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segunda-feira, 30 de julho de 2012

MEDO TÊM ELES MAS A VERGONHA É QUE NÃO É NENHUMA


HUMOR - RECADOS POLÍTICOS, CARTON(s) E NÃO SÓ





SARDINHA - A RAINHA



Sardinha, a rainha do mês de Junho
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Junho é o mês dos santos populares. Santo António a 13 (quarta-feira), São João a 24 (domingo) e São Pedro a 29 (sexta-feira). Com os festejos dos santos populares vêm também as marchas populares, os manjericos, os versos populares e a sardinha assada. É assim a tradição portuguesa no mês de Junho.
A Sardinha
20120604_sardinha1A sardinha faz parte do grupo de peixes teleósteos abdominai e adquire o nome científico de "Sardina Pilchardus".
Não pensem que vou continuar com esta linguagem ou com as definições técnicas desta maravilhosa espécie de peixe que nos identifica no Mundo, porque vamos mais longe! A sardinha sempre foi associada à alimentação popular e, recentemente, grandes chefes de cozinha empregam-na na mais alta gastronomia e até mesmo na cozinha de autor.
Ninguém como os Portugueses para se deliciarem com as sardinhas assadas e colocadas sobre a fatia de pão. Instintivamente, a tradição de comer sardinhas está associada à época em que o seu sabor é o melhor! Por isso, a sardinha torna-se emblema culinário das festas populares de Junho. E lá diz o ditado: "No S. João, a sardinha pinga no pão". É também um símbolo e um elemento culinário dos festejos do Santo António e é, de facto, por esta altura que a sardinha está gorda, sendo mais fácil libertar a sua pele, e fazendo com que a sua gordura embeba o pão de forma gulosa.
Domingos Rodrigues (1680), autor do primeiro livro de receitas em Portugal, sugere os meses de Novembro e Dezembro, apesar de não providenciar qualquer receita. Lucas Rigaud (1780) nem sequer menciona a sardinha, enquanto que João da Mata (1876) lhe concede a honra de três receitas: Sardinhas à Mata, Sardinhas em Pastelinhos à Portuguesa e Sardinhas em Espiches.
Olleboma (1936), autor de Culinária Portuguesa, por sua vez, recomendava que a sardinha fosse consumida de Junho a Outubro, pois eram os meses de melhor sabor, mencionando que "a sardinha é o peixe mais abundante em toda a costa de Portugal... consome-se fresca, salgada e em conserva de azeite". Como forma de confeção, apresenta várias receitas, desde frita, a grelhada ou assada na brasa, recheada e até com molho de tomate à moda de Setúbal.
Não se pretende relatar exaustivamente a presença da sardinha nos clássicos dos receituários de culinária portuguesa, no entanto, deve-se referir a importância que a indústria conserveira teve durante o século XX. O sistema de conserva dos alimentos após cozedura e isolamento do ar foi descoberto por um cozinheiro francês de nome Appert, em 1804. Mas é em Inglaterra que se estabelece, em 1810, a primeira indústria de conservas em folha-de-frandres, sendo o que o produto final era bastante caro pelo seu manuseamento.
Curioso é encontrar uma receita de sardinhas no famoso livro, "As delícias da mesa e os melhores tipos de comida", de Ibn Razin Tujibi, escrito entre 1238 e 1266, e publicado no tempo das dinastias Almohade e Mérinide, no domínio de Al Andalus e do Maghreb. Tudo isto porque a sardinha era então considerada um peixe popular, ou menor.
Será facil admitir que a sardinha já constava nos peixes que os romanos consumiam, e que seria um dos elementos que entrava no famoso garum. Este seria uma pasta de peixe, imaginada como sistema de conservação do peixe após a chegada dos barcos, e cujo fabrico (há informações de Setúbal e Monte Gordo) condiz com os locais onde se estabeleceram as primeiras indústrias de conserva.
Durante a Idade Média, haveria até 240 dias de jejum de carne, pelo que os frutos pesqueiros seriam a base da alimentação. A sardinha assumiria um papel preponderante e primordial nesta altura. Consta mesmo que no primeiro "restaurante" instalado na Praça da Ribeira, "O Mal Cozinhado", prestar-se-iam a fritar o peixe e a servi-lo sobre fatias de pão.
A sardinha transformou-se num produto popular pelo seu preço, e vulgarizou-se a assada na brasa como a melhor forma de a saborear. A sardinha do século XX teve picos de glória e de abandono, deixando de ser prato de mesas finas ou abastadas. Para o interior iam em barricas com sal, pois para as grandes tarefas agrícolas era necessário contratar galegos, que não abdicavam de comer peixe. Outras formas de conservação levaram à criação de outro receituário, como as empadas ou bolas de sardinha.
A importância popular da sardinha foi e é tão grande, que a linguagem proverbial adotou-a em vários sentidos:
"Da gargante para baixo, tanto sabe a galinha como a sardinha"
"Na tua casa não tens sardinha e na alheia pedes galinha"
"Nem sempre galinha, nem sempre sardinha"
"A mulher e a sardinha querem-se pequenina"
"A mulher e a sardinha, quanto maior mais danadinha"
"Não há comida abaixo da sardinha, nem burro abaixo de jumento"
"Se tens sardinha... não andes à cata de peru"
"Estar apertado como sardinha em lata"
"Comer sardinha e arrotar pescada"
"Tirar a sardinha com a mão no gato"
20120604_sardinha2
Expressões para todas as ocasiões e para todos os sentidos. A sardinha assada é, para mim, um elemento diferenciador da alimentação portuguesa. Os países mais próximos que consomem a sardinha, como a Espanha, França ou Itália não o fazem da mesma forma que nós. E fazem-no muito menos como ato convivial de comer sardinhas assadas na brasa, em conjunto e à volta do assador, com a simplicidade de o fazer à mão e sobre uma fatia de pão. Claramente, estará sempre por perto uma boa salada com pimentos e bom vinho!
Nove razões para comer este tipo de peixe
1. Tem gorduras boasO aumento da quantidade de ácidos gordos monoinsaturados e de ácidos gordos polinsaturados ómega-3 (presentes nos peixes azuis) na alimentação tem inúmeros benefícios para a saúde. De acordo com os especialistas, as gorduras boas estão associadas a uma menor mortalidade por doenças cardiovasculares e a uma maior esperança de vida.
2. Contém proteínasTal como a carne e os ovos, as proteínas do peixe contêm todos os aminoácidos essenciais que o nosso organismo precisa. É o caso da lisina (fundamental para o crescimento das crianças) ou do triptofano (estimula a produção de serotonina, um neurotransmissor importante no processo bioquímico do sono e responsável pelas sensações de bem-estar).
3. Reduz o colesterolO peixe azul ou meio gordo é rico em ácidos gordos ómega-3, que aumentam o colesterol bom (HDL) e diminuem o mau (LDL). 
4. Contém vitaminasÉ rico em vitamina A, essencial à visão e para a saúde da pele e dos tecidos superficiais; vitamina D, fundamental para a absorção de cálcio e fósforo; e vitamina B12, necessária ao metabolismo do corpo. 
5. MineralizaContém minerais como o cálcio, essencial para a saúde dos ossos e dos dentes; o magnésio, para o bom funcionamento dos músculos; e o fósforo, imprescindível ao cérebo. 
6. Combate o cancroOs ácidos gordos ómega-3 reduzem o crescimento das células cancerígenas humanas e contribuem para a recuperação das defesas em diferentes tipos de tumores. 
7. Bom na gravidezUm estudo da Faculdade de Medicina de Harvard (EUA) concluiu que as mulheres que comem peixe azul durante a gravidez ajudam a aumentar a capacidade cognitiva dos seus bebés. 
8. Beneficia a digestãoFacilita o trabalho digestivo do estômago, pois tem um baixo conteúdo de colagénio e porque as suas proteínas sao pouco fibrosas. Para que não se torne pesado (mais difícil de digerir), evite fritá-lo ou refogá-lo. É preferível cozinhá-lo na grelha, ao vapor, no forno ou em papillote. 
9. É muito completo 
Existem bastantes receitas para confecioná-lo e diversas formas de o comprar: fresco, em conserva, congelado, ...
Um artigo de Ilídio Paiva





Processo de delimitação dos concelhos de Loulé e Faro passa na Assembleia municipal de Loulé
AM de Faro também aprovou e por apenas 1 voto
Depois de algum tempo de discussão e controvérsia, com “chumbos” registados nas assembleias de freguesia de Montenegro e Almancil - as duas autarquias em que o debate esteve mais acesso – e da realização de uma sessão de esclarecimento na Escola EB 2,3 de Almancil, em que o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Seruca Emídio, acompanhado de Leonel Silva, procuraram clarificar os objectivos que estão subjacentes à delimitação das freguesias entre os concelhos de Loulé e Faro, eis que na Assembleia Municipal (AM) de ontem, dia 27 de julho, a votação foi a seguinte: 23 votos a favor (22 PSD e 1 CDS-PP), 14 votos contra (13 PS e 1 BE) e 1 abstenção (presidente da Junta de freguesia de Boliqueime).

De referir que o deputado do CDS-PP votou a favor mas salientou antes e depois de votar que não concorda que o estádio seja propriedade dos dois municípios, ou é de Loulé, ou é de Faro

Recordamos que o presidente da Junta de Freguesia de Almancil, João Martins, anunciou na sessão de esclarecimento realizada em Almancil que iria fazer seguir uma exposição para a ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias) para o Presidente da República e para os deputados algarvios das diversas forças políticas.

Por sua vez, o conhecido ex-deputado almancilense, Cristóvão Norte, lamentou que não estivesse na comissão alguém de Almancil, mostrando-se desagradado com este processo, que classificou de estar a ser feito à pressa e rematou dizendo: “não quero que o senhor (referindo-se ao presidente da CML) fique conhecido como o coveiro de Almancil”.

Fugindo às provocações, Seruca Emídio, que tem vindo a dizer que o mapa da delimitação das freguesias foi alterado de acordo com as reclamações apresentadas, frisou mais uma vez, também, que o PDM de Loulé foi aprovado, primeiro como zona agrícola e só depois o PDM de Faro como zona industrial. À data de aprovação ambas autarquias tinham executivos socialistas.

O facto de não haver nenhum membro de Almancil na comissão, é porque: ”a solução só se consegue sem a paixão que se tem pela terra”, argumentou Seruca Emídio, complementando com a declaração de que “há dois anos que estamos a trabalhar neste assunto”. Aliás, segundo o presidente da Câmara de Loulé, com um membro de Almancil a integrar a comissão, o concelho de Loulé iria ficar em desvantagem porque Montenegro, São Pedro e Santa Bárbara de Nexe também iriam querer indicar membros na comissão e seria um contra três.

Enfim, as contestações sobre este processo de delimitação têm sido muitas, mas o executivo municipal presidido por Seruca Emídio parece não querer abdicar de o concluir, não dando ouvidos às argumentações de vários elementos, designadamente do presidente da comissão política concelhia do PS / Loulé, Vitor Faria, quando diz que “o concelho de Loulé vai ficar a perder com esta delimitação”, que “o processo não está a correctamente conduzido” e que “não vejo porquê tanta pressa na discussão deste assunto”.

É de referir ainda que nos cerca de 500 hectares (ha) que estão em litígio, segundo a proposta do executivo municipal louletano, ao município de Loulé serão afectados 247, 21 ha e ao de Faro 277,29 há.

De sublinhar também que a proposta desta delimitação, aprovada ontem na Assembleia Municipal (AM) de Loulé, teve como base todo o trabalho realizado pela comissão intermunicipal criada para o efeito e presidida pelo Prof. Rosa Martins, que ontem esteve presente na na AM de Loulé e afirmou não ter qualquer interesse no assunto, aliás nem conhecia Almancil, fez apenas o trabalho que lhe pediram para fazer.

Por outro lado, a proposta de delimitação foi também aprovada ontem na AM de Faro, com a diferença de um voto apenas, sendo que, o presidente da junta de freguesia de Montenegro votou a favor, quando a sua assembleia de freguesia tinha antes votado contra.

Presentes na AM de Loulé estiveram cerca de dez almancilenses, sendo que, cinco deles são membros da Assembleia de freguesia de Almancil e, mais um vez as pessoas da zona em causa não se manifestaram.

Região Sul 
.diariOnline RS

Pierre Aderne & Jorge Palma | Preciso mentir que te amo


Letra - Pierre Aderne
Música - Jorge Palma

"Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido

Preciso mentir que te amo
Os teus ombros... à frente
Esquecer que o amor que preciso
É cobarde, é valente.

(Refrão)
Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto

Dizer que só a teu lado
É onde não durmo sozinho
Olha me mostra o caminho
Pois ri que me amas

Preciso agora de um bem
Pode ser que amanha eu me esqueça
E a olhar da janela de um trém
Um novo amor me apareça

Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto

Preciso mentir que te amo
Te dizer baixinho no ouvido
Te abraçar e fazer de conta
Que nesse amor não duvido

Eu preciso agora de um bem
Pode ser que amanha eu me esqueça
E a olhar da janela de um trém
Um novo amor me apareça

Acordar de manhã
E fazer um café p'rá você
Abraçar-te com cuidado
E depois adormecer-te no meu porto"


Teatro das Figuras volta a ser único teatro certificado do país

 
O Teatro das Figuras continua a ser o único teatro a nível nacional a ostentar a certificação do seu Sistema de Gestão da Qualidade, pela norma ISO 9001:2008, conferida pela SGS ICS, no dia 7 de Setembro de 2009, Dia da Cidade de Faro.
No seguimento da Auditoria de Renovação, que teve lugar nos dia 24 e 25 de julho, a Equipa Auditora considerou que a empresa “estabeleceu políticas, objectivos e indicadores de desempenho adequados e monitoriza a sua evolução” bem como “demonstrou adequada implementação, manutenção e melhoria contínua do sistema de gestão e da sua eficácia”.
Como um dos principais pontos fortes do sistema de gestão, a Equipa Auditora salientou o “envolvimento de toda a equipa de gestão no acompanhamento e prossecução dos objectivos e melhorias do Sistema de Gestão da Qualidade”, o que espelha claramente o compromisso do Conselho de Administração e dos seus colaboradores para com a qualidade do serviço prestado pelo Teatro das Figuras.
Francisco Paulino, Presidente do Conselho de Administração da TMF, E.M. não deixou de salientar que “é com grande satisfação que vemos o nosso esforço de melhoria contínua do serviço prestado, ser reconhecido e certificado”.
Essencial para a monitorização do Sistema e do desempenho dos vários serviços prestados no Teatro das Figuras, tem sido a colaboração do seu público, que em diversas ocasiões foi chamado a dar a sua opinião através do preenchimento de questionários de satisfação. 

Sul informação

Competititvidade e salários baixos


  
Não acredito muito que Passos Coelho esteja preocupado com o progresso ou que governe a pensar no povo português, parece-me mais que tem uma agenda ideológica que tem mais que ver com os manifestantes do Rossio dos anos 70 do que com a sigla do seu partido. Passos Coelho não tem ideias nem projectos, o seu objectivo é aproveitar-se da crise financeira e em vez de se concentrar em ajudar o país a sair da turbolência dos mercados financeiros está a acentuar a crise para melhor disfarçar a aplicação de um programa que não foi votado por ninguém.
  
Mas Passos Coelho estivesse preocupado com o país e tivesse uma capacidade intelectual ligeiramente superior ao imbecil que julgou que levava um canudo sem estudar e ninguém daria por isso, poderia aproveitar a sua passagem pela Manta Rota para reflectir sobre as virtudes e limites de um modelo de competitividade assente em salários baixos. Está num concelho, Vila Real de Santo António, que começou por apostar na inovação no tempo do Marquês de Pombal para com o desenvolvimento do capitalismo investir em salários baixos e aproveitamento re recursos naturais facilmente acessíveis.
  
Na minha infância Vila Real era uma vila industrial onde se multiplicavam as fábricas de conservas de peixe, era o Tenório (o tal das patilhas de cuja marca ainda se vendem latas, er o Ângelo Parodi, uma marca que ainda existe em Itália, o Zé Rita, do pai da esposa de Jorge Sampaio, os Cardosos, os Ramirez e outras. Havia sardinha com fartura, existir uma importante reserva de mão de obra quase escrava que eram as mulheres dos cuicos de Monte Gordo, a sede local da PIDE e uma extensa rede de informadores assegurava a paz social, trabalhavam-se seis dias por semana incluindo os feriados, não existiam direitos laborais e tudo isto existiu durante décadas.
  
Com tanta riqueza tirada do oceano onde estão as empresas e os capitalistas enriquecidos com décadas de mão de obra barata explorada sem limites e sem regras? Morreram quando o modelo morreu, apenas sobreviveram os Ramirez mas mesmo esses já eram ricos e até muito mais ricos do que são hoje.
  
A explicação é simples, a competitividade adquirida à custa de salários baixos, desregulamentação laboral, mais dias de trabalho e repressão não gera empresários competitivos, inovadores e bom gestores. Este modelo favorece a multiplicação de empresários gandulos, de maus gestores, de canalhas, gente que gastará a riqueza roubada em casinos, carros e putas, porque onde roubaram essa riqueza há mais para roubar.
  
Bastaria ao governo estudar as empresas portuguesas que têm sucessos, aquelas que de forma oportunista dizem ser bem sucedidas graças às reformas estruturais alvarinhas, para perceber que não são empresários gandulos, gestores de almoçaradas e clientes de bodeis de luxo, é gente que inovou, que estimulou os seus recursos humanos, que procurou mercados, que não pediu ao governo que lhe desse subsídios ou escravos.
A aposta no empobrecimento não visa resolver os problemas do país ou trazer progresso, tem por único objectivo manter e enriquecer um grupo social de inúteis, grupo a que pertence a gente deste governo e quem Passos Coelho deve a sua eleição.

NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2012 Cartões Visa representam 23,4% dos gastos turistas estrangeiros em Portugal



NO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2012


Cartões Visa representam 23,4%
dos gastos turistas estrangeiros em Portugal
Presstur 30-07-2012 (10h04)Os turistas estrangeiros pagaram despesas em Portugal utilizando meios de pagamento da Visa no montante de 475 milhões de euros no primeiro quadrimestre, o que equivale a 23,4% do montante total de gastos de turistas estrangeiros contabilizado pelo Banco de Portugal nesse período e que ascende a 2.033,38 milhões.
Os dados da Visa constam do seu relatório sobre os gastos realizados com os seus cartões de débito, de crédito e pré-pagos nos seis países europeus da orla mediterrânica (França, Espanha, Itália, Turquia, Portugal e Grécia) e posiciona Portugal como o segundo País que teve o maior crescimento percentual, em 15,7%, depois de França, com +16,4%.
A Visa diz nesse relatório que os seus cartões foram utilizados para despesas em Portugal principalmente por franceses, com 20,8% do total ou 98,88 milhões de euros, angolanos, com 18,4% do total ou 87,26 milhões, e britânicos, com 15,6% do total ou 74,1 milhões.
Seguem-se os brasileiros, com 8,3% ou 39,47 milhões, os espanhóis, com 7,7% ou 36,6 milhões, os norte-americanos, com 3,6% ou 16,88 milhões, os alemães, com 2,9% ou 13,8 milhões, os moçambicanos, com 2,2% ou 10,25 milhões, e os luxemburgueses, com 2% ou 9,33 milhões.
Os dados do Banco de Portugal, contabilizados na Balança de Pagamentos, também colocam os franceses como os turistas que maior despesa fizeram em Portugal no primeiro quadrimestre, com 323,2 milhões de euros, mas seguem-se os britânicos, com 311,4 milhões, os espanhóis, com 271,6 milhões, os alemães, com 217,2 milhões, os angolanos, com 153,37 milhões, os brasileiros, com 108,3 milhões, e os norte-americanos, com 103,1 milhões.
Relativamente ao período homólogo de 2011, o relatório da Visa indica um aumento mais forte dos gastos realizados em Portugal com os seus meios de pagamentos (+15,7%), do que a despesa total contabilizada pelo Banco de Portugal, cujo aumento é de 5,9%, com incrementos de 18,2% dos norte-americanos, 10,5% dos franceses, 5,4% dos alemães e 3,3% dos brasileiros. Em queda estão os gastos de espanhóis, em 4,8%, e britânicos, em 6,5%.
A informação da Visa também indica quedas de espanhóis e alemães, no primeiro caso mais forte do que a que decorre dos números de Banco de Portugal, em 9,2%, e no segundo mais fraca, em 3,1%.
Para os emissores em crescimento, a Visa indica aumentos de 12% dos franceses, 53,2% dos angolanos, 15,6% dos brasileiros, 6,3% dos norte-americanos, 18% dos alemães, 78,2% dos moçambicanos e 175,8% dos luxemburgueses.
A informação da Visa especifica ainda que no primeiro quadrimestre quase metade (46,2%, mais 1,28 pontos que há um ano) dos gastos que contabilizou em Portugal foram levantamentos de dinheiro, que compara com 29% no conjunto dos seis países analisados (-1,20 pontos que há um ano).
Seguem-se compras no comércio (excluindo supermercados), mas neste caso com uma média de 31% nos seis países (+1,48 pontos que há um ano) e 19,2% em Portugal (-11,8 pontos que há um ano), e hotéis, com 14,7% nos seis países (-0,3 pontos) e 12,2% em Portugal (-0,9 pontos).
Diversões, supermercados e viagens surgem nas posições seguintes nos seis países, respectivamente com 8,9%, 3,6% e 3% das despesas totais, enquanto em Portugal foram diversões, com 6,6%), supermercados, com 5,1%, e combustíveis, com 2,3%.
De acordo com a informação da Visa, registaram-se em Portugal, no primeiro quadrimestre deste ano, aumentos de 19,1% ou 35,1 milhões nos levantamentos de dinheiro, para 219,5 milhões, de 18,7% ou 14,3 milhões nos consumos no comércio, para 91,2 milhões, de 7,7% ou 4,1 milhões nos hotéis, para 57,8 milhões, de 10,6% ou três milhões em diversões, para 31,5 milhões, e de 11,5% ou 2,49 milhões em supermercados, para 24,2 milhões.
As únicas rubricas em que a Visa indica queda de gastos em Portugal com os seus meios de pagamento são aviação (-10,6% ou menos 0,44 milhões de euros, para 3,75 milhões) e alimentação e bebidas (-2,1% ou menos 32,9 mil euros, para 1,499 milhões).


António José Seguro – Bem aventurados...


Segundo o Diário de Notícias, António José Seguro disse ser «um líder muito feliz do Partido Socialista por saber que há muita qualidade nos dirigentes do partido», incluindo no presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
Esta referência ao autarca do PS ficou a dever-se ao facto de António Costa, volta que não volta, não se coibir de lembrar que é a sombra negra de Seguro, como nesta entrevista em que assume ter «algumas qualidades» para dirigir o partido... seja lá o que for que isso quer dizer, ou insinuar, sobre o pensamento de António Costa no que respeita às “qualidades” do actual dirigente.
Seja como for, o que me deixou a magicar foi esta cândida “felicidade” do secretário geral, felicidade que, nos tempos que correm, me parece encaixar muito bem em dois tipos de pessoas:
1. Os anjinhos... o que não me parece nada que seja o caso presente.
2. Os muito pobres de espírito, já a caminhar para totais patetas... o que também não se aplica nesta estória.
Resta-me apenas uma terceira e salvadora explicação para tanta felicidade. António José Seguro produziu estas declarações no final da visita ao festival do anho e do arroz no forno, de Baião, experiência que, atendendo ao calibre da pinga que por lá se usa para regar estas iguarias, deixa quase toda a gente irresistivelmente... "feliz", vá lá... bastante alegre.


Salazarinho manda no país por 15 dias

O número um e dois do Governo coordenaram as agendas para um mês que acaba por ser atípico e que pressupõe trabalho de casa para apresentar aos chefes da delegação da troika lá para o final de Agosto – na última semana. 
Terá sido o próprio ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a dar indicações à Caixa Geral de Depósitos para subcontratar a empresa Perella Weinberger Partners para assessorar o Estado na venda da EDP e da REN. A notícia vem hoje no jornal Público e conta que os administradores da Caixa Geral de Depósitos António Nogueira Leite e Nuno Fernandes Thomaz manifestaram a sua discordância com todo o processo, que está a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
D"SUL