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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O cardeal


todos para Fátima, em força !



Porque será que os gatos gostam de computadores ? :)







































I LOVE CATS

ESTÁ NA HORA


trombetas da santa madre

JÁ SÓ FALTAVA ESTE CHULO PRA SE JUNTAR ÁS BOCAS REACCIONÁRIAS E ROL DE ASNEIRADAS QUE A DIREITA E OS NEO-LIBERAIS FAZEM MODA

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     GRÂNDOLA VILA MORENA
GRÂNDOLA VILA MORENA


…o porquê da canção de Abril

…um testemunho de Pedro Laranjeira

GRÂNDOLA VILA MORENA


…o porquê da canção de Abril

…um testemunho de Pedro Laranjeira

Conto esta história na primeira pessoa, porque é a narrativa de uma experiência de vida (mesmo vida de jornalista) que nem muitos anos de aventura fariam esquecer jamais.

Faço-o porque muita gente pensa ainda que foi a letra do “Grândola Vila Morena” que fez dela a canção escolhida para transmitir a “senha de avanço” ao movimento das forças armadas, na noite de 24 para 25 de Abril de 1974, que foi a mensagem do poema ou a figura de José Afonso, per se … mas não… se tudo isso pesou, e pesou decerto, a composição do Zeca tornou-se o símbolo da revolução dos cravos por muito mais, por um significado que adquiriu menos de um mês antes. Foi num acontecimento público a que Lisboa assistiu, em que participaram muitos portugueses, de forma espontânea, mas que passou relativamente despercebido na comunicação social de então, nesses tempos em que a Imprensa, para falar de certas coisas, tinha que fazê-lo “nas entrelinhas”...

Estava-se em Março de 1974.

A Casa da Imprensa organiza, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, o “Primeiro Encontro da Canção Portuguesa”, destinado a entregar prémios de imprensa, rádio, televisão, música, literatura e bailado.

Quase não aconteceu, porque a necessária autorização nunca chegou. Segundo declarações de José Jorge Letria à Visão, trinta anos depois, “O regime já estava nitidamente em fase de implosão. Quiseram derrotar-nos não com uma proibição do Festival, mas com uma não-resposta. Até ao dia do espectáculo ainda não sabíamos se tínhamos, ou não, autorização. Por volta das 17 e 30 do dia 29, quando cheguei ao Coliseu, já havia muita gente à sua volta, e ao fundo da Avenida da Liberdade lá estava a polícia de choque, os carros de água… estava a desenhar-se ali um confronto”

O ambiente no país era tenso, nesses dias: menos de duas semanas antes tinha ocorrido o golpe frustrado de 16 de Março, a censura agia com autêntica ferocidade.

Eu trabalhava como repórter free-lance, então, principalmente para o programa “Limite” da Rádio Renascença (o tal que tocou o “Grândola Vila Morena”, numa jogada encenada pelo Manuel Tomás e pelo Leite Vasconcelos, de que nem a Rádio soube até ter acontecido) e fazia em média umas seis reportagens de exteriores por semana, das quais raramente mais do que uma passava as malhas da censura.

Nessa noite, fui para o Coliseu, armado com um gravador e uma enorme vontade de conhecer algumas das vozes com que há anos tentava enganar os censores da rádio em Moçambique, antes mesmo de o vir tentar para Portugal.

O ambiente era quente, por todos os motivos e a despeito de uma primavera ainda fria… os bilhetes tinham sido todos vendidos e houve quem ficasse à porta. Esperavam ouvir-se muitas das vozes que pouco passavam nas rádios.

O Subsecretário de Estado da Informação e Turismo, Caetano de Carvalho, ainda foi ao Coliseu tentar evitar que o concerto se realizasse, “em nome da sensatez”, mas a decisão dos organizadores foi diferente: o espectáculo iria para o palco, mas os intérpretes sujeitar-se-iam a cantar apenas as canções autorizadas pelo regime – havia uma extensa lista de letras proibidas e José Afonso e Adriano Correia de Oliveira tinham sido impedidos de actuar.

Todos os artistas convidados iam participar gratuitamente e o regime percebeu que era melhor não insistir na proibição, que poderia ter levado a uma noite de má memória em Lisboa.

Felizmente não foi assim. Para minimizar os estragos que o espectáculo iria certamente causar à imagem do regime, o governo fez deslocar para o Coliseu várias centenas de agentes da ex-PIDE, que então se chamava DGS, misturados com os espectadores, para o que desse e viesse.

Apesar de todas as proibições prévias, a primeira coisa que vi quando cheguei aos bastidores foram dois cavalheiros da comissão de censura a verificar as letras de tudo quanto ia ser cantado – o visado era Adriano Correia de Oliveira, depois seguiram-se todos, sem excepção -  o Zeca lá conseguiu ordem para cantar o Milho Verde e uma música alentejana que não pareceu perigosa aos senhores do lápis vermelho, o “Grândola”…

Houve prémios para António Ramos Rosa, Sérgio Godinho, António Vitorino de Almeida, Jorge Peixinho e Patrick Hurd, mas só Carlos Trincheiras, Adelino Gomes e Nella Maissa estiveram presentes para receber os seus.

Do palco, a música abraçou um Coliseu com cerca de sete mil pessoas.

Ali estiveram, entre outros, Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, Pedro Almeida, Fausto, Barata Moura, Vitorino, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso, Carlos Paredes, José Jorge Letria e Manuel Freire.

Tudo correu bem, ou antes, de bem a melhor, até à chegada ao palco do cantor andarilho. Zeca cantou o Milho Verde e a plateia começou a pedir as canções que mais gostava… “Os Vampiros”, foi um grito que ouvi de vários lados.

Nessa altura, decidi sair dos cantos laterais do palco onde estivera até então e fui para a plateia, gravar mais de perto todo aquele ambiente.

José Afonso tentava passar a mensagem de que não podia cantar o que o público queria… “Não pode ser, percebam… vamos cantar outra coisa…”

E foi então que se começou a fazer História.

Zeca cantou o Grândola. A meio, a plateia juntou-se-lhe, depois o resto do Coliseu, e também os artistas todos que tinham estado em palco até então – voltaram, deram-se braços, cantaram juntos, numa fila que enchia toda a largura de cena.

A canção estava no fim, por essa altura… e foi natural que nem chegasse a terminar, recomeçando, agora a sete mil vozes, meia dúzia com microfones, o resto a plenos pulmões!

Eu corria de pessoa em pessoa, recolhendo testemunhos que não conseguia ouvir, microfone encostado às bocas, um grito junto aos ouvidos sempre que fazia qualquer pergunta…

O som era avassalador, uma música simples, uma letra que todos sabiam, sete mil peitos em riste… até àquilo que foi a mais impressionante manifestação espontânea a que assisti em toda a minha vida!

Já o Grândola ia em fins de segunda volta, aconteceu o inesperado: não sei como começou, não sei quem começou, mas foi instantâneo, simultâneo, como se tivesse sido ensaiado – e ninguém o imaginaria meio minutos antes…

… a certa altura, em vez de a música continuar alentejana, a próxima estrofe, o próximo acorde, o próximo verso foi o primeiro do Hino Nacional – assim, sem pausa, sem transição, sem que ninguém tivesse dito nada… parece que foi um sentimento colectivo que sete mil pessoas tiveram no mesmo segundo!

Grândola Vila Morena transformou-se em Heróis do Mar e foi todo cantado, da primeira à última estrofe, do palco ao balcão, dos camarotes às galerias, da plateia aos corredores agora cheios, sete mil portugueses de pé a fazer vibrar a sala com o hino da pátria amordaçada, numa repentina liberdade assumida por cada um, ali e então.

Nada poderia ter sido mais claro, nenhuma frase poderia exprimir melhor o que nenhumas palavras disseram nessa noite, nenhum grito faria mais sentido.

Foi um momento que ficou escrito em letras de memória para quem lá esteve, um momento inolvidável, uma pedra de História.

Tinha nascido a razão maior por que “Grândola Vila Morena”, menos de um mês depois, se tornaria a escolha natural para uma senha que iria abrir as portas a um país novo!

da esquerda para a direita: Barata Moura, Vitorino, José Jorge Letria, Manuel Freire, Fausto, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira

   EGON VON DER WEHL

 um alemão apaixonado por Portugal

  O nu e a imagem erótica foram sempre a mais poderosa fonte de inspiração deste artista, a viver há muitos anos em Azeitão.

A partir de 1970, porém, viajou por quatro continentes. Primeiro esteve no Egipto a convite da Universidade do Cairo e depois aceitou outro convite, da Universidade de Minya, e entrou mais 200 kms no coração de África. A seguir partiu para a Ásia Oriental e esteve na Índia, Hongkong, Java, Singapura e Tailândia. Antes de deixar o extremo oriente, encontrou ainda vocação para estudar hinduísmo.





Passos Coelho no Pontal

37 segundos apenas há 58 dias !


Ver entre os 11.00 m. e os 11.37 m.

agora é só comparar com estas medidas
 e com os seus efeitos 
recessivos na economia










e, por fim, só uma pergunta:



de volta - poema de António Garrochinho


metamorfoses - poema de António Garrochinho




IRS SOBE MAIS PARA QUEM GANHA MENOS



Orçamento
IRS sobe mais para quem ganha menos
Paula Cravina de Sousa e Lígia Simões  
12/10/12 02:05
JORNAL ECONÓMICO
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 Serão cinco os novos escalões de IRS, com taxas que variam entre os 14,5%, para rendimentos até sete mil euros e os 48% para quem ganha mais de 80 mil euros.
Os contribuintes com rendimentos menores vão ter um aumento maior do imposto a pagar do que aqueles que ganham mais. Este é o resultado das mexidas nos escalões de IRS implementadas pelo Governo de Pedro Passos Coelho, de acordo com as simulações da consultora Ernst & Young com base na versão preliminar do Orçamento do Estado para 2013 (OE/13) a que o Diário Económico teve acesso.

Serão cinco os escalões com taxas que variam entre 14,5% para rendimentos até sete mil euros e 48% para quem ganha 80 mil euros.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar já tinha admitido um aumento média da taxa efectiva de IRS de 2% com a mexida nos escalões de IRS: a taxa média de IRS vai passar de 9,8%, para 11,8%, revelou na conferência de imprensa da semana passada, onde revelou mais pormenores do "enorme" aumento de impostos que irá aplicar em 2013.

Desta forma, os contribuintes vão pagar mais IRS a partir do próximo ano - declaração de rendimentos a entregar em 2014. Mas o efeito das alterações vai sentir-se já no próximo ano devido às tabelas de retenção na fonte.

Mas se é certo que todos os contribuintes sofrem um aumento significativo de impostos, este sentir-se-á de forma mais acentuada nos escalões mais baixos. As simulações mostram que um casal sem filhos que receba 750 euros por mês cada um vai ter um aumento de 206% em 2013, face ao que pagou em impostos em 2012, desembolsando mais 500 eurosJá um casal que ganhe 15 mil euros mensais terá um aumento de 17%, no imposto a pagar, tendo que entregar 76,9 mil euros ao Estado. Já um casal de pensionistas com dois filhos, em que um receba uma reforma de 1.500 euros e o outro de 750 terá um agravamento de 61% no IRS. Já um casal nas mesmas condições que ganhe 15 mil euros, verá o IRS a pagar subir 17% de um ano para o outro.

"Com a redução dos escalões, muito mais gente é incorporada nos rendimentos intermédios, que sentirão um incremento maior do imposto", sublinha Paulo Mendonça, partner da E&Y.

Recorde-se que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou que a progressividade do imposto se iria acentuar com as novas tabelas, sendo que o maior esforço seria feito pelos mais ricos. E mesmo as famílias de menores rendimentos, que o Executivo de Passos Coelho, disse que seriam poupadas, não escaparão ao agravamento, já que mesmo com direito a reembolso, este deverá ser menor do que o recebido no ano anterior, de acordo com a Ernst & Young.

Note-se ainda que há que contar ainda com a sobretaxa de IRS de 4%, que será cobrada mensalmente. E para os salários superiores a 80 mil euros acresce ainda taxa de solidariedade de 2,5%. Assim, em Janeiro do próximo ano haverá uma quebra no rendimento disponível das famílias por duas vias: as tabelas na retenção na fonte que reflectirão já os novos escalões de IRS e o desconto relativo à sobretaxa.

As alterações no IRS fazem parte da estratégia de consolidação orçamental do próximo ano, que assenta sobretudo no lado da receita. É que, apesar da derrapagem na receita que se registou este ano devido à quebra da actividade económica, o Governo persiste na mesma receita para 2013: num ano em que a economia vai recuar 1% e o desemprego disparar para os 16,4%, a consolidação faz-se essencialmente através de um "enorme aumento de impostos", nas palavras de Vítor Gaspar.

Nesse sentido, recorde-se que só as mexidas no IRS irão render aos cofres do Estado cerca de dois mil milhões de euros, praticamente o mesmo que o valor do conjunto de todas as medidas do lado da despesa.

 E VAMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS, A ASSISTIR A ESTE TERRORISMO SOCIAL?



Anjinhos o caraças


O presidente da Comissão Europeia disse ser fundamental que se perceba que os Governos nacionais são responsáveis pelas medidas de austeridade que aplicam, e não a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu ou o Fundo Monetário Internacional (Troika). Segundo Durão Barroso, “é muito importante que se clarifique esta questão da responsabilidade”, porque “alguns governos dizem ao seu público que têm problemas porque ‘eles’, aqueles ‘fulanos’ em Bruxelas, ou em Frankfurt, no caso do BCE, ou em Washington, no caso do FMI”, estão a impor-lhes algo, “e isto simplesmente não é verdade”, e dificulta ainda mais a aceitação de medidas já de si “dolorosas”.

Isto da TROIKA afinal não são os malvados que os acusam e acabam a ser uns anjinhos que só nos querem ajudar e são os governos que nos lixam. Afinal os memorandos são só um papel a que os governos podiam limpar o cu e só não o fazem porque cagam nos povos. Isto é como o fisco que nos diz quais os impostos que temos de pagar mas somos nós que decidimos se pagamos o não. A decisão é nossa e o Ministro das Finanças um anjo.
Esta gente não tem vergonha na cara e basta ver o Cara de Cherne a querer limpar a cara da Comissão Europeia lavando as mãos das suas responsabilidades na miséria a que condenam os povos, o BCE e o FMI advertem para as consequências na economia da austeridade mas não deixam de a impor.
Amanhã, na Praça de Espanha, os artistas vão dizer à Troika que se lixe e todos nós lá estaremos c bater panelas e a fazer muito barulho no Global Noise para os apoiar. Depois muitos irão até São Bento para ai permanecerem  protestando, debatendo e realizando actividades que vão do Ioga à recolha e distribuição aos mais necessitados de roupa e comida, até às 18 horas de segunda feira altura em que se iniciará uma concentração de protesto contra este Orçamento de Estado e o seu "colossal" aumento de impostos. Que se lixe a Troika e que se lixe este governo. Queremos as nossas vidas.

Vejam aqui o Fim-de-semana da Resistência [AQUI]
 e procurem os protestos que vão acontecer um pouco por todo o país.

Bruxelas: Seis portugueses detidos em protesto contra "banquete dos ricos"

A manifestação de protesto contra o "banquete dos ricos" juntou algumas centenas de pessoas à porta do jantar do think-tank "Amigos da Europa", onde participaram Durão Barroso e Van Rompuy, entre outros políticos e empresários. Entre os detidos estão três membros da delegação bloquista no Parlamento Europeu.
Lá dentro, a elite promove um banquete. Cá fora a polícia reprime os protestos contra a austeridade. Foto Ricardo Sá Ferreira
O protesto em frente à Conferência dos Amigos da Europa juntou sindicalistas, militantes políticos e ativistas do movimento alterglobalização. "Eles mandam-nos apertar o cinto enquanto enchem a pança!", diz o comunicado dos Comités de Ação contra a Austeridade na Europa, que convocou este protesto contra a austeridade.
A intervenção policial surgiu ao início da noite, com os agentes a cercarem os manifestantes até conseguirem deter cerca de uma centena de pessoas, que foram algemadas e transportadas para um edifício militar. Entre eles estão seis portugueses, três dos quais assistentes da delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu.  
Dentro do banquete encontram-se as figuras que fazem parte da elite político-financeira europeia, responsáveis pelo rumo da Europa em direção à austeridade e ao ataque aos direitos de quem trabalha. Entre eles estão os presidentes da Comissão e do Conselho Europeu, Durão Barroso e Herman Van Rompuy, ou o magnata George Soros, num repasto financiado pela multinacional da energia GDF Suez.
Na sua intervenção na Conferência que antecedeu o banquete, Durão Barroso tentou descartar as suas responsabilidades pela crise que se vive na Europa. "As decisões não são tomadas pelas instituições europeias, mas sim pelos Governos da Europa", afirmou Barroso, acrescentando que quando a troika visita os países-alvo dos memorandos, "estamos a atuar sob um mandato que temos".
"Não é a Comissão que toma as decisões. A Comissão faz uma avaliação da situação, apresenta algumas propostas, mas depois, todas as decisões - e, repito, todas as decisões - foram aprovadas unanimemente - unanimemente - pelos Estados-membros da Zona Euro, incluindo os governos dos países sob programa", concluiu Barroso, citado pela agência 

Lusa.