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quarta-feira, 14 de novembro de 2012


descubra as diferenças - um post para pensar nisto


Figura 1

Tenho uma quinta, tem dez sócios.
São eles que entram com o dinheiro.
Precisamos de um caseiro. Abrimos uma espécie de concurso, aparecem candidatos.
Cada um apresenta, conforme pedimos, um plano de actividades e de trabalhos.
Votamos entre nós para escolher um.
Escolhemos, contratamos, a termo, a 4 anos.
Damos-lhe um orçamento para gerir que somos nós que definimos. A votação desse orçamento é separada e ele não intervém nela. Obviamente não pode endividar a quinta, nem ficar a dever, nem pedir empréstimos, Isso temos de ser nós.
Estabelecemos objectivos que são os que estavam no seu plano de actividades.
Se ele achar que tem de mudar os objectivos e o plano de actividades a meio, isso carece da nossa aprovação, e voltamos a ir a votos para aprovar ou não.
Se ele não cumprir o plano de actividades, ou se for mau profissional, cessamos o contrato de trabalho, unilateralmente, e voltamos a abrir concurso.
E não lhe pagamos indemnização por incompetência, sorte tem ele se não o processarmos por danos, se os houver.



Figura 2

Tenho um país, tem dez milhões de sócios.
São eles que entram com o dinheiro.
Precisamos de um governo. Abrimos uma espécie de concurso, aparecem candidatos.
Cada um apresenta, conforme pedimos, um plano de actividades e de trabalhos.
Votamos entre nós para escolher um.
Escolhemos, contratamos, a termo, a 4 anos.
Damos-lhe um orçamento para gerir que é ele que define. Não há votação, nem o orçamento estava submetido a escrutínio, é definido por ele a priori, e temos de contribuir com o dinheiro que ele entender.
Ele fica com plenos poderes para endividar a quinta, comprar o que quiser e ficar a dever, pedir empréstimos. Sem nossa autorização.
Não há objectivos nem gestão por objectivos. O plano de actividades não é vinculativo.
Se ele achar que tem de mudar os objectivos e o plano de actividades a meio, muda, sem nos perguntar nada, sem qualquer tipo de aprovação.
Se ele não cumprir o plano de actividades, ou se for mau profissional, aguentamos, sempre connosco a pagar. Parece que é ele que manda, que ele é que é o patrão e nós somos os empregados. E ainda nos diz que se não gostamos, podemos sempre emigrar.

Cabra de serviço

europa a ferro e fogo

Barcelona

Bilbau

Córdova

Le Mans

Lisboa

Lisboa



Londres

Madrid

Milão

Milão

Milão

Milão

Málaga

Roma

Roma

Roma

Roma

Roma

Roma

Roma

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Roma

Tarragona

Turim

Turim

Valência

Valência
14 de Novembro de 2012. A Europa cada vez mais perto do caos.

 Blog Quatro almas


o Belize

Fundador de antivírus McAfee procurado por homicídio

John McAfee, fundador da empresa criadora do antivírus informático McAfee, é procurado pelo alegado homicídio de outro cidadão norte-americano no Belize, informaram esta segunda-feira as autoridades daquele país.
  • 13 Novembro 2012
A polícia deslocou-se no domingo à residência de McAfee em Ambergris Caye, uma ilha ao largo do Belize, para o interrogar a propósito da morte do seu vizinho Gregory Faull, mas o suspeito estava em parte incerta, declarou o chefe da brigada contra o crime organizado, Marco Vidal. O agente declarou à imprensa que John McAfee, de 67 anos, era procurado "por homicídio".
John McAfee declarou entretanto à revista americana ‘Wired’ que se escondeu na sua propriedade, enterrado na areia com uma caixa de papelão sobre a cabeça para respirar. Foi muito desconfortável. (...) Mas eles tinham-me matado se me tivessem encontrado", disse. McAfee negou qualquer envolvimento na morte do americano Gregory Faull e disse estar a ser perseguido e recear pela própria vida no Belize.
Oriundo da Florida, Gregory Faull, de 52 anos, foi encontrado morto, com ferimentos de bala, no domingo de manhã na sua mansão por um empregado.
McAfee vive no Belize há quatro anos. O fabricante vendeu a empresa responsável pelo sistema antivírus no início dos anos 1990.


1943-2012

Morreu Zeca do Rock, pioneiro do rock'n'roll português

13.11.2012 - 14:52 Por Mário Lopes

O primeiro "yeah" do rock português pertence a José das DoresO primeiro "yeah" do rock português pertence a José das Dores (DR)
 Foi um dos pioneiros do rock português e, no início da década de 1960, um verdadeiro caso de popularidade. Não por acaso, ficou conhecido como "o Elvis Presley português". É dele o primeiro e sonoro “yeah!” registado em disco no nosso país, em Sansão foi enganado (1961), grito que era resumo da atitude rebelde do som chegado dos Estados Unidos através de Bill Haley, Little Richard ou Elvis Presley. José das Dores, imortalizado como Zeca do Rock, morreu ontem no Brasil, na zona de Campinas, onde vivia há mais de três décadas, na sequência de uma pneumonia viral. Faria 69 anos em Dezembro.
Conotado com a emergência do rock’n’roll em Portugal, incluído nessa primeira vaga que incluía Joaquim Costa, a quem pertence o primeiro registo gravado de rock em Portugal (Rip it up e Tutti Frutti, 1959), Daniel Bacelar e os Os Conchas (partilharam o EP Os Caloiros da Canção, estreia discográfica do rock’n’roll português, em 1960), José das Dores já era músico de ouvidos atentos à música latino-americana, ao blues e à country quando algo de novo surgiu no horizonte.

Little Richard, Chuck Berry, Roy Orbison, Buddy Holly e, principalmente, Elvis Presley foram uma força irresistível, como contava em entrevista ao PÚBLICO em 2010: “O aparecimento do rock constituiu mais um passo dentro de uma sequência evolutiva natural”, mas “foi uma tomada de poder da geração dos baby boomers, uma tomada de poder pela força da música e não das armas”. Representou uma mudança de mentalidades, um desejo de libertação do puritanismo imposto pelo Estado: “A sensualidade é a mola real da vida adolescente. Agora e sempre. Por que acha que nos lançámos nesta carreira? Para agradar ao Senhor Prior ou para levar umas centenas de garotas ao 'castigo'?”

No período pré-Beatles, Zeca do Rock foi uma estrela à escala de um país de cultura pop imberbe e controlada pelo puritanismo do Estado Novo. Fazia a ronda dos clubes recreativos, teatros e liceus lisboetas, tocava em palcos instalados em praças de touros, surgia nas escolas, “num Triumph Herald descapotável”, nos horários de intervalo das aulas e distribuía autógrafos entre os fãs. Factor relevante: Zeca do Rock tocava as canções das estrelas americanas, mas não pretendia imitar ninguém. “Tentava fazer uma ponte entre diversos géneros musicais, mas sempre com uma característica pessoal, inovadora”, contava em 2010. De voz forte e com gosto pelo rock mais “swingado”, compôs canções como a supracitada Sansão foi enganado ou Nazaré Rock e foi filmado em 1964 para Pão, Amor... E Totobola, de Henrique Campos. A parca produção de material gravado justifica-se pelos constrangimentos e, afirma, vistas curtas da indústria musical de então. “As gravadoras impunham-me o que queriam que gravasse. Daí a minha escassa discografia. [A maioria do que compunha] Somente existia em gravações particulares em fita feitas nos estúdios das rádios privadas.”

A sua carreira, como acontecia à maioria dos músicos do período, foi interrompida pela chamada ao serviço militar e subsequente destacamento para a Guerra Colonial. No regresso a Portugal, Zeca do Rock voltou rapidamente a ser José das Dores, iniciando a carreira empresarial que o levou, anos depois, ao Brasil.

O seu breve percurso musical foi porém suficiente para o inscrever na história do rock português. “O nome de Zeca do Rock faz parte da história musical do nosso país. Muita gente se lembra dele”, acentuava.” É o caso dos conimbricenses Bunnyranch, uma das grandes bandas rock’n’roll portuguesas da última década, que assinaram em 2008, no álbum Teach Us Lord... How To Wait, uma versão de Sansão foi enganado. Termina com "yeah!" bem gritado.






    GREVE GERAL 14 NOVEMBRO 2012 - OS PIQUETES - FOTOGALERIA


    Greve Geral - 14 de Novembro de 2012 - II
    Lisboa - Carris Cabo Ruivo