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domingo, 12 de agosto de 2012

A TOCHA


GOSTO DESTE CLIP !





(Jungle drum, Emiliana Torrini)

Os Azeitonas - Anda Comigo ver os Aviões (Showcase) - MYWAY


Homilias dominicais (citando Saramago) - 94


Tivesse eu a grata satisfação de presenciar a cena 
e dispensaria até saber o que fora dito...

É verdade, tivesse eu tal oportunidade e dispensaria entrar na intimidade daquele diálogo. A curiosidade levar-me-ia a interrogar sobre o que diriam, mas manter-me-ia a reservada distancia... Basta que os conheça pelo que escreveram. De Jorge Amado, li livros seus entre os 20 e os 30 anos. De José Saramago, já muito depois dos 50. Um despertou-me para a utopia, o outro manteve-me desperto para ela.  Ambos me alimentaram o sonho e, pensando nisso, imagino o que naquela conversa terão dito...

HOMILIA (lembrando o centenário de Jorge Amado)
«Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.» - José Saramago, in "Ensaio sobre a cegueira"
«Não possuímos direito mais inalienável do que o direito ao sonho. O único que nenhum ditador pode reduzir ou exterminar.» - Jorge Amado, tirado daqui

CONVERSA AVINAGRADA 

Jerónimo de Sousa exige explicações sobre desaparecimento de documentos do negócio dos submarinos

Por Agência Lusa, publicado em 12 Ago 2012 - 


  • jeronimo de sousa

agora - poema de António Garrochinho

foto de António Barrosadas

SONHOS


TUBARÕES E SUBMARINOS


PARTILHA - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


OS TERRORISTAS


algures



THEREMIN, A MÚSICA ETÉREA DOS DEUSES


O Teremim (do inglês Theremin) é o primeiro instrumento electrónico do mundo. O precursor grito etéreo da música electrónica. Tocado por Deus, para nele se tocar não se lhe pode tocar. É pura magia. A prova viva de que o vazio está repleto de música. Digam-no a nova vaga de revivalistas que estão a colocar o Theremin, de novo, na História da Música.
leon theremin instrumento musical musica
Se Deus ou Deuses ou Anjos ou Diabos tocassem um instrumento musical, esse instrumento seria, sem dúvida, o Theremin. Apoteótico, reveste-se de um som etéreo, capaz de invadir o corpo, capaz de estilhaçar a alma. É mágico. Um instrumento musical que não se toca. Ou que se toca sem se tocar. O instrumentista do Theremin, ou theremista, assemelha-se a um maestro sem batuta, a comandar uma orquestra invisível, a embriagar o ouvinte com éter. O Theremin soa como o vento na frincha da janela, como o canto hipnótico de uma sereia, como a presença invisível de um fantasma.
Quando se imagina Lenine a tocar este instrumento vê-se Lenine a comandar as tropas. Porquê? Porque sim: Lenine tocava Theremin. Lenine gostava tanto do então bizarro instrumento que até encomendou 600 exemplares para distribuir pela União Soviética e ainda mandou o seu inventor dar uma volta aos Estados Unidos da América a anunciar a invenção da música electrónica. É verdade. O Theremin é o primeiro instrumento musical totalmente electrónico, o instrumento precursor da música electrónica.
Em plena Guerra Civil Russa, o inventor Léon Theremin andava às voltas com uma investigação patrocinada pelo governo russo em sensores de proximidade. Basicamente era um estudo sobre as interferências das mãos nos transmissores radiofónicos que alteravam as frequências e prejudicavam irritantemente as comunicações. Certamente dotado de uma sensibilidade fora do comum, o senhor Theremin foi rodeado pela beleza sonora quase surreal que advinha de tão incómoda interferência. Tinha à sua frente dois osciladores (basicamente duas antenas de metal) de alta frequência por onde circulava a invisível corrente eléctrica, e quando aproximava a mão de uma das antenas, ao alterar a sua frequência, surgia misterioso e infinitamente belo este som que o percorria, como um arrepio pela coluna, como uma corrente leve e agradável. Reparou entretanto que com uma mão conseguia controlar a frequência e com a outra a amplitude, ou volume. Foi então que decidiu amplificar estes sons novíssimos e ligar o instrumento a uma coluna. Aí deu-se o êxtase. O orgasmo sonoro.
leon theremin instrumento musical musica
A patente do Theremin aconteceu em 1928. Começou por chamar-se etherphone (“telefone de éter?”), Thereminophone (“telefone do sr. Theremin?”) e Termenvox (“a voz de Termen” – em homenagem ao mesmo sr. Theremin cujo nome de nascença é Lev Sergeyevich Termen).
Na sua viagem pelos Estados Unidos da América, foi oferecido a Léon Theremin um estúdio onde ele treinou diversos músicos com o intuito de levar estes novos sons ao grande público. Tudo parecia estar a correr bem até que, em 1938, e por motivos um pouco obscuros, Léon foi obrigado a regressar à União Soviética deixando para trás o estúdio, a fama, os amigos e a sua mulher. Alguns desses motivos um pouco obscuros da sua fuga forçada podem ser desvendados na sua biografia – Theremin: Ether Music and Espionage (“Teremim: Música Etérea e Espionagem”) –, escrita por Albert Glinsky após o seu reaparecimento, 30 anos depois.
Permitam apresentar Clara Rockmore. Clara Rockmore não era uma rapariga que queria mais rock. Clara era uma pródiga estudante de violino russa e adorava música clássica. Aos cinco anos era já considerada extraordinária, até que um problema nas mãos lhe retirou o violino do pescoço e a fez dedicar-se às cordas invisíveis do Theremin. Como aluna predilecta do inventor deste novo instrumento, Clara tornou-se rapidamente a melhor theremista do mundo e acompanhou o seu mestre na viagem encomendada por Lenine. Nos Estados Unidos da América fez vários espectáculos deslumbrando plateias com o seu método único – o “dedilhar aéreo” –, tocando o instrumento com uma precisão sem paralelo.
Inicialmente, o Theremin foi concebido para tocar música clássica e até para substituir orquestras inteiras com a sua “música etérea”. Tal não aconteceu, inclusive acabou por cair em esquecimento depois da II Guerra Mundial, quando se calaram as bombas e rebentou uma nova vaga de instrumentos electrónicos. Por onde andou o Theremin este tempo todo? Um pequeno nicho de aficionados foi utilizando o instrumento nas suas composições ao longo dos anos, tendo havido um breve ressurgir nos anos 60 e 70 em bandas como, por exemplo, os Led Zeppelin. Foi em 1993, com o lançamento do documentário Theremin: An Electronic Odyssey ("Teremim: Uma Odisseia Electrónica"), dirigido por Steven M. Martin, que, aliado ao revivalismo da música contemporânea, fez com que as etéreas frequências do Theremin passassem a ser utilizadas com maior frequência. Neste documentário podemos assistir a várias entrevistas com figuras lendárias da indústria musical e, peculiarmente, uma entrevista com o próprio Léon Theremin.
A magia do instrumento de Deus e do Diabo foi utilizada em diversas bandas sonoras e por muitos grupos musicais. Actualmente despoleta um renovado interesse e podem ser adquiridos em diversos fabricantes modelos como o PAIA’s Theremax, o Wavefront’s Classic e o Travel-Case. A Moog Music Inc., de Robert Moog (pioneiro da música electrónica que construiu centenas de Theremins muito antes de construir sintetizadores) produz os conhecidíssimos modelos Etherwave. De relevar que sem Moog o Theremin poderia não ter sobrevivido como um instrumento vivo, em que agora se redescobre a magia do éter.
Lembram-se com certeza de Clara Rockmore. É sempre possível bebericar um pouco da sua história, e sentir o mesmo arrepio que Léon experimentou, no seu álbum The Art of Theremin (“A arte do Teremim”), acompanhada ao piano pela sua irmã, Nadia Reisenberg. Uma história em que vale a pena deixarmo-nos embriagar.

A natureza em estado selvagem... (85 fotos)

"Animais no seu habitat natural e paisagens de uma rara beleza são a melhor definição do trabalho de Ben Hall. O fotógrafo britânico, perfeccionista e paciente por natureza, só dispara o botão da sua máquina quando consegue captar o momento que transmita todo o esplendor da vida selvagem." (Diana Ribeiro, colaboradora do site Obvious)

Através das imagens podemos apreciar a inquestionável beleza que a Natureza nos oferece. Embora a maioria seja tirada nas ilhas britânicas, Ben também já esteve a fotografar na Patagônia (Argentina) e na África do Sul. Apaixonado pela vida animal desde criança, encontrou na sua profissão o meio para exprimir e partilhar esse gosto. Vejam as dezenas de fotos. Vale a pena. 

Animais no seu habitat natural, rodeados por paisagens arrebatadoras, são o tema central das suas imagens. Porém, Ben procura não só focar a própria realidade selvagem, como também os pormenores que a tornam única.

A revista “Living Edge”, com a qual colabora regularmente, descreve-o como “perfeccionista nos detalhes”. A verdade é que, primeiro, antes de sair para o local onde irá fotografar, ele pré-visualiza várias imagens em concreto. Em seguida, idealiza e define como quer exatamente a sua. E esta só sai mesmo quando a Natureza estiver em sintonia consigo. Ou seja, enquanto isso não acontecer, Ben nem sequer dispara. Demore dias, semanas ou até meses.





Depois de a conseguir, ainda não fica (totalmente) satisfeito, voltando ao lugar para uma nova captura, só para se certificar de que a anterior era a “certa”. No caso do artista, a paciência, além de uma virtude, é responsável por verdadeiras obras de arte: imagens de uma grande sensibilidade estética, que “despertam emoções”, tal como Ben pretende. Um olhar mais demorado sobre a importância de uma relação de harmonia entre homem e natureza, sem recurso a qualquer manipulação digital.



Considerado um dos melhores fotógrafos de Inglaterra, Ben já recebeu diversos prêmios internacionais e a sua exposição em Manchester teve milhares de visitantes durante o ano que decorreu. Os seus trabalhos podem ser vistos frequentemente em publicações como por exemplo a BBC-Wildlife, “Birds Illustrated”,”Living Edge” ou “Birding” (Estados Unidos).













































































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