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terça-feira, 14 de agosto de 2012



Chuva de meteoritos no País de Gales


Vídeo capta chuva de meteoritos no País de Gales

Um britânico conseguiu captar imagens da chuva de meteoritos Perseidas, no País de Gales. Gareth Jenkins fez um filme a partir de 230 fotos do céu do País de Gales, num processo que levou quase duas horas.
Para cada foto, ele deixou o obturador da câmara aberto por 30 segundos.
O fotógrafo contou ainda que queria capturar o espectáculo da chuva de meteoritos com a Via Láctea ao fundo. Diário Digital em 13 de Agosto de 2012




CERN revela novos dados sobre a matéria na origem do Universo
O Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) possui novos dados sobre a matéria que provavelmente existiu na origem do universo, obtidos em novas experiências realizadas com o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo.Os dados, que serão apresentados durante a conferência "Materia Quark 2012", que começa hoje em Washington, baseiam-se nos resultados obtidos em experiências realizadas com iões de chumbo no LHC durante 2011, um ano em que se multiplicou por 20 a obtenção de informação neste campo, adiantou o CERN em comunicado.Os físicos creêm que, nos instantes imediatamente posteriores ao Bing Bang, os quarks e os gluões (estruturas básicas da matéria) não estavam confinados a partículas compostas como os protões e os neutrões, tal como ocorre na atualidade.A teoria indica que, nos 20 ou 30 microssegundos que se seguiram à "grande explosão", estes componentes se moveram com liberdade num estado da matéria conhecido como "plasma de quarks-gluões".Demonstrar que esta foi a realidade nesse instante é o objetivo das experiências realizadas no último ano no LHC, essencialmente colisões de iões de chumbo, com o objetivo principal de recrear durante um momento fugaz condições semelhantes às que se deram na origem do Universo.Os cientistas do CERN examinaram cerca de um bilião destas colisões, o que lhes permitiu obter conhecimentos mais precisos das propriedades da matéria sob condições extremas que explicarão nos próximos dias na conferência na capital norte-americana."O campo da física de iões pesados é crucial para demonstrar as propriedades da matéria no universo inicial", afirmou o diretor-geral do CERN, Rolf Heuer.Na conferência "Materia Quark 2012" serão apresentadas caracterizações mais ajustadas do estado da matéria em condições mais densas e de maior temperatura obtidas em laboratório, graças a projetos do CERN e instituições associadas.O CERN recreou temperaturas 100 mil vezes mais altas do que a do interior do Sol e densidades também 100 mil vezes superiores do que uma estrela de neutrões.O CERN pode dar um novo passo para a compreensão da origem da matéria, apenas um mês depois de ter revolucionado o mundo científico ao anunciar a descoberta da partícula que muito provavelmente seja o procurado "bosão de Higgs", peça-chave para explicar o processo de formação do Universo.O "bosão de Higgs" é a partícula que daria massa ao resto das partículas e que, nessa lógica, teria permitido a formação de toda a matéria existente.Fonte:Diário Digital com Lusa


A sonda Curiosity enviou para a Terra novas imagens a cores e em alta resolução da superfície de Marte.
As imagens, divulgadas pela NASA no domingo, confirmam o que as imagens de baixa rsolução difundidas na semana passada indiciavam: a superfície do Planeta Vermelho tem grandes semelhanças com algumas regiões da Terra, nomeadamente com o deserto de Mojave, nos EUA.As espantosas imagens da cratera de Gale, onde a Curiosity aterrou, mostram ainda parte de camadas do solo que foram postas a descoberto pelos jactos de propulsão aquando da aterragem da Curiosity.


Eu me penitencio e retrato: "eles" não são iguais, só por que não sei quais são mais...


Por detrás deste sorriso, há um ar desolado mal dissimulado...

Eu me penitencio e retrato. Não podemos meter tudo no mesmo saco. Um exemplo desse não dever misturar tudo é o facto, mais que evidente, que os submarinos andam debaixo de água e os helicópteros andam lá no ar, que nuns casos se descobrem documentos e noutros não há forma de os encontrar... Me penitencio do acto de ter misturado casos não miscíveis e disso ter tornado publico, num comentário...
O que eu devia era mesmo falar, não do(s) caso(s) mas da ocasião, pois é sabido que é esta que faz o ladrão. Isso mesmo, em vez de falar deste e daquele e do outro e mais do padrinho e do enteado dele, devia era falar do sistema. Sim, do sistema. Qual natureza humana, qual tanga? Sou darwinista e quando me falam em natureza humana é como que a dizer: "deixa-os andar, não há nada a fazer, está no ADN do ser".
E o que é isso do sistema? Ah, quando surgem assim perguntas, respondo com respostas já dadas (para que se não diga que acordei agora) ou remeto para coisas a que poucos dão atenção:

Conversa avinagrada


69% dos estudantes universitários tem a intenção de emigrar

Estudo nacional realizado por associações de estudantes aponta como causas as “alterações socioeconómicas resultantes da crise financeira” e do “ajustamento orçamental”.
ARTIGO | ESQUERDA NET 

Desemprego e austeridade empurra estudantes para fora do país. Foto de Paulete Matos
Um estudo realizado pelas associações de estudantes concluiu que 69% dos universitários inquiridos tem intenções de emigrar depois de concluir os cursos.
O inquérito relativo à “Mobilidade Profissional e à Internacionalização do Emprego Jovem” revela que uma percentagem preocupante, cerca de 69 por cento dos estudantes tem intenções de se estabelecer noutros países após a conclusão dos seus ciclos de estudos, essencialmente em busca de melhores condições laborais.
O estudo foi realizado a nível nacional por associações académicas e de estudantes, e revela que a Europa é o “destino preferencial” dos jovens qualificados com intenções de emigrar, indica a Federação Académica do Porto (FAP).
A maior parte dos inquiridos considerou ainda que “não existem mecanismos informativos sobre os diversos países europeus” e que isso significa que há uma “barreira” à internacionalização do emprego.
O estudo comprova ainda que a maioria dos estudantes não realizaram qualquer programa de mobilidade internacional devido a condicionantes socioeconómicas, o que está de acordo com o elevado número de desistências do programa europeu Erasmus.
Essas mesmas “alterações socioeconómicas resultantes da crise financeira” e do “ajustamento orçamental” são as razões apontadas para a intenção de emigrar.
Recorde-se que o desemprego jovem está nos 36,4% em Portugal, segundo o Eurostat.

Nova centelha

    O assassino de Aurora. Amigos:

    Desde que Caim enlouqueceu e matou Abel sempre houve humanos que, por
    uma razão ou outra, perdem a cabeça temporária ou definitivamente e
    cometem atos de violência. Durante o primeiro século de nossa era, o
    imperador romano Tibério gozava, jogando suas vítimas na ilha de Capri,
    no Mediterrâneo. Gilles de Rais, cavalheiro francês aliado de Joana
    D'Arc, na Idade Média, um dia, enlouqueceu e acabou assassinando
    centenas de crianças. Apenas umas décadas depois, Vlad, o Empalador, na
    Transilvânia, tinha inúmeros modos horripilantes de acabar com suas
    vítimas; o personagem de Drácula foi inspirado nele.

    Em tempos modernos, em quase toda as nações há um psicopata ou dois que
    cometem homicídios em massa, por mais estritas que sejam suas leis em
    matéria de armas: o demente supremacista branco, cujos atentados na
    Noruega cumpriram um ano nesse domingo; o carniceiro do pátio escolar em
    Dunblane, Escócia; o assassino da Escola Politécnica de Montreal; o
    aniquilador em massa de Erfurt, Alemanha...; a lista parece
    interminável. E agora o atirador de Aurora, na sexta-feira passada.
    Sempre houve pessoas com pouco juízo e prudência e sempre haverá.

    Porém, aqui reside a diferença entre o resto do mundo e nós: aqui
    acontecem DUAS Auroras a cada dia de cada ano! Pelo menos 24
    estadunidenses morrem a cada dia (de 8 a 9 mil por ano) em mãos de gente
    armada, e essa cifra NÃO inclui os que perdem a vida em acidentes com
    armas de fogo ou os que cometem suicídio com uma. Se contássemos todos,
    a cifra se multiplicaria a uns 25 mil.

    Isso significa que os Estados Unidos são responsáveis por mais de 80% de
    todas as mortes por armas de fogo nos 23 países mais ricos do mundo
    combinados. Considerando que as pessoas desses países, como seres
    humanos, não são melhores ou piores do que qualquer um de nós, então,
    por que nós?

    Tanto conservadores quanto liberais nos Estados Unidos operam com
    crenças firmes a respeito do "porquê" desse problema. E a razão pela
    qual nem uns e nem outros podem encontrar uma solução é porque, de fato,
    cada um tem a metade da razão.

    A direita crê que os fundadores dessa nação, por alguma sorte de decreto
    divino, lhes garantiram o direito absoluto a possuir tantas armas de
    fogo quanto desejem. E nos recordam sem cessar que uma arma não dispara
    sozinha; que "não são as armas, mas quem mata são as pessoas".

    Claro que sabem que estão cometendo uma desonestidade intelectual (se é
    que posso usar essa palavra) ao sustentar tal coisa acerca da Segunda
    Emenda porque sabem que as pessoas que escreveram a Constituição
    unicamente queriam assegurar-se de que se pudesse convocar com rapidez
    uma milícia entre granjeiros e comerciantes em caso de que os britânicos
    decidissem regressar e semear um pouco de caos.

    Porém, têm a metade da razão quando afirmam que "as armas não matam: os
    estadunidenses matam!". Porque somos os únicos no primeiro mundo que
    cometemos crimes em massa. E escutamos estadunidenses de toda condição
    aduzir toda classe de razões para não ter que lidar com o que está por
    trás de todas essas matanças e atos de violência.

    Uns culpam os filmes e os jogos de videogame violentos. Na última vez em
    que revisei, os videojogos do Japão são mais violentos do que os nossos
    e, no entanto, menos de 20 pessoas ao ano morrem por armas de fogo
    naquele país; e em 2006 o total foi de duas pessoas! Outros dirão que o
    número de lares destroçados é o que causa tantas mortes. Detesto
    dar-lhes essa notícia; porém, na Grã-Bretanha há quase tantos lares
    desfeitos, com um só dos pais assumindo o cuidado dos filhos quanto nos
    EUA; e, no entanto, em geral, os crimes cometidos lá com armas de fogo
    são menos de 40 ao ano.

    Pessoas como eu dirão que tudo isso é resultado de ter uma história e
    uma cultura de homens armados, "índios e vaqueiros", "dispara agora e
    pergunta depois". E se bem é certo que o genocídio de indígenas
    americanos assentou um modelo bastante feio de fundar uma nação, me
    parece mais seguro dizer que não somos os únicos com um passado violento
    ou uma marca genocida.

    Olá, Alemanha! Falo de ti e de tua história, desde os hunos até os
    nazistas, todos os que amavam uma boa carnificina (tal qual os japoneses
    e os britânicos, que dominaram o mundo por centenas de anos, coisa que
    não conseguiram plantando margaridas). E, no entanto, na Alemanha, nação
    de 80 milhões de habitantes, são cometidos apenas 200 assassinatos com
    armas de fogo ao ano.

    Assim que esses países (e muitos outros) são iguais a nós, exceto que
    aqui mais pessoas acreditam em Deus e vão à Igreja mais do que em
    qualquer outra nação ocidental.

    Meus compatriotas liberais dirão que se tivéssemos menos armas de fogo
    haveria menos mortes por essa causa. E, em termos matemáticos, seria
    certo. Se temos menos arsênico na reserva de água, matará menos gente.
    Menos de qualquer coisa má – calorias, tabaco, reality shows –
    significará menos mortes. E se tivéssemos leis estritas em matéria de
    armas, que proibissem as armas automáticas e semiautomáticas e
    prescrevessem a venda de grandes magazines capazes de portar milhões de
    balas, atiradores como o de Aurora não poderiam matar a tantas pessoas
    em pouquíssimos minutos.

    Porém, também nisso há um problema. Há um montão de armas no Canadá (a
    maioria rifles de caça) e, no entanto, a conta de homicídios é de uns
    200 ao ano. De fato, por sua proximidade, a cultura canadense é muito
    similar à nossa: as crianças têm os mesmos videojogos, veem os mesmos
    filmes e programas de TV; mas, no entanto, não crescem com o desejo de
    matar uns aos outros. A Suíça ocupa o terceiro lugar mundial em posse de
    armas por pessoa; porém, sua taxa de criminalidade é baixa. Então, por
    que nós? Formulei essa pergunta há uma década em meu filme 'Tiros em
    Columbine', e esta semana tive pouco que dizer porque me parecia ter
    dito há dez anos o que tinha que dizer; e acho que não fez muito efeito;
    exceto ser uma espécie de bola de cristal em forma de filme.

    Naquela época eu disse algo, que repetirei agora:

    1. Os estadunidenses somos incrivelmente bons para matar. Acreditamos em
    matar como forma de conseguir nossos objetivos. Três quartos de nossos
    Estados executam criminosos, apesar de que os Estados que têm as taxas
    mais baixas de homicídios são, em geral, os que não aplicam a pena de
    morte.

    Nossa tendência a matar não é somente histórica (o assassinato de
    índios, de escravos e de uns e outros na guerra "civil"): é nossa forma
    atual de resolver qualquer coisa que nos inspira medo. É a invasão como
    política exterior. Sim, lá estão Iraque e Afeganistão; porém, somos
    invasores desde que "conquistamos o oeste selvagem" e agora estamos tão
    enganchados que já não sabemos o que invadir (Bin Laden não se escondia
    no Afeganistão, mas no Paquistão), nem porque invadir (Saddam não tinha
    armas de destruição massiva, nem nada a ver com o 11-S). Enviamos nossas
    classes pobres para fazer matanças, e os que não temos um ser querido
    lá, não perdemos um só minuto de um só dia em pensar nessa carnificina.
    E agora, enviamos aviões sem pilotos para matar (drones), aviões
    controlados por homens sem rosto em um luxuoso estúdio com ar
    condicionado em um subúrbio de Las Vegas. É a loucura!

    2. Somos um povo que se assusta com facilidade e é fácil de ser
    manipulado pelo medo. De que temos tanto medo, que necessitamos ter 300
    milhões de armas de fogo em nossas casas? Quem vai machucar? Por que a
    maior parte dessas armas se encontra nas casas de brancos, nos subúrbios
    ou no campo? Talvez, se resolvêssemos nosso problema racial e nosso
    problema de pobreza (uma vez mais, somos o número um com maior número de
    pobres no mundo industrializado) teria menos pessoas frustradas,
    atemorizadas e encolerizadas estendendo a mão para pegar a arma que
    guardam na gaveta. Talvez, cuidaríamos mais uns dos outros (aqui vemos
    um bom exemplo disso).

    Isso é o que penso sobre Aurora e sobre o violento país do qual sou
    cidadão. Como mencionei, disse tudo nesse filme e se quiserem, podem
    assisti-lo e partilhá-lo sem custo com os demais. E o que nos faz falta,
    amigos meus, é valor e determinação. Se vocês estão prontos, eu também.

    *[*] Cineasta e escritor estadunidense


Revolução Russa - 1917

Olá,
Iremos iniciar um novo capítulo cujo tema é a Revolução Russa. Antes de entrarmos nos conteúdos do material didático, gostaria de apresentar-lhes algumas características da Rússia antes da eclosão do movimento revolucionário de 1917.
Abaixo você encontrará textos sobre o tema, além de vídeo e links que os levarão a outros sites com informações sobre o assunto. Algumas atividades também são apresentadas, siga todas as orientações.
Click em comentários, ao final da postagem, e registre suas dúvidas, ele será nosso canal de comunicação. é através dele que tentarei esclarecê-las.

O CONTEXTO EUROPEU DO SÉCULO XIX E AS IDÉIAS SOCIALISTAS
O século XIX foi marcado por várias transformações econômicas, políticas e sociais, que tiveram profundo impacto no destino das nações européias. O avanço no processo de produção ocasionado pela Segunda Revolução Industrial trouxe consigo novas necessidades, como a abertura de novos mercados consumidores.
Como conseqüência do avanço industrial ocorreram também mudanças na estrutura social. A burguesia e nobreza formavam as classes dominantes, seguida pela média e pequena burguesia. Na base da pirâmide social encontravam-se o proletariado e o campesinato. As péssimas condições em que viviam os trabalhadores refletia a má distribuição da riqueza, provocando o distanciamento entre as classes sociais.
Neste contexto, a classe operária começou a se organizar sob forte influência das correntes socialistas que ganhavam forma naquele século. Idéias dos Socialistas Utópicos, anarquistas e comunistas ganhavam espaço na luta do proletariado. Mas foi com o Socialismo Científico de Karl Marx e Friederich Engels, com suas críticas ao modelo capitalista de produção e ao regime político liberal defendido pela burguesia que a luta do movimento operário ganharia novos contornos.
Marx e Engels, buscando entender as origens das desigualdades sociais existentes na sociedade daquela época, identificaram a existência da luta de classe e a necessidade de uma revolução social para mudar o quadro de exploração reinante. Em várias partes da Europa estas idéias foram bem recebidas pelos operários, que passaram a tê-la como principal orientação em sua luta por uma sociedade mais justa. Na Rússia, devido ao grave quadro social, estas idéias tiveram forte penetração.


A Rússia Pré-Revolucionária

O Império Russo tinha características particulares em sua estrutura política, econômica e social

Acesse o link abaixo para ter mais informações sobre este períoso da história da Rússia.
Identifique as principais características deste período e as registre em seu caderno.


O texto abaixo apresenta mais detalhes do quadro sócio, politico e econômico da Rússia antes da revolução de 1917.
A CRISE DO CZARISMO
Os fatores históricos e sociais que fizeram possível a Revolução de Fevereiro de 1917, prólogo da revolução de Outubro dirigida pelo Partido Bolchevique oito meses mais tarde, têm suas raízes fincadas nas profundas contradições da Rússia czarista, um típico país camponês que se incorporou à cadeia da economia capitalista mundial somente no final do século XIX, quando os países capitalistas mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte já haviam ingressado na fase imperialista.
O desenvolvimento capitalista da Rússia foi favorecido por investimentos de capitais originários da França, Inglaterra e Alemanha, que afluíram massivamente ao império dos czares entre 1880 e 1900, possibilitando uma rápida transformação na economia e na sociedade russa. Entretanto, o vigoroso desenvolvimento industrial que concentrou grandes fábricas nos principais centros urbanos, se fez de tal forma que as mais avançadas estruturas e técnicas do capitalismo coexistiam e completavam-se com o atraso econômico no campo, onde ainda imperavam relações semifeudais (a servidão feudal só foi abolida em 1861) e a concentração de terras nas mãos de um punhado de latifundiários. Dessa forma, manifestavam-se na Rússia todas as contradições características dos países capitalistas de desenvolvimento desigual e combinado.
No início do século XX a Rússia possuía a maior população da Europa, 174 milhões de habitantes. Destes, cerca de 80% ainda viviam no campo. A maior parte das terras estava em mãos de uma minoria de 30.000 latifundiários, enquanto milhões de camponeses pobres viviam miseravelmente em pequenas propriedades e outros tantos não possuíam nenhuma terra, vendo-se obrigados a trabalhar como operários agrícolas nas terras dos latifundiários. Esta situação condenava os camponeses à pobreza, à miséria e à fome, conduzindo a revoltas periódicas que eram violentamente reprimidas pela autocracia czarista.
A dissolução das relações feudais no campo e o desenvolvimento da grande indústria lançaram uma parcela significativa dos camponeses nos centros urbanos, dando origem a um jovem e combativo proletariado fabril de aproximadamente 10 milhões de operários; um proletariado muito concentrado (as fábricas com mais de 1.000 operários empregavam 41,4% da classe operária russa) que, tendo rompido bruscamente com suas velhas relações sociais, estava aberto para as idéias revolucionárias mais avançadas.
A opressão que a autocracia czarista exercia sobre uma multidão de povos e nações que constituíam o império russo era outro fator que alimentava as contradições da sociedade. As lutas de libertação nacional de polacos, finlandeses, ucranianos, letões, lituanos, muçulmanos, etc., que sofriam a opressão nacional nas mãos da casta dominante grã-russa, tiveram um papel muito importante no processo revolucionário russo e acertaram golpes mortais contra a monarquia czarista.
Fonte:http://www.geocities.com/lbi_br/rmr1002.html
O texto abaixo foi retirado da Wikipedia, leia e entenda como se organizaram os grupos que faziam oposição ao regime czarista russo. Conheça os Bolcheviques e os Mencheviques,estes dois partidos serão os protagonistas dos acontecimentos na Rússia, em 1917.
A Oposição política -partidária ao Czar Nicolau II
Em 1898, foi fundado o Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR).
Na sua origem, os sociais-democratas eram socialistas marxistas. Por ocasião de um congresso realizado em 1903, o Partido Social-Democrata dividiu-se em duas facções quanto à tática a ser adotada: a maioria, bolchinstvo, e a minoria,menchinstvo. Daí procedem os nomes bolcheviques emencheviques, isto é, "membros da maioria" e "membros da minoria", respectivamente. Essas duas alas tornaram-se dois partidos distintos, ambos reivindicando para si o nome de "Partido Operário Social-Democrata Russo" e dizendo-se igualmente marxistas. Desde a Revolução de 1905 que os bolcheviques passaram a ser minoria; conservaram, contudo, o mesmo nome que os vinha designando até então. Somente em setembro de 1917 é que os bolcheviques readquiriram a posição de maioria.
Assista imagens raras de Lenin, líder Bolchevista.

 

Imagens raras de Lenin



Personagens da Revolução

Alexander Kerensky

Aleksandr Fyódorovich Kérensky (Russo: Алекса́ндр Фёдорович Ке́ренский, Aleksandr Fyódorovich Kérenskij) (Simbirsk, 4 de Maio de1881 [22 de Abril no calendário juliano] - Nova Iorque11 de Junho de1970), político social-democrata e advogado, foi o segundo e últimoprimeiro-ministro do Governo Provisório Russo, exercendo o cargo entre 21 de Julho e 8 de novembro de 1917. Como líder revolucionário russo, desempenhou um papel primordial na queda do regime czaristana Rússia. Foi um dos líderes da Revolução de Fevereiro, mas não pôde evitar a Revolução de Outubro, quando os bolcheviques tomaram o poder.

Fonte:wikipedia

Vladimir Lenin

Vladimir Lenin foi um revolucionário russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa de 1917, líder do Partido Comunista, e primeiro presidente do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética. Influenciou teoricamente os partidos comunistas de todo o mundo. Suas contribuições resultaram na criação de uma corrente teórica denominada Leninismo.

Seu pai foi Ilia Ulyanov foi um funcionário liberal, do tipo estritamente apolítico. Era inspector das escolas da Província de Simbirsk, e um homem religioso, que apoiava as reformas de Alexandre II e que aconselhava a juventude a não cair no radicalismo. Seu posto na hierarquia era elevado, o que - diante das regras estabelecidas por Pedro, o Grande, segundo a qual a posse de alto cargo público equivalia à nobilitação - lhe conferia o direito de ser tratado por "Sua excelência" na burocracia czarista.
Para saber mais sobre Lenin acesse o link abaixo
Imagens raras de Lenin

Trotsky, um dos dirigentes mais importantes da Revolução Russa


Leon Trotsky, revolucionário comunista, foi o segundo dirigente mais importante da Revolução Russa de 1917. Ao lado de Lênin, iniciou a construção daquilo que deveria ter sido o primeiro Estado socialista no mundo.

Trotsky nasceu em Ianovka, Ucrânia, em 1879. Seu verdadeiro nome era Lev Davidovitch Bronstein, de origem judaica e de família abastada. Aos 16 anos iniciou sua participação política como social democrata, contra a autocracia czarista, e dois anos depois foi preso e exilado na Sibéria. Em 1902 fugiu do exílio e em Londres conheceu Lênin.
Ao voltar para a Rússia, participou ativamente da Revolução de 1905, quando foi preso novamente por liderar o soviete de São Petersburgo, mas fugiu em 1907. Foi escritor e editor revolucionário na Europa ocidental por 10 anos. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi expulso da França e da Espanha, seguindo então para Nova York, EUA, onde recebeu a notícia da queda do czar em 1917.
Retornou à Rússia onde, em Outubro (novembro pelo calendário ocidental) de 1917, os bolcheviques liderados por Lênin e Trotsky derrubam o governo provisório e o proclamam o primeiro Estado Operário da História.

Trotsky foi responsável pela organização do exército vermelho, milícia formada principalmente por operários, que foi fundamental para a tomada do poder e por sua manutenção, na luta contra "os brancos".
De 1918 a 1921 exerce o cargo de Comissário do Povo para a Guerra. Em 1923 aprofunda-se a cisão entre Stálin e Trotsky, provocada pela crescente burocratização de Stálin e por sérias divergências políticas relacionadas a questão da autodeterminação da Geórgia. Com a morte de Lênin em 21 de janeiro de 1924, começa no Comitê Central do Partido Bolchevique o processo de calúnia e difamação de Trotsky promovido por Stálin e seus 2 principais aliados Kamenev e Zinoviev. Em 1925, Trotsky é proibido de falar em público, e em 1929 é banido da União Soviética, por ordem de Stálin.
Vai para o exílio na Turquia onde fica até 1933. Depois, França até 1935, e Noruega até 1937. Chega ao México em 9 de janeiro de 1937. Escreve um dos seus mais importantes livros "Programa de Transição", que é o programa de fundação da IV Internacional em 1938. Amando de Stálin, é assassinado por Ramón Mercader, em 20 de agosto de 1940. Trotsky deixou, na história, a imagem de um incansável batalhador pela revolução.

Fonte: HistoriaNet


Josef Stalin (GoriGeórgia18 de dezembro de 1878 — Moscou5 de março de 1953) foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comité Central a partir de 1922 até a suamorte em 1953, sendo assim o líder de facto da União Soviética. Seu nome de nascimento era იოსებ ბესარიონის ძე ჯუღაშვილი (Ioseb Besarionis Dze Jughashvili) em georgiano e Ио́сиф Виссарио́нович Джугашви́ли (Ióssif Vissariónovich Djugashvíli) em russo. Emportuguês seu nome é referido algumas vezes como José Estaline.Embora Stalin tivesse uma certa influência dentro do Partido Bolchevique[carece de fontes?] aumentou-a ainda mais partir de1928, que deixou-o com um grande poder - tornando-se o líder partidário e de facto, o ditador do seu país, com pleno controle daUnião Soviética e do seu povo. Os falhos programas de industrialização e colectivização na década de 1930 e sua campanha de repressão política custaram a vida de milhões de pessoas.
Sob a liderança de Stalin, a União Soviética desempenhou um papel decisivo na derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e passou a atingir o estatuto de superpotência, e a expandir seu território, para um tamanho semelhante ao do Antigo Império Russo.
Fonte:Wikipedia
CYBERHISTÓRIA

FABULOSO ! VEJA AQUI NO DESENVOLTURAS & DESACATOS UM ARTISTA DO OUTRO MUNDO ! PINTURAS QUE PARECEM REAIS - INCLUI VIDEO


É difícil de acreditar...

Interessante essa mulher nua envolta numa película transparente, numa imagem hiper-realista, não? Pois é, eu só acreditei depois de ver o vídeo, que aliás, está lá no final deste post. Essa mulher não existe. Isso é uma pintura e a película também faz parte dela. Quem criou isso? Um geniosinho americano que migrou para a Austrália aos 3 anos chamado Robin Eley. Quando jovem Robin retornou aos Estados Unidos onde desenvolveu seus estudos na Califórnia e se especializou em pinturas realistas com tinta a óleo. Hoje, aos 34 anos, voltou a morar na Austrália com sua esposa Rachel. Neste post tem vários de seus trabalhos. Cada um mais interessante que o outro. Confira!
















post(s) á beira mar


Como rentabilizar um negócio ruinoso? Escolha bem o sócio!!

TEMOS QUE CONCLUIR QUE: MELHOR NEGÓCIO DO QUE INVESTIR NUM PROJECTO RENTÁVEL É INVESTIR NUM NEGÓCIO RUINOSO MAS EM PARCERIA COM OS OTÁRIOS DO ESTADO. NÃO ACREDITA? ENTÃO VEJA A LISTA QUE SE SEGUE E INDIGNE-SE...

Algumas "compras" ruinosas, para o estado, foram travadas... outras foram e serão levadas a cabo. 


AEROPORTO DE BEJA
Em novembro de 2010, um relatório da auditoria do Tribunal de Contas (TC) divulgou que o encargo público com aquele que foi apelidado de "aeroporto low cost" pelo ex-ministro das Obras Públicas Mário Lino já é de quase €35,4 milhões, mais €1,3 milhões do que os €34,1 milhões previstos em 2006. O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, contrapõe que "o investimento público realizado para a abertura daquela pista foi de cerca de €30 milhões (cerca de 10% inferior ao previsto), encontrando-se a obra já finalizada". O relatório do TC avança que "será necessário despender mais €39 milhões (total de €74 milhões) para operacionalizar o aeroporto" e "dar cobertura a défices de exploração" da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) até 2015.  Expresso
O estado paga os prejuízos e oferece o negócio ruinoso à ANA /estado 
"Jorge Pulido Valente, que é acionista e preside à assembleia geral da EDAB, mostrou-se preocupado “com o facto de a EDAB estar sem dinheiro para pagar os salários dos funcionários e assegurar as despesas correntes”. Os acionistas minoritários defendem que, “terá que ser o Estado”, enquanto acionista maioritário, “a assumir o pagamento dos salários dos funcionários e as despesas correntes” da empresa.“Não faz sentido serem os outros acionistas, que não o Estado, a entrar com capital” para pagar os salários dos funcionários e as despesas correntes da EDAB, disse Jorge Pulido Valente."  fonte 
Não resultou?? Que pena...  o estado compra a sucata e o prejuízo!!!

AUTOESTRADAS
Nove das 25 autoestradas eram dispensáveis. Apresentam um Tráfego Médio Diário (TMD) inferior a 10 mil unidades. Este é o critério internacional utilizado para avaliar a necessidade de uma autoestrada. Consultando os dados do INIR - Instituto das Infraestruturas Rodoviárias (março de 2010) concluiu-se que quase um terço da rede (700 km) não cumpre o critério do tráfego. A A6 (Marateca-Elvas-Fronteira) e a A13 (Almeirim-Marateca) são as que têm um TMD mais reduzido. Nos últimos troços da A6 circulam pouco mais de 2000 veículos por dia. A média é de 4947. A A13 (80 km) só se justifica em agosto. Nos restantes meses do ano, o TMD é reduzido em toda a extensão. A média é de 3359. Numa análise por troços, verifica-se que o valor mínimo está na A10 (Bucelas-Benavente). No último troço, o TMD é inferior a 1900 veículos. No conjunto, a média é de 6428. E, todavia, tem três faixas em cada sentido.

Os estudos são claros, 9 das estradas não são úteis nem rentáveis. Adivinhem quem vai pagar o que falta para que sejam rentáveis? Mesmo nas que obtenham lucro o estado comprometeu-se a pagar, aos privados, um lucro fixo, esses lucros garantidos negociados a favor dos privados rondam os 14%. Quem inventou um negócio destes merecia o prémio Nobel, aliás 2 prémios...  Da traição contra o estado que representa, e o prémio Nobel do Chico Esperto que sabe muito bem lixar os inocentes, que não têm quem os represente ou defenda - o Zé Povinho. 
Mais uma vez os governos negociaram de forma a que o estado fique com o risco e o prejuízo, e os privados fiquem apenas com o "ouro".
Há ainda que realçar que este estudo foi realizado em 2011 e que actualmente o quadro é ainda mais negro, pois devido ao empobrecimento dos portugueses, as estradas estão a perder cada vez mais utentes.

PORTUGAL LOGÍSTICO
Durante 2011, o secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, deverá reavaliar os projetos de logística lançados pela equipa ministerial anterior. Essa rede nacional - designada Portugal Logístico - tinha programado a construção de 13 plataformas logísticas, de norte a sul. Mas, tal como foram projetadas, essas plataformas estão sobredimensionadas para o volume de trocas que existe no sector logístico e o que se espera agora é que o Governo apresente uma nova versão mais adaptada à realidade do país. As duas maiores plataformas são as do Poceirão (gerida pela sociedade LogZ - Atlantic Hub, liderada pelos brasileiros da Odebrecht em associação com a Mota-Engil) e de Castanheira do Ribatejo (a Logisticspark Lisboa, liderada pelo grupo espanhol Abertis). O Banco Europeu de Investimento (BEI) ficou de disponibilizar cerca de €60 milhões para o Poceirão.

METRO DO MONDEGO
Metro do Mondego é um projeto que aguarda a luz do dia há mais de 30 anos. Uma avaliação recente aponta para um custo de €450 milhões, repartido pelas três autarquias (que terão de assegurar 40% das verbas, ou seja, €180 milhões). Este valor é considerado pelo Governo como excessivo para a situação financeira atual do Estado. Este projeto foi integrado na Rede Ferroviária Nacional (Refer) e agora aguarda-se uma nova redução do investimento total, devido ao recurso a soluções menos onerosas.

METRO SUL DO TEJO
Temos que concluir que : Melhor negócio do que investir num projecto rentável é investir num negócio ruinoso mas em parceria com os otários do estado. 
Depois de o Governo ter procedido à recente extinção do Gabinete do Metro Sul do Tejo e de ter passado as respetivas competências para a Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa, juntamente com a Rede Ferroviária Nacional (Refer), quer proceder agora à reavaliação do contrato de concessão do MST. O seu plano de expansão terá de ser analisado à luz das regras de racionalidade financeira e ponderado entre os ministérios das Obras Públicas e das Finanças. Mesmo assim, o Governo procedeu recentemente ao pagamento de indemnizações compensatórias que estavam pendentes e que, no segundo semestre de 2010, chegaram a colocar em risco a manutenção dos seus serviços.
Em termos de encargos para as gerações futuras, o Metro Sul do Tejo é "porventura o projeto mais grave neste momento", afirma Carlos Moreno, juiz jubilado do Tribunal de Contas  "O Estado aceitou projeções de tráfego completamente irrealistas, ao validar e acordar com a concessionária um tráfego de 80 mil passageiros diários. A realidade veio demonstrar que o tráfego efetivo não ia além de 35 mil passageiros. Este surrealista erro de previsão está a custar aos contribuintes cerca de €8 milhões anuais, com tendência para crescer nos próximos anos", acrescenta. Expresso
"A concessão do Metro Sul do Tejo vai ser renegociada em 2011. Conforme previa o contrato de concessão estabelecido entre o Estado e o agrupamento privado liderado pelo grupo Barraqueiro, as duas partes deveriam reavaliar o negócio caso as receitas previstas não fossem atingidas ao fim dos primeiros três anos de operação desta PPP - Parceria Público-Privada. Um cenário que se concretizou.fonte
Ou seja mais uma vez negoceiam de forma a que o estado fique com o lixo, se desse lucro certamente teriam retirado o estado do negócio, mas como foi um fracasso, oferecem ao estado??? Onde é que é permitido negociar desta forma? na Etiópia? E apenas quando o lesado é analfabeto? 
"O valor total das responsabilidades do Estado aproximar-se-á dos 500 milhões de euros, quando contabilizados os encargos com o défice de tráfego nos próximos 20 anos (140 milhões), os investimentos na rede (283 milhões) e no material circulante (55 milhões) e ainda as compensações por todos os investimentos de capital e juros de suprimento efectuados pelo privado, cujo montante a concessionária não revelou." 
De acordo com o TC, «se se constatar que durante os três anos civis completos o volume de tráfego não atingiu, em cada um desses anos, o limite mínimo da banda de tráfego de referência, a concessionária terá o direito de exigir que seja resgatada a concessão». 
Este é exactamente o cenário actual. «Com efeito», lê-se no relatório, «verificou-se que o tráfego real em 2009 e em 2010 representou 28,1% e 33,2% do limite mínimo da banda de tráfego de referência. O mesmo sucede com as previsões da concessionária para 2011, que prevêem um tráfego de 36,3% do limite mínimo da banda de tráfego».
O Governo tem de finalizar, até Fevereiro, a renegociação que ainda não começou sequer. «Ainda não fomos contactados sequer, por estranho que pareça», refere o administrador do grupo Barraqueiro.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, disse ao SOL que uma comissão de renegociação está a trabalhar no dossier. «É objectivo do Governo terminar o processo de renegociação ainda este ano», respondeu o governante, por escrito. O secretário de Estado admite que um dos pontos centrais da renegociação será «reduzir os encargo que recaem sobre todos os contribuintes». Uma visão partilhada por José Luís Brandão, da Barraqueiro.
Para isso deverá ser reduzida a banda de tráfego de referência – 80 mil passageiros diários –, pois o Estado paga 7,5 milhões por ano em indemnizações compensatórias devido à diferença entre este tráfego estimado e tráfego real. Um aumento dos preços será inevitável. Por outro lado, tal como disse em entrevista ao SOL, publicada em Julho, Brandão converge com o Governo na necessidade de se cortar nas frequências e acabar com o transporte a partir das 22 horas, «pois há pouca gente a andar e quem anda não paga». Fonte
7,5 milhões ao ano, garantidos ao privado... mais um negócio interessante para os contribuintes!
SATU OEIRAS
Depois de a Câmara Municipal de Oeiras se ter mostrado disponível para assumir a totalidade do SATU - continua por definir o futuro da estrutura acionista da empresa, que é detida a 51% pela autarquia e a 49% pela Teixeira Duarte. Em causa está o prejuízo de €17,3 milhões que a ligação entre a estação ferroviária de Paço de Arcos e o centro comercial Oeiras Parque tem acumulado e que tem sido suportado pelo parceiro privado desde o início da exploração, em 2004. "A razão dos resultados negativos deve-se, essencialmente, ao facto de o atual trajeto, construído e em exploração ter apenas 1,2 km, quando o sistema tem por objetivo um trajeto final de cerca de 11 km, que é a ligação de Paço de Arcos ao Cacém, ligando as duas linhas ferroviárias (Lisboa-Cascais/ Lisboa-Sintra)", explica Miguel Costa, presidente do conselho de administração da empresa. Expresso

"Na reunião da Assembleia Municipal foram apreciadas três propostas sobre a empresa municipal SATU(O), anteriormente aprovadas pela Câmara. A empresa SATU(O) é uma sociedade em que a Câmara tem 51% do capital e a Teixeira Duarte (TD) tem, apenas, 49%. Em contrapartida a TD tem dois administradores e a Câmara, apenas, um. Convém referir que as decisões são tomadas, por maioria de dois terços do Conselho de Administração (CA), ou seja as deliberações da empresa estão nas mãos da TD. 
(Logo aqui os privados a serem priviligiados, se o estado detem o maior capital, porque razão são os privados a ter mais administradores com peso nas decisões a tomar? POIS...) 

Sobre a situação financeira o Bloco de Esquerda apresentou as seguintes questões:
- Já se acumularam 15 milhões de euros de prejuízos até ao final do primeiro semestre de 2009;
- Em 2009 as receitas diminuíram 3% (em 2006 já tinham diminuído 50 %);
- Em 2009 as despesas aumentaram 4 % (em 2007 já tinham aumentado 17 %);
- O SATU(Ocusta 10 mil euros por dia, com as receitas já incluídas.

Relativamente ao Pessoal informou o seguinte:
- O presidente do (CA) recebe, desde 2007, 50 mil euros por ano;
- No primeiro semestre de 2009 foram pagos ao presidente do CA e aos quatro trabalhadores do SATU(O) prémios e incentivos em valor superior a 10 mil euros.

No que diz respeito a Suprimentos e Dívidas à TD, o Bloco de Esquerda prestou as seguintes afirmações:
- Estão 1 milhão e 850 mil euros por pagar à TD registados como dívidas a terceiros (dívidas de médio e longo prazo);
- Em 2009 foram transferidos mais de 2 milhões de euros à TD para equilíbrio das contas de 2008 e 2009;
- Em 2009 estão 830 mil euros em dívida à TD e registados como dívidas a terceiros (dívidas de curto prazo);
- Em 2009 estão 62 mil euros em dívida à TD e registados como dívidas a fornecedores.
TD exige 21 milhões de euros pela construção da primeira fase, relativo a prestações acessórias – valor estipulado pela própria TD – e que diz respeito a obras de construção, valor esse que nunca foi avaliado em termos de mercado.
Em 2010 está previsto que sejam gastos 4 milhões e 700 mil euros em material circulante.
São precisos mais 37 milhões e 600 mil euros, a preços de 2004, para construir a segunda fase. Este valor, a preços actuais, será superior a 60 milhões de euros.
É de notar que a SATU(O) não gera dinheiro porque os passageiros são raros.
A TD é o sócio que apresenta facturas sem cálculos e que cobra juros a uma taxa de 7,7%, taxa esta superior à do mercado. Ou seja a TD, além de parceiro da Câmara, é o banco que financia a empresa.
Conclui o Bloco de Esquerda que a empresa SATU(O), com 2 milhões de euros de capital e com tantos milhões de euros de prejuízos e de dívidas, está em falência técnica.

Porque é que esta empresa é um fiasco?
Os motivos são os seguintes:
- Em Oeiras não há plano de mobilidade que permitisse concluir que aquele meio de transporte teria passageiros;
- Não houve estudo de viabilidade económica que garantisse o retorno financeiro do investimento;
- Tem graves problema técnicos, facto confirmado em todos os Relatórios de Gestão nos quais se afirma que, no ano seguinte, resolver-se-ão os problemas de alguns componentes fundamentais;
- O facto de ser um elevador só cria dificuldades (deveria ser um veículo eléctrico tal como acontece com o metro do Porto ou o metro da margem sul).
Como se resolve o problema?
Só há uma solução. Transforma-se o Conselho de Administração em Comissão Liquidatária e encerra-se a empresa SATU(O).
Assim se acaba com a utilização para este fim das receitas do IMI, IMT, imposto sobre veículos e aqueles “brindes” que os cidadãos e as cidadãs oferecem quando pagam a factura da água. FONTE

10 estádios
"Os estádios do Euro 2004 são o caso mais dramático. Foram, desde o início, uma ideia abstrusa - pensar em construir 10 estádios de raiz - e estão a arruinar as respetivas câmaras municipais", afirma o economista João César das Neves. Em alguns destes estádios "o volume de receitas geradas é claramente insuficiente para fazer face às despesas de exploração e manutenção e, por isso, os municípios envolvidos têm necessidade de recorrer a avultados meios financeiros para responder aos défices de exploração", acrescenta Carlos Moreno.


"O economista Augusto Mateus voltou no final da semana passada a defender a demolição de cinco dos estádios do Euro 2004: Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro/Loulé. De acordo com o antigo ministro da Economia, estes cinco estádios são um luxo demasiado caro para estas cidades, sobretudo porque o seu estado normal é vazio. Ao todo, são mais de 13 milhões de euros que seis autarquias pagam, anualmente, à banca pela amortização e juros das dívidas contraídas pela construção dos estádios.
“A construção dos estádios foi uma precipitação, uma opção pelo presente. Estes projectos foram derrotados, não têm viabilidade”, explicou Mateus ao DN. fonte
Portugal campeão das PPP
Segundo as contas de Carlos Moreno, em finais de 2009, tomando por referência o volume dos empréstimos, Portugal, com €1,559 mil milhões, tinha já contratado três vezes mais PPP do que a França e 23 vezes mais do que a Itália. É, assim, o país com maior percentagem de PPP em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Orçamento do Estado.
Há um ano, estimava-se que os encargos com as PPP em execução, a pagar pelas gerações futuras, superasse os €48 mil milhões. "Se a estes se somassem encargos com projetos de PPP previstos e decididos lançar, aquele montante ultrapassaria os €50 mil milhões. E no período de 10 anos, de 2013/14 a 2023/24, representariam um encargo médio anual de mais de €1600 milhões", estima Carlos Moreno.
Durante mais de 10 anos, adianta Carlos Moreno, as PPP foram decididas e negociadas sem legislação específica que impusesse, por exemplo, uma adequada partilha dos riscos. "Assistiu-se ao lançamento de projetos PPP sem avaliação nem justificação prévias das respetivas vantagens para o erário público, em relação à opção tradicional de financiamento direto. As SCUT foram lançadas sem qualquer avaliação preliminar do respetivo custo-benefício", exemplifica. expresso

O centro de estágios do Olival
Em Vila Nova de Gaia, o centro de estágios tem cinco campos de futebol, bancada para duas mil pessoas, ginásio e centro de imprensa. A Câmara de Gaia pagou 1,5 milhões de euros pelos terrenos e em 2004 a Inspecção Geral de Finanças revelou numa fiscalizaçãoque a autarquia de Luís Filipe Menezes tinha pago a totalidade dos custos do centro de treinos: 16 milhões de euros. O FC Porto, que desde 2002 usa o espaço, conseguiu assegurar o direito de superfície dos terrenos por 50 anos e paga apenas uma renda mensal de 500 euros, revela o ‘Negócios'. CM

Estádio do Leixões e do Leça
O negócio ainda não se concretizou, mas só o facto de saber que é permitido pensar sequer "investir" dinheiro público de forma claramente ruinosa, já é preocupante e um sintoma dos políticos que temos. É urgente denunciar para se poder colocar um travão naqueles que compram toda a sucata falida com o dinheiro dos impostos dos portugueses, e vendem o "ouro"  por uma bagatela...
Câmara de Matosinhos pretendia comprar 2 estádios de futebol por cerca de 6 milhões de euros.
As intenções foram travadas pelo TC mas o autarca que gere o dinheiro dos cidadãos, deixou bem claro as suas intenções quanto ao destino que pretendia dar a 6 milhões de euros dos contribuintes, com o único intuito de favorecer clubes de futebol.  

"Narciso Miranda, vereador independente na Câmara Municipal de Matosinhos, apelidou de “imoral, chocante e uma afronta aos pobres” a intenção da autarquia de comprar os estádios de futebol do Leixões e Leça. O presidente da Câmara de Matosinhos Guilherme Pinto (PS) anunciou a intenção de municipalizar os dois estádios penhorados por dívidas fiscais. Só o estádio do Leixões, penhorado pelas Finanças por uma dívida total de 209.700 euros de IRC e de IRS, foi colocado à venda em hasta pública por 3,02 milhões de euros, enquanto o Leça deve mais de 5 milhões de euros às Finanças, à Segurança Social e a outros credores. O principal é o BPN, que detém a penhora do estádio.
“Há fome em Matosinhos e esta decisão é uma afronta a quem vive mal, aos desempregados, e um insulto aos novos pobres. É imoral e chocante. A compra dos estádios não obedece a nenhuma estratégia, não resulta de nenhuma política de desporto, apenas a uma decisão avulsa sustentada em interesses e promiscuidade nas relações entre politica, futebol, construção civil."  fonte

"O estádio do Leça, cujo negócio tem contornos que precisam de ser muito bem esclarecidos, vejamos: o Leça tem uma dívida ao BPN garantida por uma hipoteca. Esta dívida é considerada pelo BPN como incobrável e por isso transferida para uma empresa, a Parvalorem, criada justamente para absorver os créditos tóxicos do BPN. O que faz a Câmara de Matosinhos? Propõe-se pagar, pelo estádio, à Parvalorem o que eles próprios consideram incobrável. Isto é, o Estado, entenda-se, Governo, considera a dívida incobrável e o Estado, entenda-se Câmara de Matosinhos, paga essa dívida ou pelo menos parte dela. Quem entende isto? Em nome de quê?" 
A Câmara desculpa-se com a crise para  
- reduzir despesa com os apoios aos Bombeiros. 
- reduzir na segurança do concelho
- Não paga aos seus fornecedores, pondo em causa empresas e postos de trabalho 
mas  a crise dissipa-se quando o assunto é futebol, uma actividade muito interessante mas que está longe de poder ser considerada prioritária.
A câmara pretende ainda vender o Parque de Campismo de Angeiras, alegando que não está vocacionada para a gestão de Parques de Campismo, nem tem dinheiro para efectuar investimentos no Parque.
Não está vocacionada para gerir Parques de Campismo mas está vocacionada para gerir estádios de futebol? Não pode investir no parque mas já pode investir nos estádios? Fonte

Festas delirantes 
3,5 milhões de euros gastos com os “250 anos” em Oeiras. São prova da loucura despesista que grassou no Executivo de 2005/2009, com a conivência do Partido Socialista. Isaltino Morais permite o despesismo como o SATUO, o COMBUS, o Centro de Congressos, a 2.ª fase do Parque dos Poetas são sinónimo, mais do que desnorte, de uma loucura financeira, para não dizer de irresponsabilidade. Lança-se o SATUO EM (2050 FICA PARA O POVO) sem haver um estudo de tráfego; lança-se o COMBUS sem um estudo de tráfego; constrói-se o Centro de Congressos e só um ano depois se avança para o estudo de viabilidade económica e financeira. Hoje o SATUO é buraco que todos conhecemos, o COMBUS está a ser desactivado, o Centro de Congressos tem futuro incerto quanto à viabilidade e a 2.ª fase do Parque dos Poetas é uma das grandes hipotecas do futuro. De fora deste panorama megalómano e sombrio não poderiam ficar os “outsourcing” cada vez mais recorrentes para satisfação de necessidades que poderiam ser satisfeitas pelos meios humanos, técnicos e materiais da CMO, nomeadamente a manutenção dos espaços verdes, verdadeiro sorvedouro de dinheiros públicos. fonte 


Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/08/como-rentabilizar-um-negocio-ruinoso.html#ixzz23VwtqP2h


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