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quinta-feira, 8 de novembro de 2012



O povo indígena mais ameaçado da Terra faz uma viagem sem precedentes à capital do Brasil

Survival International
Survival pelos povos indígenas
Adital
Muitos Awá ainda estão isolados, e eles estão fugindo para sobreviver
Um homem tem o poder para parar os madeireiros: o Ministro da Justiça do Brasil.
Mas não é a prioridade dele. Vamos mudar isso’.
Colin Firth
Os Awá isolados estão fugindo para salvar suas vidas conforme madeireiros, fazendeiros e colonos invadem a sua terra. Por favor, use a sua autoridade para remover os invasores e mantê-los fora da terra para sempre.

Assista ao vídeo.

‘Na cidade, sentimos a mesma insegurança que forasteiros sentem na floresta,’ diz Lâmina, um homem Awá. Mas as densas florestas da Amazônia que cobriam vastas áreas do nordeste do Brasil, praticamente desapareceram. Não para serem substituídas por cidades, mas por um terreno baldio de fazendas de gado aparentemente intermináveis. O remanescente dessas grandiosas florestas, algumas das mais antigas em todo o mundo, é onde os povos indígenas têm resistido ao avanço dos fazendeiros e madeireiros.
Isto é a história de uma tribo, os caçadores-coletores Awá, e sua relação extraordinária com a floresta. Uma história de resistência, de destruição, de esperança e, talvez, de sobrevivência.
Leia a reportagem na íntegra.
Muchos Awá aún están aislados; están huyendo para sobrevivir
7 noviembre 2012

Membros do povo indígena Awá realizam uma viagem sem precedentes a Brasília para instar ao país que expulse os invasores ilegais de suas terras. © SurvivalQuinze membros do povo indígena mais ameaçado da Terra viajaram, em um deslocamento sem precedentes, à capital do Brasil para instar o governo que expulse os invasores ilegais e que proteja suas terras.
A viagem dos Awá, que durou três dias, os levou em ônibus desde o relativo isolamento de sua casa na selva, no Estado do Maranhão até o centro de Brasília, a 2000km de distância.
A maioria deles visitava pela primeira vez a capital.
Os Awá viajaram para ver pessoalmente as autoridades governamentais depois que estas ignoraram repetidas vezes seus chamados diretos por ajuda, entre eles, uma campanha mundial de Survival Internacional que, até o momento, gerou mais de 41.000 e-mails de protesto.
Os indígenas protestaram ontem em frente ao Ministério da Justiça, o organismo responsável, em última instância por colocar fim à alarmante destruição de sua terra.
Estava previsto que se reunissem com o Ministro; porém, o encontro foi cancelado.
Os indígenas Awá, juntamente com membros de outros povos indígenas, reuniram-se por toda a semana com a Promotoria, com a Funai e com a Advocacia da União.
A viagem conta com o apoio do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), uma organização de direitos indígenas do Brasil.
O corte ilegal deixou os Awá, um povo constituído por 460 pessoas, cercados e incapazes de continuar vivendo como um dos últimos povos caçadores-recoletores do mundo.
Rodeados pelos colonos ilegais e sem poder manter seu modo de vida autossuficiente através da caça, eles estão ficando cada vez mais desesperados.
Segundo um recente relatório do centro de investigações Imazon, o território Awá perdeu mais selva do que nenhuma outra reserva indígena entre 2009 e 2011: 3.5% de sua extensão total.
Desde 1985, o corte ilegal destruiu 30% da selva em um dos quatro territórios Awá.

O desmatamento ilegal devastou mais de 30% de um dos territórios Awá desde 1985. © Survival
Os dados via satélite da agência de investigação espacial INPE também mostram que a reserva Arariboia (casa de uns 60 Awá isolados) é uma das três reservas indígenas que sofreram a poir taxa de queima por parte dos madeireiros nos meses de agosto e setembro.

Survival falou com um homem Awá, que disse: "Os madeireiros vão destruir toda essa zona. Estão cortando a madeira e vão destruir tudo. Os macacos, os porcos do mato estão fugindo. Não sei como vamos comer”.

Durante sua viagem a Brasília, os indígenas também protestarão contra um projeto de lei chamado Diretiva 303 que proíbe a expansão dos territórios indígenas.

O diretor de Survival International, Stephen Corry, declarou hoje: "Durante décadas os Awá sofreram a usurpação de suas terras em mãos de invasores sem piedade. Agora, com essa viagem a Brasília, estão se posicionando sobre o assunto e gritando para todo o mundo ouvir. È cada vez mais difícil para o governo brasileiro ignorar a indignação internacional pela invasão do território Awá; sua reputação está em jogo”.

Os valores de Abril no Futuro de Portugal

A caracterização do momento histórico que atravessamos e da realidade concreta em que nos movemos é certamente uma exigência inocotornável para a definição da táctica dos comunistas, ao serviço de uma estratégia por demais iniludível que tem por objectivo supremo a construção de uma sociedade socialista, rumo ao comunismo. A utilização do materialismo histórico e das leis da dialéctica serão instrumentos de que não podemos abdicar nessa reflexão, quer quando a façamos individual ou colectivamente.

Quando questionamos e interpretamos a realidade que nos rodeia, sobre a qual intervimos como força mas não como única força, e que, consequentemente, sobre nós age igualmente, todas as abordagens são legítimas e devem, por isso mesmo, ser tidas em conta. Todavia, os pontos de partida podem assentar em bases de entendimento fundamentais, filosóficas e ideológicas. É, na minha opinião, legítima a dúvida sobre o momento histórico - sendo que se enquadra na passagem do capitalismo para o socialismo -, sobre o regime em que actuamos e sobre nós actua, e sobre a táctica para a superação do estado actual, construindo e catalizando essa transformação social.

Se por um lado, surgiram tendências social-democratizantes e amenizadoras da luta de classes entre o movimento comunista, que resultaram no apagamento dos objectivos superiores, nomeadamente abandonando a meta da construção de uma sociedade sem classes, surgiram tendências de radicalismo esquerdista que encaminharam muitos para o mesmo beco sem saída da social-democracia. Não é isso porém que nos deve fazer deixar de questionar todos os movimentos possíveis no tabuleiro da táctica, desde que subordinada à estratégia.

A construção de uma sociedade sem classes é, tal como a construção daquilo que vem destruir, um processo. A constituição do regime capitalista, a sua consolidação, a sua intensificação ou o seu afrouxamento, são igualmente processos, na medida em que não a anulam a luta de classes enquanto essas persistirem. O desenvolvimento desses processos conduz a desfechos que são de certa forma descritos e antevistos pelas leis marxistas. Se é verdade que a burguesia não elimina o proletariado (como classe) porque da sua existência depende a exploração, tal necessidade não se verifica com a ascensão do proletariado ao poder porque esse, efectivamente, não tem qualquer necessidade de alimentar uma classe parasita ou de vir a explorá-la, invertendo apenas os papéis, persistindo o capitalismo.

A ditadura da burguesia é hoje uma realidade, mesmo no contexto formal democrático em que vivemos. No essencial, a burguesia determina formalmente as regras e a linha tendencial que essas regras vão tomando. Não pode significar isso que o domínio da burguesia é total, nem na hegemonia cultural, nem nas relações sociais, pois que a sua força não deixa de se confrontar com a legalidade resultante da revolução de Abril e com a força das massas e das suas organizações que resistem, numa batalha constante mas que sofre fluxos e refluxos.

Se por um lado, não é possível utilizar o Estado burguês (tal como o fascista) ao serviço do povo e do país, por outro, não será errado considerar que também a burguesia não pode utilizar o Estado integralmente em seu favor, pois que ele é ainda enformado por normas, leis, convenções, que resultaram de uma correlação de forças que não lhe era favorável. O Estado, as suas normas, vão no entanto sofrendo desfigurações ou alterações, reflectindo no direito o momento actual no que à correlação de forças de classe diz respeito. Dado o recrudescimento da agressividade capitalista face à crise mundial de sobreacumulação, essa mutação do Estado sofre neste momento, uma aceleração, uma intensificação no ritmo, mas não na natureza. A natureza da contra-revolução é a mesma desde que se realizou a Revolução e tem também os seus objectivos supremos, não deixando em momento algum de entender a recuperação dos seus privilégios como um processo, também ele com avanços e recuos. Estaremos então numa fase em que a correlação de forças de classe se materializa num Estado que é, legalmente, colocado ao serviço do povo e dos seus interesses, mas na prática, ao serviço da burguesia? Talvez o mais correcto seja mesmo assumir que tanto na legalidade e formalidade, como na prática e na política, o Estado esteja - consoante o momento - em situação híbrida, entre um Estado que desempenha funções sociais viatis e um Estado que as abandona para se colocar inteiramente ao serviço dos monopólios. Mas parece-me igualmente correcto afirmar que a tendência actual, com variações momentâneas aqui e ali, é o da transfiguração no sentido do desmantelamento da componente progressista. Essa tendência será inevitavelmente invertida porque a classe em ascensão é o proletariado e não a burguesia e é a classe em ascensão que acaba por determinar o curso da história.

A superação do capitalismo, atingidos os seus limites históricos e assumido o papel tranformador do proletariado organizado como classe dominante é, de forma muito simplista, aquilo a que chamamos "revolução". Mas essa revolução não é um acontecimento apenas, é antes um processo. Aliás, pode dizer-se que o processo resulta de um momento, de um acontecimento, mas que o acontecimento, o "espasmo" histórico, sem o processo que o precede e sucede, é um elemento de importância reduzida no percurso histórico da Humanidade. O que determina a dimensão do seu impacto, é a ampliação do fenómeno pela intervenção das massas, pela acção concreta e criadora das populações e daqueles que, nesse processo, elevam a sua condição, defendem o seu interesse. No plano hipotético, a proclamação sem a acção é uma "frase revolucionária", enquanto que a acção, mesmo sem proclamação, pode ser efectivamente progressista.

Não há, no entanto, e na minha opinião, nenhuma contradição entre a afirmação do socialismo e do comunismo como objectivos e da definição de objectivos imediatos para a acção dos comunistas. Assumir que existe aí uma contradição insanável pode resultar numa abordagem anti-dialética dos processos, entendendo-os estanques e episódicos, em vez de contínuos e interdependentes. Os anarquistas, por exemplo, julgavam que a extinção do Estado era o objectivo imediato dos explorados e, no entanto, tal concepção foi sempre favorável apenas à classe dominante e à hegemonia burguesa. Da mesma forma, um comunista, pese a concepção que tem do Estado e a sua intenção histórica de o tornar obsoleto por inutilidade, não deixa de entender que a construção das condições para a sua extinção é igualmente um processo. A brandura social-democrata não me parece ser a resposta a esta aparente contradição, mas a tenacidade da organização revolucionária, isso sim.

O momento da ruptura com o capitalismo, seja ele um levantamento popular ou um resultado eleitoral, não é o que define a natureza revolucionária da superação do capitalismo. O que define essa natureza é o compromisso de subversão dos mecanismos capitalistas de exploração e a concretização, por todos os meios, de medidas que o materializem, seja pela lei, seja pela prática que se virá a traduzir em lei.

A democracia avançada que os comunistas portugueses descrevem e estabelecem como objectivo imediato no seu Programa é a materialização concreta desse compromisso revolucionário, ainda em Programa, um dia próximo, na prática.



Isabel Jonet – Já chega, não?!!!


Este pedaço de "ser humano" preconceituoso, salazarento, afascistado, elitista e arrogante, deve ser desmascarado! Esta mulher, que arranjou maneira de viver “à grande” à custa da miséria e do desespero dos outros, usufruindo, fraudulentamente, de uma imagem de solidariedade que não passa, afinal e no seu caso pessoal, da “caridadezinha” mais interesseira, bafienta e sobranceira, continua a não perder uma única oportunidade para insultar aqueles que diz ajudar.
Ficamos a saber que o país está como está, sendo obrigatório e evidente que teremos que «empobrecer muito», porque os filhos dos pobres estoiram o dinheiro que devia servir para radiografias de lesões nas aulas de ginástica (??) em concertos de rock, em “nestum”, bifes e água a correr para lavar os dentes. E isto todos os dias! Onde é que já se viu?!!! No caso dos idosos aposentados e com pensões de miséria, ainda é mais escandaloso que tenham o descaramento de andar a «viver acima das suas possiblidades» (como cansa já este argumento canalha!).
Este tipo de declarações devia envergonhar e indignar todos os voluntários que, de boa fé, dão o seu tempo e esforço para fazer funcionar o “Banco Alimentar”.
Felizmente, da próxima vez que eu for solicitado para contribuir para o “Banco Alimentar", não será esta protozoária(*) a receber o saco com as compras que eu decidir oferecer... ou o saco iria parar, não ao carrinho, mas a outro lugar... e atirado com bastante força!
* Protozoária... porque se me desse para lhe chamar aquilo que me apetece, não sei até onde iria!




A "COISA" PODE FICAR AINDA MAIS PRETA: ATÉ A POLICIA JÁ GRITA... IN-VA-SÃO!!!

Jornal da Caserna

Paparazi Indiscreto