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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

João Proença afirmou que "espera" que nenhum sindicato da UGT adira à greve geral

 Bettencourt Picanço afirma que o STE, afecto à UGT, "está a ponderar" se faz ou não greve a 14 de Novembro. Esta quinta-feira, João Proença afirmou que espera que os seus sindicatos não adiram ao protesto liderado por Arménio Carlos.
"Neste momento estamos a ponderar fazer ou não greve a 14 de Novembro", afirmou ao Negócios Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, uma das estruturas de sindicatos da Função Pública afecta à UGT.
Em conferência de imprensa, João Proença afirmou que "espera" que nenhum sindicato da UGT adira à greve geral convocada por Arménio Carlos, que tem apelado à convergência "desde a base". O secretário-geral da UGT desvalorizou a possibilidade de alguns dos seus sindicatos poderem emitir pré-avisos de greve para esse dia.

O RANHO FASCISTA ALASTRA


A CHAVE - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


CRIJE... QUAL CRIJE !



O enxovalho de António José Seguro
I


Pedro Passos Coelho enviou para Bruxelas o documento de alterações à Taxa Social Única, sem dizer a António José Seguro que o fizera. Durão Barroso, de passagem por Lisboa fez a augusta revelação, adiantando que Bruxelas o aprovara sem reticências.
Seguro soube da notícia pelos jornalistas, e não conseguiu ocultar a sua estupefacção. Direi, mesmo, que ficou espavorido de pasmo. Isto significa que, mais uma vez, o primeiro-ministro tem um solene desprezo por Seguro, e que possui da democracia e das suas liturgias um conceito de secundário.

Foi um espectáculo pungente, que as televisões, gravaram, assistir ao pesar de Seguro. Comentou: "É lamentável" e olhou, um a um, os presentes como se estivesse a viver um pesadelo sem remissão. Os jornalistas e os outros circunstantes expunham um ar compungido pela situação caricata. Havia qualquer coisa de piedoso nos sentimentos dos presentes, pela circunstância de um pobre homem ser tratado como um serviçal.

Mas Seguro não é criatura de bater com o punho na mesa. É responsável, com o interesse nacional sempre a bailar-lhe nas palavras e nos pensamentos. Ser enxovalhado desta maneira, e não é a primeira vez que tal acontece, seria caso de repulsa pública, com interjeições pelo meio, não fosse António José Seguro o António José Seguro que há.

O assunto não termina aqui. Na ocasião, estava já preparada a moção de censura ao Governo, apresentada pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda. O PS ameaçara, uma semana antes, que era em capaz de apresentar outra. Mas o PS, como Seguro não se cansa de afirmar, é "um partido muito responsável", e não deseja "causar embaraços ao Governo", sobretudo agora. Causa dó a estratégia da cegonha de que o Partido Socialista dá exuberantes provas. Aliás, não se sabe muito bem que estratégia é esta, debilitadora do partido e causadora da mais tenaz estranheza.

Percebe-se que o PS não queira ir para o Governo, com uma balbúrdia destas. Mas o País está a afundar-se diariamente, e as pessoas estão a perder a paciência e a compostura. Claro que o PS não vai salvar a pátria, e o conhecimento que todos temos dos seus fundamentos e acções é de molde a deixar-nos esvaziados e atónitos. Mas, assim, é de mais.

Passos, esse, faz o que quer e não dá cavaco (salvo seja!) a ninguém. Pela primeira vez na história da democracia, um primeiro-ministro não vai estar presente nas cerimónias do 5 de Outubro, efeméride que foi, aliás, banida do calendário nacional de comemorações. Com respeito a República, Passos Coelho demonstra o mesmo sentimento que acalenta por uma dor de cabeça. Vai viajar, o senhor, e não está para festas e romarias.

Temos, assim, que Portugal está a ir a pique, e tudo indica que as coisas irão agravar-se, parecendo que nada se faz para evitar o desastre. O PS "absteve-se" nas moções de censura dos partidos de Esquerda. A "abstenção", em certos casos, é como o adjectivo "interessante": quando alguém não quer comprometer-se com uma opinião, serve-se do "interessante", que não é carne, nem peixe, nem arenque vermelho. É, em mimosa análise, uma pequena cobardia.

Mas o PS é um "partido muito responsável", e prefere a companhia do CDS e do PSD, como já aconteceu inúmeras vezes, a estar ao lado do PCP e do Bloco. Francisco Assis, com aquele ar gélido de frigorífico que se lhe conhece, disse, à porta do partido, no Largo do Rato, que não estava inclinado a juntar-se, no propósito, à extrema esquerda neomarxista, um disparate que apenas serve para tapar o sol com a peneira de uma astúcia saloia. É esta, notoriamente, a "estratégia" deste PS, que recusa situar-se na área da esquerda, para abraçar o campo neoliberal. Não há que recear as palavras.

O mais de um milhão de portugueses na rua, no dia 15 de Setembro, e mais trezentos ou quatrocentos mil no Terreiro do paço e ruas adjacentes, na manifestação da CGTP, não comovem o PSD nem fazem estremecer o PS. Não sabemos o que quer esta gente. Sabemos, isso sim, que a pátria está mergulhada numa crise sem paralelo na nossa história, e que a orquestra continua a tocar.

Claro que esta passividade é aparente, e que "o país de costumes brandos e hábitos morigerados" não é o bovino manso que quase todos proclamam. Basta ter um módico conhecimento de História para se saber que as coisas não ficam por aqui. E que o esticar da corda não cabe no infinito: acaba por se partir. Então, as consequências serão imprevisíveis. As responsabilidades vão ser atribuídas a quem?


Os arautos da transparência...

"Os arautos da transparência, têm como adjunto do primeiro-ministro, o senhor Carlos Moedas, que se veio agora a saber ter 3 empresas ligadas às Finanças, aos Seguros e à Imagem e Comunicação, tendo tido como sócios, Pais do Amaral, Alexandre Relvas e Filipe de Button a quem comprou todas as quotas em Dezembro passado.
Como clientes tem a Ren, a EDP, o IAPMEI, a ANA, a Liberty Seguros entre outros.
Nada obsceno para quem é adjunto de PPC!
E não é que o bom do Moedas até comprou as participações dos ex-sócios para "oferecer" o bolo inteiro à mulher???!!!!. Disse ele à Sábado.
Não esquecer ainda que o Carlos Moedas é um dos homens de confiança do Goldman Sachs, a cabeça do Polvo Financeiro Mundial, onde estava a trabalhar antes de vir para o Governo.
Também o António Borges é outro ex-dirigente do Goldman e que agora está a orientar(!?!?) as Privatizações da TAP, ANA, GALP, Águas de Portugal, etc.
Adoro estes liberais de trazer por casa, dependentes do Estado, quer para um emprego, quer para os seus negócios.
Lamentavelmente, a política económica suicidária da UE, que resultou nas tragédias que ja todos conhecem, acresce a queda do Governo Holandês (ironicamente, acérrimo defensor da austeridade) e o agravamento da recessão em Espanha. Por conseguinte, a zona euro vê o seu espaço de manobra cada vez mais reduzido e os ataques dos especuladores são cada vez mais mortíferos. Vale a pena lembrar uma vez mais que o Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo, etc. apostaram biliões de dólares na implosão da moeda única. Na sequência dos avultadíssimos lucros obtidos durante a crise financeira de 2008 e das suspeitas de manipulação de mercado que recaíam sobre estas entidades, o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação dos seus gestores. Ficou também demonstrado que o Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido. Todavia, esta entidade realizou apostas em sentido contrário no mesmo mercado. Deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com prejuízo para os seus clientes).
Estes predadores criminosos, disfarçados de banqueiros e investidores respeitáveis, são jogadores de póquer que jogam com as cartas marcadas e, por esta via, auferem lucros avultadíssimos, tornando-se, assim, nos homens mais ricos e influentes do planeta. Entretanto, todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta em resultado desta actividade predatória. Tudo isto, revoltantemente, acontece corn a cumplicidade de governantes e das autoridades reguladoras. Desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos. Acresce que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, petróleo, cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos. Desta maneira, condiciona o crescimento da economia mundial, bem como condena milhões de pessoas a fome.
No que toca a canibalização económica de um país a fórmula é simples: o Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, declara que um governo está insolvente, como consequência as yields sobem e obriga-o, assim, a pedir mais empréstimos com juros agiotas. Em simultâneo impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esse pais. De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a abrir os seus sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais.
Como as empresas nacionais estão bastante fragilizadas e depauperadas pelas medidas de austeridade e da consequente recessão não conseguem competir e acabam por ser presa fácil das grandes corporações internacionais.
A estratégia predadora do Goldman and Sachs tem sido muito eficiente. Esta passa por infiltrar os seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a condicionar e manipular a evolução política e económica em seu favor e em prejuízo das populações. Desta maneira, dos cargos de CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc. fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), entre outros. Alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, tem fortes ligações ao Goldman and Sachs. Este poderoso império do mal, que se exprime através de sociedades anónimas, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias."

Domingos Ferreira
Professor/Investigador Universidade do Texas, EUA, Universidade Nova de Lisboa

Deficientes vão passar mais dois dias frente à AR

Por Fátima Moura da Silva

Os 15 cidadãos com deficiência que passaram a noite frente à Assembleia da República (AR) em protesto contra os cortes nos apoios do Estado vão permanecer no local mais dois dias, o prazo dado por duas deputadas do PSD para lhes dar uma resposta quanto às suas exigências.

Reunidos frente à AR desde as 17:00 de terça-feira e depois de uma noite praticamente em branco ao relento, o grupo recebeu hoje a visita de duas deputadas do PSD, Maria Conceição Jardim Pereira e Maria das Mercês Borges, que ficaram de indagar determinadas questões para as quais ainda não tiveram resposta, disse ao Diário Digital o porta-voz do grupo, Jorge Falacto.
O grupo – cuja vigília foi convocada através das redes sociais -  pertende garantir que todos os pedidos de apoio técnico e de produtos sejam deferidos (incluindo os que já foram recusados), e exige que os 6 milhões de euros atribuídos aos hospitais para financiar as ajudas técnicas  cheguem ao destino, uma vez que dispõem da informação de que tal não aconteceu.
Questionam igualmente a situação na Madeira, onde não se verifica a atribuição de apoios aos dificientes, ao contrário do que a lei estipula: a atribuição de ajudas técnicas e produtos de apoio universal e gratuita para as pessoas com dificiência.
 As deputadas do PSD disseram que vão averiguar aquelas situações e que darão uma resposta no prazo de dois dias, durante os quais o grupo promete não arredar pé, apesar das condições extremamente difíceis em que se encontra, segundo Jorge Falcato.
«Exigimos também ao PSD que seja coerente e reponha os benefícios fiscais que nos foram retirados em 2007 pelo governo de José Sócrates, tal como prometeu quando era oposição, altura em que chegou a fazer uma proposta nesse sentido», acrescentou.
O Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (MSSS) anunciou hoje um reforço de 2,5 milhões de euros aos 9,5 milhões de euros já aprovados para as ajudas técnicas e produtos de apoio na área da deficiência.
O secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, esteve reunido esta manhã com a Associação Portuguesa de Deficientes (APD), um encontro do qual saiu «a decisão de um aumento de 2,5 milhões de euros para as ajudas técnicas, o qual pode chegar ainda aos 4,5 ME até ao final do ano», adianta o ministério em comunicado.
O grupo reunido em frente ao parlamento, «Os Deficientes Indignados» – apartidário e não alinhado, nas suas palavras - desconhecia o resultado do encontro, não tendo sido contactado pela  APD.
«Estas pessoas são provavelmente as mais corajosas que já vi na vida, estarem aqui nestas condições...», disse ao DD Jel, dos Homens da Luta, que tem acompanhado a vigília «tentando animá-los um pouco nesta altura difícil».
Com acesso a uma casa de banho portátil que alugaram e dispondo apenas de mantas, o grupo tem contado com o apoio de familiares, amigos e de pessoas que ali váo espontanemente levar chá, bolos e água.



Claro que em Portugal não há corrupção, há é incompetencia na justiça


A propósito dos "fanfarrões", demagogos e manipuladores, que em protecção 
dos seus rentáveis esquemas corruptos, insistem em inundar a opinião pública 
com a falsa ideia de que em Portugal não há corruptos nem corrupção, decidi 
publicar este extracto do acutilante e certeiro, Ricardo Araújo Pereira. 

"Este país não é para corruptos
Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido 
a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que 
o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe 
fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os 
poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, 
mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper 
a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece 
se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar 
a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar 
o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de i
rregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta 
o banco certo só é ladrão se não for administrador.
O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso 
não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, 
uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, 
em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto 
quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada.
Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do 
candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. 
Isto não é corrupção que se apresente." Fonte


Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/10/claro-que-em-portugal-nao-ha-corrupcao.html#ixzz28K8xQgb6