AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sábado, 22 de setembro de 2012


Conselho de Estado – Provavelmente...


Provavelmente, o primeiro-ministro não seria mesmo capaz de “empinar” todas as folhas de “excel” onde Gaspar arrumou os apontamentos sobre as experiências que anda a fazer com a vida dos portugueses... a tempo de as explicar no Conselho de Estado.
Provavelmente, Cavaco Silva sabe disso...
Provavelmente, Cavaco Silva quis apenas humilhar Passos Coelho, convidando um dos seus ministros para, estando ele presente, explicar uma política que é da sua inteira responsabilidade.
Provavelmente, a reunião foi tão longa, não pela complexidade dos assuntos discutidos ou as divergências postas sobre a mesa, mas porque Vítor Gaspar é bem capaz de ter começado por explicar com todo o detalhe porque aceitou ser ministro e só deeepooois... cooomeeeçou a faaalaaar daaas mediiiidas de aaausteriii zzz dade do goooveeernooo... z z z z z z z z z...
Provavelmente, caso os senhores conselheiros tivessem bom ouvido para entender o que se passava lá fora, na frente do palácio e no país, arranjariam maneira de sair "de fininho" pelos fundos, para não ouvirem mais uma vez e ainda mais alto o que não querem, mas merecem.
Provavelmente, um Conselho de Estado poderia ser uma força capaz de impulsionar o Presidente e o Governo para posições em que se defendesse, realmente, o Estado. Uma força mais para ajudar a tirar o país do atoleiro em que o grande capital o quer... não fosse o caso infeliz de ser pesadamente povoado por eunucos cuja função foi e é perpetuar o atoleiro e servir de capacho aos grandes mandantes desse mesmo capital.
Provavelmente, um Conselho de Estado assim, não serve para nada e as suas reuniões servirão para ainda menos, merecendo o painel de ilustres senhores doutores, inteiramente, este trocadilho plebeu do "conselho de(t)estado" que inventei para a ilustração do texto, sem fazer sequer um esforço para ser original...
Provavelmente, alguns dos senhores Conselheiros são daqueles que dizem gostar muito do Zeca Afonso e que, portanto, não estariam nada à espera que eu lhes dedicasse esta canção. Temos pena! É a vida!
“Os eunucos” – José Afonso
(José Afonso)