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segunda-feira, 17 de setembro de 2012



Paulo Portas – O farsolas...


Paulo Portas insiste no mais que improvável milagre de que as pessoas se esqueçam do antigo “jornalista” acanalhado do “Independente” e na chusma de personagens que, entretanto, tem vindo a encarnar, a acabar na estória dos submarinos e no roubo de milhares de documentos do Estado. Insiste, como dizia, em esperar o milagre de bastar agrafar um ar “sério”, para que se pense que é sério, ou que baste apontar para si próprio exclamando “ó pra mim, com tanto sentido de Estado!”, para que passemos a pensar que ele o tem.
Esta farsa da discordância, posta em cena e a render durante os últimos dias, é apenas mais uma das suas incontáveis “performances” artísticas.
Passe a evidente canalhice calculista por detrás de toda a situação, ficamos a saber, finalmente, qual é o contributo de Portas e dos seus mais directos sequazes, para o “sacrifício” colectivo pedido “a todos”: viabilizar, apenas pelo mais elevado “desprendimento e fervor patriótico”, medidas governamentais que, segundo dizem, lhes “cortam o bondoso coração”. A não serem recompensados na Terra, terão já garantido um lugar no céu.
Gostei de saber que em tempos tão conturbados, podemos contar com um estadista com tal aprumo e tão fina estampa.
Já não gostei, confesso que não gostei mesmo, de ouvir dizer a mais do que um dirigente político (ou comentador, já não sei...) que estas divergências na coligação deveriam ser resolvidas...  “dentro de portas”.
Chamem-me esquisito, chamem-me o que quiserem... mas a coisa dita assim e atendendo aos protagonistas envolvidos, ainda por cima num país tão dado a trocadilhos... soa mal, que diabo! Mas isto sou eu e o meu feitio...

A ASSOCIAÇÃO DE PRAÇAS DAS FA E EXIGE A DEMISSÃO DO GOVERNO


A Associação de Praças (AP) das Forças Armadas juntou-se ao coro daqueles que protestam contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo de Pedro Passos Coelho. 38 anos depois de terem deposto pela força das armas um governo [de Marcelo Caetano] voltam agora a exigir a demissão de outro [de Passos Coelho].



Em 1973, insatisfeitos com questões de carreira e com uma participação dolorosa numa guerra colonial os militares de baixa patente iniciaram um movimento interno de contestação que haveria de conduzir ao movimento das Forças Armadas que no dia 25 de Abril de 1974 derrubou o governo de Marcelo Caetano pondo fim a um regime que se perpetuara no poder durante 48 anos.

Depois de, num primeiro ano, terem tido uma grande atividade política – o que lhes suscitou enormes criticas – os militares regressaram aos quartéis e pacificados reconduziram-se ao cumprimento estrito das funções que lhes competia.

Trinta e oito anos depois de terem saído para a rua numa ação que se imortalizou pela Revolução dos cravos, eis que o descontentamento volta a fazer-se-sentir entre os militares e novamente nas patentes mais baixas.

Esta segunda-feira, a Associação de Praças veio publicamente pedir a demissão do primeiro-ministro, acusando o Governo de coligação PSD/CDS-PP de estar a "destroçar o país" e de "utilizar o povo português como cobaia de experiências sociais" com as novas medidas de austeridade.

"É por demais evidente o falhanço das políticas impostas por este Governo, que se baseou na desvalorização do trabalho e dos direitos sociais, impondo mais e mais austeridade, mais desemprego, mais precariedade", pode ler-se no comunicado da afirma a AP tornado público.

A AP não tem dúvidas em proclamar não querer "ficar ligada a mais este vil ataque que está a ser perpetrado" salientando que "não faz parte da condição militar iludir as situações" e "utilizar o povo português como cobaia de experiências sociais".

"Senhor primeiro-ministro, a bem de Portugal e dos portugueses, faça-lhes um favor, demita-se e já agora emigre", exorta a AP.

A associação de militares acusa o Governo de Passos Coelho de ter transformado "os pobres deste país em miseráveis e a classe média em novos pobres" e de dar origem a "um país destroçado, sem rumo e a caminhar para o abismo".

"Não podemos permitir que, ao sabor de qualquer troika, sejam retirados direitos legalmente consagrados na Constituição da República Portuguesa que jurámos defender e não podemos nem devemos permitir que uma nação como a nossa com mais de 900 anos definhe porque uns quantos senhores decidiram fazer de Portugal uma colónia dos interesses da alta finança europeia e mundial", advoga a AP.

As praças das Forças Armadas invocam a obrigação de "um juramento de defender a Pátria e guardar e fazer guardar a Constituição e as Leis da República" para repudiar "veementemente as políticas que estão a ser seguidas pois contradizem" tudo o que juraram "defender".

O mito do anti-fascismo sionista.

Conferência de Evian
Conferência de Evian
Autor: Roger Garaudy 
Fonte: Mundo Árabe
Tradução: Sionismo.net
“Em 1941, Itzac Shamir cometeu um crime imperdoável, desde um ponto de vista moral: recomendar uma aliança com Hitler, com a Alemanha nazi contra Inglaterra.” (Bar Zohar, Ben Gurión, O Profeta armado, Paris, 1966, p. 99)
Quando começou a guerra contra Hitler, a quase totalidade das organizações judaicas colocaram-se ao lado dos aliados e incluso alguns dos seus dirigentes mais destacados, como Weizmann, tomaram partido pelos aliados, mas o grupo sionista alemão, que naquela época era bastante minoritário, adoptou uma atitude inversa e de 1933 a 1941 esteve vinculado a uma política de compromisso e de colaboração com Hitler.
As autoridades nazis ao princípio, ao mesmo tempo que perseguiam os judeus, expulsando-os, por exemplo, da função pública, dialogavam com os dirigentes sionistas alemães e estabeleciam acordos que os favoreciam, distinguindo-os dos judeus integristas, a quem perseguiam. A acusação de colusão com as autoridades hitlerianas não se dirigia à maioria dos judeus, alguns dos quais não esperaram pela guerra para lutar contra o fascismo. Fizeram-no nas Brigadas Internacionais na guerra civil espanhola entre 1936 e 1939 (1). Outros, no gueto de Varsóvia, criariam um Comité judaico de luta e morreram combatendo.
Esta acusação é aplicável à minoria fortemente organizada dos dirigentes sionistas, cuja única preocupação era a criação de um Estado judaico poderoso. Essa exclusiva preocupação de criar um Estado judaico poderoso e a sua visão racista do mundo, tornava-os muito mais anti-ingleses que anti-nazis. Após a guerra, Menahem Beghin e Itzac Shamir chegaram a ser dirigentes importantes no Estado Sionista de Israel.
Em 5 de setembro de 1939 (dois dias depois da declaração de guerra de Inglaterra e França contra Alemanha- Chaim Weizmannn, Presidente da Agência Judaica, escrevia a M. Chamberlain, Primeiro-Ministro do Rei de Inglaterra, uma carta em que lhe informava que ”nós, os judeus, estamos ao lado de Inglaterra e combateremos pela democracia”, esclarecendo que os representantes judeus estavam dispostos a assinar de imediato um acordo que permitiria a utilização de todas as suas forças humanas, técnicas, ajuda material e todas as suas capacidades. Reproduzida no Jewish Chronicle de 8 de setembro de 1939, esta carta constituía uma autêntica declaração de guerra do mundo judaico contra Alemanha. Exponha o problema do internamento de todos os judeus alemães em campos de concentração como súbditos de um povo em estado de guerra com Alemanha, tal como fizeram os americanos com os seus próprios súbditos de origem japonesa, que internaram enquanto durou a guerra contra Japão.
Os dirigentes sionistas deram provas, na época do fascismo hitleriano e mussoliniano, de um comportamento equívoco que ia desde a sabotagem à luta anti-fascista à tentativa de colaboração. O objetivo essencial dos sionistas não era o salvamento de vidas  de judeus, mas sim a criação de um Estado judaico em Palestina. O primeiro dirigente do Estado de Israel, Ben Gurión, proclamava em 7 de dezembro de 1938, perante os dirigentes sionistas do Labour: “Se sobesse que era possível salvar toda as crianças de Alemanha trazendo-os a Inglaterra ou somente metade deles transportando-os a Eretz Israel, escolheria a segunda solução. Pois devemos ter em consideração não somente a vida dessas crianças, mas também a história do povo de Israel” (2). O salvamento dos judeus na Europa não figurava da lista de prioridades da classe dirigente. Era a fundação do Estado o primordial ante os seus olhos (3).
“Devemos ajudar a todos os que necessitem sem ter em consideração as características de cada um? Não deveríamos dar a esta acção um carácter nacional sionista e tentar salvar prioritariamente os que possam ser úteis à Terra de Israel e ao judaísmo? Sei que pode parecer cruel expor o assunto desta maneira, mas infelizmente devemos estabelecer claramente se somos capazes de salvar 10.000 pessoas entre as 50.000 que possam contribuir para a construção do país e para o renascimento nacional ou salvar um milhão de judeus que poderiam tornar-se para nós um fardo ou melhor dito um peso morto. Neste caso  nos limitaríamos a salvar os 10.000 que pudessem ser salvos, apesar das acusações e dos chamamentos do milhão de abandonados à sua sorte” (4).
Este fanatismo inspira, por exemplo, a atitude da delegação sionista na Conferência de Evian, em julho de 1938, em que 31 nações se reuniram para discutir a absorção dos refugiados da Alemanha nazi. A delegação sionista exigiu, como única solução possível, a de admitir 200.000 judeus em Palestina. O Estado judaico era mais importante para eles que a vida dos judeus. O inimigo principal, para os dirigentes sionistas era a assimilação. Centravam nisto a preocupação fundamental de todos os racismos, incluindo o hitleriano: a pureza do sangue. É por isso que, em função desse anti-semitismo sistemático que os animava ao ponto de perseguir o propósito monstruoso de dar caça a todos os judeus da Alemanha e aos de toda a Europa quando chegasse o momento, os nazistas (pt, nazis) consideravam os sionistas como interlocutores válidos pois que também eles serviam esse propósito.
Deste pacto existem provas evidentes. A Federação Sionista Alemã dirigia ao Partido nazista (pt, nazi), em 21 de junho de 1933, um memorandum em que declarava:
“Na fundação do Novo Estado, que proclamou o principio da raça, desejamos adaptar a nossa comunidade às novas estruturas, o nosso reconhecimento da nacionalidade judaica permite-nos o estabelecimento de relações claras e sinceras com o povo alemão e com as suas realidades nacionais e raciais. Precisamente porque nós não queremos subestimar estes princípios fundamentais, é pelo que também nos pronunciamos contra os matrimónios mistos e a favor da manutenção da pureza do grupo judeu. Os judeus conscientes da sua identidade, em nome dos quais falamos, podem encontrar sítio na estrutura do Estado alemão, pois estão livres do ressentimento que os judeus assimilados experimentam; cremos na possibilidade de leais relações entre os judeus conscientes da sua comunidade e o Estado alemão”.
Para alcançar os seus objetivos práticos, o sionismo propõem a colaboração com um governo fundamentalmente hostil aos judeus. A realização do sionismo só está prejudicada pelo ressentimento dos judeus no exterior contra a orientação alemã actual. A propaganda para o boicote (dirigida contra a Alemanha) é, por definição, não sionista (5).
O memorandum acrescentava: no caso de que os alemães aceitem esta cooperação, os sionistas se esforçariam em convencer os judeus do estrangeiro a renunciarem a participar no boicote contra a Alemanha (6).
Os dirigentes hitlerianos receberam favoravelmente a orientação dos representantes sionistas que, devido à preocupação exclusiva por construírem o seu Estado na Palestina, unificavam esforços para se desentenderem dos outros  judeus. O principal teórico nazista (pt, nazi), Alfred Rosenberg, escreve: o sionismo deve ser vigorosamente defendido para que um contingente anual de judeus alemães sejam transportados para Palestina (7).
Reinhardt Heydrich, que foi mais tarde o Protector na Checoslováquia, escrevia em 1935, durante o tempo em que foi o chefe dos Serviços de Segurança das S.S. no Das Schwarze Korps, órgão oficial das S.S., num artigo sobre o inimigo visível, em que se estabeleciam distinções entre os judeus: “Nós devemos dividir os judeus em duas categorias: os sionistas e os partidários da assimilação. Os sionistas professam uma concepção estritamente racial e em relação à sua emigração para Palestina e à edificação do seu próprio Estado judaico, os nossos melhores votos e a nossa boa vontade oficial” (8).
Betar alemão recebeu um novo nome: Herzlia. As atividades desse movimento na Alemanha tinham a aprovação da Gestapo; na realidade, Herzlia atuaba com a proteção desta última. Um dia, um grupo das S.S. atacou um acampamento de verão da Betar. O chefe do movimento queixou-se à Gestapo e, alguns dias mais tarde, a polícia secreta comunicou-lhe que os S. S. em questão tinham sido castigados.
1. Mais de 30 % dos americanos da Brigada Abraham Lincoln eram judeus, a quem denunciava a imprensa sionista, porque combatiam em Espanha, em vez de irem para a Palestina. Na Brigada Dombrovski, de 5.000 polacos, 2.250 eram judeus. A estes judeus que lutaram com as forças anti-fascistas em todas as frentes do mundo, os dirigentes sionistas, num artigo assinado pelo seu representante em Londres, intitulado: “Devem participar os judeus nos movimentos antifascistas?” respondia: Não!… e fiavam o único objetivo: a construção da terra de Israel (Jewish Life, abril 1938, p.11).
2.Yvon Gelbner, Zionist policy and the fate of European Jewry», em Yad Vashem studies. Jerusalém. vol. XII, p. 199.
3. Tom Segev. Le Septième Million. Ed. Liana Levi, París 1933, p. 539.
4. Memorandum do Comité de Salvação da Agência Judaica. 1943. Citado por Tom Segev. (op. cit).
5. Lucy Dawidowicz, A Holocaust reader, p. 155.
6. Lucy Dawidowicz, The war against Jews (1933-1945) Ed. Penguin books, 1977, p. 23 1232.
7. A. Rosenberg: Die Spur des Juden im Wandel der Zeiten, Munich 1937, p. 153.
8. Hohne. Order of the Death’s Head, p. 333.

sionismo.net

tu e o mar - deixa-me ficar em ti - os teus olhos - poemas de António Garrochinho




grutas na Tailândia - slides


Amazing photographs of huge cave syste




OLHÃO ÀS ESCURAS

Popout
Desde há uns tempos a esta parte que a iluminação publica é desligada uma hora antes do raiar do dia, como se não houvesse pessoas que fossem obrigadas a ir trabalhar às escuras, aumentando a insegurança entre a população olhanense.
O que a generalidade dos olhanenses não sabem é que acesa ou apagada, a iluminação publica é paga na mesma, diferindo apenas na entidade a pagar. É que as celebres "rendas" pagas à EDP provêm do facto dos compromissos assumidos pelo governo em garantir àquela empresa a facturação de uma determinada quantidade de energia. Assim se não for a Câmara Municipal de Olhão, porque não consumiu, haverá outra entidade a pagar o diferencial entre o antes e depois deste apagão.
Certo é que de uma forma ou de outra é sempre o cidadão a pagar porque as rendas saem dos impostos com que assaltam o contribuinte.
Socialistas no Poder central ou local a determinarem as condições de vida das pessoas, com a apoio efectivo dos social-democratas que não denunciam os contratos secretos celebrados com algumas empresas, preferindo antes acusar os antecessores do que corrigir os erros por eles cometidos, obedecendo à lógica de protecção do capital emagrecendo quem vive de um salário de miséria.
No essencial, estes contratos foram celebrados já depois de 2008, ano da transposição da Directiva Comunitária que impunha regras de transparencia e estimulo da concorrencia, pelo menos esse era o objectivo, consubstanciadas no Código de Contratação Publica. Só que o governo do Trocas-te, maliciosamente, não revogou a legislação que permitia que as clausulas adicionais não estivessem obrigadas ao visto prévio do Tribunal de Contas. Assim foram impingidas clausulas secretas, que asseguram aos concessionarios uma renda fabulosa.
As empresas vivem da relação proveitos/custos, custos-proveitos, pelo que as benditas rendas asseguram à partida os custos das empresas beneficiadas, não correndo, pois, riscos alguns. Assim qualquer um era empresário, gestor exemplar e tão badalados pelo regime pelo sucesso alcançado.
Ora o simples facto de uma decisão politica dar vantagem ou prejuízo a terceiros é susceptível de configurar alguns dos crimes previstos e puníveis pela Lei da Responsabilidade Criminal dos Titulares de Cargos Políticos, para alem de poder configurar a pratica de crimes económico-financeiros.
No entanto, e tal como se demonstra pelo vídeo acima editado onde são intervenientes três juízes de nomeada, nunca foram condenados e muito menos confiscados os bens resultantes da pratica de tais crimes,  e onde se salienta que há legislação que o permita, mas que simplesmente não é aplicada, provando-se que a justiça tem dois pesos e duas medidas, consoante o criminoso seja um engravatado ou um pé rapado.
A Câmara Municipal de Olhão ao mandar apagar a iluminação publica mais cedo mais não faz do que aumentar os lucros dos chineses da EDP pouco se importando com o Povo em geral porque prefere alimentar as gorduras da autarquia à conta do emagrecimento das pessoas.
Os indícios da pratica de crimes conexos aos de corrupção na Câmara Municipal de Olhão são tantos e as queixas no Ministério Publico, que parte dos autarcas já deviam estar proibidos de frequentar os Paços do Concelho por haver perigo de destruição de provas ou de perturbação dos inquéritos em curso, bem como de contactar os seus, ainda, subordinados.
O clima de impunidade de que goza este bando de criminosos está fielmente traduzido no vídeo e é revoltante a péssima aplicação da Lei.
REVOLTEM-SE, PORRA!

A LUTA CONTINUA


Governo anunciou mais «austeridade»
Resposta pronta ao roubo


O Secretário-geral do PCP considera as medidas anunciadas pelo Governo «cócegas» ao capital e um «roubo aos trabalhadores» e frisou que estes têm «fortes razões para lutar». A CGTP-IN propõe a convocação de uma grande jornada de luta ainda para este mês.
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O Governo «faz umas cócegas, aplica uns trocos de tributação ao capital, comparado com aquilo que estão e querem roubar aos trabalhadores, seja da administração pública seja do setor privado», disse Jerónimo de Sousa depois de Vítor Gaspar ter anunciado, anteontem, mais medidas de «austeridade».
Para o Secretário-geral do Partido, «na declaração do ministro há um elemento fundamental que caracteriza bem os objectivos deste Governo: as alterações e redução dos escalões do IRS», frisou, antes de alertar que a compactação dos escalões tributários em prejuízo dos proveitos do trabalho dependente tem como objectivo «rapar mais nos salários» dos trabalhadores, representando «mais um golpe profundo» nos seus rendimentos.
Jerónimo de Sousa considerou que os trabalhadores «têm fortes razões para lutar». À saída de um encontro com a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, o Secretário-geral do PCP sublinhou ainda que para o executivo Passos/Portas os trabalhadores «são um estorvo» na sua sanha de destruição do Estado.
«O problema do Governo é que quer outro Estado, um Estado alienado do seu património público empresarial, um Estado alienado das suas obrigações constitucionais em relação aos serviços públicos, um Estado onde a transferência da sua riqueza e das suas funções seja atribuída ao capital», resumiu.
Antes, já o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, tinha reagido às medidas que o Governo pretende impor, destacando que «os portugueses têm de pôr fim a este percurso de afundamento do País» e que esta nova investida contra os trabalhadores e a generalidade do povo «não pode ficar sem resposta».
Quanto ao alívio da Taxa Social Única paga pelo patronato e o aumento em 7% da componente correspondente aos trabalhadores, anunciados na sexta-feira pelo primeiro-ministro, Passos Coelho, Bernardino Soares estimou que «mais de dois mil milhões de euros vão ser retirados dos salários dos trabalhadores e entregues, sobretudo, às grandes empresas». Isto «não vai criar nenhum emprego, vai é engordar os lucros daquelas empresas que, na maioria dos casos, já estão sedeadas no estrangeiro para nem sequer pagarem os impostos que deviam sobre os seus lucros».

Indignação combativa


Face ao conteúdo da comunicação de Vítor Gaspar, também o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, considerou «as políticas do Governo uma declaração de guerra aos trabalhadores, reformados e pensionistas, aos jovens e aos desempregados, bem como aos micro e pequenos empresários», e notou que por este caminho o executivo «não só não resolve nenhum dos problemas do País, como os agrava em todas as áreas».

Em conferência de imprensa realizada terça-feira na sede da central, o dirigente sindical lembrou que quanto ao capital, «sempre que se fala na necessidade de ser taxado ficamos a conhecer as generalidades, sem qualquer pormenorização». Quanto aos rendimentos dos trabalhadores, «tudo é pormenorizado à exaustão no sentido de ficar claro que este Governo continua numa obsessão de atacar os trabalhadores e outras camadas da população mais desfavorecidas».
Arménio Carlos falava aos jornalistas após uma reunião extraordinária da Comissão Executiva da central, na qual se decidiu propor ao Conselho Nacional (que à hora do fecho da nossa edição estava reunido) a convocação ainda para Setembro de uma grande jornada de luta. A CGTP-IN confirmou a realização do dia nacional de luta, a 1 de Outubro, e da Marcha Contra o Desemprego, entre 5 e 13 de Outubro.


A JUSTIÇA É UMA CRUZ- CARTOON ANTÓNIO GARROCHINHO