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sábado, 13 de outubro de 2012


Os independentes ... na política

* Victor Nogueira

Os "independentes vão e voltam, ou não. Mas não os partidos Os partidos têm um historial de promessas, de programas, de lutas, de objetivos que depois defendem ou não. Os partidos podem ser confrontados !

Se a classe dominante tiver "queimado" os partidos que trapaceiramente a defendem fingindo que defendem o eleitorado, a Nação, Portugal, os Portugueses, então faz avançar os independentes. 

Onde vão os "independentes" angariar fundos para as suas campanhas? Que compromissos por baixo da mesa assumem? Que capacidade ou possibilidade individuais têm para contactar ou serem contactados pelos cidadãos ? Para ouvi-los? Para estudar as medidas de governo ou para proporem alternativas ? Quem lhes paga os gabinetes de apoio? E os técnicos ? Como se podem desdobrar para intervirem nas comissões parlamentares ? 

Acabado o mandato, transitando para as empresas (cujos interesses teriam defendido), que contas o Manel ou a Maria prestam ao eleitorado Servidos ou queimados, outros "independentes" avançarão !

O mal está nos partidos ou estará também nos cidadãos eleitores que fugindo do PCP ou do Bloco, com a sua abstenção ou voto maioritários, colocam na Assembleia da República e no Governo, por exemplo, a troika ps-psd-cds dos grandes grupos económicos e financeiros nacionais e transnacionais.

Mas ... que significa a "independência" dos independentes ? Independentes perante quem ? Independentes fiados apenas na sua "inteligência" Mas não estarão dependentes dos princípios e objectivos que defenderam ? Não estão dependentes de prestarem conta do modo como cumprem ou cumpriram o seu mandato ? Não estão dependentes de quem financiou a sua campanha ? Independentes do patronato ? Dependentes da Sonae, do Pingo Doce, da Mota Engil ? do Banco Espírito Santo ou do Millenium BCP ? Dependentes da Galp, da Portugal Telecom, da Ford Lusitana ? Da Auto-Europa ? Da Siemens ? Dependentes dos trabalhadores ? Dos médicos ? Dos enfermeiros ? Dos cantoneiros de limpeza ? Do Zé Canalizador e da Maria Cabeleireira da Esquina ?

Se os órgãos de comunicação social - televisão e jornais - se recusam a organizar debates entre os vários partidos, porque o lucro é a sua motivação, se nas eleições autárquicas o não fazem em relação aos candidatos, se fora das campanhas eleitorais apenas dão voto ao ps-psd-cds, como é que dezenas ou centenas de candidatos "independentes" farão ouvir a sua voz ? Porque meios ? Com que eficácia ? Não só mas também fora das campanhas eleitorais ?

Vitor Nogueira
blog M(u)ndo Phonographo

União Europeia ganha prêmio Nobel da 



Paz


O comitê norueguês quis, com esse Nobel da Paz, aprumar uma instituição cambaleante e lembrar ao mundo que o sucesso do projeto europeu é de interesse de todos.

Marcos UchôaParis, França

A União Europeia recebeu nesta sexta-feira (12) uma injeção de moral no momento em que enfrenta a pior crise econômica de sua história. O projeto de uma Europa unida foi o vencedor do Nobel da Paz de 2012.
As imagens que chegam ultimamente são difíceis de conciliar com um Nobel da Paz. Europa? Em paz? A crise do euro tem feito pipocar protestos por tudo quanto é lugar, mas se a condição política e econômica dessa crise é questionada, a maioria da população dos países que mais sofrem, como Grécia, Portugal e Espanha é majoritariamente a favor da União Europeia.
A memória dos horrores das guerras está fresca na cabeça de muita gente. Ainda existem sobreviventes dessa época e sob esse prisma a União Europeia significou a reconciliação dos dois países que mais se antagonizavam: França e Alemanha.
São eles que começaram tudo e são eles que conduzem a locomotiva desse bloco de 27 países, 500 milhões de pessoas.
"Não foi a Europa que fez a paz, foi a paz que fez a Europa". A frase de um francês lembra que a prosperidade e o modelo social, que é a inveja de quase o mundo todo, são legados bastante concretos, mas são exatamente eles que estão cada vez mais ameaçados, e por isso a União Europeia nunca esteve tão criticada.
O comitê norueguês quis, com esse Nobel da Paz, aprumar uma instituição cambaleante e lembrar ao mundo que o sucesso do projeto europeu é de interesse de todos.
O Nobel da Paz é um reconhecimento a algo já feito ou às vezes, uma aposta para o futuro. No último caso, teve o Nobel para Barack Obama, que tinha sido eleito presidente dos Estados Unidos há pouco tempo e comandava um país envolvido em duas guerras.
A União Europeia merece o prêmio pela manutenção da paz num continente que vivia em guerra, e pelo estímulo a ideais de democracia e respeito a direitos humanos. Isso valeu paraGrécia, Portugal e Espanha, que viveram ditaduras e também para países do leste europeu, que se livraram o comunismo. Nesse aspecto, um Nobel da Paz é justificado. O que teria sido uma enorme surpresa é se a União Europeia tivesse ganho o de economia.


“Dia das Crianças… alegria dos capitalistas!” 





Estamos nos aproximando de mais uma data “comemorativa”: 12 de outubro, Dia das Crianças. Mas a data que deveria valorizar a criança e sua importância na sociedade não passa de mais uma data comercial, cujo objetivo é vender. São propagandas para vender desde brinquedos até aparelhos celulares de última geração.
O blog Infância Livre do Consumismo aborda este assunto: por que propaganda é prejudicial às crianças? A publicidade infantil é danosa a elas quando as pressiona a desejar cada vez mais bens de consumo, associando-os a um discurso enganoso, de alegria, felicidade e status social. Além de trazer sofrimento às crianças que não podem obter esses bens devido à falta de recursos financeiros, essa pressão não pode ser devidamente elaborada pelos pequenos, cujo senso crítico ainda está em desenvolvimento.
Capitalismo transforma a infância em lucro
A questão da infância é tratada como um grande problema da sociedade capitalista. Não se pode esperar algo diferente de uma sociedade baseada na desigualdade social, na injustiça e no desprezo ao ser humano.
Além das privações e dificuldades às quais as crianças são submetidas, elas ainda são manipuladas para reproduzir, desde cedo, o desejo infindável pelo consumo. Basta ver o volume de publicidade na televisão voltada a esse público, com o objetivo premeditado de manipular as novas gerações a comprar, a pensar e a agir de acordo com o que deseja o sistema. Exemplos são as “historinhas” e desenhos animados, seja a de Cinderela, que espera seu príncipe encantado, seja a de Mickey Mouse, Ben 10, Superman, Batman, Pica-pau, Bob Esponja, Barbie.
O documentário Consuming kids (Comercialização da infância, EUA, 2008, direção de Adriana Barbaro e Jeremy Earp) aborda como as grandes corporações se utilizam da infância para gerar lucros gigantescos, vendendo todo tipo de produtos, muitas vezes de forma desonesta, desumana e pouco ética, tornando as crianças vulneráveis na idade mais delicada de suas vidas.
Segundo o documentário, “cada vez mais os brinquedos representam personagens de TV, reduzindo o poder de imaginação, deixando as crianças menos criativas. Cada vez mais, substitui-se a brincadeira de rua pela tela de TV ou computador. Com isso, as crianças estão se tornando mais obesas e menos atentas. O número de casos de disfunção bipolar infantil é quatro vezes maior que há 30 anos, sem falar em outras doenças crescendo assustadoramente nessa faixa etária, como diabete, depressão e hipertensão”. Os comerciais de fast food, brinquedos, roupas e até mesmo automóveis para os pais são produzidos com a participação de profissionais como psicólogos e antropólogos, desviando a ciência para a direção do lucro.
E o que resta às crianças não é nada além de serem carregadas nesse turbilhão de informações, necessidades inventadas e desejos, os quais não poderão ser realizados nem no Natal, nem no Dia das Crianças, no aniversário ou em qualquer data do ano. Na maioria dos lares brasileiros os pais estão lutando de sol a sol para garantir minimamente a comida para pôr na mesa. Assim é que muitas crianças crescem frustradas por não terem ou não serem como no mundo perfeito da televisão.
Um país não pode crescer, ser verdadeiramente desenvolvido, justo e saudável se não trata com prioridade, carinho e respeito suas crianças. A devida atenção à infância só será garantida numa sociedade em que não seja o lucro o principal, e sim a vida humana.
A sociedade socialista já provou, na prática, que é capaz de solucionar este e tantos outros problemas, garantindo creche em tempo integral nos bairros e dentro do próprio local de trabalho de suas mães; lavanderias e cozinhas coletivas; educação de qualidade desde a base do ensino, exterminando o analfabetismo, formando o indivíduo através da ciência, do esporte, da cultura; acompanhamento permanente da saúde, com uma alimentação saudável e prevenção de doenças.
Izabele Gomes, Campina Grande