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sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Algarve:Tornado entre Carvoeiro e Silves

O tornado que ao início da tarde atingiu a região do Algarve provocou dez feridos, dois em estado considerado grave. 
Foram accionados os planos de emergência municipal em Silves e Lagoa, os concelhos mais atingidos pelo mau tempo. No terreno estão mais de 220 bombeiros, apoiados por 68 viaturas e um helicóptero. A chuva intensa e o vento com rajadas muito fortes provocaram estragos avultados.


Festejo do Magusto

        Os alunos da EB1/JI de Santa Bárbara de Nexe festejaram o São Martinho!
        Realizaram diversas atividades alusivas a esta data, consoante o ano que frequentam: ouviram ler e/ou leram a Lenda de São Martinho, fizeram uma banda desenhada, pintaram desenhos, estudaram textos sobre o Magusto, construíram cartuchos ou caixinhas para colocar as castanhas! Foi muito divertido!
        À tarde, foi só esperar que as castanhas estivessem cozidas! Estavam muito saborosas!
        Os alunos agradecem à Junta de Freguesia pela oferta da maior parte das castanhas e às cozinheiras por as terem confecionado.








Ana Moura & Patxi Andión *Para Além da Saudade #13* : Vaga, no Azul Ampl...


Letra de Fernando Pessoa
Música de Patxi Andión
em "Para Além da Saudade"
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Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.

Lo que lloro es diferente
Está en el centro del alma
Mientras, en cielo silente
La nube se mece en calma

E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.

Pero al fin, lo que es llanto
En esta triste amargura,
Vive en el cielo mas alto.
En la nostalgia mas pura.

No se lo que es, ni consiento / Não sei o que é nem consinto
Al alma saberlo bien. / À alma que o saiba bem.
Visto el dolor con que miento / Visto da dor com que minto
Dolor que en mi alma es ser. / Dor que a minha alma tem

IMAGENS - FOTOGALERIA - ALGARVE O TORNADO COMEÇOU NO MAR ATINGIU ALBUFEIRA, LAGOA, PARCHAL, FERRAGUDO, CARVOEIRO E CHEGOU ATÉ SILVES
































Pelo menos 10 feridos após passagem de tornado no Algarve

GALERIA DE FOTOS / EM ATUALIZAÇÃO
16.11.2012 14:53
 
Lagoa / Freddie Gomes, Eu Repórter

O mau tempo atingiu esta tarde parte do barlavento algarvio com extrema intensidade. Chuva e rajadas de vento muito fortes nos concelhos de Silves e Lagoa deixaram para trás destruição. Há registo de pelo menos 10 feridos na zona de Silves. Há árvores caídas um pouco por todo o lado. Num parque de autocaravas, o vento fez capotar várias viaturas, agora seriamente danificadas, com vidros partidos. No estádio do clube local, parte da cobertura cedeu. Há ainda relato de cabos de transporte de electricidade derrubados. Nas diversas estradas da região, a sinalética rodoviária foi derrubada e muitas estruturas públicas foram atingidas pela violência do mau tempo.

Não desfazendo

Nada do que existe
nos cai do céu na cabeça.
Nem a chuva, embora pareça:
até ela estava cá em baixo a existir
antes de ser chuva e cair!

Mais ou menos perfeito ou imperfeito,
tudo o que existe foi feito
e, antes de ser feito, desfeito.

Com água, luz e vento
a Terra se foi fazendo;
o distante Sol está ardendo
há milhões de anos e morrendo.
O lavrador deitou à terra a semente,
o operário fez a enxada e a charrua,
o cantor canta no palco, o actor actua,
o inventor inventa o inexistente.
Foi feita a cama,
feito o pijama,
com fogo e esforço
se fez o almoço.
Quem faz agora este alvoroço
toda a tarde a brincar e a correr
enchendo de alegria a casa inteira?
Oh, que é feito do tempo da brincadeira
em que não havia nada que fazer?

Manuel António Pina



BAPTISTA BASTOS


 .

 O sabujo

O discurso de Passos Coelho, pretendidamente de boas-vindas a Angela Merkel, ultrapassou a indispensável cortesia para se transformar numa inqualificável sabujice. A alemã esteve seis horas em Lisboa apenas para apoiar e aplaudir a política do primeiro-ministro português. Afinal, a sua política. E aquele perdeu completamente o mais escasso decoro e o mais esmaecido pudor. Qualquer compatriota bem formado sentiu um estremecimento de vergonha ante o comportamento de um homem, esquecido ou indiferente à circunstância de, mal ou bem, ali representar um país e um povo.
A submissão a Angela Merkel e ao sistema de poder que ela representa atingiram o máximo da abjecção quando Passos estabeleceu paralelismos comparativos entre trabalhadores alemães e portugueses, minimizando estes últimos, e classificando aqueles de exemplares. A verdade, porém, é que as coisas não se passam rigorosamente como ele disse. Os portugueses trabalham mais horas, recebem muito menos salário, descansam menos tempo, dispõem de menores regalias e de cada vez mais reduzida segurança.
O sistema de poder que Angela Merkel representa e simboliza, imitado por Pedro Passos Coelho, fornece a imagem e a prova de um clamoroso défice político. Além de ser uma dissolução ética. A associação entre a alemã e dirigentes portugueses não é de agora: José Sócrates (apesar de tudo recatado na subserviência) caracterizava-se por uma fórmula intermédia, que queria resistir à fragmentação da identidade. Quero dizer: demonstrava um outro carácter.
Nem mais tempo, nem mais dinheiro, disse a chanceler à jornalista Isabel Silva Costa, na RTP. O estilo peremptório não suscita dúvidas. Pode Passos Coelho proceder a todo o tipo de reverências e de abandonos da decência que ela não dissimula o facto de mandar, e de impor uma política, uma doutrina e uma ideologia. Aliás, dominantes na Europa. A passagem por Lisboa constituiu uma distanciação do povo: cancelas, baias, dispositivo policial invulgar, um corredor absurdo que, no fundo, implicam a ausência ou a fraqueza de mecanismos institucionais.
Há qualquer coisa de inanidade nesta encenação que aparta governantes de governados. O receio de haver algo de grave contra a visita é a extensão do medo que envolve os membros do Governo. Todos eles sabem os riscos que correm de ser insultados, logo-assim põem pé na rua. A dualização da sociedade está, também, a dar cabo da identidade colectiva. A simbiose do Estado e do povo foi dissolvida. Há dois Portugais em Portugal, assim como há duas Europas na Europa. Merkel e Passos representam uma delas, certamente a mais ameaçadora. Na outra, estamos nós, os ameaçados. A contra-conduta, a dissidência não são, somente, actos políticos; sobretudo, representam urgentes condutas morais.
Tudo isto é sinal de grande infelicidade.


IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
14/11/12

PORTUGAL NUNCA TINHA PASSADO POR ISTO - AS POLÍTICAS DE DIREITA LEVARAM A ISTO





o sangue já escorre, portugal já arde

Popout


































Todas as fotografias recolhidas em https://www.facebook.com/CaramelaPortugal
Quatro almas