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domingo, 16 de setembro de 2012


Foto de José Sena Goulão 
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cartoon - tropa de elite - António Garrochinho


doce - poema de António Garrochinho



Semanada


Esta foi a primeira das últimas semanas de um governo que se tornou ilegítimo a partir do momento em que decidiu governar à margem da lei, desrespeitando a Constituição, ignorando o seu próprio programa de governo (que o primeiro-ministro desconhece como se percebeu na entrevista). Portugal tem um governo incompetente, formado por imbecis e que não hesita em tirar aos pobres para entregar aos ricos. Em nome de uma falsa estabilidade o governo vai sobreviver, mas a verdade é que a partir de agora este governo não governa é um governo fantoche que os portugueses não reconhecem, não aceitam e não estão dispostos a aturar por muito mais tempo.
  
A Constituição da República está para qualquer governo como está o Código da Estrada para um condutor, se alguém anda na autoestrada em sentido contrário, não respeita os sinais, atropela peões e nem sequer sabe conduzir deve ficar sem carta. Um governo que se comporta como um condutor bêbado e irresponsável deve ser demitido. É o que sucede com este governo, Passos Coelho é um primeiro-ministro perigoso para o país, conduz como um bêbado, atropela os portugueses, está na hora de lhe tirar a carta.
   
O país percebeu que a única diferença entre o Passos Coelho e Pedro Santana Lopes está na inteligência, são parecidos em tudo e até nas trapalhadas, o que os difere é que enquanto se reconhece a inteligência de Pedro Santana Lopes a entrevista mostrou aos portugueses que Passos Coelho não tem o mínimo de inteligência requerida para ser primeiro-ministro. As trapalhadas que conduziram à demissão de Pedro Santana Lopes não tiveram qualquer gravidade, as de Passos Coelho conduziram ao conflito social e só não tiveram mais consequências ainda porque os patrões tiveram o bom senso de perceber que o dinheiro que lhes estava a ser oferecido tinha sido roubado aos seus trabalhadores.
   
Vítor Gaspar percebeu que o país não lhe reconhece competência para fazer experiências e que as suas ideias são rejeitadas por todas as forças sociais. Se Vítor Gaspar fosse inteligente perceberia que conduziu o país a uma situação muito pior do que encontrou e que o seu caminho é o da demissão. Se Vítor Gaspar tivesse um palmo de inteligência perceberia que ou se demite ou acabará demitido muito em breve, talvez a seguir à reunião do Conselho de Estado onde não poderá desrespeitar a dignidade dos conselheiros da mesma forma como desrespeitou a dignidade dos deputados dos partidos que apoiam o governo a que pertence. 
   
Paulo Portas revelou aquilo que todos sabem, não tem coragem política e apenas foi para o governo porque se sentia mais tranquilo como ministro de um governo em tempo de ajuda externa do que como mero deputado. Passos Coelho sabe disso e faz dele o que quer.



MANIFESTAÇÕES E SUAS CONSEQUENCIAS






As manifestações de ontem mostraram toda a indignação e revolta que se apoderou de um Povo esfolado vivo por um Poder incapaz de governar para a maioria, preocupando-se apenas com uma pequena franja da população.
Entretanto, diversos dirigentes políticos nacionais com responsabilidades governativas vieram a terreiro para defender um recuo nas medidas anunciadas. Se o governo recuar, obviamente que vai procurar uma outra solução, capaz de dividir a unanimidade da contestação. É que em sede de concertação social, se o governo der um bónus aos patrões sem afectar os trabalhadores, é certo e garantido que vai obter o apoio das associações patronais, aquelas que de facto interessam ao Poder.
E como não podia deixar de ser, qualquer bónus dado a uma das partes, terá de ser compensada com o roubo à outra, prevendo-se mais medidas de austeridade numa espiral sem fim à vista, tanto mais que o primeiro-ministro já disse que a divida será paga em 20 anos, ou seja temos de suportar a austeridade durante todo esse tempo.
O Presidente da Republica convocou o conselho de Estado para a próxima sexta-feira, convidando à partida o ministro das finanças. Com a crise económica-financeira como pano de fundo, que a social é para relegar para as calandras, o Presidente da Republica vai tentar encontrar uma saída airosa para o atoleiro em que o governo meteu o País e o Povo. Só que recentes sondagens, anteriores à declaração de guerra de Pedro Passos Coelho, já davam o partido que cometeu os crimes que agora pagamos, como o melhor posicionado para vencer eventuais eleições. Certo é que, o actual quadro parlamentar já não tem correspondencia com o sentido de voto do eleitorado, pelo que ao Presidente da Republica não resta alternativa seria e valida que não seja a dissolução do parlamento, pese embora a situação do País. Será impensável manter em funções um governo entrou em rota de colisão com um Povo, porque isso seria uma forma de ditadura.
Porque todos os cenários são possíveis com esta cambada, cabe ao Povo manter a pressão pela destituição do governo, promovendo novas manifestações, evoluindo para outras formas de luta como a GREVE GERAL NACIONAL POR TEMPO INDETERMINADO . O Povo não suporta mais sacrifícios, sem fim à vista e tem de lutar. Esse é o seu destino!
Pelo caminho vão aparecer uns bombeiros da politica deitando agua nas chamas de uma revolta larvar procurando manter a fatia do bolo que lhes cabe, traindo os trabalhadores em particular e ao Povo em geral, fazendo crer que não há alternativa à austeridade mas incapazes de apontar o dedo a quem, como e porque gastou e endividou o Estado (todos nós) e menos ainda denunciar todos os contratos ruinosos e o confisco dos bens das partes envolvidas.
Se queremos acabar acabar com esta ladroagem, paremos o País com uma
GREVE GERAL NACIONAL POR TEMPO INDETERMINADO|
Olhão livre

FOTOGALERIA - ULTIMA HORA - FRENTE Á ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


MANIFESTAÇÃO DIANTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA (15 DE SETEMBRO DE 2012)