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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Patxi Andión - Tú, tú, tú.mov

ANA MOURA - OS BÚZIOS



RTP – Estupidamente gelada, com espuma... e tremoços, “fáchavor”!


Este senhor sorridente é o Alberto da Ponte. Até há poucos dias vendia cervejas... agora tudo indica que será o novo “gerente” da RTP.
Anda para aí um princípio de celeuma (sempre os invejosos!) sobre as putativas diferenças entre o negócio da cerveja e uma estação estatal de televisão e rádio com vários canais, responsável pelo serviço público de rádio e televisão. Francamente, não vejo qualquer problema!
A dar-se o caso de o mentecapto Relvas e o seu governo de “equivalentes” terem quaisquer ideias sobre cultura, defesa dos autores nacionais, da língua portuguesa, dos artistas e criadores, ou mesmo sobre a noção de serviço público em geral... ainda se entenderia a dúvida; mas se para mentecapto Relvas e o seu governo de “equivalentes”, a RTP não passa de um produto para vender, rapidamente e de preferência ao desbarato... em que é que é diferente de umas tantas paletes de grades de minis?
Ah... e os invejosos de sempre, trabalhadores da RTP e, de uma maneira geral, essa corja que os apoia, insinuam vilmente que o homem não tem currículo ou competências que se conheçam, para estar à frente da RTP. Mentira!
Decididamente, devem andar com a cabeça na lua... e alguns dos meus amigos e amigas leitoras, também! Então não sabem que o homem disse, há uns tempos, que Pedro Passos Coelho «é provavelmente o melhor primeiro-ministro desde Francisco Sá Carneiro»?
Querem melhor “currículo” e mais extraordinária “competência” para se ser nomeado por este governo, seja para que tacho for, caspité?!!! *
* Quem gostar de uma linguagem ainda mais rude, pode usar “apre”, “caramba”, “balhamedeus”, “bolas”… … …

MAIS UM ! - Perfil de Albero da Ponte: Do grande consumo para o serviço público


Perfil de Alberto da Ponte: Do grande consumo para o serviço público

Pelo último curriculum vitae de Alberto da Ponte – divulgado ao mercado em Abril passado, quando foi aprovado para o conselho de Ambiente e Sustentabilidade da EDP – a vida do gestor foi feita essencialmente na área de produtos de grande consumo, onde aliás se mantém, como administrador não executivo da Sociedade Central de Cervejas (SCC).
Licenciado em finanças pela Instituto Superior de Ciências Económicas e detentor do curso superior de Finanças da Harvard Business School, Alberto da Ponte começou a sua vida (como director de marca) no universo de empresas do que veio mais tarde a tornar-se a parceria Unilevever –Jerónimo Martins, onde se manteve até à década de 90. 

Durante os seus tempos nas antigas indústrias Lever Portugal, o gestor trabalhou não só em Portugal, como naBélgica, Espanha e Malásia (via Unilever) O interregno fez-se durante os primeiros cinco anos em que foi CEO da Cadbury Schweppes Portugal. Nos cinco anos seguintes foi director da Unilever Lever Elida Portugal. 

A década foi iniciada como director da Unilever Bestfoods Fima (Portugal), onde esteve até 2004, ano em que passa a liderar a SCC, então ainda sob a alçada da Scottish & Newcastle. Quatro anos depois, a dona da Sagres e da Luso passou para as mãos da Heineken, que mantive Alberto da Ponte. Nesse mesmo ano o gestor conseguiu o feito de vender mais cerveja que a “histórica” líder do mercado português, a Unicer, dona da Super Bock e já então liderada por António Pires de Lima. Além de gestor, Alberto da Ponte assumiu muitas vezes cargos associativos: quer na associação portuguesa de anunciantes, da associação cervejeira portuguesa, como da congénere europeia, a Brewers of Europe. 

Alberto da Ponte foi em Abril último substituído por Ronald den Elzen à frente da SCC, ainda antes do mandato terminar. Na altura afirmou ao Negócios que via a sua substituição como CEO e a atribuição de “novas funções na ‘Heineken Western Europe Region’, reportando directamente ao presidente no desenvolvimento da estratégica da cervejeira holandesa para o canal Horeca (hotéis, restaurante e cafés) como “claramente uma promoção”. E descreveu a etapa como algo benéfico: “as mudanças são como os comboios: passam quando passam, e apanhamo-los ou não!”. 

Anoushka Shankar plays 'Pancham Se Gara'


Troika à rasca


Há poucos dias o representante da Comissão Europeia na troika disse aos sindicalistas com quem estava reunido que a responsabilidade do programa do governo era deste e não da troika, hoje vem Durão Barroso dizer que os países sob programa não podem desmantelar estado social. Estamos perante um caso de mentira governamental ou de cobardia institucional por parte da troika, o governo tem usado a troika para impor ao país uma agenda política que não foi a votos nem foi imposta por esta ou os técnicos da troika estão a fugir às responsabilidades agora que perceberam o que fizeram ao país?
   
É evidente que o país tem sido um caso doentio de subserviência, os modestos técnicos da troika, funcionários de segunda linha de organizações internacionais a que Portugal pertence como membro de pleno direito têm-se passeado pelo país como se fossem donos disto, são recebidos pelo primeiro-ministro e pela presidente do parlamento como se fossem presidentes do EUA, são tratados protocolarmente muito acima de quem são e do que merecem. Não traduzem nada para português apesar dos milhões de comissões que o Estado português paga e nas suas páginas oficiais nada consta sobre as actualizações do memorando ou sobre a sua origem.
   
Aquilo a que temos assistido quando os três idiotas por cá aparecem é ofensivo para o país e se os governantes portugueses ainda não perceberam a diferença entre defender a soberania de um país e comportar-se como donos da tasca da coxa pelo menos os presidentes do BCE, da Comissão Europeia e do FMI já deviam ter explicado aos seus funcionarecos que não vieram a Portugal como se fossem administrativas inglesas em busca de sexo fácil com o Zezé Camarinha.
   
Estes senhores deram cobertura a um programa económico que não constavam nem em qualquer programa eleitoral, nem no memorando, aceitaram alterações do memorando sem qualquer negociação com todas as partes que assinaram o memorando, dispuseram-se a participar em manobras de propaganda político-partidária onde não se cansaram de elogiar o governo e os pretensos resultados do ajustamento brutal. Agora dizem que a responsabilidade exclusiva é do governo português?
   
Não deve ser fácil para os rapazolas da troika terem percebido que o negócio da EDP nada teve que ver com qualquer ajustamento e devem ter-se sentido gozados quando viram o Catroga a ganhar muito mais do que eles. Deve ter sido frustrantes terem percebido que no país ainda existiam instituições que não se submetiam aos ditames de um ministro das Finanças sem currículo e que se tem vindo a revelar incompetente, as coisas estavam a correr tão bem na experiência portuguesa que a existência de um Tribunal Constitucional os deixou surpreendidos. Que gente rasca da direita fascista portuguesa tenha ficado desiludida porque o TC ousou funcionar ainda se entende, mas que técnicos de organizações internacionais não tivessem reagido com educação cívica é inaceitável. Como explicam os representantes da troika que na ronda de reuniões nunca questionem como vão ser compensados os mais de dois mil milhões de perdas em receitas fiscais mas exijam sempre aos interlocutores que sugiram medidas para compensar a decisão do TC de repor os subsídios das vítimas do Gaspar?
   
Começa a ser evidente que estes senhores que têm representado a troika em Portugal são gente com pouca educação, com uma educação cívica muito deficiente e pela forma deslumbrada como circulam nos palácios até parece que nem deverão saber estar à mesa. Começa a ser tempo de os responsáveis das organizações internacionais assumirem a incompetência dos seus representantes em Portugal e promover a sua substituição por gente bem formada, educada, com uma sólida formação cívica e com conhecimentos adequados de política económica.

Relvas ainda está a estudar modelo de privatização da RTP

O Governo escolheu Alberto da Ponte, que liderou a Central de Cervejas e é conselheiro da EDP desde abril, para presidente da estação pública de televisão. O ministro continua sem falar sobre o futuro da RTP, mas criticou os portugueses por darem "demasiada importância aos pormenores". Entretanto, a União Europeia de Radiodifusão pediu ao Governo que "abandone os planos que visam colocar a RTP em mãos privadas".

Miguel Relvas foi apresentar o projeto "Cidade do Futebol" e aproveitou para criticar o país por dar demasiada atenção a pormenores. Foto Manuel Almeida/Lusa

Relvas foi confrontado pelos jornalistas com questões sobre a polémica no Governo quanto ao futuro da RTP quando apresentava um projeto para construir uma "Cidade do Futebol" no Vale do Jamor, em Oeiras. “Cada coisa a seu tempo. O Governo tomará a decisão com base em estudos que estão a ser definidos”, disse Relvas aos jornalistas, mantendo o silêncio sobre o modelo avançado por António Borges em entrevista à TVI de encerramento da RTP2 e concessão de um canal a privados.
“Sabemos que os pormenores são apetitosos. Mas tem sido pela importância que damos aos pormenores que Portugal muitas vezes  fica aquém daquilo que são as suas expectativas”, acrescentou ainda Miguel Relvas.
Poucas horas depois das palavras do ministro, a RTP dava a notícia da escolha do novo presidente após a saída da administração, provocada pelo mau estar gerado com as declarações de Borges. Alberto da Ponte é um gestor ocupou a liderança da Central de Cervejas de 2004 até abril passado, saindo para outras funções no grupo Heineken, que controla a empresa. Na mesma altura foi nomeado pela EDP para o seu Conselho de Ambiente e Sustentabilidade, mantendo-se como administrador não executivo da Central de Cervejas.
Alberto da Ponte foi um dos empresários entrevistado para o livro lançado pelo PSD antes das eleições legislativas. Ainda em 2010, Passos Coelho pediu ao seu conselheiro económico Pedro Reis que preparasse um guião para o programa de relançamento da economia do seu Governo, que foi editado em livro com o título "Voltar a Crescer". Após a vitória eleitoral, Pedro Reis passou de administrador da empresa de comunicação Cunha Vaz & Associados para a presidência da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), nomeado por Passos Coelho.
União Europeia de Radiodifusão apela ao recuo de Passos Coelho
O primeiro-ministro português recebeu esta quarta-feira uma mensagem do presidente e da diretora-geral da União Europeia de Radiodifusão (UER) a apelar a que Passos Coelho "abandone os planos para colocar a RTP em mãos privadas". "Confiar a gestão de um bem nacional valioso a interesses comerciais - um passo sem precedentes em qualquer parte do mundo - colocaria em risco a reputação conquistada pela RTP. Interesses comerciais e públicos seriam misturados e o pluralismo ficaria em perigo", afirmam.
"Os serviços públicos de radiodifusão não podem ser privatizados como companhias de eletricidade ou um refeitório de funcionários", prossegue a carta da UER, que refere que a despesa pública com a RTP "está bem abaixo da média europeia em proporção com os rendimentos de cada país".
Na carta endereçada também a Cavaco Silva e Miguel Relvas, Jean-Paul Philippot e Ingrid Deltenre oferecem-se para vir a Portugal discutir o assunto com o Governo "antes que seja tarde demais" e alertam que a privatização da RTP terá "um impacto significativo no conhecimento das gerações futuras acerca da cultura portuguesa". "Os membros da UER, como a RTP, partilham um conjunto de valores: trabalham para cidadãos, não para acionistas; e para a democracia, não para o lucro. É o que nos distingue dos media comerciais", declaram os responsáveis máximos da organização que junta emissoras de serviço público de 56 países.
Manifesto contra privatização ultrapassa 5.000 assinaturas
Entretanto, o Manifesto em defesa do serviço público de rádio e de televisão, lançado pelo cineasta António Pedro Vasconcelos já ultrapassou as cinco mil assinaturas e conta desde esta semana com o apoio do ex-Presidente Jorge Sampaio.
"Os signatários entendem deixar claro que, seja qual for a “solução final” proposta pelo Governo, não aceitam qualquer medida susceptível de amputar, enfraquecer ou alienar  a propriedade ou a gestão do serviço público de rádio e de televisão", conclui a adenda ao manifesto inicial, acrescentada após a polémica entrevista de António Borges sobre o modelo de concessão que o governo estudava em agosto.

O PERISCÓPIO MÍOPE


O PERISCÓPIO MÍOPE


Defesa: integraram o grupo restrito que deu assessoria ao ministro no negócio

Amigos de Portas sob suspeita

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) identificou três ex-assessores de Paulo Portas, com quem o ex-ministro da Defesa tem laços de amizade, como suspeitos no negócio dos submarinos.Trata-se de Pedro Brandão Rodrigues, Bernardo Carnall e Fernando Geraldes, que foram também dirigentes do CDS-PP.
Os nomes são revelados num documento do DCIAP de 2 de Setembro de 2009, quando decorria a campanha eleitoral para as legislativas no final desse mês. Pedro Brandão Rodrigues, ex-presidente da Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC), Bernardo Carnall, ex- -secretário-geral do Ministério da Defesa, e Fernando Geraldes, ex-presidente dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), integraram o grupo restrito que deu assessoria a Paulo Portas na compra dos submarinos.
O documento do DCIAP, que consta nos autos do processo de arquivamento do inquérito a Bernardo Ayala, é categórico: "Os mencionados Pedro Brandão Rodrigues, Bernardo Carnall e Fernando Geraldes, a confirmarem-se as suspeitas, poderão vir a ser responsabilizados pela prática dos factos e crimes sob investigação nestes autos." Na investigação à compra dos submergíveis ao German Submarine Consortium (GSC), estão em causa suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais.
O documento do DCIAP refere ainda que "os agentes do Estado supra indicados, se não beneficiaram directamente, poderão, pelo menos, ter proporcionado benefícios ilícitos a entidades terceiras, participando assim de forma decisiva e consciente na concretização dos factos sob suspeita."
CM

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