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quinta-feira, 13 de setembro de 2012



CIP diz que Governo feriu “pilar da estabilidade social”

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, considerou que “o pilar da estabilidade social foi agredido” quando o Governo anunciou o aumento das contribuições dos trabalhadores para compensar a descida da Taxa Social Única (TSU) sem ouvir os parceiros sociais.

“Os parceiros não podem ser utilizados para subscrever acordos e não serem ouvidos quando é para tomar decisões”, criticou, numa conferência de imprensa esta tarde.

Para António Saraiva, no entanto, o acordo de Concertação Social assinado em Janeiro não está em causa. “Exigimos que o acordo seja efectivamente cumprido e que os parceiros sejam efectivamente ouvidos”, reforçou, garantindo que a CIP vai continuar a exigir ao Governo que sejam postas em marcha medidas previstas no documento para promover o crescimento e o emprego.

Em conferência de imprensa, António Saraiva enfatizou que “há lugar à indignação”, mas “num clima social que nos leve a encontrar soluções”. “Sendo certo que há lugar à indignação, também sabemos que não é com manifestações nem com greves que resolvemos o problema”, sustentou, acrescentando que a UGT e a CGTP têm sabido “balizar” o descontentamento e que espera que o continuem a fazer.

Ainda sobre a redução da Taxa Social Única, Saraiva disse não saber como é que o Governo vai conseguir que as empresas reflictam essa descida nos seus produtos ou serviços. “Não estou a ver como é que o Estado pode ter influência nas decisões da economia privada”, disse. “Teria sido diferente se o Governo previamente tivesse contratualizado com essas empresas regras para com esta redução e com este aumento da margem de lucro que lhes permitirá pudessem ser geridas contrapartidas para este efeito”.

Depois de o primeiro-ministro e o ministro das Finanças anunciarem mais medidas de austeridade, a CIP emitiu um comunicado a lembrar que a intenção de baixar “as contribuições para a Segurança Social a cargo dos empregadores para segmentos específicos do mercado de trabalho foi bem acolhida” pela confederação, “sob reserva de ser concretizada sem implicar medidas compensatórias do lado da receita”.


CIP diz que Governo feriu “pilar da estabilidade social” - Economia - PUBLICO.PT
A carta a Garcia

  • Anabela Fino

  •  

A cábula
O facto de Passos Coelho ter escolhido as 19.30 horas de sexta-feira para fazer o anúncio ao País das novas «medidas de ajustamento» – a palavra austeridade parece ter sido banida do léxico do Governo – suscitou inesperadas especulações. Que o momento foi escolhido por logo a seguir haver futebol na televisão, o mais eficaz anestésico nacional, disseram uns; que foi por ser véspera de fim-de-semana e Passos acreditar que o povão vai ao sábado e ao domingo a banhos à Caparica, deixando as preocupações em banho-maria até segunda-feira, aventaram outros... Estava-se nisto quando uma foto veio esclarecer o parte do mistério: afinal o homem quis despachar o assunto para ir com a sua cara metade a um concerto, onde se terá divertido muito e juntado a sua bela voz à do público que fez coro com Paulo de Carvalho cantando a plenos pulmões «Nini dançaaava só para miiim». Como é costume nestas coisas, desfeito um mistério logo outro se adensou: como pode o primeiro-ministro andar a divertir-se quando milhões de portugueses ficaram em estado de choque com a brutalidade das medidas por ele anunciadas? A resposta a esta questão só veio a público no início da semana, via edição electrónica do Expresso, mas já circulava nos ministérios na sexta-feira sob a forma de um guião de quatro folhas. Não há motivo para preocupações. Preto no branco, a cábula explica como deverão os governantes/assessores/comentadores e outros «ores» de serviço responder às inevitáveis perguntas, sobretudo da imprensa, sobre a matéria, recomendando logo à cabeça que o façam «com energia e ambição». Não está confirmado, mas presume-se que a cábula seja da autoria do gabinete de Miguel Relvas. Por esta sebenta se fica a saber que os portugueses têm todos os motivos do mundo para ficar satisfeitos, a cantar mesmo às ninis de cada um, pois o aumento de 11 para 18 por cento da contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social «permite baixar preços», o que «aumenta o rendimento disponível das famílias», aumenta as «perspectivas de investimento», «alivia a tesouraria das empresas» e, claro, como não podia deixar de ser, «aumenta o emprego». Que alívio. E nós quase a acreditar que baixar os salários em sete por cento, de forma definitiva, reduzir os rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas em cerca de quatro mil milhões de euros, mais o que Vítor Gaspar se lembrar, ia ser uma desgraça.
O manual de interpretação das palavras de Passos também dá nota, felizmente, de como responder a outras questões – tipo representam as medidas insensibilidade social?, novo aumento de impostos? –, fornecendo basto argumentário para os aspectos tidos como sensíveis. Assim, o item «patrões» revela que o corte nas contribuições das empresas para a Segurança Social «não é o reforço de capitais para os bolsos dos patrões, é para o reforço e salvar as empresas e o emprego». Ufff. E nós quase a acreditar que os 0,1 por cento de empresas que vai abichar mais de dois mil milhões de euros com a medida iam distribuir mais lucros aos accionistas! Não há nada como uma boa explicação. Por aqui se vê que Passos Coelho bem pode soltar a voz. A propósito, o concerto terminou com a canção «E depois do adeus». Ele há coincidência que não vêm nos manuais.

Avante !


Gente Sinistra e Perigosa (2)


FALHOU a troika, o Governo reincide, vai mais longe que a troika e falha também, porém, o tratamento escolhido continua a ser uma desalmada fuga em frente, feita de medidas temporárias (as privatizações) e outras definitivas (as reduções salariais), até ao descalabro total. Nessa altura já estaremos todos (menos os do costume) vestidos de andrajos e calçados de alparcatas, a dormirmos debaixo da ponte e a irmos buscar o saquinho de géneros à Caritas ou ao Banco Alimentar Contra a Fome. Por este andar teremos consultas nos hospitais só às segundas, quartas e sextas, e aulas do ensino público obrigatório só às terças, quintas e sábados. Às quartas-feiras, à noite - conhecida como noite do optimista - teremos que ouvir a homilia do Coelho, acolitado pelo Gaspar com o seu discurso "robótico", em que eles prometem uma terra de mel e fartura, à custa de novas medidas de austeridade, até que apareça a luz ao fundo túnel. Ao domingo vai-se à missa, para não cairmos em tentação, e agradecermos o pão que o diabo amassou por conta do Passos Coelho.

O problema é que os portugueses têm estado a avaliar incorrectamente este Governo PSD/CDS-PP, pensando que eles não passam de um grupelho de miúdos do jardim infantil, que decidiram brincar aos governos, fazendo do país um laboratório, e da vida das pessoas uma bancada exprimental das suas teorias económicas. Nada mais errado! Não são amadores, nem trambolhos, nem incompetentes; esta gente sabe perfeitamente o que está a fazer e ao que vão. São fanáticos austeritários, insensíveis ao facto de estarem a vandalizar pessoas. Na verdade, estamos a ficar sequestrados por malfeitores de grosso calibre, muito mais que candidatos a delinquentes, que sabem perfeitamente o que querem, o que estão a fazer, e para benefício de quem. Isto é o que dá quando começa a tardar dar-lhes a resposta adequada, remetendo-os para o sítio de onde vieram.

concorrência desleal

Da gente ridícula

A minha loja é uma loja específica de caixas de música e afins. Segundo o meu agente, há 4 ou 5 lojas específicas de caixas de música no nosso país, pois é um mercado sem grande tradição cá, apesar de muito apreciado. Dado que é esta a especialidade, eu tenho muitas caixas de música: muitos globos de neve com música, dezenas de carrosséis, peças variadas com música, realejos.
Há um casal aqui em Viana que tem várias lojas. Numa delas t
êm lá, no meio das bugigangas, quatro ou cinco caixas de música, e é isso. Porque a lojas deles não é de caixas de música, tem lá meia dúzia, pronto.
Uma dessas lojas é assim uma loja de coisas eróticas. E eu ontem estava no facebook da minha loja a colocar umas fotos de umas caixas de bailarina que chegaram e recebo um comentário de algum tipo isto "Nós também gostamos muito de caixas de música. Por isso é que há mais de 20 anos que vendemos caixas de música na nossa loja, em Viana do Castelo. Haja concorrência salutar, é disso que esta cidade precisa!". E eu fiquei ali a olhar, estupefacta... quem é que tem a lata de ir para o mural de facebook de uma loja tentar promover a sua própria loja, supostamente da concorrência? Que não é concorrência nenhuma, nem é comparável, eu tenho centenas e eles têm 4 ou 5, mas e se fosse?
A questão é que tiveram a lata de ir para a minha página de facebook escrever aquilo, a tentar menosprezar a minha loja porque eles "há mais de 20 anos que vendem caixas de música" (ui, tantas que nem tinha à venda... agora é que puseram 3 ou 4 peças na montra dado que a minha loja faz sucesso!)! E mais, o pior pior é que escreveram aquilo com a página de loja de artigos eróticos que têm, portanto quem visse aquilo e pensasse deixa cá ver o que é que esta outra loja de caixas de música, que vende caixas de música há mais de 20 anos, tem... ia era ver vibradores e lubrificantes! Que tanto quanto eu saiba alguns até têm música, mas são mais apreciados pelas vibrações!

Apaguei logo aquilo e era para lhe escrever uma mensagem a dizer que tinha achado aquilo de muito mau tom, e que aprenda a promover-se por si só. Mas não, ignorei... essa senhora é conhecida aqui na cidade por copiar tudo das outras lojas, tudo o que vê fazer também faz. E aquilo caiu-me mesmo mal... gente ridícula que não sabe crescer por si!

Publicada por Caixa Poeirenta

Cervejinha


Tinham combinado encontrar-se num bar do Bairro Alto, já não se viam há meses. O primeiro a chegar pediu uma cerveja, e quando o segundo apareceu trocaram um abraço e as habituais perguntas sobre os miúdos, as férias, essas coisas. Conversa puxa conversa, pediram mais duas cervejas, e a certa a altura o primeiro revelou as suas preocupações.
- A crise está terrível, isto vai de mal a pior.
O segundo abanou a cabeça, animado e contrapôs:
- Não te preocupes, as tax
as de juro da dívida públicas já estão a descer.
O primeiro, pessimista, acrescentou:
- Pois, mas, a recessão é cada vez mais forte, as pessoas estão sem dinheiro, ninguém compra nada...
O outro deu mais um gole na cerveja e voltou a abanar a cabeça:
- Ora, vais ver que vai tudo melhorar, as taxas de juro da dívida estão a descer!
O primeiro não estava convencido e insistiu:
- O desemprego é altíssimo, as pessoas andam com medo de perder o emprego, é deprimente.
Ele sabia do que estava a falar, estava há meses sem emprego, mas o segundo encolheu os ombros:
- Isso é passageiro, o que interessa é que as taxas de juro da dívida já estão a descer...
O primeiro suspirou, calou-se por uns segundos, mas depois ganhou novo alento e disse:
- É um massacre, isto dos impostos! A carga fiscal é insuportável, o Iva, o Irs, e agora a segurança social, estamos a ser esmifrados!
O segundo denotou os primeiros sinais de irritação e ripostou:
- Bolas, já te disse que isto está a melhorar. As taxas de juro estão a descer! As de curto prazo, as de médio prazo e as de longo prazo!
Surpreendido, o primeiro franziu a testa. Fez nova pausa, bebeu mais um gole na cerveja e depois acrescentou:
- A economia está de rastos, a construção civil parada, os automóveis não saiem dos stands, os restaurantes cada vez faturam menos...Isto é uma bola de neve, uma espiral descendente a caminho dum enorme buraco!
O outro encheu o peito de ar, incomodado e gritou:
- Buraco? És burro ou quê? O importante para o país é que as taxas de juro da dívida estão a descer! Isso é que interessa!
O primeiro piscou os olhos, verdadeiramente siderado. E perguntou:
- Mas, é só isso que interessa? Não vês que o país está de joelhos, numa agonia sem fim?
O segundo pousou o copo de cerveja no balcão com fúria e explodiu. Ou, como o primeiro costumava dizer, "meteu o foda-se!":
- Foda-se para ti! Não percebes que as taxas de juro da dívida estão a descer! Foda-se!
Bruscamente deu meia volta, virou costas sem se despedir e saiu do bar em fúria. O primeiro ficou a olhar para a porta do local, sem saber bem o que pensar. Mas depois uma vozinha no seu cérebro disse-lhe: "se fosse mais calmo, este tipo ainda ia a ministro das Finanças".

Domingos Amaral


Em S. Bento, cheira a cadáver

As coisas estão a precipitar-se nas últimas horas e a gangrena está a alastrar mais rapidamente do que era expectável há uma semana.  Cheira a fim de ciclo.O governo pode durar ainda alguns meses, talvez mesmo um ano, mas é inquestionável que está em estado comatoso de que não mais sairá até à sua morte. Perdeu popularidade, credibilidade, coesão e só falta  alguém que desligue a máquina para ser cadáver. É verdade que um recuo nas medidas de austeridade poderá dar-lhe um novo sopro de vida, mas só aguentará até ao momento em  que se confirme que a política seguida está completamente errada. Como a própria troika já avisou!
Já ninguém se espantará, inclusivé, se o instinto de sobrevivência de Paulo Portas o obrigar a desligar a máquina.
Em alguns gabinetes ministeriais já há sinais de que a doença é incurável. Alguns assessores e especialistas já estão a tentar tratar da vidinha noutro lado.
 O próprio primeiro ministro transmite uma imagem cadavérica, que o bronzeado da Manta Rota e os elogios obscenos de Luís Filipe Meneses não disfarçam. Ontem, Cavaco mandou um "cangalheiro" à TVI     avisá-lo dos perigos. Se é verdade que o mensageiro escolhido tem pouca credibilidade, não deixou de ser um sério aviso.
Hoje, PPC deu mais um sinal de fraqueza. Onde para o homem "corajoso e honesto"  que recusava o despesismo e prometeu cortar nas gorduras do Estado?
Hoje, vai gastar uns milhares aos contribuintes para ser entrevistado em S.Bento, porque tem medo de enfrentar o descontentamento  popular numa deslocação à RTP. É um tempo de antena, para emitir publicidade enganosa, demasiado caro.


A Copa Mundial de Tango em Buenos Aires




Terminou ontem na capital argentina Buenos Aires, a edição 2012 da Copa Mundial de Tango, que se iniciou no último dia 14 e teve a duração de duas semanas. Na edição deste ano tivemos a participação de bailarinos de 32 países. Nada mais nada menos que 357 pares disputaram a categoria de tango salão, e 137 pares a categoria de tango palco. A Argentina, que é o berço mundial do tango, promove a cada ano a sua Copa do Mundo, em que os dançarinos profissionais, além de apresentarem seus shows, dão aulas de dança gratuitas. Neste post uma série de fotos de Natacha Pisarenko sobre o evento deste ano.



Um casal ensaia os passos antes da apresentação no último dia 20.

O par argentino Guido Palacios e Florencia Castilla, durante sua apresentação no Mundial de Tango 2012 em Buenos Aires, no último dia 22. 

Apresentação do par argentino Jorge Carrizo e Valeria Romero.


Outro casal se apresentando numa das noites da Copa do Mundo de Tango. 

Apresentação do par chileno Felipe Villegas e Carolina Andrade. Foto de Natacha Pisarenko.

Outra foto do par chileno Felipe Villegas e Carolina Andrade. 


Casal colombiano, John e Diana Osorio Lopez.

O argentino Sebastian Matias Bianchi e a japonesa Yuka Sato, no Mundial de Tango 2012 em Buenos Aires.




Dançarinos se preparam para a apresentação. 

Dançarino Ramiro Perez polvilha seu cabelo antes do desempenho no Campeonato Mundial em 2012.






Bailarinos italianos Eloina Martins (à esquerda) e Paolo Nelzi (segundo da esquerda) estão à espera para a entrada no Mundial de Tango 2012.





Juan Carlos Copes dança com sua filha Joanna na cerimônia de abertura do festival anual em Buenos Aires, Argentina, 14 de agosto de 2012.
Post(s) á beira mar


Aconteceu na Islândia



A negativa do povo da Islândia a pagar a dívida que as elites abastadas tinham adquirido com a Grã Bretanha e a Holanda gerou muito medo no seio da União Europeia. Prova deste temor foi o absoluto silêncio na mídia sobre o que aconteceu. Nesta pequena nação de 320.000 habitantes a voz da classe política burguesa tem sido substituída pela do povo indignado perante tanto abuso de poder e roubo do dinheiro da classe trabalhadora. O mais admirável é que esta guinada na política sócio-económica islandesa aconteceu de um jeito pacífico e irrevogável. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu tantos outros países maiores até a crise atual. 
Este processo de democratização da vida política que já dura dois anos é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada pelos ricos.

Zeca Afonso - Canta Camarada

Zeca Afonso - Viva o Poder Popular