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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SIMBIOSE - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


O INACREDITÁVEL SOARES



que galgue o rio - poema de António Garrochinho



Polícias juntam-se aos protestos das centrais sindicais

Manifestação de polícias do ano passado
A decisão envolve a PSP, a GNR, os Guardas Prisionais, a ASAE, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a Polícia Marítima. O primeiro protesto será na manifestação da CGTP no dia 29.
24-09-2012 19:50 por Celso Paiva Sol










A partir de agora, os polícias vão juntar-se a todos os protestos que as duas centrais sindicais organizarem contra as medidas de austeridade.
A decisão, que envolve a PSP, a GNR, os Guardas Prisionais, a ASAE, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Polícia Marítima, foi tomada esta segunda-feira, numa reunião que juntou no Porto os dirigentes de seis estruturas sindicais de outras tantas forças e serviços de segurança.
O coordenador e porta-voz deste grupo, diz que o primeiro protesto será já na manifestação da CGTP dia 29 de Setembro, para a qual será mobilizado o maior número possível de polícias.
“Decidimos participar em todas as acções de protesto convocadas pelas centrais sindicais, seja a CGTP seja a UGT, iniciando já à manifestação da CGTP. Será enquadrada onde os polícias irão demonstrar o seu descontentamento e também dizer que estão ao lado de todos os cidadãos que estão a lutar por uma solução de acordo com as suas expectativas”, afirmou Paulo Rodrigues.
Além dos que vão estar a trabalhar na vigilância das manifestações, os profissionais da área da segurança assumem agora a intenção de participar do outro lado das barreiras em todos os próximos protestos.

VENENO TSU


MUDA-TE TU Ó CAMELO (DIGO EU)


Muda-te tu, ó Camilo

O indivíduo que suponho ser jornalista e que dá pelo nome de Camilo Lourenço acaba de descobrir, após a reunião do Conselho de Estado, que o mal está em que "o país não quer mudar". E o pior é que, segundo ele, o "mal" tanto afecta a Esquerda como a Direita.
Estivesse certo o diagnóstico de Camilo e o caso era grave, pois o mal, afectando a Direita e Esquerda, não tinha mesmo remédio. Felizmente, acontece que o diagnóstico de Camilo,  para além de apressado, é errado.
A prova de que o país quer mudar está nas recentes manifestações populares demonstrativas de que o povo quer sair do sufoco criado pelas medidas tomadas pelo governo de que ele é, sem dúvida, um dos últimos e um dos mais acérrimos e mais acríticos defensores, medidas que se revelaram claramente contraproducentes, razão por que o país se recusa a aceitar mais do mesmo, uma vez que as medidas anunciadas vão no mesmo sentido e, ainda por cima, vêm acompanhadas de agravantes.
Há, no entanto, que reconhecer que o país não quer mudar para o modelo perfilhado por Camilo e por este governo que é o de, através da baixa de salários e do corte, a torto e a direito, dos direitos dos trabalhadores, transformar Portugal na China do Ocidente.
De forma que, Camilo, se não estás de acordo com a opção da maioria da população, tens bom remédio: muda-te tu para a China e aproveita para levar contigo toda a pandilha que segue a tua cartilha. (Digo pandilha só para rimar).
Ah! e antes que me esqueça: leva também o Crespo e larga-o em Washington. Fazes-lhe um favor a ele,  que está mortinho por viver lá, e outro a muitos de nós, ou, pelo menos, a mim que já tenho, há muito, o enorme desejo de o ver pelas costas.
Segue o meu conselho e se, daqui por uns tempos, deres uma volta por cá, verás que até o ar se tornou muito mais respirável.

Terra dos espantos

O TEXTO DO CAMILO AQUI ABAIXO




A divisão no Conselho de Estado é o espelho da sociedade portuguesa: o país não quer mudar.
Esqueçam a questão da TSU. O problema de Portugal é outro. As informações passadas por quem esteve na reunião do Conselho de Estado mostram que os presentes partiram-se entre apoiantes das medidas do Governo e os que não concordam com elas (ver "Público" de ontem) independentemente do posicionamento ideológico. Ou seja, a fractura teve pouco a ver com a tradicional divisão entre Esquerda e Direita. O que reforça uma ideia: as mudanças que temos de fazer não agradam a ninguém. Nem à Direita (veja-se a inacreditável entrevista de Freitas do Amaral à SIC, na semana passada e as declarações de Bagão Félix nas últimas semanas) nem à Esquerda (cujo rol, de tão extenso, me dispenso de referir aqui). Porquê? À partida poder-se-ia pensar que a Esquerda estaria mais inclinada a defender aquilo que criou nos últimos 38 anos (com a ajuda de alguns governos de Direita): uma presença sufocante do Estado na sociedade, traduzida na absorção de 50% da riqueza que o país cria. Mas não é isso que se passa: a mudança assusta tanto a Direita como a Esquerda.

A divisão no Conselho de Estado é o espelho da sociedade portuguesa: o país não quer mudar. Porque a mudança implica dor (recessão, desemprego) e porque a mudança implica o fim de privilégios e influência de grupos e personalidades de peso na sociedade portuguesa. Tanto à Esquerda como à Direita. É isto que está a bloquear a modernização de Portugal: o medo da mudança. E é isso que nos está a empobrecer, afastando-nos do centro da Europa. Estamos a chegar àquele ponto em que a única esperança de mudança se transferiu de quem tem a obrigação de mudar o país (nós) para… a Troika. Pior atestado de incompetência não poderia haver.


Boletim meteorológico

Hoje, dia de me concretizar na corda tensa
Do animal com cio que resuma
A minha Eva quebrada ao espelho da evidência
De para além do espelho não haver Eva nenhuma;

Hoje, dia de escrever uma carta como um suicida
Que por sê-lo de facto nunca se chega a matar
E lê-la depois como uma novela muito aborrecida
Onde ninguém tem uma razão para se suicidar;

Hoje, dia de esclarecer este inútil mistério
Duma personalidade com a polícia à vista,
Deixando como um cartão-de-visita em qualquer ministério
A bomba da minha humanidade poética anarquista;

Hoje, dia da tua morte, sejas tu quem fores
Que morreste para que da guerra anónima que travámos
Ficasse como um arco-íris das nossas sete dores
Este poema, onda em que abraçados naufragámos;

Hoje, dia de Maria da Estrela ter toda a razão
quando me contava que havia uma ilha como um girassol
Que as feiticeiras faziam girar como um pião
Debaixo do mar em que eu me enrolava como num lençol;

Hoje, dia de vai haver a revolução
E todos em casa á espera da primeira granada
Que transforme este está para ser uma nação
No herói que não quer ser nação nem quer ser nada;

Hoje, dia de mudar de raça - trocar a branca pela violeta?
E sabendo o que sei de mim sendo de outra cor
Seres o príncipe que não importa de que planeta
Traz ao círculo da minha insónia a quadratura do teu amor.

                                        Esboço de Vasco Barreto

Miguel Macedo declarou duas residências, uma em Braga e outra em Algés

Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital



A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna afirma que o subsídio é legalA assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna afirma que o subsídio é legal (Nuno Ferreira Santos/Arquivo)
 O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recebe todos os meses cerca de 1400 euros por subsídio de alojamento apesar de ter um apartamento seu na área de Lisboa onde reside durante toda a semana. A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que o subsídio é legal, uma vez que o governante tem a sua residência permanente em Braga.

São nove os governantes a quem foi atribuído, por despacho de 29 de Setembro do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, com o aval do ministro das Finanças, subsídio de alojamento por não terem “residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 km”. Mas Miguel Macedo é o único que na declaração de rendimentos que entregou ao Tribunal Constitucional apresenta duas moradas, uma em Braga, de onde é natural e por onde foi eleito, e a outra em Algés, nos arredores de Lisboa, onde tem casa própria e reside durante os dias da semana, confirmou a assessoria de imprensa. O seu rendimento bruto é de 4.240 euros.

A prática é legal, apesar de ser polémica e já ter sido suscitado dúvidas ao longo dos tempos, havendo um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República de 1990 que se debruça sobre o que significa, afinal, ter “residência permanente”. O parecer conclui que Lisboa é, no caso dos titulares de cargos de Governo que não viviam na capital, “uma residência ocasional”, sendo a residência permanente “o local da residência habitual, estável e duradoura de qualquer pessoa, ou seja a casa em que a mesma vive com estabilidade e em que tem instalada e organizada a sua economia doméstica, envolvendo, assim, necessariamente, fixidez e continuidade”. A capital é, segundo o parecer, “apenas onde exercem funções governativas, que por natureza são temporárias em sociedades democráticas”. O parecer conclui ainda que ter casa própria na capital não é impedimento para recepção deste subsídio.

O diploma que fixa o subsídio é já de 1980 e justifica a concessão “com os encargos que resultam para os interessados, agravados pela rarefação de habitações passíveis de arrendamento na cidade”. O despacho de Setembro fixa o valor atribuído no “montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para as remunerações base superiores ao nível remuneratório 18”, que estão definidas em 62,75 euros diários. Feitas as contas, este valor cifra-se em cerca de 1400 euros mensais.

O subsídio de alojamento foi também atribuído ao ministro da Defesa, Aguiar-Branco, a Juvenal Peneda (adjunto do ministro da Administração Interna), aos secretários de Estado Paulo Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo e Marco António Costa e à subsecretária de Estado adjunta Vânia Barros, que dão moradas na região Norte e Centro. Segundo o jornalSol, no anterior Executivo o apoio era dado a 13 governantes e entre estes também havia três secretários de Estado com casa própria em Lisboa.

O TRABALHO E O "CANTE"


FOTOGALERIA - BASTA ! ACORDAI !


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