AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

REGALIAS - DEPUTADOS




  • via mail:
    > Para lêr até ao fim!!!
    >
    >
    >
    > Assunto: DEPUTADOS
    >
    >
    > Pela inteligência com o que tema é posto, é de leitura muito
    > conveniente, principalmente para aqueles que se deixam influenciar,
    > sem pensar, pela demagogia populista e conservadora que habitualmente
    > encontramos nos textos que por aqui (e não só...) circulam e que não
    > são nada inocentes...
    >
    > Abraços e boas férias (para quem ainda as tiver)!
    >
    >
    >
    >
    > VALE A PENA LER!
    >
    > A chegar à caixa de correio eletrónico de muita gente circulam umas
    > mensagens, incluindo uma petição do mesmo teor, propondo-se acabar com
    > as regalias dos deputados em nome da justiça social.
    > Que há regalias dos deputados que deveriam pura e simplesmente acabar
    > (como as pensões vitalícias de que Ângelo Correia e Dias Loureiro,
    > apesar do muito que já ganham, não pretendem abrir mão), estamos todos
    > de acordo.
    >
    > Que ganham demais, tendo em conta a média nacional (cerca de 3.000
    > euros líquidos na Assembleia da República e um pouco menos na
    > Assembleia Legislativa da RAA), também é verdade. Mas já tenho sérias
    > dúvidas que procurar mobilizar prioritariamente os cidadãos para
    > acabar com as regalias dos deputados constitua a melhor forma de repor
    > a justiça social.
    >
    > Por melhores que sejam as intenções, o abuso de simplismo utilizado na
    > linguagem e nos objectivos destas mensagens, visando “orientar” o
    > descontentamento que alastra, resulta num autêntico tiro pela culatra…
    > Só António Mexia (EDP), com os seus 258.333 euros/mês, ganha quase o
    > dobro do que ganham por mês TODOS OS 57 DEPUTADOS da Assembleia
    > Legislativa da RAA. E se somarmos ao vencimento principal deste
    > senhor, os vencimentos principais de Zeinel Bava, da PT (208.333
    > euros/Mês), de Paulo Azevedo, da SONAE (100.830 euros/mês), de Ricardo
    > Salgado, do BES (100.000 euros/mês), de Alexandre Santos, do Pingo
    > Doce (94.166,67 euros/mês) e de Eduardo Catroga, da EDP (45.000
    > euros/mês, mais os cerca de 9.000 que recebe de pensão vitalícia da
    > A.da República), teremos que estas 6 PESSOAS ganham juntas um
    > rendimento principal de cerca de 790.000 euros/mês, ou seja, mais do
    > que ganham juntos TODOS OS 230 DEPUTADOS da Assembleia da República! A
    > estes rendimentos juntar-se-ão aqueles que provavelmente a maioria, ou
    > outra meia dúzia como estes, aufere por ter simplesmente o nome como
    > membro do Conselho de Administração ou como gestor em outras 5 a 15
    > empresas ou instituições, de acordo com estatísticas recentemente
    > divulgadas…
    >
    >
    > Quanto mais não fosse, só esta razão bastaria para pôr legitimamente
    > em causa a pontaria dos mensageiros que veem no fim das regalias dos
    > deputados a grande bandeira de luta pela justiça social!
    > Mas seria preciso ir mais longe. Tal como os partidos, e ao contrário
    > da ideia simplista veiculada nas mensagens referidas, os deputados não
    > são todos iguais e resultam da reconversão representativa dos votos
    > dos eleitores em diferentes forças políticas. Sem
    > representantes/deputados (bons ou maus…) das diferentes opiniões e
    > interesses do país e da região, não há regime democrático.
    > E se há uns que pouco mais fazem que votar ou usam o parlamento para
    > tratar de negócios particulares, de mãos dadas com a corrupção, outros
    > há que, pela sua dedicação e seriedade, não prescindem do parlamento e
    > dos poderes legislativos deste como legítima arma de luta pelos
    > interesses do povo, do país ou da região. Há os que prescindem de
    > regalias e até votam contra elas. E também aqueles que quando se
    > candidatam se comprometem por escrito a não serem beneficiados pelo
    > exercício do cargo, em caso de eleição…
    > Ser-se deputado das forças políticas actualmente maioritárias,
    > transformou-se, para muitos, numa oportunidade de negócio ou numa
    > carreira onde as ideias mudam como o vento e se servem múltiplos
    > interesses particulares.
    > Ser-se deputado de outras forças é uma honra e um compromisso político
    > de serviço à comunidade onde se inserem.
    > Se o deputado não presta, seria conveniente dar maior atenção à origem
    > partidária dos votos que o geraram e simplesmente assumir uma escolha
    > eleitoral diferente, em lugar de se abster, lamentando que nenhum
    > presta...

    João Varzielas - facebook

HOMEM SOU - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


PASSOS COELHO VAIADO NO PORTO


NÃO HÁ DEPUTADOS A MAIS !


NINGUÉM NO CENTRO DE ATENAS

Chanceler alemã visita Atenas
Ninguém vai poder ir ao centro de Atenas enquanto Merkel lá estiver

O objectivo é interditar a praça Syntagma: carros, pedestres e principalmente manifestações ficam de fora. A cidade vai ser vigiada por 7 mil polícias e helicópteros, com especial cuidado para o centro, a embaixada alemã e outras instituições germânicas. A primeira visita de Merkel à Grécia desde o início da crise não deverá mudar a postura da Alemanha em relação a Atenas.

Nem

 Atenas está habituada a tanto aparato policial. Vão ser destacados entre 6000 e 7000 polícias no centro da cidade - o dobro dos que foram para a última greve geral, no dia 26 de Setembro. O reforço é tal que tiveram de ser chamados polícias de fora de Atenas.

A visita oficial da chanceler alemã a Atenas vai acontecer entre as 12h e as 18h de terça-feira. Nessa altura, quem quiser ir passear ou entrar com o carro na praça Syntagma, a mais central de Atenas e mesmo à frente do Parlamento grego, vai ser parado por um dos 7000 polícias destacados. As estações de metro de Syntagma, Evangelismos, Panapistimio e Omonia não vão funcionar nesse horário.

O objectivo é vedar o centro da cidade a manifestações. Ainda assim, avança o jornal grego Kathimerini, os dois maiores sindicatos gregos, o GSEE e o ADEDY, convocaram uma greve de três horas a partir do meio-dia, para se poderem deslocar em protesto até à praça Syntagma. Segundo fonte citada pela AFP, "as manifestações a tomar lugar na praça Syntagma serão 'provavelmente' deslocadas para zonas próximas". A agência noticiosa francesa refere ainda que, caso seja necessário conter manifestantes, a polícia estará munida com cinco canhões de água.

Fora de Syntagma, embora apenas a 10 minutos de distância a pé, o partido anti-memorando (acordo com a troika) de direita Gregos Independentes apelou à formação de um cordão humano à volta da embaixada alemã.

Segundo a AFP, não era montado um dispositivo de segurança desta dimensão desde 1999, quando o então Presidente norte-americano, Bill Clinton, visitou Atenas. Na altura existia um forte sentimento anti-americano na região dos Balcãs, devido aos bombardeamentos da NATO na Sérvia.

Primeira visita de Merkel à Grécia em crise

A visita de Merkel à Grécia na terça-feira será a primeira em três anos e, por isso, a primeira desde que a Grécia assinou o memorando da troika em 2010. A chanceler alemã visitará o Presidente grego, Karolos Papoulias, às 12h, e o primeiro-ministro, Antonis Samaras, às 14h. Após cada encontro será feita uma conferência de imprensa para falar sobre os temas discutidos entre os responsáveis gregos e Merkel.

Atenas recebe a chanceler alemã ao mesmo tempo que o Governo grego se prepara para aplicar mais medidas de austeridade. Após exigência da troika, o Governo de Antonis Samaras terá de cortar 11,5 mil milhões em despesa e terá de aumentar a carga fiscal em 2 mil milhões.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já descartou a hipótese de a visita de Merkel na terça-feira a Atenas ser um sinal de transigência em relação ao Governo grego. "A chanceler alemã não vai discutir com a Grécia assuntos sobre os quais a troika tem de se pronunciar antes", disse à estação televisiva alemã ZDF. "A Grécia tem de cumprir as suas obrigações para receber a próxima tranche" de 31 mil milhões de euros, rematou.



Caminho da troika é contrário aos interesses do País
PCP continua a bater-se pela renegociação da dívida pública
A saída para evitar o pior
PSD, CDS-PP e PS insistem em não reconhecer a absoluta necessidade de renegociar a dívida pública, mas nenhum já se atreve a acusar o PCP de «irresponsabilidade» por defender esse que é o único caminho ainda aberto e capaz de evitar o pior para o País.


Image 11624

Este é um dos factos relevantes a reter do debate realizado sexta-feira passada em torno de projectos de resolução do PCP e do BE pugnando pela renegociação da dívida pública.

Ambos foram chumbados pelos votos contra da maioria PSD/CDS-PP e do PS, ainda que de forma diferenciada: enquanto o diploma do PCP teve o pleno dos votos contra daqueles partidos, o do BE contou com o apoio da deputada independente Isabel Moreira e de seis outros deputados da bancada do PS. Além dos seus subscritores, os textos tiveram o voto favorável do PEV.
Na intervenção com que abriu o debate, Honório Novo começou por assinalar que a necessidade de renegociar a dívida é hoje uma realidade reconhecida por cada vez mais amplos sectores da sociedade portuguesa, incluindo por aqueles que há cerca de ano e meio criticaram violentamente a proposta do PCP nesse sentido.
«Hoje é cada vez mais claro que os caminhos da troika, considerados inevitáveis pela maioria governamental, são contrários aos interesses nacionais e são apenas usados para transferir recursos dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos empresários e do povo em geral para os cofres dos grupos económicos e do capital financeiro», sublinhou o parlamentar do PCP.
Em sua opinião é hoje igualmente muito claro que os caminhos da troika e do pacto de agressão nem sequer servem para concretizar os objectivos tantos vezes anunciados pelo PSD e CDS-PP, ou seja para equilibrar as contas públicas, reduzir o défice, pagar a dívida.
E assinalou a propósito que não obstante a imposição ao País do memorando da troika com o seu cortejo inenarrável de sacrifícios e sofrimento dos trabalhadores e do povo, o défice vai ser superior a seis por cento e «a dívida actual aumenta em vez de diminuir».
Por isso, concluiu, «é tempo de dizer basta, de arrepiar caminho, mudar a rota e de escolher outras formas de consolidar as contas públicas».
Reiterada simultaneamente por Honório Novo foi a garantia de que esse caminho existe e começa com a renegociação da dívida, «avaliando-a, diminuindo o valor dos juros, diminuindo o valor do serviço da dívida, alargando prazos de pagamento».
«Renegociar a dívida é o primeiro passo para poder honrar os compromissos do País», asseverou ainda o deputado do PCP, defendendo que a única forma de poder pagar uma dívida pública de forma sustentada e sustentável é com «uma mudança de políticas, fazendo crescer a economia nacional, produzindo, investindo, aumentando a procura interna e externa da nossa economia».
Os malabarismos do PS
Sem representar qualquer mudança substantiva, não deixou de ser notória no debate a nuance introduzida no seu discurso pelos três partidos que subscreverem o pacto de agressão com a troika. Nenhum, por exemplo, falou já de «irresponsabilidade» ou de «populismo» para caracterizar a iniciativa legislativa do PCP com vista à renegociação da dívida pública, ao contrário do que fizeram em Junho de 2011 sobre uma iniciativa rigorosamente igual, relativamente à qual tais adjectivos não foram poupados para atacar a posição da bancada comunista.
Para Honório Novo esta foi uma mudança imposta pela «vida», face às opções tomadas por aqueles partidos.
No que toca à bancada do PS, por si registado foi ainda o facto de esta (então também pela voz do seu deputado Fernando Medina) ter considerado há um ano que tinha de ser «inequívoco o cumprimento do programa da troika», posição que não coincide exactamente com a que agora foi expressa e defendida.
«A renegociação da dívida deve ser evitada de todas as formas, numa segunda fase pode ser uma necessidade que se imponha ao País. Pode ser uma oportunidade na negociação no espaço europeu. O que a renegociação da dívida nunca pode ser à cabeça é um projecto político que no fundo se destina a dizer aos portugueses não teremos de fazer nenhum ajustamento porque alguém resolverá tudo por nós», disse aquele deputado do PS.
O problema, porém, como observou Honório Novo, «é que o PS não pode estar às segundas, quartas e sextas sentado na cadeira da troika e às terças, quintas e sábados sentado na cadeira contra a troika».
É que nesta matéria «não se pode estar simultaneamente com Deus e com o Diabo», concluiu o deputado do PCP.
Corrigindo os deputados Paulo Baptista Santos (PSD) e João Almeida (CDS-PP), que imputaram às empresas públicas a responsabilidade pela fatia maior da dívida pública, Honório Novo sublinhou não ser verdadeira a afirmação e que a dívida, diversamente, «é o resultado de 30 anos de destruição da capacidade produtiva nacional, do abandono dos campos e das pescas, do abandono e destruição da indústria, que fez com que tivéssemos de importar aquilo que antes produzíamos em Portugal». Política esta que prossegue nos mesmíssimos moldes, acusou, exemplificando com o caso dos Estaleiros de Viana do Castelo.
Honório Novo repudiou ainda a afirmação de que o PCP «quer uma solução à grega», como sugeriu o deputado do CDS-PP, advertindo que esse, sim, é o caminho para onde o Governo está a empurrar o País.

Barnabé - Sérgio Godinho


O oásis em forma de meia lua...


Yueyaquan é um lago em forma de lua crescente que se caracteriza num oásis, no deserto existente 6 km ao sul da cidade de Dunhuang, na Província de Gansu, na China. Foi nomeado Yueyaquan (Lago Crescente) na Dinastia Qing. As suas margens existe um pequeno templo com seu pagode e outras instalações. Segundo as medições feitas em 1960, a profundidade média do lago era de 4 a 5 metros, com um ponto máximo de 7,5 metros. Nos 40 anos seguintes, a profundidade do lago diminuiu continuamente. No início de 1990, em consequência da erosão provocada pelo caminhar das pessoas sobre as dunas, sua área havia encolhido para apenas 1,37 hectares com uma profundidade média de apenas 1 metro. Em 2006, o governo local com a ajuda do governo central, começou a encher o lago e restaurar a sua profundidade, criando também as regras de proteção com o surgimento de um Parque Nacional de Proteção. Sua profundidade e tamanho vêm crescendo anualmente desde então. O lago e os desertos circundantes são muito populares com os turistas, aos quais são oferecidos passeios de camelo e caminhadas, tudo controlado pelo administradores do Parque. Veja mais fotos. 



 













Heil, estupidez fascista!

 

Anda a correr uma imagem pelo Facebook a “denunciar” pagamentos “vergonhosos” feitos a romenos, ciganos, etc., sem nunca terem contribuído para o país.
Já perdi a conta às vezes em que me envolvi em discussões com pessoas, por causa de comentários destes. Custa-me acreditar que, neste século, e no seio de pessoas com educação superior, ainda se cultive esta espécie de pensamento. Aliás, nem é preciso ser-se um espertalhão, basta pensar um pouco na história e reflectir sobre os resultados que este tipo de pensamento trouxe para a humanidade.
Mas não, não vale a pena. Quem pensa assim, vem munido de uns óculos de Alcanena. Só vê o que lhe metem à frente dos olhos. E o que lhe metem à frente é uma explicação fácil e uma fácil resolução para os problemas da nação, bem ao jeito fascista. Depois não se queixem.
O problema é que eu sou uma teimosa e por muito que queira fingir que não ouço, ou que não leio, não consigo ficar calada perante uma estupidez tão grande. Por isso, peço-vos que reflictam um pouco sobre estes pontos:
1) Onde estão os 1400€ no vale de correio?
2) Quem vos diz, meus pequenos otários, que o titular do vale é de etnia cigana?
3) Como depreendem que o valor é mensal?
4) De que país vêm os “etc.”? Quem são eles?
Conseguiram encontrar as respostas, mentes brilhantes? Já vos ocorreu que isto possa ser informação forjada (Hã? Não!!!) por pessoas de extrema direita, para fomentar os seus ideais entre o povinho? Não? Vamos pensar um pouco.
Todos os dias vemos na televisão, em reportagens, pessoas que contribuíram uma vida inteira e têm reformas miseráveis. Na vossa cabecinha, os ciganos, os romenos e os “etc.”, que eu gostava mesmo de saber quem são, têm um estatuto especial, que lhes permite receber mais? Porquê? No máximo, recebem subsídios de inserção social. Uma pesquisa na Net dir-vos-á de que valor se trata. Recebem abonos? Recebem. Têm filhos, recebem. Infelizmente, para todos nós, os valores dos abonos não são assim tão altos que nos permita viver disso. Senão, faríamos como tantos portugueses, que iam para a França e Luxemburgo apenas para ter filhos. O quê? Os portugueses?? Não...
Suponho que também não vos passe pela cabeça que muitos ciganos, romenos e “etc.” trabalhem.  Mas é um facto. Muitos trabalham. E quanto aos que não trabalham, preocupa-vos mais o facto de poderem receber qualquer coisa do Estado, do que a situação precária em que aquelas mulheres e crianças vivem, sem terem quem as apoie, tendo de se resignar ao costume imposto pelos homens. Já pensaram que se elas tivessem escolha, se calhar gostavam de ter estudado mais, e gostavam de não ter de parir constantemente? Se calhar até gostavam de dormir no aconchego de um quarto, em vez de dormirem ao relento. Aqueles sacanas, cheios de luxos!
Já pensaram que muito disto acontece por nossa culpa? O Estado não faz e nós não exigimos. Devia existir uma fiscalização apertada, que obrigasse estas famílias subsidiadas a cumprirem determinadas regras. Uma delas: deixar estudar as miúdas. Tenho a certeza de que, pelo menos, a geração seguinte já não andaria na rua. Mas isto sou eu que digo, que não percebo nada de nada. Se calhar o mais fácil é mandar os malandros todos para fora do país.
Agora, pensem bem. Pensem bem em quem são os malandros. É que eu não vejo imagens de indignação contra aqueles que acumulam reformas com reformas, salários com salários, reformas com salários. Também não vos vejo a indignarem-se contra aqueles que recebem baixas e subsídios de desemprego, quando podiam estar a trabalhar, ou pior, quando estão a trabalhar. E sabem que também há muitos portugueses que vivem só de subsídios, não sabem? Vamos mandá-los lá para fora também! Nisto podíamos fazer uma espécie de pacote promocional e enviar os políticos com eles. Podia ser que algum país caísse na esparrela.
Gostava que percebessem que este tipo de conversa não é treta. O ódio atrai ódio. O discurso da imagem é puro ódio e é extremamente perigoso. O ódio espalha-se como um rastilho de pólvora. Nós temos um país de emigrantes. Hoje, são os ciganos, os romenos, os “etc.”. Amanhã, são todos os baixinhos de pele morena. Quiçá os portugueses honestos, que estão lá fora a tentar ganhar a vida.

A vida como ela é.

Baboseiras estragam tudo.

Crianças aprenderiam muito mais com essas histórias.
Capinaremos Blog 

Tomada de Posição de Manuel Begonha - Presidente Direcção Associação Conquistas da Revolução







Do recente comunicado do Ministro das Finanças que consubstancia um enorme aumento de impostos, chegou-se a uma situação insustentável quando um governo delinquente e irresponsável não acata as decisões do Tribunal Constitucional e se mantém completamente insensível às dificuldades dos trabalhadores e ainda dos pensionistas e reformados, hoje cada vez mais, o último sustentáculo dos filhos flagelados pelo desemprego.
Devido às opções de carácter ideológico, o governo apenas se vem preocupando em agradar ao capital que nunca tributará de uma forma proporcional.
Nesta fase, a progressiva redução do custo do trabalho, apenas pretende favorecer as empresas exportadoras em detrimento do mercado interno, impedindo as pequenas e médias empresas de sobreviver, devido à retracção do consumo, motivada pela falta de dinheiro em circulação, o que provocará o aumento do desemprego.
A reincidência nas medidas para combater a crise que se revelaram desastrosas, levam a pensar se estes erros de avaliação tão grosseiros, se ficam a dever a mera incompetência, ou se pelo contrário oculta outros desígnios não revelados, como baixar sucessivamente o valor do trabalho e desregulamentar as correspondentes leis.
Esta tem sido uma das directivas da Troika, sustentadas pelos conselheiros do governo, “advisers”, como diz o 1º ministro.
Assim, desta forma ardilosa, constrói-se um gigantesco embuste de corrigir supostos desvios do orçamento de estado, ano após ano, à custa dos salários dos trabalhadores.
Paralelamente continua a eliminação do Estado Social, incluindo o direito à saúde, à educação, aos direitos dos trabalhadores, das condições de trabalho e até mesmo de uma política cultural, agora dirigida por um organismo de gestão. Ao asfixiar a cultura, está-se a anular a identidade nacional. A cultura é uma forma distintiva de cada país e uma capacidade para exercer a soberania.
A presente situação vai ao encontro dos que se empenham numa galopada revanchista, considerando já a Constituição da República, um entrave aos seus objectivos, podendo caminhar-se rapidamente para um regime de práticas anti-constitucionais e anti-democráticas que a não serem travadas, irão conduzir a outro regime de contornos totalitários e filofascista. As evidências são várias e não devem passar em claro, sem uma severa crítica, como as pressões exercidas sobre a comunicação social, os despedimentos selectivos, a práticas discriminatórias, à eliminação das contratações colectivas de trabalho, às excepções às medidas de austeridade, à corrupção, ao compadrio, às influências das sociedades secretas, à sonegação da informação de publicações não simpáticas ao Governo, à complacência da justiça com os poderosos, às privatizações, tudo isto perante a incapacidade política do Presidente da República.
Desta forma, torna-se necessário defender a Constituição da República que ainda impedirá a consumação de mais medidas desta natureza. Deverá ser objectivo de toda a esquerda impedir alterações à Constituição que abram caminho à destruição do que resta das Conquistas de Abril.
Estamos então entre a política do tecido económico queimado e a solução final.
“Os detentores do poder político e do capital, recorrendo a múltiplas formas, fizeram reverter para si próprios o aumento da capacidade produtiva dos trabalhadores. E não é necessário falar de neo-liberalismo, uma vez que o regime capitalista, embora posto em causa não desapareceu. As principais famílias são as mesmas, a sua relação com a propriedade e com o poder não se alterou e as suas prerrogativas económicas, financeiras, juridiscionais e militares, mantêm-se incólumes.”
Nesta política de tecido económico queimado, os velhos são para ir morrendo por falta de assistência à saúde, os novos emigram - para na óptica governamental resolver um problema de desemprego inconveniente, mas também na expectativa que num futuro próximo se volte às remessas dos emigrantes com novas fontes de financiamento - ou ficam no desemprego, ou vêm-se obrigados a aceitar empregos mal pagos e sem direitos. Entretanto a tolerância entre os portugueses vai-se reduzindo, manifestando-se contra os que fazem greve, os que têm trabalhos, os que não são funcionários políticos e os que exigem facturas e a economia paralela prolifera.
Sem condições para atrair a imigração e sem apoios aos casais que lhes permitam ter filhos, este governo encontrou ainda a via da austeridade demográfica, que a não ser contrariada, acabará por comprometer o futuro de Portugal por carência de população.
Com estas manifestações de clarividência política, o país renascerá, com metade dos jovens emigrada, com prósperas empresas a exportar e uma indústria turística destinada a amenizar os rigores do clima das gentes nórdicas.
Com a desertificação de grandes áreas do país, haverá mais oportunidades para criar mais reservas de caça e campos de golfe. Com mais alguns incêndios estratégicos, Portugal tornar-se-á num imenso eucaliptal para alimentar a produção de pasta de papel que outros países, mais interessados em proteger os seus sistemas ecológicos, rejeitam.
Este é o cenário que se adivinha se nada for feito para o evitar. Os cidadãos conscientes e patriotas são convocados para se unirem à Associação Conquistas da Revolução, numa luta constante para denunciar, combater e parar este flagelo.

Manuel Begonha - Presidente Direcção Associação Conquistas da Revolução

PORTUGUESES NAS MANIFESTAÇÕES CARTAZES COM HUMOR (?)








do blog Saber partilhar



Passos e Relvas - Tudo bons rapazes... *


O facto de muitas vezes aqui comentar as acções de membros do governo de forma sarcástica, galhofeira, a puxar para a risota e sim!, porque não admitir?, mostrando uma reiterada falta de respeito por algumas instituições e pessoas... pode bem ser apenas um desvio de carácter da minha parte, desvio que, de forma alguma, é correspondido por qualquer falta de “seriedade” dos figurões que se... perdão, nos governam.
Na verdade, a história pessoal de muitos destes ex-ministros e secretários, sendo que alguns nem esperam pela condição de “ex” para se fazerem à sua vidinha e “irem ao pote” dos tachos repletos e dos cargos dourados... mostra-nos que é tudo gente extremamente “séria”, que raramente brinca. Para ser mais exacto, gente que raramente brinca em serviço.
Esta notícia sobre o valente “esquema” envolvendo uma bela mão cheia de milhões de euros em financiamentos públicos, maçaroca habilmente encaminhada por Passos e Relvas para uma empresa "das suas"... é, infelizmente, apenas mais uma. Esta estória, recorde-se, já tinha sido antes aflorada por Helena Roseta, o que Relvas parece ter considerado uma “colossal ofensa”, reagindo com uma ameaça de processo em tribunal e tudo... mas que até agora, por qualquer razão, não deu em nada.
Somos (há demasiado tempo!) “governados” por bandalhos!
* Com um pedido de desculpa ao senhor Martin Scorsese, por misturar os gangsters do seu excelente filme... com esta miserável escória.


BOA SEMANA!


*Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. * *Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. * *Se achar que precisa voltar, volte! * *Se perceber que precisa seguir, siga! * *Se estiver tudo errado, comece novamente. * *Se estiver tudo certo, continue.* *Se sentir saudades, mate-a. * *Se perder um amor, não se perca! * *Se o achar, segure-o!* *Fernando Pessoa* *Se consegui um sorriso :)**valeu a pena!**Boa semana!* * * **

Só te peço cinco minutos Blog



Chávez reeleito presidente da Venezuela

08.10.2012 - 07:06 Por Ana Cristina Pereira, Caracas

Chávez celebra a vitória no Palácio MirafloresChávez celebra a vitória no Palácio Miraflores (Jorge Silva/Reuters)
 Eram dez da noite (3h30 em Lisboa) quando a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, leu o primeiro boletim oficial: Hugo Chávez ganhou as eleições presidenciais na Venezuela com 54,42% dos votos (7.444.082); o opositor Henrique Capriles arrecadou 44,97% (6.151.544).

"Obrigado ao meu amado povo! Viva a Venezuela! Viva Bolívar!", agradeceu o Presidente, alguns minutos depois, através da sua conta no Twitter, a mais popular rede social no país. Àquela hora, já apoiantes seus celebravam nas ruas.

Há décadas que os venezuelanos não se empenhavam tanto numas eleições. Apurados mais de 90% dos votos, tinham comparecimento 80,94% dos eleitores.

Capriles foi o primeiro a discursar. Fê-lo na sua sede de campanha: "Iniciamos a construção de um caminho e aí estão mais de seis milhões de pessoas à procura de um melhor futuro.”

O candidato da Mesa da Unidade Democrática dirigiu-se aos eleitores que votaram por ele e aos que não: “Quero dizer-lhes que contem comigo, que estou ao seu serviço, mas também quero dizer aos outros venezuelanos que contem comigo.” E felicitou Chávez: “Espero que leia com grandeza a expressão do nosso povo. Há um país que tem duas visões e ser um bom Presidente significa trabalhar para a união de todos os venezuelanos.”

Eram já 22h30 (5h00 em Lisboa) quando Chávez se dirigiu ao balção do povo, no palácio de Miraflores, e fez o seu discurso. O Presidente felicitou “os compatriotas que votaram pela revolução” e os opositores por terem reconhecido de imediato os resultados eleitorais. A “batalha” fora democrática. “Graças a Deus e à consciência do nosso povo, não houve nada que manchasse a batalha perfeita e a vitória perfeita.”

O líder do Partido Socialista Unido da Venezuela espera ser melhor Presidente do que foi nestes 13 anos que já conta no cargo. “Convido-os a que sejamos cada dia melhores venezuelanos e melhores venezuelanas para acelerar a construção da Venezuela potência. Quero comprometê-los a todos e a todas, incluindo os sectores da oposição.”

Eleito em 1998 e reeleito em 2000, a fase da lua-de-mel, Chávez enfrentou uma forte oposição em 2002/2003, que incluiu um golpe de estado relâmpago e uma greve petrolífera. Ultrapassou um referendo revogatório em 2004 e foi reeleito em 2006. Com a vitória de ontem, garante a presidência até 2019, somando 20 anos.

Primeiro-ministro vaiado no Porto

Mal o automóvel que transportava Passos Coelho entrou na Fundação Cupertino de Miranda, ouviram-se várias palavras de ordem como "25 de abril sempre, fascismo nunca mais" e "gatuno, gatuno".

Segunda feira, 8 de outubro de 2012


O primeiro-ministro foi hoje vaiado à entrada para a Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, por algumas dezenas 
de manifestantes que o aguardavam desde as 9h. 
Mal o automóvel que transportava Passos Coelho entrou na fundação, às 10h, ouviram-se várias palavras de ordem 
como "25 de abril sempre, fascismo nunca mais" e "gatuno, gatuno". Momentos antes, já os manifestantes referiam: 
"Correr com esta gente é preciso, é urgente", "A luta continua, Portas para a rua". 
Dezenas de pessoas estavam, desde as 9h, concentradas em frente à Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, 
local onde o primeiro-ministro iria participar no seminário "A emigração portuguesa na Europa - desafios e 
oportunidades". 
A polícia colocou grades na placa central da avenida, assim como nas laterais da fundação, impendido assim 
qualquer contacto entre os manifestantes e os participantes na conferência. 

Sindicatos e populares juntos


Entre os manifestantes estão representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), 
com uma tarja onde se lê: "Não ao pacote de exploração e empobrecimento". 
Os trabalhadores da Cerâmica de Valadares, de Vila Nova de Gaia, também aproveitaram a ocasião para exigirem
 "o pagamento dos salários em divida".
Para além de sindicatos afetos à CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical 
Nacional), no local estão outros populares, como Manuel Caldeira, de 78 anos, com um cartaz: "Comprei a minha 
reforma a prestações durante 48 anos. Os piratas estão a roubar-me". Em declarações à Lusa, o aposentado 
diz estar a manifestar-se por "iniciativa própria", porque "estão a roubar tudo e já não é de agora".
Há também algumas pessoas abrigadas da chuva do outro lado da avenida, por baixo das árvores do 
Parque da Cidade. 


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/primeiro-ministro-vaiado-no-porto=f758592#ixzz28iGtWco2
CARTA CONTRA O FASCISMO

por Jorge de Sena - Escritor, Doutor em Letras, Professor catedrático, Director do Departamento de Literatura portuguesa e espanhola, Engenheiro Civil.

(Publicado no “Portugal Democrático”, de S. Paulo, em 5/10/ 1959)

«Tratam-te os que te lambem e legitimam, por Sr. Presidente do Conselho. Chamam-te os que ainda acreditam nas Universidades que degradaste, por Professor Doutor. No tempo em que eras fascista sem vergonha passavas por ser o Chefe, e os leonardos, teus chacais, escutavam a tua Palavra. Depois, quando inventaste a “democracia orgânica”, gostavas que te apelidassem de Chefe... do Governo. Mas, no isolamento e no silêncio e na treva, que é o sítio vago onde estaria a alma que te fugiu aterrada com o cheiro de arganaz podre a que o teu cérebro e o teu coração fedem, tu sabes que não és nada disso. Presidente de quê? De um Conselho de lacaios? Chefe de quê e de quem? Dos assassinos e ladrões impunes que proteges, para que eles te protejam o couro ressequido que nunca terá conhecido para que dignidade e que alegrias serve a carne humana? Professor de quê? Doutor em quê? Professor de desmoralização, de cepticismo, de corrupção, de crueldade, de hipocrisia, de blasfémia, de infâmia? Doutor em quê? Em técnicas de Censura e de Polícia, que são toda a tua política, toda a tua filosofia, toda a tua religião?

Some-te, rato! Mergulha de uma vez no esgoto de oito séculos de erros que te criaram e engordaram, como excremento que és, venenoso, estéril, impotente. Rato, apenas, rato. As comemorações brilhantíssimas do 5 de Outubro em São Paulo, o que elas significam de unidade na luta democrática, o que elas projectam no futuro como esperança de dissolução sulfúrica da tua presença pestilenta, nada disso chegará aos teus ouvidos surdos, às tuas unhas negras da pele dos mártires que esfolaste, à tua cauda imunda, com que fustigas um dos mais gloriosos e heróicos povos da terra. 

Não lerás, também porque és analfabeto e nunca leste nada, o telegrama em que os democratas reunidos para comemorar a Revolução que hoje simboliza a unidade de todos os portugueses, sem distinção de raça, religião ou credo político, na luta contra a tua baba peçonhenta, com que tens envenenado tanto patriota ingénuo que no Brasil honra o trabalho português, pedem a tua demissão. E fazes bem, fazes bem. Tu não podes demitir-te, porque nunca foste nomeado. Tu és o símbolo da ilegalidade, da arbitrariedade, da injustiça, da opressão. Não te demitas, some-te! Some-te, rasteiro como nasceste, como subiste, como governaste, como imitaste nos teus discursos, laboriosamente vomitados, uma língua admirável que, rato que és, nunca soubeste falar.

Some-te tal como viveste, com a mesma cobardia com que mandaste assassinar, roubar, violentar. Some-te rato, com a tua bota-de-elástico, a tua pena de pato, a tua ceroula de fita, as tuas letras gordas, a tua finança de quinta, a tua economia de campónio, a tua política de traidores à Pátria. Some-te assim, rasteiro e mesquinho, como vieste! Some-te, rato! E que o ódio de um Povo, e o desprezo de todos os amantes da liberdade e da justiça, saibam esquecer o momento de nojo e de vergonha e castração que tu longamente foste, em mais de trinta anos de horror e reles mesquinhez. Que nem a tua pele piolhosa fique apodrecendo na memória das gentes, mais que como imagem da peste política e moral! Some-te rato!». — com Francisco Valverde Arsénio e outras 49 pessoas.


Guilherme Antunes  (facebook)