que ainda estamos MUITO LONGE de onde devíamos estar. 
O contribuinte Português quando ouve nas noticias mais uma daquelas noticias da comunicação social, de que algum politico fez um desfalque qualquer, 
fica muito indignado e revoltado. Regra geral chama uma série de nomes feios ao senhor do alegado desfalque e à mãe dele, antes de mudar para o canal onde está a dar a “bola”. 
E digo isto porquê? Porque isto demonstra uma réstia de credibilidade e confiança nos políticos, quando por esta altura já devíamos ter ultrapassado isso. 
Para dar um exemplo vou comparar os políticos com o Al capone. Alguém ficava admirado de ler uma noticia a dizer que o Al capone tinha utilizado a sua “Tommy machine gun” 
para metralharar um comerciante local?? Ou que ele andava no tráfico de bebidas alcoólicas?? Acho que não!! A menos que se vivesse dentro de um buraco naquela altura, acho 
que ninguém se espantaria com isto! Ele era o Al capone! 
É suposto matar pessoas que lhe causem algum incomodo, é suposto traficar álcool, é suposto subornar seja quem for preciso,etc… 
é criminoso e as pessoas olhavam para ele como tal. 
Mas o mesmo ainda não acontece quando se olha para um politico, por qualquer razão que eu desconheço, os contribuintes, têm a tendência de achar 
que os políticos são pessoas idóneas???? 
Daí ficarem muito chateados com noticias (que nunca dão em nada, o que prova a inocência) de corrupção e coisas do género. Por esta altura, e a meu ver, 
já devia estar mais do que sabido que fazem parte da profissão de politico. 
Acho que quando as pessoas se mentalizarem e verdadeiramente interiorizarem que politico é uma profissão que de idóneo não tem nada, muito pelo contrario, 
e conseguirem olhar para os políticos como verdadeiros criminosos, deixa de haver espanto, e aí sim, estamos a progredir. 
Claro que o Capone aparecia a fumar charuto e sempre com aquela cara de gozo, o que tornava mais fácil a imagem de criminoso, o politico não comete esse erro, 
mas tirando isso, a única diferença do Capone para um politico é que ele sempre teve de fazer os negócios à margem da lei, enquanto que um politico legaliza o seu crime.
Uns roubam os
outros permitem


Acesse ao Artigo completo: 
http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/11/rio-lanca-suspeita-de-interesses.html#ixzz2CUXu5Yf5