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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

UMA CARTA IMPRESSIONANTE AO MINISTRO DAS FINANÇAS



CARTA AO MINISTRO DAS FINANÇAS
Alguém teve acesso a esta carta escrita por um cidadão ao nosso Ministro das Finanças, e é verídica. Se todos tivéssemos a atitude deste homem, que não conheço, quem sabe se o nosso Portugal não melhorava, e os nossos governantes pensassem mais no povo que governam e que os elegeram.

Passem a todos este acto de coragem.

«Exmo. Senhor Ministro das Finanças

Victor Lope
s da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V. Exa. para lhe fazer uma proposta:

A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, vítima de CANCRO DE MAMA em 2008, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.

Por esta 'coisinha' sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.

Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de somenos importância.

Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano sejam retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:

A devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Exa. que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.

Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:

a) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.

b) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.

c) A angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.

d) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).

e) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.

e) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.

Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V. Exa. que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender. E por isso peço a todos aqueles que receberem e lerem esta mensagem e se assim concordarem, que a enviem aos vossos amigos.

Obrigado.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

Com os melhores cumprimentos,

Atentamente,
Victor Lopes da Gama Cerqueira»

CORDIALMENTE E A BEM DA NAÇÃO,

Obgdo.

MURAL ANTI - MERKEL - AMOREIRAS LISBOA


Foto oficial do novo mural, em Lisboa, Portugal, sobre a verdade de como Alemanha está tentando controlar Portugal, os políticos portugueses e de outros países da Europa e tomando toda a Europa em um Abismo profundo com a política troika,
Mural de Lisboa grafiteiros Nomen, Slap e Kurtz, Amoreiras, Lisboa, 21 de outubro de 2012
por favor compartilhe esta foto o máximo que puder, a luta continua.


Amália Rodrigues – Diferente...







Para hoje, uma velha canção de intervenção. Numa versão menos conhecida e, provavelmente, inesperada.
Porque aqui se canta um excerto do longo poema original, mas que não é a parte a que estamos habituados na voz do Adriano.
Porque cometo duas “maldades”: convocar para esta canção de intervenção, que tanto sentido faz na hora que vivemos, a voz de Amália Rodrigues e a poesia de Manuel Alegre.
A razão porque coloco aspas nas maldades... é porque a Amália não se afastou de nós. Foi empurrada! Porque as pessoas de esquerda também são capazes de fazer coisas muito tolas... e essa, se bem se lembram, foi uma delas. Quanto ao Manuel Alegre, porque embora tendo encetado há muitos anos um desvio no seu caminho inicial, desvio tão largo e longo, que ainda não terminou... a verdade é que nada do que ele faça ou diga pode apagar a memória, ou o significado e a importância daquilo que escreveu, ao tempo em que nasceu a “Trova do vento que passa” e ele tinha (como aqui cantava o jovem Adriano) “uns cabelos onde nascem os ventos e a liberdade”.
Fiquem pois com esta versão, com música de Alain Oulman.
Bom domingo!
“Trova do vento que passa” – Amália Rodrigues
(Manuel Alegre/Alain Oulman)



Funcionários públicos vão perder (ainda) mais direitos

O Orçamento do Estado (OE) para 2013 prevê alterações às protecções sociais em caso de doença, aposentação ou desemprego para a maioria dos funcionários públicos. Em entrevista ao Jornal de Negócios, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, explica que o objectivo do Governo é trabalhar para “uma convergência plena” entre o sector público e privado ao longo de próximo ano.

O Governo está a trabalhar no sentido de atingir “a convergência plena” entre as regras de protecção social do sector público e privado, conta hoje o Jornal de Negócios. Esta medida vai ser desenvolvida ao longo do próximo ano e vai implicar novas regras nas prestações por doença, aposentação ou desemprego para grande parte dos funcionários públicos.
A proposta consta do Orçamento do Estado para 2013 e já na semana passada, no Parlamento, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, alertou aos deputados para as “diferenças muito significativas entre o sector privado e o sector público”, defendendo “que deverá haver um esforço acrescido, por exemplo, na aceleração da convergência nos regimes de protecção social”.
Questionado pelo Jornal de Negócios, Hélder Rosalino explicou que à excepção das regras relativas à parentalidade, as “demais eventualidades carecem de convergência plena”. Em causa, acrescenta o jornal, está a evolução das regras do regime de protecção social para os funcionários públicos admitidos até ao final de 2005 (uma larga maioria), visto que os contratados pelo Estado depois desse ano já estão integrados no regime da Segurança Social e têm as mesmas regras dos trabalhadores do sector privado.
Assim sendo, em caso de doença, o OE2013 prevê que os funcionários públicos deixem de ser remunerados nos primeiros três dias (como já acontece na Segurança Social) e que tenham um corte de 10% sobre a remuneração base entre o 4º e o 3º dia.
No caso das reformas, o Governo prevê a aceleração da idade de reforma para os 65 anos já no próximo ano, e não em 2015. Para além disso vai alterar a fórmula de calcula de uma parte da pensão dos funcionários públicos admitidos até 1993.
No que diz respeito ao desemprego de funcionários públicos que não estejam abrangidos pela Segurança Social, Hélder Rosalino assegurou que terão direito a “protecção social”, competindo aos serviços do Estado (os antigos empregadores) pagar as respectivas prestações. Fora desta medida ficam os professores e militares por terem regimes próprios.

Noticias ao Minuto - Funcionários públicos vão perder (ainda) mais direitos
FM Magazine

Resposta ao tempo



Olho em volta e sinto uma amargura pesada e trágica. Um movimento silencioso faz com que as pessoas não se cruzem: atravessam-se com indiferença e, até, com rancor.
(Ao António Borges Coelho e ao António Rego Chaves no mesmo barco e sob a mesma bandeira)


Olho em volta e sinto uma amargura pesada e trágica. Um movimento silencioso faz com que as pessoas não se cruzem: atravessam-se com indiferença e, até, com rancor. Pessoas sem destino certo, absortas não se sabe bem com quê. Porquê, sabemo-lo pela evidência cruel. Não é só a atmosfera de descrença: é o riscar de uma angústia que nada tem de metafísica. Há algo de implacável nas declarações que ouvimos, e nos colocam num patamar sem saída. Leio os jornais e nem um traz a limpidez de uma esperança porque, na realidade, já não há esperança. E ela já existiu, na afronta e no opróbrio.

As nossas causas eram a justificação das nossas vidas. Envolvíamo-nos em coisas muito perigosas, empolgados pelo desafio e pela reminiscência de que ajudávamos o mundo a ser algo de melhor. Não sabíamos muito bem o que era; porém, não era aquilo em que sobrevivíamos tristemente. Uma frase que escrevi, por essa ocasião, e fez escola: a esperança tem sempre razão. E agora? A esperança perdeu, até a razão de ser?

As causas do que nos está a acontecer vêm de longe. E, se quisermos ser honestos, o desequilíbrio começou com os dez anos de primeiro-ministro do Dr. Cavaco. Não vale a pena derramar lágrimas. A História é o que é. O impreparo do então primeiro-ministro advinha da sua incultura geral, do facto de a Europa nos mandar dinheiro a rodos, o que facilitava a governança, e da raiz da sua própria ideologia. É a era em que o culto da juventude atingiu aspectos surpreendentes. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a estratégia era semelhante. Quadros profissionais competentíssimos eram rudemente afastados, por terem mais de 40 anos de idade, e substituídos por jovens desenvoltos, penteados e vestidos de igual modo, que sobraçavam como bíblias o "Financial Times" e o "Wall Street Journal." 

Cá, como lá, os desequilíbrios económicos não tardaram. E a especulação financeira trouxe à tona d'água as deficiências da impreparação dos decisores. Há casos, nos Estados Unidos, de grandes empresas que caíram nas mãos, por exemplo, do capitalismo japonês, porque os jovens turcos que as geriam demonstraram a mais atroz incompetência. 

Esboçava-se, ante os nossos olhos perplexos, a ascensão de uma nova ordem, alicerçada no espontaneísmo, no arrojo da decisão e numa pretensa inovação, baseada numa filosofia que tinha como valor absoluto o "mercado." Anos antes, John Kenneth Galbraith tinha prevenido dos perigos que aí vinham, se a ética não se sobrepusesse à aventura da instância momentânea. Um dos grandes conselheiros de Roosevelt possuía uma cultura geral impressionante, com particular incidência na História e na Filosofia. Há livros dele, editados pelas Publicações Europa-América, que podem, ainda, ser lidos com proveito e com prazer. Além do mais, Galbraith escrevia com notório sentido de humor. 

Os tempos que então vivíamos eram preocupantes, mas os sinais de que as coisas iriam melhorar animavam as sombras das nossas inquietações. Era a época de Camus, de Sartre, de Lukacs, de Vittorini, de Grass, de Antonioni e de Visconti, dos Prémios Formentor, e estavam vivos e actuantes os nossos maiores: Aquilino, Redol, Carlos de Oliveira, Mário Dionísio, Manuel da Fonseca, Lopes-Graça, José Gomes Ferreira. A lista é imensa, e o pensamento europeu sobressaía em grandes correntes humanistas e progressistas. Esses homens ajudavam-nos a pensar e incitavam-nos a resistir. Pouco ou nada existe desse era. A regressão de um pensamento filosófico distanciado do humano e das grandes preocupações sociais e políticas tomou conta do terreno.

Pedro Passos Coelho é um produto típico de um "tempo inconvicto" [Tony Judt] que acarinha e acalenta a frivolidade da superfície, arrastando, com essa frivolidade, milhões de pessoas para a desgraça e para o infortúnio. É preciso erradicar, da Europa do Partido Popular, esta patologia endémica, de que são vítimas não só os países mais débeis (que serão "países mais débeis"?) como todos os outros.

A crise do capitalismo é contornada ou não revelada como forma de se pretender ocultar a natureza do problema. Não foi só Marx (que horror, citar-se Karl Marx) a anunciar os fundamentos maléficos da doutrina. Católicos como Emmanuel Mounier, o grande pensador do "personalismo" (revelado, no nosso país por João Bénard da Costa, num admirável volume justamente titulado "O Personalismo"), ou Jean-Marie Domenach exerceram papéis determinantes para o esclarecimento e dilucidação do assunto. 

Líamos tudo o que vinha parar às nossas mãos. Paulo Rocha, esse mesmo, o realizador de cinema e meu amigo de geração, ofereceu-me livros de Mounier, conhecedor de que eu era um leitor omnívoro e insaciável. Perduram, essa ânsia e prazer. Que se lê, actualmente?, a não ser as bojardas unidireccionais, que forjam o pensamento único e estratificam a criatividade e a crítica.

Não sei onde vamos parar. Sei que eu e alguns da minha geração sentimos um desgosto, uma amargura pesados e trágicos. Era isso que queria dizer-vos.



b.bastos@netcabo.pt

ALGUMAS FOTOS ACTUAIS DE FIDEL CASTRO



Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro
Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro
Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro
Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro
Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro
Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro
Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro
Fidel Castro.  Foto: Alex Castro
Fidel Castro. Foto: Alex Castro