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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O BOLO !





  • Anabela Fino 

Eles têm medo
A história não se repete, como se sabe, mas imita muito bem. Num curto espaço de tempo, enquanto o País reagia com estupor e indignação à proposta de Orçamento do Estado para 2013, um professor que não é de Coimbra mas que acredita estar destinado a salvar as finanças nacionais, um cardeal que não é cerejeira mas é da mesma cepa, e um empresário que é muito democrata mas nunca se deu mal com o fascismo, vieram dizer ao «bom povo português» – numa linguagem e evocando «valores» semelhantes quanto baste aos cultivados durante quase meio século pela ditadura fascista – que tem de engolir até à última gota a taça de cicuta prescrita pelas altas instâncias para lhe tratar da saúde.
A mensagem, transmitida com nuances, teve ainda uma outra característica: desenterrou o anti-comunismo primário e voltou a agitá-lo como um papão.
O primeiro a fazê-lo foi o primeiro-ministro, que após uma mal sucedida incursão pelas «conversas em família» de triste memória optou pela tribuna do Parlamento para tentar convencer os portugueses da excelência da sua governação. Foi aí, manifestamente incomodado por o que se diz sem rebuço nas ruas ecoar também nas vetustas paredes da Assembleia, que Passos Coelho acusou o PCP de instigar à violência ao classificar de roubo o que de facto é um roubo.
Já o ministro das Finanças, com o tom melífluo que o caracteriza, deixou clara a sua «compreensão» para com alguns protestos mas não todos, evidentemente. Sair à rua a convite de redes sociais e gritar ordeiramente uns impropérios para aliviar a bílis até ajuda a diminuir a pressão, mas fazê-lo em resposta ao apelo dos sindicatos já é outra conversa. Até Gaspar sabe, lá do seu gabinete, que é a luta organizada dos trabalhadores e do povo que corrói os alicerces do poder do capital.
Pela mesma bitola, mas ainda mais curta, se regula D. Policarpo, para quem manifestações e até revoluções – abrenúncio! – nada resolvem. Para o Cardeal Patriarca de Lisboa, os fiéis devem sofrer em silêncio, resignadamente, deixando o Governo governar, que isso sim é que é democracia. Donde se infere que quem assim não procede não é democrata nem bom português. Resta aos crentes, presume-se, rezar e mastigar a bíblia devagarinho para matar a fome.
Mais terra a terra, Fancisco Van Zeller, o ex-patrão da CIP que preside à comissão (independente?!) de acompanhamento da privatização dos Estaleiros de Viana do Castelo, acha muito bem que o povo se manifeste aos fins-de-semana – até pareceria «mal» se o não fizesse – mas lá fazer greves e estar sindicalizado é que não. Aliás, diz, o grande problema que o novo dono dos estaleiros terá de resolver é acabar com a mão-de-obra «antiga e desactualizada» e com o «sindicato comunista que está enquistado e que é muito violento». Na cartilha Van Zeller, à «violência» que é defender os direitos dos trabalhadores responda-se com a polícia de choque.
Moral desta história: os comunistas de hoje já não comem criancinhas ao pequeno almoço nem matam os velhos com uma injecção atrás da orelha, como no tempo do fascismo, mas tal como no tempo do fascismo metem medo, muito medo ao capital. Por que será?

é assim que eles cortam nas despesas !


é assim que eles cortam nas despesas ! andam a nomear gente deles para infestar o Estado e assim pagarem os favores do voto.
GOVERNO NOMEIA 17 NOVOS ADJUNTOS E ESPECIALISTAS

O Governo de Pedro Passos Coelho continua a nomear colaboradores para os mais diversos cargos ministeriais. Só nos últimos três meses o primeiro-ministro deu aval a 17 novas admissões só para as funções de adjunto, especialista e secretária pessoal. Com ordenados médios na ordem dos três mil euros, as novas contratações centram-se nos Ministérios de Assunção Cristas, com seis novos colaboradores, e de Álvaro Santos Pereira com
 cinco novas nomeações.
Só neste mês de outubro o Governo nomeou sete novos colaboradores, todos para as funções de adjunto e especialista, com vencimentos na ordem dos 3 mil euros e com a particularidade de quase todos integrarem o escalão etário dos 30 anos.

Como se disse o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território de Assunção Cristas recrutou seis novos colaboradores sendo que três tiveram como destino o gabinete do secretário de Estado do Mar Manuel Pinto de Abreu, uma adjunta e dois especialistas, enquanto os outros três tiveram assento no gabinete do secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território Pedro Afonso de Paulo, que recebeu dois adjuntos e um especialista.

Refira-se ainda que das seis nomeações para o Ministério de Assunção Cristas, quatro delas foram concretizadas já no decorrer do mês de outubro.
Sete nomeações em outubro

Logo a seguir na escala de nomeações surge o Ministério da Economia e do Emprego, de Álvaro Santos Pereira, que recrutou cinco novos colaboradores e todos com nomeações concretizadas no decorrer do recente mês de setembro.

As novas contratações tiveram como destino o gabinete do secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, que recebeu um especialista, o gabinete do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, reforçado com um adjunto e um especialista, o gabinete do secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, de Carlos Nuno Oliveira, que admitiu um especialista, e o gabinete do secretário de Estado do Emprego, de Pedro Silva Martins, que viu entrar uma nova secretária pessoal.

A lista de novas nomeações inclui ainda o gabinete do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que viu necessidade de reforçar o lote de colaboradores com mais um adjunto e um especialista, os dois nomeados já no primeiro dia deste mês de outubro.

A lista de novos colaboradores do Governo nos últimos três meses completa-se com a nomeação de um especialista para o gabinete do ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, um especialista para o gabinete do ministro da Saúde, Paulo Macedo, um especialista para o gabinete do secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D’Ávila, e uma técnica especialista para o gabinete do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
Nomeações sem data

Mas esta lista pode ainda ser maior, já que são vários os gabinetes que não disponibilizam as datas das nomeações, pelo que se torna impossível saber se alguns dos nomes nomeados para esses gabinetes o terá sido dentro do período que engloba os últimos três meses.

Na lista dos Ministérios que não prestam essa informação estão o Ministério das Finanças de Vítor Gaspar, mais propriamente o gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais liderado por Paulo Núncio, e também o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Paulo Portas, este com a particularidade de nenhum dos seus gabinetes disponibilizar as datas das nomeações dos seus colaboradores.

Ficam assim de fora da lista os gabinetes do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, do secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus, Miguel Morais Leitão, do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís brites Pereira, do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, e da subsecretária de Estado Adjunta do Ministério de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Vânia Dias da Silva.

Entretanto a RTP contactou o gabinete do primeiro-ministro para um comentário a estas nomeações, tendo a assessoria de Pedro Passos Coelho remetido o assunto para cada um dos ministérios envolvidos, pelo que se aguarda um possível comentário.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=596494&tm=9&layout=121&visual=49


O ditado da ERSE

A ERSE publicou hoje a Proposta de Tarifas e Preços para a Energia Elétrica em 2012. A proposta é feita com base na subida do custo das matérias-primas energéticas e da energia eléctrica nos mercados internacionais, com a subida dos Custos da Produção em Regime Especial (PRE), e com a diminuição do consumo de energia eléctrica.

A subida das matérias primas é uma grande falácia. Como já havíamos referenciadonesta posta, os valores de gás natural estão em valores mínimos históricos, desde há 10 anos para cá, em países onde a aposta no gás shale se efectuou, como é o caso dos Estados Unidos. Essa não foi a nossa aposta, e agora talvez o que nos valha seja o iniciar da sua exploração no Algarve. A subida por causa do PRE é bem conhecida dos leitores do Ecotretas, enquanto a subida derivada da descida dos consumos é um dos paradoxos desta política energética, mas não uma novidade vinda da ERSE, como é este exemplo passado.


Enfim, nada que não esperássemos. A manipulação já havia começado há vários dias. Ainda hoje, o Diário Económico, o mais verde dos jornais portugueses, anunciava que a EDP cede 180 milhões para travar subida de 30% da luz. Já nos habituamos a que este jornal económico seja feito por jornalistas que não sabem fazer contas! É que elas são tão fáceis: Dividindo 180 milhões pelos seis milhões de consumidores e doze meses do ano, dá 2 euros e meio por mês. Na minha conta isso significa aí uns 3% da factura. Mas enganam-se aqueles que pensam que a EDP cede o que seja: vamos pagar para o ano, e com juros elevados!


No meio deste processo escandaloso, o Secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, parece ter pedido a demissão, segundo afirmações de Marques Mendes. O mesmo que disse que "o Governo pelos vistos agachou-se"! Nada que já não esperássemos também, dado o historial do Álvaro...

 
Mais um escandalozito para juntar a tantos outros.
Deixo-vos mail tal como o recebi:

Esta é fresquinha, chegou-me hoje do Tribunal de contas

Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE

É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós....



Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente
de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços
Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem,
poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo
porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem
maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e
risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos,
subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa
com 12 mil euros por mês durante o máximo de dois
anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas
você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade
própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais
12 000 por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador
que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já
respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração
da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos
Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao
estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus
gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde
a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a benção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. 
Mas, voltemos à nossa história...

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o
sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos
aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte, estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS, COM A FOTO DO CHULO, PARA QUE FIQUE BEM CONHECIDO !

DE JOELHOS


CARTOONS DO REGABOFE POLÍTICO





Autarquias: Câmaras de Lagos e Faro têm património à venda

Pagamento de dívidas com venda de imóveis

As Câmaras de Faro e Lagos querem arrecadar cerca de 30 milhões de euros com a venda de património. O dinheiro resultante da alienação de imóveis destina-se ao pagamento de dívidas.



Por:José Carlos Eusébio

Em Faro, a autarquia tem à venda um vasto conjunto de património que poderá render cerca de 15 milhões de euros. Destaque para um terreno em Estói, com uma área urbanizável superior a 108 mil metros cúbicos, cujo valor base é de 6,4 milhões de euros, bem como para cinco imóveis na Vila Adentro, avaliados em 2,1 milhões, e para a antiga Fábrica da Cerveja, na Freguesia da Sé, que poderá valer mais de dois milhões.
Macário Correia, presidente da câmara, reconhece que alguns dos imóveis já estiveram à venda no passado, mas não houve compradores. "Temos vendido algumas coisas, mas menos do que gostaríamos", salienta o autarca.
Em Lagos, a autarquia pretende vender património avaliado também em cerca de 15 milhões de euros, até meados do próximo ano. Para já, aprovou a alienação de quatro imóveis, tendo reduzido em 10% o valor base inicialmente definido.
Júlio Barroso, presidente da câmara, diz que a decisão de reduzir o preço resulta da própria "crise em que nos encontramos", visando, desta forma, atrair o interesse de potenciais investidores. Mas o autarca garante que não aceitará que seja posto à venda património a preço de saldo. Quanto ao restante património, o processo para a sua alienação está ainda em elaboração.
AUTARCAS QUEREM PÔR CONTAS EM DIA 
"Com o empréstimo que pretendemos obter através do Programa de Apoio à Economia Local, de 10 milhões de euros, bastaria arrecadarmos 5 milhões com a venda de imóveis para ficarmos com as dívidas de curto prazo a zero", diz Júlio Barroso, presidente da Câmara de Lagos. O seu homólogo farense, Macário Correia, revela, por seu turno, que se a autarquia vendesse o património pelo valor da avaliação, conseguia "pagar metade da facturação já vencida". Mas o autarca admite que, devido à crise, "não se consegue vender facilmente". Por isso algumas hastas públicas já lançadas pela autarquia ficaram desertas.

Ser mulher



















Se me esquecesse de mim
do corpo em que me materializo
e me faço carne e cinzas,
não seria eu nem o meu espelho
mas um lago turvo onde me liquefazia...
... seria um Outro apático, indefinido,
incapaz de sentir dor ou alegria!

Se misturasse a transparência numa paleta
com tinta vermelha, verde e azul,
novas cores nasceriam com aromas desconhecidos,
indecifráveis pelo verbo ou o substantivo da língua...
Só a tela vazia lhe sente o sabor e a intensidade do pigmento,
que em manchas de luz e sombra
despe o branco dessa inocência cândida, clara, inútil,
dando-lhe a beber a seiva quente
que jorra do meu ventre!

Se me abandonasse neste voo fresco da manhã
que desperta as damas da noite
recolhidas no perfume que emana das suas pétalas,
seria a cantiga de criança com que adormecia
num embalo de rosas doces e alecrim!

E só me tornaria mulher quando anoitecesse
e o oceano me resgatasse os sentidos em suspenso
neste emaranhado de fios invisíveis
que escravizam marionetas sem alma,
corpos fantasma que se arrastam no asfalto,
seguindo essas mãos assassinas que manipulam inocentes!

Lua Cósmica
http://luacosmica.blogspot.pt/

Barnabé - Sérgio Godinho