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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nina Simone - Revolution

Blues Gaita (lista de reprodução)


Justiça poupou Portas porque foram três ministros do CDS a fotocopiar

A Procuradoria Geral da República vai finalmente pedir explicações a Paulo Portas sobre as 61.893 páginas de documentos fotocopiadas e levadas do Ministério da Defesa a poucos dias das eleições de 2005. Há cinco anos, o DCIAP argumentou que o facto dos ex-ministros do CDS Telmo Correia e Nobre Guedes o terem imitado "permitiu atenuar as suspeitas" e afastar Portas das investigações.

A cópia massiva de documentos do Estado para o arquivo pessoal de ex-ministros foi uma tradição iniciada pelos governantes do CDS do Governo de Durão Barroso e aceite como normal pela justiça portuguesa. Foto Paulo Cunha/Lusa

Segundo o Diário de Notícias, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) pretende encontrar "o dossiê histórico, contendo documentação relativa aos concursos que antecederam a celebração dos contratos, contrapartidas e financiamentos" do negócio dos submarinos, dado que os funcionários da empresa contratada por Paulo Portas dizem ter visto a palavra "submarinos" na lombada dos dossiês, quando depuseram nos autos do "processo Portucale".
O semanário Expresso cita os depoimentos desses funcionários, que entraram no Ministério da Defesa pela porta das traseiras num sábado à noite, a uma semana do fim da campanha eleitoral que daria a maioria absoluta a José Sócrates. Dizem que em muitas pastas havia a indicação "Confidencial" e que nas lombadas dos dossiês estavam inscrições como "Submarinos", "NATO", "Iraque" e "ONU".
Justiça não ouviu Portas porque Telmo e Nobre Guedes também levaram fotocópias
O Expresso revela ainda que o processo Portucale apurou que os outros dois ministros do CDS no XVI Governo — Nobre Guedes (com a pasta do Ambiente e do Ordenamento do Território) e Telmo Correia (com a pasta do Turismo) — também mandaram digitalizar documentos dos seus ministérios, razão pela qual o DCIAP não achou normal pedir explicações sobre a atitude de Paulo Portas, pelo menos até esta semana.
Questionado em 2007 pelo jornalista Carlos Rodrigues Lima – que investigava o caso dos submarinos então no Expresso e atualmente no Diário de Notícias – sobre a razão de Paulo Portas não ser chamado a prestar declarações sobre a digitalização desses documentos, a resposta foi de que "o apurado quanto à digitalização realizada noutros ministérios permitiu atenuar as suspeitas que recaíam sobre a digitalização realizada no Ministério da Defesa Nacional, sendo certo que, face à ausência dos suportes das gravações e de indícios de um propósito de divulgação, não se mostravam preenchidos os pressupostos da verificação de crime" de violação do segredo de Estado, noticiou esta semana o mesmo semanário.
No entanto, o artigo 316º do Código Penal, que trata da violação do segredo de Estado, não diz apenas respeito ao "propósito de divulgação". O texto do artigo diz que "quem, pondo em perigo interesses do Estado Português relativos à independência nacional, à unidade e à integridade do Estado ou à sua segurança interna e externa, transmitir, tornar acessível a pessoa não autorizada, ou tornar público facto ou documento, plano ou objecto que devem, em nome daqueles interesses, manter-se secretos é punido com pena de prisão de dois a oito anos."
Na resposta às perguntas de 2007 do jornalista, o DCIAP confirmava também não ter encontrado nenhum registo das gravações das câmeras de videovigilância do Ministério da Defesa, que poderiam identificar quem terá entrado naquela noite nas instalações para proceder e acompanhar o trabalho de digitalização dos documentos.

Afonso Dias_"Preciso um copo de vinho"

BACO – O deus do vinho



BACO – O deus do vinho

       O “VINHO”, bebida dos deuses, sempre presente na história da humanidade, manufaturada a mais de 6000 anos a.C., continua e continuará a reinar sobre a mesma por muitos e muitos séculos.

       Nessa oportunidade damos inicio junto a vocês, a uma série de artigos sobre o vinho e que intitulamos como “Bodegas”, como não podia deixar de ser, o vinho também possui o seu deus, ele é chamado de BACO. Já que falamos em BACO e em VINHO, vamos conhecer um pouco sobre os dois
.
       Baco – O deus do vinho          Baco foi o 13º. Deus do Olímpio. Na Grécia ele tinha o nome de Dioniso e Líber é o seu nome latino, quando foi adotado pelos romanos, recebeu o nome de Baco. Era o deus do vinho e do delírio místico (na verdade era um semideus já que sua mãe – Sêmelle – era humana e o seu pai era o deus olímpico Zeus - Júpiter).

Dioniso - estátua romana do séc. II exposta no Louvre
        Na mitologia grega existem várias versões diferentes e contraditórias sobre a deidade do deus do vinho. Uma das versões é que Dioniso (ou Baco para os romanos) nasceu da união entre Persefone e Zeus sob a forma de uma serpente gerando o deus cornudo Zagreu. Hera, ciumenta, persuadiu aos Titãs a atacarem o deus infante enquanto ele se olhava num espelho. Os Titãs não só o despedaçaram, como também comeram os pedaços do seu corpo, exceto o coração que Atena o resgatou.
       Atena entregou o coração a Zeus que preparou com ele uma porção com a qual emprenhou Sêmelle, que então gerou Dioniso.
       Nas lendas romanas, Dioniso tornou-se BACO, que se transforma em leão para lutar e devorar os gigantes que escalavam o céu e depois foi considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses.
       Ele é geralmente representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira e esvoaçante. Em uma das mãos carrega um cacho de uva ou uma taça e na outra, um tirso (um dardo) enfeitado de folhagens e fitas. Tem o corpo coberto com um manto de pele de leão ou de leopardo, trazendo na cabeça uma coroa de pâmpanos, geralmente é representado dirigindo um carro puxado por leões.
       Dioniso tinha um companheiro na pessoa de seu professor Sileno, companheiro fiel e grande consumidor de vinho, o qual lhe ensinou a cultura da vinha, a poda dos galhos e o fabrico do vinho e a quem é atribuído o papel de tutor do jovem deus aos hinos órficos.
       Era muito cultuado, perfeito legislador e amante da paz. Ao tornar-se adulto, apaixona-se pela cultura da vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta e seu uso.
       Instruído pela deusa Cibele, andou pelo mundo a ensinar aos homens o trato da videira e a arte de fabricar vinho. Andou pela Trácia e pela Índia, montado em um carro puxado por panteras e enfeitado com ramos de videira. Quis introduzir seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição de alguns príncipes devido ao seu sucesso.
       Os antigos pretendiam com o culto a Baco que ele propiciasse uma boa colheita de uvas. O culto era mais sentido no início da primavera e no início do outono. Em ambas as oportunidades, faziam-se festas onde não faltava o vinho. As pessoas saiam de um local e iam em grupos de povoado em povoado.
       Foi ele quem introduziu em Tébas sua terra natal os Bacanais, era algo levado tão a sério que até os presos eram soltos para participarem dos Bacanais ou Bacanális. Como o vinho era servido em grande quantidade, logo os homens e as mulheres ficavam bastante alegres e desinibidos. As roupas acabavam sendo aos poucos deixadas de lado juntamente com as inibições dando lugar a uma completa satisfação de todos os desejos e ninguém mais era de ninguém.
 O deus BACO
       A orgia que era só etílica passava a ser sexual também.
       Por essa razão, hoje se usa a palavra Bacanal para fazer referência ao sexo grupal. Quem acompanhava as festas era chamado de Bacante. Mas, as verdadeiras Bacantes são também seres mitológicos. Estavam sempre ao lado de Baco servindo-o cegamente. Elas também eram figuras míticas. Sua vida está repleta de lendas.
       Os gregos tendem a considerar Baco protetor das belas-artes, mais especialmente do teatro, a partir das representações que faziam ao darem festas em honra ao deus do vinho. O festival principal no qual as tetralogias em competição eram executadas era conhecido como Dionísia Urbana. Era um evento anual importante. O teatro de Dioniso estava situado na encosta sul da Acrópole de Atenas, com lugares para 17.000 pessoas
       Os atores das peças executadas em honra a Dioniso usam mascaras, símbolo da submersão da sua identidade na de outro. Esta perda da individualidade é demonstrada no teatro não só pelas máscaras que o atores usam, mas também pelo coro. Os membros do coro dançam e cantam em uníssono, cantando as mesmas palavras; não têm nenhuma identidade, cada um é simplesmente uma parte insignificante do todo, sem vontade individual. Toda a individualidade e força de vontade devem ser ofertadas a Dioniso, quando o deus assim o deseja.
       Já a Bíblia diz que o vinho, desde o princípio, foi criado para a alegria, e não para a embriaguez. Esse princípio pode ter ocorrido há seis mil anos, desde quando o homem aprendeu a transformar à uva em vinho.

Baco segundo o pintor Caravaggio
       O hábito de tomar vinho foi se disseminando pelo mundo graças ao estado de bem-estar que ele produz, quando tomado em pequenas doses. Até mesmo pessoas que não bebem regularmente outras bebidas apreciam e reconhecem no vinho uma bebida saudável.
       A Igreja elegeu o vinho a bebida que tem a função, durante o ritual da missa, de significar “o sangue de Cristo”. Para os cristãos, o vinho tomado pelo sacerdote durante a missa o santifica e prepara para distribuir a comunhão aos fiéis. O vinho é, portanto uma bebida “bendita”. Para compreender melhor o porquê, basta saber como ele é feito e quais as propriedades das uvas seu principal componente.

bodegas - Walter Jorge

Planeta Fantástico: o Passo São Boldo

Passo San Boldo é uma pequena passagem de montanha na região de Veneto, Itália. A passagem encontra-se no extremo sul do Alpes e liga o Belluna Val com a Mareno Val sobre uma altura de 706 m. A passagem de montanha é nomeada SP 635 e tem apenas uma pista. O trânsito é regulado por vários conjuntos de luzes, o que permite até mesmo a transposição de animais. Saiba mais na sequencia.



Há um limite de velocidade de 30 km/h e um limite de altura de 3,2 metros. Há cinco túneis escavados na rocha com curvas fechadas e seis pontes.


A estrada foi construída em 1918, em um tempo recorde de apenas três meses. Foi apelidada de "Rua dos 100 dias" por causa de seu período de construção curto.


Os trabalhadores também eram prisioneiros de guerra, idosos, mulheres e crianças da população local. Na fase final da construção 1.400 trabalhadores participaram da obra.


A construção era muito problemática, muros de contenção não foram avançando dentro do cronograma, houve deslizamentos de terra e a construção dos túneis foi complicada pelas chuvas.

Post(s) á beira mar

MAIS UMA ESPANTOSA POSTAGEM DO DESENVOLTURAS & DESACATOS - PINTURA SUPER REALISTA - FOTOGALERIA


A arte do super-realismo

Confessamos que é difícil acreditar que isso não seja uma fotografia normal de uma mulher posando para as câmeras. Pois não é mesmo! Isso é obra do  pintor norte americano David Jon Kassan, especialista em criar retratos de tamanho normal, super-realistas com tinta óleo em pinturas de parede com fantástica vivacidade. Na sequência estão apenas algumas de suas obras de arte incríveis.















FontepOST(S)S Á BEIRA MAR

Cave Houses in Turkey - Explore - BBC


10 perguntas que o PS deveria colocar aos aldrabões de serviço


( Na sequência do post anterior)
Em Julho, o PS interpelou Passos Coelho sobre os subsídios de férias do pessoal dos gabinetes. Ainda não obteve resposta. Na altura recomendei a Seguro que colocasse outras questões ao PM, para que tudo fique claro. Sem quaisquer esperanças de ver a a situação esclarecida, reformulo aqui algumas questões que o PS deveria fazer ao governo:
1- Quantos são os assessores e demais pessoal afecto a gabinetes que recebem os subsídios por debaixo da porta? Ou seja, quantos têm dissimuladamente incluído, no seu salário mensal, as prestações correspondentes ao que deveriam receber no caso de não ter havido cortes?
2- Qual o montante pago pelos gabinetes a assessores, especialistas, secretários e demais pessoal,  que alegadamente não terá recebido subsídio de férias, em despesas de representação?
3- Quais os plafonds estabelecidos para esse pessoal em gastos com cartões de crédito, telefones e outras mordomias?
4- Quantos membros dos gabinetes gozaram férias em 2011 e receberam subsídio de férias em 2012?
5- Quais os membros do governo que NÃO receberam subsídio de férias em 2012?
6- Aplicar-se-á em 2013 aos membros dos gabinetes recrutados em 2012, provenientes do sector privado, o mesmo princípio no concernente ao pagamento dos subsídios de férias?
7-Se a resposta for negativa, como justifica o governo a atribuição do subsídio este ano? E se for afirmativa, quer isso dizer que o governo persiste na teimosia de manter a desigualdade  entre funcionários públicos?
8- A lógica aplicada aos funcionários públicos recrutados ao sector privado para desempenhar funções em gabinetes, aplica-se a outros quadros da administração pública ( directores-gerais e quadros de empresas públicas?)
9- Os reformados no segundo semestre de  2011 não deveriam, pela lógica do governo, manter o direito ao subsídio de férias este ano?
10- Está o governo disposto a acabar com a iniquidade e pedir a devolução dos subsídios de férias pagos indevidamente aos funcionários públicos, como reconheceu implicitamente Vítor Gaspar?

Grupo angolano cria empresa para comprar canal da RTP

23.08.2012 - 08:08 Por Maria Lopes

Privatização de licença da RTP mobiliza interesse dos accionistas do semanário SolPrivatização de licença da RTP mobiliza interesse dos accionistas do semanário Sol (Foto: Fernando Veludo/nFactos)
 A Newshold, grupo angolano proprietário do semanário Sol, está a preparar a sua candidatura à privatização de uma frequência da RTP, tendo para isso criado uma nova empresa.
De acordo com fontes do mercado contactadas pelo PÚBLICO, a Newshold está mesmo já a contratar colaboradores para a elaboração do projecto.

Quem está a conduzir o processo dessa nova empresa é José Marquitos, que foi vice-presidente da RTP durante quatro anos e saiu em Janeiro, aquando da mudança de mandato e da redução da administração da estação pública de cinco para três elementos. Fora administrador do Sol em 2006 e 2007, e a sua contratação para director-geral para as empresas participadas foi confirmada pela Newshold ainda antes de Marquitos deixar a RTP.

Contactado pelo PÚBLICO, José Marquitos negou que esteja envolvido na preparação de candidatura do grupo de capitais angolanos à privatização de uma frequência da RTP. Admitiu que o grupo criou uma nova empresa, a Novo Conteúdo, uma espécie de intermediário entre os compradores e os vendedores de espaço publicitário em órgãos de comunicação social. Destina-se apenas a "conseguir mais eficiência em áreas como a publicidade e a distribuição para o jornal Sol", embora admita que "possa vir a ganhar massa crítica com outros títulos" e outros projectos. Porém, afirma desconhecer outros planos do accionista para a Novo Conteúdo, remetendo esclarecimentos para o administrador Mário Ramires - de quem, apesar de várias tentativas, não foi possível obter um comentário.

O objecto social da Novo Conteúdo é, no entanto, mais vasto. Além da prestação de serviços de marketing e planeamento publicitário, entre outras funções, a empresa dedica-se também à "consultoria e assessoria no desenvolvimento, implementação e acompanhamento de projectos de marketing, publicidade e comunicação". Criada em Dezembro de 2011, a empresa teve como presidente a advogada Ana Bruno - representante de investidores angolanos em 20 outras empresas, e na altura também presidente da Newshold -, que foi depois substituída por Sílvio Madaleno na sequência do caso de fraude fiscal e branqueamento de capitais conhecido como operação Monte Branco.

Além do Sol, a Newshold tem uma participação de cerca de 15% na Cofina, que edita o Correio da Manhã (CM), e uma participação residual de 1,7% na Impresa. A Cofina, que actualmente está a apostar no sector da televisão através do Correio da Manhã TV - canal generalista com forte componente informativa com lançamento em exclusivo no Meo previsto para o primeiro trimestre do próximo ano -, é o parceiro natural para a Newshold no dossier RTP. A Cofina não quis comentar o assunto.

O assunto RTP está neste momento a provocar um movimento de informações contraditórias no sector do audiovisual. Para uma parte, o cenário de candidatura de capitais angolanos - incluindo outras empresas além da Newshold - é ponto assente; para outra, a versão posta a circular é a de que ninguém de Angola estará interessado na RTP por causa das polémicas que daí poderão advir - haverá quem considere que as empresas angolanas serão mesmo inelegíveis neste processo -, e a teoria de que os 15% que a Newshold tem na Cofina poderão servir de alavancagem para uma candidatura conjunta à compra da RTP é pura especulação. O grupo do CM é o único dos grandes que não tem uma participação com peso na TV.

De olho na RTP estará também, indirectamente, a Ongoing. O negócio só seria exequível através da sua participada brasileira Ejesa, já que o grupo de Nuno Vasconcellos detém uma quota de 23% na Impresa, dona da SIC. Embora o mercado dos media atravesse uma crise, um activo retirado à RTP pode, ainda assim, ser interessante para redes internacionais como as brasileiras Bandeirantes ou Record, ou até a italiana Mediaset, que também tem canais de televisão em Espanha. Outra possibilidade é os candidatos excluídos do concurso para a atribuição do quinto canal - e que impugnaram em tribunal a decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social - voltarem agora os seus interesses para a privatização de um canal da RTP. Embora o grupo de empresários que deu origem ao consórcio Telecinco seja uma hipótese mais afastada, não é de estranhar que a Zon Multimédia se coloque no início da corrida. A Zon tem como accionista de referência a filha do Presidente angolano, Isabel dos Santos (28,8%), mas estão também na lista de accionistas Joaquim Oliveira e a Ongoing, ambos com menos de 5%.O cenário actual no mercado é de expectativa: não se sabe qual a estratégia e o modelo a aplicar neste negócio de venda de uma frequência da RTP. Uma hipótese é que a venda de uma frequência possa ficar de algum modo ligada também à alienação de boa parte dos meios de produção - uma estratégia para ajudar a criar mais-valias no bem a alienar. Ou seja, quem comprasse a frequência - e não o canal de programação - ficaria com a parte técnica (excluindo a produção de informação, como a régie), tendo depois privilégios no fornecimento de programas aos canais remanescentes no serviço público. Outra ideia em cima da mesa é que o comprador da frequência e dos meios de produção possa ficar nas instalações da RTP mediante o pagamento de uma renda - uma receita segura para a empresa.

Metrô do Porto: moderno e eficiente

Na sequencia de nossa viagem pelos subterrâneos das metrópoles do Mundo, hoje chegamos ao Metrô da Região Metropolitana do Porto, Portugal, que pelas características geográficas da região (rio, mar, montanhas) acabou por se transformar num dos principais projetos de construção da União Européia. Acontece que o Metrô do Porto contou com a construção simultânea de várias linhas a partir do ano 2000, com previsão de entrega da primeira linha em 2002, considerado por muitos um projeto irrealizável. Mas tudo correu dentro do previsto e hoje ele funciona com uma rede repartida em 6 linhas (com 8 serviços, incluindo um serviço expresso) espalhadas por sete cidades da área metropolitana: Porto, Maia, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e Gondomar. São 80 estações distribuídas por 70 km de linhas duplicadas, maioritariamente à superfície, com 9,5 km da rede enterrada. Com a ajuda das fotos do russo Ilya Varlamov vamos conhecer o moderno Metrô do Porto, com suas estações bem projetadas, túneis novos e antigos e pontes fantásticas que cortam o Rio Douro. Pode se dizer que andar no Metrô do Porto, ao contrário de outras metrópoles onde quase tudo fica no subsolo, é uma viagem maravilhosa com visuais super interessantes.
Todas as fotos deste post são em alta resolução, clique para ampliá-las. 


A primeira linha do Metro do Porto que liga Senhor de Matosinhos à estação da Trindade (linha A) foi inaugurada no dia 7 de Dezembro de 2002 pelo então primeiro ministro Durão Barroso, circulando em regime experimental no final do ano de 2002. Nesta primeira fase, a rede possuía apenas 11,8 km e 18 estações, todas de superfície, sendo o antigo túnel ferroviário da Lapa, reconvertido para a rede do metro, o único percurso subterrâneo.



No dia 5 de Junho de 2004 a linha foi estendida até ao Estádio do Dragão, pronta para o Campeonato Europeu de Futebol, a Euro 2004, que decorreu naquele ano em Portugal. A rede ganhou 3,8 km de linha e 5 novas estações no centro do Porto, em túnel subterrâneo aberto propositadamente para o metro.



No dia 13 de Março de 2005, abriu o primeiro trecho da segunda linha, a linha B, aumentando a rede em quase 7 quilômetros e 5 novas estações de superfície, ligando Pedras Rubras, a partir da Estação da Senhora da Hora já existente para a linha A, ao Estádio do Dragão. Esta nova linha usa o canal ferroviário da linha da Póvoa, aberto no século XIX, e que ligava a Póvoa de Varzim ao Porto. Uma outra nova linha, a Linha C, abriu meses depois no dia 30 de Julho chegando até ao centro da cidade da Maia, o que significou um novo aumento de 6 km de linha e 6 novas estações de superfície, parte da linha C, foi construída no antigo canal da linha ferroviária da Trofa. A partir dai todas as outras linhas foram sendo concluídas e em 2006 o projeto inicial foi totalmente entregue a população. 




Andar pelo Metrô do Porto possibilita visuais como este, na passagem pela Ponte Dom Luis I, e por vários outros pontos da Região Metropolitana. 
















Outra grande virtude do Metrô do Porto são as modernas Estações, equipadas com o que existe de melhor no sistema de vendas de ticktes e com espaço para a fluência rápida dos passageiros e visitantes.  

















E outra grande atração do Metrô do Porto são os pequenos bondes (se é que pode se dizer assim) que são cabines que transportam os passageiros em diversos níveis. É que a cidade do Porto e algumas cidades vizinhas que recebem o sistema, foram construídas em planos diferentes às margens do Rio Douro. Sendo assim, quando os passageiros precisam chegar às estações se utilizam dessas cabines. A viagem, principalmente para os visitantes, se transforma num outro passeio turístico.