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sábado, 11 de agosto de 2012


O CHÁ DA TREMOCEIRA


 Já aqui falei muito da senhora Adelaide. Tem 88 anos e, mesmo contra todas as dores do mundo e sobretudo as que ela sente no seu corpo, continua, diariamente, a estar de plantão junto ao café Santa Cruz a vender pistachos, tremoços, amendoins, pinhoadas e mais uma coisa ou outra. O trabalho para esta velha senhora é assim uma espécie de droga que a ajuda a manter viva. Várias vezes me tem dito que quando deixar de estar ali a vender e lhe faltar aquele contacto com as pessoas morre- em contrapartida, repete até à exaustão que vai deixar de estar ali porque já não pode, já não aguenta tanta dor.
Esta mulher é um ícone vivo de resistência. Já escrevi imensos textos sobre ela. Certamente pelos caminhos de escolhos que teve de percorrer, tornou-se seca, dura e fria no falar. No entanto, misturado com uns palavrões de fazer corar o mais pudico, conserva uma subliminar e fina ironia acerca de tudo o que a rodeia. Acho-lhe uma graça sem limites.
Há bocado passei por ela. Como é normal lá estava sentada no parapeito de pedra em frente ao Banco Espírito Santo. Cumprimentei-a:
-Bom dia, dona Adelaide. Então, como é que vai?
-Muito mal, menino! Muito mal! Dói-me a coluna –e leva um braço até ao dorso. Tenho reumatismo neste braço –e levanta-o para eu ver. Tenho de deixar de vir para aqui – já anda há quatro anos a repetir a mesma coisa. Sabe que estive muito mal?! Ah pois… quase que bati a bota. Têm de me ajudar lá em casa a fazer tudo… já não posso! Já nem uma dou! Já pouco mais vou durar…
-Ora…ora… pessoas como a senhora nunca morrem –digo em jeito de alento e provocação.
-Está bem está! Eu para vir para aqui já só venho amparada…
-A senhora está muito bem… deixe-se disso –atiro de supetão.
-Não estou não. Para ficar mesmo boa, precisava mesmo era de um chá…
-… De um chá? Que tipo de chá?!...
-Precisava de um chá de putas e paneleiros.. (sic!) – diz-me isto com uma cara séria e de safada. Fartei-me de rir.

Questões nacionais

Rita Coolidgie - were all alone -música mais mensagem...♥

Roberta Flack & Peabo Bryson - Tonight, I Celebrate My Love For You

MEIAS PRETAS - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


O MEU PRIMEIRO PROJECTO VÍDEO PARA O FACEBOOK E BLOG - PRAIAS DO ALGARVE

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Septeto Santiaguero

RELÍQUIAS - SEARA NOVA - LIGA EUROPEIA PARA AS LIBERDADES

Liga Europeia para a Defesa da Liberdade
SN Nº71 - Janeiro 1926


Estátuas clássicas com roupas, e modernas!

Olha isso é photoshop, mas que é interessante é, principalmente a metodologia usada para fazer essas imagens. A ideia foi do fotógrafo francês Léo Caillard, ao criar a série de fotos engraçadas denominada de "Rua das Pedras". São famosas estátuas clássicas que aparecem de uma forma bastante incomum, com roupas modernas. E quem pensa que foi apenas aplicar o photoshop, está enganado. Para criar o "milagre", ele teve que primeiro fotografar as estátuas e depois, separadamente, fotografar alguns amigos, cujos corpos tivessem as mesmas características físicas e tamanho das estátuas, vestidos com as roupas. Fotografando-os na postura adequada ele captou as imagens e então "vestiu" as estátuas com a ajuda do photoshop. Nem um centímetro a mais, nem um centímetro a menos. Tudo na medida certa, como se tivesse revestido as estátuas com as próprias roupas. Reconheçamos que esses caras são criativos!!!










Os magníficos mosaicos de Laura Harris


A americana Laura Harris por muito tempo trabalhou como professora, tendo sido reconhecida, inclusive, como uma das melhores professoras da Universidade Wisconsin. Laura, todavia, tendo em vista uma esclerose múltipla progressiva, foi forçada a deixar o trabalho. Só a partir dai ela interessou-se por mosaicos e quis o destino que ela descobrisse nessa arte sua veia artística. Agora Laura já é reconhecida também por essa manifestação artística que reúne criatividade e matéria prima reaproveitável, como cacos de cerâmica, vidro, peças de metal, engrenagens, pedras e até mesmo cascas de frutos do mar, como ostras a mariscos. Por seus trabalhos em mosaico, com um estilo fantástico e único, ela tem recebido vários prêmios nos Estados Unidos. Vale a pena observar. 














Post(s) á beira mar

Biquíni - uma história que antecede a própria criação

Algo que todos sabem é que o biquíni (do inglês bikini) é um maiô de duas peças de tamanho reduzido, que cobrem o busto e a parte inferior do tronco. É também bastante conhecida a história de que seu nome deriva de Bikini, um Atol do Pacífico onde se deu, em 5 de julho de 1946, um explosão atômica experimental. Assim, pretendia-se propor que a mulher de biquíni provocava, na época, o efeito de uma "bomba atômica". Agora, o que também várias pessoas sabem, mas que pouco se comenta, é que o biquini, que é termo de marca registrada na França e teve a sua criação disputada durante décadas pelos estilistas franceses Jacques Heim eLouis Réard, já existia na verdade muito tempo antes de ser anunciado a partir da segunda metade da década de 1940. E bota tempo nisso. Tanto é verdade que urnas gregas e mosaicos, datados de mais de 3.000 anos, mostram os atletas do sexo feminino em trajes de banho em duas partes. Ou seja: o famoso maiô de duas peças pode até ter sido adaptado com redução da altura da calcinha mostrando o umbigo, recebido nome e ficado famoso a partir de 1946, mas estão equivocados aqueles que pensam e divulgam que ele foi inventado naquele ano. Neste post, baseado em imagens de arquivos da Wikipédia e revista Life, vamos provar que o biquíni surgiu bem antes de Jacques Heim e Louis Réard iniciarem sua briga pela paternidade do objeto de admiração da maioria das mulheres modernas.  Para saber mais, siga o post.

Mosaico romano do século IV de Villa del Casale em Piazza Armerina, Itália.


Na praia de Santa Mônica, na Califórnia, em 1940, essa mulher foi flagrada pela Life já usando o biquíni. A diferença é que a calcinha (mais tarde chamada de tanga) era bem alta, tapando o umbigo. Mesmo assim vocês poderão ver nas próximas fotos, que nas praias da Europa no verão de 1945, com o término da 2ª Guerra Mundial, francesas e alemãs já usavam os biquínis bem avançados com o umbigo de fora, antes dos estilistas franceses iniciarem a briga pela paternidade do vestuário no verão do ano seguinte.


O maiô de duas peças usado por uma americana, acompanhado de criativas "tatuagens", flagrado pela revista Life numa praia da Califórnia em 1941.


Nessa foto de 1942, a atriz Donna Drake aparece vestindo o famoso traje com um rifle na sacada de sua casa em Los Angeles.


Rita Hayworth em casa, em Los Angeles, em 1945, ainda com um modelo mais discreto. No início as mulheres não estavam preparadas para usar peças de vestuário tão reduzidas e os biquínis foram proibidos em vários países. No entanto atrizes como Rita, Ava Gardner, Úrsula Andress e Brigitte Bardot foram contra todos os preconceitos da época aderindo ao biquíni, como instrumento de sedução em filmes e em fotos.


Alguns modelos apresentados nas praias americanas em 1945, logo após a guerra.

As Europeias no Verão de 1945
 Enquanto as americanas ainda se mantinham discretas com o maiô de duas peças escondendo os umbigos, as europeias de um modo em geral "baixavam a guarda" e já davam mostras do que viria pela frente. Essas fotos acima mostram vários flagrantes das praias francesas logo após o término da guerra no verão de 1945. Apesar da maioria ser tanga alta, algumas já estavam bem reduzidas e os umbigos não eram mais objetos de curiosidade. 



A atriz francesa Barbara Lange em um maiô caseiro, que ela cortou e transformou em biquíni, em 1945.


Beleza concorrente no mundo do cinema a atriz Jackie Lee Barnes faz poses à beira da piscina, em Abukerke, Novo México, 1949.


O interessante é que, apesar de ter ficado famoso e reduzido por francesas e americanas na ultima metade dos anos 40, na década seguinte o já então conhecido "biquíni" começou a sofrer as tendências da moda, e essas duas fotos mostram os modelos que foram lançados para o verão americano de 1950. Praticamente voltou as origens do início dos anos 40.
Já na Europa a moda daquele verão mantinha o umbigo de fora, como mostra essa foto abaixo de uma modelo francesa apresentando um biquíni criado pelo estilista Christian Richard, num café da manhã em1950 na cidade de Paris.


A partir da década de 50, já definido como biquíni mesmo, em cada verão do hemisfério Norte, principalmente na Europa, surgiam os novos modelos. Era a moda se ditando. Nessa foto acima um modelo Lynn Jones, datado de1955.



Jayne Mansfield posando ao fundo de uma piscina cheia de bonecas infláveis, isso em 1957.


Mergulho em Israel em 1960. Até os países com tradições religiões mais conservadoras aderiam ao movimento de liberação das mulheres que tomava conta da humanidade.


Nos anos 60 biquíni atingiu o auge de popularidade. Era muitas vezes usado como adorno em filmes e músicas, e como contestação política e social. Tornou-se um símbolo pop.


Jayne Mansfield com o marido Mickey Hartigeem, em 1961.


A atriz Filomena de Toulouse com uma raposa na mão revoluciona costumes no Festival de Cannes de 1962.



Também nos anos 60 surge na Europa a tendência do topless, principalmente em praias famosas como Cannes, como mostra essa foto de 1962.


Cada um na sua tradição, os países passaram os anos 60 lançando moda com biquínis em tamanhos a panos diferentes. Acima um estilo lançado em Atlantic City, New Jersey, em 1964. Abaixo uma modelo húngara em 1965 apresentando o estilo do seu país.


Já avançando no tempo a modelo Neti Abaskal demonstra um padrão diferente em seu peito e abdômen, o Bahamas, modelo de 1968.


Nas praias da Califórnia, já no início dos anos 70, as americanas parecem ter encontrado a forma definitiva do seus biquínis que impera até hoje, o estilo "calção".


Agora uma coisa é certa. Criado na antiguidade ou na modernidade; fruto da ideia de estilistas franceses ou não; precursor de moda na disputa entre  europeias e americanas, ou apenas uma decorrência disso; símbolo do movimento pop dos anos 60 e 70, ou uma simples peça que coincidiu com aquele tempo, a verdade é que foi no Brasil e a partir do Brasil que este pequeno pedaço de pano provocou e provoca revoluções até hoje. Ele pode ter nascido na antiguidade, os franceses podem tê-lo adaptado e os americanos o divulgado através de suas produções cinematográficas. O Brasil, todavia, foi o país que adotou o biquíni e fez dele o que quis. Hoje no Brasil é possível encontrar de tudo, desde maiôs tradicionais a engana-mamãe, biquínis asa delta, fios dentais, modelos estampados, drapeados, biquínis de crochê e tangas nas mais variadas marcas e modelos. O Brasil com um vasto litoral e verão “quase” o ano inteiro é o país mais influente na moda praia internacional sendo reconhecido pela qualidade e originalidade em suas peças que quase sempre são baseadas e na cultura brasileira passando pela natureza e até carnaval. Os biquínis mais populares no Brasil são o estilo asa delta e o fio dental. Abaixo uma pequena coletânea deles.








Fontes: Revista Life, Wikipédia, Google