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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Não há só Tangos em Paris

O VENDEDOR DE CASTANHAS

O Manuel vendia castanhas no recanto de um cais, certo dia para admiração de muitos populares mudou-se para a entrada de um banco.
Passa um amigo seu e pergunta:
- Então passaste do cais para um banco...que loucura !?
Responde o humilde vendedor de castanhas:
- Aqui estou melhor na vida, as pessoas entram dentro do banco para levantarem dinheiro chegam aqui compram logo 3 a 4 sacos de castanhas... é só dinheiro a entrar, agora estou perto da riqueza.
O sujeito vendo a alegria do João diz-lhe:
- Já agora que estás bem empresta-me 20 €
João responde:
- Não posso camarada.
- Porra sou teu amigo, conheço-te e tu não me desenrascas...
- Não posso emprestar dinheiro porque fiz um contrato com o banco, nem eles vendem castanhas lá dentro nem eu empresto dinheiro cá fora.

SÓ ISSO ?


Rolling Stones - Route 66 (Blues in Rhythm, May 9, 1964)

O SILÊNCIO - ARNALDO ANTUNES (AO VIVO NO ESTÚDIO 2007) antes de existir computador existia tevê antes de existir tevê existia luz elétrica antes de existir luz elétrica existia bicicleta antes de existir bicicleta existia enciclopédia antes de existir enciclopédia existia alfabeto antes de existir alfabeto existia a voz antes de existir a voz existia o silêncio


O silêncio - Arnaldo Antunes (Ao vivo no estúdio 2007)


Compositor: Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown


antes de existir computador existia tevê
antes de existir tevê existia luz elétrica
antes de existir luz elétrica existia bicicleta
antes de existir bicicleta existia enciclopédia
antes de existir enciclopédia existia alfabeto
antes de existir alfabeto existia a voz
antes de existir a voz existia o silêncio
o silêncio
foi a primeira coisa que existiu
um silêncio que ninguém ouviu
astro pelo céu em movimento
e o som do gelo derretendo
o barulho do cabelo em crescimento
e a música do vento
e a matéria em decomposição
a barriga digerindo o pão
explosão de semente sob o chão
diamante nascendo do carvão
homem pedra planta bicho flor
luz elétrica tevê computador
batedeira, liquidificador
vamos ouvir esse silêncio meu amor
amplificado no amplificador
do estetoscópio do doutor
no lado esquerdo do peito, esse tambor

Folha seca

QUE QUEREM QUE DIGA - ANTÓNIO GARROCHINHO





Teresa Tarouca _ Saudade, Silêncio e Sombra


Os Grandes Negócios da Austeridade

A PAR do buraco do ozono, do aquecimento global e do derretimento das calotas polares, começam a aparecer as más notícias, as primeiras anunciadas pela eminência parda das privatizações (António Borges), e as segundas, ditas pausadamente pela eminência parda das finanças (Victor Gaspar).

Nas primeiras incluem-se a perspectiva da privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o encerramento do canal RTP2 e a privatização ou concessão a privados do canal RTP1, que os cidadãos irão continuar a financiar com o dinheiro da taxa de audiovisual cobrada nas suas facturas da energia, engordando as pobres, sacrificadas e coitadinhas das entidades privadas que vierem a ser contempladas. Neste suspeito negócio o governo garante um lucro de 20 milhões de euros a quem ficar com a RTP, o que significa que o governo garante aos outros aquilo que não consegue assegurar enquanto gestor de um serviço público, constitucionalmente consagrado. Está prometido que quando o delfim Miguel Relvas voltar a pisar triunfalmente os relvados, será ele (quem afinal tutela a comunicação social), que irá anunciar ao povo qual é o modelo adoptado para mais esta expropriação.

As segundas más notícias vieram embrulhadas no anúncio de que a execução orçamental entrou numa derrapagem de 3,9 mil milhões de euros, e que para tapar o buraco irão ser descarregadas mais medidas de austeridade sobre os trabalhadores e cidadãos contribuintes. Conforme prometido na festarola do PSD do Pontal, será o eminente e condoído primeiro-ministro que dirá ao povo, com a mão no peito e a voz embargada, como será concretizado mais este confisco. Os tratantes deste governo continuam a tentar iludirmos com as causas da crise, escondendo que tudo tem que ver com os convivas escolhidos, com os vinhos, iguarias e acepipes servidos à mesa do banquete do orçamento, mais a incompetência dos chefes de mesa, bem como o dissimulado propósito de aproveitar a maré para liquidar tudo o que tenha a ver com o estado social. Depois, fingem não perceber que é a própria imposição da austeridade que é a causa do colapso das receitas fiscais, logo geradora da impossibilidade de cumprimento da tal mirífica promessa de um défice orçamental de 4,5%. Qualquer merceeiro semi-analfabeto sabe que com empresas a fecharem as portas, estas a deixarem de ser colectadas em impostos, colocando os seus trabalhadores no desemprego, e estes por sua vez, sem rendimentos de trabalho, não podendo pagar impostos, estão reunidas as condições, não para a prometida e apressada recuperação económica já em 2013, mas sim para que a crise continue a engrossar imparável, até um ponto irreversível.

Na verdade, tudo o que este bando de gente desavergonhada vai dizendo e fazendo, fingindo que o seu propósito é a domesticação do défice orçamental e o regresso aos mercados, mais não são do que pretextos para levarem a cabo o mais desbragado empobrecimento do país e dos portugueses, a liquidação do estado social, a par do sistemático desmantelamento do tecido económico e do sector empresarial do Estado, a favor dos abutres que pairam à espreita do convite para o festim das privatizações, com os seus saldos e pechinchas. Podemos não acreditar, mas as crises e a austeridade que habitualmente lhes anda associada, sempre foram potenciadoras de óptimas oportunidades de negócio, tanto para as elites do costume, como para os outros que também querem engordar e progredir na vida, mesmo que à custa da miséria alheia.

ANTÓNIO SEGURO -RTP- SE DÁ PREJUÍZO, QUE PRIVADO A QUER COMPRAR?

Síntese - "COM O PS NO GOVERNO voltará a existir um serviço público que se seja prestado por uma televisão pública com uma gestão rigorosa e que sirva os interesses nacionais" .... "a intenção de concessionar a televisão ..."serve alguns interesses, mas não serve o pais"... SE DÁ PREJUÍZO, QUE PRIVADO A QUER COMPRAR? O serviço público é indispensável e é por isso que em todos os países da Europa há serviço público de televisão...“ESPERO QUE ESTA PROPOSTA DO GOVERNO NÃO PASSE no crivo do Presidente da República”.
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O secretário-geral do PS disse hoje, na Madeira, que quando o PS for governo voltará a existir um serviço público de televisão, considerando que a intenção de concessionar a televisão "serve alguns interesses, mas não serve o pais".
António José Seguro reagia assim à proposta governamental de concessão a privados do serviço público de televisão, anunciada pelo consultor do governo António Borges, na quinta-feira.
No final de uma visita às zonas que sofreram incêndios na freguesia de Gaula, em Santa Cruz, António José Seguro referiu que a proposta do Governo “pode servir alguns interesses, mas não serve o país nem o interesse nacional”.
“Eu quero ser muito claro: quando o PS for Governo voltará a existir um serviço público que se seja prestado por uma televisão pública com uma gestão rigorosa e que sirva os interesses nacionais”, disse.
António José Seguro manifestou ainda ter esperança que “esta proposta do Governo não passe no crivo do Presidente da República”.
Confrontado com o futuro dos centros regionais de televisão na Madeira e nos Açores, referiu que o serviço público "significa coesão nacional e esta passa também por coesão territorial e é importante que tanto na Madeira como nos Açores possa haver também um serviço público de televisão".
"Serviço público significa aumentar e afirmar a língua portuguesa no mundo e é muito importante que promova a língua e a cultura portuguesa e que não esteja dependente de critérios de mercado. O serviço público é indispensável e é por isso que em todos os países da Europa há serviço público de televisão", continuou.
Lembrou ainda que o serviço público de televisão em Portugal "pode e deve ser prestado sem que isso signifique prejuízo para a rádio e para a televisão que o presta".
"Neste momento há recursos muito claros que estão à disposição do serviço público de rádio e da RTP, as taxas que os portugueses pagam, cerca de 150 milhões de euros por ano e as receitas da publicidade, falamos de 200 milhões de euros", realçou.
"Há uma coisa que não compreendo, se a televisão e a rádio não dão lucros, acha que algum privado quer aceitar a concessão", perguntou.
António José Seguro, que se encontra na Madeira para participar na Festa da Liberdade, na Fonte do Bispo, promovida pelos socialistas madeirenses, apelou ao Governo Regional e as Câmaras Municipais para que apoiem as famílias na reconstrução das suas casas e haveres destruídos pelos incêndios.



MENOS ESTADO, MELHOR ESTADO


Regime já foi extinto mas as licenças antes concedidas mantêm-se

Estado paga 11 milhões de euros por ano a funcionários activos no privado

O Estado está a pagar 11 milhões de euros por ano em licenças a cerca de mil funcionários que saíram da Administração Pública para trabalhar no sector privado.
Há licenças superiores a 20 anos e na grande maioria dos casos o Estado paga entre 485 e 2000 euros, noticia o Diário Económico nesta segunda-feira, citando dados do Ministério das Finanças.

Há mais de uma centena de trabalhadores a receberem entre 2000 e 3000 euros e há mesmo casos de funcionários que, todos os meses, recebem uma licença extraordinária superior a quatro mil euros. O mesmo jornal diz ainda que mais de metade dos cerca de mil trabalhadores com direito a licença extraordinária tem entre 51 e 60 anos.

Os trabalhadores neste regime continuam a ter acesso aos subsistemas de Saúde, como a ADSE. O tempo de serviço e os descontos para a reforma também se mantêm válidos. E, além de receberem o salário no sector privado, ganham todos os meses um subsídio do Estado.

Este regime beneficia, sobretudo, trabalhadores que estão no escalão máximo. Embora tenha sido já revogado pelo Governo, a despesa do Estado mantém-se, pois as licenças que já tinham sido atribuídas continuam válidas até ao fim do respectivo prazo.

A licença extraordinária foi criada pelo Governo de José Sócrates para que os funcionários públicos na mobilidade especial pudessem aceitar um emprego no privado com a garantia de manterem o vínculo à função pública.
Público