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sexta-feira, 31 de agosto de 2012



Expliquem-me, Como Se Eu Fosse Muito Burro!


NUMA ALTURA em que ainda nada está decidido (isto a fazer fé nas afirmações do primeiro-ministro Coelho) sobre o modelo de alienação da RTP, e sendo a actual administração daquela entidade, uma mera gestora do actual modelo, logo não lhe cabendo posicionar-se, institucionalmente, em relação às eventuais soluções que aí vierem, custa-me a perceber o seu público repúdio de uma hipotética concessão ou privatização do serviço, demitindo-se em bloco, o que para além de parecer uma curiosa forma de pressão do gerente sobre o patrão, também dá a ideia de estar a exorbitar nas suas funções. Ou então - e aí já começo a perceber mais qualquer coisa - com a sua demissão, e ao assumir-se como virgem ofendida, está a disfarçar um frete ao Governo, abrindo-lhe o caminho e facilitando-lhe as manobras futuras.

Independentemente de eu considerar que se está na presença de mais um escandaloso ataque aos direitos constitucionalmente consagrados, desmembrando sem cerimónia um serviço público de televisão, que o país paga e reclama, fico à espera do comunicado daquela pitoresca administração, divulgando os prosaicos fundamentos da sua decisão, e estou curioso quanto ao desenvolvimento dos futuros episódios desta telenovela.

HISTÓRIAS DA MARIQUINHAS 1 - 2





António Manuel Hespanha - Uma vítima de meia dúzia, dos tais 2000 que nos dominam?



A blogosfera limita-se a repetir-lhe as palavras... 

Para clarificar eventuais mal entendidos, o professor Hespanha escreve hoje, na sua página do facebook: "a inicativa de não renovar o meu contrato foi decidida pela direcção da cooperativa que é proprietária da UAL". Assim, fica afastada qualquer hipótese de estar em causa pela Universidade a qualidade pedagógica ou cientifica do professor, de que goza, aliás, elevada reputação a nível internacional.

Não me presto muito a insinuações, mas não me admiraria que na direcção da cooperativa esteja um punhado dos poucos que nos dominam. E eles não perdoam...
"Portugal é dominado por cerca de 1500 a 2000 pessoas que funcionam em circuito fechado ― passam da oposição para a situação, depois para o Governo de onde saltam para empresas públicas, para bancos, para empresas privadas ligadas ao Estado, para conselhos de administração de televisões e empresas de média, para a direcção de jornais, voltam de novo ao Governo, etc. ― sempre as mesmas pessoas em animado carrossel, que falam entre si e para si, e tratam fundamentalmente dos seus interesses, enquanto o resto dos habitantes de Portugal são a Gleba a quem tudo é retirado e nada tem."
António Manuel Hespanha, in "Prós e Contras"

Conversa avinagrada 

2

EUA – As “candidatas”


Alguns dos “jornalistas” que, pelas mais diversas razões, ocupam nos órgãos de comunicação social um exagerado número lugares que deveriam estar ocupados por verdadeiros jornalistas, insistem em chamar à senhora Ann Romney, esposa do candidato presidencial “republicano” Mitt Romney... «candidata a primeira-dama».
Não é novo. Já antes o fizeram e, infelizmente, continuarão a fazer, o que, seguindo esse princípio, faz com que Michelle Obama esteja a recandidatar-se ao “cargo”.
Poderia pensar-se que esta designação de “candidatas a primeira-dama” estaria ligada a uma qualquer votação popular paralela à eleição do Presidente... mas, felizmente, tal não acontece.
Ainda assim... apenas duas observações:
1. Adoraria saber o que estes cromos, se acaso se tratasse de uma mulher na corrida à presidência dos EUA, chamariam então ao marido... ou a que é que o senhor seria “candidato”.
2. Ainda bem que os eleitores não vão “votar” nas “candidatas a primeira-dama” em listas separadas, já que nem quero imaginar a confusão que iria resultar da possível “eleição” de uma “primeira-dama” que não correspondesse ao Presidente certo.




RTP: “Trabalhadores não são o capacho destes negócios”

Plenário de 600 trabalhadores decide fazer um comité de luta aberto para realizar ações contra o desmantelamento da RTP. Comissão de Trabalhadores destaca a grande participação e diz que estação pública “não pode ser destruída como uma cena de supermercado.”
Trabalhadores desceram a rampa para falar com a comunicação social. Foto de Comissão de Trabalhadores
Mais de 600 trabalhadores participaram do plenário realizado esta tarde nas instalações da RTP, e que foi considerado “um sucesso” por Camilo Azevedo, da Comissão de Trabalhadores, ouvido pelo Esquerda.net. Os trabalhadores decidiram constituir um comité de luta aberto a todos os voluntários que participarão de ações contra o desmantelamento da empresa. No final da reunião, e como a Administração da empresa não permitiu a entrada da comunicação social, “centenas de trabalhadores desceram a rampa e deram entrevistas aos jornalistas na cancela da entrada”, relatou Camilo Azevedo. O realizador reafirmou que “os trabalhadores não são o capacho destes negócios que estão por detrás do desmantelamento da RTP”, insistindo que a estação pública “faz parte do património e da memória dos portugueses e não pode ser destruída como uma cena de supermercado.” A Comissão de Trabalhadores destacou a grande participação dos trabalhadores, e os apoios que tem recebido.
Camilo Azevedo disse ainda que os trabalhadores da RTP sabem que “a sociedade portuguesa está connosco”, o que provocou “esta fuga do ministro Miguel Relvas para Timor, a pretexto de uma suposta visita de Estado”.
Concessão compromete a existência das outras televisões"
Na primeira parte do plenário, falaram Coelho da Silva, presidente do conselho de opinião da RTP, António Pedro Vasconcelos, realizador e autor do manifesto contra a privatização da RTP, João Lourenço, encenador e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, e João Proença, secretário-geral da UGT.
Todos se opuseram ao modelo da concessão do serviço público a um privado, anunciada recentemente pelo conselheiro do governo para as privatizações, António Borges.
Para o secretário-geral da UGT, João Proença, o modelo de concessão "compromete a existência das outras televisões", já que promove "uma situação de privilégio à nova televisão e põe em causa o serviço público", questionando “se isto é um puro balão de ensaio para levar à prática privatizar um canal e manter um público".
Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, por seu lado, disse que a sua central não concorda e tudo fará “para combater qualquer tipo de privatização de empresas estratégias, quer nos transportes, quer na Energia ou na Comunicação Social". Para ele, os trabalhadores presentes no encontro, são a "prova evidente de determinação, mas também de grande espírito cívico na defesa de uma empresa que é publica e que quer continuar a melhorar o serviço público, o que é indissociável do desenvolvimento da democracia em Portugal".
Arménio Carlos disse ainda que "esta proposta do governo foi um tiro que saiu pela culatra. A ideia de António Borges mandatado pelo governo era criar uma ideia favorável à privatização e a este negócio de amigos, mas isso não está a acontecer".
Em Londres, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu que o governo vai estudar "sem tabus" tudo o que se relaciona com "o processo de alienação" da RTP . “Tudo será estudado de forma a habilitar o governo a uma decisão bem informada", disse.

Nova centelha

    A perseguição de Assange é um assalto à liberdade e um insulto ao
    jornalismo

    *por John Pilger *

    Britânicos em frente à Embaixada do Equador manifestam solidariedade
    para com Assange. A ameaça do governo britânico de invadir a embaixada
    equatoriana em Londres e ali capturar Julian Assange tem significado
    histórico. David Cameron, o antigo homem de RP de um bufarinheiro da
    indústria da televisão e vendedor de armas para xeques, está bem
    colocado para desonrar convenções internacionais que têm protegido
    cidadãos britânicos em lugares sublevados. Assim como a invasão do
    Iraque cometida por Tony Blair levou directamente aos actos de
    terrorismo de Londres em 7 de Julho de 2005, das mesma forma Cameron e o
    secretário do Exterior William Hague comprometeram a segurança de
    representantes britânicos em todo o mundo.

    Ao ameaçar abusar de uma lei concebida para expulsar assassinos de
    embaixadas estrangeiros, enquanto difama um homem inocente como "alegado
    criminoso", Hague fez pouco caso dos britânicos em todo o mundo, embora
    esta visão seja quase sempre ocultada na Grã-Bretanha. Os mesmos bravos
    jornalistas e radialistas que defenderam a actuação britânica em crimes
    sangrentos brutais, desde o genocídio na Indonésia até as invasões do
    Iraque e Afeganistão, agora atacam o "registo de direitos humanos" do
    Equador, cujo crime real é enfrentar os tiranos em Londres e Washington.

    É como se os felizes aplausos olímpicos houvessem sido subvertidos da
    noite para o dia por uma exibição reveladora de selvajaria colonial.
    Testemunha disso é o oficial do Exército britânico-repórter da BBC Mark
    Urban ao "entrevistar" um vociferante Sir Christopher Meyer, antigo
    apologista de Blair em Washington, do lado de fora da embaixada
    equatoriana, ambos a explodirem com indignação ultra-conservadora porque
    o insociável /(unclubbable) /Assange e o insubmisso Rafael Correa
    estariam a desmascarar o sistema de ocidental de poder. Afronta
    semelhante é vivida nas páginas do /Guardian, /o qual aconselhou Hague a
    ser "paciente" e disse que assaltar a embaixada traria "mais perturbação
    do que isso vale". Assange, segundo declarou o /Guardian, /não era um
    refugiado político porque "nem a Suécia nem o Reino Unido em caso algum
    deportariam alguém que pode enfrentar tortura ou pena de morte".

    A irresponsabilidade desta declaração vai a par com o pérfido papel do
    /Guardian /em todo o caso Assange. O jornal sabe muito bem que
    documentos divulgados pelo WikiLeaks indicam que a Suécia tem-se
    submetido sistematicamente à pressão dos Estados Unidos em matéria de
    direitos civis. Em Dezembro de 2001, o governo sueco revogou
    abruptamente o estatuto de refugiados políticos de dois egípcios, Ahmed
    Agiza e Mohammedel-Zari, que foram entregues a um esquadrão de sequestro
    da CIA no aeroporto de Estocolmo e levados /("rendered") /para o Egipto,
    onde foram torturados. Uma investigação do defensor sueco para a justiça
    /(ombudsman) /descobriu que o governo havia "violado gravemente" os
    direitos humanos dos dois homens. Num telegrama de 2009 de embaixada dos
    EUA obtido pela WikiLeaks, intitulado "WikiLeaks coloca neutralidade no
    caixote de lixo da história", a louvada reputação de neutralidade da
    elite sueca é desmascarada como uma impostura. Um outro telegrama
    estado-unidense revela que "a extensão da cooperação [militar e de
    inteligência da Suécia com a NATO] não é amplamente conhecida" e se o
    segredo não for mantido "abriria o governo à crítica interna".

    O ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, Carl Bildt, desempenhou um
    notório papel de proa no Comité para a Libertação do Iraque de George W.
    Bush e mantém laços estreitos com a extrema-direita do Partido
    Republicano. Segundo o antigo director sueco de processo públicos,
    Sven-Erik Alhem, a decisão sueca de pedir a extradição de Assange por
    alegações de má conduta sexual é "não razoável e não profissional, bem
    como injusta e desproporcionada". Tendo-se oferecido ele próprio para
    interrogatório, foi dada permissão a Assange para deixar a Suécia com
    destino a Londres onde, mais uma vez, ele se ofereceu para ser
    interrogado. Em Maio, num julgamento de recurso final sobre a
    extradição, o Tribunal Supremo britânico introduziu mais farsa ao
    referir-se a "acusações" não existentes.

    A acompanhar isto tem havido uma campanha pessoal injuriosa contra
    Assange. Grande parte dela emanou do /Guardian, /o qual, como um amante
    rejeitado, voltou-se [contra] a sua antiga fonte, depois de ter
    aproveitado enormemente das revelações do WikiLeaks. Sem dar nem um
    centavo a Assange ou à WikiLeaks, um livro do /Guardian /levou a um
    lucrativo acordo cinematográfico com Hollywood. Os autores, David Leigh
    e Luke Harding, injuriaram Assange gratuitamente como "personalidade
    defeituosa" e "insensível". Eles também revelaram a password secreta que
    foi dada ao jornal em confiança, a qual era destinada a proteger um
    ficheiro digital contendo os telegramas de embaixadas dos EUA. Em 20 de
    Agosto, Harding estava do lado de fora da embaixada equatoriana,
    manifestando no seu blog o desejo de que "a Scotland Yard possa rir por
    último". É irónico, ainda que inteiramente adequado, que um editorial do
    /Guardian /a pisotear Assange tenha dado origem a uma semelhança incomum
    com a imprensa de Murdoch, com o seu previsível fanatismo sobre o mesmo
    assunto. Como a glória de Leveson
    <http://en.wikipedia.org/wiki/Leveson_Inquiry> , o Hackgate
    <http://www.opendemocracy.net/ourkingdom/william-davies/hack-gate-latest-cultural-contradiction-of-british-conservatism>
    e o jornalismo honrado e independente desvanecem-se.

    Os seus atormentadores chamam a atenção para a perseguição de Assange.
    Não acusado de qualquer crime, ele não é um fugitivo da justiça.
    Documentos do processo sueco, incluindo as mensagens textuais das
    mulheres envolvidas, demonstram para qualquer pessoa de mente razoável o
    absurdo das alegações sexuais – alegações quase inteiramente afastadas
    de imediato pelo promotor sénior em Estocolmo, Eva Finne, antes da
    intervenção de um político, Claes Borgstr? No pré julgamento de Bradley
    Manning, um investigador do Exército dos EUA confirmou que o FBI estava
    secretamente a mirar os "fundadores, proprietários ou administradores da
    WikiLeaks" por espionagem.

    Quatro anos atrás, um pouco noticiado documento do Pentágono, revelado
    pela WikiLeaks, descrevia como a WikiLeaks e Assange seriam destruídos
    com um campanha de difamação /(smear campaign) /que levaria a "processo
    criminal". Em 18 de Agosto, o /Sydney Morning Herald /revelou, numa
    divulgação de ficheiros oficiais no âmbito da [lei de] liberdade de
    informação, que o governo australiano havia reiteradamente recebido
    confirmação de que os EUA estavamn a conduzir uma perseguição "sem
    precedentes" de Assange e não havia levantado objecções. Dentre as
    razões do Equador para conceder asilo está o abandono de Assange "pelo
    estado do qual ele é cidadão". Em 2010, uma investigação da Polícia
    Federal Australiana descobriu que Assange e a WikiLeaks não haviam
    cometido crime. A sua perseguição é um assalto a todos nós e à liberdade.

    23/Agosto/2012
    *Ver também:
    # * *The British Siege of the Ecuadorian Embassy: Déjà Vu: Anglo-American
    disregard for International Law
    <http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=32452>

    O original encontra-se em www.johnpilger.com/...
    <http://www.johnpilger.com/articles/the-pursuit-of-julian-assange-is-an-assault-on-freedom-and-a-mockery-of-journalism>
    *

    *Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . *

EUA e Paul Ryan – Saltar da frigideira para o lume?


ultra-conservador “republicano” Mitt Romney foi, finalmente, confirmado como único candidato daquele partido às eleições presidenciais nos EUA. Há dias, numa manobra de pura hipocrisia, demarcou-se publicamente de um senador do seu partido e que se recandidata ao posto, que teve o desplante de dizer que se opunha à interrupção da gravidez, mesmo em casas de violação... até porque nos casos de «violação verdadeira» (???) as mulheres muito raramente engravidam, pois nessas situações o corpo da mulher tem mecanismos naturais para se “defender” da gravidez.
Curiosamente, o oportunista hipócrita Romney, fez apenas aquilo que a cobardia lhe ditou, dada a onda de indignação econdenações que percorreu o país depois destas declarações do senador, um tal Todd Akin.
Não menos curiosamente, ao mesmo tempo que se “demarcava” desta companhia momentaneamente inconveniente, confirmava como seu número dois e, portanto, candidato a vice-presidente, o fanático tresloucado Paul Ryan, aqui na fotografia e que, sobre a mesma matéria, tem uma opinião ainda mais nojenta.
Paul Ryan é mais um produto da estrumeira que dá pelo nome de “Tea Party”, estrumeira que integra as fileiras “republicanas” e acoita desde aberrações como a ex-candidata Sara Palin e fanáticos da violência e direito ilimitado ao porte de armas, até esta espécie de neonazi que, para além de defender, não os costumeiros cortes nas políticas sociais, típica dos neoliberais, mas sim a terraplanagem total de todos esses direitos, como saúde, educação, segurança social, etc., etc... veio também ele dizer que a razão porque é contra a interrupção voluntária da gravidez, mesmo em caso de violação, é por considerar a violação como «apenas mais um método de concepção», apenas mais uma «fonte de vida».
A parolice de alguns meios de comunicação, sempre à procura de rótulos vistosos e “bordões” que fiquem no ouvido, chamam à postura política de Paul Ryan o «conservadorismo amistoso»... porque, dizem, ele «sorri o tempo todo».
OK!!! Está sempre a rir; e depois?! Também as hienas!!!...